Notas iniciais
espero que gostam amadas.. ps.: chorei ao escrever esse capitulo.

- Ai! — gritei levando a minha mãe até minha barriga, curvando-me.

- Anya?! O foi?! — perguntou-me Tomás segurando meu braço.

- Tomás, a bolsa.. — falei olhando pra o chão. Parecia que eu tinha feito xixi, um liquido escorria pelas minhas pernas. Minha bolsa havia rompido.

- O bebê.. — sussurrou seguindo meu olhar. — O bebê! Vai nascer! — gritou ele. Senti as mãos de minha mãe me amparando, trouxeram uma cadeira e me sentaram nela. Eu arfava e respirava fundo. Olhei em volta e vi Clarisse ligando para uma ambulância.

- Mas que merda! Me levem para o hospital! AAAAAAAHHHH! — gritei ao sentir uma contração insuportável.

- Calma amor, respira... — Tomás agachou-se ao meu lado, e segurou minha mão.

- Urrrrrghhhh! — resmunguei, apertando a mão de Tomás, esmagando-a.

- Venha — ele me levantou e com uma mão em volta da minha cintura e a outra segurando minha mão, me levou até o carro. Minha mãe, o pai dele e Clarisse vieram atrás. Sentou-me no banco de trás do carro, minha mãe entrou do outro lado e me encostei nela. Eu suava frio e ela tirava meu cabelo já todo molhado de suor de minha testa. Clarisse entrou no carona e Tomás dirigia.

Em menos de 15 minutos chegamos ao hospital. Com dificuldade sai do carro.

- CARALHOOOOO!!!!!! — berrei com outra contração.

- Respira. — mandou minha mãe. Se ela me mandar respirar mais uma vez eu juro que não respondo por mim!

Entramos no hospital e Tomás correu até a recepção, me sentaram em uma cadeira de rodas, e enquanto preenchia sei que porra, me levaram até a sala de parto.

- Força Anya! — mandava Samuel. Ele estava no casamento, e nos seguiu em seu carro. Ou ele faria meu parto ou eu não deixaria esse bebê sair!

- Aaaaaahhhr! — empurrei.

- Empurra, isso! — falava ele. Eu empurrava com mais força. Deitava exausta. Minha testa era suor puro. Tomás esteve ao meu lado o tempo todo, não soltara minha mãe um só minuto. Nem minha mãe pode entrar, ele dissera que ele estaria ali comigo, e assim foi.

- AAAAAAAAAAAAAH! — gritei ao sentir outra contração e empurrar.

- Está quase lá garota! Vamos lá, seu menino ta nascendo! — falou Samuel. Empurrei mais um pouco, sentindo que seria suficiente.

- AAAAaaaahhh! — gritei deitando exausta.

Então, ouço seu choro. Ele tinha nascido, meu menino nascera. Sorri e senti minhas lágrimas brotarem em meus olhos. Meu pequeno principezinho havia nascido. Forte, grande, um verdadeiro príncipe. Meu pequeno, meu bebê. Meu pequeno Theo.

Samuel o entregou a Luce, eu não a havia visto ali, mas era ela a enfermeira que acompanhara o parto. A olhei cheio de carinho e em agradecimento. Se tornou minha amiga. Luce o embrulhou em uma manta e o colocou em meus braços.

Ao olhá-lo, eu não vi mais ninguém, para mim somente ele estava ali. Aquele era o meu momento, meu e dele. Só nós dois. Vi seu narizinho tão pequeno, seus olhos me olhando, me reconhecendo. Os poucos cabelos que tinha em sua cabeça, nascera cabeludo. Sorri.

Segurei suas mãozinhas e ele agarrou meu dedo. Tomás estava ao meu lado e eu o olhei. Sua expressão era de uma felicidade serena, pura e especial. Ele acariciou meus cabelos e beijou minha testa.

- Ele é lindo amor — falou em meu ouvido. — Se parece com você.

Sim, se parece comigo. Reparando em cada detalhe daquele rostinho, percebi alguns toques de Gabriel, não pude deixar de ver. Sim, tinha alguns traços dele, como o formato da boca. Era pequena e desenhada. Seus olhos eram de um tom de verdes que me lembrava os do Gabriel.

Ninguém poderia dizer que Theo, não é filho de Gabriel.

***

Minha mãe, Clarisse e Tomás ficaram comigo no quarto. Theo foi levado para ser limpo, estava todo sujo de sangue ainda, e para ser vestido. Daqui a pouco Luce o traria para eu amamentá-lo.

- Com licença — falou Samuel entrando no quarto.

- Oi doutor — falei.

- Como está minha nova mamãe? — sorriu e se sentou na cama, ao meu lado.

- Estou ótima, melhor só quando te-lo em meus braços de novo.

- Daqui a pouco Luce o estará trazendo. — apenas assenti e sorri. — Anya, você não acha que está faltando uma coisa? — perguntou-me

- Ahn, o que?

- Você não devia estar casada? — sorriu e então antes que eu pudesse responder, o padre que realizaria meu casamento entrou no quarto.

- Deseja continuar com a cerimônia minha filha? — perguntou-me. Olhei para Tomás e ele sorria.

- Então, quer se casar comigo? — perguntou encontrando meu olhar.

- É óbvio que sim.

E então, o padre realizara a cerimônia. Finalmente dissemos sim.

Casamos, meu bebê nasceu, poderia pedir algo mais?

****

Estava acordada naquele quarto de hospital, olhando Theo dormir no berço ao meu lado. Tomás dormia profundamente no sofá que havia ali. Resolvi então, escrever uma carta. Algo para Theo, afim de que quando crescesse, lesse e soubesse desde então, o quanto eu o amo. Peguei uma folha que vi em cima do criado mudo, e por milagre, achei um lápis perdido por ali. E escrevi:

\"Nascer. Sair da escuridão e da paz do útero para conhecer o mundo, a luz, o som, a dor, o prazer. Antes era a plenitude, um existir misto. Você não respirava, não sentia fome, ou falta de nada, Simplesmente crescia e ia tomando forma naquele lugar cheio de sombras em que morava. Os ruídos aqui fora chegavam filtrados e fluídos até você, as emoções que experimentava eram misturadas as minhas.

Até que chegou a hora, e que hora ein, bebê? Do nada você sentia a claridade, em busca do ar, do novo...

A presença de Samuel, seu titio, me trouxe a calma que eu precisava para que tudo desse certo.

Quando te vi pela primeira vez, seu narizinho, suas mãozinhas, seus lindos pézinhos, vocêm soube imediatamente que tudo havia mudado. Sua chegada bebê, revolucionou minha vida, e eu soube disso desde o início.

Foram momentos perfeitos, mágicos, quando sentia você mexer aqui dentro de mim... ou quando Tomás me tocava, quando ouvia a minha ou a voz dele. Você não foi de ficar quieto bebê.

Nunca me senti tão plena, tão mulher.. tão insegura... Agora, eu sou mãe. Tenho agora nos braços um pequenino ser que depende de mim. Sabe bebê, não cabe em mim o tamanho da minha felicidade, de meu deslumbramento. Minha vontade é de sair por ai que tenho você, a pessoinha mais linda que eu já vi.

Nunca esquecerei, meu filhinho, de como em apenas alguns instantes, eu pude perceber, que eu não era completa, até você chegar.

Obrigada bebê, por preencher o vazio que eu sentia... Obrigada por ser meu Pequeno Príncipezinho.

Obrigada por seu meu Theo.\"

\"\"

Notas finais
ai gente, sério, me apaixonei por Theo xD
reviews?