Was Once Two Hearts
9 Desejos
Notas iniciais
Minha barriga não era de crescer muito, mas como esse mês passou rápido, que estava de 6 meses. E claro, como já era esperado, eu tive desejos.
- Mãe!
- O que foi? — veio até mim, esperando que fosse algo sério.
- Não tem castanha? — perguntei, abrindo todos os armários e gavetas da cozinha.
- Não filha, acabou tudo, você comeu tudo. — falou, colocando as mãos na cintura.
- Mas eu preciso de castanhas. — falei, parando e olhando pra ela.
- Obrigada — falei.
Andamos até um mercadinho não muito longe dali, não tinha reparado que tinha aquele mercadinho tão perto de casa. Talvez por eu não sair muito de casa.
- Aqui. — falou pegando as castanhas e me dando.
- Obrigada. — ia pegar para pagar mas ele não me entregou.
- Deixa — com as castanhas na mão até o caixa.
- Não, eu pago.
- Pode deixar Anya, eu quero lhe comprar as castanhas — e assim o fez, comprou-me as castanhas.
- Obrigada. — eu só sabia agradecer.
Ela não falou nada e voltou a fazer seja lá o que ela estava fazendo. Voltei a abrir e fechar as portas e gavetas da cozinha, desisti, não tinha castanha. Passei pela sala e pela minha mãe e abri a porta.
- Onde vai? — perguntou ela.
- Comprar castanhas. — falei saindo e fechando a porta de casa.
- Poxa bebê, não podia querer algo mais fácil? — perguntei acariciando minha barriga.
Chegando a vendinha, entrei e fui direto ao Sr. Carlos, que sorriu ao me ver.Olhava para minha barriga frustrada por não poder acabar com esse desejo, acariciava a formação redonda que crescia ainda mais. Estava maior do que antes, agora sim eu diria que estou grávida.
- Olá Anya, como vocês vão? — perguntou sorrindo e olhando pra minha barriga.
- Bem Sr. Por favor me diz que tem castanha. — perguntei desesperada.
- Ih Anya, pior que não, está em falta. Não entregaram ainda.
Mas que droga, logo agora! — pensei.
- Obrigada Sr. Carlos. — falei e sai da vendinha. E agora onde eu posso comprar castanhas?
Meu bebê chutou avisando que estava perdendo a paciência.
- Calma amor, a mamãe vai te dar castanhas. Mas como? — me sentei no meio fio tentando lembrar outro local que vendia castanhas.
- Você esta bem? — ouvi alguém perguntar. Levantei a cabeça e me deparei com um garoto.
- Estou sim, obrigada.
Baixei meus olhos me concentrando em minha barriga, reparei que o garoto sentou-se ao meu lado e me olhou. Olhei de lado para ele e notei que encarava minha barriga.
- Algum problema? — perguntei, o encarando.
- Está de quantos meses? — me perguntou.
- Quem é você?
- Meu nome é Tomás e o seu? — Tomás. O fitei reparando como seu cabelo castanho fazia um contraste bonito com seus olhos verdes. E como sua feição lhe dava um ar de criança.
- Anya.
- Prazer Anya, o que faz aqui?
- Vim comprar castanhas, mas não tem. — falei, desviando meu olhar do dele, voltei a olhar minha barriga e a acariciei.
- Desejo? — apenas assenti. — Venha, sei onde tem castanhas. — falou, se levantando.
O olhei exasperada, como alguém que eu nunca vi na vida poderia ser tão simpático? E ele sabe onde tem castanhas. Tomás me ajudou a levantar e ainda segurando meu braço sorriu. O olhei com admiração, senti que ali nasceria uma grande amizade.
Meu bebê chutou novamente, concordando comigo.
Fui até a vendinha mais próxima de casa, onde eu tinha certeza que haveria castanhas.
Notas finais
beijos
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