Warzone Dimensions Interativa
5 Protegidos entre desamparados! Você descansa, eles correm
Notas iniciais
POV: Equipe Ludwig
Quando se passava do meio dia, chegavam á uma construção enorme, uma placa dizia:
“Avenida Greyville Lane, No1407”
Sem dificuldades, Ichigo abriu as correntes que trancavam o portão, e toda Ludwig pode entrar.
Depois de quase dois dias de caminhada, abrir os portões da mansão era bem recompensador, foram recebidos por um gigantesco salão vazio e espaçoso que os davam uma sensação aconchegante:
(Sakura): Ca-ram-ba! Olha o tamanho desse lugar!! É gigantesco!
(Zoe): Dá pra fazer muita coisa aqui!
(Sakura): Tem como montar uma ala de treino ali!
A lutadora de rua disse apontando para um corredor vazio, mas seu líder advertiu:
(Mister): Acalmem seus corações meninas, em primeiro lugar nós temos que checar o lugar por inteiro, ver se não há nenhuma ameaça, projetar o que é prioridade para depois pensar nessas coisas, certo?
As duas concordam, as duas muito diferentes porém semelhantes, enquanto a equipe inteira maravilhada com a casa, ficava analisando cada ponto com o olhar:
(Marco): Se nós iremos focar em explorações, poderíamos ter um observatório para conseguir enxergar bem longe!
(Sora): Sim, seria demais!
Assim que o garoto deu o primeiro passo, um vulto o derrubou, ao mesmo tempo que o mesmo desarmou Lúcio, pegou a espada de Claus e quase levantou a Saia de Sakura. Só havia ficado visível quando ficou imovel no segundo andar, era quase impossível distingui-lo com a luz ambiente; só escutavam uma vez que seguia uma segunda figura, pegando todo mundo de surpresa, ele segurava a espada de madeira de Claus:
(Nico): Quem é que está invadindo o nosso cafofo? Este mundo é muito perigoso para se ficar perambulando sozinho. Então para nossa segurança eu peço que se identifiquem, senão vou ter que eliminá-los…
Marco se levantou do chão e se escondeu atrás de Sora; o resto se aprontava em um defesa massivo-ofensiva:
(Mister): Ehh…não, amigo, nós não trazemos nenhuma espécie de ameaça, fica tranquilo.
Escolhia com cuidado suas palavras, tentando abaixar a possível tensão daquele diálogo:
(Mister): Só estamos procurando abrigo a um tempo e esse foi o que achamos.
Falava íntegro, mas estava com um pouco de medo:
(Nico): Hum… e vocês, formaram algum tipo de guilda ou equipe coisa assim?
A resposta a ponta da língua:
(Mister): A gente é de uma organização chamada “Ordem”. Ela foi constituída com base numa promessa feita entre guerreiros profissionais que fizeram um juramento que fariam de tudo por aqueles que não poderiam sobreviver a nossa nova…e provavelmente temporária…realidade…
Tentando ser o mais convidativo e convincente possível:
(Nico): Ok, mas tipo, eu queria realmente saber o do porque vocês estarem com uma Homem-Aranha Mulher, por exemplo…
Disse apontando para Gwen:
(Spider-Gwen): Ah tá, mais um do seu universo Mister?
(Mister): Ao que parece…
Ele afirmava assim que a escutou:
(Claus): Ae “amigo”, se você tá com medo de tudo, por que parece nessa sua face de otário, a sua melhor opção é permitir que a gente te proteja, por mais que a maioria aqui também tenha tanto medo quanto você!
(Mister): É, exatamente…
Ele “concordava” se virando para Claus e o repreendendo com o olhar; já está difícil e ele tende a piorar?
Já Nico, depois de quase morrer mais cedo, faria ele estar tão ativo e em tanta negação como ele estava; porém se auto-declararam os “mocinhos”, qualquer deslize provaria o contrário certo? Além de Sonic, eles foram as únicas pessoas que ele encontrou por ali, com o pouco que refletiu, se permitiu a aceitar:
(Nico): Eu vou ficar de olho, mas podem se estabelecer…
Descia as escadas devagar já que ainda sentia dor pelo o que ocorreu ali atrás, junto com Sonic, cumprimentando cada um fervorosamente; Mister abria um sorriso:
(Mister): Obrigado, você não tem ideia de como você está nos ajudando!
Todos pareciam satisfeitos, nada a atrapalhar aquele momento…se não fosse por uma bendita batida na portinhola de faxina…
(???): Nico…posso sair?
Imediatamente o garoto se virou para trás, se direcionando ao quarto, de lá, uma mão delicada empurrava a portinha vagarosamente:
(Nico): Ah, Sayori! Eu te disse que era só depois do sinal, e se a gente tivesse morrido?
(Sayori): D-Desculpa, eu…percebi que vocês estavam conversando, então pensei que…
Ela saia daquele pequeno espaço, derrubando vários rodos e vassouras acidentalmente:
(Sayori): Desculpa!
(Nico): Tudo bem, o importante é aprender…pelo menos a minha mãe dizia isso…
Saindo dali, era possível ver sua estatura com mais clareza; era uma menina entre 1,60 de altura, tinha os cabelos cor de pêssego acompanhados por seus olhos azulados, era linda ainda mais pelas bochechas rosadas.
Para quem não a conhecia, era Sayori de Doki Doki Literature Club, uma estudante do ensino médio de dezoito anos:
(Lúcio): Essa aí fugiu da escola?
(Nico): Eh…piada né? Enfim, ela é uma sobrevivente que encontramos numas ruínas. Bem, pelo menos, o Sonic encontrou…
Dizia de braços cruzados enquanto o outro afirmava com a cabeça; Sayori aos poucos se aproximava de Nico, com a roupa, que a deram, meio suja pela poeira:
(Sonic): É uma longa história, sabe, bem longa…
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POV: Sonic (Um dia atrás)
Por volta das cinco horas da manhã, um específico raio azul atravessava árvores, rios, planícies, descampados e rochas, subindo morros e descendo desfiladeiros, um atrás do outro.
Quando parou de correr, percebeu que nem meio mundo havia ficado para trás, até perdeu o fôlego que tinha.
Ao seu redor, percebia que chegou em uma espécie de cidade fantasma; algumas placas indicavam que era algum lugar chamado Shibuya, estava inteira em comparação às outras que encontrou pelo caminho, aquela também tinha prédios condenados e destroços espalhados pelas ruas, porém com menos abundância; isso o fazia pensar se no momento de sucção havia gente nessa cidade, assim como em Green Hill, pensava como estaria sua terra, se alguém estaria por lá, isto é, se alguém tivesse sobrevivido aquilo…
(Sonic): Eu não consigo encontrar Green Hill, nem Emerald Hill ou a Station Square, nem ninguém…
Refletia sozinho, se sentia limitado, um mundo tão grande, tantas coisas por ali, e nenhum sinal de seus companheiros, àquela altura, já estava preocupado:
(Sonic): …a esperança é a última que morre! Já enfrentei coisa pior, me poupe!
Dizia-se íntegro, queria deixar claro que poderia sair dessa; pelo menos para si.
Da última vez que saiu, não tinha vindo tão longe quanto agora, ali parecia ser uma cidade humilde, uma escola esbagaçada podia ser vista no final da rua, e ali seria sua próxima parada, caso não tivesse escutado um barulho de escombros vindo de um prédio, havia um enorme buraco onde deveria ter uma parede, alguém estaria ali? Com esse pensamento disparou até lá e ficou bem próximo de entrar antes de chamar:
(Sonic): Tem alguém aq-
Mal terminara a frase e um tiro raspou sobre suas orelhas, fazendo arrepiar todos os seus espinhos:
(Sonic): Uau!?
Voltando sua vista para as sombras dos escombros, estaria alguém com uma baita espingarda em mãos:
(Sayori): AI! D-Desculpa! Eu não queria ter puxado o gatilho! Foi sem querer, eu só estava me protegendo! Não me machuca por favor! Eu nem sei mecher com isso!
Em meio aqueles sinceros choramingos, ficou boquiaberto por não ter notado a menina ali antes, embasbacado ficou olhando para seus olhos azuis:
(Sonic): Garota, você poderia ter me acertado, larga esse troço aí!
(Sayori): Tá bom!
Sem pestanejar, ela largou a arma fazendo com que disparasse novamente, quase acertando ele caso não tivesse se esquivado por puro reflexo:
(Sonic): Bem perto!
(Sayori): Ai! Desculpe, desculpe, desculpe!!
Recobrando o equilíbrio, devotou sua atenção redobrada ao espaço dela, onde se encontrava; estaria deitada, apoiando suas costas na parede condenada, completamente suja e descabelada, sua perna…estava totalmente roxa, meio torta, estaria quebrada com certeza; ao lado dela tinha um corpo, teria sido ela? Não, tinha um baita corte nas costas, e ela está muito amedrontada para ter feito algo assim, com certeza alguma espécie de monstro, esse cara deve ser o portador da espingarda. Então provavelmente ele a estaria protegendo do tal monstro, infelizmente fracassando no processo, a deixando sozinha. Será que ela atirou contra o bicho? Se fosse o caso, seu corpo estaria jazido na entrada:
(Sonic): Quem é você?
(Sayori); Me desculpa…G-Guaxinim!
(Sonic): Guaxinim?? E eu tenho cara de guaxinim?
Ele dava uns passos a frente em direção a ele, contudo a mesma se arrastava para trás, gemendo de dor:
(Sonic): Desculpa, eu não estou com raiva de você…
Ele passava confiança a todo mundo, já que o conheciam, mas a seres humanos, essa tarefa parecia impossível:
(Sonic): Você não me conhece…ou conhece?
Ela balança a cabeça negativamente; significa que ela não era do universo 1, não sabia exatamente se era uma boa ou má situação:
(Sonic): Bem, eu sei que isso é uma coisa muito assustadora o que tá acontecendo, quer acredite ou não, eu também caí lá de cima como você e eu meio que estou cuidando para que pessoas…como você…não se machuquem por aí…
Nunca oficializou, mas era essa a ideia, estaria sendo convincente?
(Sonic): Eu não quero te fazer mal, confie; eu já vi que você machucou sua perna; se quiser, eu posso te levar pra um lugar que tem medicamentos, posso cuidar de você lá…
Estendia uma das mãos, não poderia deixá-la para trás; não tinha ideia de quanto tempo ela estava ali, pelas feições, dois dias é muito. Ainda com tremedeira, os cabelos cor de pêssego começando a brilhar pela luz ambiente e que atrapalhando um pouco da visão, ela alcançou a mão dele e, com seu auxílio, ficou de pé no apoio de uma perna:
(Sonic): Tudo bem então?
Ela concorda antes de caminhar sobre pequenos saltos, conseguindo sair dali:
(Sonic): Você ainda não me disse seu nome…
Com uma voz tímida e fraca, ela soltou junto a um suspiro:
(Sayori): S-Sayori…
(Sonic): Sayori? É um nome legal! O meu é Sonic! Sonic o ouriço!
Ela começou a pregar interesse, na tentativa de segurar a língua e não fazer tantas perguntas:
(Sayori): Porque “Sonic”?
(Sonic): Porque eu posso alcançar a velocidade Sônica!
Sorria ao revelar sua principal habilidade, tinha orgulho de sua rapidez. Um orgulho meio abalado desde que não foi rápido o suficiente da última vez…
(Sayori): Sério? É tipo um super-poder?
(Sonic): Sim! Quer dizer, é um super-poder de verdade!
A garota demonstra uma pequena suspeita da palavra dele, mas isso não a impediu de ficar encantada com a possibilidade de um super-poder real:
(Sayori): Você pode me mostrar algum dia?
Ele teria uma resposta debochada na ponta da língua, isso se uma rasura sobre o céu, uma enorme, não trouxesse uma torre eiffel gigantesca que iria cobrir aquela cidade em questão de minutos:
(Sonic): Meleca! Olha só, eu vou te mostrar agora mesmo, se segura!
Pegou ela de uma maneira a qual não irritasse sua perna machucada, deixando-a debruçada sobre seus braços, deixando-se livre para conseguir correr para fora da cidade na tentativa de chegar em um porto seguro:
(Sonic): Eu não vou falhar mais!
Prometia para si, que os encontraria assim que tivesse a oportunidade.
Assim que alcançou o morro, escutou o estrondo deixado para trás, agora a cidade em ruínas se misturava com os destroços da torre, transformando tudo em um paraíso distorcido.
Sonic não parou por um minuto, até alcançar a mansão, sem cerimônias para abrir a porta e adentrar com a menina ainda ao colo; não demorou muito para Nico aparecer por conta do barulho:
(Nico): S-Sonic? Onde estava? E quem é esse?
(Sonic): Muitas perguntas em curto tempo, calma aí amigão!
Sayori estaria um pouco constrangida por, aparentemente, estar na casa dos outros sem ter sido convidada, o garoto suspirou antes de repetir um pouco mais devagar:
(Nico): Quem é essa aí?
(Sonic): Uma menina que eu encontrei, ela tava precisando de ajuda e eu ajudei, algo contra?
(Nico): Eita! Tua mãe faltou com educação por acaso?
Levando a garota para a sala de tratamento, ignorou totalmente o comentário, enquanto o outro seguiu com um pensamento; já tinha visto ela num jogo de seu amigo alguma vez, nessa altura, não levava muito a sério:
(Nico): Ela não tem um nome?
(Sonic): É Sayori caramba e eu preciso cuidar dela rápido! Ela tá com uma perna fraturada, recebendo luxação gradual, se vai ficar parado sem fazer nada aí, seja útil e me ajuda!
(Nico): Fratura?
Soltava uma pergunta, ao se aproximar um pouco, conseguiu observar a irritação da pele da menina; ela estava suando um pouco, seu peso ficando um pouco demais para o pequeno, fazendo ele colocá-la sobre a cama:
(Nico): Pera, desde quando é formado em medicina?
(Sonic): Eu tenho amigo que faz tudo quanto é tipo de coisa, não acha que eu seria o cúmulo da inutilidade se não tivesse aprendido algo? Vai lá e pega pra mim um bisturi…
(Nico): B-Bisturi!? Vai cortar a menina aqui?
(Sonic): Eu dei duro pra trazer ela até aqui sã e salva, deixar ela morrer por conta de uma perna quebrada não está na minha lista de afazeres; então me faz um favor e não crítica, só faz o que eu tô te pedindo!
Ele alterou a voz por um momento, demonstrando a instabilidade emocional que florescia, e ele forçava a esconder.
A garota estaria tentando dialogar, mas sua tontura e fraqueza a impedia de dizer qualquer palavra; Já Nico, entendendo a tensão do amigo e a angústia da menina, apenas seguiu a maré, algo que não tinha pensado opostamente:
(Nico): Ok, deixa comigo!
Saindo do lado dele, investigou as gavetas na outra extremidade do quarto, fuçando todas as prateleiras até encontrar:
(Nico): Aqui.
Disse ao entregar, e sem dizer nenhuma palavra a mais, junto a movimentos rápidos, iniciava sua pequena operação na garota, abrindo sua pele e deixando o sangue escarlate esparramar sobre a cama, gotejando ao chão:
(Nico): Ai…porra…
Ele se afastou um pouco, tapando a visão:
(Sonic): Deu gatilho né? De boa, eu também demorei a me acostumar….
No dia que teve que operar a Rouge, o medo de errar quase construiu uma catástrofe
Após estancar o sangramento, um silêncio foi tomado pelo quarto, a não ser pelos gemidos de dor quase inaudiveis da menina:
(Sonic): Beleza, segura só mais um tantinho; você vai ficar bem!
Poderia dizer que em torno de trinta minutos se passaram naquele procedimento, mas na percepção do ouriço, poderia dizer sem pensar que se passaram horas, imagine pra Sayori…
Ao terminar tudo, com as mãos tremendo, teve que fazer um improviso para sua perna, pois não havia equipamentos para os pontos, dessa maneira, ele fez um gesso com fita adesiva, seda e faixas, torcendo que pudesse cicatrizar; enquanto ela descansava, já que tanta dor para alguém como ela, era muita coisa; Sonic se sentava ao pé da cama, suspirando aliviado por ter conseguido fazer algo; enquanto isso, Nico se aproximava com um expressão menos “nojenta” por assim dizer:
(Nico): Parabéns doutor, o próximo atendimento é todo seu.
(Sonic): Ah, para… me deixa respirar antes pra eu poder pensar em como eu tiro sarro do seu comentário…
(Nico): Você indefeso é bem melhor
Achava ao lado dele enquanto o outro o olhava de relance:
(Sonic): Eu estranhei bastante seus comentários…
(Nico): Porque?
(Sonic): Porque? Tipo, não era você que estava doido pra encontrar só sobreviventes?
O garoto mudou para uma expressão séria:
(Nico): Digamos que eu….fiquei receoso, depois que vi aquela cena, cai alguém e uma explosão, cai alguém e soltam um grito de horror, cai alguém e um poder é liberado; eu fiquei com um pouco de medo de que ela fosse uma dessas aí; venho pensando muito que qualquer um tem vontade de nos matar, pelo simples fato do “porque sim”, entende?
(Sonic): Entendi…sabe, isso acontece comigo tantas vezes que eu já cansei de contar; se acontecer conosco, a gente vai dar um jeito de se safar ok? Não se preocupe com isso, vamos sobreviver até conseguir voltar pra casa…
Sorria tentando confortá-lo, conseguindo de certo modo, porém estava incomodado com o fato dele estar agachado:
(Sonic): Senta aí logo, pô…
(Nico): Eu não…
(Sonic): Vai aí!
(Nico): Esquece…
(Sonic): Porque?
(Nico): Não quero molhar as calças…
(Sonic): Como assim?
(Nico): Não lembra que você esparramou o sangue da guria sobre o chão?
(Sonic): E daí?
(Nico): Você está sentado em cima de uma poça…
Assim que se deu conta, levantou rapidamente, esfregando o corpo molhado:
(Sonic): CARAMBA! Bem que eu senti algo diferente! URGH! EU TÔ MÓ TEMPO ALI E VOCÊ NÃO DIZ NADA!!
Correu para o banheiro, odiava tomar banho, mas foi fazer, deixando Nico se esbaldando em risadas…
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POV: MANSÃO X (DE VOLTA AO PRESENTES)
Todo mundo já tinha se dispersado, alguns organizavam seus quartos e outros almoçaram ao sol da tarde; Sayori estava sentada num cantinho, maravilhada com os diferentes tipos de pessoas que tinham agora por ali, por esse motivo, o líder da equipe se aproximou sem a percepção dela:
(Mister): Oi…
Chamou sua atenção, ela devolveu sua saudação:
(Sayori): Oiii!
A observou dos pés a cabeça, a perna estava enfaixada, fazendo o coração apertar um pouco; seguiu para a cabeça e foi seguido de alguns flashes de cenas ao qual não queria lembrar, os olhos vazios, o quarto bagunçado e o pescoço…
Em um outro universo, o seu universo, ela era muita querida mesmo não sendo real; porém todos os que exploraram o clube alguma vez, levaram sequelas consigo; vê-la assim, tão próxima, tão viva, era…gratificante de certo modo:
(Mister): Eh…Sayori, não é?
Porém, ter que mentir era o que mais doía:
(Sayori): Sim! E você é?
(Mister): Bem, pode me chamar de Mister, é assim que todo mundo anda me chamando…
(Sayori): Mister? Eu adorei!
Ela abriu um sorriso contagiante, fazendo com que o garoto esboçasse um também; mas não podia deixar de bater uma ou duas vezes os olhos sobre as faixas que cobriam os ferimentos:
(Mister): Sobre sua perna, aqueles dois te ajudaram com isso?
(Sayori): Oh…é…sim; dói um pouquinho pra andar e parece que a cada momento eu vou abrir o machucado de novo, mas tá perfeito!
Ela rapidamente olha para Sonic e Nico, a qual estavam conversando com Sora e Marco, antes de continuar:
(Sayori): Eu gostei muito deles terem me ajudado, eu não sei o que seria de mim se Sonic não tivesse me encontrado naquelas ruínas; mas eu não quero toda a atenção voltada pra mim sabe, não precisa porque eu não mereço tanto!
Ela dizia com um sorriso inocente, deixando o garoto um pouco desconfortável com as palavras, pois sabia muito bem o que significava::
(Mister): Não te devem tanta atenção? Toda pessoa merece uma porcentagem de atenção, não acha? Você tá dizendo que você não quer essa atenção?
(Sayori): Hã? Eh…acho que sim… é isso…
(Mister): Não diga algo assim!
Ele se aproxima e se agacha a frente dela, ficando próximo o suficiente para pegar a mão dela, aquilo sempre fora sensível para ele, e sentir ela estava sendo surreal:
(Mister): Olha, se eles se importam com você, se preocupam como você está, é porque te amam, não tente impedir as pessoas de fazerem isso por você, eles só querem, te ver bem, ver um sorriso no seu rosto, é o mínimo! Eu tô te dizendo isso porque eu já passei por isso, não se preocupa ok, e não tente evitar; afastar, só vai te machucar mais…
Já bem perto, percebeu a falta de algo; do bolso o garoto tirou um pouco de gaze e desenrolou sobre a mão, passando sobre o cabelo da menina; ela tinha um laço amarrado sobre o cabelo, o velho que era vermelho havia rasgado:
(Mister): …lembra que, todos aqueles que insistirem, são aqueles que te amam de verdade…
Terminava de apertar o laço, que ao invés de ser vermelho, era branco e idêntico ao antigo:
(Mister): Só…me promete que vai ficar bem, tá legal?
Dava um pequeno beijo por pura reação sobre sua testa, e logo depois de dizer aquilo tudo, se afastava novamente para perto dos outros, não tinha sequer intenção a
lém de se “redimir” por qualquer coisa, mesmo que ela não o cobrasse isso; a menina, por sua vez, pode sentir uma certa queimação sobre as bochechas…
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POV: 550Km do casarão
Poderia dizer que ela estava jazida, isso ainda se seu motor não estivesse funcionando, ou o que sequer dava energia àquele ser, ofegante como estava, ela rastejava como podia. Sem rumo e com medo, aquilo tudo que também ocorria sobre o seu universo, agora terá que sobreviver em um local que mal conhecia.
Nem poderia fazer nada contra o barulho que acabou de ouvir, parecia ofensivo a altura que os golpes violentos vindos da mata onde começavam a se aproximar, tentaria se afastar o máximo que pode, mas jamais conseguiria:
(Zoom): Uau! É só árvore pra tudo quanto é lado! Não tem uma casa, nem prédio, nem uma cabana pra variar!
Reclamava se revelando o causador das pancadas sobre o acúmulo de folhas, antes de encontrar a sofrida sobre o chão; um gorro preto de contraparte com as roupas de mesma cor, os cabelos sujos e roxos, um estilo totalmente gótico…algo dizia que ela não era popular… Estaria tudo bem pra ele, quer dizer, ver alguém estrupiado se tornava rotineiro naquele lugar, isso se ela fosse humana em primeiro lugar, ou orgânica no mínimo:
(Zoom): Eh…v-você tá bem?
(Uzi): I-Isso importa?? S-sai daqui…!
Sua voz parecia um disco arranhado, repetia palavras e algumas outra nem apareciam; uma de suas mãos faltava e ela também perdia…óleo, sobre um ferimento aberto sobre a barriga:
(Zoom): Importa se você é alguém que desceu lá de cima!
Ele cruzou os braços, afinal ainda fazia parte da Chikara, assim continuava a prezar pela segurança dos outros, pelo menos tentaria:
(Uzi): Lá de… cima? D-Do que está falando?
(Zoom): Olha, é complicado te responder agora, seria um baita monólogo…
(Uzi): Qual é…me encontra, diz coisas sem sentido e ainda fala que é complicado?
(Zoom): Esquentada você…
(Uzi): Que se dane!
Se expressava impaciente, ao se engasgar com o óleo que tentava cuspir:
(Zoom): Você tá bem?
(Uzi): Tô! Faltando uma mão, o estômago dilacerado, eu tô ótima!
Disse irônica:
(Zoom): Ótima? Robô tem sexo agora?
(Uzi): Humanos…cambada de escrotos…
(Zoom): Ei! Perguntar não ofende, ok!
Ela dava de ombros, ainda sentindo dor:
(Zoom): Eu vou te carregar pra fora daqui, tá machucada o suficiente pra morrer sozinha aqui.
(Uzi): Eu não preciso de ajuda, ainda mais s-sua…
(Zoom): Não foi uma pergunta mesmo.
(Uzi): S-se tocar em mim…
(Zoom): Apenas vai poder sentir, não tem muito o que você pode fazer nesse estado mesmo.
Ela o olhava franzido, sério que seria resgatada por um humano?
(Zoom): Eu só vou checar se você não está com algum outro ferimento.
Se aproximou um pouco mais e a levantou de forma que pudesse sentar-se de frente para ele; não permitindo que percebesse algo de dois metros, um olho enorme sobre o rosto, presas que por muito pouco não o devorava; mas ela percebeu:
(Uzi): CABEÇÃO! OLHA PRA TRÁS!
Copiava assim que lhe foi ordenado, estava morto.
Antes, como sempre, uma lâmina fatiava a criatura, reduzindo a pequenos fragmentos vermelhos em sua vista; na tela de Uzi poderia ler “Carregando expressão de quase trauma”; enquanto isso, á frente, estaria um espadachim ruivo, de roupas azuladas, que estaria de costas para ela, limpando sua espada com as mãos antes de guardar novamente sobre a bainha, soltando o fôlego acumulado, ele se vira para a menina com um sorriso:
(Crono): Opa! Tudo bem, me perdoe se te assustei, não era minha intenção…
Dizia sorrindo, de contraparte de Uzi que estaria prestes a arremessar uma pedra que catou ao chão:
(Crono): Você…vai jogar essa pedra em mim?
(Uzi): As coisas já estão muito das loucas, então depende se você está do lado dos fodões ou dos retardados!
(Crono): Huh…do lado dos que… querem fazer o certo?
Ainda com um pouco de relutância, ela soltava a rocha:
(Uzi): Acho que tá valendo…
(Crono): Tá bom, então, eu sou Crono!
Ele estendeu a mão para um cumprimento, ela por sua vez rebateu levando a mão dele pra longe:
(Uzi): Uzi, e não me venha com cumprimentos, ainda não confio em você!
(Crono): Tá, tá, como quiser. Mas eu lembro de que você estava acompanhada.
(Uzi): E daí?
Perguntava, ainda não se dando conta:
(Crono): Então cadê ele?
(Uzi): Hã?!
Ele tinha razão, o menino que estava com ela simplesmente havia sumido assim que Crono apareceu. Será que ele fugiu? No caso, o mais provável era ele ter sido ferido por aquela criatura; mas assim que começaram a sentir falta, ele apareceu entre as folhagens com uma respiração ofegante:
(Zoom): Uau, se eu não tivesse corrido, com certeza estaria puro osso agora…
Ele observava, as expressões estáticas dos colegas:
(Zoom): Tem alguma folha ou bicho no meu rosto?
(Crono): Não, não, nem se preocupa quanto a isso.
(Uzi): Você….como você, s-sumiu assim? Rápido e do nada!
Ele arqueou uma sombracelha:
(Zoom): Eu só me joguei pro lado, nada demais…
Estranhava o questionamento dela, mas parando para pensar, ele chegou muito longe apenas com um “joguei pro lado”:
(Uzi): Não… quer dizer… não foi só isso… você deu um passo antes que eu pudesse fechar os olhos, e assim que abri você simplesmente sumiu!
Se sentia certa em pequenos fragmentos, já que ela não viu a cena por completo:
(Zoom): Em um passo?
Ele dava um passo e retornava, sem algo de especial:
(Zoom): Nada…
(Crono): Então deve ser um gatilho?
No mesmo momento, ele puxou a espada e cortou o garoto, mas apenas pegou o ar em seu entorno já que ele sumiu mais uma vez:
(Uzi): VEM CÁ, QUE PARADA QUE É ESSA?
(Crono): Só queria testar uma hipótese, parece que o gatilho desse doido é um sustinho.
Em pouco tempo, ele retornou, tropeçando sobre algumas pedras irregulares ao chão:
(Zoom): …
(Uzi): Você corre…muito…
(Zoom): Ah é? Daora! Mas eu acho conveniente pra cacete que os outros me apelidaram de Zoom e aí eu recebo, dentro de um googol de outros poderes, algo relacionado a velocidade? Eu acho uma brincadeira de mal gosto!
Praguejava, ele não sabia que receberia algo, mas essa “bênção” era bem previsível para qualquer mente docente:
(Crono): Ah! Então seu nome é Zoom? É um pra-
(Zoom): TÁ PEGANDO ASSUNTO PELA METADE!
(Uzi): Espera… então você não tinha esse poder de velocidade?
(Zoom): Se eu tinha antes, descobri por agora…
Fazia rápidos movimentos com suas mãos, praticando:
(Crono): Se Zoom não é seu nome, então…
(Zoom): É João, meu nome é João!
(Uzi): U-Um momento! Ainda estou confusa, você não sabia desses poderes?? E o q-que você quer dizer com “outros”? Tem m-mais de vocês?
Ela retornava a “bugar”:
(Zoom): Eh… eu ia te resumir isso agora…
Ele se aproxima da droide, ainda estendendo a mão, querendo ajudá-la:
(Uzi): Eu já disse que não p-preciso de sua ajuda…
(Zoom): Posso fazer isso o dia todo!
Diz sério a ela; vendo que ele não a deixaria, finalmente cedeu, deixando que ele a carregasse; ele não sabia se era algo vindo dessa “habilidade”, mas ela não pesava tanto quanto pensava:
(Zoom): E você cabelo de fogueira, vem ou não?
Crono não tinha muito o que fazer ali, aquilo que procurava não estava naquela região, então voltou a ele com um sorriso:
(Crono): Vou sim…
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POV: Meta Knight
Totalmente concentrado sobre o caminho a seguir, o silêncio ensurdecedor incomodava visivelmente aquele garoto que estava amarrado ali atrás no banco traseiro, já o “bolota amarela” estava bem distraído com tudo que via lá embaixo: composição de florestas, desertos, alguns lugares explodiam, difícil de dizer do porque:
(Luke Castellan): Me diz aí…porque você me chamou mesmo?
(Meta Knight): Pra você não arranjar problemas para a princesa, pois ao que me disseram, você é encrenca.
(Luke Castellan): Olha ele todo informadinho!
O cavaleiro bufa em meio o comentário:
(Luke Castellan): Mas sério, onde quer chegar com essa exploração?
(Meta Knight): Numa região de necessitados ou próximo a uma das equipes, o que vier primeiro
(Luke Castellan): Isso significa…nunca, certo?
(Meta Knight): Poupe-me de seus comentários pessimistas.
(Luke Castellan): Ah, me perdoe, mas eu não estou mentindo; olha o tamanho disso! Acha mesmo que você vai virar uma esquina e encontrar uma cambada de Cosplayers? Eu que peço pra ser poupado…
(Meta Knight): E é por esse motivo que estamos numa nave a base de cristal estelar da velocidade hipersônica!
(Luke Castellan): …Vou apenas fingir que entendi…
Chegando numa área desértica e arenosa, Meta se aprofundou em seus pensamentos; algumas batalhas, algumas aventuras; não que aquilo o abalasse de qualquer modo, mas as pessoas que estavam ao seu redor, pelo menos a maioria, aparentava ser bastante “frágil”:
(Luke Castellan): Existem índios nesse mundo?
(Meta Knight): Índios?
Ele não entendeu o comentário, até que percebeu a fumaça aos céus, fazendo com que sua visão alcançasse uma vila abaixo de si bem movimentada…
Não são índios…
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POV: Klaus
Ao lado de fora da mansão, o garoto colocava e retraia a mão de uma rocha grande, tentava repetir o que fez com a árvore a algumas horas atrás:
(Mister): Isso é Tai-Chi?
Perguntava ao encontrá-lo ao lado de fora:
(Klaus): Sei lá…se eu der uma “Tai-Chichuanzada” em você, iria machucar?
(Mister): Ahn…bem, é uma arte marcial, mas eu acho que não tem golpes desse tipo, quer dizer, a prática é pra ser Zen…
Ele franziu, retornando com a rocha:
(Mister): Ainda estressado pela nossa conversa?
(Klaus): O que acha?
(Mister): Mas eu já te disse que eu não tenho nada a esconder! O que quer que eu faça?
(Klaus): Começando a me deixar em paz, seria maneiro…
O líder fica quieto, apenas por alguns minutos, deixando ele dar algumas mãozadas na rocha:
(Mister): Cê quer repetir aquilo?
(Klaus): E se eu tiver?
(Mister): Só perguntei…
O garoto bufou uma vez, suspirou e tocou, com todos os cinco dedos sobre a pedra.
Nisso, ela se desfez pedaço por pedaço, sendo reduzido em pólvora como a última vez:
(Klaus): Então funciona!
(Mister): Boa! Demais! Você é realmente do Universo 1 né?
Olhava sem interesse:
(Klaus): E o que isso tem a ver?
(Mister): Ué! Significa que você não tinha poderes até antes daquele dia, então você os recebeu, não estou certo?
(Klaus): Acho que sim…
(Mister): Demais! Isso pode significar tudo! Ao mesmo tempo que…pode significar nada…
(Klaus): Você é dodói?
Klaus fazia alguns movimentos com as mãos, estudando se podia fazer mais alguma coisa:
(Mister): Incrível! Imagina agora com essa possibilidade de todos terem algum poder!? Isso vai ser muito benéfico pra nós!
(Klaus): Eu te acho um grande otimista unilateral, sabia?
De repente, vinha correndo de dentro da casa então pode se escutar seus passos de longe, uma garota aparentemente “comum”:
(Dinney): MISTER! ACONTECEU UMA COISA MUITO DAS LOKA!
(Klaus): Sério? Não brinca…
Voltava sua atenção para o que estava fazendo:
(Dinney): Que pena, não falava com você mesmo seu chato, e é sério sim! Olha isso!
Em um gesto, a mão da garota emanava luz, mesmo que fosse pouca:
(Mister): UAU!
(Klaus): uau…eh…qual o fator surpresa disso mesmo?
(Dinney): É porque eu não fazia antes seu chato!
(Klaus): Existem outras bilhões de palavras no vocabulário, para a sua informação…
Mister, que já estava ao meio dos dois, evitou que Dinney desse um tapa em Klaus, segurando ambos:
(Mister): Então eu estava certo! Duas pessoas comuns receberam poderes, significa que é possível que todos tenham ganhado um, com toda certeza!
(Klaus): Para de ser ridículo!
Ele apertou o pulso de Mister com força:
(Klaus): Isso aqui não é um capítulo de mangá para as coisas acontecerem convenientemente!
(Mister): Eh…K-Klaus…
O garoto suava frio por receber o toque fatal:
(Klaus): O que? Eu tenho bloqueio mental, posso bloquear quando quiser…
O soltou, se afastando novamente para perto de uma das árvores que ali compunham:
(Klaus): Por exemplo, agora não quero…
Tocava a árvore, continuava de pé:
(Klaus): …. porém agora, eu quero…
Terminando a frase, o efeito recaiu sobre a madeira, em pouco tempo era apenas um montante de cinzas amontoadas:
(Dinney): Assustador…
(Mister): E…você…sabia disso antes de me tocar?
(Klaus): Descobri no momento…
(Mister): COMO?
Ele se encolheu um pouco, a expressão nervosa:
(Dinney): E chama ele de louco…
(Klaus): Olha só! Ela é uma baita fofoqueira!
(Dinney): Eu te mostro a fofoqueira!
(Mister): Como era…”Quem briga se ama r-”
(Klaus): Termina essa música e aí eu te mostro como eu vou querer te tocar!
Ao ameaçar, ele deu alguns passos para trás, se afastando dele:
(Mister): S-Sabe, e se a gente tentar parar de se matar e praticar esses poderes hein? Tipo, Dinney, tenta fazer algumas coisas com essa luz!
Ela sorri de acordo, juntando as mãos novamente, fazendo uma fonte de luz:
(Dinney): Sou uma lanterna ambulante!
(Klaus): Que impressionante “!”
Fingia maravilha:
(Dinney): Vai se ferrar! Ficar empoeirando terreno é surreal por acaso?
Tensionando seus músculos, ela virou as mãos para baixo, fazendo com que o chão iniciasse a provocar uma pequena fumaça:
(Mister): Ei, Dinney!
Chegou a observar para onde ele apontava, a grama ficava mais alaranjada a cada segundo que passava sobre a luz da garota:
(Dinney): Isso…fui eu?
Olhou para as mãos, estranhando como algo inofensivo pôde ter feito isso:
(Mister): Como conseguiu?
(Dinney): Sei lá…eu…apenas fiz força?
Ela repete o processo, criando sua luz:
(Dinney): Então, se eu fizer um pouco de força…
Apenas o pouco que fez foi forte o suficiente para fazer um clarão que, por acidente, o acertou:
(Klaus): AI! PORRA! MEUS OLHOS!
(Mister): Putz!
(Dinney): Ah, Klaus! Me perdoe!
Ela gritava desesperada enquanto o via desfalacer agonizando sobre a grama:
(Mister): Klaus, abre os olhos!
Dizia enquanto o levantava, o deixando de joelhos:
(Klaus): Não…enxergo…
(Mister): As pupilas dele não dilatam.
O líder fazia um Check-up, enquanto a menina no outro canto, se culpava de todas as maneiras possível a qual tinha conhecimento:
(Mister): Acho que vamos ter que hidratar seu olho…
(Klaus): Vê se afasta um pouco!
(Mister): Foi mal, eu v- ei! Você não tava cego?
(Klaus): Eu não disse que tava cego, só enxergo borrão na minha frente; é difícil entender o que é o que…
(Mister): Ok, sabe dizer quantos dedos eu tenho?
Mostrava dois:
(Klaus): Chuto seis…
(Mister): Entendi…se tá chutando significa que não tem certeza, então façamos o seguinte…
Virava ele de costas:
(Mister): O borrão na sua frente, quando souber me dizer o que é, me chama!
(Klaus): Hum…
Grunhiu, ainda sem interesse de sempre:
(Mister): Ele vai ficar bem…eu suponho…
(Dinney): Ai que alívio!
(Mister): Pelo menos ele não pode mais falar mal da sua luz.
(Dinney): Ah, mas acho que não queria obrigar ele a isso, pelo menos não desse jeito.
Ele riu um pouco, porém ela continuou com um olhar pedinte:
(Mister): Precisa de algo?
(Dinney): Tô sentindo falta de você fazer algo especial…
(Mister): Hã?
(Dinney): Não manifestou qualquer tipo de poder capitão!
(Mister): ehh… verdade não é mesmo?
Olhava para as mãos, não tinha nada de diferente.
Passou alguns minutos e ele fazia movimentos rápidos e gestos estranhos, sua cabeça pensava rápido em palavras esquisitas, mas nada acontecia:
(Mister): Poxa! Água, fogo, raio, e aí??
(Dinney): Demora de pessoa pra pessoa, será?
(Mister): Sei lá, mas não era eu que queria se tornar o Deku da história!
Se emburrou percebendo que a garota tentava abafar uma risada:
(Mister): Tomara que seja algo muito grande pra não aparecer agora…
(Klaus): Pólvora…
(Mister): Hum??
Ele se virava e apontava para o amontoado cinza:
(Klaus): Isso é pólvora…
(Mister): Ah, então voltou ao normal, que bom!
Tentou ajudá-lo a levantar, sendo impedido por ele com as mãos:
(Klaus): Mesmo assim, preciso de um colírio…
(Mister): Se quiser, eu busco…
(Klaus): Não, eu pego.
Se levantava com dificuldade e retornava para dentro da casa:
(Mister): Ei Klaus! Eu não sei o que escutou ou o que vocês teorizaram sobre mim, mas quero que você fique ciente que se eu tiver segredos ou não, nada vai ser uma desculpa pra arrebentar a cara daquele que mexer com a minha equipe, e isso inclui você.
Ele para apenas na porta, retornando o olhar apenas uma última vez antes de entrar:
(Klaus): Idiota…
(Dinney): Ele tem algum problema?
(Mister): Assim como eu e você, ele é humano; seres humanos normais são cheios de problemas…
Assim a chamou para entrar também
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POV: Catedral
Ana descia as escadas quando se passava do meio-dia, pensava em comer algo até porque estava por hora do almoço.
A garota, mais para mulher, tinha 22 anos quando estava sobre a caminhada de sua carreira de repórter a qual tinha tempo que queria alcançar; quando escrevia sua reportagem bombástica naquela fatídica manhã, estranhou quando sua janela, seu telhado, sua casa em geral, estaria além das nuvens; era uma amante desesperançada de romances, um motivo aparente para justificar sua desistência de ser escritora, e relativamente protetora.
Cruzava a cozinha até tropeçar por um fio irregular no chão:
(Ana): Huh?
Olhando ao redor, ela via uma bagunça de poeira, mais fios e reboco de parede, mesmo que tudo ali fosse feito de madeira; pareciam obras inacabadas do governo:
(???): Me escuta daqui?
Ouviu uma voz abafada:
(???): E aqui?
Seguindo o fio estendido, ela chegou até um quartinho, onde encontrou…
(Ana): Walker?
(Walker): Aí! Credo!? A mãe não ensinou a bater?
(Ana): Tá fazendo o que aí?
(Walker): Testes técnicos, são coisas que estamos produzindo…nossa…que susto!
Ela dizia tentando recuperar o fôlego; segurava algo que parecia um microfone estranho, a seleção de fios estava claramente mal colocada, provavelmente tinha um mal contato constante:
(Lápis lazúli): Alguma interferência? Eu parei de te escutar…
(Walker): Não, é nada, a Ana apareceu e eu tomei um susto…
A moça destinou seu foco a Jam que se aproximava:
(Lápis lazúli): Ah entendi, bem, está bom naquela última posição, mas precisamos de estender esse alcance, antes de tentar levar isso para qualquer outro lugar.
(Walker): Ok!
(Ana): Só um minuto… o que vocês estão fazendo?
Curiosidade era normal de sua personalidade:
(Lápis lazúli): Estamos montando um sistema de comunicação telefônica, a ideia é fazer o mundo inteiro ter comunicação conosco.
(Ana): Ahn…qual que é o plano mesmo?
Ela não soube responder, então Walker se prontificou:
(Walker): Tentativa e erro, repetidas vezes…
(Ana): Tá…tem algum avanço?
(Walker): Conseguimos fazer um microfone que alcança o segundo andar!
Lápis mostrava uma caixinha de som do tamanho de sua mão, o problema dos fios mal colocados e desencapados estava aparente:
(Walker): Viu só!
Walker apertou um botão no microfone e sua voz ecoou numa frequência muito alta e de baixa por conta da interferência de proximidade:
(Ana): Ai! Ok, eu entendi!
(Lápis): Estamos fazendo isso desde manhã cedo, então, se observar, estamos num avanço bem grande.
(Ana): Entendi…
Coçava o ouvido, aos poucos elas retornavam na bagunça com os fios e instrumentos que ali estavam; tanto que algo chamou a sua atenção:
(Ana): Tem alguma ideia com essa antena?
(Lápis): Bem, eu tenho, pensei que poderia facilitar o alcance se pudéssemos instalar essa antena, até frequência de vídeo na minha linha de raciocínio seria possível de se captar, mas será que ela também funcionaria para as frequências de rádio?
(Ana): E porque não se instalaram então?
(Lápis lazúli): Não tivemos tempo sabe…
Com mais curiosidade, a antena deslizava sobre seus dedos, deixando com que ela sorrisse:
(Ana): Se quiserem…eu posso ajudar…
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POV: Chikara
A algum tempo, a floresta tinha ficado para trás, dando lugar a um longo deserto de areia, uma longa vista sem nada aparentemente, a não ser pela equipe que caminhava por ali; Sanji tinha ficado por último, visando o caminho a frente:
(Sanji): Na minha humilde opinião, entrar nesse deserto com um grupo tão grande foi furada.
(Hyoga): Concordo plenamente, nossas provisões estão pra acabar, se continuar assim, não iremos durar nem metade do dia.
Realmente, já caminhavam a vinte minutos e a areia não parecia ter fim:
(Peter): Minhas pernas estão me matando!
(Cat): Calma! Talvez…quem sabe…esteja acabando?
(Peter): AS MINHAS PIADAS SÃO MELHORES QUE ESSA!
A frente; convenientemente havia duas pessoas, poderíamos dizer isso, mas portais estão surgindo em toda parte então pessoas poderiam estar em qualquer lugar, até mesmo no meio do deserto:
(Goku) Vejam! Tem algo lá na frente!
(Asta): Ei! Ow! Não sai correndo assim!
(Cat): É nisso que dá colocar um cabeçudo na liderança!
O líder da equipe corria com facilidade sobre a areia, os outros encontravam uma dificuldade bem maior por isso ficavam cada vez mais longe; se tratava de duas pessoas ao invés de uma:
(???): Qual é, não precisa ser malvado!
A garota choramingava ao chão, olhando para o agressor acima; logo que Goku se aproximou deles e tentava entender se aquilo estava sendo algum ato de violência ou de desentendimento entre os dois:
(Goku): Mas o que está acontecendo aqui?
Assim que perguntou, aquele garoto imediatamente olhou profundamente para os olhos do guerreiro, pôde perceber que era bem mais jovem do que aparentava; a pequena Hinata que acompanhava o grupo o reconheceu rapidamente, tomando uma profunda angústia:
(???): E-Ele tá brigando comigo, eu não sei o porquê!
Aquele garoto estranho era o menino amedrontador daquele exame:
(????): Quem são vocês?
(Goku): Eu sou Goku! Sou líder de uma equipe formada pela aliança “ordem” que preza pela proteção e segurança de todos que estão neste mundo; e quem é você?
(Samus): Você não é nenhum pouco cuidadoso!
O jovem olhou para cada um de cima a baixo, estremecendo todos que o conheciam:
(Cat): G-Gaara!?
Ele suspirou antes de continuar:
(Gaara): Todos são sua equipe?
(Goku): Sim, sem exceção; antes de qualquer coisa, poderia me responder a pergunta de antes?
O líder enfraquece a postura, percebendo aquilo já estava mais pacífico que antes:
(Gaara): Ela cometeu o mesmo erro que vocês.
Não gostando do que foi dito, Goku franziu sua expressão:
(Goku): E que erro seria esse?
Gaara o olhou antes de fazer ênfase em sua frase:
(Gaara): Aparecer por aqui…
As areias se remexeram e algo atacou a todos…
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POV: ??????
Os olhos heterocromáticos do homem observavam o céu azul do dia; ele olhava ao redor querendo entender o que acontecia sem muito o que dizer, não sabia o que fez pra chegar ali:
(Astrum): O que…
Tentava se levantar, mas havia algo que não permitia, tinha uma cicatriz na altura de sua cintura que doía muito, mesmo não estando aberta:
(?????): E você acordou…parece que o que fez isso em você deveria ser muito poderoso!
(Astrum): Hã?
Ele olhou para seu lado esquerdo e encontrou o garoto que observava a paisagem de uma cidade em ruínas; ele tinha roupas em trapos, uma longa cabeleira branca e sua voz era bem debochada:
(Astrum): Quem é você? Onde estamos? Ou quando…
(?????): Quem sou eu? Então eu estou certo, essa não é minha linha temporal e muito menos meu universo!
Se levantou com dificuldade e se aproximou dele devagar, temia ser alguma ameaça:
(?????): Eu sou um grande ser humano no meu mundo, então espero que você não pense que sou seu inimigo, isso se, e apenas se você não for meu inimigo…
(Astrum): Isso vai depender do que acontecer daqui pra frente…
(?????): Compreensível…
Conseguiu chegar ao lado dele, observando toda aquela destruição, e dos céus sempre caía alguém ou alguma coisa de lá de cima:
(Astrum): O que é isso afinal?
(?????): Finalmente os deuses fizeram a corrupção universal que uma vez teorizei, mas está sendo bem diferente do que imaginei…
O olhou nos olhos, aqueles olhos vermelhos que transmitiam uma animação estonteante:
(Astrum): Você não parece abalado com isso…
(?????): Eu sei! É porque eu estou ansioso para começar do zero de novo!
(Astrum): De novo? Como assim?
(?????): Ah, não é minha primeira vez nessa experiência; e eu tenho dez bilhões de certeza que vou conseguir mais uma vez!
Astrum não compreendia quase uma palavra daquele maluco; mas ele apenas não tinha noção de que estava na presença do Homem que reconstruiu a humanidade uma vez… e estava pronto para recomeçar o processo….
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