Warriors Of Nations
7 Oliver
Notas iniciais
Takashi era um garoto legal.
Tinha dezoito anos, seus pais eram pobres, tudo de descendência japonesa. Tinha cabelos negros bagunçados cobrindo a testa e ia à altura do pescoço, era magro, mas tinha ombros largos. Em seus braços estavam tatuados dois yn yangs e portava nenhuma arma, só a sua mascara de roubo.
Saímos do avião, olhando em volta. Já no aeroporto era uma coisa magnífica. A cidade luz era algo surpreendente.
Kristen tenta fazer um carinho no ombro de Takashi, mas ele desvia o ombro e continua atrás do Adwale. Pelo jeito o rapaz gostou do negro, mesmo ele tendo ameaçado o japonês.
Pegamos um taxi e fomos pelas ruas de Paris, Adwale se sentindo um guia, falando de tudo no Banco na frente, e nós atrás, olhávamos pela janela, tentando não prestar atenção.
Eu na minha infinita paciência noto que volta e meia Takashi olhava discretamente para Kristen, que estava na janela. E eu estava no meio, que legal.
– Ed, dá pra falar pro tio ir mais rápido? – digo arregaçando as mangas – ta quente e quero sair desse carro logo.
Ele fala em Frances para o motorista que vai um pouco mais rápido.
Ele estaciona na frente de um shopping, nós saltamos para fora e Ed paga o taxista, que sai voando pelas ruas.
–simpático – Diz Takashi olhando o shopping – não to acostumado com isso.
– Se acostume horas – Kristen fala subindo as escadas e esbarrando de propósito em seu ombro e ele a segue.
– Eles vão dar um par ainda – digo para Adwale.
– ué, vocês até ontem não estava agarradinhos – ele diz zombando e colocando a mão em meu ombro, me fazendo ter um sorriso pequeno no rosto.
– Qual é a do japonês? – digo indo para dentro, uma distância razoável dos dois que iam se batendo e batendo boca na nossa frente.
– Ele é possuído por um shinigami – ele diz baixinho.
– O que é um shinigami? – digo o olhando.
– São demônios, espíritos ancestrais. Quero descobrir qual é seu shinigami, pois até agora não vi nada de diferente nele. – ele diz e fala alto para os dois na frente escutarem – ei crianças, venham com o tio. – rio alto entrando com ele na loja à esquerda.
Era bonita, dois andares, era como uma loja que vendia tudo. Era estranho uma dessas estar dentro de um shopping.
– Pois não, posso ajudar? – uma moça, de estatura baixa, cabelos castanhos preso em um rabo de cavalo vem nos atender, e eu afasto um pouquinho. Não gostei dela por algum motivo.
– viemos comprar roupas – Kristen diz para a moça.
– Pois não, me sigam – ela diz simpática e sorrindo, indo em frente, nós atrás e eu por último. Por que não gostei do sorriso, ou melhor, por que não gostei dela? Senti algo estranho nela. Olho em volta, nada de perigo ou estranho. Fazer o que, era hora de repaginar, como kristen e a atendente falavam toda hora.
Subimos na escada rolante e ela aponta para frente.
– Pra frente e depois esquerda são coisas de homem. – ela diz nos olhando –as meninas não precisam de ajuda né? – ela diz rindo baixinho.
– É, não – Ed diz sorrindo – vamos sobrinhos, tio vai comprar ro
roupinhas pra vocês – ele diz e Takashi vai a frente.
– Você não vai? – a atendente diz com uma sobrancelha levantada. Olho para kristen.
– Vai precisar de ajuda kris? – digo a olhando. Não queria deixar ela sozinha com a atendente estranha.
– Ai que fofo olie –ela diz apertando minhas bochechas – mas eu sei me virar e você nunca gostaria de estar em uma loja de roupa com uma mulher-ela dá tapinhas em meu rosto e sai com a atendente. Suspiro, colocando as mãos atrás da cabeça e sigo os dois.
Era grande a variedade de roupas. Ed e Takashi olhavam admirados as prateleiras e cabides com roupas das mais diversas. Eu não estava animado, pois nunca abandonaria meu manto, agora um sobretudo. Mas precisava de camisas e calças. Pego uma jeans preta de um cabide, catei umas cinco camisas de cores diferentes, sem estampa, pois não gostava das estampas estranhas que tinham.
Fomos ao setor de tênis, Ed e takashi cheio de roupas e falando alto, como amigos de muitos anos.
Vou onde estão sapatos, sapatos bonitos, pego um preto de bico não tão fino o olhando.
– Que coisa escrota, que usaria essas coisas de velho? –Takashi diz olhando para Adwale, atrás de mim, olhando a outra estante com sapatos também, e se vira para me vendo e me vê com sapatos na mão.
– o Que tem que é de velho? – digo sem entender.
– ah, nada, só é estiloso – ele diz gaguejando e Ed dá um tapa em sua nuca, indo em frente, e Takashi me olha, finjo ir em cima dele e ele sai correndo atrás de Ed.
Vou ao vestiário, provar as roupas. Adwale e o japonês estavam ainda nas compras, eles eram mais detalhistas.
Quando chego lá, vejo kristen e a atendente vindo, com várias roupas.
Com certeza não queria que elas me vissem, então puxo meu capuz, vou a moça que cuida do vestiário, dou o numero de coisas que ia provar e entro rápido em um provador, fechando e suspirando pesado, tirando o capuz. Tiro o meu sobretudo e vejo no meu braço a estrela do chaos. Era algo bonito, mas sombrio ao mesmo tempo. A camisa que usava era preta, mas eu havia rasgado as mangas, por causa do calor. Vejo as roupas que peguei, sorrio, pois havia pegado exatamente duas regatas e três camisas. O suficiente pra mim. Tiro minha jeans e coturno, colocando a jeans e os sapatos. Gostei muito disso. Volto a colocar minha roupa, pego as que eu tinha escolhido e coloco no ombro, e saio, e adivinha quem estava na saída? A atendente que amei de primeira, obvio. Ela me olha com o sapato na mão, e sorrio, sem vontade para mim.
– Vai precisar disso vovô – ela diz me tacando uma trouxa de meia. Era meia grande, que ia a canela.
– E por que usaria? Porque você pediu? – digo a olhando desafiador.
– vai usar porque se usar meias comuns ficará ridículo – ela diz me encarando. Estávamos terrivelmente próximos.
– Ei ei, as meninas podem parar de brigar? – Kristen aparece com as mãos na cintura. Olho para ela. Ela estava linda, com uma jeans, uma regata vermelha que entoava seus seios firmes e uma jaqueta jeans pequena, sem manga.
– Uau – digo a olhando, esquecendo por um momento a atendente. – tá surpreendente — digo a olhando.
– Ah, obrigada — ela sorri dando uma voltinha. – que bom que gostou.
– São namorados? – a atendente nos corta, me fazendo lembrar que ela existe.
– não – digo me afastando da baixinha.
– sim, quer dizer não! – Kristen exclama, dando um soco em meu rosto, que me faz cair no chão, pois foi muito forte. – Nunca namoraria um estranho desse jeito.
– Tá certo – a atendente sorri, e as duas vão para o caixa.
– Obrigado kris – digo me levantando colocando a mão no rosto, indo atrás dos rapazes.
Quando encontro o grupo, que já estava no caixa, takashi me olha e sorri.
– Olie, está machucado? Ué, a estante caiu em você? – ele diz debochando.
– não, mesmo sem um braço, ainda posso te dar uma surra – digo espontâneo e uma fisgada da em meu braço direito, vindo em minha mente uma cena de um garoto perdendo o braço, e me apoio na estante de revistas.
– está bem fortão? – Ed me pergunta, sabendo que aconteceu algo.
– To, to bem. – sorrio – peguei mochilas. Precisamos de mochilas – dou uma para cada um, mas kristen renega.
– Mulher usa bolsa senhor esperto – ela diz pagando suas compras e colocando em uma sacola.
– ela vai precisar dessa mochila, anotem bichas- murmuro para eles.
Depois que pagamos tudo, ganhamos uma revista da loja, mais alguns panfletos para conhecer a cidade e do nada Kristen dá um berro de garotinha, pulando alegre e cutucando Ed.
–Ei, para com isso – ele diz a olhando estranho.
– Vamos pro Texas? Vamos vamos vamos? –ela diz como uma garota mimada, todo mundo a olhando estranho.
– hã, tá, vamos –digo tentando parecer normal naquele momento.
–Obrigada! – ela ri pulando em mim me abraçando, e a seguro, para não cair.
– O que te deixou tão animada, é, moça – Takashi diz, com certeza que ia chamar ela de alguma coisa.
Então ela pega o panfleto e esfrega na cara do japonês e continua agarrada em mim, repetindo Texas.
– Atlantic guns? – ele diz olhando – lá tem armas, armas machucam, armas não são legais – ele diz dando o panfleto para Ed.
– tanto ser divino que podíamos pegar pela Europa, por que ele? – o negro diz baixinho.
– o que ouve Ed? – digo o olhando e empurrando kristen – comporte-se mulher – exclamo irritado.
– nada. Bom, vamos para o Texas – ele diz voltando na loja, e nós atrás, chegando perto da nossa atendente, que olhava um vestido na entrada. – e a senhorita Katherinne camm virá conosco.
Ela vira espantada, pois não ela não havia falado seu nome.
– hã, mas por quê? – ela diz assustada, esbarrando no vestido, deixando cair o manequim, fazendo Takashi a ajudar.
– Filha de mercúrio, você virá conosco – ele diz natural, e ela deixa cair o manequim de novo, mas Takashi segurou e o colocou de pé.
– Romana, por isso não gostei – digo quase rosnando, colocando a mão em minha katana.
– e de origem asiática pelo jeito né? – kristen diz olhando para um amuleto que ela usava no pescoço.
– como Sabem meu nome? – ela diz olhando para nós.
– Senhorita Camm, você pode ter um minuto para nós, para conversar? – Adwale diz, mas no momento que ele diz Camm, takashi se espanta e a olha.
– Você é uma Camm? – ele diz a olhando, e todos os olham, pois sua mão começava a aparecer os ossos.
É, pelo jeito os dois tinham muito a conversar, e se depender de mim a conversa passará a ser no inferno.
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