Estava tenso. Dava para ver nos olhos de Olie que em alguma hora fincaria com as próprias mãos uma flecha em um lugar não muito legal em Katherinne. A mão de takashi estava em ossos, estava começando a despertar o shinigami dentro dele, então vou mais perto de Takashi, coloco a mão em seu ombro e digo o olhando nos olhos.

— Se acalme, sente e explique melhor- Digo forçando ele a sentar na base do manequim caído.

— Os Camm era uma tribo Mongol, no Canato de Ilcanato... – ele dizia suspirando, segurando sua mão.

— o que é um Canato? – pergunta Kristen, que olha para o lado e ve algumas funcionárias olhando estranho para nós, uma em um telefone, que a deixa um pouco nervosa.

— Canatos sãos impérios, foram quatros no total, depois da morte de Kublai, um descendente do grande Genghis Khan. Meus descendentes viviam nessa região. Minha tribo era um lugar calmo, entre as montanhas, então uma tribo mongol, os Camm – ele engole em seco, abaixando a cabeça e sua mão voltando aos poucos ao normal- eles massacraram meus descendentes. Meu tataravô, Maktub Yamamoto, conseguiu pegar seu filho mais novo e sua cunhada, pois meu tataravô conseguiu salvar só eles e mais algumas pessoas da tribo. Ele teve o plano de cruzar a China ate o Canato de Ilcanato, mais precisamente em Pequim. Mas os Camm os seguiram, e quando estavam em quase em pequim, tiveram que mudar sua rota, pois caíram em uma emboscada dos Camm e mais mortes ocorreram. Então meu tataravô ouviu falar em uma ilha que estava com poucos domínios dos mongóis, se chamava Japão, uma nação reprimida, em crescimento. Só meu tataravô conseguiu chegar vivo para a tal ilha. – Seus dedos já estavam ao normal.

— Seu ancestral foi atrás de vingança? –Pergunta olie serrando os dentes olhando para Katherinne, que soltava o cabelo do rabo de cavalo. Era um cabelo que batia nas costas, bonito. Ela o olhou de um modo intimidador, que o fez dar um passo, mas Kris colocou a mão no ombro de olie, apertou e ele caiu duro no chão, então ela olha para a Katherinne e sorri de leve, ela faz o mesmo.

— Não. Desde então, tivemos ódio dos chineses. Então nasci no meio desse ódio – ele levanta, indo para a saída, colocando a mão no telefone onde a mulher estava ligando para a polícia pelo jeito e o telefone se esfarelou, fazendo eu ficar mais curioso para entender seu shinigami.

***

— como soube que sou uma semideusa? – a garota me diz, já que todos concordaram que ela fosse no coopiloto.

— Intuição – Digo sorrindo de canto, prestando a atenção no voo. Kristen estava deitada no colo de olie, ele estava a toda hora coçando a ponta da flecha em seu pescoço ou dando carinho em kristen e Takashi estava sentado, olhando pela janela pensativo.

— com que razão estás fazendo isso sacerdote? – ela diz colocando o cabelo atrás da orelha. Seria uma garota bonita, tirando o fato de ser uma filha do deus dos ladrões.

Digo nada, só fico em silêncio, pensativo, para a desgraça que estavamos indo. Por que Kris nos leva para aquele que seria um desastre para todos?

— Estamos chegando – digo falando com a torre, para altorizar a aterizagem.

Coloco dentro de um hangar do aeroclube do Texas, me levanto, colocando um chapéu de cowboy

— Bem vindos ao Texas mocinhas – digo em sutaque caipira.

Saímos do avião, dessa vez Kristen e Katherinne caminhando na frente e nós três atrás.

— eu vou matar ela ainda – Olie diz guardando a flecha.

— e eu ajudo – Takashi diz estralando os dedos.

— Ninguém vai matar ninguém, somos uma equipe agora – digo pegando a cabeça dos dois e bato as duas.

— equipe para que careca, para uma corrida? – diz Takashi guspindo no chão.

Digo nada, esbarrando nos dois, indo junto com as garotas conversando com elas.

Depois de alguns minutos, achamos a tal loja e Kris da saltos como uma garotinha vendo seu personagem favorito de um desenho infantil.

— iremos pela noite, quando fechar. – digo indo em uma cafeteria na frente da atlantic guns.

— e por que diabos? – esbraveja Kristen.

— porque o que queremos está de noite – ele diz sentando, puxamos mais uma mesa e sentamos em grupo. A cafeteria estava cheia esperamos e esperamos já cansados pelo menos estavamos sentados.
Oliver estava quase dormindo, Kristen quase quebrando a mesa de tanta raiva, Katherinne e Takashi estavam se encarando como se fossem se atacar a qualquer momento. Uma garota finalmete viu que não fomos atendidos e veio até nós, ela era ruiva(natural), olhos azuis escuros, pele sardada no nariz e nas maçãs do rosto, e baixa com cerca de 1,54 de altura, bem magra. Aparenta ter entre 17 e 18 anos de idade. Parecia estar um pouco insegura ao vir nos atender.
— Olá... Vocês já tem seu pedido? – ela diz com um caderninho na mão batendo o lápiz no caderno.
— Que seja rápida- Kristen começou mas interrompi ela antes que continuasse
— Eu quero um café preto com adoçante, Kristen vai querer um chá de camomila e suco de maracujá.
— Café com leite- Pediu Takashi
— O mesmo que os olhos puxados- Disse Katherinne, o que só fez Takashi querer pular em cima dela ainda mais
— E o olie... – digo olhando ele dormindo
— Olie!- Kristen o sacudiu
— Hum? Eu vou querer...- Oliver virou a cabeça para a garçonete e começou a abrir a boca como se tivesse admirado- vou querer você... digo um capuccino com bastante espuma e bastante açucar. – ele diz coçando o rosto, dando uma pequena corada pela vergonha que passou.
— Tudo bem...- A garçonete sai com o pedido anotado, com o rosto corado de vergonha
— "Eu quero você’’?- Kristen perguntou indignada.
— Como?- Olie olha pra ela meio confuso.
Como o esperado o pedido demorou, Kristen estava brava com Olie, é foi feio o que ele fez mas acho que não foi pra tanto, parece que a tensão entre Takashi e Katherinne tinha acabado mas percebi que a faca dos dois que estava na mesa haviam sumido. Que equipe é essa? Minha primeira missão não posso falhar.
— Desculpem a demora!- A garçonete volta com os pedidos
— Não adianta nada pedir para não de...
— Ta tudo bem essas coisas acontecem- Olver interrompeu Kristen, e a garçonete retribui com um sorriso meio tímido, e saiu.
— Tudo bem!- Comecei a falar- Iremos visitar a loja de noite quando todo comércio fechar, pegaremos só o necessário, não quero encrenca com o dono daquele lugar
— Como assim? Você conhece ele?- Perguntou Kristen
— Repassando... vamos pegar só o necessário!- Continuei, olhando sério para todos- entendido?
— Sim!- Todos responderam
***
O comércio já havia fechado.

Estava na hora de executar o plano.