Warrior
1 Capítulo 1 - E assim começa...
Notas iniciais
Espero que gostem e que comentem
– Hey, você está estudando matematica para quê?- ouço a voz de Hanna, levanto meu olhar do livro sem o menor esforço, como alguém podia gostar de ficar procurando um "x" ingrato e estupido que além de sumir de uma hora para a outra também leva o "y" junto?
– Para a prova de hoje, primeira aula — eu falo e dou um meio sorriso forçado.
– Mas que... — Hanna fala de boca aberta e surpresa.
– Ele avisou faz uns 3 dias — eu falo.
Hanna pega uma cadeira e coloca ao lado da minha.
– Tomara que seja em dupla — ela fala com um sorriso idiota.
– Para que você faça dupla com uma pobre qualquer e ela faça tudo e você só assine o nome? — eu pergunto com ironia.
Hanna fica me olhando com aquele olhar que ela tinha quando ia aprontar alguma e sabia que eu não iria dedurar.
– Eu sou a pobre qualquer? — pergunto.
– Sim, minha pobre qualquer favorita — ela fala e me abraça.
Começamos então a estudar, era algo realmente estranho, quer dizer para mim aquilo era apenas numeros atirados com letras, nada que fizesse sentido.
Fiquei um bom tempo lá de cara nos livros junto com Hanna, minha cabeça já estaca doendo quando decide olhar para o relogio.
– Sera que o professor vai vir? — pergunto.
Hanna segue meu olhar, já se passaram 28 minutos desde que a primeira aula deveria ter iniciado.
– Ele não vai poder passar a prova hoje — ela comenta.
Fecho o livro e o empurro, já estava cansada de valor de x e y.
– Estudo mais tarde — eu falo — minha cabeça está doendo.
Hanna e eu começamos então a ler uma revista qualquer que tinhamos trazido, estavamos rindo da seção de humor da revista quando o diretor chegou.
Ele estava totalmente de preto, como se tivesse de luto, seu cabelos um dia foram pretos, hoje são cinza, seus olhos estavam tristes.
– Sentem crianças — ele fala.
Todos o obdecem.
– Não sou portador de boas noticias — ele fala andando para o outro lado da sala — desculpe-me informar — ele olha para o chão, sua voz era apenas um sussuro — o professor Jonh Stewart não se encontra mas entre nós.
Aquilo foi realmente um choque, Jonh Stewart era a unica pessoa que conseguia achar o valor de x em menos de 5 minutos e que já deu risada de uma piadinha tosca da Hanna.
– Ele foi brutalmente assasinado — agora a voz do diretor estava mais forte e ele olha para nós — investigadores irão aqui na escola, vocês seram interrogados.
O ar começou a ficar tenso, o meu cerebro não estava mais funcionando direito, nada mais fazia sentido, uma pessoa de bem foi morta e alunos, jovens crinças, eram suspeitos.
– Como ficam as aulas — ouço alguém perguntar.
– Continuaram normalmente, assim como Jonh gostaria — ele fala.
Sei que eles esperavam que ficassemos em luto, semanas sem aula, mas pelas ultimas palavras; "como Jonh gostaria", fez com que ninguém protestasse.
O resto do dia foi como um grande burraco negro.
Todos os alunos de minha sala estavam em fila, um trás do outro, em ordem alfabetica, Hanna estava a umas 4 pessoas atrás de mim, aquele meio, formar uma fila, para ser interrogado eu considerei antiquado, mas não tive corragem de falar qualquer coisa.
– Diana McKee — ouço uma voz feminina e ao mesmo tempo grossa.
Entro na sala, a messa era branca e comprida, havia uma cadeira do lado de lá e duas do lado de cá, me sentei e olhei para a mulher atrás da mesa, tinha cabelos negros e curtos, olhos cor de lama e não parecia estar contente, quem estaria?
– Olá, sou a detevive Jenny — ela fala.
– Diana McKee, filha do xerife — eu falo, sempre que me apresento para algum tipo de autoridade eu falo isso "Diana, filha do xerife".
– Isso eu já sei, seu pai fala bastante da senhorita — ela fala.
Fiquei a encarrando sem saber oque dizer, apesar de já ter visto interrogações uma centena de vezes, nunca fui de fato interrogada.
– Oque você fazia na noite de sexta feira? — ela pergunta, sem mais delongas.
– Toda a sexta a Hanna e a Gi dormem na minha casa, então eu estava com Hanna e Gi e meu porquinho da india no meu quarto assistindo um filme de terror — eu falo calmamente.
– Como era sua realação com o senhor Jonh Stewart?
– Ele era meu professor, então já de se imaginar minha relação com ele, eramos aluna e professor — eu falo, respirando fundo.
– Mas, segundo Ana Milton, você e ele eram mais chegados — ele fala.
– Ana Milton não sabe de nada da minha vida — eu falo, sem um pouco do meu controle — e sim, ele era meu professor preferido, uma vez eu fiquei até depois da aula e pedi para ele exclarecer uma duvida.
– Que duvida?
– Uma formula chata e complicada — eu falo.
– Interresante, é verdade que ele passava alguns codigos?
– Não, ele não passava codigos, ele apenas fizia que deveriamos guardar bem os numeros corretos das soluções — eu falo — não eram codigos de verdade.
– Você conhece alguem que teria motivos para querer ele morto?
– Não, ele era um cara um tanto que sinistro, tipo assim ele achava o valor de x em minutos, mas não, definitivamente não, ele era um bom homem.
– Como era a relação dele com os alunos?
– Como a relação de qualquer professor, não muito odiado, e os alunos.
– Como assim?
– Havia sim os alunos que o desrespitavam, mas a maioria o respeitava e aprendia alguma coisa com ele.
– Uma relação de respeito e educação?
– Isso mesmo.
– Então está bem, pegue um pirulito e sai da sala.
Me levantei, dei um sorriso forçado, me virei, peguei um pirulito e revirei os olhos, ela não estava interrogando crianças, apesar de eu sempre gostar de ganhar um doce depois de coletar sangue para exames.
Joguei o pirutito no lixo, nunca aceito coisas de entranhos, apesar de saber que a policia não iria colocar alguma droga em um pirulito.
"Definitivamente, isso está muito estranho" eu envio para Marie, minha irmã mais velha.
– Eu to ficando com medo — Hanna fala.
– Também estou com medo — Steve fala, roendo a unha do polegar.
– Quem poderia fazer uma coisa dessas — eu falo para mim mesma.
– Deve ter sido algum maluco, tipo assim, cara ele morreu de verdade, não podemos nem... brincar — Steve fala.
– Quem pensa em brincar agora — Hanna fala.
"Realmente, então ele foi brutalmente assasinado e os alunos são interrogados como se fossem suspeitos" acabo de receber de minha irmã.
"Isso mesmo como suspeitos!! Não consigo imaginar quem faria isso com aquele pobre homem" eu envio.
– Eu estou com medo, mas... — Steve para de falar e começa a olhar para a parede como se visse uma assombração — ...será que foram, eles.
– Steve, eles não existem — Hanna fala.
– Mas, quem faria algo desse tipo se não fosse eles — duvida Steve.
– Algo como os demonios, Steve — eu dou um ponto final naquela discussão.
– Você falou o nome deles.
– Que nome? Demonios? — eu pergunto.
– Ela falou de novo, faz ela parar, Hanna — ele fala, abraçando a Hanna e soluçando.
– Para ai — Hanna fala sem a menor animação.
"Fale com o papai o mais rapido possivel, o papai é o melhor e não vai deixar esse crime em branco" pisca na tela do meu celular.
"Realmente o papai é muito bom, me orgulho muito dele" eu a envio e desligo o celular.
Não conseguia tirar da cabeça as palavras do diretor "Jonh Stewart não se encontra mas entre nós", "brutalmente assassinado".
Essa noite não seria uma das melhores, meu pai ficou preso na delegacia havia muitos processos, estava frio e escuro lá fora, tive um pesadelo.
Fale com o autor