Warrior
2 Capitulo 2 - E tudo acaba em pizza mesmo...
Notas iniciais
Já se passaram 5 semanas desde o enterro de Jonh Stewart, o caixão estava fechado não dava para se ver o corpo, Stew não tinha uma família muito grande ou muitos amigos, por falta de homens meu pai ajudou a carregar o caixão.
Lembro que tive a ousadia de pedir para ver o corpo, mas a mãe de Jonh inventou uma desculpa qualquer e fiquei apenas na vontade.
– O caixão estava leve, como se ao contrario de um homem adulto estava um monte de isopor — meu pai fala quando voltávamos para casa.
– Achei tão estranho não deixarem eu ver o corpo — eu comento.
Entrei na sala do diretor sem pedir licença, ele estava só, ouvindo um instrumental dos anos 80 e checando uma papelada. Desabo na cadeira e suspiro alto, o diretor olha para mim e não sorri.
– Já contratamos um novo professor — ele fala.
– Eu sei, ele já deu aula — eu falo — ele não sabe fazer aquela magia com os números que nem Jonh.
– Mas, as notas acadêmicas dele são muito superiores.
– Vim aqui saber se o senhor sabe como anda a investigação — eu pergunto.
– Ela foi abandonada, falta de provas, foi oque eles chamam de "Assassinato Perfeito" — ele fala.
Eu pulo da cadeira e bato com força meus punhos na mesa dele.
– Oquê? — eu pergunto, enfurecida.
– Foi um crime perfeito — ele fala — me desculpe.
Então seria assim, um assassinato perfeito — um bom homem morto, um assassino a solta — eu dou um sorriso e saiu da sala, decidida que para mim esse não era um assassinato perfeito e esse assassino não sairia impune.
– Você é maluca, pirada, doida, tem probleminha? — Steve perguntou.
– Vai Hanna, você concorda comigo, né? — eu pergunto para Hanna, que se encontrava com a boca aberta e olhos arregalados.
– Isso é loucura — ela consegue falar.
– Gi? — eu pergunto ainda com esperanças.
– Gata, não rola, isso é de uma estupidez total — ela fala.
Olho para o chão, aquilo era péssimo, seus amigos te abandonando, por estarem com medinho.
– Aposto que Hermione não iria desistir, né Gi? — eu falo, sabia que Giovanna era fã de Harry Potter — Um bom vampiro iria desistir Hanna? — eu pergunto, Hanna era obcecada por vampiros — e aposto que um herói de verdade sempre fica ao lado dos amigos, né Steve?
Os três olham para mim e depois para o chão.
– Será o nosso legado, algo para sermos lembrados — Steve fala.
– Algo para contarmos ao nossos filhos — Gi comenta, agora com um sorriso.
– Vamos nessa, vai ser legal — Hanna simplesmente fala, dando de ombros.
– Vem, vamos selar esse pacto — eu falo, dou um risadinha ao ver Steve se arrepiar com a palavra pacto.
Todos corremos para se abraçar, agora era só colocar o plano em prática.
"Cemiterio, de NOITE!! Vc PIROU de vez, né?" Steve me mandou, olhei para a tela do celular indignada, era a melhor ideia que já tive em todos os meus 16 anos.
Comecei a digitar uma resposta para ele, quando recebo a resposta de Hanna. "Precisamos resolver isso cara a cara, porque por mensagem é complicado", respondo para ela, falando um horário e onde se encontrar, mandei uma copia para Steve e Gi. Iriamos nos encontrar da pizzaria, mussarela e calabresa sempre nos ajudou a pensar.
– Essa é a ideia é insana e maluca de mais, até mesmo para alguém como você, Diana — Gi fala entre uma e outra dentada na fatia de pizza que transbordava de ketchup.
– É, ir em um cemitério, à noite, desenterrar um tumulo — Steve fala assustado, mas não assustado de mais para comer e depois falar.
– E também, o professor morreu faz só 1 mês e pouquinho, não iremos encontrar uma pilha de ossos e sim um ser humano em plena decomposição — Hanna fala.
– Isso é coisa que se fala enquanto seu amigo come uma pizza? — Steve pergunta, agora sem comida na boca.
– Estilo um zumbi, muito nojento — Gi concorda com Hanna.
– Fiquem quietos! — eu grito, me levantando e batendo os punhos com força na mesa- não tem um corpo naquele caixão, porque Jonh Stewart não morreu!! — eu gritei a todos os pulmões.
Acabei chamando a atenção dos grupos de amigos e famílias que jantavam ali, pude sentir o peso de 20 pares de olhos me olhando e me considerando uma maluca.
– Sempre continuara vivo em nossa memoria! — eu falo alto o bastante para que todos lá ouvissem e me sentei sem graça na cadeira.
Steve contia o riso diante da cena que acabo de protagonizar, Hanna e Gi apenas olhavam para os próprios sapatos envergonhadas.
– Ele não morreu, eu vou provar isso, Jonh Stewart continua em vida! — eu falo, com o ar mais ameaçador que conseguia, não era muito, mas foi a bastante para os três apenas balançarem a cabeça.
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