War of Hearts

14 Capítulo 13 - Stop crying your heart


Notas iniciais
Hello! Como estão os melhores leitores do mundo? Foram bem de natal e ano novo? Eu espero que sim :) Eu estou de férias e não estou podendo escrever muito, mas nem por isso eu vou deixar vocês na mão, ok?! Espero que curtam esse capítulo porque particularmente tenho gostado muito do que escrevo nessa história... Obrigada de coração por todos os comentários, eu prometo que assim que voltar para casa responderei um por um, da forma que merecem! Eu me esqueci de dizer, fiz um trailer para a fic! Quem quiser conferir: https://youtu.be/sdOYfxyCD8o Beijos!

Hold up!

Hold on!

Don’t be scared

You’ll never change what’s been and gone

May your smile (may your smile)

Shine on (shine on)

Don’t be scared (don’t be scared)

Your destiny may keep you warm

‘Cause all of the stars

Are fading away

Just try not to worry

You’ll see them some day

Take what you need

And be on your way

And stop crying your heart

(Stop Crying your heart — Oasis)

Felicity Smoak

Como dez dias haviam se passado tão rapidamente?

Eu olhava ainda surpresa para Anne, que acabara de me dizer que dia era hoje. Eu havia passado os últimos dias trancada dentro do meu quarto. Eu sequer conseguia saber que parte do dia era, já que Anatoly mandou que minhas janelas fossem bloqueadas, ele estava sendo muito mais controlador desde a minha tentativa frustrada de fuga. A sensação agora ia além de confinadora, chegava a ser claustrofóbica. Se não fosse por Anne que aparecia pelo menos duas vezes ao dia, e com quem eu conversava um pouco eu teria enlouquecido com aquela solidão.

Eu também não vi Oliver durante esses dez dias ou recebi qualquer tipo de mensagem dele.

E isso sim estava me enlouquecendo.

Eu tentava não me preocupar pensando que algo ruim havia acontecido a ele, que talvez Anatoly tivesse descoberto a verdade e o punido. Eu me concentrava em bons pensamentos dizendo a mim mesma que ele estava bem, e quando eu finalmente me convencia disso uma outra preocupação aparecia: se Oliver estava bem, então por que ele me deixou completamente no escuro durante todo esse tempo? Por que não me procurara?

Anne nunca falava dele. Quando eu tentava questioná-la sobre isso, ela apenas lançava um olhar suplicante para mim e pedia para que eu não a envolvesse nessa história ainda mais, e no fim eu acabava desistindo apenas para que ela não deixasse o quarto as pressas, e eu voltasse a ficar trancada tendo apenas meus pensamentos confusos como companhia.

Ela olhava para mim parecendo assustada agora, já que eu não mais olhava para ela com a surpresa de antes, meu choque inicial havia se convertido num riso nervoso quase histérico. Eu estava rindo de desespero. Em cinco dias Anatoly esperava que eu me casasse com Vladmir Dashkov, um porco sujo que sequer deveria ser chamado de homem. Anne viera me dizer que meu adorável pai se dera ao trabalho de encomendar um vestido de noiva e a prova seria amanhã, e que em breve ele viria conversar comigo sobre a cerimônia de casamento. Porque apesar desse casamento ser movido pela mais pura coação, ainda assim haveria um grande espetáculo para exibir minha ruína final. E trancada nesse maldito quarto, sem ter notícias de Oliver, meu destino parecia cada vez mais difícil de evitar. A cada dia eu dava mais um passo a frente em direção ao precipício. E como se isso não fosse desesperador o suficiente, havia algo mais levando-me até a borda e me instigando a pular.

Malditos três dias que estavam me enlouquecendo.

Eu tentava dizer a mim mesma que aquilo não estava acontecendo. Ou que talvez a pressão de toda a situação, o estresse, o medo e a incerteza do meu futuro estivessem começando a me afetar fisicamente, ou ainda que minha cabeça estava confusa demais e eu não conseguia fazer as contas com precisão. Mas de todo o modo, aquela era uma verdade que eu não podia e nem conseguia mais ignorar, porque não envolvia apenas a mim.

Então eu parei meu riso nervoso bruscamente quando percebi isso, e precisei respirar profundamente muitas vezes até que conseguisse recuperar o controle sobre mim mesma e tomar uma decisão racional no meio da grande bagunça emocional que eu era.

— Anne? — peguei as mãos da garota que ainda olhava-me atonitamente e as segurei firmes juntos as minhas.

Oliver estava certo, eu não sabia se poderia confiar em Anne, mas ela era tudo o que eu tinha nesse momento já que ele havia desaparecido, e eu realmente precisava da ajuda de alguém.

— Sim?

— Eu preciso de um favor, muito grande. — falei, esperando que ela notasse o meu desespero e se apiedasse de mim. Os grandes olhos dela se arregalaram enquanto fitavam meu rosto, ela deu um passo para trás já temendo o meu favor.

— Senhorita Felicity, eu já pedi para, por favor, não me envolver mais nessa sua história! Oliver Queen é um capitão bratva e o senhor Anatoly tem muita estima por ele, e você é a filha que tem obrigações perante a máfia, isso não vai acabar bem para vocês dois. — ela advertiu de forma suplicante tentando puxar suas mãos das minhas e se afastar o mais rápido possível. Mas eu estava desesperada demais para pensar no que Anne me dizia, mantive suas mãos pequenas ainda presas na minha.

— Não é sobre Oliver, pelo menos não totalmente. — me apressei em esclarecer, e notei aliviada Anne vacilar um pouco, aproveitei-me disso. — Eu preciso que você consiga algo para mim, compre algo para mim na verdade.

— O que é? — sondou, querendo saber se aquilo a colocaria em confusão.

Respirei fundo antes de falar em voz alta a palavra que eu vinha evitando com todas as forças.

— Eu preciso de um teste de gravidez. — soltei, sentindo aquele peso se tornar um pouco menor por dividir com alguém.

Anne arregalou os olhos para mim, sua boca se abriu formando um “oh” evidenciando o seu choque, mas ela não disse mais nada, apenas me olhou num misto de surpresa e pena. Até que seus olhos se suavizaram e eu vi algo neles que me deixaram um pouco mais segura: Solidariedade feminina.

***

Aqueles malditos três dias de atraso não me deixaram tão nervosa quanto as horas de espera por Anne. Eu conseguiria fazer o teste depois que ela o trouxesse para mim? Como eu lidaria se fosse positivo? E se eu jamais conseguisse fugir, como seria a minha vida na Rússia, grávida e com um casamento com o homem mais desprezível e nojento que já tive o desprazer de conhecer? Como uma criança poderia ser criada nesse meio?

Eu entendia minha mãe tão bem agora.

Eu não sabia qual exatamente era a história dela, mas sei que em algum ponto ela se viu casada com um criminoso desprezível, vivendo no meio da máfia russa e grávida, exatamente como eu poderia estar. Era claro que a única alternativa era fugir e não condenar uma criança a essa vida de horrores também.

Eu gostaria de poder conversar com ela agora. Eu precisava da minha mãe, eu queria apenas deitar a cabeça em seu colo acolhedor, deixar que ela afagasse meus cabelos, enquanto me dava um de seus conselhos que nem sempre eram sábios, mas que pelo menos me davam uma nova perspectiva. Eu apenas gostaria de contar com o carinho dela num momento como esse da minha vida, porque Donna Smoak poderia até não ser a melhor com conselhos, mas era sem dúvida, a melhor em ser mãe.

Eu ficaria bem se fosse tão boa mãe quanto ela, se tivesse disposta a lutar e fazer os sacrifícios que ela fizera por mim.

Me coloquei de pé no instante em que escutei o barulho da chave na tranca e da maçaneta sendo girada. Minhas mãos suaram, minha respiração se alterou, e eu fiquei ainda mais nervosa ao pensar que logo eu teria a resposta daquela dúvida que estava roubando o meu sono e me matando por dentro.

Qual não foi minha surpresa ao perceber que não era Anne quem entrava no meu quarto?

Um Oliver claramente irritado abriu a porta fechando-a atrás de si e a trancando com a chave, sua presença se impondo dentro do quarto. Seus olhos fulminantes cravados em mim. Seus passos que mais pareciam o marchar de um soldado indo para a guerra enquanto ele caminhava na minha direção, parando exatamente a minha frente.

Eu mal tive tempo para ficar feliz com sua presença, para sentir aquela saudade em meu peito se aquietar já que suas primeiras palavras cortaram o silêncio de modo mordaz:

— Por que você não me disse nada sobre isso? — ele falou retirando uma caixa rosa de dentro de uma sacola em suas mãos e jogando-a sobre a cama bruscamente.

Eu estava há dez dias sem ver, falar ou receber qualquer notícia de Oliver e a primeira coisa que ele fazia ao me ver era me censurar. Eu já estava nervosa e estressada por estar trancada como uma prisioneira, possivelmente grávida e condenada a um casamento terrível, vê-lo agindo dessa forma apenas trouxe o inferno para fora de mim.

— Por que contou a criada e não disse nada a mim? Ia passar por isso tudo sozinha e me deixar de fora? — ele questionou furioso, jogando as palavras com brusquidão, seus olhos, sua mandíbula rígida, e até mesmo a postura de seu corpo mostrava-me o quanto Oliver estava puto com aquela situação.

— Oliver, eu não vejo você há dez dias! E aparentemente eu consigo passar por qualquer coisa sozinha, não é por isso que você não deu as caras e me deixou de fora? — Devolvi irritada demais com o seu comportamento para me importar com a seriedade do assunto.

— Você não irá jogar isso de volta para mim. — deliberou num tom cortante e um pouco magoado. — É sobre uma possível gravidez que estamos falando aqui,Felicity. Eu posso ser pai, e deveria ser avisado no instante em que você começou a ter suspeitas disso. — vociferou, me tirando do sério.

— Eu sei! E eu adoraria ter conversado com você, eu adoraria ter exposto o maldito medo de estar grávida a você, e juntos decidirmos como lidaríamos com isso. — esbravejei com sarcasmo, ele não era o único com o direito de se sentir deixado de lado, afinal ele tinha feito isso comigo por longos e tortuosos dez dias — Aliás, como você ficou sabendo sobre isso?

— Só porque eu não posso estar com você, só porque minha proximidade, a forma como me sinto sobre você, te coloca constantemente em perigo. — ele havia se aproximado um pouco mais, seu tom num misto de raiva emocionada com suavidade, seus dedos tocando de modo quase temeroso a pele do meu rosto e deslizando por ela enquanto seus olhos me fitavam com uma intensidade sem igual, me deixando ofegante. — Só porque eu preciso estar afastado de você por um tempo, para te proteger, isso não significa que eu consiga efetivamente me manter afastado. Printsessa... — seu tom veio malditamente doce acompanhado da insinuação de um pequeno sorriso.

Por que bastava ele me chamar assim para que eu me derretesse em seus braços? Para que meu coração disparasse de modo descompassado? Como Oliver conseguia me envolver assim tão facilmente? Era suposto que eu estivesse ainda magoada por sua ausência por tanto tempo, mas tudo o que eu sentia agora era vontade de me aproximar, de me jogar em seus braços de saborear tudo o que ele poderia me oferecer.

— Eu estou longe, mas eu ainda estou com você a cada segundo. Eu me mantenho informado sobre o seu dia-a-dia, sobre os planos de Anatoly com aquele verme do Vladmir. — cuspiu o nome com evidente nojo — Por que acha que Anne tem vindo tantas vezes e conversado com você? — perguntou carinhoso, parte da raiva dele havia sido esquecida e agora havia tão somente uma estranha urgência em seus atos. Pisquei confusa, então Oliver estava pegando informações sobre mim com Anne?

— Mas quando eu a questiono sobre você ela se retrai! — reclamei, Anne nunca falava sobre Oliver, ela fugia desse assunto.

— Sim, porque eu pedi a ela. — respondeu com simplicidade — Eu estou há mais tempo nesse jogo, printsessa, e eu sei bem quais são as consequências de jogar com a máfia russa. Eu não quero perder você, eu não quero que você seja essa consequência. Por isso eu preciso mantê-la afastada porque eu estou jogando há mais tempo e consigo esconder as coisas melhor do que você. — terminou com condescendência, deixando-me anormalmente irritada com sua colocação.

— Então você não nega que deliberadamente me manteve no escuro? Que me deixou aqui trancada sem a porcaria de uma informação? Sem saber o que havia acontecido com você? Sem saber se você estava bem. Se estava vivo? — vi nos olhos de Oliver que ele não compreendia o que havia errado. Por isso me afastei do toque dele, por mais que eu precisasse do seu calor, eu precisava ser racional e não ser manipulada com o que Oliver me fazia sentir com apenas um toque.

— Essa discussão não está indo a lugar nenhum, você é teimosa demais. Apenas faça o teste, printsessa. — ordenou, usando o seu maldito tom de capitão bratva novamente Lidaremos com o resultado depois.

— Não lidaremos com o resultado depois! — me vi batendo o pé, eu não queria conversar sobre isso depois, eu queria conversar agora. Eu havia tido essa conversa comigo mesma por tempo demais, e eu precisava conversar com Oliver, eu precisava que ele ao menos sofresse com isso por um pouco mais de tempo, assim como eu.

— Você é tão frustrante. — ele disse olhando para o teto, eu estava preparada para a discussão que se seguiria, mas não estava nenhum pouco preparada para ter sua boca exigente colando-se na minha e a reivindicando como se lhe pertencesse. Para seus braços possessivos agarrando minha cintura com propriedade e juntando meu corpo ao seu, que vergonhosamente já se moldava ao dele com familiaridade e satisfação. Eu definitivamente não estava preparada para o toque sensual da sua língua sobre meus lábios, fazendo-me exalar um longo suspiro de rendição enquanto a mesma se aproveitava para provar de minha boca.

Seu beijo me desfazia.

Seu toque era suave, mas ao mesmo tempo tão dominador, aos poucos fazia minhas defesas ruírem e logo eu estava completamente entregue a Oliver.

Enrolei com prazer minhas mãos ao redor de seu pescoço, trazendo sua boca ainda mais para a minha que estava faminta demais por ele, enquanto meus dedos se enredavam por seus cabelos macios, e nós dois nos entregávamos ao beijo mais apaixonado que um dia já compartilhamos. Eu reclamei quando senti sua boca se afastando da minha, mas minha reclamação logo se transformou em gemidos os quais eu não conseguia controlar ao ter os lábios de Oliver sobre a pele do meu pescoço, sugando-a, mordendo-a e por fim deslizando sua língua quente e sensual sobre o local onde seus dentes prendiam a pele.

Oliver havia dado passos para frente, fazendo-me cair de costas sobre a cama com seu corpo sobre o meu. Suspirei num misto de satisfação e ansiedade ao estar assim com ele novamente. Deslizei minhas mãos por suas costas largas, meu corpo se recordando das outras vezes que estivemos dessa mesma forma.

— Eu te amo tanto, desejo tanto... — Oliver sussurrou mordendo minha orelha de uma forma que me deixava insana, meu corpo inteiro se estremecendo em reação aquela carícia — Desejo seu corpo. — sua mão deslizou por debaixo da minha blusa, buscando por um dos meus seios e o acariciando — Desejo fazê-la feliz. — continuou a distribuir seus beijos pela extensão do meu pescoço — Desejo poder ter seu amor... —falou por fim, seus olhos faiscando nos meus refletindo a intensidade de todos os seus desejos por mim.

Era muito. Era intenso demais. Desnorteava-me. Ele capturou minha boca na sua num beijo exigente, a pressão de seu corpo sobre meu corpo, suas carícias ousadas fazendo com que eu me perdesse.

Oliver tinha o dom de me fazer esquecer meus medos, e me concentrar apenas em nós.

Ele era o meu paraíso no meio do inferno.

Suas mãos pararam de me tocar de forma ousada e ele suavizou o beijo aos poucos, tornando-o lento e terno, até que não fosse mais do que pequenos selinhos deixados em meus lábios. Seu nariz roçou o meu, e ele sorriu enquanto eu ainda me inclinava para ele desejando ter mais do que isso. Uma de suas mãos deixou minha cintura e se colocou carinhosamente ao redor do meu rosto, seu polegar acariciando minha bochecha. Ele ainda mantinha meu corpo intimamente junto ao dele, tanto que eu ainda sentia seu membro duro pressionado contra mim, fazendo-me questionar porque ainda não tínhamos tirados nossas roupas e tomado aquilo que ambos claramente queríamos.

Mas a minha racionalidade foi retornando a medida que não tinha mais a boca de Oliver em mim.

— Inferno! Eu estava pronta para brigar com você, mas aí você usa essa boca tentadora em meu corpo e me faz esquecer completamente que devo ficar brava com você! Não é justo! — reclamei num tom acusatório, e notei Oliver segurar seu sorriso.

— Por mais que eu ame o quanto discutir com você faça meu sangue ferver, printsessa — começou a falar com uma leve nota de bom humor —Por favor, um bebê é mais importante do que essa discussão tola. Não acha? — sua mão ainda estava em meu rosto, impedindo-me de desviar meus olhos dos seus, que encaravam-me de maneira quase injusta.

Suspirei fechando meus olhos enquanto pensava em tudo.

Eu odiava e ao mesmo tempo amava o modo como Oliver me convenceu. Talvez eu estivesse usando aquela discussão para adiar o inevitável. O abracei um pouco mais, escondendo o rosto na curva de seu pescoço e respirando seu cheiro almiscarado, permitindo-me um momento para sentir seu calor, para saborear o fato de que depois de longos dez dias ele estava novamente comigo.

Oliver não me pressionou novamente, parecendo entender que eu precisava de um pouco de tempo. Eu amava o quanto apesar de ser alguém autoritário e controlador, ele retraía essa sua característica às vezes, e era nada menos do que compreensivo comigo.

Tomei uma longa inspiração e movi minha cabeça de seu pescoço fitando seus olhos.

Tão azuis.

Eu queria me afogar naquele azul.

Oliver não precisava me dizer nada, eu via tudo em seus olhos. As geleiras que eu havia visto em nosso primeiro contato não estavam mais lá. Agora seus olhos eram como dois lagos azuis, com uma água tão cristalina onde eu conseguia simplesmente ver tudo dele.

E seus olhos gritavam para mim que nós estávamos juntos nisso.

Eu deveria estar contente por ter Oliver. Por ter o seu apoio nesse momento tão difícil, por poder estar em seus braços e juntos decidirmos o que fazer se eu realmente estivesse grávida.

Oliver lutaria por nós dois, ou três.

Ele lutaria com todas as suas forças.

Eu tinha certeza disso.

Mas era exatamente isso o que mais me assustava.

***

Olhei para o teste em minhas mãos trêmulas prendendo todo o ar dentro dos meus pulmões enquanto eu contava os segundos esperando por uma resposta. Eu estava trancada no banheiro. Oliver se oferecera para estar comigo, mas eu neguei, eu não estava preparada para minha reação quando eu soubesse se estava ou não grávida. Eu estava preparada para ter um surto monumental, por isso precisaria de um momento para me recompor antes de sair e lhe dar a notícia.

Tentei me focar em outra coisa e encarei o reflexo do meu rosto no espelho do banheiro. Eu ainda ostentava as marcas da agressão de Anatoly depois que ele havia me pego tentando fugir, mas elas não estavam mais doloridas, na verdade se eu tivesse alguma maquiagem seria até fácil cobri-las. Mas vaidade não era um luxo com o qual eu me importasse em ter aqui na Rússia.

— Felicity, está tudo bem? — escutei a voz preocupada de Oliver do outro lado da porta, tirando-me dos meus devaneios momentâneos.

— Sim. — dei a resposta mecanicamente, meus olhos deixando o reflexo daquela garota assustada e olhando para o teste que finalmente mostrava o resultado. Eu fiquei alguns segundos atônita e em silêncio, ou talvez tenham se passados longos minutos, porque novamente escutei a voz de Oliver me chamar pela porta, parecendo soar muito mais incisivo desta vez.

— Printsessa, fale comigo! Tem certeza de que está tudo bem com você?

— Sim — repeti a resposta, finalmente saindo do estupor e voltando a respirar e abrindo a porta do banheiro e recebendo o olhar ansioso de Oliver, que parecia tentar descobrir o resultado do teste apenas me fitando. Eu não duvidava de que ele fosse capaz disso.

— E então? — ele pressionou ao reparar que eu não estava dizendo nada mais. Respirei fundo e desviei meus olhos dos dele, não conseguiria dizer olhando em seus olhos que causavam uma estranha agitação em mim.

— Nós não teremos que lidar com o resultado. — falei calmamente deixando que Oliver digerisse o significado daquela frase para só então voltar a olhar para ele.

Eu esperava pelo alívio imediato em sua expressão. Mas estranhamente não foi isso o que eu notei ali. Houve uma breve hesitação que eu quase confundi com decepção, mas desapareceu tão rápido que eu cheguei a cogitar se eu estava imaginando coisas.

— É melhor assim. — Oliver disse seus olhos insondáveis e eu me limitei a concordar com ele, lidar com uma gravidez agora apenas deixaria tudo ainda mais grave e eu temia que Oliver se colocasse ainda mais em risco se tivesse que proteger não só a mim, mas também a um bebê.

Oliver inesperadamente me puxou para um abraço. Deixei meu corpo se apoiar no dele, deixei suas mãos afagarem minhas costas e cabelo. Eu percebi o quanto precisava daquele abraço. Tinha sido um longo tempo longe dos braços dele, um tempo em que me corroí em incertezas. Era bom sentir o conforto de seus braços, sentir a única certeza que importava: eu amava Oliver Queen. E ele me amava de volta. Nem tudo estava perdido.

— Tudo vai ficar bem. — Oliver soprou as palavras tranquilizadoras em meus cabelos, me apertando ainda mais em seus braços. — Eu tenho um plano para tirar você daqui antes desse casamento ridículo, e quando sairmos... — suas palavras fizeram meu coração palpitar, ergui meu rosto fitando curiosa o dele que estava iluminado como uma árvore de natal, parecendo esperançoso e ansioso. — As coisas serão diferentes fora da Rússia, printsessa, eu tenho planos para nós dois... — sorriu brincando com uma madeixa do meu cabelo, passando-a para trás da orelha.

Eu estava fascinada com esse sorriso de Oliver. Mas estava ainda mais curiosa para conhecer tais planos que tiveram o dom de colocar um sorriso nos lábios dele, em meio a toda essa tensão.

— Quais são os planos? — Não segurei a pergunta fazendo Oliver sorrir ainda mais. Eu já estava feliz de saber que ele via um nós depois daqui, mas algo me dizia que o Oliver Queen controlador da forma que eu conhecia, possivelmente já havia planejado meticulosamente os nossos próximos dez anos. E pensar isso fazia meu coração palpitar alegremente.

Printsessa... — ele sorriu ao dizer meu apelido, envolveu suas mãos ao redor do meu rosto afundando seus dedos em meus cabelos, nossos olhos se encontrando um no outro, aquele brilho esperançoso nos olhos dele acelerando o meu coração. Ele ia me contar seus planos para nós, mas Oliver mal abriu a boca e a porta era aberta por uma Anne que entrava afobada no quarto.

— O senhor Anatoly está vindo para cá agora. — bastou dizer o nome de Anatoly e a magia se desfez. Planos de um futuro com Oliver se tornaram novamente sonhos distantes quando a realidade chegava e exigia ser confrontada.

— Eu estou aqui sem autorização, se ele me ver sair estamos os três arruinados. —Oliver declarou, seu belo sorriso desaparecendo e sendo substituído pelo seu semblante mais sombrio e pensativo.

— Vá para o banheiro e se esconda lá. — sugeri, e assim ele o fez, bem em tempo. Anatoly entrou em meu quarto em seguida sem sequer bater e dispensou Anne com apenas um aceno de mão.

Envolvi a mim mesma num abraço protetor. Era possível que Anatoly tornasse um ambiente mais frio apenas por entrar nele? Porque era essa a impressão que eu tinha.

— Filha — revirei os olhos ao escutá-lo me chamar assim —, sente-se um pouco com seu velho pai. — ordenou enquanto já me puxava pelo braço e me obrigava a me sentar em minha cama. Embora sua frase tenha sido “sente-se com seu pai” Anatoly não se sentou, ele se limitou a ficar na minha frente, olhando-me de forma intimidante deixando claro qual era a hierarquia ali.

— Estou assumindo que quer algo de mim, já que se lembrou de que sou sua filha. — comecei.

— De fato, eu quero.

— E não é algo que possa simplesmente impor como todo o resto? Porque se for, não sei porque se deu ao trabalho de sequer vir me pedir, já sabe que terei o prazer em negar. — refutei, cansada demais daqueles joguinhos, cansada de fingir.

Anatoly se limitou a sorrir, como se meu comportamento não mais o surpreendesse, apenas o divertisse.

— Eu já aceitei seu jeito petulante e prepotente, não há nada o que eu possa fazer com isso. — ele esticou as mãos, tocando as marcas da sua violência em meu rosto. Resisti ao impulso de recuar, como um animal acuado ao ver seu predador. Mas eu não lhe mostraria medo, eu sabia o quanto isso o deixaria contente. — Nem mesmo a violência parece ter efeito imediato sobre você. Eu poderia tentar domá-la, mas sinto que tem o mesmo gênio difícil da sua mãe. — ergui meu queixo encarando-o com certo orgulho — E isso me tomaria muito tempo e paciência, duas coisas que eu não tenho. De qualquer forma, não vou me aborrecer mais com esse seu jeito insolente. Em breve você não será mais problema meu, deixarei que Vladmir lhe ensine modos apropriados e a torne menos arisca.

A menção do meu noivo me deixou imediatamente tensa, e isso não passou despercebido a Anatoly, que pareceu sorrir com seus olhos que geralmente são tão inexpressivos, contente por encontrar meu ponto fraco. Tentei me recompor, apenas para tentar convencê-lo que não possuía aquele poder sobre mim.

— Vladmir poderá tentar, mas eu garanto que farei como minha mãe, de uma forma ou de outra eu vou escapar. — os olhos de Anatoly faiscaram furiosos com meu atrevimento.

— Sua mãe... — ele começou com evidente raiva e uma veia na testa dele pareceu ficar mais proeminente. Ele pareceu ponderar, e então mudou bruscamente o assunto. — Não vamos falar sobre ela, agora. Vamos focar em você, e no fato de que não irá escapar querida, não sem antes me dar o que eu quero. — ergui uma das sobrancelhas.

— Finalmente chegamos ao cerne da questão! — cruzei meus braços — Então o que tanto quer de mim, que o fez dar uma pausa em seu trabalho para conversar com a filha prisioneira? — Anatoly sorriu, como se a perspectiva do que fosse me dizer o agradasse.

— Querida, eu só queria conversar com você sobre o que lhe é esperado desse casamento com Vladmir. — ele disse vagarosamente testando o efeito de suas palavras em mim, me fiz de impassível e ele continuou — Seu primeiro dever será ter um filho homem, o mais rápido possível. Apenas isso assegurará minha aliança com ele. — abri minha boca e nada saiu, pensar em um filho logo agora depois de ter feito um teste de gravidez... E encarar seu resultado. Eu ignorava a questão do que seria o tal casamento, porque em parte eu esperava que ele não acontecesse então era melhor não perder meu tempo me preocupando com detalhes. Mas a afirmação de Anatoly me lembrava do que realmente fazia um casamento, ele esperava que eu não apenas transasse com um velho asqueroso, mas que eu lhe desse netinhos também, e só de pensar nisso eu me sentia nauseada.

— Está louco se pensa que deixarei aquele porco tocar em mim! — ergui da cama, ficando de frente para Anatoly. Ele não pareceu surpreso com a minha recusa, já devia estar esperando por isso.

— Você não precisa querer, vai ser propriedade dele. Não será difícil para ele fazê-la abrir as pernas. — deu de ombros, as palavras saindo de sua boca num tom entediado.

— Você é o monstro! Como pode não se importar com sua própria filha? Eu sou seu sangue, devia ao menos ter o mínimo de consideração! — explodi, sentindo a fúria dentro de mim crescer.

— Se sua mãe não a tivesse roubado de mim, você cresceria sabendo o seu papel na máfia, seria criada como minha filha e preparada para o seu destino. Nada do que lhe digo seria uma surpresa. — eu duvidada daquilo, eu nunca veria tantas atrocidades como algo normal e aceitável.

— Resumindo eu teria sido criada como um porco para o abate!

— Se quer um pouco de consideração da minha parte, eu tenho algo a lhe oferecer. — falou calmamente, sua mão se colocando opressora sobre meu ombro enquanto seus olhos escuros puxavam os meus para a sua escuridão — Garanta um filho homem de Vladmir, e eu a liberto das garras dele, você me dá um herdeiro e eu assumo toda a organização. Te dou a liberdade que tanto anseia, poderá ir para longe da máfia russa que eu jamais lhe procurarei, eu só preciso da criança. — ofereceu, como se aquilo fosse um grande gesto de generosidade da parte dele.

E talvez fosse.

Eu nunca vi Anatoly ser condescendente com ninguém, e ele não começaria a ser justamente comigo.

Por isso eu não poderia confiar.

Eu nunca confiaria num homem que sujeita a própria filha a isso. Alguém que mata, sequestra, tortura e apenas espalha destruição pelo mundo em sua busca desenfreada por poder. Anatoly era destrutivo, eu sabia que ele não faria menos do que me destruir.

— Não confio em você. — Anatoly riu, um riso abafado e sem humor verdadeiro.

— Então ao que parece tem algo de mim afinal. Esse é o lema da máfia “não confie em ninguém além de si mesmo” — falou com certo orgulho, e me senti doente por ter algo em comum com ele. — Pense no que eu lhe disse, é uma boa oferta. Seu destino com Vladmir vai ser cruel de qualquer modo não há nada que possa fazer para mudar isso, mas se fizer o que estou dizendo ao menos terá sua preciosa liberdade ao final.

Eu nada lhe disse. Apenas esperei que ele parasse de me tocar e me desse as costas. Anatoly deixou o quarto acreditando que minha ausência de palavras lhe dizia que eu estava considerando isso. Longe disso, eu estava me contendo, porque explodir com Anatoly não fazia mais diferença, eu apenas queria que ele fosse logo embora, queria me livrar de sua presença tóxica. Porque me lembrei de Oliver no banheiro, me lembrei de que ele possivelmente escutou toda aquela conversa ridícula. Eu só podia imaginar o quanto ele estava se controlando para não agir.

Anatoly finalmente deixou o quarto. E eu finalmente voltei a respirar.

Me preocupei ao perceber que Oliver não havia deixado o banheiro de imediato, e decidi ir até ele. O encontrei com as mãos presas em punhos na bancada da pia, veias estufadas subiam por seus braços e eu tinha certeza que dava para ver seu sangue pulsando muito mais rápido do que o normal por elas. Sua cabeça estava abaixada me impedindo de ver seu rosto plenamente, mas pela rigidez do seu perfil e a forma em que ele rangia os dentes eu sabia que Oliver não estava nada bem.

— Oliver...? — chamei seu nome suavemente esperando que ele se virasse para mim, mas ele não o fez — Oliver — chamei uma segunda vez mais firme, mas continuando sem uma resposta dele.

Por fim, dei passos até ele. Coloquei minha mão sobre seu punho endurecido acariciando vagarosamente até que seu aperto rígido se desfizesse e entrelacei seus dedos nos meus. Ainda num movimento lento toquei seu rosto, fazendo com que Oliver o erguesse e o virasse na minha direção. Seus olhos permaneciam cerrados fortemente, como se ele temesse abri-los e ver algo terrível.

— Olhe para mim, Oliver. — pedi, e imediatamente ele me atendeu lançando seus olhos atormentados para mim. — Você está bem? — perguntei preocupada.

— Não. — a resposta curta veio como um rugido agressivo sua mão se apertou na minha — Eu ouvi o que Anatoly espera de você! Desse casamento ridículo! Eu...Você... Isto... — Ele soltou um urro enquanto batia com a outra mão em punho sobre a bancada. Eu nunca tinha visto Oliver assim, sem palavras, sem o menor controle sobre si mesmo, com tanta raiva e completamente desorientado. — Você é minha, printsessa. —determinou com propriedade, como se aquela fosse a sua única certeza, seu ponto de ignição, o que ele deveria se agarrar para encontrar o equilíbrio dentro de si mesmoEu não vou permitir que ninguém a faça mais mal. Acredita em mim?

— Acredito. — toquei suavemente seu rosto, desejando tirar aquele tormento de seus olhos.

Eu vou tirá-la daqui ou morrerei tentando, eu prometo. — me assustei com a ferocidade de suas palavras. E me assustei ainda mais com sua promessa, não apenas porque eu sabia o quão avesso à promessas Oliver era, mas sim porque eu não queria essa promessa dele. Principalmente quando eu olhava em seus olhos e percebia o quão longe ele estava disposto a ir para me tirar daqui.

— Oliver, não... — comecei a dizer, mas ele me calou com sua boca faminta que exigia tanto da minha.

Ele me girou entre seus braços me pressionando contra a bancada do banheiro e me colocou ali sentada com ele entre minhas pernas. Suas mãos pareciam estar em todas as partes do meu corpo. Afoitas e desesperadas, tocando, acariciando, se certificando de que eu ainda estava ali, em seus braços. De que eu não seria tirada dele. Sua boca tinha o mesmo desespero, beijando meus lábios com vontade, sugando meu ar, meus sentidos, me impedindo de raciocinar com clareza enquanto correspondia a intensidade do beijo que Oliver tomava de mim. Quando dei por mim, Oliver em sua pressa já havia tirado a minha blusa e suas mãos estavam em minhas costas desatando meu sutiã.

Eu precisava pará-lo.

Algo estava errado com ele, e ele estava fugindo disso com sexo, não que eu estivesse achando ruim, eu o desejava também. Eu apenas não gostava de vê-lo tão atormentado, eu precisava trazê-lo de volta para mim.

— Calma. — encontrei forças para pedir quando Oliver puxava meu lábio inferior entre seus dentes.

Olhei em seus olhos, havia desejo queimando ali, mas também havia o tormento, o medo, eu precisava encontrar uma forma de acalentar o coração dele, de acalmá-lo. Espalmei minhas mãos sobre seu peito onde seu coração batia freneticamente contra a minha palma, sua respiração alterada batendo em meu rosto me fazia sentir seu gosto sedutor e quase vacilar, desejando voltar para o seu beijo.

— Não consigo.

— Ninguém vai me tirar de você, eu não vou a lugar nenhum sem você, amor. — garanti vagarosamente, mantendo o meu olhar no dele e acariciando o seu peitoral. Oliver me encarou de volta, piscou e por um momento aquela sombra de medo deixou seus olhos e agora havia uma expressão curiosa no seu rosto.

— Você me chamou de amor? — um pequeno e tímido sorriso se atreveu a se espalhar por seus lábios. Mordi meu lábio ao perceber meu deslize, mas Oliver apenas tocou o local com seu dedo de uma forma tão sexy que me vi impelida a dizer a verdade.

— Eu decidi que se eu posso ser a sua printsessa, você pode ser o meu amor. — falei, sentindo minhas bochechas queimarem por dizer isso.

— Eu gostei disso, printsessa, eu gostei muito... — sua língua tocou os meus lábios numa carícia lenta e sensual, se demorando ao sugar meu lábio inferior e fazendo meu corpo todo arder por Oliver — Pode dizer outra vez? — pediu. Seus olhos estavam cheios de expectativa.

Amor... — Oliver fechou os olhos e sorriu, sua boca então encontrou o caminho para meu pescoço deixando uma trilha de beijos tentadores enquanto suas mãos deslizavam meu sutiã por meus braços, deixando-me semi despida.

— Diga de novo. — sussurrou em meu ouvido. Sua voz rouca, sensual e autoritária arrepiando todo o meu corpo.

— Amor. — falei novamente, e senti seus lábios sugarem a pele do meu pescoço mais fortemente, suas mãos se colocaram em minhas coxas e puxaram meu corpo para ele, me fazendo sentir o quanto ele estava excitado. Deslizei minhas mãos por sua camisa desfazendo os botões com pressa e acariciando seu tronco musculoso. Soltando pequenos gemidos quando Oliver continuava levando-me a loucura com sua boca em meu corpo, sugando meus seios de uma forma injusta.

Sua mão deslizou pelo meu ventre chegando até o cós da calça jeans que eu usava, ele desabotoou o botão do jeans e puxou o zíper para baixo, e segundos depois sua mão invadia minha calcinha. Seus dedos habilidosos tocando-me, fazendo-me gemer seu nome contra a sua boca.

— Eu preciso de você. Preciso de você para acalmar o furacão de fúria dentro de mim, para tirar essa imagem da minha mente de você sendo de outro, sendo submetida e abusada por ele, printsessa. — eu via aquela necessidade que o consumia por dentro, eu sentia aquela necessidade também.

Eu assenti. Porque depois do que Anatoly me falara, eu também precisava de Oliver. Eu precisava me esquecer da crueldade que havia aqui e me concentrar no que era a minha esperança. Eu deixei os pensamentos ruins se esconderem num canto remoto enquanto minha mente, meu corpo, meu coração eram preenchidos pela única coisa boa que havia na Rússia.

Oliver Queen.

Meu capitão bratva.

Viveríamos mais aquele instante dentro da nossa bolha, até que ela estourasse. Mas não importava, eu preferia ter instantes roubados com Oliver a viver uma vida sem ter nada dele.

Eu ajudei a Oliver a me erguer da bancada enquanto ele deslizava o jeans por minhas pernas sem nunca parar de me beijar, e logo eu estava nua em seus braços. Eu o ajudei com o cinto, e deslizei sua calça e cueca para baixo eu queria acariciá-lo, eu queria apreciar mais este momento, mas Oliver já retirava do bolso uma camisinha. Eu sabia que estávamos indo mais rápido dessa vez, não haveria aquela lenta sedução, Oliver não me tomaria em uma cama, não dormiríamos juntos e abraçados e acordaríamos com carinhos na manhã seguinte.

Mas por mim tudo bem.

Esse momento era o que nos era permitido.

Eu apenas queria Oliver. Da forma que fosse, eu aceitaria. Fazer amor com ele não seria menos perfeito por estamos num banheiro.

Oliver me entregou a camisinha com um olhar queimado em mim, ele ofegou enquanto eu deslizava o látex demoradamente por seu membro excitado. Ele mal esperou que eu terminasse e me escorregou para a extremidade do balcão, sua boca tomando a minha como se eu fosse seu suprimento particular de oxigênio, seu pênis escorregando para dentro de mim de uma única vez. Fazendo-me soltar um lânguido gemido de prazer e satisfação ao me sentir preenchida.

— Você não faz ideia do quanto eu amo você, printsessa. — Oliver disse entre beijos apaixonados, enquanto suas mãos cravadas em minha bunda determinavam o ritmo perfeito. — Do quanto eu preciso de você na minha vida, do quanto eu quero ter um futuro com você. Eu quero estar assim com você, quero sentir isso para sempre, eu tenho tantos planos...

Mas Oliver não terminou de me falar sobre seus planos para nós, porque nos perdemos tanto no prazer, no carinho, no amor que nossos corpos compartilhavam um com o outro que era difícil falar. E nos concentramos apenas em sentir, em aproveitar o nosso pequeno instante do para sempre.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Feliz natal e ano novo atrasado para vocês! Ahhh... gostaram do trailer??