War of Hearts

11 Capítulo 10 - I'm a soldier at war


Notas iniciais
Hello! Desculpem pela demora, mas enfim a minha internet simplesmente parou! Nem assisti Arrow eu pude hoje. Por sorte, quando a internet voltou, meu celular notificou desesperado as notificações do twitter e eu corri para vir aqui postar! Obrigada pelos comentários sempre lindos, serão todos respondidos amanhã =D Eu espero que vocês gostem desse capítulo!

I don't want to play this game no more

I don't wanna play it

I don't want to stay 'round here no more

I don't wanna stay here

Like rain on a Monday morning

Like pain that just keeps on going on

Look at all the hate they keep on showing

I don't want to see that

Look at all the stones they keep on throwing

I don't want to feel that

Like sun that will keep on burning

I used to be so discerning, oh

In my recovery

I'm a soldier at war

I have broken down walls

I defined

I designed

My recovery

(Recovery — James Arthur)

Oliver Queen

Eu estava confortável, há anos que eu não dormia tão bem. Havia um corpo feminino quente e enroscado ao meu, a pele era macia e delicada fazendo-me ter vontade de deslizar meus dedos por toda ela. Eu respirava fundo e tudo o que eu sentia era um delicioso cheiro floral, e imediatamente minha mente associou o cheiro a uma pessoa.

Felicity.

Eu estava tão fodidamente fascinado por essa mulher. Eu sabia que precisava levantar dessa cama agora, eu precisava me livrar do estranho domínio que ela parecia ter sobre mim. Eu tinha que ser o racional. Inferno! Eu tinha que encontrar uma forma de ser os dois, o Capitão Bratva para Anatoly e Oliver Queen para Felicity, enquanto toda essa farsa durasse. O problema era que apenas sentir o corpo dela quente contra o meu me enlouquecia a tal ponto, que se tornava difícil formar um pensamento coerente. Eu me esquecia do que deveria fazer, e só queria permanecer aqui na comodidade que era ter seu corpo junto ao meu.

Eu queria abraçá-la. Eu queria beijá-la. Eu queria amá-la mais uma vez.

Percebi que algo estava estranho quando seu corpo pareceu tenso em meus abraços e ela se desvencilhou de mim puxando um dos lençóis consigo, enquanto se levantava da cama.

— Por favor, me deixe explicar. — abri meus olhos quando escutei a voz aflita de Felicity, e só então compreendi a razão de seu tormento. Ali de pé, nos olhando parecendo não apenas surpresa, mas também assustada, estava Anne.

Eu havia me esquecido de trancar a porta. Como pude cometer um erro tão estúpido? Se fosse Anatoly ou alguns de seus capangas eu estaria morto nesse momento e não haveria mais ninguém capaz de livrar Felicity do seu destino. Uma sensação estranha se apossou de mim ao notar meu pensamento. Eu sempre havia confrontado a ideia de morrer, eu conhecia os riscos de ser um infiltrado dentro da máfia russa, eu era ciente do perigo e dos resultados caso eu fosse descoberto, e eu era, na medida do possível, racional quanto a isso. Mas agora era diferente, porque se algo acontecesse a mim Felicity estaria completamente sozinha, provavelmente seria forçada a se casar com Vladmir e passar por coisas tão horríveis que faziam meu coração doer e meu estômago revirar. Esse pensamento conseguia me assombrar muito mais do que a ideia de morrer.

Eu estava sempre dizendo que Felicity seria minha ruína aqui, que ela com seu jeito impulsivo, com sua língua ferina e incapacidade de obedecer a uma ordem simples, ainda faria algo estúpido. Que ironia, tinha sido eu. Eu havia arruinado tudo ao me esquecer de trancar a maldita porta!

Levantei-me da cama, cobrindo minha nudez parcialmente com o travesseiro enquanto pegava minha cueca e calça no chão e as vesti com rapidez.

— Senhorita Knyazev... Eu acho que seu pai deveria ser informado sobre isso, não é certo... — a garota começou a falar com a voz baixa e incerta, seus olhos encaravam os próprios pés. Meu coração começou a bater mais rápido, eu não poderia permitir isso. De alguma forma eu precisava obter o silêncio dela.

— Não, não, não Anne. Você não pode fazer isso. — Felicity implorava a garota, que se atreveu a erguer o olhar, eu conhecia aquele olhar que eu via nela. Era puro medo, ela poderia até ter certa simpatia por Felicity, ela poderia até mesmo ter um bom coração e desejar nos ajudar, mas o medo de que isso de alguma forma isso voltasse contra ela como da outra vez, era muito maior. Ela sabia o que Anatoly era capaz de fazer, eu não poderia culpá-la por querer tirar o seu da reta.

— Felicity? Eu irei conversar uns momentos com Anne, ok? Por que não toma um banho e se veste? — falei num tom calmo e conciliador enquanto vestia a minha camisa, ela por sua vez apenas empinou seu nariz e me olhou de forma ultrajada como se eu tivesse lhe dito algo inadmissível.

— Porque eu não recebo ordens de você! — informou com seu habitual ar superior — Anne, por favor. — pediu novamente, dessa vez buscando umas das mãos de Anne e unindo-as a sua, seus olhos ainda presos nos da garota esperando convencê-la.

— Tudo bem, eu vou fingir que não vi nada — ela confirmou fazendo Felicity soltar um suspiro aliviado que durou apenas um segundo — Mas não poderei mentir se o senhor Anatoly me perguntar diretamente, eu não sou uma boa mentirosa.

— Ainda assim, eu agradeço Anne. — ela puxou a garota para um abraço, vi um momento de hesitação em Anne ao corresponder aquele gesto.

Ela ainda tinha dúvidas sobre o que estava fazendo, no outro dia Anatoly havia matado um por conversar com Vladmir, seu suposto futuro genro, apenas para provar o quanto ele prezava pela lealdade. Omitir que um membro da máfia estava dormindo com a filha do líder, meio que configurava uma falta de lealdade. Ela tinha medo de Anatoly, e eu não confiava que ela não iria contar tudo a ele caso temesse que ele descobrisse que ela sabia.

Eu não havia pensado, eu fui descuidado e agora eu precisaria confiar em uma das criadas de Anatoly? Eu acho que não. Se eu havia aprendido algo na minha iniciação nos Bratvas é que não se deve confiar em ninguém, a não ser em você mesmo.

Aproximei-me de Anne, prendi meus olhos nos dela daquela forma fria, que os anos aqui na máfia me ajudaram a aperfeiçoar, eu vi o momento que ela deu um passo para trás, vacilante e receosa ao olhar em meus olhos e ver o que eles refletiam. Eu não estava orgulhoso do que faria a seguir, mas eu não tinha alternativa, era perigoso. Eu disse as palavras em russo com cuidado, para que soassem como um diálogo comum, e não expressassem a verdade daquelas palavras.

Eu vi o momento em que suas pupilas se dilataram e ela prendeu a respiração em claro sinal de medo. Ela sabia que eu poderia ser tão ruim quanto Anatoly.

Da, ser. — ela assentiu com a voz trêmula e urgente não escondendo o quanto estava tensa, ela deu mais passos hesitantes para trás, e então logo deixava o quarto com rapidez. A segui, dessa vez me lembrando de trancar a porta assim que ela passou por ela, não iríamos repetir ocorrido, talvez não tivéssemos sorte da próxima vez.

— O que você disse a ela? — Felicity virou-se para mim me confrontando e parecendo muito irritada, era perceptível a acusação em sua voz. Seus olhos estavam semicerrados e seus braços cruzados segurando o lençol ao redor do seu corpo, enquanto seus lábios tão tentadores estavam pressionados um ao outro, formando um ligeiro beicinho que eu deveria ler como clara irritação, mas que em minha mente eu não conseguia achar menos do que adorável.

— Eu disse apenas o necessário.

Eu obviamente não entraria em detalhes sobre aquilo, eu não diria a Felicity a forma sórdida que eu havia ameaçado Anne. Sim, eu havia feito uma ameaça vazia, cujo único intuito era deixá-la acuada e com medo, mas isso não mudava o fato de eu havia dito algo cruel e do qual eu não me orgulhava. De jeito algum eu iria repetir isso à Felicity, de mim ela só teria as partes do Oliver Queen.

— Você a ameaçou. — ela afirmou, deixando-me surpreso. Como Felicity poderia saber disso apenas olhando em meu rosto? Eu costumava ser excelente em esconder a verdade, como ela, apenas de olhar em meu rosto poderia ter a resposta? — Aquela garota já sofreu muito por minha culpa, eu não quero que ela sinta medo novamente, era suposto que ela confiasse em nós, que decidisse nos ajudar. Medo não trás lealdade, Oliver. Medo apenas cria rancor e mágoa nas pessoas. — discursou parecendo não apenas descontente, mas verdadeiramente decepcionada com minha atitude.

Ela falava sério? Estava realmente preocupada com o que a criada sentia ao invés de se importar com o que aconteceria a si mesma, caso Anne resolvesse abrir a boca? Eu estava apenas tentando protegê-la, era tão difícil de perceber isso?

— Você é impossível. — reclamei me aproximando dela e encarando seus belos e furiosos olhos — Isso é uma guerra Felicity. Não podemos nos dar ao luxo de confiar em qualquer um e esperar que eles nos retribuam com lealdade! Então sim, eu a ameacei porque esse era o único jeito de conseguir o silêncio dela, ao menos enquanto ela estiver com medo, ela não irá contar nada, e você estará salva. — expliquei exasperado, ela precisava entender que o que aconteceu tinha sido sério.

— Então devemos apenas ser como Anatoly, e matar todos aqueles que não confiamos? — sustentou seu olhar desafiador para mim. Ela tinha um ponto e foi como levar um grande soco no estômago vê-la me comparando ao pai, mas eu não iria dar o braço a torcer e admitir isso.

— Isto é diferente, não iremos matar ninguém ou sequer machucar Anne, foram palavras vazias. — assegurei dando um passo a frente, ficando ainda mais perto dela e a vi vacilar em seu olhar duro quando coloquei minha mão em seu ombro, deslizando-a pelo braço num movimento delicado. — Não vamos brigar, não depois da noite incrível que nós dois tivemos ontem, printsessa.­ — Suavizei, seus olhos brilharam para mim de uma forma que fez algo dentro de mim se agitar furiosamente. Não tinha sido apenas sexo por sexo, a forma como nos entregamos um ao outro, o jeito como ela havia me tocado não apenas meu corpo, mas meu coração, como nenhuma mulher no mundo já havia feito. Eu corria um sério risco de me apaixonar por Felicity Smoak, se é que eu já não o tinha feito.

— Não pense que eu sou uma garota qualquer que você pode distrair com sexo e simplesmente a fazer se esquecer do que está errado, Oliver. — Ela não resistia a essa vontade de se fazer de forte.

— Você é tudo menos uma garota qualquer. — eu disse, arrancando um pequeno e relutante sorriso de seus lábios, com minhas palavras. Um sorriso que tomei para mim. Eu nunca tinha o suficiente de Felicity, não importa quantas vezes eu tivesse meus lábios pressionados contra os dela, quantas vezes minha língua estivesse sobre a dela se movimentando e provando o seu gosto doce. Simplesmente não parecia o suficiente para aplacar aquela vontade que crescia dentro de mim.

Eu desci minhas mãos até a bunda dela, puxando o seu corpo ainda mais para o meu, querendo senti-la contra mim enquanto eu a beijava mais profundamente, me perdendo completamente. Felicity ergueu os braços enrolando as mãos em meu pescoço, afundando os dedos em meus cabelos e puxando minha boca ainda mais para si, também desejando saciar a fome irracional que tínhamos um do outro. Sem sequer se tornar consciente de que o seu ato fizera o lençol se soltar e escorregar e agora ele estava ao chão. Eu tinha Felicity nua em meus braços mais uma vez, como era suposto que eu fosse embora agora? Aquela parte de mim que era unicamente movida por meu desejo por ela me fez caminhar sem interromper o beijo até o momento em que ambos chegamos a cama, meu corpo caindo sobre o dela, as mãos de Felicity deslizando por minhas costas até que encontraram um modo de se colocarem dentro da minha camisa, suas pernas entrelaçadas envoltas do meu torso. Era difícil ser racional quando tudo o que meu corpo queria era não parar de beijá-la.

— Merda, eu preciso ir. — reclamei contra seus lábios sem fazer menção de me afastar, sem permitir que uma de minhas mãos parasse de acariciar suas coxas, enquanto a outra se concentrava em seus seios.

— Você precisa. — Felicity concordou mordendo meu lábio inferior de uma forma sensual, obrigando-me a voltar a beijá-la.

Estávamos os dois perdidos. Eu não conseguia soltá-la e Felicity também não me ajudava, a todo momento interrompendo o beijo e soltando pequenos gemidos em razão da fricção que eu realizava entre nossas partes íntimas.

— Ou você pode apenas fazer isso rápido. — ofereceu a alternativa, olhei em seu rosto, ela estava ofegante e excitada demais, provavelmente eu estava no mesmo nível.

Comecei a desfivelar o cinto da calça afoito, a porta estava trancada, e seríamos rápidos, nenhum perigo eminente. Mas no momento em que eu desci o zíper da calça e me preparava para penetrar em seu sexo quente e úmido, um celular tocou. Eu teria ignorado aquele barulho com prazer, se aquele não fosse o toque do meu celular.

Me afastei e atendi o aparelho receoso. A voz conhecida e as palavras em russo me deixando alerta imediatamente, suas palavras me lembravam de que por mais que eu quisesse me trancar nesse quarto com Felicity, havia outras coisas importantes que eu não deveria e nem poderia ignorar.

— Era o seu pai. — informei assim que a ligação havia terminado, vendo-a fazer uma carranca ao escutar minhas palavras. Ela simplesmente odiava quando alguém se referia a Anatoly como seu pai, eu entendia o seu ponto, por mais que biologicamente ele fosse seu pai, Felicity jamais o veria desse modo — Ele está me procurando, e solicitou que eu fosse até a sala dele com certa urgência. Eu sinto muito, preciso realmente ir. — lamentei.

— Ok. — ela disse sentando-se a cama, suas palavras contradizendo a realidade ela não parecendo nenhum pouco ok com aquilo. Talvez assim como acontecia comigo, nos momentos em que estávamos juntos Felicity fosse capaz de esquecer a realidade e ser algo próximo de feliz.

— Eu darei um jeito de voltar logo, printsessa.— garanti, me abaixando a sua frente. Eu precisei usar toda a minha força para concentrar meu olhar em seu rosto ao invés de em seu corpo nu.

— Eu sei. — falou acariciando de leve o meu rosto.

Bastou um toque. Sutil e simples. Um toque que não significava nada, mas que naquele momento, para mim havia mostrado tanto, havia me feito sentir tanto. Eu não estava apenas fascinado por ela, ou ainda atraído por sua beleza tentadora ou até mesmo subjugado por como havia nos dado bem na cama. Era mais. Muito mais. Eu me vi dependente daquela mulher, dependente dos seus carinhos, dos seus beijos para me sentir feliz e eufórico.

Aquilo era um problema.

Beijei a testa de Felicity antes de sair, eu não poderia me arriscar a beijar seus lábios e me perder naquela fome outra vez. E então deixei seu quarto, com a certeza de que eu havia deixado o meu coração lá com ela.

Eu havia tentado ignorar esse sentimento, eu havia tentado me manter afastado e quando nada disso funcionou, eu tentei afastá-la, tentei fazê-la ver que eu não era bom para ela. Mas no fim, parece que erámos simplesmente incapazes de lutar contra isso, de controlar o que sentíamos. Se a noite passada com Felicity havia me mostrado algo, era o quanto eu teria a perder se desse algum passo em falso. Não era sobre o que Anatoly faria a mim ou a ela se soubesse que estávamos juntos. Mas sim que nos perderíamos um do outro se isso acontecesse. Perderíamos todo o futuro que poderíamos ter.

Deixei-me ser inundado por aquela ideia de futuro com Felicity. Eu sequer sabia se ela gostaria de ter um comigo, ainda estávamos descobrindo o que era aquilo entre nós. Não era como se eu tivesse pensando em casamentos e filhos, eu apenas pensava no futuro imediato, no que faríamos quando deixássemos a Rússia, na paz que teríamos e na consequente liberdade para escolher nosso próprio destino quando tudo estivesse resolvido... Algo de repente gritou em minha cabeça.

Filhos.

Puta que pariu! Eu havia me esquecido do preservativo na noite passada.

Eu quase dei meia volta quando o pânico me atingiu. Eu precisava encontrar um meio de falar com Felicity sobre aquilo. Ela deveria usar algum método contraceptivo, certo? Ou, merda, merda, merda! E se ela engravidasse? Isso não seria algo que Anatoly ignoraria ou não perceberia. Em quantos meses a barriga dela estaria visível? O que eu faria se tivesse que proteger não apenas ela ou a um filho também?

Eu estava completamente desesperado com aquela possibilidade.

Tentei me concentrar e me livrar daqueles pensamentos, eu não poderia ir até Anatoly se me mantivesse pensando em Felicity e na possibilidade de termos feito um filho noite passada. Ele notaria que havia algo errado comigo, mas era tão difícil ser um capitão Bratva quando cada parte de mim ainda estava lutando com tantas emoções.

— Anatoly está me esperando. — falei aos guardas assim que cheguei a porta do escritório de Anatoly, eles sequer me dispensaram um segundo olhar, apenas liberaram a minha entrada e eu logo eu estava ali, fitando o homem que era responsável por toda a confusão que era a minha vida.

— Já era hora, Oliver! — reclamou se erguendo da cadeira e lançando seus olhos irritados em mim. —Você parece diferente. Há algo que queira me contar? Onde você estava que eu não o encontrei em seu quarto hoje pela manhã? — deu a volta até parar a minha frente.

— Apenas acordei cedo, dei uma volta pela propriedade. — dei de ombros, usando a primeira desculpa que me veio a mente.

— Certo. — concordou, embora eu possa dizer que pela forma que sua boca se contorceu em desagrado, eu não tinha certeza se Anatoly havia comprado a minha desculpa. — Eu terei que fazer uma viagem, desde que a polícia prendeu o meu melhor fornecedor de entorpecentes, eu preciso encontrar um novo e com urgência. E sabe como eu gosto de testar pessoalmente a qualidade do produto. — explicou. Ninguém poderia dizer que Anatoly meticuloso com o trabalho, ele fazia questão de verificar e aprovar cada pequeno movimento da organização. Eu normalmente o acompanhava em suas “viagens de negócios”, o que era de grande ajuda já que eu recolhia informações não apenas sobre a máfia em si, mas todo o crime organizado.

Anatoly voltara para trás da sua mesa, pegando uma garrafa de vodca e despejando o líquido incolor em dois copos. Bebeu do seu, mas eu fingi que não havia visto o meu copo.

— Quando partimos? — perguntei, tentando parecer indiferente e esconder o quanto eu me sentia nervoso com a ideia de partir por alguns dias e deixar Felicity aqui, sozinha. A mercê apenas dos soldados de Anatoly. Conhecendo seu jeito impulsivo eu não duvidava que ela tentasse fugir novamente e se encrencasse no processo.

— Você não irá comigo. — estranhei a sua resposta, eu sempre ia com Anatoly, isso tinha relação com o fato de que eu salvei a pele dele algumas vezes nessas viagens — Por mais efetiva que sua presença seja, eu preciso que você cuide de outro assunto igualmente importante. — disse deslizando o copo com a dose de vodca que eu havia ignorado.

— O que pode ser tão importante quanto?

— Beba. — ordenou, e assim o fiz, mesmo não apreciando o gosto da bebida. — Eu preciso que você fique aqui de olho na minha filha. — informou fazendo-me quase engasgar ao escutar aquilo. — Eu não confio em deixá-la com outra pessoa, Oliver, e ela é valiosa demais para mim.

Eu sabia que Anatoly não falava do valor de Felicity como pessoa ou ainda por ser sua filha, mas sim pelo o que ela representava e o tipo de poder que seu casamento com Vladmir traria a Anatoly.

— Eu te conheço, Oliver, eu sei que preferiria estar em qualquer lugar menos aqui agindo como a babá de uma criança mal educada. Mas eu estou de mãos atadas, eu não sei em quem confiar aqui dentro. — sentou-se em sua poltrona — Ontem a noite eu tive que executar um membro por confraternizar com o meu inimigo, e eu ainda não encontrei o meu traidor. — era perceptível o quanto aquele assunto estressava Anatoly, era possível ver uma veia em seu pescoço pular enquanto ele conversava, e a forma como ele segurava o copo em sua mão, como se a qualquer momento fosse quebrá-lo.

— Talvez fosse o cara, se ele estava passando informações ao Vladmir...

— Não era. Ele não possuía informações tão boas assim. É por isso que eu preciso que você seja meus olhos e ouvidos enquanto eu estiver fora. Esta é a minha ordem. Vai ficar aqui, vigiando a minha filha e me mantendo informado.

Tive vontade de sorrir ao perceber o quanto aquilo era conveniente, mas me contive, era melhor que Anatoly recebesse alguma relutância da minha parte ou ele estranharia.

— Mas senhor, eu não...

— Está decidido, Oliver. — determinou como quem diz que eu já podia me retirar — Eu partirei dentro de uma hora e levarei alguns homens comigo, não devo demorar mais do que quatro dias. Você está encarregado pelo carregamento das novas armas que chegará amanhã a noite, não me desaponte. E se a garota te irritar, apenas tranque-a no quarto. — assenti e deixei a sala em seguida, tentando esconder o quanto estava feliz com a tarefa.

Contive a vontade de ir até Felicity. Era melhor não abusar da sorte ainda. Mas a ausência de Anatoly era uma janela aberta para eu planejar uma fuga para Felicity, eu só precisava de uma forma de lidar com a segurança e tirar Felicity daqui o mais rápido possível. Sorri, ao perceber que um plano começava a se formar, mas precisaria de ajuda para colocá-lo em prática.

***

— O que faz aqui, Oliver? — Felicity questionou tão logo me viu entrando em seus quarto. Ela não esperava que eu fosse retornar tão rápido.

— Anatoly teve que viajar, ele ficará aproximadamente uns quatro dias fora. — respondi, entrando no quarto e trancando a porta atrás de mim.

— Isso é bom, não é? — seus olhos me seguiram confusos enquanto eu sentava ao seu lado em sua cama.

— É sim, estou tentando um jeito de aproveitar da ausência dele e te tirar daqui ainda amanhã. — expliquei, e Felicity respirou profundamente ao escutar aquilo.

— Tão cedo?

— Isso é bom, te dará algum tempo de vantagem até que ele volte e descubra da sua fuga.

— Então como nós faremos isso? — seus olhos viraram-se para mim.

— Eu ainda estou esperando a resposta de um amigo, alguém confiável para me ajudar, mas será amanhã a noite. — falei, tocando uma mecha do seu cabelo e brincando com ela em meus dedos — Amanhã a noite você estará livre. — sorri.

Pensar em Felicity longe da máfia fazia-me ter estranhas sensações. Eu ficava feliz por saber que ela estaria fora daqui, num lugar seguro e longe de todas as coisas ruins que a esperavam se ela continuasse aqui. Mas havia uma parte de mim, que ficava incomodado com a perspectiva de não vê-la mais, de não mais olhar em seus olhos desafiadores, de não mais sentir o gosto do seu beijo ou poder tê-la para mim. Essa parte queria apenas que as coisas fossem mais simples e que eu apenas pudesse estar com Felicity sem me preocupar com a máfia russa.

Soltei um longo suspiro enquanto acariciava seus cabelos. Como seria quando ela tivesse partido? Todas aquelas emoções que ela havia despertado em mim iriam embora com ela? Eu não queria perder isso, eu não queria ser o capitão bratva a todo momento.

Felicity iria embora, e levaria a minha melhor parte com ela.

Afundei meus dedos em seus cabelos puxando o rosto de Felicity para mim, fazendo nossas bocas se chocarem. Eu não fui delicado naquele beijo. Eu fui quase desesperado. Era difícil alinhar todos os sentimentos em conflito dentro de mim, por isso tomei sua boca para mim, dominando-a, a exigindo e marcando como minha, esperando que de alguma forma o beijo trouxesse a clareza de sentimentos que eu gostaria. Meus lábios sugavam os dela, tão cheios e macios, tão tentadores e perfeitos para os meus. Nossas línguas se entrelaçavam, ávidas e desesperadas por sentirem uma a outra. Minha mão desceu de seu rosto, fazendo o caminho para a cintura e puxando o seu corpo para mim. Mas era difícil controlar a vontade que eu tinha dela, eu queria Felicity ainda mais perto, então curvei meu corpo sobre o dela aprofundando o beijo. Eu sabia que teria poucas vezes com Felicity, ela estaria indo embora logo e eu perderia todas essas sensações, todas essas emoções que apenas ela me provocava.

Passei a mão por debaixo de sua blusa, acariciando a pele delicada, subindo até encontrar o tecido do sutiã. O gemido languido que Felicity soltou enquanto eu acariciava seu seio, me fez despertar. Me afastei um pouco me erguendo e interrompendo aquele beijo antes que ele evoluísse. Mas ainda assim, fui incapaz de retirar as mãos de Felicity, eu queria a ter comigo, o mais próximo que eu conseguia pelo máximo de tempo que ainda me era permitido.

Acariciei seu rosto delicadamente e com um pouco de saudosismo antecipado, e pousei um simples beijo em seus lábios o qual Felicity tentou evoluir, mas eu não permiti. Seus olhos me encararam confusos, e eu vi passar por tantas emoções confusas enquanto ela analisava a minha atitude.

— Você não estará indo comigo. — não foi uma pergunta, novamente eu fiquei surpreso com a capacidade de Felicity de me ler tão facilmente.

— Isso não é uma opção, printsessa. — expliquei, sua afirmação continha certa tristeza que fez meu coração se agitar. Ela estava triste, porque queria que eu fosse com ela? — Eu tenho uma missão para cumprir aqui, mas eu irei encontrá-la quando eu terminar, se você quiser. — expliquei, deixando a pequena sugestão ao fim. Era escolha dela, eu não tomaria seu direito escolher, muitos já haviam feito isso antes, até mesmo eu.

— Isso parece bom. — seus olhos pareciam sorrir para os meus, fazendo algo dentro de mim ficar em um estado incomum de felicidade.

— Parece bom. — concordei não segurando o sorriso, voltando a pensar na perspectiva de um futuro imediato com ela tão logo eu acabasse minha missão com a máfia, e isso me lembrando novamente de que não havíamos usado camisinha na noite passada. Passei a mão por meus cabelos pensando em um modo de abordar aquele assunto.

— Há algo errado? Você parece um pouco... Desconcentrado. — sondou com seus olhos semicerrados na minha direção.

— Nós precisamos conversar sobre a noite passada. — falei sério, e percebi que Felicity assentiu, seu corpo se tornando mais ereto enquanto escutava as minhas palavras.

— Você está arrependido? Vai começar com toda aquela história de eu não sou bom para você? E que eu preciso me afastar? — perguntou confusa, analisando meu rosto em busca de respostas. Não pude deixar de notar a ligeira nota de mágoa em suas palavras.

— Não, de modo algum. — me apressei a esclarecer aquilo buscando as suas mãos e juntando-as com as minhas — A noite passada foi perfeita, tudo o que eu consigo pensar é em repeti-la, em breve. — Felicity sorriu satisfeita ao ouvir aquilo.

— Então o que é? — questionou.

— Nós não usamos preservativo.

— Oh. — ela exclamou realmente surpresa, seus olhos se tornaram maiores ao constatar o que aquilo poderia significar. Mas Felicity não disse mais nada, ela apenas fechou os olhos e respirou pausadamente, não me dizendo mais nada durante um longo período.

— “Oh” é tudo o que tem a dizer? — interrompi o seu silêncio, eu precisava de mais palavras do que isso. Não era possível que Felicity não percebesse o que aquilo significava.

— Cale a boca, Oliver. Eu estou fazendo contas! — me repreendeu, erguendo a mão num sinal pedindo que eu parasse e esperasse.

— Contas? Eu acabo de lhe dizer que podemos ter feito um filho noite passada e você está fazendo contas?! — exclamei confuso.

— Sim, contas para verificar quais são as chances da noite passada ter gerado um filho. — explicou sem muita paciência, me fazendo sentir um tolo. Esperei ainda mais nervoso, analisando cada nuance do seu rosto a espera de uma resposta.

— Então? — perguntei, quando parecia que ela havia terminado.

— As chances são pequenas. — soltei o ar aliviado — Eu refiz as contas três vezes, mas ainda assim, Oliver, isso não é algo cem por cento confiável. — falou, não escondendo que ainda estava pensando nas consequências daquilo. — O que faremos?

— Teremos apenas que confiar nas suas contas, e lidar com o que vier pela frente. — falei, segurando a sua mão na minha.

— Isso sim é uma merda. Como podemos ter esquecido do preservativo? — meneou a cabeça parecendo preocupada com aquilo.

— É simples, printsessa. — falei tentando confortá-la e ao mesmo tempo distrai-la enquanto meus dedos desenhavam pequenos círculos na palma de sua mão — Já viu como as coisas funcionam entre nós? Parece que um simples toque desencadeia um milhão de novas sensações, eu começo a beijá-la e fica difícil parar, ao menos para mim. Eu só consigo pensar em tê-la, seu corpo delicado e pequeno debaixo do meu, sua boca soltando gemidos sexys enquanto eu estou tão fundo dentro de você, me movendo...

— Precisa ser tão descritivo? — questionou, sua respiração parecendo um pouco alterada, me fazendo sorrir ao perceber que minhas palavras a deixaram excitada — Isso não pode acontecer novamente, Oliver. — falou num tom sério e decidido.

— O quê? Ficarmos perdidos demais no nosso próprio prazer? Eu não acho que esteja no nosso alcance evitar isso, printsessa. — respondi divertido.

— Oliver Queen tentando ser engraçado. Eu gostei. — sorriu.

— Eu também. Eu gosto de poder ser eu mesmo quando estou com você. — confessei. Era possível que eu tivesse sentindo saudades de mim?

— E eu gosto que você confie em mim o suficiente para ser. — ela disse de volta, seu sorriso se tornando ainda maior.

Eu não sei por que, mas eu sentia que o verbo “gostar” parecia deslocado naquela conversa. Como se ele devesse ser substituído por outro, mais forte, com muito mais significado, mas que ambos ainda estávamos relutantes em usar.

— Eu preciso entregar algo a você. — falei, na esperança de mudar o rumo daquela conversa. Por mais que eu estivesse gostando dessa parte de mim que compartilhava sentimentos, eu precisava focar em tirar Felicity daqui, a segurança dela era a prioridade.

— Um presente? — perguntou, franzindo o cenho.

— Não exatamente. — falei retirando a pequena arma que eu tinha trazido comigo, e entregando a Felicity que prontamente se recusou a pegar.

— Woooou. — exclamou ao olhar para a pistola semi automática — Eu dispenso, Oliver, eu sequer sei como usar isso.

— Eu vou ensiná-la. — insisti. Eu precisava ter a certeza de que enquanto eu não estivesse com ela, Felicity não estaria completamente indefesa.

— Vai ser tão difícil assim sair daqui? — inspecionou. Felicity era uma garota inteligente, ela sabia que eu não lhe entregaria isso se não fosse absolutamente necessário.

— Eu espero que não seja, printsessa. — meu plano era fazer tudo de um modo simples e sem riscos, mas ainda assim, sempre havia a possibilidade de enfrentarmos alguns problemas — Eu não poderei estar com você, mas me sentirei um pouco melhor sabendo ao menos que você tem como se proteger. —Mentira. Eu nunca ficaria melhor apenas com esse pensamento. — Se algo der errado, se você se ver em perigo eu preciso que você não hesite em usá-la, porque essas pessoas não hesitarão em usar uma em você.

— Ok. — ela afirmou, eu ainda via a relutância dela em pegar a arma da minha mão, mas ela o fez, seu corpo estremecendo em contato com o metal frio. Felicity não tinha sido feita para esse mundo, onde havia tanta dor e violência.

— Fique de pé. — pedi, me colocando atrás dela no instante em que ela levantou. Minhas mãos deslizando por seus braços fazendo-a erguê-los na posição de apontar uma arma — Ótima postura. — elogiei, eu não podia ver seu rosto, mas tinha certeza que ela estava revirando os olhos para mim — Agora vamos testar a sua pontaria, que tal mirarmos naquele abajur?

— Não vamos atirar de verdade, vamos? — perguntou preocupada.

— Claro que vamos, mas a arma está descarregada, eu só preciso que você se acostume com o peso e com a ideia de puxar o gatilho. — ela assentiu não muito certa — Use seu olho dominante para encontrar a mira certa, tente coordenar o tiro conforme a sua respiração, tome fôlego e expire metade dele e então aperte o gatilho e destrave a arma. — expliquei em seu ouvido enquanto ela seguia um a um os passos — concentre-se.

— Você acha que eu vou conseguir me concentrar tendo o seu corpo atrás do meu dessa forma e você sussurrando em meu ouvido? — devolveu, me deixando um pouco satisfeito por ser tão bom em distrai-la.

— Vai ser um bom teste de concentração, ver como você se comporta num ambiente hostil.

— Seria menos hostil se você não estivesse...

— Isso não é minha culpa, printsessa. — interrompi me defendendo, eu sabia que ela se referia a meu membro excitado roçando em suas nádegas — É que é uma imagem perturbadoramente sexy ter você segurando uma arma. — falei, deixando minha boca beijar lentamente o seu pescoço.

— Oliver...

— Concentre-se e atire, printsessa. — ordenei em seu ouvido, e assim ela fez. O baque do tiro a pegou completamente desprevenida e empurrou o seu corpo para trás quase fazendo com que nós dois caíssemos ao chão, por sorte eu estava preparado para aquilo.

— Você disse que estava sem balas. — virou-se para mim, me acusando.

— Se eu tivesse dito que estava carregado, você teria se retraído. —expliquei. — E ao que parece você chegou muito perto do alvo. — indiquei com certo orgulho o buraco da bala na parede bem próximo ao abajur.

— Podemos parar um pouco? — pediu, me devolvendo a arma que eu travei novamente jogando-a sobre a cama logo em seguida.

— Peguei pesado? — perguntei.

— Não. É apenas a ideia de atirar em uma pessoa que ainda está na minha cabeça.

— Você não está indo matar ninguém, Felicity. — tentei aliviar a tensão dela enquanto esfregava seus braços — provavelmente sequer a usará. — expliquei, fazendo-a soltar um longo suspiro enquanto seu corpo caía sobre o meu, sua cabeça se apoiando em meu peito enquanto seus braços se prendiam ao redor das minhas costas de uma maneira firme.

— Você não pode me dar uma certeza disso.

Eu não podia.

— Tudo vai ficar bem, printsessa. — assegurei a envolvendo em meus braços também e deixando que aquele abraço durasse o tempo necessário para que ela se acalmasse. Felicity não iria admitir, mas eu sabia que no fundo ela estava apavorada com a ideia de que algo desse errado.

— Me prometa uma coisa, Oliver. — Felicity pediu, erguendo seus belos olhos azuis para mim.

— Qualquer coisa. — eu não era capaz de lhe negar algo quando ela me olhava dessa forma.

— Prometa que você ficará seguro quando eu partir. — seu pedido me pegou despreparado, eu imaginava que ela estivesse com medo de tentar fugir, de que algo desse errado e algo acontecesse com ela. Mas não, Felicity temia por mim, temia pelo meu bem estar.

Aquilo fez meu tolo coração ficar contente.

— Eu prometo tentar. — optei por uma meia promessa, o que ela pedia não dependia unicamente de mim.

— Isso não foi o que eu pedi. — ela reclamou aborrecida. Mas eu não podia prometer o que ela me pedia.

Acariciei seu rosto entre minhas mãos, vi seus olhos que eu sempre achei tão vivos e expressivos exibindo um brilho diferente enquanto me fitavam, uma segunda promessa desejando ser feita para mudar aquele fio de tristeza em seu olhar, as palavras querendo sair da minha boca, eu quase as disse. Uma pequena frase, três palavras, sete letras, mas antes que eu pudesse abrir minha boca e proferi-las meu celular tocou.

— Eu preciso ir, resolverei alguns assuntos e logo volto para você. — falei consciente de que estava quebrando um momento importante, mas a mensagem que eu havia recebido também era.

Eu passei a próxima hora lidando com algumas pequenas tarefas que Anatoly havia me solicitado, e também ajeitando algumas coisas para a fuga de Felicity, eu teria meu contato chegando a qualquer momento. E, além disso, eu sabia que não deveria passar tanto tempo com Felicity em seu quarto, outros membros poderiam começar a desconfiar, mas infelizmente esse era um risco que eu estava disposto a correr. Eu precisava estar com ela. Eram meus últimos momentos com ela, eu não poderia simplesmente não aproveitá-los de todas as formas que eu gostaria.

Eu precisava marcá-la de alguma forma, eu precisava que ela soubesse que eu iria atrás dela tão logo fosse possível. Eu iria me atrever a pedir que ela esperasse por mim.

Cheguei ao corredor do quarto de Felicity me sentindo anormalmente nervoso. Eu sentia que algo estava errado, eu não sabia explicar de onde vinha essa sensação, mas ela foi a responsável por me fazer andar muito mais rápido e urgente. Eu tive a certeza que alguma merda havia acontecido quando escutei a voz de Felicity vinda do quarto, ela gritava e xingava alguém.

Abri a porta imediatamente, a imagem a minha frente fazendo o sangue em minhas veias queimar como brasa.

Como no inferno Vladmir havia conseguido entrar na mansão? E que diabos ele achava que estava fazendo segurando o braço da minha Felicity daquela forma?

Notas finais
Obrigada por lerem ;) Deixem seus comentários!