Wanted
14 Especial –– Back to our Guild Part. 2 +18
Notas iniciais
–– Natsu Dragneel! Volte já aqui antes que eu te prove o quanto magas celestiais podem ser cruéis! –– Os gritos que ecoavam pelo quarto da pousada podiam ser ouvidos pelos poucos transeuntes àquela hora da manhã, que arregalavam os olhos em um leve choque. –– Deixe-me terminar os curativos.
O rosado meneou a cabeça negativamente, apavorado. Sentia a ardência em seu supercílio, por isso queria distância daquele remédio “maligno” nas mãos de Lucy. A loira precisou revirar os olhos e segurar a risada.
–– Céus, Natsu, você derrota vilões poderosíssimos, mas tem medo de um anti-séptico?! O que há com você?! –– Comentou, rindo baixinho enquanto o garoto escondia-se dentro do banheiro, trancando a porta. –– Abra essa porta!
–– Não enquanto você estiver com esse remédio do mal nas mãos. –– Resmungou o Dragon Slayer, como uma pequena criança birrenta. Lucy sentiu uma súbita e avassaladora vontade de apertar-lhe as bochechas. –– Arde, Luce.
–– Oh, tudo bem, Natsu. Pode sair, eu já guardei o remédio.
–– Verdade?!
–– Sim, Natsu. –– Suspirou a maga celestial, sentando-se na beirada da cama e observando-o abrir a porta do banheiro sorrateiramente, espiando o quarto com olhos aflitos e apavorados. Lucy sorriu sozinha, encantada com o espírito infantil que permaneceria sempre dentro do nakama. Natsu seria eternamente uma criança hiperativa e birrenta. O garoto saiu com as bochechas infladas em desgosto, fitando Lucy com desconfiança, fazendo a mesma revirar os olhos, entediada.
Aproveitando-se da distração repentina de Natsu, que se jogara na cama e começara a fitar o teto com demasiado interesse, Lucy se pôs sobre ele, prendendo-o pelo quadril com suas pernas. O garoto arfou, encarando-a assustado. A loira apenas sorriu marota, pegando o anti-séptico sobre o móvel de cabeceira e começando a borrifá-la nos machucados distribuídos pelo peito do Dragon Slayer. Quando sentiu o remédio sobre suas feridas, trazendo consigo o ardor infernal, Natsu grunhiu, segurando a garota pelos pulsos e girando seus corpos, ficando por cima e prendendo-a abaixo de si. A atmosfera do cômodo pareceu mudar completamente.
Lucy arregalou levemente os olhos, tentando entender as ebulições de seu corpo naquele instante. Um arrepio subiu por sua coluna, deixando-a quase ofegante e algo queimava em seu peito; mas era um calor abrasador, confortável e... instigante. Suas mãos, por mero instinto, se elevaram à altura da nuca de Natsu, a mesma sendo afagada por dedos hesitantes e trêmulos. O rosado fechou os olhos com a carícia leve, sentindo seus pelos eriçarem descontroladamente. Acabara de ingressar em um mundo por si desconhecido de novas sensações e sentimentos, e podia dizer que estava gostando. Sua pele começava a arder em uma temperatura elevada.
Era impressão de Lucy ou havia esquentado repentinamente?
Natsu a fitou com uma intensidade quase palpável, olhos levemente enegrecidos, o ônix desaparecendo sob uma nuvem de novas emoções. O corpo do Dragon Slayer estremecia a cada toque singelo da loira e, em um instinto quase animalesco, ele agarrou-lhe a cintura com firmeza, puxando-a contra si e afundando o rosto na curva do pescoço branco. O cheiro ali o ensandecia de uma forma insana, podia dizer que era quase afrodisíaco. Desde quando ela despertava desejos tão carnais em seu íntimo? Por mais que não houvesse resposta, sua vontade era apenas de se aprofundar ainda mais na crescente libido, queria desvendar cada pedaço do corpo da maga abaixo de si. Céus, estava se sentindo tão mundano.
Mandou a consciência para longe e mordiscou a pele macia, traçando um caminho lânguido de cortejos provocativos. Aproveitando-se da situação que se tornava cada vez mais favorável –– em um ato impensado, Lucy tombara a cabeça para trás, liberando toda a região de seu pescoço para um dragão faminto ––, lambeu a parte inferior do lóbulo da celestial, ouvindo um quase ronronar reverberar pelo cômodo. Sorriu breve, não reconhecendo a si mesmo. De onde tirara tantas ideias tentadoras?
Seus cabelos da nuca foram bruscamente puxados (e, sinceramente, havia adorado a agressividade do ato) –– em uma tentativa desesperada da garota de extravasar o deleite que borbulhava dentro de si, para não expô-lo em gemidos –– quando, ao decidir atiçá-la ainda mais, sugou com volúpia o lábio inferior de Lucy. Ambos encontravam-se, àquela altura, consideravelmente ofegantes. Corpos suavam de forma exagerada, enquanto os corações palpitavam, quase podendo ser ouvidos.
O mago de fogo dedilhou a lateral do corpo delgado sob si, enquanto a mão remanescente aventurava-se nas coxas fartas. Subiu uma delas, firmado-a em sua própria cintura, começando uma carícia lenta de vai-vem na região. Lucy mordeu os lábios desesperadamente. O resquício de sua sanidade tentava alertá-la do perigo de deixar a situação fluir, mas os toques de Natsu eram tão quentes e deliciosos que ela mal conseguia raciocinar. A pressão que os dedos hábeis exerciam sobre a pele alva era tão singela quanto precisa . Seus olhos estavam desfocados, a boca seca, pedindo por atenção. Queria que ele a beijasse com todo vigor possível, precisava disso.
Onde ele aprendera a ser tão sedutor? Por Deus, Lucy enlouqueceria dentro daquele quarto. Quando os olhares se encontraram mais uma vez, os orbes do garoto estavam negros, dominadas pela libido que fazia o baixo ventre da loira entrar em combustão.
Engoliu a seco. Se se arrependeria? Não fazia a mínima ideia. Mas quem disse que, naquele momento, ela estava se importando? Mandou tudo que a incomodava para o espaço e aliviou seu desejo latente daquele momento: puxou Natsu pelos cabelos e pressionou seus lábios fortemente contra os dele, iniciando o beijo de forma desesperada. A sensação de ter a língua quente e áspera do Dragon Slayer invadindo e explorando sua boca com ferocidade era enlouquecedora, e a fazia imaginar aquele pequeno músculo acariciando outras partes de seu corpo. O pensamento liberou o gemido rouco preso em sua garganta, atiçando ainda mais a excitação do rosado.
Aproveitando-se da posição em que se encontravam, o garoto pressionou sua pélvis contra a de Lucy, sentindo-a estremecer. As intimidades de roçando só aumentavam o desejo, a vontade que ambos tinham de arrancarem suas roupas e consumarem o que tanto clamavam. Focado nisso, Natsu, em um movimento rápido, colocou dois dedos no decote da loira, posicionando-os no vale entre os seios e puxando, juntamente, o sutiã e a camisa. As peças de roupas se esfarelaram em dois pedaços, sendo atiradas em algum canto do quarto. Mesmo querendo admirar a visão esplêndida, decidiu atender aos instintos e abocanhou o seio direito. O mamilo enrijeceu sob sua língua ardente e ambos não foram capazes de conter um gemido. Sugou o pedaço de carne com tanta vontade que Lucy sentiu uma leve dormência no local. As carícias pararam e o garoto a fitou, olhos nublados, lábios vermelhos e inchados. Fora de si.
–– Lucy... –– O tom ridiculamente erótico com o qual a voz do rosado soara fez Lucy querer agarrá-lo. –– Se você quiser parar, precisa ser agora... Não vou conseguir me controlar depois. –– O garoto engoliu a seco, segurando a vontade de jogar tudo para o alto e possuí-la. –– É agora ou nunca.
–– Por favor, e-eu n-nã-não –– Lucy murmurou, abaixando a cabeça –– não me dê o benefício da dúvida.
Entendendo a sentença como um sim, Natsu avançou sobre ela novamente, prensando-a contra a cama com seu corpo. Parecia loucura, se analisasse a rapidez com que tudo estava ocorrendo, mas, de alguma forma, eles pouco se importavam. O sentimento que explodia em ambos era devastador como uma tempestade de verão. Tinham consciência de que rumo aquela situação tomaria, e Lucy sabia de todas as conseqüências, mas se deixou levar completamente quando o rosado atacou seus lábios com toda a vontade que conseguira reunir naquele momento. Arfou deliberadamente, retribuindo com o máximo de entusiasmo, puxando-o para mais perto de si. Seus seios roçando no peito ainda coberto dele desencadearam arrepios loucos percorrendo ambos os corpos, já quentes e começando a ficar escorregadios, devido ao suor. Tudo fluía com uma naturalidade surreal, a sintonia entre os dois era absurda e admirável; cada movimento realizado era devolvido com a máxima precisão de resposta, como se fosse tudo meticulosamente programado. Mas era apenas puro instinto –– sem falar no perfeito encaixe entre eles.
Desesperada por mais contato, Lucy deslizou suas mãos até alcançar os ombros largos do Dragon Slayer, descendo-as e trazendo consigo o usual colete. Usou as unhas para marcá-lo nos braços durante o percurso, empregando uma força baseada em sua excitação –– o que resultou, logicamente, em longos e profundos vergões na pele levemente morena.
Natsu grunhiu. Céus, aquela garota estava tirando-o dos eixos. Projetou-se para trás, trazendo-a junto de si. Se encararam frente a frente por longos minutos, compassando as respirações alteradas. E então, naquele exato momento, ele teve certeza.
Amava-a mais do que tudo.
As mãos calejadas dirigiram-se ao rosto delicado, afagando-o. Alguns dedos delineavam a linha fina dos lábios avermelhados, enquanto outros desciam lentamente pelo pescoço, iam à nuca e voltavam, lentamente, causando fortes espasmos à Lucy. Faziam o caminho até o colo e demoravam-se nos bicos dos seios, acariciando-os com calmaria, como se quisesse gravar cada detalhe da maciez da pele. A garota gemeu e deixou tombar o tronco para trás, as pernas ainda envoltas na cintura do rosado, arfando baixinho quando ele curvou as costas e passou a provocar seu corpo com a língua, seguindo todo o percurso desde o lóbulo de sua orelha até o baixo ventre. Natsu roçou o nariz na região, de leve, apenas para torturar a maga abaixo de si. Estava louco de desejo, mas, acima de tudo, sentia seu coração pulsando e batendo descontrolado, tomado por todo o amor que irradiava de si naquele momento.
Fitou-a com olhos incisivos e repletos de vontade antes de desabotoar o short que ela usava, arrastando-o para baixo lentamente, mordiscando a pele que ficava exposta.
Lucy se sentiu queimar sob aquele olhar tão significativo, tão intenso. Seu corpo todo se arqueava e reagia àquelas provações. Jamais se imaginou em tal situação logo com seu melhor amigo, que parecia sempre tão alheio ao mundo dos relacionamentos.
Mal sabia ela que despertara a fera sedenta adormecida no íntimo de Natsu.
O mago de fogo se ergueu, soltando-a de si e retirando a bermuda. Lucy ajoelhou-se sobre a cama e fixou os orbes castanhos no corpo bem trabalhado do garoto, sentindo-se aquecer apenas com a visão. Esticou as mãos, ansiosa por tocá-lo. Queria tê-lo gravado na ponta dos dedos, assim como em todo o resto de seu ser. Estava tão envolvida que agora já não havia mais volta. A única saída era entregar-se e guardar na memória a sensação de cada toque, porque sabia que já estava viciada.
Aproximou-se, sem perder a conexão com os ônix que a atraíam, tão fatais. Tocou-lhe a cintura, dedilhando os gomos do abdômen com calma, enquanto mordiscava o próprio lábio inferior. Sua excitação começava a entrar em ponto de ebulição, tudo em si queimava como brasa, os puxões em seu baixo ventre quase provocavam gemidos angustiados. Mas queria degustar o que tinha a sua frente. Talvez, quando consumasse o que desejava, tudo fosse sair ainda melhor.
Estava tão decidida a tê-lo rendido a si que enlaçou os dedos finos nos fios de cabelo róseos, puxando-os um pouco para o lado. Com o pescoço ali exposto, chupou-lhe a pele até achar que o roxo agora presente era o suficiente para seu ego ficar satisfeito. Mas o gemido baixo que escapou dos lábios de Natsu acabou por conseguir arrancar um sorriso vitorioso da loira. Fitou-lhe fundo nos orbes, deixando os lábios tomarem uma forma lasciva e escorregou-os pela mandíbula de traços fortes, percorrendo clavícula, peitoral e chegando às entradas bem marcadas. Os dedos espertos brincaram com a barra da boxer vermelha, puxando e soltando o elástico, apenas para vê-lo arfar com a ansiedade do que se seguiria.
Mas Lucy não tardou a atender o pedido que brilhava nos olhos dele. Abaixou a peça de roupa, esperando alguns segundos enquanto Natsu, um tanto quanto desesperado, livrava-se da mesma. Sorriu minimamente, tomando-o nas mãos finas. Latejava, pulsava, fervia em seus dedos, enquanto ela movimentava-os lenta, torturante. O Dragon Slayer grunhiu, agarrando-a pelos cabelos e beijando-lhe os lábios com desejo, gemendo contra as bocas que se encontravam em um ósculo furioso. Línguas dançavam em perfeita sincronia, enquanto a garota prosseguia com a masturbação que estava tirando Natsu completamente da realidade.
Não seria exagero dizer que ele se encontrava a ponto de não lembrar o próprio nome.
Arfando, partiu o beijo, grudando a boca no ouvido de Lucy, murmurando em uma voz estupidamente rouca:
–– L-Lucy, deite, porque eu não vou aguentar por muito mais tempo. –– A garota estremeceu de deleite com o tom proferido e fez o que lhe era pedido. Natsu sentiu uma falta absurda do calor das mãos dela em seu membro rijo, mas logo desistiu da ideia quando se lembrou da temperatura que o envolveria agora. E, vendo-a sob si, bochechas coradas, cabelos suados e grudados no rosto, respiração pesada e ofegante, ele teve certeza de que a queria para o resto da vida.
Retirou a calcinha rosa de renda que ela ainda vestia e ergueu, com delicadeza, as pernas torneadas à altura de seus ombros, apoiando-as ali. Então, sem um aviso prévio, enterrou-se dentro de Lucy.
E aquela era, sem sombra de dúvidas, a sensação mais insanamente deliciosa que já experimentara. Estava viciado e não queria mais parar de ter tanta endorfina correndo por seu corpo. Para completar, a cada investida, o volume dos gemidos tímidos da loira ia aumentando, gradativamente, apenas para ascender o prazer que tomava conta do Dragon Slayer. Queria estar dentro dela para o resto da vida. Lucy era tão apertada que o estava deixando louco.
Não que ele já não estivesse. Estava louco por ela.
A maga celestial achou que fosse desfalecer com a primeira estocada. Seu corpo estremeceu e retesou, sendo possuído por uma sensação alucinada de prazer, ainda que um pouco de dor se misturasse. Mas nada se comparava à magnitude do que sentia no momento. Era surreal, ia muito além de tudo que jamais vivenciara. Não queria que ele parasse. Nunca mais.
Natsu ia cada vez mais fundo, como se querendo fundir os corpos em um, para que aquela sensação não passasse. O quarto parecia uma caldeira fervente tamanho era o calor que ambos emanavam. E o fogo que abrasava os corações dos dois amantes além de conforto, transmitia o quanto aquele ato que ali se consumava transpassava o carnal. Era algo que os estava unindo em um laço inquebrável.
Começando a sentir o coração bater mais forte, assim como o sentimento de ansiedade, Lucy soube que estava chegando a seu limite, mas suspeitava que o rosado estivesse na mesma situação. O ritmo das investidas aumentara e ele agora soltava alguns grunhidos contidos ao pé do ouvido dela, porque, afinal, não conseguiam manter os lábios unidos. A respiração quente de Natsu em seu pescoço era o suficiente para deixá-la ensandecida, visto tudo que ocorria ali, sobre a cama que rangia, pedindo por clemência com tantos movimentos bruscos.
Quando se derramou dentro da garota, Natsu teve certeza de que quase desmaiaria. O orgasmo deixou-o extasiado, mas ele ainda conseguiu reunir algumas formas para continuar se movimentando até Lucy atingir o ápice. A palpitação louca que seu coração assumiu ao ouvi-la sussurrar seu nome ao gozar era indizível. Um pouco aéreo, deixou o corpo cair pesadamente ao lado da maga, respirando forte. O ar parecia tão rarefeito naquele momento.
–– Natsu, nós... Isso foi tão... –– Não conseguiu completar. As palavras escaparam-lhe dos lábios e da mente. Tudo estava nublado pela avalanche de prazer que ainda entorpecia e inebriava seus sentidos.
–– Insano? –– O rapaz indagou com um sorriso maroto brincando no canto dos lábios. Lucy apenas assentiu e afundou o rosto no peito quente, que ainda subia e descia desgovernado devido à respiração pesada, enquanto ele enlaçava-a pela cintura e grudava-os em um abraço que confirmava o que ambos provavelmente começariam a ter noção a partir daquele dia: nunca mais seriam capazes de ficar um longe do outro.
Era a danação, o pecado, a promessa muda de que seria eterno. Não precisavam expor em palavras.
Era a certeza de que se amavam.
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