Wanted

13 Especial –– Back to our Guild Part. 1


Notas iniciais
Boa noite, leitores(as) mais lindos(as) desse mundo. Nha, vocês devem estar querendo minha cabeça agora, não é? Eu compreendo D: realmente demorei muito para postar. Bem, é que eu travei um pouco na parte do hentai. Fiquei com medo de sair pesado demais, ou sair fraco demais, então tentei procurar um meio termo. Mas ele não está nessa parte do especial, está na segunda, que deve ser postada ou hoje, ou amanhã, depende de quando eu conseguir acabar de editar :s Me desculpem, de verdade, eu não queria demorar tanto, mas teve também aquela manutenção do Nyah! que acabou enrolando muitos autores (ou provavelmente não, pelo menos deu pra terminar capítulos de muitas fics hihi :e) E, falando nisso, eu to gostando das mudanças *-* Principalmente isso de programar quando o capítulo será postado e de você poder visualizar o capítulo antes da postagem de fato (amei isso *-*). Achei muito interessante ^^ Segundo e mais importante de tudo: Lukas Wallers... SEU LINDO, MARAVILHOSO, DIVO, PERFEITO, EIKEVEMK *-----------* Sua recomendação me deixou uma semana sorrindo como uma completa idiota. De verdade, eu me derreti toda e fiquei me coçando pra terminar esse capítulo e agradecer devidamente a você. Sério, MUITO obrigada, de verdade, pelas palavras lindas e mega carinhosas. Eu não mereço esse amor todo, s.o.s. Vocês são os melhores leitores do mundo, sem brincadeira. Um beijo mega especial para todos que comentaram o quest: MaruChan, Megu Rinne, thalyswan, Plueni, Lucy Dragneel, Miyu Alynn, JadeDardenne, PikachuaFT, Gigi, A Shy Girl With A Book (Luna-chan *-*), Lexanny, Karoskun, Lukas Wallers (esse capítulo é duplamente dedicado a você) e Luisa Levi Eucliffe Kise (*---* fofa :3) Eu espero que gostem. Essa é a parte do especial que havia sido postada antes, mas que eu precisei apagar. Não houveram muitas alterações, então, quem se lembra de já ter lido, pode pular ^^ Vou tentar postar a segunda parte ainda hoje :3 Boa leitura meus amores ♥ Se preparem para terem diabetes depois desse capítulo. UHSUAHS Eu pelo menos tive.

Lucy piscou repetidas vezes, abrindo os grandes orbes achocolatados e situou-se. Não havia amanhecido de fato ainda, mas os primeiros raios de Sol começavam a invadir o cômodo pelas frestas da cortina puída e amarelada. Observou o quarto com indiferença, suspirando pesadamente –– as paredes descascadas, encardidas e cheias de infiltrações pareciam tão mórbidas e deprimentes quanto seu estado psicológico; o cheiro de mofo mesclava-se a poeira, causando uma coceira incômoda em seu nariz. Uma áurea fúnebre pairava, como se morte por ali houvesse passado, a despeito de a loira estar viva. Ou algo parecido. Ainda que pudesse parecer loucura, ela não conseguia sentir absolutamente nada, ao mesmo tempo em que sentia tudo. Era tão paradoxal quando insano. O mundo havia desabado sobre suas costas e ela permanecia inerte, aguardando a ficha cair de uma única vez e a trazer consigo toda a dor. Mas não deveria esperar mais de sua cabeça exaurida e repleta de pensamentos melancólicos. Deu de ombros, procurando por certo rosado com o olhar, estranhando a ausência do mesmo.

Onde diabos ele havia se metido?

Sentiu um calafrio temeroso ao cogitar a remota –– ou talvez nem tanto –– possibilidade de Natsu ter ido atrás de Sting para vingar-se, mas logo balançou veemente a cabeça, tentando afastar as ideias pessimistas. Remexeu-se, inquieta, sobre a cama, ponderando qual seria seu movimento seguinte; no entanto, nada pôde fazer, sendo impedida por uma fadiga muscular tão lancinante que a fazia perder a vontade de se levantar. Bufou impaciente –– ultimamente andava intolerante com tudo relacionado a si, parecia uma criança mimada, algo que, definitivamente, ela repudiava –– e revirou os olhos, irritadiça. Ignorando os protestos de seu corpo, –– que foram concretizados através de gemidos sôfregos que escaparam por seus lábios ressecados e arroxeados pela baixa temperatura –– ergueu-se, arrastando-se em direção ao banheiro decadente da suíte em que estavam hospedados. Despiu as roupas de forma lenta, deixando-as estiradas no chão e adentrou o Box. A esponja que usara para extravasar as pesadas emoções na noite anterior ainda estava jogada por ali, fazendo-a suspirar, sentindo um aperto no peito. Ignorou, abrindo a água fria e mordendo fortemente o lábio inferior quando todo o seu corpo retesou pelo cruel e repentino choque térmico.

A única coisa que, naquele momento, era capaz de trazer algum conforto a seu coração era o fato de que retornariam à Magnólia. Lucy clamava por voltar para casa, precisava de seu recanto e de seus companheiros da Fairy Tail para ajudá-la a colar os pedaços de seu coração dolorosamente partido. Fechando os olhos, encostou a cabeça na parede, respirando fundo antes de escorregar lentamente até o chão.

Why do you do this to me?

Why do you do this so easily?

You make it hard to smile because

You make it hard to breathe

Why do you do this to me?

Deixou-se chorar mais uma vez, trazendo os joelhos para junto do peito e enlaçando-os com os braços arrepiados de frio. O tempo se arrastava enquanto Lucy soluçava baixinho, sua mente sendo assolada por todas as lembranças ruins de seu tempestuoso relacionamento com Sting. No entanto, vez ou outra, com um raio de luz solar que intencionava aquecer seu coração, o sorriso de Natsu surgia em seus pensamentos, tornando tudo um pouco mais fácil de lidar. Estava cansada de todo aquele sofrimento, queria ao menos um singelo momento de paz espiritual; odiava a melancolia irritante que a dominava pouco a pouco. Odiava ainda mais o fato de estar tão vulnerável e fragilizada, precisando de cuidados –– ainda que o tratamento atencioso, quase um mimo, do Dragon Slayer não fosse, nem de longe, dispensável. Em sua cabeça, lamúrias eram apenas uma grande perda de tempo. Então por que não conseguia para de chorar?

Estava sendo difícil continuar inteira.

–– Lucy?! Está tudo bem?! –– A voz rouca do rosado chegou aos ouvidos da loira, interrompendo-a em seus devaneios –– e, de uma forma diferente, ela não pôde deixar de sorrir ao sentir o conforto que a invadiu quando ele pronunciou seu nome. Respirou fundo, fechando, a mãos trêmulas, o registro do chuveiro e se enrolando na mesma toalha velha e amarelada do dia anterior.

–– S-sim, está tudo ótimo. –– Conseguiu gaguejar, aos tropeços, enquanto se vestia novamente. Ouviu a risada baixa e sonora do Dragon Slayer soar do outro lado da porta e calafrios perpassaram seu corpo. “Desde quando a risada dele é tão gostosa de ouvir?!” Respirou, acalmando-se, puxando a maior quantidade de oxigênio que conseguiu para dentro de seus pulmões, suprindo todo o ar que perdera repentinamente com a chegada do garoto.

Abriu a porta, sorrateira, encontrando-o jogado sobre a cama, fitando o teto com demasiado interesse. Parecia voar por terras distantes, não notando a aproximação da loira, que se sentou a seu lado.

–– No que está pensando?! –– Arriscou perguntar. O silêncio, ainda que confortável, era perigoso para alguém com a mente perturbada como a de Lucy –– ao menos o quão perturbada estava durante aqueles dias tortuosos. Não, ela não estava louca, mas sua sanidade não era mais a mesma. Eram tantos pensamentos conturbados a assolando de uma única vez que, às vezes, ela se julgava insana, comportando-se como tal.

–– Hm?! –– Só então o rosado pareceu notá-la de fato, virando o rosto lentamente para fitá-la. E, arrebatada pelo choque, Lucy precisou conter um grito esganiçado.

–– Natsu! O que houve com você?! –– Instintivamente, esticou os dedos, tocando-lhe o corte fundo no supercílio. O garoto recuou, gemendo baixinho.

–– Oe, Luce, isso doeu. –– Um bico infantil se formou em seus lábios, também feridos, fazendo com que um sentimento protetor crescesse no íntimo da maga celestial. Ela suspirou resignada.

–– Onde arrumou esses machucados, Natsu?! –– O garoto segurou o ímpeto de arregalar os olhos, engolindo a seco. “Merda! Pense, Natsu, pense! Ela não pode saber que você foi dar ao Sting um pouco do que ele merecia. Lucy não suportaria.”

–– Eu... Bem, não me mate, mas eu... Hm... Acabei me metendo em uma briga de rua. Sim, foi isso. –– Comemorou internamente por ter, ao menos uma vez na vida, pensado em uma resposta rápida e aceitável. Lucy o fitava com as sobrancelhas arqueadas, parecendo ponderar se digeria ou não a desculpa –– claramente esfarrapada –– do nakama. Dando de ombros, preferiu acreditar, ainda que suspeitasse da verdade por trás do sumiço de Natsu pela manhã. Não quis pensar no assunto, naquele momento.

–– Vamos cuidar disso. –– Comentou a loira, erguendo-se em busca de alguma espécie de medicamento ou curativo, mas foi parada pela voz zombeteira do companheiro.

–– Você só pode estar brincando, Luce. Já estive em situações piores. Um corte no lábio e no supercílio não vai me afetar.

–– Mas isso pode inflamar, deixe-me cui-

–– Não precisa, eu estou bem. Sério. –– Sorriu, confiante. A garota apenas deu de ombros, permanecendo de costas para ele. –– Eu quero saber como você está. –– Ele suspirou e a garota teve certeza, naquele momento, de que Natsu a conhecia melhor do que qualquer um. Era incrível como ele era capaz de lê-la tão rapidamente. Chegava a ser surreal. Isso, de alguma forma, alimentava um sentimento quente que crescia em seu coração. –– Não minta, Luce. Não se finja de forte. Eu sei que você não está bem. –– Lucy deixou os ombros arriarem, suspirando com força. O ar pareceu faltar naquele momento. O chão pareceu sumir. A atmosfera pesou de uma forma desconfortável e a garota tentou de todas as maneiras possíveis não sair de sua bolha protetora, mas o ardor em seus olhos já indicava a fraqueza tomando conta de seu ser mais uma vez.

Ela não estava nada bem.

Mas ouvir isso em alto e bom som possuía um impacto dez vezes mais doloroso do que quando apenas perpassava por sua mente.

Respirou fundo.

Contou até dez. E depois até vinte.

“Respire, apenas respire.”

–– Pode desabar, Lucy. –– A voz de Natsu soando ao pé de seu ouvido a sobressaltou. Ela sentiu-o virando-a com carinho, envolvendo-a em seu abraço morno e protetor. –– Se você quiser desmoronar, você pode. Eu estarei aqui sendo seu alicerce, não se esqueça. Eu posso sentir o seu coração palpitando errante contra o meu peito. Posso sentir sua respiração descompassada. Eu sei a força que você está empregando para se manter firme. Mas você não precisa ser forte o tempo todo. Eu estarei aqui para ser forte com e por você. –– Ele a apertou em seus braços, sorrindo condolente quando ela apertou sua camisa com força, molhando-a com as castas lágrimas que, enfim, deixou escapar. Era como se o peso do mundo estivesse, aos poucos, sendo retirado seus ombros. Céus, como era boa aquela sensação. –– Isso, chore. Pode chorar o quanto for necessário. Deixe esse peso todo sair de seu coração. Às vezes as lágrimas nos livram das angústias que nos sufocam.

Puxou-a lentamente para voltarem a sentarem-se sobre a cama, aninhando-a em seu colo. Dentro de seu peito, algo rugia tristemente, como se partilhasse de toda a dor que Lucy sentia. Natsu era consumido por essa vontade de protegê-la com unhas e dentes, mais do que jamais foi capaz de fazer. Todos os seus esforços eram apenas para vê-la sorrindo e superando as dificuldades um pouco mais a cada dia.

–– Eu não... Eu não quero mais chorar, Na-Natsu. –– O choramingo lamurioso de Lucy invadiu seus ouvidos e ele franziu o cenho, erguendo, delicadamente, o rosto da maga para olhá-la fundo nos olhos. Aquele mar castanho estava tão repleto de sofrimento que apertou seu peito de uma forma dolorosa.

–– Por quê?! –– Indagou, procurando por respostas nas íris hipnotizantes da garota a sua frente. Ele enxergava toda a vulnerabilidade que ela tão arduamente tentava esconder.

Os olhos são o espelho da alma.

–– Eu não quero ser fraca. –– Lucy sentia-se tão perdida, focada apenas na imensidão ônix que se estendia em seu campo de visão. O olhar de Natsu passava tanto conforto que, por mais que quisesse, não se sentia capaz de desviar. Algo a prendia, como um ímã.

–– Ser fraca é a prova mais concreta de que você é apenas humana. E sente com toda sua alma. Ser fraca apenas prova que você é intensa em tudo que faz, e por isso sofrerá, consequentemente, com mais intensidade. Ser fraca significa que você será capaz de ser forte, porque você é determinada o suficiente para isso. Amar é uma fraqueza, Luce. É a nossa maior fraqueza. Mas, ainda assim, é o sentimento mais puro que pode dominar nossos corações.

A garota calou-se, ainda não possuindo forças para quebrar o contato visual. Natsu sorriu, beijando o topo da cabeça de Lucy, um acalento para o coração confuso da mesma. Ela fechou os olhos, se deixando afundar no enlace dos braços quentes e aconchegantes do Dragon Slayer. Talvez estivesse mesmo apenas precisado de palavras de conforto.

–– Natsu, eu quero ir para casa. –– Sussurrou a loira, após alguns minutos de puro silêncio. Natsu a encarou, sorrindo em consenso.

–– Yoshi, então voltemos à guilda. –– Concordou, animado, vendo, em dias, sua companheira deixar um pequeno sorriso de canto escapar.

Notas finais
Bom, o que acharam? Comentem, se quiserem, e eu prometo que farei de tudo para vir com a próxima parte do especial, no máximo, amanhã à noite. Ainda tenho algumas pequenas alterações no hentai em si para fazer, mas juro que vou tentar não demorar. Quero fazer o melhor pra vocês ^^ Enfim, eu amo vocês e nos vemos no próximo capítulo. :33