Wanted

8 Capítulo 7


Notas iniciais
Gente, vou postar rápido porque tenho que sair. Esse foi o capítulo mais longo da fic, creio eu, mas realmente espero que gostem ^^ deu um trabalhão.
Se quiserem ouvir as músicas: a primeira é Down do Jason Walker e a segunda é Skinny Love da Birdy
Beijos
Capitulo dedicado a todos os meus leitores lindos e maravilhosos ^^
Qualquer erro, gomene. Me avisem que eu conserto depois ^^

I don't know where I'm at

I'm standing at the back

And I'm tired of waiting

I'm waiting here in line

I'm hoping that I'll find

What I've been chasing


Ela corria de forma desgovernada, o desespero e o medo servindo como seu principal combustível. A fadiga em seus músculos era dolorosa e a fazia ter vontade de parar, mas a garota sabia que precisava continuar, ou sua vida estaria em risco novamente. Olhou de esguelha para trás, estremecendo perante tamanha escuridão, voltando a prestar atenção no caminho a sua frente. O vento cortante e gélido bagunçava seus cabelos conforme sua velocidade aumentava, fazendo-os ricochetearem violentamente contra seu rosto pálido. Seu coração palpitava desesperadamente, podendo ser ouvido a quilômetros de distância, enquanto ela controlava o ímpeto de chorar copiosamente. Acima de tudo, amaldiçoava-se por ter deixado suas chaves em casa quando saíra em direção a Guilda, afinal, quem andaria “armado” para dar um passeio calmo durante uma manhã ensolarada?! Maldita hora que baixara sua guarda e deixara o repentino aparecimento de Sting abalar seu emocional. Maldita hora que começara a beber e se permitira ser levada pela conversa fiada de um estranho com rosto bonito.

Agora ela arcava com as consequências.

I shot for the sky

I'm stuck on the ground

So why do I try?

I know I'm gonna fall down.

I thought I could fly

So why did I drown?

I'll never know why

It’s coming down, down, down.

Após mais alguns longos minutos de corrida desenfreada, ela decidiu parar para recobrar o fôlego e organizar as ideias em sua mente; pensar em algum plano de fuga – apesar de mal saber aonde estava. Respirou fundo, puxando todo o ar que conseguiu para dentro de seus pulmões. Suspirou, olhando ao redor, sentindo-se arrepiar com a macabra escuridão do beco sem saída no qual se encontrava – e não era apenas no sentido literal da expressão. Tentou mentalizar coisas otimistas, mas o medo a fazia temer pelo pior, e ela sabia que não tardaria a acontecer. Deixou algumas lágrimas solitárias escorrerem, e logo as mesmas caíam como cascata de seus olhos, misturando-se a soluços sôfregos e descompassados. Imagens do que acontecera consigo começaram a invadir sua cabeça, fazendo-a encolher-se em um canto, chorando e arrependendo-se amargamente de ter sequer saído de casa naquele dia.

Concluiu que era, definitivamente, fraca e inútil – afinal, não sabia nem tomar conta de si mesma. Observou os cortes profundos e hematomas que cobriam seu corpo, estremecendo ao lembrar-se do quanto apanhara dentro daquele apartamento. Além disso, seus músculos doíam graças à queda de uma altura considerável quando tentara fugir, pulando pela janela. Ainda assim, conseguiu respirar relativamente aliviada, já que estava, aparentemente, em segurança.


Na Guilda

– Natsu, por Mavis, se acalme! – Mira suspirou, segurando o nakama pelos ombros e sacudindo-o. O rosado piscou algumas vezes, olhando confuso para ela, parecendo aéreo ao que a albina dizia. – Ela deve estar dando uma volta por aí, deixe-a! Ela passou por tanta coisa durante essas semanas, é normal que precise de um tempo para si. Lucy sabe se cuidar, fique tranquilo.

– Não consigo, Mira. Já está anoitecendo e Lucy ainda não chegou. Onde diabos ela se meteu?! – O Dragon Slayer suspirou, sentando-se novamente. – Eu sei que ela sabe se cuidar, mas a Lucy estava abalada emocionalmente. Ninguém consegue lutar decentemente se estiver quase entrando em depressão. – Cerrou os punhos, controlando toda a raiva que borbulhava em seu corpo. Sting ainda não havia apanhado tanto quanto Natsu queria. – Estou preocupado.

– Se preocupar é coisa de homem! – Berrou Elfman, erguendo-se e fazendo com que algumas pessoas revirassem os olhos. Natsu permanecia inquieto; algo em seu coração pesava terrivelmente, como um mau pressentimento. Sabia que alguma coisa estava errada e não sossegaria enquanto não soubesse notícias de Lucy.

“Espero que esteja bem, Luce”

Com Lucy

I'm not ready to let go

Cause then I'd never know

What I could be missing.

But I'm missing way too much

So when do I give up

What I've been wishing for?

A maga estelar estremeceu violentamente quando uma rajada forte de vendo atingiu-a. Suas lágrimas já não mais caíam, mas a tristeza, o medo e o arrependimento pareciam se infiltrar cada vez mais em seus poros, dominando-a pouco a pouco. Estava com frio e faminta, mas sabia que precisava permanecer escondida porque se eles a achassem... Ah, se eles a achassem sua vida estaria, definitivamente, em risco.

Flashback

Lucy’s POV

– E então, loirinha?! Pronta para se divertir?! – A voz daquele garoto chamado Hikaru me tirou de meus devaneios, assim como o som da porta se fechando atrás de nós. Fitei-o confusa, logo desviando o olhar para o lugar no qual nos encontrávamos. Arregalei os olhos, recuando alguns passos. O apartamento era velho e imundo, fedia a álcool, sexo e cigarro. Na sala pude ver algumas roupas – femininas e masculinas – espalhadas pelo sofá, assim como marcas de sangue sobre o chão, juntamente com uma espécie de líquido esbranquiçado. As paredes estavam manchadas de vermelho – provavelmente mais sangue – e a tinta já estava amarelada. Uma televisão, aparentemente quebrada, encontrava-se sobre um móvel de madeira envelhecida, descascada e comida por cupins. Assustando-me ainda mais, escutei algumas vozes femininas pedindo por socorro, vindas de algum dos quartos. – parecia vir do meu lado esquerdo. Logo um clarão cegou meus olhos e os gritos cessaram.

Eu estava, definitivamente, apavorada.

Em que merda eu havia me metido?!

– Vo-vocês s-são ma-magos?! – Gaguejei, escutando a gargalhada sonora dele ecoar pelo cômodo. Fechei os olhos, na esperança de que, ao abri-los, aquilo tudo não passasse de um terrível pesadelo. Para minha infelicidade, era real até demais.

Ele deu de ombros, acendendo um cigarro e assoprando a fumaça toda em cima de mim. Tossi, sentindo meus olhos lacrimejarem. – Somos. Mas não é o que fazemos para ganhar a vida. Preferimos nos divertir com outras coisas. – Sorriu maliciosamente pra mim, fazendo um bolo se formar na boca de meu estômago. Eu estava completamente encrencada.

Tomando fôlego, voltei-me para a porta, agarrando a maçaneta com força. No entanto, antes que eu pudesse sequer girá-la, uma mão agarrou fortemente meu pulso, causando-me certa dor. Mordi o lábio inferior, erguendo, temerosa, os olhos para Hikaru, que sorria da forma mais suja e maldosa que eu já havia visto. Estremeci.

– Onde pensa que vai, loirinha?! – Perguntou, o rosto perto do meu, fazendo com que seu hálito – o qual agora eu considerava pútrido e repulsivo – de álcool e cigarro invadisse minhas narinas. Meu corpo inteiro tremia e eu sabia que nada de bom poderia acontecer. Só me restava esperar pelo pior.

– Me deixe ir embora daqui. – O efeito do álcool já estava passando e eu começava a fica mais consciente. – Por favor. – Choraminguei, sentindo o aperto em meu pulso se intensificar. Gemi de dor, e ele apenas gargalhou.

– Gracinha, você nunca sairá daqui. A não ser que a matemos, mas aí é outra história, certo?! – Arregalei os olhos, tentando soltar-me, mas Hikaru puxou-me, tampando minha boca e arrastando-me até um quarto escuro. Jogou-me sobre a cama e o cheiro de mofo me fez tossir fortemente. E, com um sorriso maligno estampado no rosto, fechou a porta atrás de si, caminhando lentamente até mim. Acendeu a precária luz amarelada do cômodo, permitindo-me ver tudo com um pouco mais de clareza. Ao meu lado havia uma pequena cômoda caindo aos pedaços; encostado em uma das paredes enegrecidas por sujeira estava um armário velho e sem brilho, com algumas portas fora do lugar. Garrafas de bebida, “bitucas” de cigarro e manchas de sangue espalhavam-se pelo chão, fazendo-me estremecer violentamente. Eu estava completamente dominada pelo medo e mal conseguia me mexer decentemente – a bebida apenas ajudava a me manter ainda mais inerte.

Quando dei por mim, o corpo de Hikaru já estava sobre o meu, enquanto ele beijava meu pescoço com certa violência. Grunhi, tentando empurrá-lo, mas, obviamente, aquele filho da mãe era mais forte do que eu. Agarrou meus pulsou e prendeu-os sobre a minha cabeça com apenas uma mão, enquanto a outra passeava livremente pelo meu corpo. Senti-me cada vez mais suja, minha alma estava sendo violada mais uma vez, não sabia se dessa vez eu seria capaz de suportar tamanha humilhação e sofrimento. Deixei as lágrimas correrem livremente por meu rosto, soluçando baixinho, o ar esvaindo-se de meus pulmões com uma facilidade absurda. A dor me consumia, mas não havia formas de fazê-la parar. Hikaru, bruscamente, rasgou minha blusa, jogando os trapos restantes ao chão. A sensação de tê-lo alisando-me sem pudor e sem minha permissão era, de longe, a pior que eu já havia tido o desprazer de experimentar.

Em meu íntimo, eu pedia para que aquele pesadelo acabasse logo, mas parecia que apenas pioraria. Sua mão apertou meu seio com força, levando-me a dor, o que resultou em mais lágrimas caindo de meus olhos.

– Por favor, pare. – Implorei, a voz embargada. Ele mal me encarou, voltando a concentrar-se em tentar retirar meu sutiã. Hikaru então tomou meus lábios em um beijo doloroso. No entanto, aproveitando-me de sua distração, mordi seu lábio inferior com toda a força que me restava, em seguida erguendo meu joelho e acertando-o nas partes íntimas. O loiro caiu para fora da cama, gemendo de dor e praguejando alguns xingamentos desconexos. Ainda atônita, consegui pular para fora da cama, tropeçando em minhas próprias pernas ao tentar alcançar a porta. Quando consegui por minhas mãos na maçaneta, um puxão em meu braço me fez parar.

– Sua vadia! – Berrou, girando-me e desferindo um tapa ardido em meu rosto. A pele ardeu e passei os dedos pelo local, sentindo o relevo de sua mão ali marcada. As lágrimas caíam incessantemente de meus olhos enquanto ele me fitava com fúria e ódio. Um sorriso sádico se formou em seus lábios e eu soube que meu fim estava próximo. – Ah, mas você vai pagar...

Um soco atingiu meu abdômen e eu gemi, abraçando meu próprio corpo. Meus joelhos cederam e eu caí sobre aquele chão imundo, tentando impedir que meu rosto encostasse no mesmo. Novamente a região de minha barriga foi atingida, mas dessa vez por um chute. Cuspi o pouco de sangue que se acumulou em minha boca, sentindo a dor lancinante que se alastrava em meu corpo.

Ele dirigiu-se ao criado mudo, pegando algo dentro de uma das gavetas, voltando-se para mim. Ergueu-me com demasiada brutalidade, encostando-me em uma das paredes, na qual um ferro grosso encontrava-se preso. Elevou meus pulsos acima da cabeça, envolvendo-os com algo gélido. Pelo incômodo que senti quando mexi minhas mãos, deduzi ser uma algema. Ele transpassou a corrente da algema pela barra de ferro, pendendo a outra parte no pulso que sobrar. Meu corpo chocou-se contra a superfície fria de concreto e eu fechei os olhos, deixando todo o sofrimento pelo qual eu passava naquele momento dominar meu ser.

– Eu volto já. – Grunhiu, agarrando meus cabelos da nuca e puxando-os fortemente. Eu era capaz de jurar que alguns fios foram arrancados. – Ah, prepare-se para me dar um belo presente de Natal, ok?!

Natal...

Natal deveria ser sinônimo de união, felicidade, comemorações. Sinônimo de amor. E, oposta a tudo isso, eu estava em um lugar desconhecido, com pessoas desconhecidas, sofrendo as consequências por todos os meus atos impensados. É, talvez eu merecesse. Talvez eu realmente não fosse digna de alcançar minha tão almejada felicidade. Talvez eu devesse ter obedecido Natsu quando me pediu para não sair de casa sozinha.

– Ah, Natsu... – Suspirei derrotada. – Como eu queria que você estivesse aqui agora.

~#~

As horas se arrastaram de uma forma torturante e fui capaz de perceber que a noite já havia caído. Graças a Kami-sama, Hikaru não voltara a aparecer no quarto, aliviando-me ainda que brevemente. Durante o tempo em que permaneci ali, pude ouvir gritos femininos estridentes provindos de outros cômodos. Os sons perduravam por algum tempo, mas, repentinamente, cessavam. Eu me perguntava o que acontecia às garotas que tinham a infelicidade de chegar a esse lugar – eu, ironicamente, era uma delas. Suspirei resignada, buscando em minha mente alguma forma viável de tentativa de fuga – o que mais atrapalhava eram as irritantes algemas que me prendiam àquela barra de ferro. Se eu tivesse algo que pudesse abri-las...

– Céus, como eu sou estúpida! – Resmunguei, caçando por entre meus fios de cabelos o grampo que eu colocara mais cedo. Erza, certa vez, durante uma de suas aulas sobre como escapar das mais inusitadas situações, me fizera abrir diversas algemas e fechaduras de porta usando apenas grampos e prendedores de cabelo pontudos. Como eu pudera me esquecer disso?! Após alguns minutos tentando, insistentemente, ouvi o “clic” dos deuses, comemorando internamente. Soltei-me, libertando meus pulsos e massageando-os. Fechei os olhos brevemente, clareando a mente e começando a elaborar algum plano de fuga. Observei a janela na parede oposta, suspirando aliviada.

Corri até ela e abri, estremecendo perante a altura aterradora, mas afastei os pensamentos medrosos de minha cabeça, respirando fundo. Eu precisava pular, minha vida dependia disso.

Meu coração palpitava audivelmente, o medo me dominava por completo, imagens aleatórias de momentos marcantes de minha vida começaram a invadir minha mente. Tudo era tão mais feliz quando Sting ainda não havia entrado em minha vida. E, ainda assim, eu continuava a amá-lo. A dor era tanta que me fazia apenas ter vontade de gritar, espernear, implorar para que alguém a fizesse para. Mas ninguém seria capaz, apenas eu. Com que força, eu realmente não sabia.

Acordei de meu transe quando escutei passos por perto. Corri os olhos pelo quarto, agarrando uma cadeira velha e colocando-a prensada contra a maçaneta da porta, travando-a, já que eu não possuía as chaves. Caminhei apressada de volta à janela, ouvindo alguém tentar abri-la, mas não conseguindo. Gritos masculinos se seguiram e eu percebi que aquele era meu limite para fugir. Respirei fundo, subindo no parapeito e olhei para trás uma última vez, sendo capaz de ver a porta sendo escancarada antes de ser engolida pela escuridão abaixo de mim.


“Crec”


O som do choque entre meu corpo e os galhos e folhas secas me fez fechar os olhos com força. A dor que se seguiu foi, de longe, uma das piores – fisicamente falando – que eu já havia sentido, mas não havia tempo para lamentar ou chorar. Ignorando todos os cortes em minha pele e tensão em meus músculos, levantei-me rapidamente, disparando para o mais longe que meus pés fossem capazes de me levar. Pude ouvir algumas vozes dizendo coisas como: “Ela fugiu! A vadia fugiu!” e “Temos que acha-la, ou ela pode nos dedurar e se, o Conselho nos achar, estamos fodidos!”. Estremeci, sabendo que, naquele momento, minha cabeça era o prato mais requisitado. Respirei fundo, forçando mais minhas pernas cansadas para assim aumentar a velocidade, mal sabendo onde estava.

Flashback


Come on skinny love just last the year

Pour a little salt we were never here

My, my, my, my, my, my, my, my

Staring at the sink of blood and crushed veneer


Ao ouvir o farfalhar atrás de si, ficou alerta, afinal, estava em um beco escuro e sem saída. Logo após, vozes masculinas se fizeram ouvir e vultos começaram a surgir, fazendo-a encolher-se levemente. Lucy sabia quem era, e temia por cada segundo que se arrastava. Seu fim havia chegado, concluiu.

– Ora, ora, se não é a loirinha fugitiva. – Grunhiu um dele, soando raivoso e, ao mesmo tempo, malicioso. – Você merece ser castigada, loira. Muito castigada.

Um grito feminino ecoou pelo beco quando Lucy sentiu seu abdômen ser atingido por um chute certeiro. A dor se alastrou por todo o seu corpo, fazendo-a agachar-se e gemer. Tentou conter as lágrimas, mas foi inevitável quando um deles ergueu-a pelos fios de cabelo e lançou-a contra uma das paredes.

– Por favor, me deixem em paz. – Sussurrou a maga celestial, berrando novamente ao ser estapeada na face diversas vezes. Tossiu, cuspindo o sangue que se acumulou em sua boca, soluçando baixinho. Ergueram-na, prendendo-a contra a parede e começando a tentar livrarem-se das roupas da garota. Lucy protestava, mas era completamente ineficaz contra quatro brutamontes. Hikaru postou-se a frente deles, fitando Lucy com ódio, sorrindo de forma sádica. Sua blusa já havia sido retirada e eles agora arrancavam sua calça jeans, ainda que ela movimentasse as pernas de forma incessante, tentando impedi-los.

– Você vai pagar, loirinha, e como vai. – A loira sentiu seu sutiã sendo bruscamente rasgado e logo mãos ásperas e sujar apalparam seus seios expostos. Lucy grunhiu, deixando as lágrimas correrem cada vez mais por seu rosto, mas nenhum deles jamais se comoveria com seu choro copioso, ela sabia. – Nossa, se eu soubesse que eram tão grandes, já teria tirado sua roupa há muito tempo.

– Oh, Hikaru, vai deixar a gente brincar também?! – Um dos comparsas perguntou, rindo de forma grotesca. O loiro revirou os olhos, resmungando.

– Calado, Nashiro, e talvez eu pense no seu caso. – Lucy estremeceu, ficando cada vez mais apavorada, o que a impedia de reagir, mas, ainda assim ela tentou. Ergueu, como da primeira vez, o joelho, acertando Hikaru entre as pernas. Ele grunhiu, acertando um tapa ardido na face de Lucy antes de abaixar-se, gemendo de dor. Seus capangas avançaram sobre a garota, deferindo chutes e socos, impiedosamente, enquanto o loiro apenas continuava a ordená-los para que fizessem pior.

Lucy sentiu a sanidade esvair-se lentamente, a respiração enfraquecendo o coração palpitando errantemente. Antes de fechar os olhos e mergulhar no mundo desconhecido da inconsciência, um nome surgiu em sua mente. E ela sussurrou uma última vez antes de apagar.

– Natsu...

Notas finais
Espero que gostem ^^ Não se esqueçam de comentar.
Amo vocês ^^
Kissus :33