Wanna Play?
16 Whenever you call
Notas iniciais
I won't ever be too
Far away to feel you
And I won't hesitate at all
Whenever you call
And I'll always remember
That part of you so tender
I'll be the one to catch your fall
Whenever you call
(Eu nunca estarei longe
Demais para sentir você
E não hesitarei de jeito nenhum
Sempre que você chamar
E sempre lembrarei
Daquela parte de você tão terna
Eu serei aquela que te ajudará quando você cair
Sempre que você chamar)
Whenever you Call – Mariah Carey feat. Brian McKnight
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O dia seguinte veio como uma mortalha, o mau-agouro murmurado através dos piados dos corvos que sobrevoavam a ilha. Felicity despertou com um grito, as imagens distorcidas em sua mente de um pesadelo que era real: sua conversa com R’as Al Ghul.
No pesadelo, ele ria malignamente e a torturava até que Felicity lhe dissesse a localização do pai. Mas ela não sabia. Ela não tinha como saber.
Os lençóis da cama estavam frios naquela manhã, no entanto. Sara não estava ali. E, sozinha no desalento daquele quarto desconhecido, Felicity se permitiu chorar.
Porque em breve, ela não teria mais direito à lágrimas. Não quando fizesse o que precisava ser feito.
X
“Eu deixei em sua posse a única dose do único veneno que pode matar R’as Al Ghul. No passado, quando trabalhei com ele, pedi uma amostra da água do Poço de Lázaro. Fi-lo acreditar que era para curar uma doença que eu nunca possuí. A verdade é que precisava de uma arma que pudesse ser usada contra ele.
Seu corpo é imune a todos os tipos de veneno, mas se existe uma coisa à qual ele não é imune, é algo que esteja presente em seu próprio corpo. Eu injetei nas águas deste frasco singular uma inversão da mesma. Ao invés de curar, degrada as células. Isso dará uma morte rápida a R’as Al Ghul. Você só tem que dar o veneno a ele.”
Isso havia sido enviado para Felicity através de uma carta no dia em que ela havia aportado em Nanda Parbat. Seu pai poderia não estar ali, mas também tinha olhos na ilha. Havia traidores entre os seguidores de R’as Al Ghul que seguiam sua filha mais velha, Talia Al Ghul.
X
A cabeça latejante de Roy o dizia para seguir em frente. Mais uma luta; mais um bandido; outra vitória.
Ele seguiu até que a Cataclysmus acabasse; comprou novas doses. Elas acabaram novamente. Quantos dias? Mais um pouco. Ele havia dormido por duas horas; era o suficiente. Prendeu mais bandidos; os músculos de seu corpo gritavam de dor. Roy seguiu em frente.
A cidade não dormia, a cidade não parava.
Ele também não.
Então venceria mais aquele. Só mais aquele.
− Roy? – Uma voz lhe chamou. Uma armadilha. Era uma armadilha.
Ele apontou o arco.
− Roy, abaixe essa arma.
Ele não pararia. E disparou o arco, ao mesmo tempo que um grito cortou o ar.
X
Nyssa a havia chamado em seus aposentos logo cedo. Sara sentiu um aperto no coração por deixar Felicity sozinha, mas sabia que a filha do Demônio não a chamaria se o assunto não fosse realmente importante. E Felicity saberia que ela retornaria logo. Agora sim.
Adentrando os aposentos, Sara observou as candeias acesas como a única luz presente no local. Sob a penumbra, Nyssa estava ajoelhada diante de um imenso arsenal de armas que causaram um frio estridente na espinha de Sara.
− Feche a porta, Sara. – pediu. Sara obedeceu.
− O que está fazendo, Nyssa? – Aproximando-se, Sara identificou as armas brancas que Nyssa havia deixado expostas sobre um tecido grosso.
Ela respirou fundo, os ombros tensos. Havia algo errado, Sara sabia, mas naquele momento isso ficou evidente. Nyssa ergueu-se com duas cimitarras nas mãos, encarando a Canário com um olhar profundo de preocupação que se tornou sério. Ela moveu os lábios e Sara estreitou os olhos para lê-los na penumbra antes que Nyssa avançasse sobre ela, cruzando as lâminas sobre seu pescoço. Surpresa, ela deu alguns passos dançantes para trás e livrou-se da técnica, girando e batendo um dos pés sobre um sabre fino que voou para sua mão.
Com as lâminas cruzadas, o golpe de Nyssa arrancou uma dor aguda do braço direito de Sara e faíscas da lâmina. As próximas palavras, ela leu em seus lábios com mais precisão:
“Um dos meus espiões descobriu traidores entre nós.”
Fazendo um giro completo em 360º com o corpo, Sara encaixou a lâmina entre as costelas de Nyssa, mas a filha do Demônio aparou o golpe com sua manopla de aço.
“Existem escutas e câmeras nos quartos.”
Isso explicava a luta. Sara entrou no compasso da dança.
− Se o que você queria era um treinamento, poderia ter marcado um horário melhor! – exclamou, a respiração pesada pelos exercícios físicos sem um alongamento apropriado. Nyssa deu um salto, descendo as duas lâminas em sua direção; Sara rolou para o lado.
“Membros estão infiltrados em busca de uma rebelião. Esteja pronta.”
Em um ângulo completamente preciso, a lâmina de Nyssa acabou apontada no pescoço de Sara. Ofegante, a Canário abriu um pequeno sorriso para a ex-amante.
− Você continua sendo a melhor professora que já tive. – A clareza desse pensamento pegou a própria Sara de surpresa. Nyssa estendeu uma das mãos para ela.
− E você a minha melhor aluna.
As duas se entreolharam e riram, sem saber de quais aulas realmente falavam.
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Quando saiu para o quarto para o banquete do café da manhã, Felicity estava tensa, sentindo o peso no bolso da calça leve que havia escolhido para aquele dia. Bem, escolhido não era bem a palavra. Roupas novas haviam sido deixadas dispostas em sua cama no momento em que entrou no banho. Isso deixava Felicity um pouco desconfortável, saber que alguém a espionava assim. Mas era bom ter suas coisas arrumadas para variar um pouco a desorganização vital que ela era.
As calças eram de modelo saruel, negras, com uma blusa leve, regata e branca. Em um mundo onde todos se vestiam de preto, ela ficava feliz que tivessem escolhido uma camisa branca para ela.
Caminhando pelos corredores sem nenhuma companhia, ela se sentia tensa com o peso da responsabilidade sobre seus ombros. Será que era assim que Oliver e Sara se sentiam antes de assassinar alguém?
Seus lábios tremiam e os olhos ardiam com lágrimas teimosas que ela insistia em guardar para si.
Quando chegou no Salão Principal, todos os olhares se voltaram na direção dela, o que apenas serviu para piorar o nervosismo que sentia.
− Er... bom dia, senhores assassinos—membros da Liga! Bom dia! – Acenou vigorosamente para todos, ao que lançaram mais olhares em sua direção. R’as, sentado em seu lugar de honra, apenas a observava com um sorriso divertido.
− Venha, Srta. Smoak, junte-se a nós em nossa humilde mesa.
− Humilde? Nossa. Eu queria ser humilde assim tendo pato assado no café da manhã. – Ela deu uma risada nervosa. O lugar direito ao lado de R’as Al Ghul não estava ocupado por Oliver naquela manhã. Tampouco por Er-Notur.
Felicity estava prestes a ocupar seu lugar ao lado de Sara, que também havia chegado atrasada na companhia de Nyssa, quando ouviu o pigarro de R’as.
− Algo errado? Meu lugar não era esse? – Alguns dos membros da Liga precisavam segurar o semblante sério. Felicity tornava esta, uma missão quase impossível.
− Não hoje, Srta. Smoak. – R’as, ainda paciente, sorriu para ela e puxou a cadeira à sua direita. Er-Notur parecia prestes a soltar fumaça pelas orelhas diante deste ato. – Ontem o Sr. Queen era o convidado de honra da minha filha e eu dei este lugar a ele. Hoje é você.
Felicity não sabia o que pensar a respeito desta oportunidade que a vida lhe oferecia. Aquele era o seu agora ou nunca. O momento que Deus—se é que ela podia colocar essa responsabilidade N’Ele—havia colocado para que ela pudesse assassinar R’as Al Ghul.
Ela respirou fundo. Já havia ido tão longe para voltar atrás agora. Se matasse R’as Al Ghul, Sara estaria livre. Oliver não precisaria lutar outra batalha de vida ou morte com um crápula que certamente lhe trapaçaria. Nyssa assumiria seu local de direito.
Com um sorrisinho nervoso, ela aproximou-se do lugar e sentou-se.
− Obrigada por esta grande honra, Sr. R’as.
Em seus lugares, os membros da Liga dos Assassinos se torciam diante da maneira como Felicity o tratava. Nyssa apenas sorria divertida diante da situação, acompanhada por Sara e Oliver.
Vendo-os tão descontraídos e leves, como ela poderia se negar a ser resiliente? Pois amor também era sobre renúncia. E se Felicity precisasse renunciar à sua luz para vê-los um pouquinho iluminados, ela o faria.
Só precisava descobrir como fazer isso diante de toda a Liga dos Assassinos sem que ninguém notasse.
X
− Cuidado! – bradou John, lançando-se sobre Sin e desviando-a da trajetória letal da flecha que Roy havia lançado. Não foi o suficiente, no entanto, para impedir que ela se cravasse em seu ombro esquerdo. O ex-soldado grunhiu de dor e descontentamento, enquanto um Roy confuso os encarava com um olhar perdido.
− Você está bem?! – Sin olhava de John para Roy sem saber a quem realmente dirigia a pergunta. Roy havia atirado uma flecha contra ela. John havia salvado sua vida.
Em resposta, John apenas grunhiu e quebrou a flecha, deixando Sin terminar o processo de retirá-la sem causar maiores danos.
− O que você estava fazendo, Roy?! – Ainda atordoado, o amigo mal olhava em sua direção. Mas parecia mais assustado que ela jamais o vira. Nem mesmo sob o efeito do Mirakuru.
− E-eu...
− Se drogando, Sin. Era isso o que ele estava fazendo. – Com um olhar descontente, John mordeu o lábio inferior para suprimir o grito, usando como forma de estancar o sangue que transbordava do ferimento o casaco que Sin havia lhe oferecido.
− Está usando aquela droga de novo? – Sin se referia ao Mirakuru, é claro. Roy negou, escorregando até o chão do beco obscuro e escondendo o rosto entre as pernas.
− Eu preciso dela, eu preciso dela... – Ele chorava baixinho.
John e Sin trocaram olhares preocupados.
− Precisamos leva-lo de volta ao QG.
− Você está ferido!
Ele deu uma risada seca apesar do suor que escorria por sua testa.
− Já estive pior. Vamos.
Ainda preocupada e contraria, ela concordou e aproximou-se de Roy.
− Vem. – ela murmurou baixinho e o puxou. Ainda falando coisas ininteligíveis, Roy a seguiu. De alguma forma, conseguiram entrar no carro com o qual John vinha seguindo Roy e Sin, mesmo sem habilitação, dirigiu pela rota indicada por John.
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O seu olhar se dirigia para as câmeras. Soberano do local onde se encontrava, ali ele não era apenas o rei. Era deus.
Seus dedos sempre trabalhavam rapidamente, a Deep Web era uma casa segura para Noah Kutler, o homem que, no submundo, era conhecido como Calculator.
Durante muito tempo, ele havia perdido contato com a única família que havia possuído. Donna Smoak havia sido seu grande amor por muito tempo. Ele havia se apaixonado perdidamente por aquela mulher de sonhos quebrados que só desejava alcançar o estrelato, mas que havia perdido tudo. Quando a havia engravidado, Noah decidiu que talvez pudesse abandonar aquela vida. Mas aquela vida não o abandonava.
Nessa época, ele, com o nome de Steve Smoak, casou-se com Donna e deu a ela seu sobrenome.
Os inimigos que havia feito ao decorrer dos anos sempre se aproximavam de sua identidade quando ele se estabilizava demais em um único lugar. Portanto, começou a fazer viagens internacionais; passou a não manter uma única identidade.
Ele passou a receber ameaças. Pessoas que se aproximavam e ficavam próximos da sua identidade. Até que um dia, alguém lhe ofereceu uma proposta: R’as Al Ghul, o líder da Liga dos Assassinos o manteria seguro e sua família. Bastava que ele trabalhasse para ele.
E Noah aceitou.
Durante os primeiros anos da infância de Felicity, tudo correu bem. Até que R’as Al Ghul passou a exigir demais. Até que ele estava tão preso nesta vida que não poderia mais sair.
Então, encontrou a única forma que poderia para manter sua família viva sem ameaças: forjar a própria morte. Com a ajuda de Talia, que também queria escapar das amarras do pai opressor, os dois fugiram para longe da Liga dos Assassinos e de todos os perigos que a assomavam. Talia o fez jurar que um dia, quando ela precisasse dele, os dois se reencontrariam e ela tomaria o que era seu por direito. Ele concordou.
Abandonou a própria família para que não se tornassem um alvo.
Não poderia dizer, no entanto, que não gostava daquela vida. Do poder que ela lhe proporcionava.
“Está tudo pronto?”, a mensagem veio pelo ponto em seu ouvido. Digitando mais algumas coisas rapidamente em seu teclado enquanto observava o salão onde acontecia a primeira refeição, Noah respondeu:
“Quase. Esteja em posição, Talia.”
Logo ele estaria livre daquelas amarras finais. E então poderia partir para os seus próprios objetivos e conhecer a filha que nunca havia conhecido. E que havia se tornado tão genial quanto ele.
− Em breve estaremos juntos, minha pequena Fel. – Sorrindo satisfeito, ele observava todos os homens de Talia em posição, prontos para atacar quando o sinal fosse dado.
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A primeira refeição prosseguiu sem mais delongas. Felicity buscava uma oportunidade para colocar o veneno na bebida de R’as Al Ghul, mas ele sempre parecia atento a todos os movimentos de todas as pessoas naquela mesa.
Er-Notur não descolava os olhos de Oliver, fuzilando-o e desejando que ele caísse morto a qualquer momento. Nyssa e Sara pareciam concentradas demais em outras coisas e conversavam entre si.
Finalmente, o momento chegou. Felicity soube que era ele, porque R’as Al Ghul chamou a atenção de todos para si, batendo com o talher de prata em sua própria taça cheia pela metade e depois colocando-a de volta na mesa.
Sim. O momento era aquele.
Ela podia sentir a própria respiração falhar, o sangue pulsando nos ouvidos e as mãos tremerem, mas obrigou-se a permanecer firme, mesmo que sua garganta parecesse ter fechado por conta de uma alergia inexistente.
Precisava ser resiliente. Precisava renunciar a si mesma.
− Queridos amigos e presentes, peço vossa atenção agora. – Todos olharam para o Demônio; Felicity tirou a tampa do frasco do veneno em seu bolso. – Finalmente a minha decisão foi tomada.
Abrindo os braços e chamando a atenção enquanto olhava na direção de todos, R’as Al Ghul começou um grande discurso do qual Felicity pegava apenas pedaços, falando a respeito de sua liderança, de como tantos R’as Al Ghuls existiram antes dele, mas que em algum momento de sua vida, ele sabia que também deveria abrir mão desta posição para que sua linhagem prosperasse.
− Portanto, para que isso se finde, o casamento de minha filha mais nova, Nyssa Al Ghul deve ser realizado.
Er-Notur sorria, vitorioso diante daquela afirmação. Ele estava prestes a pedir a palavra, quando R’as Al Ghul prosseguiu. Nyssa parecia uma estátua diante das palavras proferidas pelo pai. Felicity não viu, mas Sara segurava a mão da outra assassina por baixo da mesa. Uma medida de conforto para ela.
“E eu decidi”, prosseguiu R’as. O momento era aquele. Felicity não podia falhar. O veneno foi rapidamente depositado na bebida de R’as Al Ghul enquanto ele fazia seu discurso inflamado. Ela olhou rapidamente ao redor, o frasco escorregando entre seus dedos trêmulos e caindo no chão.
“Droga! Droga!”, não tinha tempo para retomá-lo. Mais palavras inflamadas de R’as Al Ghul. Um discurso que não parecia ter fim. Ela apenas ouvia o próprio coração batendo violentamente contra o peito.
− .... o duelo entre Al Sah-him e Er-Notur será realizado hoje! Portanto, brindemos a isso! – Ele retomou a taça em suas mãos. Todos se ergueram. As pernas de Felicity pareciam feitas de geleia e o mundo girava ao seu redor. Era agora. Sua vida mudaria. Era agora.
E então, uma grande explosão se fez ouvir e Felicity foi arremessada para trás com tanta força que sua consciência se esvaiu.
E tudo era negro.
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Quando o sinal foi dado pelo Calculator, Talia apertou o botão do controle remoto que tinha consigo, fazendo os explosivos cuidadosamente escondidos no Salão Principal explodir.
Os membros da Liga que endossavam que ela assumisse o poder, começaram a atacar aqueles que não sabiam de nada. Mas havia ainda uma terceira facção, comandada por Nyssa, que já estava a postos pronta para agir e que começou a combatê-los.
Parecidos por conta de suas vestes, o fogo amigo tornou-se algo comum. O barulho de espadas retinia no ar; faíscas de metal contra metal voavam pelo ar.
Sara olhou ao redor buscando Felicity com os olhos, mas não a encontrou. E, lutando ao lado de Nyssa, a procurava. Oliver também havia fugido de sua visão.
Talia, sorrindo confiante diante do acontecido, observava a situação que havia causado. E juntou-se à batalha. Ela mataria seu pai e Nyssa, e conquistaria o que era seu por direito. Ela seria a nova Sra. Al Ghul.
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Oliver, que estava tão próximo da explosão quanto Felicity, sentiu os ouvidos o traírem. Temporariamente surdo e com seu senso de direção um pouco defasado, ele viu o momento em que Er-Notur aproximava-se de Felicity sorrateiramente com uma faca em mãos. Quando ele ergueu-a, pronto para findar com a vida dela, Oliver derrubou um dos membros da Liga que passou desavisado ao seu lado e arremessou a faca certeira naquela direção. Ela afundou na mão de Er-Notur que gritou de dor, buscando o arremessador que o havia ferido.
Quando seu olhar se cruzou com o de Oliver, a fúria o inflamou por dentro.
− Eu devia tê-los matado em sua cidade e jogado seus corpos aos tubarões! – bradou, sacando a espada da cintura e jogando a face que havia perfurado sua mão no chão. – Vou matar você primeiro. E depois essa loirinha irritante!
Mas antes que os dois pudessem cruzar suas espadas, outra explosão aconteceu. E a confusão e o caos se instalaram novamente.
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Sara ainda buscava por Felicity quando a segunda explosão aconteceu. Desavisada a respeito dessa, Sara foi lançada contra uma das pilastras de alabastro da construção e grunhiu de dor, sentindo que seu ombro havia deslocado. Não tinha tempo, no entanto, para se lamentar disso.
Ao seu lado, Nyssa erguia-se com um talho aberto na testa. O sangue escorrendo do supercílio aberto.
− Está bem para lutar, Ta-er al-Sahfer? – Nyssa questionou, fechando um dos olhos para enxergar melhor.
− Meu ombro está deslocado. – ela murmurou. – Mas estou bem.
Nyssa sorriu de canto, tirando as duas cimitarras da cintura. Sara optou por um bastão duplo que se ajustava melhor ao seu estilo de batalha.
− Então vamos. Parece que a festa apenas começou.
Sem ter tempo para sentir dor, Sara se levantou munida do bastão. A dor ficaria para depois que a adrenalina passasse.
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Ainda zonza, Felicity tentou se levantar. Quando o fez, ela escorregou em uma poça que achou ser vinho. Mas ao sentir a viscosidade do líquido, seu estômago embrulhou e ela virou o rosto de lado para vomitar: era sangue.
Para todos os lados que olhava, Felicity via pessoas se matando e sangue escorrendo de lâminas que perfuravam corpos humanos como se fossem feitos de manteiga. Ela não pertencia àquele tipo de lugar.
Ela sequer sabia o que fazer para se esconder. Foi quando sentiu uma lâmina em sua nuca.
− Você vem comigo. – disse a voz desconhecida. – E não tente nenhuma gracinha.
Ela sequer teve tempo para olhar para trás. Mas seu olhar cruzou-se rapidamente com o de Sara, que lutava ao lado de Nyssa para manter-se viva no meio daquela confusão.
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Em algum momento, Nyssa, Oliver e Sara estavam agrupados em um triângulo quase invencível. Todos os membros que tentavam atacá-los eram facilmente abatidos. Nyssa ofereceu o arco pendurado em seu ombro para Oliver e uma aljava de flechas que deixaram o arqueiro mais confortável em sua batalha.
− Conseguiu encontrar Felicity, Sara?! – perguntou. – Er-Notur tentou matá-la, mas eu o impedi.
O ódio frio apossou-se de Sara. Ela sabia que sua amada estava em perigo no meio de toda aquela confusão, tal como Oliver sabia. Ela não era uma combatente e a culpa começava a consumi-lo por tê-la trazido até a ilha.
− Também não consigo encontrar o meu pai! – Nyssa bradou, a respiração pesada por conta das batalhas incessantes.
Os olhos de Sara esquadrinhavam todo o local enquanto ela tentava não tomar nenhum ataque surpresa. Foi quando a viu: o olhar perdido em sua direção. Um sorriso singelo por tê-la visto no meio daquela confusão. O coração de Sara parou de bater por uma fração de segundo antes que ela apontasse a direção para Oliver.
− Ali! Alguém a pegou, Ollie!
Imediatamente, guiado pela voz de Sara, Oliver apontou o arco naquela direção. E atirou.
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A flecha passou zunindo ao lado de sua orelha e o vento causado por ela, levantou seu capuz revelando quem estava por trás dele. Oliver e Nyssa ficaram congelados diante da visão de Talia Al Ghul, a mestra e irmã desaparecida de ambos, respectivamente.
− Você já foi melhor de pontaria, Al Sah-him. – Presunçosa, Talia sorriu, mas a distração custou-lhe caro. Aproveitando-se disso, Felicity reuniu toda sua força e coragem e usou o salto agulha que calçava para dar um pisão no pé de Talia.
A assassina gritou, soltando-a e Felicity correu. Talia tentou alcançá-la, mas Oliver atirou outra flecha em sua direção. Estava prestes a tomar a frente daquele combate, quando Nyssa colocou o braço diante dele.
− Essa batalha é minha. Vá atrás de sua amada, Sara. – falou em tom sério.
Sara encarou-a, um misto de gratidão e preocupação.
− Fique viva, Nyssa. – pediu em uma súplica dolorosa de se ouvir. Nyssa apenas sorriu com o canto da boca. Não lhe respondeu no entanto e partiu para a batalha contra sua irmã enquanto Sara corria na direção em que Felicity havia ido, fugindo da batalha com Oliver em seu encalço.
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Em algum momento enquanto corria em linha reta na direção de Sara, Felicity havia perdido a noção de direção. Isso porque seus proprioceptores, responsáveis pela manutenção do equilíbrio, ainda estavam um pouco avariados por conta das últimas explosões.
Ela olhou ao redor, em busca de Sara e a chamou, mas sua voz era um grito perdido em meio àquela multidão.
− Sara! Sara! – chamou novamente. O Salão Principal estava completamente destruído e muitos membros da Liga estavam feridos ou mortos. Felicity não queria pensar naquilo naquele momento.
− Eu sabia. – Ela ouviu uma voz conhecida atrás de si. – Sempre soube que em algum momento, ela voltaria. E veja o caos que trouxe consigo. Contra sua própria família.
Atrás de si, ela viu R’as Al Ghul coberto de sangue que não era seu. Felicity não foi capaz de encontrar um único ferimento no líder da Liga dos Assassinos. Ela não queria se encontrar com ele naquele momento, não quando seus olhos pareciam sedentos por vingança.
− Claro que ela esperou um momento de fraqueza. Claro que esperou isso para obter seu próprio triunfo. – prosseguiu. Felicity notou então que ele não parecia enxergá-la. Apenas sua sede de vingança, pois saía matando quem quer que se colocasse em seu caminho. Ela engoliu em seco, não enxergando nenhum obstáculo entre eles. – Mas eu mostrarei a ela. Eu sou R’as Al Ghul!
− E você experimentará isso com a lâmina de minha espada. – O sorriso insano a preenchia com medo. Ela sabia que jamais poderia vencê-lo. Sabia disso quando tropeçou e caiu sentada no chão.
− R’as....
− Sei que tentou me matar. Todos já tentaram um dia. – Os olhos dele queimavam com ódio. O fio de sua espada brilhava, escarlate. – Agora é o seu fim.
Felicity engoliu em seco. O canto de um canário preencheu seus ouvidos. O assovio de Sara que a despertava todas as manhãs. Ela se encheu de uma coragem que não possuía e forçou-se a ficar de olhos abertos. Agarrou a areia no chão e lançou contra os olhos de seu algoz. R’as Al Ghul gritou, ao mesmo tempo em que uma flecha assoviou e se encravou em seu ombro.
− FELICITY! – A voz de Oliver cortou o ar. Sentindo o tornozelo arder, ela se afastou de R’as Al Ghul. Sara era um vulto partindo em sua direção.
Foi quando ela o viu por trás de Sara. E seu grito cortou o ar junto dos piados dos corvos. Como uma mortalha que recobre os céus. Como a tempestade que começou a cair sobre suas cabeças.
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− SARA!
O tom alerta na voz de Felicity fez com que Sara se lançasse contra o chão a tempo de evitar o golpe de uma alarbarda que quase a partiu em dois. Com o olhar enlouquecido, Er-Notur lançou golpes perfurantes de pique com a lança que manejava e Sara esquivou-se de todos eles, a dificuldade a assomando por conta do ombro deslocado.
Felicity sentia o desespero tomando conta de si.
De um lado, Oliver lutava contra R’as Al Ghul, fazendo o possível para não perder aquela batalha. Do outro, Sara esquivava-se dos golpes imprecisos e cheios de fúria de Er-Notur. E um pouco adiante, Nyssa lutava contra a própria irmã, as espadas se chocando com tanta força que o barulho do metal raspando contra metal trazia arrepios à sua pele.
Sara finalmente conseguiu pegar um dos pedaços de seu bastão e rebateu o golpe de Er-Notur. Oliver continuava batalhando fortemente contra R’as Al Ghul que parecia mais fraco a cada golpe. A batalha entre Nyssa e Talia permanecia equilibrada.
E a tempestade desaguava sobre eles.
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− Parece que você melhorou suas técnicas desde a última vez, irmãzinha. – Talia soltou uma risada enquanto parecia brincar com Nyssa. A irmã mais nova, no entanto, observava todos os movimentos da irmã mais velha buscando uma brecha entre eles.
“Se o seu inimigo for mais forte do que você, lembre-se de usar a força dele contra ele. Nem sempre essa força será física, Nyssa. Isso é o que você tem de mais precioso.”
Malcolm apontara seu cérebro ao dizer isso. Nyssa resolveu que confiaria nele uma última vez.
− Por que voltou? Estava livre. Papai achou que estivesse morta.
Talia riu novamente.
− Por que voltei? – questionou ela. – Por que voltei?! TUDO nesta ilha pertence a mim! Eu sou a herdeira legítima por ordem de descendência! Não você!
Havia ódio em suas palavras. Ódio lançado contra si.
− Você sempre foi a preterida para isso, Talia. Papai sempre disse.
− Não! – ela bradou, as espadas se cruzando novamente. O lado esquerdo. Havia uma abertura ao lado esquerdo. – Papai sempre disse que você era a melhor! Que seguia seus passos melhor do que eu jamais seguiria! Ele ignoraria o meu direito à sucessão!
Talia atacou com mais força. Nyssa fingiu ceder ao golpe, apoiando-se em um joelho enquanto Talia forçava a própria espada para baixo.
− Mas agora acabou. – Ela sorriu, certa de sua vitória. Cega pelo ódio. – Agora eu tomarei o que é meu por direito.
Nyssa enxergou claramente. Como em todas as vezes que Malcolm havia lhe desarmado no momento de sua raiva. Ela enxergou o ponto frágil de sua irmã e aproveitou o momento para atingi-lo com sua espada. Rápida e letal como seu pai a havia ensinado a ser.
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Oliver girou e deu um chute alto na direção do rosto de R’as. O homem o bloqueou com eficácia, agilmente passando uma rasteira no arqueiro. Quando tentou fincar sua espada contra o coração de Oliver, ele colocou o arco no caminho e começaram a medir forças.
Oliver tinha noção da força de seu oponente. Tinha noção de que ele não havia se tornado R’as Al Ghul à toa.
− Por que tentou matá-la?! – Oliver questionou, os braços tensionando com tamanha força que fazia enquanto sentia a ponta da lâmina em seu peito.
− Ela não é diferente de nenhum de vocês! Todos traidores! – Com os dentes expostos e os olhos injetados de sangue, Oliver teve a certeza de que a traição da filha mais velha o havia enlouquecido. Reunindo suas forças e apostando em uma jogada alta demais, Oliver desviou-se um pouco para o lado, permitindo que a lâmina penetrasse entre suas costelas ao mesmo tempo que usou os pés para impulsionar R’as, lançando-o por cima de seu corpo. E atirou uma flecha contra ele que foi certeira em seu peito.
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Sara afastou a alabarda de Er-Notur o suficiente para conseguir dar uma cambalhota para trás e parar de pé. Seu ombro doía grandemente, e o esforço da batalha contínua estava lhe exaurindo.
− Você estragou tudo! Os meus planos! Os meus ideais! – A fúria era visível no olhar ensandecido de Er-Notur. – Você deveria ter seguido o roteiro, Ta-er al-Sahfer! Deveria ter assassinado Nyssa como eu lhe ordenei!
Girando o corpo, ele pegou impulso para atingi-la com um golpe tão poderoso que a teria cortado no meio se Sara não tivesse reunido as duas partes do bastão em um só. O esforço, no entanto, a fez gritar de dor e deu a abertura que Er-Notur precisava. Ele viu seu ombro ferido e sorriu, triunfante.
O negro explodiu em sua visão quando ele deu uma estocada naquele direção, atingindo-a em cheio.
Seu berro foi um lamúrio tão alto de dor que fez os corvos levantarem voo em plena tempestade.
− Mas agora eu vou me vingar. – ele disse. – Eu vou matar você.
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Inútil. Felicity sentia-se inútil diante daquela situação. Sem saber lutar, não poderia oferecer nenhum suporte à Sara ou a Oliver. Ela observou, desamparada, enquanto as lutas se desenrolavam.
Oliver, ferido no chão, mal parecia conseguir respirar. Ela correu na direção dele e se ajoelhou ao seu lado, segurando sua mão.
− Ollie! Oliver! – ela o chamou. Oliver tinha a aparência de uma aparição, tão pálido estava. – Não morra! Não se atreva a morrer!
Lágrimas teimosas escapavam por seus olhos. Seus óculos haviam se perdido em algum lugar do campo de batalha que a ilha havia se tornado.
− Fel..Felicity... – Oliver cuspiu uma quantidade considerável de sangue, o ferimento latejante entre suas costelas. Será que havia perfurado um pulmão?
− Não se atreva! Você disse! Disse que estaríamos sempre juntos, lembra?!
Oliver sorria para ela, a respiração ruidosa enquanto Felicity o amparava.
− Por favor, Ollie... Ollie...
− Você... me chamou de Ollie... – Seus olhos eram como candeias se apagando em meio à tempestade.
− NÃO MORRA! –gritava, praticamente brigando com ele ao ver que mal respirava.
− Se... se sair de cima...
Dando conta de que cobria o ferimento de Oliver com todo seu peso, Felicity se desculpou. O arqueiro soltou o ar de vez.
− Vou ficar bem. Sara...
Imediatamente Felicity olhou naquela direção. E seu mundo desabou quando o grito de Sara a alcançou.
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Er-Notur girou a lâmina da alabarda no ombro de Sara e gargalhou de maneira estridente. A Canário gritava de dor, tentando a todo custo alcançar as armas que havia largado.
− É o seu fim, entende?! Você está morta. – Puxando a lâmina de vez, ele apoiou o pé sobre o peito de Sara, pressionando-o com tanta força que ela ouviu quando suas costelas se quebraram. Er-Notur girou a alarbarda sobre a cabeça. – MORRA!
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O mundo girou em câmera lenta.
Nyssa estava longe demais. Longe demais para atingir Er-Notur, longe demais para alcançar Sara.
Era assim a morte. A morte em vida. O nome de Sara nunca chegou a escapar de seus lábios, no entanto.
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Amor é sobre amar incondicionalmente acima de todas as coisas. E, às vezes, amamos tanto alguém, que precisamos abrir mão disso. Amamos tanto alguém que nos tornamos resilientes.
Renúncia.
Felicity usou todas as forças que possuía para correr naquele momento. E atirou-se contra Er-Notur, derrubando-o no chão.
Sabendo que ele a mataria.
Renúncia.
Mesmo que fosse à própria vida em prol do outro.
X
Os dois rolaram, penhasco abaixo. Felicity tentava se agarrar às pedras, mas elas estavam escorregadias. Seu corpo batia contra o solo rochoso, ficando ponteado de dores intensas. Ela tentava manter o equilíbrio, mas não conseguia.
Até que finalmente agarrou-se a um pico e parou de cair.
Mas o peso de uma tonelada agarrou-se às suas pernas e ela sentiu as mãos começarem a ceder.
Er notur.
− ME SOLTA! – Felicity gritava, balançando o corpo e tentando derrubar ele.
− DESGRAÇADA! ATRAPALHANDO MEU MOMENTO DE TRIUNFO! EU NÃO VOU MORRER! EU NÃO VOU MORRER!
O medo. Ela sentiu o medo na voz dele. O desespero. E ele se agarrava, levando os dois cada vez mais para baixo.
Para a morte certa abaixo daquele penhasco.
X
A voz dela.
A voz dela a alcançou em seu momento de dor. Torpe, completamente zonza pela perda de sangue e pela dor, a voz de Felicity a alcançou.
E então, correndo na direção do penhasco, Sara se lembrou.
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Oliver estava atordoado pela dor quando Nyssa o amparou de pé.
− Ela... ela caiu. – Seu olhar assustado evidenciava o que havia acontecido enquanto Sara corria naquela direção.
− Não... não. – Os olhos de Oliver se encheram de lágrimas quando o grito de Felicity cortou o ar.
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− VAMOS CAIR OS DOIS ASSIM! – ela bradou, mas Er-Notur estava apavorado e não a largava. As unhas de Felicity agarravam-se com força à rocha e os olhos lacrimejavam pela dor.
Ela não queria condenar aquele homem desesperado. Mas ela também não queria morrer.
Foi naquele momento que ela ouviu a voz de Sara a chamando. Gritando por seu nome. E quando Er-Notur ouviu aquilo também, a ira se acendeu em seu corpo. Mais forte do que o medo de morrer.
− Eu não vou deixar você ter o seu final feliz. – murmurou. Ele impulsionou-se sobre o corpo de Felicity e alcançou uma das bordas das pedras, chutando-a na boca do estômago.
Arregalando os olhos pela força do golpe, os dedos de Felicity cederam nas rochas.
− SARA! – o nome da Canário escapou de seus lábios uma última vez.
E ela mergulhou para a morte. Para um abismo sem fim enquanto as gargalhadas de Er-Notur cortavam o ar, vitorioso por ter ao menos alcançado um de seus objetivos.
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