Wammy's High
14 Yagami Raito
Notas iniciais
Temos certeza que vai compensar a demora, pois teremos muita limonada. :3
SIM, O PRIMEIRO LEMON DESSA BAGAÇA!
L-chan quando chegar nesse capítulo, não morra, por favor, amamos você. Estamos dedicando pra ti. ♥
Edward Akira, seu lindo, obrigada pela recomendação! Fez nossa segunda-feira muito feliz. Esperamos que goste do capítulo. *----*
P.S: Quem não gosta, leia apenas até antes das coisas esquentarem, por que tem informações importantes antes do lemon em si. (Duvido que alguém vá pular, de qualquer forma. U_U).
Perdoem os erros de digitação...
ENJOY!
Saí de casa depois de prometer à minha mãe que não voltaria muito tarde, ela não pareceu muito surpresa de eu ir à casa de um amigo. Mesmo que eu não costumasse fazer isso sempre, se tornou um hábito desde que L e eu nos acertamos. Sempre que eu tinha um tempo livre à tarde ou à noite, ia visitá-lo. Às vezes assistíamos algum filme, com L sempre comendo toneladas de doce, às vezes ficávamos lendo juntos cada um numa ponta do sofá debaixo de um cobertor, com um L bebendo café cheio de açúcar como sempre, ou ficávamos apenas conversando e trocando carinhos.
Bom, foi assim até o inicio das provas, nessa segunda. As avaliações haviam terminado hoje e posso dizer que essa foi uma semana bem cansativa, e por causa de tanta coisa pra estudar, mal tive tempo de conversar direito com Lawliet, que também estava bem ocupado. Tudo parecia perfeito, mas depois pude ver como nosso relacionamento era complicado. Tínhamos que ser bem discretos, principalmente na escola.
Andei até o ponto de ônibus, agradecendo por não ter que esperar muito tempo. Achei um lugar vago perto da janela e me sentei.
Era ótimo ter a companhia do L, e quanto a Beyond, ele estranhou minhas idas até sua casa no início, mas como ele mal ficava em casa, fez pouco caso. Isso também ajudava no ponto de termos tempo pra ficarmos sozinhos, apenas eu e Lawliet. Embora isso tudo fosse excelente, bem... Eu queria mais.
Balancei a cabeça, tentando não pensar muito nisso. Era final de tarde e algumas nuvens escuras começavam a aparecer no céu. Parecia que ia chover, e me arrependi de não ter pego um guarda-chuva.
Meu celular vibrou e vi que era uma mensagem da Misa, cheia de coraçõezinhos, me desejando boa tarde. Revirei os olhos. Aquela garota não me deixava em paz nunca. Conseguiu até me fazer participar daquela estúpida peça na gincana da escola, mas foi até um pouco divertido no fim das contas.
Beyond pareceu gostar muito de seu papel de mordomo assassino... Por que será? Foi bem aceito pelo público o fato dele ter se apresentado comendo geleia, o Mello como um detetive chocólatra também. “Se to nessa palhaçada o mínimo que podem fazer é me deixar comer meu precioso chocolate” o detetive mal encarado disse.
Misa já é normalmente bem dramática, o que lhe favoreceu muito no papel da mocinha, fingindo choros altos e escandalosos fazendo a plateia ir à loucura. Matsuda não pareceu muito feliz com seu papel de vítima, sendo ''assassinado'' pelo Beyond logo no inicio da peça. Mas ele não reclamou para não chatear a Misa. Não tenho certeza se ela não sabe ou finge que não vê que ele é completamente apaixonado por ela.
Ainda acho que esse negócio de teatro foi a coisa mais embaraçosa que eu já fiz naquela escola. A peça em si tinha sido horrível, não tinha nenhum mistério, os efeitos estavam terríveis, mas o pessoal adorou por uma razão medonha. Talvez seja por que foi algo tão ridículo que virou uma comédia e não um mistério.
Matt Jeevas do primeiro ano, que tinha sido arrastado por Mello pra ficar ao menos bastidores, fazia a neve cair na hora errada. Eu improvisei muito já que não tive tempo de aprender as falas, às vezes Mello ficava todo perdido com os acontecimentos e B sumia do nada e também aparecia do nada já recitando sua fala.
Lawliet ficou muito divertido ao me ver de Lorde Klaus, disse que combinou comigo, e se divertiu muito com a idiotice daquela história e com a atuação amadora. Foi um grande mico, calouros riram de mim, veteranos riram de mim, professores riram de mim, mas não me arrependia. Foi por causa disso que agora eu e L estamos juntos.
Desci no ponto de ônibus que ficava em frente à casa dos Ryuuzaki. Ainda bem que é só atravessar a rua, por que já tinha começado a chover. Quando ia tocar a campainha, a porta se abriu de repente. Era Beyond, que parecia estar de saída.
– Yagami? Veio procurar o L? — Ele perguntou, me deixando entrar e olhando curioso.
– Sim, eu avisei a ele que viria. – Acho que ele já suspeitava de algo, Beyond é muito esperto, ao contrário do que muitos pensam. Tirei meus sapatos, deixando-os ali no lugar apropriado.
– Sei. Ele está lá em cima, no terraço. Estava bem pensativo, parecia preocupado com alguma coisa. Bom, você vai encontrar a escada depois de uma porta no final do corredor.
– Ah, obrigado. — Ele ainda estava lá com essa chuva? Estranho. — Você estava de saída? Devia levar um guarda-chuva, está chovendo pra caramba.
– Eu não me importo. — Falou, abrindo aquele sorriso sádico que ele tem. — Até mais, Yagami. — Acenou com a cabeça, saindo e fechando a porta.
Subi as escadas até o andar de cima, passando pelas portas fechadas, reconhecendo a do quarto de Beyond e do quarto do L, de quando estive ali da última vez. Abri a ultima porta, revelando a escada e subindo. Podia ouvir o barulho da chuva. Lá em cima, o céu já começava a escurecer, anunciando o fim daquela tarde.
Lawliet estava em pé de costas pra mim, quase no fim do terraço. Gritei seu nome, mas ele não pareceu ouvir. O barulho da chuva não devia deixar. Suspirei e entrei na chuva, andando rápido até onde ele estava. Segurei seu braço, virando-o de frente pra mim.
– Raito-kun! — Ele falou, surpreso. — Desculpe, não vi que você tinha chegado.
– Você está bem? Vai acabar ficando doente! — Segurei em seus ombros, olhando em seus olhos. Gotas de chuva escoriam pelo seu cabelo e rosto. As roupas já estavam encharcadas. — O que está fazendo aqui?
– Eu estava pensando... — Ele hesitou.
– Pensando...? Tem alguma coisa errada? — Perguntei, franzindo as sobrancelhas. — Era sobre... Sobre a gente?
Ele me olhou por um momento, estudando meus olhos.
– De certa forma sim. Eu estava pensando em como contar isso ao Watari.
O frio da chuva me incomodava e eu já estava totalmente ensopado. Mas não me importei com isso agora. Afinal, do que ele estava falando?
– O Mr. Wammy? Porque? — Pisquei. Eu não conseguia entender o que isso tinha haver.
– Ah, é claro. Havia esquecido que você não sabia... Watari quem me criou, Raito-kun. Ele é meu pai adotivo e de Beyond. — Ele falou sorrindo.
Certo... Eu realmente não sabia disso. Mas agora que ele falou, muita coisa fez sentido. Como o fato do Mr. Wammy se importar tanto com a vida do Beyond.
– Quase ninguém sabe disso. Nenhum de nós gosta muito de expor nossas vidas. Por isso também pedi que não revelasse meu nome a ninguém. Watari nos adotou quando eu ainda era criança e Beyond um bebê. Nosso pai havia morrido deixando minha mãe grávida do B, e ela morreu no parto dele. — Ele continuou. — Nossa única parenta era nossa tia-avó, Gertrude, mas ela não podia, e talvez também não quisesse cuidar de duas crianças. Então nos colocou num orfanato, que um amigo dela financiava.
– Era o Mr. Wammy? — Eu já sabia que ele financiava vários orfanatos pelo mundo. Por isso que ele sempre viajava bastante, e quase nunca estava na escola.
– Sim, Watari ficou sabendo que a amiga tinha colocado os sobrinhos lá, e foi nos ver. Ele diz que se encantou com a gente a primeira vista, e resolveu nos adotar. Ele foi um ótimo pai, mesmo tendo que viajar tanto, tentava sempre estar presente em nossas vidas.
– Nossa, eu não fazia ideia disso. Sempre me perguntava qual seria sua história, já que você sempre foi tão misterioso. Fico feliz por ter me contado. — Segurei em sua mão.
– Agora entende por que a opinião dele é tão importante para mim, e por isso eu estou preocupado. Não sei como ele poderia reagir. — Ele levou a outra mão à boca, mordendo o polegar.
– Não se preocupe com isso, L. Mr. Wammy é uma das melhores pessoas que eu já conheci. Tenho certeza que ele vai entender, e que não vai nos julgar. E nem muito menos afastaria você da escola por isso. Não fique tão preocupado agora.
– Espero que você esteja certo. Obrigado. — Ele disse, colocando as mãos no meu rosto. — Raito-kun.
E me beijou, colando meu corpo ao dele. Retribuí, sentindo sua língua adentrando em minha boca, brigando por dominância. Fazia dias que não nos beijávamos assim, sem medo de alguém aparecer. Era bom não ter pressa e insegurança, como era quando nos encontrávamos em outros momentos. Deslizei minha mão por seu abdômen, vendo-o arfar. E então senti sua boca no meu pescoço, mordendo de leve, e passando a língua em seguida. Tremi com esse ato, o que ele interpretou errado.
– Droga, esqueci totalmente da chuva. — Ele falou, se separando totalmente de mim. — Vou acabar fazendo você ficar doente. Venha, vamos entrar.
Acabou me puxando de volta à parte coberta, com nossos passos fazendo barulho ao pisar nas poças que haviam se formado. Descemos as escadas, mas ele parou ali, procurando algo dentro de um armário que eu não havia notado. Tirou duas toalhas de dentro. E me entregou uma.
– Melhor se secar aqui, assim nós não molharemos muito o resto da casa. — Ele disse.
Me sentei nos degraus da escada, observando-o colocar a toalha sobre a própria cabeça.
Ainda não havia pensado nessa parte também. Não sei como minha família iria reagir quando eu contasse que namorava um professor. E a situação de L era ainda pior. Espero mesmo que o Mr. Wammy não tenha uma reação ruim sobre o assunto. Depois de ver como Lawliet se importava com a opinião dele, não sei o que aconteceria de o diretor fosse contra.
Minha distração só se dissipou quando senti algo macio tocar em meus pés. Vi então que Lawliet havia se ajoelhado na minha frente e enxugava meus pés com sua toalha.
– Desculpe por fazer você se molhar. – Ele falou baixo.
– Não tem problema. – Respondi no mesmo tom.
– Vou enxugá-lo. – Sorriu, me olhando de baixo.
Retribuí o sorriso, e levei a toalha que ele havia me dado, esquecida até então, até seus cabelos que ainda pingavam, secando-os de leve. Então L levantou a cabeça e me encarou.
Por um segundo, tudo o que se podia ouvir era o silêncio e a chuva, agora bem mais forte, batendo nas janelas.
Toquei seu rosto, afastando os cabelos de seus olhos, que ainda me fitavam com intensidade. Ele colocou sua mão sobre a minha, se aproximando mais, seus olhos vacilando entre os meus e minha boca. Estávamos bem próximos agora, poucos centímetros nos separavam. Tocou minha bochecha, deslizando os dedos até meus lábios, levando a mão logo em seguida até meu pescoço. Me puxou, selando nossos lábios por fim.
Nossas línguas se envolviam lascivamente, apagando da minha mente qualquer pensamento e problema que eu tinha refletido antes. Envolvi meus braços em seu pescoço, puxando-o mais pra perto, fazendo-o ficar praticamente no meio das minhas pernas. Ele puxou levemente o meu cabelo, que ainda estava úmido, segurando minha nuca com posse, enquanto meu tronco se unia ao dele, fazendo-me sentir a umidade de seu corpo que agora estava colado ao meu.
Sua camisa branca estava grudada ao corpo, fazendo-me ver sua pele pálida por trás da roupa. Senti meu corpo ter um espasmo quando ele mordeu meus lábios enquanto respirava com dificuldade.
Aquele era o meu desejo, mesmo negando pra mim mesmo por um tempo, eu tinha certeza que era verdade. Ter L me beijando daquela forma, ter seu corpo unido ao meu em êxtase, olhando pra mim com amabilidade e ância em seus olhos escuros.
Explorei seu tronco com as mãos, cravando as unhas em suas costas, enquanto ele massageava lentamente meu abdômen com a ponta dos dedos com gentileza, causando-me arrepios. Embora chovesse, pude sentir meu corpo incendiar no contato de sua epiderme igualmente febril. Levei minhas mãos até seu peito, e prendi seu mamilo com meus dedos, mesmo por cima da roupa.
Lawliet arfou com minha provocação, me puxando e jogando contra a parede com avidez, nos colocando de pé, pressionando seu corpo contra o meu, no momento em que eu mantinha meus dedos a fisgar seu mamilo rosado, desta vez adentrando minha mão em sua roupa, instigando sua pele diretamente. Ele mordia meu pescoço usando mais força, abafando seus gemidos leves, que me roubavam sorrisos de satisfação.
Mudei nossas posições, dominando-o e prendendo-o entre a divisória e meu corpo, que roçava no dele com voracidade. Tirei sua camisa branca, jogando-a para o lado, tocando suas costas desnudas, enquanto eu o beijava com ímpeto, envolvendo nossas línguas. Fechei meus olhos, podendo sentir suas mãos tocando minha intimidade, e não demorando a abrir meu cinto.
Aquela era primeira vez que nós tocávamos assim. Em outros momentos já havíamos trocado caricias mais intensas, mas não tanto como aquelas.
Mesmo com os paladares cerrados, seus dedos furtivos me faziam gemer com discrição enquanto tocavam meu membro que dava seus primeiros sinais de ereção. Ele retirou minha camisa preta quando nos separamos. Desta forma, consegui sentir seu tórax junto ao meu, pela forma como meus braços envolviam sua cintura e pescoço em um abraço lascivo onde ele passava a língua sobre meu queixo e o mordia com leveza.
L me guiou até a porta, ainda encostando seu corpo no meu. Sem demora estávamos no corredor e ele abria meu zíper, tocando meu membro sobre a cueca branca e molhada, esfregando seus dedos com rapidez sobre o contorno da extensão de minha erétil virilidade fazendo-me gemer roucamente. Toquei o seu também, sentindo seu corpo ter um espasmo enquanto seus lábios entreabertos ficavam a poucos centímetros dos meus. Eu precisava mordê-los e assim o fiz, puxando-os levemente entre meus dentes.
Separou-se de mim arfando, e logo se ajoelhou no chão, me olhando de baixo. Aquilo era um pouco de mais para alguém que estava excitado como eu naquele instante, mas ele deu início a lambidas em minha barriga, me fazendo suspirar pesadamente com a visão. Seus beijos e chupões foram até meu peitoral, então abocanhou meu mamilo direito por fim, enquanto acariciava o esquerdo entre seus dedos ágeis.
– Ryuuzaki... – Sussurrei com os olhos fechados quando ele segurou meu membro, dessa vez por dentro da roupa íntima.
Apenas sorriu enquanto mantinha sua boca sobre meu peito, chupando meu mamilo, e começou a me masturbar, eu gemi mais alto, já que não tinha nada a temer, por estarmos sozinhos. Suspirava pesadamente, enquanto meus quadris movimentavam-se de acordo com seu mover de mãos. Puxei-o para cima, fazendo-o parar e me olhar confuso.
– Tudo bem... – Sussurrei com meus lábios quase colados aos seus. O prendi contra a parede novamente, sorrindo. – Só quero... — Toquei seus lábios com o polegar e não terminei a frase.
Eu queria beijá-lo, apenas isso, era o que eu mais queria no mundo naquele instante. Encostei minha testa à dele, olhando em seus olhos. Ele sorria de forma adorável enquanto me fitava também. Acabei beijando-o com amabilidade, levando minhas mãos à barra de sua calça, fazendo-a descer até seus pés rapidamente enquanto a tirava com agilidade.
Ele riu entre o beijo e separou-nos, fez o mesmo com a minha calça, deixando-nos apenas com as roupas íntimas as quais expunham os falos eretos. Colou nossos quadris, encostando sua ereção na minha, esfregando-as. Ele suspirou alto e eu abafei um gemido em seus lábios.
Envolvi sua língua com a minha com glutonia enquanto voltava minhas mãos a seu membro, por dentro da ultima peça de roupa que lhe vestia, apertando-o, fazendo-lhe movimentos de sobe e desce, ocasionando-lhe gemidos abafados por meu pescoço, onde ele agora mordia. Ele invadiu meu membro com suas mãos também, fazendo o mesmo, na hora em que mordiscou meu lábio inferior.
Sem nos separarmos ou mesmo pararmos, ele guiou-me até uma porta que ficava logo frente a do quarto de Beyond, abrindo sua maçaneta com a mão livre. Ele empurrou a porta com o pé e caminhamos até a cama de lençóis claros com urgência, caí sobre ela com o corpo de Lawliet sobre o meu. Ele prendeu meus braços, sorrindo de forma travessa. Mordeu meu mamilo fazendo-me entreabrir meus lábios de olhos fechados, fez uma trilha de beijos até meu pescoço.
– Amo seu cheiro, Raito-kun. – Ele sussurrou roucamente próximo ao meu ouvido, dando uma mordida em seguida. Aquilo me deixou inteiramente arrepiado.
Colou nossos quadris e esfregou nossas ereções enquanto mordia meu pescoço e mantinha minhas mãos presas. Ele gemia roucamente sobre minha pele e eu respirava pesadamente com os lábios semicerrados. Movimentou-se com rapidez em vai e vem, atritando seu corpo no meu, mordendo os lábios, eu sorria enquanto suspirava olhando-o.
Guiou-me até a beira da cama, onde fiquei sentado, finalmente retirou minha roupa íntima. Acho que fiquei ainda mais corado, por que... Bom, eu estava completamente exposto visualmente pra ele, mas esse sentimento foi embora quando senti sua língua acariciar a base do meu membro. Arfei, enquanto mordia meus lábios segurando nas cobertas.
Ele lambeu lentamente até a ponta, me olhando de baixo, era uma visão degradante para minha racionalidade, eu estava prestes a enlouquecer com aquela cara de cachorrinho sem dono pedindo para ser levado para casa que ele fazia enquanto passava a chupar a ponta do meu pênis. Pude sentir minha ereção pulsar em sua boca, meu corpo entrava em chamas a cada mover de sua língua, que gradativamente envolvia mais o meu membro com seus lábios.
Tomou completa posse de meu membro, sua língua quente e úmida me fazia delirar enquanto acariciava minha pele com uma sutileza cheia de gula, eu mantive meus olhos fechados, já meus quadris movimentavam-se automaticamente, dando estocadas leves em sua boca. Não conseguia conter os gemidos apenas mordendo meu lábio inferior, e minhas mãos estavam ocupadas segurando nas cobertas.
Não sou nenhum puritano, então não posso fingir que nunca me imaginei assim com ele, mas nunca achei que essas fantasias pudessem acontecer da forma como estavam acontecendo. O simples ato de pensar já estava se tornando bastante difícil e logo pude sentir um conhecido arrepio pelo meu corpo.
– Lawliet... – Sussurrei entre um gemido. – Por favor...
O puxei para cima de mim, parando o que ele fazia, eu não queria ejacular ainda. Ele sorriu, me fitando, envolvendo os braços na minha cintura, colando nossos corpos. Pude sentir seu falo ereto, quente e molhado, embora vestido, bem próximo do meu, que apesar das provocações dele ainda estava intacto, sem embargo do pré-gozo que começava a ser liberado. Alcançou meus lábios novamente, passando as mãos pelas minhas bochechas. Seu rosto estava apenas a alguns centímetros de distância, os lábios entreabertos muito avermelhados, os cabelos bagunçados e ainda úmidos, e os olhos escuros fixados nos meus.
– Raito-kun... Eu devo...? – Ele perguntou sugestivamente com os lábios quase colados nos meus. Sua voz estava mais rouca, em um tom que nunca escutei antes, mas que me fazia ter arrepios e ainda mais certeza de que queria aquilo. Já não conseguia mais esperar também.
Não respondi. Apenas peguei sua mão direita que ainda estava pousada no minha face e levei seus dedos à minha boca, umedecendo-os. Ele arfou com minha ação, e por um momento fiquei constrangido, mas não parei o que estava fazendo. Passei minha língua lentamente por seus dedos e em seguida os levei até minha entrada.
Fechei os olhos, suspirando baixo. Introduzi o primeiro dedo, movimentando-o dentro de mim com a ajuda de Lawliet. Eu suspirei pesadamente enquanto ele me olhava apreensivo ao introduzir o segundo.
– Raito-kun... – Sussurrou. – Melhor trocarmos, vai doer...
– Não... – Dei um selinho em seus lábios, prendendo uma mexa de seu cabelo com a mão livre. – Eu gosto da dor...
Ele estremeceu um pouco, mas eu falava sério, não era tão desagradável mesmo, já senti coisas piores na minha vida. E também... Seria com ele. Levei a mão até a barra da sua cueca, fazendo-a descer lentamente, revelando sua ereção que era praticamente do tamanho da minha. Eu abri minhas pernas, para ele se posicionar melhor. Já estava mais acostumado com a sensação, que já não era mais de dor, era até aprazível. Foi aí que ele retirou os dedos e encostou a ponta do membro ali.
Acabou me abraçando, encostando a testa na minha, me olhando nos olhos. Ele começou uma penetração lenta e gradativa, cerrei as pálpebras dando um leve gemido, mordendo meus lábios. Quando se introduziu por completo, ficou um momento parado para que eu me adaptasse melhor, embora já estive me preparado com seus dedos e minha saliva. Movi meu quadril lentamente, fazendo-o gemer.
– Raito-kun... – Ele sussurrou meu nome.
Prendeu minha ereção com sua mão, e começou a me estocar no ritmo que movimentava meu pênis entre seus dedos. Eu gemi roucamente cravando minhas unhas em suas costas, sorrindo. Passei minhas mãos por sua nuca, em seguida descendo por seu dorso nu, eu queria sentir cada centímetro do corpo dele. Pousei uma mão nos cabelos molhados de Lawliet, puxando-os levemente.
O cabelo dele era macio e tinha um odor agradável, eu adorava isso, mordi seu queixo olhando seu semblante. Ele gemia em um tom mais elevado, com seus olhos fechados, e lábios entreabertos, aquilo era de mais pra mim. Eu podia sentir meu membro pulsar mais ainda em sua mão, de tamanha excitação apenas em olhar suas expressões de prazer.
Lawliet passou a atritar nossos corpos com mais agilidade, indo cada vez mais fundo dentro de mim, e acabou tocando meu ponto sensível, me fazendo fechar os olhos e gemer mais alto. Ele continuou repetindo a ação a cada estocada. Seus lábios estavam explorando meu pescoço e uma das mãos segurava minhas nádegas com posse, ajudando meu corpo a se mover embaixo do seu.
Ele segurava minha glande e a esfregava usando apenas dois dedos, me fazendo suspirar, mordeu minha orelha, causando-me um arrepio. Levei minhas mãos até suas coxas, apalpando-as levemente. Ele segurou meu pescoço com uma mão e manteve a outra em meu baixo ventre, usando mais força e agilidade ali fazendo movimentos de sobe e desce, fazendo o mesmo nas estocadas. Senti o arrepio vir por meu corpo, o dele também estremecia sobre mim, apertei sua bunda, tateando-a. Mantive uma mão ali e com a outra toquei seu rosto, enquanto ele me fitava já com gotículas de suor em seu rosto vermelho e febril. Nossos movimentos não cessaram e eu podia sentir meu corpo em chamas, apenas olhei em seus olhos, encostando meus lábios nos seus, dando uma leve mordida.
– Diga... Meu nome... – Sussurrei com dificuldade, entreposto a gemidos.
– Raito-kun... – Ele sussurrou próximo ao meu ouvido. – Raito-kun... – Continuou chamando enquanto se movia com mais aceleração e força. – Raito-kun... Raito-kun...
E assim, com ele gemendo meu nome repetidas vezes, meu corpo chegou ao limite. Desfiz-me em sua mão, sujando a ambos os abdomens. A sensação por um segundo foi de um torpor incrível, um alívio prazeroso. Logo depois pude senti-lo libera-se também, dentro de mim, com um gemido rouco.
Seu corpo caiu completamente sobre o meu, e seu rosto perdeu-se na curva do meu pescoço, enquanto tentávamos normalizar a respiração. Envolvi seu tronco com meus braços, cheirando seu cabelo, desta maneira, abracei-o forte, em silêncio. Ele saiu de cima de mim, deitando bem ao meu lado, encostando a cabeça em meu ombro, olhando em meus olhos. Tocou meu rosto, e com sutileza uniu nossos lábios em um selinho demorado. Aconcheguei ele em meus braços, e assim, fechei meus olhos, já pesados.
Despertei, piscando algumas vezes, desta forma, suspirei pesadamente. Olhei em volta, eu estava sozinho na cama, enrolado com o lençol branco, e nem sinal de Lawliet. Ouvi passos vindo do corredor, e a porta se abriu, mostrando um L de calça de moletom cinza e com um prato com uma fatia de bolo de morango e garfo em mãos. Ele sorriu pra mim, e caminhou até a cama, sentando-se perto.
– Bolo? – Me apontou o garfo sugestivamente, com seus olhos arregalados de sempre.
Acenei de maneira positiva com a cabeça, sorrindo. Sentei na cama, me recostado à cabaceira, ele se aproximou ainda mais, me deu o pedaço na boca com um ar divertido. Encostou-se ao meu lado, me olhando.
– Por quanto tempo dormi? – Dei um suspiro longo. Havia ainda barulho de chuva lá fora, e se fosse muito tarde, minha mãe já estaria bem preocupada.
– Não muito, ainda são oito e meia. – Sorriu, acariciando meu cabelo. Chegou perto do meu rosto, passando a língua no conta da minha boca. – Estava sujo.
– Obrigado. – Corei.
Foi justamente naquele momento que me toquei que eu estava nu, apenas enrolado com um lençol, na cama do Lawliet, sentando lá com ele, que me encarava naturalmente. Ele já tinha visto muito de mim, então não tinha problema, mas eu estava envergonhado pela situação em si, na verdade.
– Você está bem? – Perguntou com um ar preocupado, colocando o bolo sobre o criado-mudo.
– Sim, sim. – Eu estava mesmo, só um pouco doído, mas lidaria bem com isso.
– Já tinha feito isso antes? – Soou mais como um sussurro ao pé do meu ouvido, segurando minha mão.
– Não com um homem... – Respondi em mesma sonoridade, fitando-o. – Você sabe, namorei Misa no segundo ano e tudo mais...
– Sim, eu entendo. — Disse com um sorriso torto.
– E... Quanto a você?
– O mesmo, nunca com um homem. – Falou de maneira espontânea.
– Alguma namorada?
– Não, apenas uma amiga colorida da faculdade, era algo bem casual. Faz três anos que não a vejo. Da ultima vez que a encontrei, ela estava namorando um policial americano bonitão, sabe, desses de filmes. Faz bem o estilo dela. – Falou divertido.
– Ah, sei. – Ri olhando-o. Me deitei, puxando-o pra cima de mim, sorrindo. – Foi bom pra você? – Sussurrei com meus lábios quase selados aos dele.
– Foi incrível. – Acariciou minha bochecha, extinguindo perfeitamente todo o espaço que separava nossas bocas, mas sem intensificar o beijo. – E quanto a você? Fui muito rude?
– Não, foi ótimo. – Encostei meu nariz ao seu, enquanto minhas mãos percorriam suas costas. – Você foi gentil.
– Podia estar sendo sua primeira vez...
– Eu sei, e meio que tecnicamente foi, na verdade...
– Como assim?
– Cara... Era a Misa. Não era como se eu gostasse dela ou algo do tipo, e ela é bem maluca. Serviu apenas pra me perseguir ainda mais.
– É, imagino. Isso explica muita coisa agora. – Falou pensativo.
– Tipo...?
– Tipo o fanclube, ou o santuário que ela fez pra você, onde deveria ser uma capa do fichário.
– Pera, capa do fichário? – Arregalei os olhos, enquanto ele riu.
– Sim, mas isso é uma outra história. – Ele levantou, voltando-se para seu bolo novamente. Encostei minha cabeça no travesseiro, e vi no relógio de seu criado-mudo. Me toquei em relação à hora, iria ficar muito tarde pra eu ir pra casa se não me apressasse.
– Preciso ir... – Pensei alto, já saindo da cama e ficando de pé com o cobertor em volta da cintura. – Disse à minha mãe que não voltaria tarde.
Lawliet me olhou, com o garfo na boca.
– Você deveria ficar... Dormir aqui. Não quero que você vá.
Aquele pedido seria até romântico, se não fosse tão cômico o fato dele estar com um garfo na boca.
– Ligue pra ela, avise que vai dormir aqui. – Sugeriu, levantando-se colocando o prato vazio no criado-mudo novamente, e me entregando o telefone que estava lá.
Disquei o número e andei até a janela, observando a rua vazia e ouvindo o som de chamada do telefone. Gostas de chuva escorriam sem parar pelo vidro e parecia que não iam cessar tão cedo.
– Alô? – Ouvi a voz doce e interrogativa da minha mãe do outro lado.
– Mãe, sou eu. Só estou ligando pra avisar que vou passar a noite aqui na casa do meu amigo. – Falei de forma bem natural. – A senhora compreende, não é? Essa chuva não passa...
– Ah, tudo bem. Amanha você não tem aula mesmo, e sair nessa chuva poderia deixar você doente.
Senti braços envolvendo meu corpo. Lawliet pousou sua cabeça no meu ombro, esfregando o nariz na minha pele.
– Tem certeza que seu amigo não se importa, querido? – Ela perguntou.
Lawliet beijou meu pescoço naquele momento.
– Ah, sim, tenho certeza mãe. – Falei sorrindo. – Boa noite.
Desliguei o telefone, e me virei de frente para L, sem sair de seu abraço.
– O que ela disse? – Ele perguntou, me puxando para mais perto.
– Que está tudo bem. – Repousei as mãos em seus ombros. – Hum, acho que eu preciso de um banho. – Falei sorridente com meu nariz colado ao seu.
– Sem problemas. – Disse me dando um selinho demorado. Ele segurou minha mão, e sorriu malicioso, me puxando até a porta. – Então, vamos.
*Extra: Beyond Birthday.
Pulei pela janela do meu quarto, todo encharcado. Não tinham nada pra mim naquele dia, mas a culpa era minha por não atender telefonemas, eles tinham ligado avisando que estava tudo tranquilo. Eu iria apenas trocar de roupas e ir pro bar, mas ouvi um barulho esquisito vindo do quarto da frente.
Abri a porta e me deparei com roupas molhadas como um rastro vindo da direção que dava para o terraço, e gemidos vindos do quarto do meu irmão, que estava com a porta fechada apenas com uma pequena brecha aberta. Arregalei os olhos... Ok, meu irmão e uma pessoa ali. E a única pessoa que estava na casa era o Yagami. São gemidos de homem... E cara, as roupas masculinas também pelo chão.
Definitivamente cheguei em péssima hora. Me pergunto quem estava comendo quem, mas pelos barulhos esquisitos e constrangedores, aposto que era o Yagami que estava sendo a mocinha. Eu tiraria o chapéu pro meu irmão se eu estivesse usando um, afinal ele conseguiu em algumas semanas o que garotas do colégio tentam há anos. Eu já suspeitava deles terem algo, tava mais do que na cara. Foi uma pena que ter tido a certeza de uma maneira tão... Direta.
Da mesma forma que entrei, eu simplesmente pulei pela janela, e caminhei pela rua molhada com pingos de chuva me molhando mais ainda. Eu precisava seriamente beber.
Notas finais
Digam pelo amor de Deus o que acharam desse lemon, por que foi super difícil escrever ele. E tipo, se ficou ruim, podem dizer também e tal. (E pra quem não gosta do Raito Uke, é só a primeira, ok? Logo teremos ele seme também. xD )
Comentem! Até o próximo. :*
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