Wammy's High
6 Mihael Keehl
Notas iniciais
Algum erro, por favor desculpem, afinal já está meio tarde.
Enjoy!!! *-------*
Só podia ser brincadeira! Yagami Raito FANCLUB?! Tudo bem que ele é um cara popular na escola, mas ter o próprio fanclub já é surreal demais! Olhei de volta para Beyond e depois para o ruivo retardado do Matt. Eles pareciam tão surpresos quanto eu ao ver tais letras piscando em neon.
- Bom, não podemos ficar parados aqui a noite toda, não é? Vamos entregar logo isso e ir embora. – Eu falei enquanto ia em direção ao porta-malas do carro.
Matt me seguiu enquanto B continuou parado ali, apenas olhando. Tentei abrir o porta-malas maldito sem muita gentileza, e ele não quis me obedecer. Tentei mais uma vez, usando até o pé, o desgraçado nada de abrir. PORRA! O carro desgraçado tinha até aderido à personalidade da dona em foder com a minha vida.
– Deixa eu tentar. – Matt retardado tomou a frente com um ar altivo, como se fizesse aquilo todo dia, jogou o resto do cigarro no chão, tomando pose de homem. Não pude conter o riso ao fracasso do ruivo, que foi pior que o meu, já que ele puxou tanto que caiu, e o porta-malas NADA!
– Saim da frente... – B suspirou passando por nós. Ele apenas tocou no carro e o troço abriu. Sério... Aquele era mesmo o carro da Wedy tarada. Foi só o B tocar e o negocio se abriu. Matt estava com cara de babaca, mais evidente do que ele já tinha, não vou mentir que também estava em choque.
Tiramos os fardos de refrigerante, e colocamos na calçada. Acabei olhando em volta, a galera da escola estava lá em peso. É muita falta do que fazer mesmo... Sério, se só tiver refrigerante aqui, tenho certeza que esta festa deve estar um lixo. Entramos no galpão, procurando onde estavam servindo as bebidas, enquanto arrastávamos as pequenas cargas, até o Beyond estava ajudando.
Alguns caras também auxiliaram, afinal eram eles que iam beber, não estavam fazendo mais que sua obrigação. Em alguns minutos estávamos acabados, tanto nós quanto os refrigerantes. Me joguei em uma cadeira, pegando uma das latinhas e a abri. Que foi? Ficar carregando caixas cansa.
– Pronto. Já descarregamos tudo. Agora temos que achar aquele imbecil do Mikame e pegar a grana. – Eu falei enquanto tomava um gole. Me levantei. – Vamos procurá-lo.
Caminhamos no meio das pessoas procurando a little bitch do Yagami, vulgo Mikame Teru. Isso já tava me estressando. Onde diabos esse cara se meteu? Como ele pode encomendar uma coisa e depois sumir na hora de pagar? Nunca ia imaginar que ele era tão caloteiro, sempre tentando parecer todo correto.
Peguei uma barra de chocolate que tinha no bolso do meu casaco e comecei a comer pra ver se me acalmava. Matt tomou minha frente, aquele cretino, só por que tem uma bunda gostosa pensa que pode simplesmente se intrometer no meio das pessoas assim... PERAÍ! BUNDA GOSTOSA? Acorda, Mello! É do namoradinho do Near que você está falando!
Chutei a perna dele, fazendo-o cair no meio de todo mundo, fazendo ser criada uma enorme trilha de risos, eu também gargalhei alto segurando a minha amada barra de chocolate nas mãos, enquanto ele se recompunha. Tomei a frente de novo, olhando pro ruivo com um ar de deboche.
– Escuta Beyond, você... Beyond?? – Me virei pra falar com ele, mas ele não estava mais lá. Vi apenas o Matt me seguindo. – Cadê ele?
– Não sei, tava seguindo a gente há um minuto. – Disse o ruivo parecendo confuso também com o desaparecimento repentino do Olheiras II.
– Ótimo! – Falei revirando os olhos. — Só espero que ele apareça logo, ou vou embora sem ele. – Provavelmente ele iria dar o jeito dele de voltar pra casa.
– Nossa, praticamente a escola toda ta aqui. Como não ouvimos falar sobre isso? Olha só! Tem até gente da nossa sala aqui. – Ele falou apontando pra uma garota retardada que ria como uma drogada, talvez estivesse mesmo. Dei de ombros. Aquela história de Fanclub ainda estava muito mal contada.
– Não será melhor perguntar pra alguém se viram ele? – Matt perguntou depois de andarmos mais um pouco. – Ah! Eu conheço aquele cara! Vou perguntar pra ele. – Ele disse apontando pra um garoto que parecia ter a nossa idade ou próximo a isso. Ele caminhou até o cara, e eu o segui fazendo pouco caso. — Hey, Matsuda! Lembra de mim?
– Matt! Claro. Está gostando da festa? Não sabia que você ia vir. – O tal Matsuda, que estava conversando com um grupo de pessoas, respondeu. Acho que já vi ele pela escola também, sempre babando atrás da vadia da Misa. Ainda estou pra entender o que esse pessoal vê naquela retardada! E eu tenho certeza que aquele loiro dela não é natural. Nem todos tem a minha sorte de nascer lindo e loiro desse jeito, humildemente falando.
– Ah, eu vim a trabalho. O bar que eu trabalho tinha uma entrega pra fazer aqui. Inclusive, eu to procurando pelo cara que encomendou, Mikame Teru. Você o viu? – Matt perguntou. Mas na hora que o Matsuda ia responder, ele ficou paralisado com uma cara de terror no rosto, olhando pra algo atrás da gente. Só existia um ser no mundo capaz de deixar as pessoas com tal expressão.
– Oi. – A voz rouca foi audível de trás de nós. Beyond tinha o poder de aparecer do nada, assim como o de desaparecer do nada também.
Quando olhei pra ele entendi a expressão de medo na cara do Matsuda. Ele estava com manchas vermelhas na blusa, que poderia (ou não, vai saber) ser da geleia de morando dele. Pra mim não era novidade, ele sempre tinha essa aparência. Mas era muito engraçado ver essa reação das pessoas ao ver ele.
– I-isso é sangue? – Matt gaguejou apontando para a camisa de Beyond.
– Não sei... Talvez... – O B respondeu com um sorriso sinistro.
– Você viu ou não o Mikame? – Me virei pra Matsuda que tremia mais que velha com Mal de Parkinson.
- Na verdade ele ainda não chegou... – Sorriu forçadamente se recompondo.
- O QUE? COMO ASSIM? QUEM PEDIU ESSA MERDA?
- A Misa Misa está tomando conta de tudo, então deve ter sido ela. — TINHA QUE SER AQUELA VACA!
- Interessante... Uma festa em homenagem ao Yagami. – Refletiu Beyond em voz alta, tomando um gole de café. PERA AÍ! CAFÉ!? De onde diabos ele tirou café? – Estranho não tê-lo visto ainda.
– Agora que você falou... – Fitei-o cético, pisquei três vezes e olhei em volta. – Cadê o Yagami?
– Ele não veio, na verdade acho que ele não sabe desse fanclub criado pela Misa Misa. – Matsuda coçou a cabeça como um retardado.
– O QUE? – Gritamos eu e Matt ao mesmo tempo.
Ok, isso é maluco de mais para engolir! Imagina digerir! O cara que se acha o mais fodão e esperto do colégio tem um fanclub e não sabe?! Uma coisa sou eu, uma pessoa que não tem nada haver não saber... Mas o cara da festa não saber... Tinha que ser obra daquela puta arrombada da Amane mesmo.
– Pois é, estranho, né? – ESTRANHO? Não, imagina.
– Bem incomum mesmo. – B tomou o ultimo gole da xícara e a colocou sobre a mesa.
– Ok, tudo isso é maluquice de mais pro meu gosto! – Matt já estava com outro cigarro no bico. — Vamos procurar a Misa então, pra ela pegar o que nos deve pra que assim possamos ir pra casa logo.
– Vou ajudar vocês a procurarem, talvez ela esteja no segundo andar. – Matsuda apontou para as escadas.
Seguimos ele, desviando de adolescentes malucos que riam como se estivessem bêbados. Porra! É possível ficar bêbado com refrigerante? Subimos as escadas, e notamos que na parte superior havia um corredor com várias portas que davam para compartimentos que pareciam quartos.
Matsuda nos guiou até a terceira porta à esquerda, de onde vinham risinhos e gritos fininhos e histéricos que davam nojo de tão enjoentos. Com certeza era lá que a bitch estava, Matsuda abriu a porta, assim nos deparamos com a Vadia Loira conversando com outras meninas.
Estranho... Todas elas estão vestidas iguais... Com uma blusa... COM UMA BLUSA ESTAMPADA COM O ROSTO DO YAGAMI! Sério, não da pra acreditar nisso! Devia ter umas 20 meninas com aquela blusa. Provavelmente devem ser as fãs oficiais do cara.
– Caramba... Isso é sinistro. – O babaca ruivo expressou meus pensamentos.
– E eu que achava que mais nada poderia me surpreender hoje... – Beyond falou rindo da cena.
– Hey Misa Misa! – Matsuda falou com a cara de retardado que a maioria dos caras fazem quando falam com aquela garota. – Eles vieram entregar os refrigerantes que você pediu.
– É, já entregamos e agora queremos a grana. – Falei estendendo a mão da direção dela, com a cara pouco amigável.
– Oi pessoal! Então... É uma história até engraçada, sabem? – Ela deu um sorriso sem graça, coçando a cabeça enquanto as outras meninas saiam do quarto, que prestando mais atenção era cheio de pôsteres do japa. — Os recursos financeiros do fanclub estavam um pouco baixo, então eu fiz o pedido no nome do Teru-san!
Peraí... Isso quer dizer que ela não tem dinheiro? A vagabunda vai dar um calote na gente?! Calma, Mello... Não arranque os coques dessa vadia agora, conte até dez... Você dará um murro na cara dela, mas não ainda.
– Você ta querendo dizer... Que não vai pagar a gente? – Perguntei quase cuspindo fogo, embora tentasse manter a calma.
– Ah, não! Claro que vamos pagar! Mas vocês vão ter que esperar o Teru chegar. – ESPERAR O TERU CHEGAR?
Meu olho já estava tremendo de raiva, eu já estava perdendo a pouca paciência que ainda me restava. Eu bufei e abri a boca visando gritar e começar a um belo escândalo, quando fui interrompido por outra menina do fanclub que apareceu na porta desesperada.
– Misa, eu não sei como isso foi acontecer, mas trouxeram bebidas alcoólicas pra cá!
– O que? Não pode ser verdade! – A voz irritante e histérica dela estava ainda mais histérica. — Quem trouxe isso?!
– Aparentemente, quase todo mundo.
Com essa eu tive que rir. Agora tá explicado porque todo mundo parecia tão bêbado! Eles realmente estavam! Mas devia ser bem óbvio que isso ia acabar acontecendo. Afinal que graça ia ter uma festa sem bebidas? Talvez assim não seja tão ruim ficar mais um pouco, já que a vadia não pagar, quero ver o circo pegar fogo.
– Oh, Deus! Como uma festa tão linda em homenagem ao Yagami-san foi se tornar algo assim?! – A Menina do Recado se jogou em um dos pôsteres. Caralho, como elas conseguiram tantas fotos dele? Acho que não existem tantas assim nas redes sociais.
Misa a puxou e acabaram saindo do quarto, nós as seguimos. Nas escadas, vinha um cara subindo enquanto nós descíamos, ele tinha um copo de refrigerante nas mãos, assim a loira aguada o barrou, provando da bebida dele.
Ela entregou novamente a bebida ao cara, que estava tão confuso quanto qualquer pessoal normal numa situação como aquela, e o deixou passar. A loira fez uma cara enigmática como se estivesse fazendo a descoberta da cura do câncer.
– Está mesmo batizado! – Ela gritou. Meu Deus, como ela era retardada.
– É mesmo? Não diga! – Ironizei.
Ela era mesmo uma vagabunda de marca maior, e ainda era uma burra filha da puta. Descemos de vez as escadas, assim que tocamos no solo, uma louca se jogou na frente de Matt e o agarrou. Eu já estava um tanto irado, sendo assim peguei a vadia e lancei sobre as escadas. Ela ria como uma retardada mesmo no chão.
Aquilo me deixou ainda mais puto! Virei para Matt jogando meu olhar mais assassino. Sem a menor gentileza, peguei um balde de gelo de um homem que passava e joguei em cima dele.
– Tá aí pra apagar o fogo desse rabo! – Gritei enquanto ria alto. B havia pegado uma geleia deus sabe de onde e apenas fitava-nos de forma divertida.
– QUAL É O SEU PROBLEMA? – Ele disse quase cuspindo na minha cara de tanta raiva, ele tinha a coloração da pele mais ardente que a de seu cabelo, se é que era possível.
– Estamos aqui a trabalho, arrume outra hora pras suas vadias. – Zombei com a sobrancelha arqueada.
– SEU DESGRAÇADO! – Ele partiu pra cima de mim com tudo, e eu achei que dessa vez eu ia apanhar, mas foi parado por um ser de óculos, e um timbre mandão.
– O QUE ESTÁ HAVENDO AQUI? – Era o caloteiro do Mikame! Finalmente resolveu dar as caras! E bem na hora, devo dizer.
– Nada, quatro olhos. – Eu ri. – Apenas pague o que deve e vamos embora.
– Pagar? – Ele pareceu confuso. – Do que você está falando?
Ah é verdade, a Misa deu um cano no pobre. Vadia desgraçada.
– Aqui. – Apenas entreguei o recibo. – Misa pediu bebidas em seu nome.
– COMO É? – Ele gritou. — MISA! – Ela voltou de repente quando ele chamou, estava tentando sair despercebida... Que bandida.
– Teru-san! – Ela coçou a cabeça. – Pois é... Que coisa engraçada, né?
– Como assim comprou bebidas em meu nome?
– O clube está sem dinheiro, gastei tudo nas camisetas, no aluguel do ponto. Você sabe que esse lugar foi caro por conta do tamanho, apesar de não ser em um bairro nobre. – Claro, um bairro de prostituição e drogas! Quanta nobreza! Pelo menos deu pra entender por que um fanclub de gurias retardadas num lugar como esses. – Ah sim, fora ao detetive.
– Você tem razão... – Teru ficou pensativo. PERA AÍ! DETETIVE?!
– Por que exatamente você contratou um detetive? – Beyond olhou-os cético ainda comendo geleia.
– Para conseguir fotos do Raito, oras! – Misa falou como se fosse óbvio. – É difícil pra caramba conseguir uma foto dele. Precisávamos fazer as camisetas e pôsteres. Ele fica tão lindo de qualquer jeito!!!
Ela e outras meninas começaram a soltar gritinhos irritantes. Entendo que ele é um cara muito bonito, atraente, e... Pera, isso não vem ao caso. Mas não sei por que essa loucura toda a ponto de fazer um fanclub!
– Estranho você fazer um fanclub para um cara que te deu um pé na bunda. – PUTA QUE PARIU! O BEYOND PERGUNTOU NA LATA! Certo que eu queria saber também, mas enfim!
Misa olhou-o com um ar assassino, o que torna as coisas ainda mais estranhas, afinal ela tava fazendo tal cara logo pro BB! E ele sequer se separou de seu potinho de geleia. Mas antes que ela pudesse avançar no Beyond, Matsuda a segurou pelos ombros.
– Pois é, Teru, pague logo os caras, eles têm que trabalhar, não é mesmo pessoal? – Porra, todo mundo atrapalhando os barracos nessa bosta! Teru olhou-o fazendo cara feia, mesmo assim tirou a carteira do bolso, e me entregou o dinheiro.
– Ok, vamos. – Eu coloquei o dinheiro no bolso, enquanto Matt ainda me olhava feio. Beyond ainda tinha o mesmo semblante indiferente.
Me encaminhei para a saída e eles me seguiram. Parecia que a quantidade de pessoas naquele lugar tinha aumentado. Caramba, como será que esse pessoal consegue sair de casa para uma festa assim ainda estando na semana?
Na calçada, em frente ao carro, havia um aglomerado de meninas dando gritinhos histéricos. Pareciam rodear algo, ou melhor... Alguém. Será que o Yagami tinha resolvido aparecer? Passamos por elas, tentando chegar ao carro esquisito da Wedy, ao mesmo tempo que eu tentava ver quem era. Então vimos, e tenho certeza que todos, até mesmo o Beyond, entramos em choque.
No meio da rodinha estava um ser de pijamas brancos, estampados de dados coloridos. Ele segurava um ursinho de pelúcia e usava chinelos também brancos. Os cabelos brancos também estavam bagunçados.
– NEAR??? – Gritamos os três ao mesmo tempo.
Notas finais
Bom, agora vamos a novela mexicana das notas finais. Sabemos que demorou um pouco, e que o capítulo saiu fora do previsto. D:
Acontece que na semana que íamos postar, o meu(Letícia) notebook, parou de funcionar. Desligou e não ligou mais. Ai eu descobri que a placa mãe tinha queimado. E como metade do capitulo já estava escrito nele, eu e a Thamy ficamos com preguiça de começar de novo. Minha sorte é que ainda tava na garantia, e um técnico veio aqui em casa e concertou. Só que ele demorou dias pra vir. E quando finalmente meu pobre notebook voltou a vida, não tivemos muito tempo pra continuar por que era semana de trabalhos na nossa escola (e a equipe inteira só espera por a gente pra fazer os trabalhos ¬¬ ). Ai ficamos sem muito tempo de combinar o que ia acontecer no capitulo, mas finalmente terminamos... E a consideração é tão grande que estamos postando de madrugada. U_U kkkk
O próximo talvez atrase, por que é semana de provas, e 3º ano não é fácil. T_T
Enfim, espero que perdoem o atraso, e que comentem o que acharam do capítulo! Beijos,até o próximo! ;*
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