Notas iniciais
Mais um demorado capítulo lindo! *----*
Desculpem mesmo pela demora, pessoal! Mas aqui está um capítulo narrado pelo Mello.
Ele começa bem do ponto que parou o anterior, que foi do Matt, quando eles chegam no bar.
Até as notas finais! :*
Enjoy!

Entrei no bar logo depois do Matt. Não tenho certeza, mas acho que ele percebeu que eu olhei pra bunda dele enquanto caminhávamos pra cá. Poxa, a culpa não é minha. Ele que anda com essas calças coladas pedindo pra ser... Olhado.

Passei na frente do ruivo pra ir pro quartinho trocar de roupa primeiro. Ele bufou, mas não disse nada. Wedy Piranha procurava algo incansavelmente atrás do balcão. Vi ela se abaixando e jogando coisas pra cima enquanto procurava, aparentemente sem sucesso.

– Perdeu seu brinquedinho especial, Wedy? – Perguntei rindo. Ela respondeu me mostrando o dedo do meio.

Entrei no quartinho ainda rindo, e troquei de roupa rapidamente, tentando pensar em um jeito para por meu plano de vingança em prática. Eu precisaria de uma distração para fazer aquilo, e teria que ser rápido ou perderia a chance. Saí do local, vendo Matt passar por mim assim que me viu saindo. Provavelmente querendo se livrar o mais rápido possível daquela farda horrível.

Mas antes que ele fechasse a porta, Wedy gritou por ele, chamando-o. Ele deixou a bolsa com as coisas dele em cima da cadeira e foi ver o que ela queria. E essa foi a minha deixa! A chance que eu estava procurando! Há! A sorte estava totalmente ao meu favor.

Correndo contra o tempo, e olhando pra trás o tempo todo, com medo do Ruivo Babaca voltar, tirei o potinho do meu bolso. Havia comprado ele a alguns dias, esperando uma boa oportunidade para usá-lo. Derramei o conteúdo todo dentro da bolsa dele, me certificando de que se espalharia bem por suas roupas e tendo o cuidado de não deixar tocar as minhas mãos.

Eu tinha acabado de fechar a mochila dele e me levantar quando finalmente o vulto ruivo apareceu na porta. Tentei me fazer de inocente.

– Então... O que a Wedy queria?

– Ela não tava achando os cigarros dela. – Respondeu olhando desconfiado pra mim. — Talvez nem tenha lembrado de comprar. Aí pediu um dos meus. E depois me fez acender. E ainda passou a mão em mim. – Disse a ultima frase fazendo uma careta de desagrado. Aquela Wedy safada! Sair passando a mão assim nos outros! Bom... Não que eu possa falar algo dela... Bem, de qualquer forma, ela é uma bitch!

Saí para lhe dar privacidade, tentando conter um sorriso maldoso. Peguei o avental, e finalmente fui dar inicio ao meu momento de escravidão, enquanto Wedy ainda fumava em câmera lenta, acho que tentando aproveitar o momento, ou até mesmo tentando dar uma de garota propaganda de alguma marca de cigarros.

Eca! Não sobre fumantes em geral. Quer dizer, é sobre mulheres como a Wedy fumando... Aliás, mulheres como a Wedy fazendo qualquer coisa, até respirando. Totalmente nojento e irritante.

Matt saiu do quartinho usando suas típicas roupas listradas estranhas, mas que por uma razão medonha ficavam bem nele. O ruivo apenas ficou me olhando de forma esquisita, como quem esperava que eu fosse pegar um dos copos que enxugava, quebrasse, e o matasse com os cacos. Acho que estava esperando que eu revidasse a bosta que ele tinha feito comigo naquela manhã... Coitado, eu já estava revidando.

– Então, Matt... – Wedy o chamou, enquanto ele pegava o avental. – Onde está o Near?

– Ele teve que fazer uns trabalhos da escola, são de dupla, mas já que eu tinha que trabalhar hoje e não teria tempo, ele teve que fazer sozinho.

– Coitadinho... – Ela o olhou de forma reprovadora. – Mas diga que ele venha, comprei mais leite e biscoitos só pensando nele.

Sempre o Near, Near e Near... Aff... Até a Wedy está no fanclub daquele babaca, ele será o próximo depois do Yagami, aquele outro idiota. Todos vão ter um fanclub nessa merda? Me poupe. Olhei para Matt tentando ver vestígios do plano em ação, mas ainda não acontecia nada. Que droga! Será que aquilo estava fora do prazo de validade?

VOU PROCESSAR AQUELA PORRA! O QUE É ISSO? QUE FALTA DE CONSIDERAÇÃO COM O CLIENTE! QUE BOSTA! Olha... Ele tá coçando o traseiro... Interessante... Digo, o meu planos estar dando certo. Não era só ali, em poucos minutos ele estava coçando os braços, as pernas, o pescoço, e ficava marcas vermelhas das unhas, pra deixar ainda mais engraçado.

Eu tentava segurar o riso, mas Wedy o olhou como quem dizia “que bosta é essa?” e eu mordi meus lábios para tentar me conter, virei pro outro lado, mas foi em vão quando ouvi:

– O QUE É ISSO, MENINO?

– Eu não sei! – Respondeu num lamento coçando as costas.

Não deu mais. Gargalhei alto, me curvando pra frente, enquanto sentia lágrimas saindo dos meus olhos pelo esforço.

– MELLO SEU DESGRAÇADO! FOI VOCÊ NÃO FOI?! – Matt gritou, me fazendo rir ainda mais. – O QUE VOCÊ FEZ COMIGO?!

Tentei responder, mas não conseguia para o riso.

– Eu... Pó... Mico... Roupas... Você... Otário! – Falei entre risos, mas parece que ele entendeu. Por que arregalou os olhos e fez uma expressão de esclarecimento.

– Então era isso... Desgraçado! – De repente ele gritou, se coçando ainda mais. Com certeza aquilo estava ardendo. Wedy ainda estava paralisada olhando com puro horror, talvez ela tenha visto do que sou capaz e estava com medo de brigar comigo.

Mas não tive tempo de pensar muito sobre isso, pois logo ele saiu correndo em direção aos fundos. Wedy e eu corremos atrás, pra ver o que ia acontecer. Nenhum de nós sequer se lembrou de que ainda tínhamos alguns clientes no bar. Acho que depois daquela cena eles não iam ter muita pressa de serem atendidos. Verdade seja dita, esse pessoal adora ver a desgraça alheia.

Entramos no quarto atrás dele, olhando ele entrar rapidamente no banheiro horrível que tinha lá, e começar a tirar a camisa, melhor dizendo rasgar a camisa... Praticamente arrancou os tênis dos pés e só de meias foi correndo de um lado pro outro, enquanto lutava contra o cinto da calça, que estava dando-lhe um pequeno trabalhinho. Ok, era uma droga admitir isso, mas...

Ele estava totalmente sexy com a calça jeans meio aberta mostrando um pouco da cueca branca, suas mãos no cinto, e cara de desespero, com o dorso coberto de marcas avermelhadas de unhas. Dava até pra se pensar que tinha acontecido outra coisa. A calça e o cinto saíram voando como o restante das peças anteriores. SANTA MÃE DOS RUIVOS! O QUE ERA AQUILO!

Quando finalmente tocou o cós da ultima roupa que lhe cobria, olhou em nossa direção, percebendo que tinha plateia. Eu e Wedy estávamos descaradamente boquiabertos sem piscar olhando pra ele. Eu corei um pouco, eu acho, a Wedy era uma depravada, então, fez pouco caso. Então ele praticamente nos empurrou porta a fora e se trancou. Ouvimos o barulho de água logo após isso, e uma espécie de grito de alívio... Ok, aquilo era de mais pra mim!

Abençoei-me várias vezes, junto dos caras das fábricas, das lojas, do inventor e todos os envolvidos naquilo. Pó de mico era a melhor das bênçãos!

Depois de uns dez minutos ele voltou com a farda da escola, cabelo ainda molhado, todo vermelho, com marcas no pescoço e braços, enquanto me olhava feio. Aiber chegou naquele exato momento. Aquele era realmente meu dia de sorte, ou eu ia apanhar feio.

– Nossa, rapaz, estava lutando contra um lince? – Nosso chefe disse, para minha diversão.

Matt nem respondeu, apenas pegou o avental e passou por ele, parando na minha frente. Nunca tinha notado, mas ele era cerca de dois centímetros mais alto que eu. Simplesmente segurou a gola da minha blusa e sussurrou:

– Não sei como, nem mesmo quando... Mas você vai pagar caro por isso... – Ele chegou ainda mais perto do meu ouvido, de forma que senti sua respiração em minha pele. – Imitação de Madonna.

Me soltou e saiu rapidamente em direção à mesa dos fundos, onde um dos bêbados, quer dizer, clientes, pediu uma dose de alguma porcaria. Só então eu me lembrei como respirar. Se ele pensa que isso vai me deixar afetado, está muito enganado! Aquele... Ruivinho babaca, desgraçado, metido, idiota, filho da puta, retardado, gostoso... PERA AÍ! Gostoso?! Qual é o meu problema?! Ele é um debiloide, isso sim! Preciso me controlar... To me sentindo a vadia da Misa!

O tempo depois foi se passando normal. Calmo. Bom, calmo como um bar podia ser. Era mais ou menos umas quatro e meia quando um Beyond estranhamente de cinza segurando uma mochila entrou no recinto. Ele veio até o balcão, jogando suas coisas em cima e fazendo um aceno com a cabeça enquanto tirava livros e cadernos de dentro.

– Então... O que está fazendo? Não devia estar terminando o trabalho com o Yagami?

– Pois é... Eu devia estar fazendo muita coisa, mas sabe como é a vida... – Ele respondeu calmo, começando a escrever.

Matt apareceu atrás de mim, como se fosse me perguntar algo, mas estancou com expressão de espanto, olhando para Beyond que estava concentrado de mais com sua matemática e seu lápis possuído, para notá-lo. Como alguém poderia escrever tão rápido? Ainda mais cálculos? Se não fosse um delinquente, aposto que chutava o traseiro do Yagami do posto de melhor aluno da escola com um mindinho.

– Mas o L? Ele não vai ficar com raiva? Você sabe... De ter dado um bolo no queridinho dele? – Quando falei isso, ele franziu o cenho, como se eu tivesse clareado algo em sua mente, mas essa expressão logo se foi, tão rápido quanto veio, e ele voltou a se tornar inexpressivo.

– Cadê o Near? – Ele perguntou. Eu revirei os olhos, eles estavam muito amiguinhos ultimamente.

– Matt o deixou sendo escravizado em casa. – Apenas respondi, acho que aquilo foi o bastante, já que ele se voltou para os livros de novo.

– Me serve a coisa mais forte que você tiver aí. – Ele suspirou. – Terminei.

– O QUE? – Falamos eu e Matt ao mesmo tempo.

– Terminei. – BB ainda repetiu como se fossemos retardados mentais. – Também preciso repetir a parte que pedi a bebida mais forte?

– Ah! Eu tinha até esquecido. E a consulta? – Perguntei enquanto lhe servia a bebida.

Bebeu uma dose de uma vez antes de me responder:

– Foi chata.

– Te perguntaram o que?

– Besteiras. Assuntos pessoais, familiares, e íntimos até de mais. – Fez uma cara como se lembrasse de algo desagradável. – Não precisamos falar sobre isso.

– Yagami ficou com a maior parte de seu trabalho? – Matt perguntou hesitante.

– Não, ficou meio a meio.

– Ah...

– Surpreso? Tenho cara de idiota? – Perguntou com uma cara assassina, aquilo assustava o Matt, e era divertido pro B ver aquela expressão de terror nas pessoas.

– N-não, cara, imagina... É... É que você sabe... Falam coisas, né?

– Você provavelmente ouviu aqueles boatos de que ele é um delinquente. – falei rindo. – Bom... Ele é, mas... É muito inteligente.

Beyond apenas acenou positivamente com a cabeça, estendendo o copo para eu lhe servir mais. Ele fez uma cara de espantou, foi aí que eu estendi. Wedy surgiu atrás de mim.

– Beyond, querido! Você perdeu o melhor de hoje! – Ela sorriu animada. Assim, foi até ele, que já estava com cara de desgosto. – Tadinho do Matt! O Mello colocou pó de mico nas roupas dele. – Ela riu. – E ele ficou se coçando e todo vermelho. E então deu uma de stripper pra nós. E tenho que dizer... Poderia me acostumar com isso. Que corpo, hein, Matt? – Ela acenou sorrindo pra ele. Que ficou tão vermelho quanto o próprio cabelo e saiu pra atender alguma mesa bem distante daquela louca.

– Não acredito que você fez realmente aquilo... – B me olhou reprovador.

– E não foi só isso! Você precisava ver a cara que o Mello fez! Babando e devorando ele com olhos! Mais do que eu, até! – Ela gargalhou, enquanto alisava o Beyond que tentava se esquivar.

– EI! I-Isso não é verdade! – Gaguejei odiando a mim mesmo por isso. – Você é a única tarada depravada aqui! – Saí pisando duro de perto deles.

Depois de algumas horas, Beyond já estava bastante bêbado, eu bastante entediado e Matt bastante calado, em alguns momentos quando estava livre, ia jogar um pouco. Vai ver ainda estava constrangido pela situação de mais cedo e não queria encarar ninguém, assim usava o jogo idiota como fuga ou algo do tipo. Eu certamente ainda estava. Embora não me arrependesse nem um pouco.

Wedy surgiu segurando uma mala de metal grande. Jogou-a sobre o balcão, sorrindo para nós. Aiber estava lendo no quartinho dos fundos, tinha até esquecido dele, aquele sim era um exemplo de chefe fantasma. A loira aguada nos olhou divertida.

– Quero que cuidem do meu tesouro. – Sorriu. – É uma mala super preciosa pra mim.

– Tem grana ou chocolates aí? – Falei.

– Nada da sua conta, loirinho. – Me olhou com desprezo. – Apenas... Não abram essa mala em hipótese alguma, e cuidem bem dela.

E assim, saiu, nos deixando cara a cara com a mala. Os bêbados continuaram entretidos de mais com suas bebidas, e mala ali na nossa frente, continuou emanando uma aura misteriosa. Tinha chocolate ali? Só poderia ser, afinal, era um tesouro! O tesouro da Wedy... Nunca a vi comendo chocolates, talvez seja por isso, ela guarda apenas ali.

– Vamos abrir essa bosta! – Disse decidido, me levantado.

– Deve ter um PS3 aí. – Os olhos de Matt estavam brilhando.

– Geleia. – B disse com a voz arrastada e sorriu chapadão. Ele tinha tomado várias doses da nossa bebida mais forte, acho que nem sabia o próprio nome. – Com muito morango tirado do pé... Chantilly branco. Seria ótimo pra comer.

– Legal, B. – Sorri forçadamente. – Com certeza tem isso aí dentro.

Tentei abrir normalmente, acho que tinha um cadeado invisível ali, aquilo era muito difícil. Precisava fazer aquilo pra pegar chocolate ou dinheiro, seja lá o que tivesse dentro. Com aquela mala me encarado, não pensei duas vezes: pulei em cima do balcão e não dei um chute... Dei o chute.

E me espatifei no chão.

– Mello, acho que conseguiu! – Matt disse animado. Pegou a mala no chão, e viu que estava ainda lacrada. – Que estranho, jurava que tinha coseguido. Ouvi algo quebrando.

– Foi minha perna. – Choraminguei. Ele me ajudou a levantar, envolvendo seu pescoço com meu braço, me servindo de apoio. Ele me olhou de forma preocupada, e tocou minha perna de leve.

– Isso... Isso dói?

– Não, não. – Eu sorri. — Tá ok, só meio doído. – Olhei pra mala com ódio. — Isso é feito de quê? Titânio?

– Vocês sabem que Chantilly branco é bem melhor que os coloridos? – Beyond apontava uma faca tirada só Deus sabe de onde, para nossas caras. Matt ficou transparente. – Branco é mais... Legal. – Ele apoiou a cabeça no balcão.

– Ótimo! – Peguei a faca cuidadosamente de B e tentei forçar contra a fechadura. Nada. – Que desgraçada! Maldita Wedy! Maldita mala!

- Calma, Mello, usa isso. – O ruivo me entregou um pé de cabra que tinha atrás do balcão.

Foi o que eu fiz. Coloquei a mala no chão e apoie ela com o pé. E depois encaixei o pé de cabra lá e forcei pra baixo. Tentei de novo com mais força. Desisti, largando aquilo no chão e grunhindo com raiva. Os clientes continuavam apenas a nos encarar em silencio, outros simplesmente ignorando. A maioria já sabia que as pessoas daqui não eram muito normais.

Beyond apareceu atrás de mim sério, nem vi que ele havia saído, mas ele tinha na mão alguns... Fogos de artifício??

- Me dê isso. – Ele pegou a mala e foi em direção ao lado de fora do bar. Fui também, sendo seguido pelo Matt. Sim, deixamos os bêbados, quer dizer... Clientes sozinhos dentro do bar.

- B-Beyond... Espera! O que você ta pensando em fazer?? – O ruivo choramingou.

Ele não respondeu. Apenas arrumou os fogos ao redor e em cima da mala, amarrando-os. E Então se virou pra gente.

-É melhor se afastar. – Estava com cara de psicopata, certo que ele meio que é, mas enfim, obedecemos a ele.

Matt estava trêmulo e mudo, eu também que já tinha visto de tudo, estava impressionado. Sério, ele muda de personalidade muito rápido quando está bêbado. Primeiro todo risonho falando de chantilly branco, e agora com essa cara de maníaco enquanto acendia os fogos com um isqueiro.

Saímos mais de perto ainda, enquanto fagulhas começavam a sair dos pavios. Então tudo ficou claro demais, e com uma grande explosão, a mala foi pelos ares, assim, como seu conteúdo, que saiu voando para todos os lados. Uma fumaça rosa se voltou pelo local, eu e Matt começamos a tossir entre os risos psicóticos de Beyond.

- O que diabos é isso? – Olhei para Matt, a cara dele tinha manchas vermelhas, assim como a farda branca tinha sujeira de pó de arroz e blush também. – Só pode estar de brincadeira comigo.

Olhamos pelos lados, vimos vários batons quebrados, vidros de esmalte despedaçados, a mala destruída e chamuscando, vidros de perfume de puta nos deixando drogados, e até mesmo calcinhas pelo chão. Havia uma na minha cabeça, joguei-a no chão rapidamente, com puro horror. Pessoas que passavam perto do beco entraram em pânico. Os bêbados começaram a sair também. Alguém deu um tiro. — Foi uma daquelas bombinhas irritantes, mas ninguém sabia disso.

- Terroristas! – Uma pessoa gritou, bem no momento que Beyond ainda ria como um maluco, com certeza foi ele que soltou aquela droga ali, justo naquele momento inoportuno!

Os bêbados começaram a se pegar na porradaria entre si, pegando garrafas e quebrando nas cabeças uns dos outros, alguns deles correram, aposto que sem pagar. Havia gritos e um Matt estático, eu o usei de escudo algumas vezes enquanto coisas voavam. As brigas foram para dentro do bar, Beyond tirou um taco de baseball, Deus sabe de onde, e se meteu meio aos brutamontes brigando.

A cena até seria cômica, por que apesar de um delinquente B era magrelo e franzino, além de branquelo como se vivesse sempre doente, mas o fato é que todos eles estavam quebrando o bar. Aiber estava atrás do balcão, encolhido e escondido, usando uma bandeja para se proteger. Seria algo bem esperto, se a bandeja não estivesse quebrada.

- Quel horrible! – O francês de araque gritou para nós. – Matt! Mello! Parem isso ou estão despedidos!

Ótimo! Agora era nossa culpa! Bom... Na verdade aquilo meio que era mesmo nossa culpa. Se tivéssemos obedecido à Wedy... Que bosta! O que é isso? Conto da chapeuzinho vermelho? Aff! Não vou me importar com uma besteira dessas, a única coisa que eu teria que fazer era arrumar aquela bagunça. Era o único jeito deu continuar com aquele emprego, que mesmo miserável, era meu ganha pão.

Matt olhou para mim, vacilante, como se estivesse perguntando a si mesmo se o emprego era mesmo tão importante assim. No final, ele fez uma expressão decidida, e juntos, caímos em cima dos pinguços arruaceiros. Era impressão minha ou havia mais gente do que na última vez que eu olhei? Eles só podiam estar se multiplicando usando clones.

Dei uma voadora em um cara que estava segurando o Beyond, que aproveitou a liberdade para ir pra cima de outro. Que bosta! Matt se meteu desengonçado em meio a uma briga de dois caras, e acabou, por uma razão estranha, subindo nas costas de um deles, que o levou como se fosse um cavalinho, para assistir de camarote uma próxima briga.

Ouvi sirenes da polícia, antigamente eu ainda confundia com a da ambulância, mas hoje estou tão familiarizado com os policiais, que reconheço seu sinal de longe. Continuei chutando e esmurrando as pessoas do mesmo jeito, ignorando completamente a presença das “autoridades”.

A porta do bar foi aberta com um supetão, era a Wedy fumaçando pelo nariz, e os tiras na sua cola. A arruaça ainda se manteve intacta, olhei para Beyond que estava usando seu taco nas pessoas, foi aí que meu olhar foi em direção a Matt que já estava no chão, o ruivo fez um sinal com a mão para mim, com uma cara de medo, como se tentasse me avisar algo, foi aí que me virei. E tudo ficou escuro.

Notas finais
E aí? O que acharam? Se gostou é só comentar. *---* -q
Vamos tentar não demorar muito com o próximo! xD
Desculpem qualquer errinho de digitação que passou despercebido. Beijinhos! ♥