Notas iniciais
Gente, desculpa pela demora. Tá aqui o capitulo!!

AVISO!!!: Esse capitulo se passa ao mesmo tempo do capitulo passado, que foi narrado pelo L (lembram que terminou com ele recebendo uma ligação misteriosa?? logo vão descobrir o que era.). Como ia ser um capítulo gigante, dividiremos ele em três partes, sendo essa a 1°. As partes 2 e 3 serão postadas em breve. Lembrando que é tudo no mesmo dia.
ENJOY!!

Corri. Corri o máximo que eu pude, mesmo assim não consegui pegar o ônibus, em suma: fui para a escola a pé. Suspirei olhando em volta, e quando vi que não tinha ninguém, cocei meu traseiro. Maldita hora que o Roger foi mudar as coisas e colocar essa política de fardas na escola. Era chato gastar minhas roupas, mas ao menos elas combinavam e não coçavam.

Imagine uma camisa de botões branca, um colete amarelo e uma gravata vermelha. Lindo! Ao menos a calça você podia escolher se queria preta ou cinza. Os alunos não estavam usando a farda perfeitamente da forma correta. Eu por exemplo, estou indo sem colete e gravata. Estava sentindo falta dos meus goggles, mas ia ficar estranho de mais com uma roupa tão formal e sem graça como aquela.

Fazia duas semanas que a farda havia se unido ao Mello para lascar com a minha vida. O lado bom é que com o Mello eu podia revidar, e farda, era uma maldição para ele também. Como pode uma pessoa usar um casaco de penas de avestruz junto com uma roupa escolar? Mello não era um bom modista.

Ele podia ter ficado a foder apenas com a vida dos pássaros mortos para sua jaqueta, mas eu acho que tenho cara de pato e ele não tem *Anatidaefobia. Ele tinha me declarado guerra, e realmente estávamos em uma guerra sangrenta de pegadinhas de mau gosto. Near estava preocupado comigo, disse que eu estava obsecado pelo Mello. Como pode?

Bom, durante essas duas semanas, tivemos muitas pegadinhas e muitas consequências. Eu estou com o corte de cabelo novo, graças a chicletes pregados no coitado. É o meu corte normal, só com uma mechinha menor, muito menor. Que bom que ele foi gentil em lascar apenas em um lugar, a não ser pela forma estranha que meu cabelo fica quando o vento vem de encontro com ele.

Então eu revidei essa de um jeito bem simples, mas vergonhoso, puxando a cadeira quando ele foi sentar, fazendo a sala inteira rir. Ele me olhou com um olhar sádico, como se fosse me matar, mas um professor entrou e começou a aula, fazendo ele apenas me olhar feio, como se dissesse que iria ter troco. Há! Não me importei muito na hora, mas fiquei meio temeroso com que o loiro de farmácia ia fazer. E tinha razão.

Eu estava muito feliz indo ao auditório do colégio, e foi quando eu me sentei em uma das cadeiras e fui surpreendido com um som gigante de flato. Na frente de todo mundo. Da sala. Da escola. Com licença, vou ali me matar, foi o que eu pensei. E não tinha sido culpa minha, acredite, eu sei. Todos olharam para mim, até o diretor.

Watari pensou que eu tinha peidado, cara! Porra, Mello! O maldito ria de mim como se fosse morrer. E o resto da escola também, menos o Near e o Beyond, que com certeza eram os únicos que sabiam a verdade. O Ken tinha colocado uma almofada de pum na minha cadeira, tinha me feito passar uma vergonha tremenda... E se ele pensou que eu ia deixar barato, estava redondamente enganado.

Dois dias depois eu tive minha alma lavada! Literalmente! Fiz o velho truque de colocar um balde com algo nojento em cima de uma porta meio aberta, fazendo o conteúdo cair em cima da pessoa que abrisse a porta. Aconteceu no bar, quando ele estava tirando uma soneca no quartinho dos fundos. Aproveitei a preguiça dele pra preparar tudo. Beyond parecia gostar de ver o circo pegar fogo, pois ficou apenas assistindo tudo sem dizer nada.

Quando a Wedy gritou por ele para ajudar no bar que estava lotado, ele abriu a porta recebendo um belo banho de tinta rosa. Aiber voltou da saída que tinha dado no exato momento que aquilo acontecera. Ele riu. A Wedy riu. Beyond riu. Os bêbados riram. E eu chorei. E não foi só de rir. Ele jogou o balde vazio na minha cabeça e doeu pra caramba. Então ele pulou em mim e rolamos pelo chão espalhando tinta rosa por todo lado.

Depois que nos separam, Aiber disse muito tristemente (leia-se fingido) que teria que descontar aquela bagunça do nosso salário. Ah, e ainda nos fez limpar tudo.

Na semana seguinte ele fez o favor de sumir com as minhas roupas depois da aula de educação física. Em qualquer outra ocasião eu teria ficado feliz em dar adeus a essa farda feia, mas não quando se está pelado com uma única toalha cobrindo meu corpo. Inicialmente eu havia entrado em pânico. Imagina só ter que sair como vim ao mundo pela escola?! Era como naqueles pesadelos que eu tenho às vezes, em que estou apresentando trabalho na frente da sala e de repente minhas roupas somem. Só que era totalmente real!

Minha sorte, ou não, foi que o Near tinha uma farda reserva que guardava no armário da escola. Por que diabos ele guarda uma farda reserva na escola eu não faço ideia. Acho que ele tinha medo de chover no meio do caminho e ficar todo molhado. Ou talvez imaginasse que as pessoas poderiam roubar a roupa dele enquanto ele estivesse na educação física! Já sabemos que é possível... O problema é que o Near é bem menor que eu. Então a calça cinza ficou bastante curta e extremamente colada. A blusa também. Eu fiquei parecendo um ídolo Teen ou algo assim. Mello não se decidia se ria de mim, ou ficava decepcionado por eu não ter pagado o mico de sair pelado por ai.

Na primeira aula do dia seguinte eu tinha tirado a sorte grande em encontrar ele dormindo assim que entrei na sala. Ele dormia com a cabeça jogada pra trás, com os braços cruzados no peito e as pernas esticadas por baixo da mesa. Enquanto eu pensava em como poderia tirar proveito daquilo, vi Catrina Higgs, uma garota maluca que passava a aula inteira retocando a maquiagem, passando sombra azul e pó freneticamente no rosto. Vai saber pra que tanto desespero. Mas me aproximei dela e pedi o material emprestado.

Fiz um belo trabalho no rosto do loiro, tentando não acorda-lo. Havia conseguido passar a sombra azul, blush cor de rosa e batom vermelho. Até que não tinha ficado tão ruim. Aproveitei e tirei uma foto com o celular, afinal recordar é viver.

Quando o resto do pessoal entrou na sala e viu aquilo, explodiram em gargalhadas. Até o professor Ryuuzaki não conseguiu conter um riso. Mello então acordou querendo saber o motivo de toda essa alegria. Por um pequeno descuido, deixei o estojo de sombra na mesa dele. E ele se viu pelo espelho. Piorei ainda mais a situação quando disse que agora ele parecia perfeitamente com a Barbie. Ele ainda conseguiu me deixar com um olho roxo antes do professor Ryuuzaki separar a briga. Ainda não acredito como aquele cara é ágil. Todo mundo pensava que ele não sabia nem o que era correr.

Ontem, aconteceu a coisa mais coisada da minha vida. Eu sempre sofri bullying, então sei o que é ter uma cueca puxada, mas tipo, uma cueca puxada e um traseiro apertado, tudo isso ao mesmo tempo, foi a primeira vez. Mello passou a mão na minha bunda. E puxou minha cueca. Ao mesmo tempo. Claro, o lance da bunda eu já estou meio que acostumado, por causa da Wedy Tarada. Mas tipo... Ser apalpado por um homem é meio constrangedor. Ele tem comportamentos muito... Estranhos.

Assim que cheguei em frente a escola, e me deparei com a cara feia do Roger, todas as minhas reflexões foram adiadas. Aquele velhote estava vendo quem estava com a farda completa e bonitinha, assim como a dele. Os professores também estavam usando farda, e claro, só quem estava gostando era ele. Tinha um monte de gente barrada na porta, sem farda. Cheguei à portaria, e ele me parou, olhando-me com cara de desprezo.

— Onde está sua gravata e seu colete? – O velho perguntou.

— Minha mãe lavou o colete e eu perdi a gravata. – Menti. – Depois eu compro outra e o colete seca, e eu venho usando eles.

— Não posso aceitar isso. Você ficará do lado de fora. – Ele ficou carrancudo.

— Mas Roger, eu estou com o fardamento incompleto e não sem farda. – Forcei um sorriso. – Foi apenas um acaso do destino.

Ele ficou pensativo, mas acho que fui convincente, pois ele me deixou entrar, apesar de ter me ameaçado e dito que eu não me acostumasse. Segui para dentro do colégio, deixando meus pobres colegas sem farda do lado de fora. Logo cheguei à minha sala, encontrei além de alguns colegas, o Near, brincando com bonecos de lego.

— Bom dia. – Ele disse, me olhando entre os cabelos brancos.

— Bom dia, N. – Eu sorri, me jogando na cadeira.

— Final de semana legal?

— Ontem levei um puxão de cueca no bar. – Foi só o que disse, achei melhor deixar o lance do traseiro apalpado em segredo.

— Entendo. Vocês têm de parar, Matt. Está começando a incomodar, e não apenas a mim. Estou preocupado. – Dizendo isso, ele voltou sua atenção aos bonequinhos de novo.

— Como assim? – Agora sim eu estava confuso.

Mas ele me deixou na merda, nem sequer olhou pra mim, ficou lá brincando com os bonecos, como se eu não estivesse ali. Alguns dos meus colegas começaram a chegar e chegar, inclusive o idiota maldito do Mello, ele olhou para mim como se dissesse que mal via a hora de puxar minha cueca e apertar minha bunda de novo. Trinquei os dentes, aquele desgraçado ia com certeza me pagar. Foi aí que o sinal tocou, e minutos depois o professor chegou.

Era Mr. Law, ou Tio Dave, ou Law Sensei. Seja tá qual fosse o nome, o fato é que ele era doidão. Nosso professor de física todos os dias vinha caracterizado de forma diferente, um dia desses, ele veio de cientista louco, com um óculos, peruca, e um jaleco cheio de fórmula de física. Hoje ele estava vestido de padre, usando um crucifixo, o livro de física como se fosse uma bíblia, e nada mais nada menos que DOZE pincéis. Da ultima vez ele estava com dez. Acho que aqueles troços dão cria.

Ele desejou bom dia e foi até a lousa, escrevendo o seguinte: Missionário: David Law; Missão: Física. Todo dia ele era uma coisa diferente: dorminhoco, atrasado, exorcista, peregrino, torturador, só falta agora ele ser ninja ou mago. Deu o visto nos nossos cadernos, e quando foi escrever na lousa, o coitado levou um susto, e nós também.

— Atenção alunos e professores, deem uma pausa nas suas atividades, pois vamos começar o momento de reflexão matinal. – A voz de Roger soou do autofalante. Puta que merda.

Juntamente com a farda, o velho reativou a rádio da escola. Aquele velho todos os dias ia contar uma história supertosca para nossa reflexão. Era ridículo. Quem prestava atenção daquelas bostas? Eram textos ridículos! E sempre atrapalhavam a primeira aula, e assustava a gente, como aconteceu agora. Velho doido! Não sei como o diretor ainda escuta esse homem. Talvez por ser o professor mais antigo. O ponto é que nós fomos ouvir o texto do dia.

- Um jovem galo morava em um galinheiro, este anunciava a chegada do dia todas as manhãs com o seu cantar. Achava-se o dono do mundo e pensava que o alvorecer dependia do seu canto. – O velhote começou sua autobiografia. — Uma bela vez, ele conheceu uma linda galinha, e como não poderia deixar de ser, teve uma longa e apaixonante noite de amor. – COMO É QUE É? — Assim, ele acordou no dia seguinte e o sol já havia raiado, então ficou confuso, afinal, não era ele que anunciava o chegar do dia? E subiu até o alto do poleiro, para consultar um velho galo ancião que vivia por lá. O sábio o orientou, explicando que o seu canto jamais poderia ser o responsável pelo nascer do sol, mas era ele que anunciava que ele havia nascido para todos no galinheiro. Ele compreendeu e lidou com sua sina, e um bom líder como era, no dia seguinte estufou o peito e cantou. – Ele parou um momento. – Peço aos professores, que tirem uma mensagem do texto lido para seus alunos. Bom dia.

A sala ficou em silêncio, completamente sem reação. Porra, quem é que se importa com a história de amor de galos e galinhas? Principalmente o Mello, que mata eles, e destrói qualquer possível final feliz, tendo um ou até mesmo os dois mortos para virarem penas pro seu casaco ridículo.

— QUE PORRA FOI ESSA? – Mello desbocado, não podia deixar de mostrar sua mensagem de entendimento do texto.

A sala inteira começou a conversar e ficar indignada em concordância com loiro. O fato é que ele tinha razão mesmo, que porra tinha sido aquilo?! Roger tava caducando mesmo, tava bom de se aposentar. Sinceramente...

- Bom, galera. – Tio Dave falou, chamando atenção. – Vamos à física, galinhas não estão incluídas na nossa missão, certo!? – Ele sorriu animado e bateu um sininho.

Voltou às suas explicações sobre o conteúdo. Mecânica é mesmo legal, eu me pergunto como Mello conseguiu dormir em uma aula daquelas, mas aquilo me deu uma boa ideia. Iria passar corretivo nas unhas dele! Só que aí me veio uma ideia ainda melhor. Perguntei a Catrina se ela tinha algum esmalte nas coisas dela, e como pensei, ela tinha mesmo. Ela me deu um Pink, era um rosa bem elétrico mesmo. Seria perfeito.

Law Sensei estava tão empolgando exorcizando sua física que nem notou, mas fui até a cadeira ao lado da dele que estava vazia e comecei a pintar as unhas de uma das mãos dele, que estavam expostas, enquanto ele tinha os braços sobre o rosto. Aquela seria uma linda vingança. Meus colegas estavam prendendo o riso, e eu também, mas consegui terminar sem acordá-lo. Ficou meio borrado e feioso, e era esmalte de secagem rápida, para minha sorte.

Com algumas gargalhadas mais altas de algumas meninas, ele acabou despertando. Suspirou e olhou para a mão, e fez uma cara de horror tão engraçada, que eu praticamente me contorci de rir. Near me olhou em desaprovação, mas eu o ignorei. Mello olhou em minha direção, tão vermelho como o batom que eu havia colocado nele semana passada. Apontou o dedo indicador na minha direção.

- FOI VOCÊ, NÃO FOI, SEU BOSTA? – Ele gritou, o que chamou a atenção do professor.

- O que está havendo aqui? – O professor arregalou os olhos.

- Isso! – Ele mostrou as mãos com as unhas pintadas de rosa, meus colegas riram muito junto comigo. – E ISSO é o que vai acontecer! — Ele partiu pra cima de mim, com a mão fechada pra me dar uns tabefes.

No entanto o professor, com a ajuda de Chris Rodriguez, conseguiu pará-lo. Ele se acalmou, apesar de ainda estar vermelho e bufando. Apontou o dedo rosa pra mim de novo.

- Vai ter volta! – Falou, sentando com seu olho tremendo de ódio.

A sala voltou ao silêncio e a aula praticamente voou! Superman, traga minha aula de volta, parceiro. Se uma aula ruim passava se arrastando completamente! Vida injusta. O sinal tocou e nós saímos. Near ficou visivelmente chateado comigo, mesmo assim, me acompanhou no caminho em direção ao refeitório. Mello bateu o ombro no meu enquanto passava por mim. Que desgraçado de merda.

Ele foi direto ao encontro de Beyond, que estava encostado em uma coluna. O suposto psicopata de olheiras olhou em nossa direção, e deu um leve sorriso torto para Near, e ele sorriu de volta. Perdi alguma coisa? Eles se viram mesmo algumas vezes que eu levei o N pro bar e aqui na escola. Mas acho que foi apenas isso, certo? Não posso deixar a pobre ovelha a mercê dessa gente.

Vi que eles conversavam em tom baixo, em horas Beyond olhava pra mim e ria deixando Mello irritado, mandei meu amigo nuvem ir na frente, e fiquei como quem não queria nada escondido de trás de uma coluna mais distante, de forma que ainda desse para ouvir a conversa deles sem ser visto. Consegui ouvir algumas coisas.

...

- Bom, ele pintou suas unhas, ficou meio borrado, mas combinou com sua pele. – Ele riu do amigo Barbie.

— Idiota, tá do lado dele agora, é?

— Não tenho um lado. Essa guerra não é minha, embora seja engraçada, está começando a me irritar, Mello. Você tá obcecado pelo ruivinho, vocês tem que parar antes que algo realmente ruim aconteça, cara.

— Idiota! Você não entende nada. Ele me desafiou! – Disse a Beyond, que assentiu.

— Verdade. Mas o que pretende fazer? Apertar a bunda dele de novo? – Ótimo, acho que com esse comentário, sou o espião mais corado da história.

— Panaca! – Mello ficou vermelho. – Eu só pretendia puxar a cueca dele! Não tenho culpa, foi de mais pra mim e não resisti, ok? – O loiro suspirou. — Você não ia entender...

— Ok, pois é... Então, o que pretende fazer?

— Aquilo. – Ele sorriu maldosamente.

— Aquilo? — Os olhos de B se arregalaram. Naquele momento mais do que nunca ele estava à cara do irmão: parecendo um cachorro molhado.

- Sim, aquilo.

- Cara... Você tem certeza que quer fazer aquilo com ele? — Ele colocou as mãos nos lábios, impressionado.

— Sim. Ele foi longe de mais. – Mostrou as unhas novamente. – As pessoas já vivem me zuando por causa da minha aparência o suficiente pro meu gosto. E a vadia da Catrina não tinha removedor. E ainda está mal pintando!

Não acredito que ele estava preocupado com algo como aquilo. E tipo, ele parece uma menina, mas parece uma menina bonita, uma bonequinha, apesar de não agir como uma. Não estou dizendo que ele é bonito! Digo, ele é, mas isso não faz dele uma pessoa atraente, por que ele é um chato implicante desgraçado que gosta só de foder com a minha vida.

— Tudo bem. Não posso fazer nada sobre a sua decisão, mas também não peça minha ajuda. – Disse a Mello.

— Não preciso de ajuda. Tenho tudo o que eu preciso. – Ele sorriu com malicia.

Eu estava tão assustado com tudo aquilo que fui praticamente correndo ao refeitório, procurar por Near. Meu Deus, o Mello ia fazer aquilo comigo! Afinal... O que era aquilo? Mas eu sabia que era algo muito ruim, pela reação do Beyond. O Beyond Birthday achou CRUEL! O que poderia ser? O ponto é: Mello vai lascar com a minha vida lascada, então isso não importa! E pode ser a qualquer momento. Talvez hoje, amanhã. Talvez até daqui a uma semana. Maldição, eu estou esperando um tiro, mas sem saber de onde vem, ou até mesmo quando vem.

Procurei Near por toda parte, e nada dele. Fiquei desesperado, será que aquilo era se vingar de mim fazendo algo contra ele?! POBRE OVELHA! Procurei alguém conhecido, e foi quando vi Matsuda sentado numa mesa com a Misa e umas meninas retardadas. Fui até ele, meio que desesperado, perguntando se ele tinha visto Near, o meu amigo anão albino. Ele falou que o tinha visto indo pra biblioteca. Foi aí que eu parti em direção ao lugar.

Ele não estava nas mesas. Só vi ali alguns nerds lendo, e o Yagami conversando com nosso professor de matemática. Que cara doido, ser tão estranho que o único amigo é um professor. Olha quem fala! O amigo de uma ovelha perdida. Depois de procurar entre algumas estantes, finalmente encontrei meu amigo nuvem olhando uns livros de romance policial.

— Ok, Sherlock, foi difícil, mas finalmente te achei. – Falei.

— Você demorou. Deveria se envergonhar de ficar ouvindo as conversas dos outros. – Ele me recriminou com seus olhos sombrios entre fios de cabelo branco.

Contei tudo o que tinha ouvido para ele, que disse que eu esse era o preço que se pagava por desafiar Mello, que tinha uma personalidade bem intrigante, mas muito forte. Disse também que eu precisava ficar bastante atento com qualquer coisa que eu fosse fazer. Se fosse sentar, olhasse antes, beber checasse e cheirasse também. E ele estava certo, eu não sabia o que aquilo significava. Podia ser qualquer coisa, ele podia atear fogo em mim, podia até mesmo me drogar e me esquartejar com um machado.

Veio o sinal e fomos até a sala novamente, era aula de português da Tia Terremoto, na verdade o nome dela era Tina, só que ela gritava muito quando a sala não se comportava, as paredes tremiam, parecia um terremoto apesar dela não ter nem 1,6 m de altura. Eu estava meio desanimado, pelo que tinha ouvido, e aula foi bem tranquila, na verdade. Acho que a galera não tava a fim de ouvir a professora gritar e Mello estava tão feliz, que me deixava ainda mais amedrontado.

A aula passou rápido, já que ela ficou discutindo o texto da atividade anterior, e teve apenas uma atividade depois da explicação dela, que era muito boa. O sinal tocou e a galera começou a guardar o material e sair, inclusive eu. Eu suspirei, e virei para Near, que estava guardando suas coisas.

— Você pode terminar o trabalho da semana passada, sozinho? – Perguntei.

— Sim, claro. – Ele sorriu, me olhando. Pegou sua mochila e colocou nas costas.

— Valeu, cara.

Fui junto do anão até a saída, e nos despedimos, assim, nos separamos. Ele teria que fazer sozinho a maioria dos trabalhos que ele estava em dupla comigo, eu tentava ajudar, mas ele entendia que as coisas estavam pesadas com trabalho e escola unidos. Eu estava indo para o bar, como de costume, levando na minha bolsa uma troca de roupa, afinal, já era horrível ter que ficar com aquela maldita farda na escola, seria uma verdadeira droga ter que ficar com ela fora, também.

Enquanto caminhava, senti uma presença atrás de mim, olhei pelo canto do olho e vi um vulto loiro caminhando atrás de mim. Era o Mello. Ei, e o ângulo que estava olhando... Ah não! Virei de uma vez e ele disfarçou, fazendo bico e virando a cara. Mas eu sei o que eu vi! Aquele tarado sem vergonha tava olhando pra minha bunda! Que droga. Não posso nem andar na rua sem ser rasgado! Imagino o quanto ele se aproveitou quando eu estava com a roupa apertada do Near, parecendo um ídolo Teen.

Não falei nada, apenas continuei seguindo meu caminho, embora ele estivesse caminhando ao meu lado, eu apenas agi como se ele não estivesse. E ele aparentemente agiu da mesma forma. Será que já estava planejando coisas enquanto estava bem ali ao lado da sua vítima? Com certeza sim, já que ele mostrava um sorrisinho maldoso de vez em quando. E nisso, chegamos ao bar do Aiber.

Notas finais
*É uma fobia em que a pessoa ter medo de estar sendo observado por patos. '-'

Como dissemos anteriormente, o professor de física é realmente inspirado no nosso, que é bem sem noção! XD E a professora de português também é inspirada em uma professora nossa (chata pra caramba!!!)
Essa parte da pegadinha de pintar as unhas também é inspirada em um fato real. Um belo dia um amigo nosso dormiu na aula, e eu (Leticia) tive a idéia de pintar as unhas dele. E como uma amiga nossa levava esmalte pra aula (sabe-se la pra que), deu super certo!! HAHAHA. Quando ele acordou levou super na boa, fazendo piadas sobre o porque de a gente não ter passado a segunda mão. XD Nunca mais ele dorme na aula de novo!
Gente, já vamos pedindo desculpas, por que essa semana tem sido beeem tensa, cheia de trabalhos um em cima do outro. E nA próxima começam as provas, então perdoem se atrasar. >.
COMENTEM POR FAVOR! REVIEW É BOM E TODO MUNDO GOSTA! HAHAHAHA