Notas iniciais
Nossa primeira fic Death Note! vamos tentar postar regularmente, mas podem haver algum atraso, já avisando e pedindo desculpas antecipadamente. Primeiro capítulo, narrado pelo azarado Matt. *---*

ENJOY!

Quarta-feira, o pior dia da semana, tarde de mais pra ser domingo, cedo de mais pra ser sábado, dia da aula de geografia com o Roger. Eram as duas ultimas aulas, havíamos acabado de voltar do intervalo, que foi até tumultuado, dois caras tinha se pegado na porradaria no meio da cantina. Não deu bem pra ver quem eles eram, se aglomerou um monte de gente em volta e eu fujo de multidões. Foi até legal pra animar o clima típico das quartas tediosas.

O sinal tocou e eu não fiquei pra ver o epílogo da confusão, fui logo pra sala junto com o Near, que ficou brincando com os bonequinhos como se nada estivesse acontecendo. O mundo acabando, tudo pegando fogo, pessoas morrendo e o algodão brincando. Dava até inveja. Mas agora, aqui na sala com aquele maldito velho falando, dá até vontade de jogar um estojo na cara dele.

A matéria era chata, e o professor mais ainda, o Roger era o professor mais chato do universo, disso eu tenho certeza. Acho que qualquer hora uma mosca vai entrar na minha boca e sair, e refazer a merda do percurso várias vezes. POR QUE O TEMPO NÃO PASSA!? O que me resta é ver uma nuvem empilhar dados.

Near e eu estudamos juntos desde o primário, me lembro quando aqueles dados e legos eram confiscado e eles se via obrigado a empilhar borrachas, apontadores, e a porcaria do material. Que diabos há de tão emocionante em empilhar tralhas? Bom, com certeza mais legal que a aula de geografia, era. Que matéria do demônio, meu Deus.

Acabamos de voltar das férias... Ah, férias, sua linda, como sinto sua falta. Finalizei todos os meus jogos novos, comi e mofei sem fazer nada, a não ser pelas vezes que minha mãe me obrigava a sair na calçada de vez em quando. E claro, eu levava meu vídeo-game portátil para o ódio dela.

Me ouvindo assim mais parece que sou um delinquente, burro desgraçado, mas minha média está muito boa, eu entendo as matérias, só não gosto de estudar. Todas as minhas notas estão em alta. Na verdade, eu era o terceiro da turma, e esse colégio, o Wammy High, é só para alunos superdotados, ele dá oportunidade de mentes brilhantes serem trabalhadas e valorizadas como devem.

Não me acho grande coisa, claro. Nem meus pais, eles queriam que eu fosse o primeiro da turma, e acham que uma pessoa que só estuda deveria ter notas melhores, e dizem que eu não tenho responsabilidade, que só vivo jogando vídeo-games, que não lavo nem o prato que como, e uma pessoa não pode viver assim.

Com tanta asneira, me obrigaram a arrumar um emprego de meio período, e como eles não especificaram nada decidi ir a uma entrevista em um boteco muito badalado por Drag Queens frustradas, vadias desocupadas, e cachaceiros de plantão. Eles estão precisando de barman. Perfeito pra mim que adoro garrafas, bebidas, e balcões. Mentira, eu DETESTO.

O plano é arrumar o tal emprego, dizer do que se trata e meus pais me mandarem desistir por ser muito impróprio, e pá! É perfeito, infalível, perfeito, sem brechas, perfeito, já falei perfeito? Pois é, Mail Jeevas, você não é um retardado... Apesar de ter o nome de um. VALEU MÃE! Já não basta eu ter que sofrer bullying graças à cor do meu cabelo?

As pessoas tem uma implicância tremenda com os ruivos! Isso é racismo, nós irlando-descendentes também temos sentimentos! Toma bala vagabundo, não é o suficiente, você tem um nome tosco pra ser a cereja do bolo de bosta. Por isso só me chamam de Matt, é mais descente. Droga, preciso seriamente de um cigarro. Ah, é, eu tenho tendência a vícios, mas só fumo quando estou muito, muito, muito, muito estressado MESMO. Tanto é que desde o mês passado, que estava relaxado em casa, eu não dei uma tragada.

O SINAL TOCOU GRAÇAS AO PAI!

- Vai mesmo tentar o emprego de barman? – Disse o algodão indiferente enquanto guardava o material e enfiava o pé no sapato branco desamarrado. SIM! Ele fica só de meia na sala de aula, lindo, não?

- Sim, o plano é ser admitido e meus pais me impedirem.

- Vai dar certo?

- Claro! Menor de idade trabalhando em um bar? Que pai iria querer isso? – Sorri vitorioso.

- Os seus. Emprego é emprego, e eles mandaram você arrumar um. – Pelo ao menos ele era franco. – Parece que o Mello faltou à aula hoje. Será que ele está doente?

- Quem se importa com aquele modelo de comercial de shampoo da Barbie? – Fitei a carteira dele que ficava desocupada a aula inteira, enquanto os alunos saíam da sala.

- Ele é engraçado. – Sorriu, mas logo voltou à expressão inexpressiva de sempre. Paradoxo.

Acenei negativamente com a cabeça, como uma pessoa fica implicando com ele, e o inferno vai e diz que a acha engraçada? Nate sabia ser um mongo tão bem que às vezes me assustava. E olha que ele era o primeiro da classe, na verdade esse era o motivo estúpido da “Suzy” ficar irritadinha. Mello desde o primeiro bimestre tem sido o segundo na colocação. Parece que ele é meio competitivo, por isso fica sendo hostil com Near.

Sempre o protegi. Desde que nos conhecemos, as pessoas tem implicância com o baixinho, albino, nerd, estranho, que empilha coisas, e anda só de meias. Vamos combinar que isso não é muito normal, mas ele também serve apenas de ovelha expiatória, não tanto quanto dos ruivos, claro, mas com a aparência sempre jovem pra sua idade (No momento, tem quinze com cara de doze.) se torna um alvo fácil pra esses valentões, ou qualquer ser que saiba bater.

- Tomara que tenha morrido. – Falei quase cuspindo, ninguém tem ideia de como aquele loiro me irrita. Até as roupas que ele usa me irritam, tenho pena dos animais que morreram pra fazer as calças, coletes e casacos pra aquela coisa. Fora aos frangos depenados. Que coisa mais gay.

Caminhamos em passos medianos até fora da sala, e nos encontramos com uma figura com postura curvada, com uma camisa social branca e calça jeans azul escuro, e uma pasta embaixo do braço, que nos cumprimentou. Era nosso professor de matemática, Mr. Ryuuzaki. O Near idolatrava aquele cara, mas até eu detestava matemática gostava do jeito que ele explicava, aquele sim era um exemplo de filho da mãe MUITO inteligente. Ele também fora aluno dessa escola quando era adolescente.

– Aula do Roger? – Ele passou a nos acompanhar enquanto caminhávamos.

– Sim, estranho vê-lo aqui, o senhor nunca é visto na escola em dias de quarta-feira, então tirei a conclusão que segundo minhas análises, seria o seu dia de folga. – Disse Near fitando-o, como a ovelha observava essas coisas?

– Bem colocado, na verdade é. Vim resolver uns problemas pessoais. – Chegamos ao portão da escola, havia uma limo os esperando, e recostado a ela, um cara muito parecido com nosso professor do lado de fora.

Ele arregalou os olhos que olhavam na nossa direção, em seguida desviou o olhar e entrou no carro. Talvez era medo de levar uma bronca do Ryuuzaki, não sei o nome dele, mas todos na escola o chamam de Beyond. Ele faz o terceiro ano e pela semelhança, é parente do nosso professor.

Parece que ele não tem os mesmos interesses do Ryuuzaki, é um desses badboys da escola, vive se metendo em confusão, posso apostar minhas calças que ele estava envolvido na briga de hoje mais cedo. Ah, e é amiguinho adivinha de quem? DO MELLO! Ele tem uma cara de psicopata que dá medo. Eu nunca ousaria nem trocar uma palavra com aquele ser.

Um dia que sentei ao lado da mesa das meninas no lanche, pude ouvir elas falando sobre uns rumores que as notas dele são horríveis, e só está aqui nessa escola por que é parente de quem é. Mas o fato é que as pessoas falam de mais. Talvez ele só tenha problemas, quem sabe os pais dele ficam cobrando muito dele, sei lá. Ter um gênio na família deve ser muita pressão.

Não se sabe muito sobre a vida dos Ryuuzaki. Tanto o aluno quanto o professor são pessoas distantes, e que não se deixam envolver. Bom pelo ao menos é o que as meninas dizem. Tá pensando o que? Que eu sou veadinho pra ficar analisando macho? E quem iria querer se envolver com aqueles dois malucos estranhos?

Olha quem fala. Um ruivo que usa goggles, que tem uma nuvem como melhor amigo e agora vai ser BARMAN! Ah... Minha vida é uma droga. Ryuuzaki acenou para nós antes de entrar no carro, fizemos o mesmo, não demorou muito para que ele partisse.

– Até mais, Near.

– Até. Boa sorte na entrevista. – Disse se afastando com a mochila branca nas costas. O criatura andava todo de branco, quem via era de pensar que era uma assombração.

– Ok! Valeu. – Caminhei em passos longos até meu destino, o moquifo ficava cerca de cinco quadras de distancia da escola, entrando à direita em um beco escuro.

Seja o que Deus quiser! Entrei no lugar, e logo fui devorado pelos olhos dos bebuns que estavam lá, sendo que ainda era meio dia. Pelo visto eles estavam prosperando mesmo, hem? Cheio de clientes e nem noite era ainda. Fui até o balcão, uma dona loira veio me atender.

– Posso ajudar, ruivinho?

– Estou aqui pela vaga de barman. – Fui direto.

– Ah, é isso... Vou chamar o chefe. – Caminhou até a porta que havia ali nos fundos. – Aiber! Um rapaz aqui querendo a vaga de barman!

Para minha surpresa, ao invés de um cara enorme, todo tatuado e mal encarado, saiu um loiro sorridente, bem boa-praça, que veio até o balcão com a maior simpatia do universo. Ok, definitivamente, eu era a ultima pessoa que esperava que um dono de bar fizesse o tipo galã de cinema.

– Oh, fico feliz que tenha ficado interessado. – Continuou com o sorriso estampado, tava começando a ficar com medo, mais parecia que ele ia matar o Batman. – A clientela aumentou e trabalho dobrou aqui no bar. O Salário é aquele do cartaz, apenas meio expediente, perfeito para um estudante, como vejo que é seu caso. – Apontou pra mochila que eu carregava.

Um estudante menor de idade trabalhando em um BAR! PERFEITO!

– Sim, sim. Eu estudo na parte da manhã, e durante a tarde e a noite, estou livre.

– Ótimo! Você é o mais novo empregado do Aiber Bar! Esteja aqui depois do colégio, e seu colega vai lhe instruir sobre o serviço.

– Colega? – E eu animado pensando que ia trabalhar com a loira gostosa.

- Oui, ele faltou hoje, por isso pedi a Wedy para quebrar o galho. – Ela acenou cordialmente. – Ele teve que resolver alguns problemas pessoais.

– Entendi. – Forcei um sorriso. Preciso ser uma pessoa gentil já que quero arrumar um emprego que lida com pessoas, mesmo que seja só pros meus pais me impedirem depois.

Depois de me despedir da tal Wedy, e do dono do bar que pelo que entendi se chamava Aiber, e pelo sotaque, era Francês. Eis a globalização, ser descendente de irlandês, morar em Londres, ter um algodão como melhor amigo, e agora vou ter um chefe francês. Não por muito tempo! Eu estava prendendo a risada maligna de vitória, logo eu chegaria em casa, e soltaria a bomba para os meus pais. HIHIHEHEHAHAHA!

No ônibus eu estava tão feliz que nem mesmo ir sentado do lado de um velho fedido, que no final descobri que era uma velha barbada e fedida, acabou com meu humor. Eu fui o primeiro a sair quando chegamos à minha parada, o sorriso do Aiber me contagiou, agora eu era quem ia matar o Batman. Abri a porta da minha casa altivo e vitorioso.

– Mail, onde esteve? – Minha mãe veio se fingindo de preocupada. – Deveria estar em casa há uma hora.

– Pois é! Tive que mudar o trajeto, fui atrás de um emprego. E consegui, começo a trabalhar amanhã. – Sorri doentiamente. – Em um bar.

Enfatizei minhas ultimas palavras, esperando uma reação como “Oh, meu filho, que horror, você não precisa se arriscar a este ponto, desista desse emprego.” e olha o que ganhei:

– Oh, Mail, estou tão orgulhosa de você! – Me abraçou e logo gritou pelo meu pai que desceu às escadas. – Ele arrumou um emprego!

– Meu filho, que coisa boa, finalmente você está virando um homem responsável!

– EI EI EI! PERA AÍ! VOCÊS OUVIRAM O QUE EU FALEI?

– Sim, claro. – Minha mãe sorriu. – Você foi aceito para trabalhar em um bar.

– Em um bar, com caras bêbados e drogados, podendo ser acertado com uma garrafa de whisky e morrer a qualquer momento... Vocês não estão preocupados?

– Todo trabalho é digno, meu filho. Nem pense em faltar um dia! – Meu pai fechou o punho. – Finalmente eu e sua mãe estamos orgulhosos de você.


Eles me abraçaram, pelo ao menos assim eles não puderam ver a imagem do puro desespero na minha cara. É, Batman, você está a salvo, sou um curinga que perdeu o sorriso, e só existe uma palavra para expressar a tamanha emoção que estou sentindo neste momento: FUDEU!

Notas finais
Desculpe se houve algum erro de digitação. Gostaram? Comentem! #se não tiver comentários não haverá segundo. u_u