Wammy's High

8 Lawliet Ryuuzaki


Notas iniciais
Demorou mas chegou!!! *---*
Galera, sentimos muuuuito pelo atraso. Mesmo! É que a escola está uma loucura.
Mesmo assim, aqui está um capítulo lindo do L! E dos bem dotados, viu? Demorou mais pelo tamanho. '-'
Mas é que muita coisa precisava acontecer nesse, então desculpem mesmo.
A novela mexicana hoje será minha (Thami) também, então leiam as notas finais.
ENJOY!!!!

Era uma manhã de segunda feira quando eu descia pelas escadas. Eu estava vestido com o uniforme da escola. Usar esse tipo de roupa nunca fez meu estilo, mas Roger havia conseguido fazer o conselho e a diretoria aderirem ao fardamento. Eu usava uma calça social preta, com uma blusa branca social que ficava por dentro da calça. Realmente ridículo.

Para tornar ainda mais abominável, havia um colete cinza e uma gravata também preta. Não que a roupa fosse tão feia assim. Muitos dos meus colegas ficaram ótimos nela, mas em mim ficou bem estranho, fora ao fato que aquela gravata estava me sufocando, e aquela calça tornava desconfortável minha maneira de sentar.

Foi uma boa tentativa de me fazer sentar “normalmente”, como todo mundo, mas não era aquela estranha veste que me faria baixar 40% do meu desempenho intelectual assim, mesmo com a possibilidade de rasgá-la. Eu entrei na cozinha, onde estava meu irmão Beyond tomando seu café da manhã: geleia de framboesa, já que a de morango estava faltando no supermercado quando fomos fazer compras ontem.

- Você está ridículo com essa roupa, L. – Disse ele, sentado com os pés sobre a cadeira, a verdadeira maneira correta de se sentar, usando os dedos como colher, enquanto eu caminhava em direção à geladeira para pegar minha fatia de bolo de morango.

- Você não está perdendo nesse quesito. – Ri com sua cara de desgosto. O fardamento dos alunos conseguia ser pior que o do professores. Era uma calça preta, com camisa social branca, com uma estranha gravata vermelha e um colete tom de mostarda. Acho que a parte mais grotesca era a blusa dentro da calça. Só havia uma pessoa que ficara ótima, mesmo com tal infortúnio.

- Aposto que era a moda da época do Roger. – B suspirou. E ele estava certo.

- Chegou que horas ontem? – Perguntei enquanto também me sentava à mesa. Fitei meu irmão, esperando a resposta, ao mesmo tempo em que colocava meu café e adoçava-o. Coloquei apenas 10 colheres de açúcar, tenho tentado diminuir o açúcar para não ficar com diabetes.

— Pouco mais de duas da manhã.

— Legal. – Disse levando o garfo com bolo à boca.

— Ele chegará hoje daquela viagem de semana passada, né?

— Não, ele teve uns imprevistos e virá apenas amanhã.

— Ah, entendo.

Nossa refeição foi silenciosa depois disso. Após mais doces e geleia, saímos de casa e fomos de limusine a caminho da escola, no começo tanto eu quanto Beyond estranhávamos muito essa forma de ir para o colégio, mas depois nos acostumamos. Eu estava até feliz, mas aquela farda estava me irritando muito, meu humor estaria ótimo se não fosse por isso, afinal meu final de semana foi muito bom, no meu ponto de vista.

Foi muito bom ter terminado meus planejamentos com rapidez e logo poder passar meu tempo livre lendo o livro que Raito-kun me fez indicação por e-mail. Minha vida social nunca foi das melhores, nunca gostei de sair de casa, e nunca lidei bem com as relações humanas, tanto que Yagami-kun é meu amigo mais próximo, amizade que vem desde seu primeiro ano na Wammy’s High.

Mesmo sendo professor e aluno, sempre conseguimos ter uma conversa de mesmo nível intelectual, e fora da sala de aula temos uma boa relação. Somos parecidos em certos pontos, embora ele seja muito popular, apesar de não gostar disso. Mas eu o compreendo, afinal, toda essa popularidade já o fez passar por situações tão constrangedoras que chegavam a ser cômicas, como o fanclub que fundaram para ele, por exemplo, e ele foi o ultimo a saber.

Chegamos à escola, e a primeira coisa que pude notar foi a silhueta de Roger, conferindo o fardamento dos alunos, e alguns dos pobres coitados ainda na portaria, por estarem ainda trajando roupas comuns. Apesar de já ter passado duas semanas desde a implantação das fardas, nem todos tinham conseguido aderi-las.

- Roger, por que não deixa eles entrarem? – Disse quando saí da limusine e me aproximei de onde ele estava repreendendo mais um aluno. Beyond andava ao meu lado, ainda com a expressão chateada. — Tenho certeza que não estão com o fardamento por um bom motivo.

- Mr. Ryuuzaki, se permitirmos coisas como essa, só vamos incentiva-los a não usarem o uniforme. – Disse o homem, também usando a farda dos professores, como se fosse a coisa mais perfeita do mundo. – Já se passaram duas semanas, acho que já foi tempo o suficiente. É uma regra, tem que ser obedecida.

- A mais importante regra da Wammy’s High é a oportunidade. Ao impedir que os alunos assistam à aula injustamente, está desobedecendo-a. O que Watari acharia disso? – Perguntei, encarando-o. Isso o fez denotar uma careta de desgosto. Ele pode ter certo poder nessa escola, mas Watari ainda é o fundador e diretor do lugar. – O que acha de perguntá-lo quando o virmos?

- Bom, tudo bem, isso não é necessário. Acho que por um dia não vai fazer mal. – Ele disse a contragosto, e virou para os alunos. – Mas quero todos amanha com o uniforme completo!

- Valeu, Mr. Ryuuzaki! – Disse um dos meus alunos ao entrarmos. Eu acenei cordialmente, e sorri de canto. Eu entendo a dor de usar uma farda.

Continuamos andando pelo pátio. Virei para Beyond, que assim que saímos da vista de Roger, tirou a blusa de dentro da calça, afrouxou a gravata e abriu o colete, melhorando um pouco a aparência. Eu estava pensando seriamente em fazer o mesmo também, mas aquilo era errado, principalmente para nós.

- B... Eu sei que a roupa não é muito confortável, mas você sabe que considerando os fatos precisamos dar boa impressão aqui. – Disse quando parados em um corredor ao lado do bebedouro. Alguns alunos passavam olhando para Beyond, e seguiam rapidamente seu caminho sem querer sequer cruzar os olhos com ele. Tipicamente normal.

- E você sabe que eu não ligo. Além do mais ninguém sabe de nada aqui. Além de um ou outro professor. E ao que parece, não sou o único a desrespeitar o fardamento. – Falou divertido olhado por cima do meu ombro. Me virei e vi Mello se aproximando. Posso dizer que ele parecia ligar menos ainda para o fardamento.

Usava a calça preta e a blusa como todos, mas a mesma estava por fora da calça também, e ele não usava nem o colete nem a gravata, mas sim um casaco de couro preto repleto de penas no capuz, e o crucifixo de sempre no pescoço. Nos pés, coturnos negros de cadarços. Revirei os olhos, já imaginava que algo assim devia acontecer. Mello sempre odiou seguir regras.

- Bom dia. – Ele proferiu indiferente ao parar ao nosso lado.

- Bom dia. Como conseguiu entrar desse jeito? – Beyond perguntou interessado.

- Ah, tenho meu meios... – Ele sorriu. Suspirei, Mello era um exemplo de garoto problemático, e ele havia piorado nos últimos dias, apesar de ser uma boa pessoa e de extrema inteligência.

- Beyond, eu vou indo, lembre-se o que eu falei naquele dia. A tia Gertrude já marcou a consulta, então temos que ir. – Disse. Aquilo não me agradava nem um pouco. Como alguém pode dizer que eu tenho transtorno obsessivo compulsivo?

- Certo. Até depois. – Ele falou indiferente e se afastou com Mello.

Segui até a sala dos professores, cumprimentando algumas pessoas pelo caminho. Assim que cheguei à porta, me deparei com David Law, meu colega de trabalho, passando por mim, vestido como um padre, com um crucifixo e o livro de física, a matéria a qual leciona, em mãos. Ele também tinha não dois ou três, mas doze pincéis. E pensar que da ultima vez que eu o havia visto, ele tinha dez, e refleti que aquele seria o recorde.

- Hey, L! – Ele sorriu, acenando. Seu tom de voz estava um pouco elevado por conta do fone de ouvido que usava. – E tchau, L!

- Olá, Dave. Indo pra alguma sala do primeiro ano? – Deduzi, sorrindo.

- Sim, preciso exorcizar a física na sala A! – Disse animado e correu.

- Como ele conseguiu entrar assim? – Sussurrei para mim mesmo. E me perguntei também como ele estava animado para ir para aquela sala? Nas ultimas semanas eles estavam mesmo precisando ser esconjurados. E eu não era o único a pensar assim. Eles estavam dando problemas para outros de meus colegas também.

Não era toda a turma, claro. Especificamente, Mello, o que já era rotineiro, apenas se agravou com uma novidade: Matt Jeevas. Eles andavam se estranhando e atrapalhando as lições. Uma vez, em uma das minhas aulas, o ruivo maquiou o loiro enquanto ele dormia. Mello dormir nas aulas é normal, mas Matt com um comportamento como aquele era preocupante, ele sempre foi um bom rapaz.

Ficou muito engraçado, admito. Até prendi o riso. Por ser loiro e realçado pelo corte de cabelo, um Mello maquiado ficou parecendo mais ainda parecido com uma garota. Claro, apenas na aparência, a personalidade dele não é nada delicada, tanto é que partiu para cima do pobre Mail com tudo. Sorte que eu fui rápido ao separá-los, para a surpresa de todos. Acho que todos pensavam que eu era um sedentário.

Eu finalmente entrei na sala. A maioria dos meus colegas havia ido pras salas. Eu estava atrasado para ir para a sala C do segundo ano. Essas novas salas do segundo são muito boas, apesar de não ser muito participativas como as do ano anterior, mas eles pegavam rapidamente as informações fornecidas. Mas era de esperar com um assunto tão interessante como matemática espacial.

Assim que entrei na sala, desejei bom dia meus alunos, que estavam com cara de taxo, esperando-me. Comecei a escrever um pouco sobre o que íamos corrigir da atividade da aula passada, e passei nas cadeiras, dando visto nos cadernos. Assim que abri minha boca para falar, consegui? Não. Por que?

- Atenção alunos e professores, deem uma pausa nas suas atividades, pois vamos começar o momento de reflexão matinal. – A voz de Roger soou do autofalante. Que magnífico.

Ele conseguiu reativar a rádio da escola, e por uma razão medonha, sempre atrapalhava as primeiras aulas. Nós professores, estávamos muito incomodados com isso, mas Watari acha que isso pode ajudar no desenvolvimento dos alunos. No fundo ele só quer atingir um aluno em especial. Como se fosse servir de algo.

Fiquei em silêncio, tal como meus alunos, e assim, ouvimos o texto que Roger começou a recitar, como aqueles padres na missa, quando vão dar um belo sermão:

- Um jovem galo morava em um galinheiro, este anunciava a chegada do dia todas as manhãs com o seu cantar. Achava-se o dono do mundo e pensava que o alvorecer dependia do seu canto. Uma bela vez, ele conheceu uma linda galinha, e como não poderia deixar de ser, teve uma longa e apaixonante noite de amor. Assim, ele acordou no dia seguinte e o sol já havia raiado, então ficou confuso, afinal, não era ele que anunciava o chegar do dia? E subiu até o alto do poleiro, para consultar um velho galo ancião que vivia por lá. O sábio o orientou, explicando que o seu canto jamais poderia ser o responsável pelo nascer do sol, mas era ele que anunciava que ele havia nascido para todos no galinheiro. Ele compreendeu e lidou com sua sina, e um bom líder como era, no dia seguinte estufou o peito e cantou. – Houve uma pausa. – Peço aos professores, que tirem uma mensagem do texto lido para seus alunos. Bom dia.

A sala estava em um silencio constrangedor, alguns de meus alunos estavam com expressões confusas, e os mais desventurados aderiram a uma coloração levemente avermelhada nas bochechas. Era inteligível, afinal, história é essa de ficar falando da vida sexual de galináceos para os alunos? O Roger havia ficado maluco, com certeza. Virei para eles, tentando ser o mais amigável possível.

- Ok, pessoal, o que acontece entre o galo e a galinha, deve morrer entre o galo e a galinha. – Eles riram. – Agora, vamos fazer a correção.

Eu andei entre as carteiras dos alunos, enquanto dava explicações sobre as questões. Foi nesse momento que me meti entre a terceira e segunda fileiras perto da porta e vi algo um tanto perturbador. Sentadinha na quinta cadeira da fila dois, Amane Misa estava com seu fichário aberto, admirando algo, como se estivesse hipnotizada pelo que via.

Não era para menos, afinal, era milhares e milhares de fotos do Raito-kun coladas sobre o acessório da garota. Não era surpresa, afinal, se ela abriu um fanclub para ele, tudo era de se esperar. Mas eu me perguntava como ela conseguia tantas fotos dele, afinal, ele sempre foi uma pessoa bem reservada. Aquilo sim era uma boa interrogação.

As aulas correram bem, embora eu estivesse um tanto intrigado com o que eu havia visto. Na terceira sala fui para outra sala do segundo ano, onde o tempo passou tão rápido, que eu comi apenas uma fatia de bolo, e nem ouvi o sinal tocar, só notei todos correndo para fora. Já eu apenas caminhei mesmo, afinal, estava comendo bolo.

A escola não havia mudado muito desde a minha época, tinha três turmas de cada série, alguns eram realmente convidados a estudar ali, outros pagavam. Tinha vários laboratórios, um ginásio com quadras e uma piscina, um auditório, um enorme salão para os eventos que as vezes ocorriam, e uma rica biblioteca, para onde eu estava me dirigindo no momento.

Nela havia vários livros didáticos, literários, científicos, entre outros, alguns para a doação, outros para locação. Era uma biblioteca linda, um ambiente agradável e silencioso, eu gostava de ficar ali à sala dos professores, não que meus colegas me desagradassem, eu apenas me sentia melhor entre todos aqueles livros. Sempre li desde pequeno.

Sentei em uma das mesas, e retirei um livro da minha pasta. O que Yagami-kun havia me recomendado. Era realmente bom, ele sempre teve um bom gosto literário, no final, ele era uma das únicas pessoas que frequentava a biblioteca da escola realmente interessado nos livros.

- Ryuuzaki. – Ouvi uma voz de tom agradável proferir meu nome.

- Raito-kun. – Sorri ao levantar meu olhar em direção ao meu amigo.

- O que está achando do livro?

- É realmente muito bom, romances policiais são um dos meus gêneros preferidos. – Eu disse enquanto observava ele se sentar na cadeira à frente da minha. – Na verdade, estou quase terminando, já que li o fim de semana todo.

Ele usava o maldito fardamento também, completo e perfeito, como o aluno exemplar que era. Ele era um dos poucos que, a meu ver, conseguia ficar bonito com aquela coisa.

Antigamente eu estranhava alguém como ele passar o tempo livre na biblioteca, ainda mais tendo apenas a mim como companhia. Mas com o tempo me acostumei em tê-lo aqui comigo quase todos os dias.

- E então, sua tia realmente vai obrigar vocês a irem ao psicólogo? – Ele perguntou.

- Sim, não conseguimos fazê-la mudar de ideia. – Falei revirando os olhos.

- Entendo. – Ele disse sorrindo de canto, como se tentasse não rir de verdade. Admito que aquilo me preocupou um pouco. Será que ele concordava com o que ela dizia?

- Raito-kun... Você também acha que eu sou tão estranho assim? Bom, eu sei que meu jeito de sentar é diferente, mas há explicações lógicas para essa e outra das coisas que eu faço e...

- Claro que não! – Ele me interrompeu balançando a cabeça negativamente. – Como você acabou de dizer, tem explicações lógicas para essas coisas. E além do mais, são essas suas coisas estranhas e personalidade única que fizeram... Quer dizer, que fazem... De você um ótimo professor, e uma ótima pessoa. – Ele disse, e depois sorriu. Estranho, ele pareceu mudar o que ia dizer no final, até gaguejou um pouco... Mas de qualquer forma, é bom saber isso.

É um pouco estranho, mas a opinião dele é uma das poucas com a qual eu realmente me importo. E saber que ele me vê assim é muito bom. Continuamos conversando até o sinal tocar, anunciando o fim do intervalo.

- Bom, até daqui a pouco, Ryuuzaki. – Ele disse se levantando.

- Até.- Ele saiu. Minha próxima aula seria na sala dele. E eu tinha uma pequena surpresa para os meus alunos.

Depois de passar na sala dos professores para pegar meu material de aula, entrei na sala do terceiro ano A. Beyond estava sentado em uma das últimas cadeiras como sempre. Embora ele tivesse notas muito boas, seu comportamento era terrível e a maioria dos professores não fazia nada por que também tinham medo dele. Coloquei minhas coisas sobre a mesa e me virei para a turma, que ainda estava conversando.

- Muito bem, pessoal! Vamos fazer silêncio agora, por que eu tenho uma surpresinha.

Aquilo tudo era muito emocionante, ao ouvirem isso eles ficaram calados e um pouco tensos. Acho que já imaginavam que tipo de surpresa seria. Eu particularmente adorava quando os meus professores faziam isso, era estimulante, inovador, e me deixava bem revigorado. Queria passar isso para os meus amados alunos.

- Eu vou passar um trabalho hoje, que valerá 25% da nota de vocês desse período. Vocês vão começar ele imediatamente, assim que eu sortear as duplas.

Dito isso a maioria começou a reclamar, dizendo que já tinham costume de fazer trabalhos com determinadas pessoas e outras coisas. Mas eu não voltei atrás. Já tinha decidido que seria assim, e eles precisavam aprender a trabalhar com outras pessoas, mesmo que não tivessem muita intimidade.

- Certo, então parem de reclamar e me deixem explicar como vai ser o trabalho. – Sorri, vendo-os tão alvoroçados. — Vocês farão todas questões das páginas... – Folheie o livro. – Ah... – Sorri. — Só da página 331 até 356.

- O QUE??????? – Todos gritaram em coro. Meu irmão bufou, e Yagami-kun apenas sorriu. Era mesmo um aluno muito exemplar.

Comecei a sortear as duplas usando os números da chamada. Alguns tinham ficado insatisfeitos com as suas, outros pareceram indiferentes. Curiosamente, Beyond e Raito-kun ficaram juntos. Raito pareceu não se importar, mas pude ver Beyond revirando os olhos lá atrás. Isso seria interessante.

Depois disso o resto da aula se passou normalmente, todos em silêncio resolvendo as questões, eu tinha consciência que eles não conseguiriam terminar tudo no mesmo dia. De vez em quando eu ainda pudesse ouvir reclamações sobre a escolha das duplas. Comi uma fatia de bolo enquanto permanecia sentado, apenas olhando-os.

No fim da aula pude ver Beyond e o Raito conversando sobre onde eles iriam se reunir para terminar o trabalho. Beyond queria que fosse na casa do Raito, mas eu sabia que se fosse assim ele daria um jeito de não ir até lá. Então eu me meti na conversa e disse que era melhor eles fazerem na nossa casa. Raito logo concordou, e Beyond teve que aceitar também mesmo a contragosto.

Eu conhecia o meu irmão, havia apenas uma coisa em que ele era melhor do que em comer geleia de morango: Fugir. Assim, decidi segui-lo por onde quer que ele fosse. Segui-o até o armário, o vi conversar com Mello em códigos. Eles falavam algo sobre uma coisa que ia acontecer, e que B era contra, mas também não se importava, e no final se despediram.

Vindo do Mello já devia ser alguma pegadinha com alguém. Seria o pobre Matt? Queria muito estar errado sobre isso, embora duvidasse muito. B começou a andar, eu continuei seguindo-o. Me dirigi até a limusine onde Alfred, o motorista, nos esperava. Beyond passou direto, como quem sai de fininho.

- B... Nós prometemos. – Disse fitando-o.

- Mas por quê? Nós estamos ótimos! – Ele tinha toda razão, mas era melhor irmos de qualquer maneira.

- Nós sabemos disso, mas talvez um profissional dizendo o mesmo, ela finalmente saia do nosso pé.

- Tem razão. – Ele murmurou enquanto decidiu entrar no veículo.

A viagem foi silenciosa e o motorista já sabia o endereço do lugar de destino, que não era muito distante. Quando chegamos, estacionamos em frente a uma clínica arrumadinha, embora pequena, que tinha os letreiros em japonês dizendo CLÍNICA KUROSHIN.

- Tia Gertrude... – Suspiramos em uníssimo.

Eu e meu irmão entramos no lugar e vimos uma moça atrás de uma mesa na sala de recepção. Ela era muito simpática e sorridente, era loira e tinha um crachá expondo seu nome: Kuroshin Mei. Então era uma clínica de família, eu supus.

- Boa tarde! – Ela sorriu, animada. – Nomes, por favor!

- Acho que a consulta está marcada para Ryuuzaki. – Eu disse.

- Ah, então vocês são os irmãos Ryuuzaki! – Ela sorriu. – Podem sentar ali, vocês serão os próximos.

Quando ela disse que nós seríamos os próximos, eu realmente pensei que seria rápido, mas eu estava redondamente enganado. Sorte que havíamos levados muito bolo e geleia, por que demorou cerca de duas horas para finalmente o paciente anterior sair de lá.

Era um homem gigantesco, com jaqueta de couro preta, uma bandana amarrada na testa, e seus olhos estavam extremamente vermelhos, pelo que pude notar ele havia chorado muito. Suas cicatrizes mostravam uma vida sofrida, e eram cicatrizes mesmo, as do tipo que geralmente são adquiridas em brigas de bar.

- Martew, velho amigo, tudo ficará bem logo. – O doutor disse, ele tinha cabelos espetados e negros, do tipo galã de Dorama. A não ser pela cara de lunático. – Não esqueça de tomar os remédios.

- Tudo bem, Steve, obrigado por tudo. – O homem disse. Olhei para o lado, e vi Beyond fita-lo incrédulo. O homem também olhou para ele. Não podia ser o que eu estava pensando.

- Hey! Eu vi você naquele bar! – O homem apontou para meu irmão. – Aquele do francês que tem um barman ruivo.

- Verdade, você é motoqueiro depressivo. – B sorriu. – Espero que tenha melhorado depois daquele dia.

- Pois é. Como você pode ver, estou me tratando com o melhor psiquiatra de todos!

- Também não é pra tanto, cara. – Médico maluco disse.

- Pois é. E por que está aqui? – O cara olhou para nós.

- Minha tia disse que eu e meu irmão temos problemas. – Beyond bufou.

- Nossa, eu não vejo o porquê. – Era verdade, apesar de estarmos sentados com os pés sobre o sofá, enquanto eu folheava uma revista com a ponta dos dedos.

- Pois é. Parentes...

Depois de nos despedirmos, deixamos o simpático motoqueiro depressivo com a recepcionista loira.

- Então, vocês preferem ser atendidos juntos ou separadamente? – O doutor perguntou olhando para nós.

- Juntos. – Respondi depois de pensar um pouco. – Assim podemos terminar logo com isso e ir embora. – Afinal, Raito-kun ainda iria hoje até nossa casa para terminar o trabalho com o Beyond.

- Certo, por aqui, por favor.

Seguimos ele até a sala de consulta. Era pequena, mas aconchegante. Havia uma mesa de escritório no canto, com um notebook e alguns papeis em cima, um sofá que ficava de frente para uma poltrona, e estantes de livros nas paredes. A janela dava para uma vista agradável da rua. Sentamos no sofá, enquanto o doutor Kuroshin se sentou na poltrona à nossa frente.

- Ok, vamos começar do começo. – Ele revirou alguns papéis, que agora tinha em mãos. – Como foi a infância de vocês?

- Foi normal. E a sua, L?

- Foi boa, normal também.

- Pois é. – B acenou positivamente.

- Ah... Entendo. Nenhum trauma? Fobia? Algo assim?

- Não, nada. – Disse Beyond.

- Eu não gosto muito de germes, mas quem gosta, não é mesmo? Eles te deixam doente. – Eu disse. Era a verdade, afinal.

- Aqui na ficha com informações que sua tia deu, diz que vocês são adotados. Isso incomoda vocês de alguma forma?

- Não. – Disse B. – Eu era um bebê, pelo amor de Deus! Como isso ia me incomodar?

- Eu não me lembro de nossos pais biológicos, apesar de chegar ao orfanato com sete anos. Meu cérebro deve ter se lavado sozinho. E realmente não me importo quanto a isso.

- Ok... – Ele olhou novamente os papéis. – Sendo criados apenas por um homem solteiro. Isso não deixou algum trauma? Vazio? Sentimento de falta de amor materno?

- Não... – Estreitei os olhos. – Pelo menos não da minha parte. E você, B?

- Também não.

Aquele disparate estava realmente me irritando, ele continuou fazendo perguntas inúteis e obvias. Perguntou se sentíamos raiva, mas era claro que sim! Quem nunca sente raiva!? Se algo nos incomoda? Claro! Coisas incomodam todo mundo. Perguntou sobre nossa orientação sexual, mas nessa Beyond interrompeu tudo, dizendo que não queria saber da minha vida nesse ponto. O mesmo valia pra mim.

Como irmão mais velho, foi eu que tive a conversa com B, o que não foi muito legal... Na verdade, foi um verdadeiro desastre. Ele apenas garantiu que sabia tudo o que precisava saber e não estava interessando em falar sobre isso. Na verdade, eu tive a mesma reação quando foram falar pra mim.

- Muito bem... Precisamos marcar outra consulta. – Disse o médico. Era esperado. Seria irresponsável da parte dele nos dispensar com apenas uma consulta. – Marquem com a Mei, na recepção, por favor.

- Tudo bem... – Eu suspirei, me levantando. Meu irmão continuou sentado.

- Vá na frente, L. – Sorriu de canto. – Tenho umas perguntas a fazer ao doutor.

Dr. Kuroshin sorriu. Eu os deixei conversando, enquanto saí e fui em direção à recepção, como planejado. Esperei B por alguns minutos, enquanto a simpática Mei falava ao telefone. O médico e Beyond surgiram novamente. O pobre coitado estava pálido, e B sorria.

- Tudo certo, não é, doutor?

- Sim, sim. Vocês não precisam mais retornar. Estão ótimos, a saúde mental de vocês é impecável. – Ele suava.

- Não se esqueça de dizer à tia Gertrude, ok? – Beyond continuava sorrindo, seus olhos castanho avermelhados se encontraram com o do coitado, e ele tremeu mais ainda. O que diabos B havia dito a ele? — Então vamos embora. – Ele me empurrou para fora do consultório deixando a recepcionista completamente incrédula e o pobre Kuroshin de branco estava verde.

Chegamos à calçada e ele me empurrou para dentro da limusine também. Quando o carro partiu olhei em sua direção.

- Mas o que foi aquilo? O que você disse ao médico para ele ficar tão assustado? – Perguntei preocupado.

- Não importa, ok? O que interessa é que não vamos mais precisar voltar lá e que a tia Gertrude vai largar do nosso pé.

Pensei em falar algumas coisas, mas nesse caso eu concordava com ele. Também não estava a fim de voltar lá. Beyond pediu para o motorista deixá-lo no bar, mas eu lembrei a ele que ele precisava terminar o trabalho com Raito-kun, lembrança a qual o fez bufar entediado.

Mandei uma mensagem pelo celular para Raito, avisando que já estávamos a caminho na nossa casa, mandando também o endereço, assim ele poderia nos encontrar lá. Depois de chegarmos, Beyond foi direto para o quarto dele, alegando que ia preparar as coisas para o trabalho para quando Yagami-kun chegasse. Enquanto isso, eu fui até o banheiro do meu quarto para tomar um banho.

Era mais ou menos quatro da tarde quando Raito-kun chegou. Abri a porta e ele entrou me cumprimentado. Ele usava uma calça jeans escura e sua típica camisa branca de botões. Estava com uma aparência ótima, como sempre. Carregava uma mochila, possivelmente com os livros.

- Entre comigo, ele está lá em cima. Beyond parecia muito empolgado para fazer o trabalho, já que está lá há um bom tempo.

Raito-kun me seguiu escada acima até o quarto de B. Bate na porta esperando uma resposta que não veio. Estranhei muito, será que ele havia dormido numa hora daquelas? Eu entrei de qualquer forma, com Raito em meu encalço.

Olhei em volta, o quarto dele estava como de costume, com seus amados bonecos de voo doo* na prateleira, alguns posters de banda na parede, e um bonequinho especial sobre a cama arrumada. Mas o mais importante não estava presente: o próprio Beyond. Havia um bilhete na porta do guarda-roupa.

Caminhei até lá, e peguando o bilhete pude lê-lo em voz alta.

“Esse trabalho pareceu tedioso, então fui para o bar do Aiber, e sim, fui pela janela mesmo. Diga ao Yagami que continue desde onde paramos e as sete ultimas páginas eu faço. – B.”.

- Ryuuzaki maldito... Ele me paga. – Murmurei amassando o papel. Fazia tempo que ele não me irritava tanto. – Ele pode ir dando adeus às geleias dessa semana. E vai comer verduras se não quiser passar fome.

- Parece que ele me deu um bolo... – Raito falou passando a mão na nuca.

- Eu sinto muito... – Eu estava extremamente envergonhado sobre isso. Fazê-lo vir tão longe até aqui para nada.

- Tudo bem. Então é melhor eu ir, afinal, tenho que fazer sete páginas de atividades. – Sorriu sem jeito. Ele estava tentando parecer legal.

- Não. Quero que fique comigo. – Olhei-o fixamente. Ele sorriu de uma forma encantadora. – Quer dizer, quero que fique. Eu o ajudarei com as questões.

- Não precisa se incomodar com isso. Você deve ter muitas coisas mais importantes para fazer.

- É o mínimo que posso fazer, já que meu irmão é irresponsável. – Disse firmemente.

- Certo... Se estiver tudo bem mesmo, então pode ser. – Ele concordou, ainda parecendo relutante.

Ficamos uma hora e meia resolvendo as sete paginas que ele devia fazer, na cozinha. Ele não teve muitas dificuldades. Na verdade, quase não precisou da minha ajuda. Era realmente muito inteligente. Depois disso lhe ofereci bolo e chá.

- O bolo está muito bom. Onde você compra, Ryuuzaki-san? – Ele falou enquanto comíamos.

- Ah, na verdade, eu que fiz. Às vezes gosto de cozinhar quando tenho tempo. Sem falar que é difícil encontrar um lugar que venda bolos que sejam bons mesmo. Só há uma confeitaria onde eu compro quando estou sem tempo. – Continuei. – E como não estamos na escola, não precisa de tanta formalidade. Pode me chamar de Lawliet, embora deva pedir que não conte isso para ninguém.

-Não vou contar... Lawliet. — Ele riu enquanto observava eu colocar açúcar no meu chá.

Sorri também. As outras pessoas sempre me olhavam estranho quando me viam fazendo isso. Mas não ele. Continuamos conversando e depois que terminamos, ele se ofereceu para lavar a louça.

- Não precisava fazer isso, Raito-kun. – Insisti.

- Ah, eu não me importo. – Disse sorrindo. Ele fica muito bonito quando sorri assim.

Eu contava a ele sobre um livro que havia lido na faculdade, enquanto ele lavava os pratos. Então decidi enxugar a louça para servir de ajuda também. Até que notei que ainda havia um na mesa.

- Ah! Esqueceu um, Raito-kun. – Peguei o prato, levando até ele.

O que aconteceu em seguida foi muito rápido, quase não assimilei direito. No descuido em que andei até lá, descalço, como sempre fico em casa, acabei não vendo a poça de água que havia no chão. Escorreguei nela, enquanto soltava uma exclamação de surpresa e tentava me segurar em alguma coisa.

Sem ver direito o que fazia, acabei segurando no braço de Raito, que por não estar esperando por isso acabou caindo junto comigo. Em cima de mim, pra ser mais exato.

- Ai. Desculpe, eu escorreguei. – Sorri, sem jeito.

- Você está bem? – Perguntou olhando nos meus olhos.

- Sim, eu... – Parei de falar quando notei o quanto estávamos próximos.

Ele continuava em cima de mim, com uma perna de cada lado do meu corpo e os braços dobrados um de cada lado da minha cabeça. Seu rosto a centímetros de distância.

- Lawliet... – Ele sussurrou.

Ele não fez menção de se levantar, apenas continuou me encarando. Até que lentamente extinguiu o espaço entre nós e encostou muito suavemente seus lábios nos meus, num selinho demorado. Meu coração começou a bater furiosamente. Os lábios dele eram macios e quentes.

Ele se afastou um pouco e me olhou, mas em seguida juntou nossos lábios novamente, de forma mais desesperada. Senti sua língua pedir passagem por entre meus lábios e cedi. Não estava raciocinando naquele momento. Tudo que podia sentir era o gosto da boca de Raito, nossas línguas tornando nossos paladares um só.

Senti suas mãos no meu rosto e o calor de seu corpo sobre o meu. Girei no chão ficando em cima dele sem quebrar o beijo. Suas mãos se afundaram em meus cabelos enquanto as minhas tocavam seu peito e a lateral de seu corpo por cima da camisa social que ele usava. E então a realidade me abateu, como um balde de água fria.

MAS O QUE DIABOS EU ESTAVA FAZENDO?

Separei-me dele abruptamente e levantei, ficando de costas enquanto tentava pensar calmamente. Droga, eu havia beijado o Raito! Meu aluno e amigo. Isso não estava certo!

- Lawliet, eu... Bem, nós...

— Desculpe... Isso foi um erro...

- A culpa foi minha.

- Não... Foi toda minha. Eu... Eu... Melhor você ir. – Aquilo simplesmente saiu.

Ele nada disse. Apenas me olhou da forma mais triste que eu havia vista em toda a minha vida. Pegou suas coisas e murmurou algo como mais um pedido de desculpas, e caminhou até a porta. Eu o segui, mesmo sem saber o que fazer. Eu precisava tomar alguma atitude sobre aquilo, só não sabia como.

- Não posso deixar que vá embora dessa forma! – Eu disse. – Espere um momento, pedirei a Alfred que o leve, eu irei junto, e...

- Não precisa, Ryuuzaki. Eu sei o caminho. – Ele me cortou.

Abriu a porta e saiu. Eu não fiz nada. Absolutamente nada. Apenas fiquei ali parado como um idiota, vendo-o seguir até o ponto de ônibus que ficava em frente à casa da senhora Johnson. Ele praticamente correu. Foi justamente naquele momento que um ônibus, que nem sabia se aquele era o dele, chegou. Deu um ultima olhada em minha direção, e com os olhos vermelhos, apenas subiu no transporte e partiu.

Eu me joguei no sofá, me senti péssimo. Realmente péssimo e pior de tudo: confuso. Eu havia gostado daquele beijo, mais do que qualquer outro na minha vida. Ninguém havia feito eu me sentir assim, na verdade. Mas Raito era meu aluno, um grande amigo, aquilo era um erro. Peguei o telefone, e dormi ao lado dele, esperando uma ligação. Estava preocupado pela hora que ele havia saído.

O sol estava entrando pelos vidros da janela quando o telefone finalmente tocou, me acordando. Atendi desesperadamente com minha voz de sono. Mas não era quem eu esperava. Pelo contrário... A voz masculina e séria perguntava se eu era Ryuuzaki. Ele me explicou a situação. Suspirei apenas dizendo:

- Estou indo.

Notas finais
*No novel Another Note o Beyond realmente tem esses bonecos. Achei interessante colocar.

E aí? Comentários? Se gostou não deixe de deixar a sua opinião! XOXO!
Novela mexicana mode on:
Galera, agradeçam à Arwen, que foi quem nos cobrou. Fora à Larissa enchendo. '-'
E ao tio Kishimoto, claro, que foi que partiu meu coração com o capítulo dessa semana. Aviso de spoiler. Pessoal, eu sou uma miserável e desgraçada NaruHina shipper. E NaruSasu também. Muita gente gostou, mas caralho... NARUSAKU? NARUSAKU? PREFIRO QUE ELE MORRA! Sem ofensa aos NaruSakus, é que porra, eu passei sete anos da minha vida shippando NaruHina. Dá raiva... Nada contra a sakura, mas meu Deus... SETE ANOS! SETE ANOS VIVENDO UMA MENTIRA! Ok, chega de drama. O fato é que o mangá não acabou. Ainda há esperanças para mim, e os outros. E eu esperando cenas NaruSasu também... E só um "Vou ser hokage." "Eu que vou." ¬¬
TIME SETE REUNIDO? CADÊ O SAI!? QUANDO IAM NAS MISSÕES, QUANDO FORAM PRA GUERRA LEMBRARAM DELE! E a agora excluem o pobre coitado do garoto pele de rã albina. Tadinho. '-'
Bom, ao menos meu coração despedaçado junto com o da Hinata me fez ter coragem de escrever esse capítulo.
Bom... Ao menos Bleach foi legal. E minha história está postada. u_u
Desculpem a doidice galera. xD

Letícia aqui agora gente!! Sem querer tomar mais do tempo de vocês, mas tem umas coisas que eu queria dizer: a história da rádio da escola é inspirada na nossa própria escola, que atrapalha a aula todo dia e tem cada coisa ridícula (esse texto do galo e da galinha realmente teve um semelhante ¬¬). E o professor de física deles também é inspirado no nosso (ele realmente ''exorciza'' a física lá e tem 12 pinceis)!
Bom, era só isso mesmo! ^^ Não deixem de deixar sua opinião, então COMENTEM please!! Beijo, até o próximo! ;)