Wammy's High

19 Lawliet Ryuuzaki


Notas iniciais
Olá, pessoas lindas! Depois de dois meses aqui estamos! Já nem pedimos desculpas pela demora, pra evitar a fadiga. Obrigada aos que não abandonaram a história, vocês são guerreiros mesmo. Axl4k7, pra você que chegou com tudo, obrigada pela recomendação! Capítulo dedicado a você! Sem mais delongas: ENJOY!

– Bom, rapazes, eu os chamei por que tenho um comunicado. – Watari começou, andando de um lado pro outro perto de seu gabinete, na sala da diretoria. Eu e Beyond continuamos sentados, em silêncio, apenas seguindo seus movimentos com os olhos.

Admito que eu estava curioso, que tipo de comunicado? A ultima vez que ele fez algo assim, nos obrigou a passar uma semana com tia Gertrude. Então, digamos que eu não esperava algo bom, seria algo do mesmo nível de ter uma senhorinha apertando você e falando de quando você era criança.

– Vamos à casa do lago esse final de semana! – Disse, animado.

Graças a Deus. Nunca fiquei tão feliz por estar errado.

– Que ótimo, não vamos lá há anos. – Disse meu irmão, tirando um pote de geleia do bolso. – Estava até pensando sobre isso esses dias.

– Sim, então, preparem-se. Vai ser um bom momento em família, já que não temos tido muito tempo juntos. Desde o Natal na casa da Gertrude. – Watari continuou. B fez um bico esquisito, como uma lembrança desagradável. Eu apenas sorri.

– Também acho uma ótima idéia, estaremos lá, Watari. — Eu falei.

O sinal tocou.

– Preciso ir pra aula. – B comentou, levantanso-se calmamente. – Até mais.

Ele saiu tranquilamente caminhando devagar. Eu olhei para Watari hesitante. Ele era meu pai, meu chefe e meu amigo. Eu estava muito feliz com minha relação com Raito-kun, que até agora estava funcionando bem, éramos discretos e tinhamos nossos momentos juntos com certo esforço. Mas a possível reação do Watari a isso era como um fantasma que me atormentava. Eu precisva falar com ele sobre isso. E achei que aquele era o momento.

– Watari, estive curioso sobre a opinião do senhor sobre uma matéria que estava lendo um dia. – Comecei, enrolando um pouco. – Algo sobre uma possivel relação aluno-professor ocorrida em outro estado. Sabemos que a política da instituição é contra, mas eu gostaria de saber sua opinião pessoal sobre isso, além do papel de mestree educador, claro.

Seu rosto cheio de linhas de expressão por conta da idade, que antes estava iluminado com certeza com a idéia da nossa viajem, tornou-se obscuro. Ele sentou-se em sua poltrona, virando-a na minha direção, encostando os cotovelos no gabinete.

– Você sabe de alguma relacionada a isso acontecendo nessa escola? – O velho senhor falou com seriedade.

– Não, senhor. Apenas pensei no assunto, já que estamos no cenário escolar. – Eu menti, um pouco nervoso.

– Lawliet, com toda sinceridade, nunca vi uma situação assim com bons olhos. Em todos esses anos atuando no cenário educacional, posso dizer que vi muitas coisas, e sei como essas histórias acabam: nada bem. E não me refiro só em relação ao professor, mas a instituição de ensino também, muitas vezes até o aluno sai prejudicado. Há pais bastante rígidos e conservadores lá fora. E aqui dentro também. – Ele continuou, ainda cheio de severidade. – Se souber de qualquer coisa relacionada a isso, por favor, contate-me imediatamente.

– Certo. – Eu disse quase num sussurro. – Bom, o senhor jantará conosco essa noite? – Tentei mudar de assunto.

– Creio que sim. – Ele voltou ao seu semblante comum. – Estou animado com nossa viajem. Não tenho dado muita atenção a você e seu irmão, ultimamente.

– Nós estamos bem, Watari. – Confortei-o, tocando seu ombro ao me levantar. – Vamos ficar bem. — Falei pra ele, e pra mim mesmo também. – Preciso arrumar uma papelada na minha sala. Vemo-nos depois.

– Sim. – Ele sorriu, enquanto eu saí.

Caminhei pelos corredores, rumo à minha sala. Sentei na cadeira e tirei um pedaço de bolo da bolsa, as palavras de Watari me rondaram a manhã inteira, enquanto estive sozinho no meu gabinete, lendo umas anotações de plano de disciplina.

O sinal tocou, pro intervalo. E eu suspirei, mas não me levantei, eu sabia que teria que encontrar Raito-kun na biblioteca, mas não estava muito animado, digo, nãopara vê-lo, mas em um lugar público. Meu celular vibrou. Eu já sabia do que se tratava.

Cadê você? — Kira

Meu gabinete. Pode vir aqui? – Ryuga Hideki

Estou indo. – Kira

Alguns minutos depois, ouvi batidas na minha porta e sorri.

– Está aberta, Kira. – Brinquei, sabendo que se tratava dele.

– Ryuga Hideki? Vocêaqui na sala do meu professor de matemática? – Ele também brincou, ao entrar, e sentou-se na cadeira frente à minha mesa. – O que houve, L? – Raito-kun tomou seu tom sério.

– Sinto muito por não tê-lo encontrado na biblioteca. Algo desagradável aconteceu, e infelizmente... – Levantei e fui até a porta, trancando-a. – Nos afeta. – Voltei-me para ele. – Finalmente tomei coragem para conversar com Watari.

– Contou pra ele? – Raito arregalou os olhos.

– Não diretamente. Fiz uma pergunta indereta sobre a relação entre um professor e um aluno. — Suspirei, enquanto caminhava até minha mesa novamente. — Ele disse ser contra.

– Ele deu a opinião geral, então...

– Sim, penso eu.

Yagami-kun estudou-me por alguns instantes, depois começou:

– Qualquer pessoa de boa índole seria contra a relação entre um professor e um aluno. O bservando as coisas assim superficialmente, sobre o que estamos fazendo, dá uma ilusão de que é errado. Mas o ponto é que está muito além da relação de um aluno e um professor: são dois amigos, duas pessoas. – Ele sorriu. — Esse conceito de relação proibida e corrompida, não se aplica ao que temos. Não me apaixonei pelo meu professor de matemática, na verdade, eu odeio esse cara e o fato dele ser um sabichão que eu não posso fazer de bobo como os demais. Me apaixonei pelo meu melhor amigo, que fala a minha língua, que gosta das minhas idéias por entendê-las, e não tenho que fingir ser o que não sou.

As palavras dele me fizeram sorrir e segurar sua mão.

– Você tem razão. – Falei. – Preciso ser mais específico ao perguntar desse assunto novamente.

– Sim, aposto que ele vai entender. – Ele sorriu, levantando-se e vindo em minha direção. Eu sorri, observando seus gestos. Raito-kun segurou minha cadeira, continuou de pé, sua frente pras minhas costas enquanto me mantive sentado, suas mãos tocaram meus ombros com firmesa, começando uma massagem lenta. – Está muito tenso, Ryuuzaki. Precisa relaxar... – Sua voz chegou ao pé do meu ouvido onde depositou uma leve mordida no meu lóbulo fazendo-me arrepiar. – Posso ajudar você com isso. – Continuou sussurrando, enquanto suas mãos acariciavam meus ombros e pescoço, tirando pouco a pouco a tensão a cada toque. Eu estava mesmo um pouco sobrecarregado, não apenas por causa da conversa com meu pai, mas do trabalho também.

Fechei meus olhos ao sentir beijos no meu pescoço, que inclinei um pouco para lhe dar mais acesso, ele passou a língua vagarosamente por minha pele exposta, enquanto suas mãos foram descendo por meus braços e voltando pros ombros, repetidamente, enquanto eu suspirava levemente, sentindo meu corpo amolecer.

Ouvi o sinal tocar. Abri meus olhos e fitei-o pelo canto do olho.

– É melhor você ir, vai se atrasar. – Sussurrei, com a voz inevitavelmente rouca.

Ele não respondeu, afastou-se de mim e sorriu com malícia, enquanto girava minha cadeira em sua direção. Arregalei meus olhos, quando ele se ajoelhou na minha frente e começou a desabotoar meu cinto.

– Raito-kun, aqui não! E você vai atrasar pra aula! – Disse, atordoado.

Yagami não me deu ouvidos, abriu meu ziper e senti seus dedos acariciando meu membro por cima da roupa íntima, enquanto ele continuava sorrindo. Eu suspirei pesadamete, sentindo a ereção se iniciar, tanto pelo fato deu ter relaxado com sua massagem anteriormente quanto pelas carícias. Ele fez algo ainda pior: adentrou seus dedos na veste e acariciou diretamente, em seguida colocou para fora.

A malícia em seus olhos aumentou e fechei os meus quando senti sua língua molhada tocar minha pele. Ele lambeu lentamente, com movimentos circulares, como uma deliciosa tortura, até chegar na ponta da ereção, que já pulsava. Em todo o processo eu segurei na cadeira, gemendo baixo, mas quando Raito-kun finalmente possuiu a glande, envolvendo seus lábios completamente, segurei em seus ombros, puxando sua camisa, já a outra mão tapava minha boca, enquanto mordia o lábio inferior e arfava.

Ele tomava ainda mais meu membro em sua boca, e eu abri meus olhos. A situação ficou ainda pior quando fiz isso, por que eu estava embriagado em sensações, mas agora além das sansações eu tinha a visão de Raito-kun diante de mim, de joelhos, embaixo da minha mesa, na minha sala, enquanto deveria estar na aula. Era tão perigoso, era tão errado, o professor queria parar tudo, mas o homem pedia por mais.

Tomei fios de seus cabelos com as pontas dos meus dedos ao recostar minhas mãos em sua cabeça, puxando-os levemente, voltando a fechar meus olhos. Eu estava chegando no limite, minha respiração estava descompassada, e meu corpo precisava de mais. Pressionei seu rosto contra meu corpo com mais força, e me dei a liberdade de libertar leves gemidos roucos pelos lábios entreabertos.

Ele pareceu ter entendido o que se passava, mas como uma tortura, ele continuou no mesmo ritmo, movendo sua boca em sobe e desse. Abri meus olhos, dando de cara com seus olhos semicerrados famintos me encarando, aumentando mais a velocidade, gradativamente, a medida que sentia meu corpo entrar em chamas. Fechei os olhos, arqueando levemente o tronco, deixando escapar um gemido gutural enquanto me desafazia em sua boca.

Com a respiração pesada, olhei em sua direção, vendo-o dar os últimos chupões em minha glande, antes de me encarar, sorrindo vitorioso, com os lábios vermelhos. Dei um suspiro, enquanto ele me vestia. Ato que eu apreciava bastante quando ele o fazia.

Ele levantou, arrumando os cabelos e tentando desamarrotar a camisa. Foi eu quem sorriu, por vez, puxando-o pelo pulso para meu colo, envolvendo-o em um abraço de testas coladas, olhos abertos, fitando um ao outro, em silêncio. Como se estivéssemos em uma cena de crime só nossa. E realmente estávamos. Raito-kun era meu maior crime, ele era meu pecado e sabia muito bem disso.

– Sente-se melhor? — Finalmente falou.

– Estou sim, obrigado. – Toquei meu nariz no seu, dando-lhe um beijo leve e suave nos lábios.

– Você faria o mesmo por mim. – E era verdade.

Raito levantou-se, pegando a chave sobre a mesa, caminhando em direção à porta, sorrindo.

– Tente não pensar muito nisso, ok? Converse abertamente com ele, se isso vai te libertar. – Ele disse, em tom suave, enquanto destrancava a porta. – E descanse. – Apontou e jogou as chaves em minha direção, eu automaticamente as peguei.

– Boa aula, Raito-kun. – Sorri, acenando um “tchauzinho”.

– Obrigado. – Ele sussurrou, acenando de volta e fechando a porta.

Eu estava sozinho em minha sala, novamente. Dei um suspiro longo, olhando para as chaves, antes de guarda-las no bolso. Um sorriso largo veio em meu semblante. Voltei-me para meus papéis, apoiando meu cotovelo na mesa e encostando a mão na face, voltei ao trabalho.

O sinal do final da aula tocou, mais rápido do que esperava no meu tempo psicológico. Olhei no relógio e realmente já era o horário final. O tempo passa rápido quando se está bem. Eu comecei a recolher minhas coisas, distraidamente, e do nada, surge um Beyond atrás de mim, rindo como maníaco.

– Você veio flutuando ou algo assim? – Brinquei. – O sinal mal tocou e você já está aqui. Pensei que me esperaria no carro, como sempre faz.

– As pessoas mudam seus hábitos, irmão. – Ele disse, entre risos. – Assim como rapazes exemplares que nunca se atrasam chegam bem depois do sinal do intervalo ter tocado.

– E? – Olhei-o, cínico.

– E analisando quão vermelhos os lábios do pobre Yagami estavam e sua atual felicidade. – Ele deu uma risada. — Acho que alguém brincou muito na hora do recreio.

– Já pensou em ser romancista, B? – Sorri, finalizando a organização da minha bolsa. – Você é bem criativo.

– Não, mas obrigado. – Ele pegou um pote de geleia de seu bolso, e assim que nos retirarmos do recinto, tranquei a porta.

Enquanto caminhávamos pelo corredor e meu irmão estava distraído olhando algo no telefone, meu celular vibrou, mostrando a mensagem:

Seu irmão passou a aula inteira me encarando e rindo de forma assustadora.–Kira

Ele entrou na minha sala fazendo o mesmo. Você teve problemas pelo atraso?– Ryuga Hideki

Não, quando entrei o professor sequer me barrou. Eu disse que tinha tido um problema e ele não me questionou. A sala também parece ter engolido minha desculpa esfarrapada, já que apenas algumas garotas perguntaram se eu estava me sentindo bem, já que parecia com febre e essas coisas. Eu disse que ficaria bem, e a aula passou tranquilamente, exceto pelo detalhe de Beyond rindo da minha cara. – Kira

Não pude deixar de rir ao imaginar meu irmão deixando o pobre Raito-kun sem jeito durante a aula.

Que alívio. E sinto muito pelo comportamento de Beyond. — Ryuga Hideki

Está tudo bem. Tenha uma boa volta para casa. – Kira

Você também. -Ryuga Hideki

Quando eu e Beyond chegamos frente à Limo, Watari já nos esperava do lado de fora, sério. Meu coração parou um segundo, e guardei meu celular como se estivesse escondendo uma prova de delito. Beyond olhou-o confuso.

– Algum problema, Watari? – BB perguntou, preocupado.

– Tenho más notícias, rapazes. – O velho diretor começou. –Eu terei que fazer uma viagem de negócios esse final de semana. Não poderei ir para a casa do lago, mas achei injusto com vocês, então insisto que vão sem mim.

Metade de mim sentiu um alívio súbito, já que poderia ter acontecido algo realmente ruim, mas a outra metade estava um pouco chateada por não poder ir passar esse tempo com Watari e B. Estávamos precisando desse tempo juntos, talvez eu até conseguisse ter um momento propício pra conversar com meu pai sobre Raito e eu, talvez até contar com a ajuda e apoio de Beyond, que eu sabia que tinha.

– Irmos sem o senhor? Tem certeza? – Perguntei, duvidoso.

– Sim, tenho certeza. Poderemos fazer outro programa depois. Eu prometo. – Ele disse, sinceramente.

– É verdade. – Meu irmão finalmente falou. – Vamos ter tempo pra fazer algo depois.

– Vocês podem ir no sábado pela manhã, eu irei pegar meu voo na sexta à noite. – Disse o velho, abrindo a porta do veículo. – Vejo vocês no jantar.

– Certo. – Disse Beyond, ao entrar no veículo, sendo logo seguido por mim.

Despedimo-nos do velho senhor com um aceno, logo retribuído por ele. Suspirei, olhando pela janela do carro pensativo.

– Eu tive uma idéia. – B me olhou com seus olhos alertas, como sempre que ele em um plano maluco. – Você pode chamar Yagami pra passar o final de semana com você, na mansão.

– Por que?

– Vocês precisam de um tempo juntos. – Ele riu.

– E a casa do lago?

– Eu tenho planos bem divertidos pra ela. – Sorriu, tirando um pote de geleia do bolso.

Notas finais
E aí, gostaram? :3 - Novela mexicana? Novela Mexicana. Por que se não fosse, não seríamos nós. Bom, gente, desculpem pela demora, mas é sofrimento muito grande pra pessoas azaradas como nós. Novembro foi um mês destruidor, cheio de provas e trabalhos, mas conseguimos, amém! Nyx passou dezembro trabalhando, eu ainda o fiz por duas semanas, e ainda viajei durante o natal (deu muitas idéias pra essa fanfic, pelo menos), mas depois do ano novo, aqui estamos, começando 2015 com a vibe bem "sobrevivemos a 2014, uhuul!". Muita felicidade pra vocês, leitores. Amamos muito vocês. Aqui uma colagem do BB pra animar. Espero que curtam. http://40.media.tumblr.com/264e9180540916c743b13a04895608fc/tumblr_nhs6qq2ksd1rxbq4ho1_1280.jpg Beijos! Obrigada por lerem! Até o próximo.