Wammy's High
26 Beyond Birthday
Notas iniciais
A bruxa estava solta, o pau estava torando, e pela primeira vez na história da Wammy’s High, eu não era o responsável por tamanho caos. Peguei um dos papéis que estava voando por todos os lados, parecia até o causo da Regina George expondo as páginas dos burnbook, os queimados da vez: os dois idiotas que chamo de irmão e cunhado. Era o jornal da escola com uma manchete dizendo “Entenda o motivo para Yagami Raito tirar notas tão boas em matemática”, Amane Misa prometeu e cumpriu, Yagami Raito ia mesmo se arrepender e ainda puxou o trouxa do Lawliet para o Tártaro junto com ele, mas era aquele ditado: quem anda com os porcos, farelos come.
Infelizmente eu tive que agir rápido, só esperava que aqueles dois energúmenos não tivessem abrindo o bico e admitido aquela palhaçada. Tudo bem fazer coisa errada, tudo bem ter fantasias estranhas, tudo bem ficar com gente escrota, mas que tivessem a decência de esconder. Sério? Na calçada lá de casa? Meu Deus do céu, Q.I. não significava nada em termos de inteligência prática mesmo. Se bem que ninguém ia imaginar paparazzis seguindo pessoas anônimas.
Eu nem sabia como estava o L nessa história toda, acabei dormindo fora, mais precisamente dei uma fugidinha na casa do Near. Só dormimos de novo, mas foi ótimo, eu estava muito feliz ao pé que as coisas estavam, só em tê-lo comigo já era um grande contentamento. Saí antes dele acordar mas deixei um bilhetinho, eu precisava passar na casa da Wedy e checá-la, graças a Deus o namorado dela tinha mesmo voltado de viagem e já podia cuidar dela, mas fiquei preocupado. Cheguei na escola já atrasado, entrei pela passagem secreta do Mello só para ver o quengaral em chamas.
Nunca corri tão rápido em toda minha vida, no corredor da sala da coordenação eu já podia ouvir uma voz masculina muito puta da vida, mulher chorando, a voz do meu pai pedindo calma. Coitado, tinha vindo do aeroporto direto pro trabalho pra chegar e se deparar com o circo pegando fogo, Watari Wammy não tinha mais idade pra essa merda, e Jesus Cristo amado do céu, o que era aquilo? Entrei de supetão pelas portas do inferno e vi a sala cheia de gente, meu pai no gabinete, os dois idiotas em estado catatônico encolhidos sentadinhos num canto enquanto o senhor asiático de meia idade de terno e óculos esbravejava e a senhora asiática tentava acalmar, aos prantos.
— Essa instituição é uma piada! — O Yagami pai gritava com seu bigode. — Como não veem uma barbaridade dessas acontecendo?
— Parem já! — Eu gritei dramaticamente. — Isso é uma loucura!
— Filho, agora não é um bom momento. — Watari começou, transtornado. — Estamos no meio de uma crise.
— Não há crise nenhuma, aliás, existe sim. — Balancei a folha um pouco amassada da minha correria com ela na mão. — Tentaram nos prejudicar e criaram um terrível mal entendido.
— Como assim? — Yagami pai perguntou, se acalmando mais.
— Sou eu nessa foto. — Apontei. Por sorte o filho da puta o qual saí quase uma xerox dele estava com uma roupa preta, vai ser sortudo assim na casa do caralho!
— Meu Deus… — A mãe do Raito arregalou os olhos. — Isso explicaria bastante.
— Por que não contaram logo e ficaram aí calados? — Watari perguntou pros dois bananas de pijama.
— Papai, não vê que estão em estado catatônico? — Tomei a frente. — Também, coitados, terrivelmente encurralados! Não viram o caos que está lá fora? E aqui dentro? Pude ouvir os gritos do Sr. Yagami do fim do corredor. Imaginávamos que o senhor não reagiria nada bem, por isso mantivemos o segredo, que foi exposto assim de forma tão irresponsável e desonesta.
— Isso é verdade, meu filho? — O senhor Yagami sentou na cadeira e olhou para o filho.
— É verdade. — Yagami colocou no rosto o mais convincente dos semblantes de cão arrependido, entrando no meu jogo.
— Sentimos muito que as coisas tenham vindo à tona dessa maneira, mas é a única coisa da qual eu me arrependo! Amo seu filho e é até bom que isso tenha acontecido para finalmente sair das sombras e poder admitir quem eu sou e como me sinto. — Que merda eu tava falando? — Meu irmão era cúmplice, de fato, tentava acobertar nosso namoro mas era a meu pedido, se forem fazer qualquer coisa, façam contra mim, poupem meu inocente irmão e a pessoa que eu amo!
— Querido, não diga mais nada! — A senhora Yagami levantou e me abraçou. — Você era o amigo a quem ele ia visitar e voltava todo feliz, não era? Eu sabia que não era só amizade, olhe pro meu filho, um jovem bonito, com certeza meu Raito estava com um romance secreto. E olhe pra você, outro jovem bonito e de boa família, por que nunca contaram nada? Jamais seríamos contra.
— Eu sabia que a senhora não seria contra, mamãe, mas… — Raito olhou para o pai com lágrimas nos olhos, que medo daquele sociopata.
— Pensou que eu o rejeitaria? — O homem tirou os óculos e encarou o filho, devastado. O safado sem vergonha do Raito acenou positivamente com a cabeça com cara de choro. — Eu jamais faria isso.
— Tinha a questão social do colégio também. — Expliquei enquanto fazia uma água com açúcar para acalmar os palhaços do fusca, porque era o que estávamos sendo no meio daquele circo. — Seu filho é cobiçado por quase todas as meninas e meninos desse colégio e eu já sou perseguido por causa da minha família e dos meus problemas de animosidade. Pensamos que poderiam aprontar algo contra a gente, e olhe só, estávamos certos. — Servi o calmante em copos de cristal. — Seguramos nosso segredo por quase um ano, pretendíamos vir a público somente quando saíssemos do colégio, mas nosso plano foi pelo ralo.
— Professor Ryuzaki, sentimos muito por toda essa situação, meu Deus, que horror. — A mãe do Raito consolava meu irmão.
— Quem fez isso? — O senhor Yagami gesticulava com o papel. — Seja lá quem inventou essa calúnia contra meu filho, eu quero uma punição!
— Terá uma punição, com certeza, vocês garotos sabem quem pode ter aprontado essa pegadinha de péssimo gosto? — Watari perguntou.
— Pode ter sido literalmente qualquer admirador ou admiradora enciumados. — Raito finalmente falou uma frase completa, sério que ele não ia dedurar a Misa? — E eu não me importo com isso agora, podemos investigar com mais cuidado depois. Eu concordo que foi até bom ter vindo à tona, não precisamos mais viver nos esgueirando como ratos, só precisamos vir à público esclarecer a situação e limpar o nome do professor Ryuuzaki e o meu. — É, realmente aquilo era mais importante mesmo.
— Rádio da escola? — Sorri.
— Rádio da escola. — Sorriu de volta.
— Rapazes, eu sinto muito por tudo o que eu disse. — Sr. Yagami coçou o rosto, constrangido. — Sinto muito pela voz alterada, pelas palavras duras, as acusações contra a escola e o professor Ryuzaki, eu realmente peço desculpas a todos.
— O senhor não tem nada do que se preocupar. — Foi eu quem falei. — Só queria proteger o Raito, entendo bem o sentimento.
— Sr. e Sra. Yagami, eu peço desculpas por todo esse transtorno envolvendo o nome da Wammy’s High, prometo que não haverá qualquer tipo de impunidade, é uma promessa. — Watari disse determinado e o casal agradeceu e apertou a mão do velho educador.
— Querido… — A mãe de Raito me chamou num cantinho. — Como forma de nos redimirmos pelo comportamento do meu marido e confortá-los por tudo que vocês passaram essa manhã, eu insisto que venha jantar conosco hoje, para nos conhecermos melhor.
— Será uma honra, obrigado por esse convite. — Sorri mais falso que uma nota de três.
— Pois está marcado, esperamos por você. — Ela sorriu.
Quando os pais de Yagami foram embora, L foi para o gabinete dele e meu pai nos acompanhou rumo à rádio da escola meio à confusão. Os professores não conseguiram colocar os alunos para dentro das salas, nem os gritos da Tia Terremoto como era chamada pelo Matt e eu aderi com muito gosto, foi capaz de manter a manada na linha. No alto-falante, Yagami e eu contamos a mesma mentira inventada na diretoria, cada palavra daquela palhaçada começava a pesar na minha língua, estava sendo bem convincente, como meus amigos iriam receber aquilo? Como Near ia receber aquilo?
Não podia pensar nisso e deixar transparecer qualquer hesitação denunciar a fanfic péssima que eu estava inventando ali pra livrar a barra dos dois sem vergonha. Parece que o povo engoliu a palhaçada, as coisas já tinham se acalmado quando saímos, próxima parada: gabinete do meu irmão. Eu tinha muito, muito, mas muito o que falar para aqueles dois bananões, Misa também ia pagar caro por aquele pandemônio quando chegasse a hora. Assim que entrei, L finalmente redescobriu a língua perdida na diretoria.
— Você nos salvou, eu nem acredito, nem sei como agradecer, B.
— Guarde bem a sua gratidão porque vou cobrar com juros e correções monetárias por cada palavra dita naquela mentira ridícula! — Comecei. — Vocês dois perderam o juízo? Tem um lance secreto e ficam se comendo nas calçadas? Vocês são o que? Tontos?
— Sinto muito, irmãozinho. — L me olhou com a cara lisa.
— Tudo bem, você me deve uma caixa de geleia de framboesa premium, pra amanhã ainda.
— Certo, eu prometo.
— Você merece o Oscar de melhor ator em filme dramático. — Raito sorriu pra mim.
— Guarde seus elogios pra alguém que dê a mínima, Yagami. — Revirei os olhos. — E que negócio é esse de não entregarem a Misa? Tá na cara que foi ela, ainda mais depois da declaração de guerra no fã clube.
— Não foi ela, conversei com a Misa e acertei as contas no sábado mesmo, ela garantiu que não faria nada contra mim.
— A palavra de Amane Misa e merda pra mim é a mesma coisa.
— Misa é chata, sem noção, mas nunca mentirosa. — Agora o tonto do meu cunhado virou o advogado dela, que traste meu irmão tinha arrumado.
— Não boto a mão no fogo por ela.
— Ela não é a única naquele fã clube, pode ter sido qualquer um deles, alguém tentando incriminá-la, talvez alguém chateado com ela estar absolvendo o fanclube. — Yagami suspirou. — Misa tem muitos fãs mas muitos haters dentro dessa escola.
— Bom, de qualquer forma, vamos descobrir quem foi, e você namoradinho postiço, vai ter que começar a andar comigo pra sustentar a mentira que me obrigaram a contar. — Apontei para a cara de sonso do Yagami. — Aposto minhas geleias de edição especial que iam simplesmente admitir a loucura de vocês, não é? — O silêncio foi a resposta deles. — São uns idiotas mesmo.
Foi quando recebi uma mensagem no celular, L recebeu o mesmo torpedo, era nosso pai nos chamado em particular na diretoria. Seria mais uma reunião de família, eu sabia bem, foi um susto e tanto com aquela confusão, mais dois segundos de atraso da minha parte, o nome de Watari Wammy iria do luxo ao lixo. Foi um corre e corre pra mim naquela manhã, eu já estava só o pó da bactéria, esperava que aquela reunião não fosse tão desgastante embora eu entenderia completamente se fosse.
— Como pai de vocês, eu nunca precisei ser duro. Mesmo quando me cobravam dureza, usavam a culpa parental contra mim, nunca me deixei levar por esses discursos, porque sempre confiei em vocês, conheço meus filhos. — O homem começou. — E é por conhecê-los, que sei quando falam ou não a verdade. Dou graças a Deus que os Yagami engoliram aquela mentira deslavada livrando um processo sério na justiça contra minha instituição, agora preciso apenas lidar com a dor de punir um aluno ou aluna que expôs a verdade e viver a injustiça só dentro da minha própria consciência.
— O que vai acontecer? — Tive que perguntar.
— Sei que esse ou essa jovem fez para criar caos, jogar o nome de Yagami Raito na roda mesmo que tivesse que levar o meu e do meu filho junto, mas jamais poderei chamar essa pessoa de mentirosa, afinal, os mentirosos estão debaixo do meu teto. Não teria história para ser contada se nada tivesse acontecido em primeiro lugar, Lawliet. — Ele olhou com dureza para meu irmão. — Você obrigou o seu irmão caçula mentir para te proteger, Lue é sete anos mais novo que você, você deveria protegê-lo e não ao contrário, que exemplo está dando pro seu irmão?
— A escolha de mentir foi minha. — Tentei intervir.
— Como se você fosse deixar sua família correr riscos assim. — Meu pai riu tristemente.
— Seja qual for a punição, eu aceito e lidarei com isso. — L finalmente falou, decidido.
— Será seu último semestre lecionando nesta escola. — Apoiou os cotovelos na mesa e encarou meu irmão. — Só não dispenso imediatamente por que precisamos manter as aparências da mentira de hoje e mesmo sua saída estará justificada. — Entregou um folheto, um programa de pós doutorado na américa. — Quando Lue for se graduar em Stanford, você irá com ele. Eu já pensava nisso com a ideia de você ficar de olho no seu irmão caçula, mas parece que seu irmão é que vai ter que ficar de olho em você.
— Sim, senhor. — Ele pegou o folheto com imenso pesar.
— Leve um mimo para esse jantar com os Yagami hoje. — A conversa voltou para mim. — Depois tire o dia de folga, você merece.
— Como soube da mentira? — L perguntou.
— Você chega perguntando meu ponto de vista sobre a relação aluno-professor e um tempo depois me vem essa bomba no jornal da escola? — Ele até tirou os óculos de cansaço. — Você jura com o mundo que o cerca é ingênuo como você, L? Porque eu prefiro achar que você erra por ingenuidade, se não for, nem quero saber o motivo. Pode brincar como for, é um homem feito, faça o que achar melhor, mas por favor, tenha algum respeito e não faça nada debaixo do meu teto ou dentro da minha instituição. — Ele levantou. — Vá pra casa, também, tenho um dia cheio de reuniões para decidir como proceder com esse caos que você ajudou a criar.
Aquela comida de rabo nem foi comigo e eu só queria enfiar minha cabeça no cu de um cachorro, meu irmão estava tão cabisbaixo que eu tive que abraçá-lo e dizer que tudo ia ficar bem, pelo menos eu esperava que fosse ficar. Eu prometi a ele que a Misa ia pagar pelo que fez, ver meu irmão tão mal só aumentou minha raiva dela, até que L garantiu que não tinha sido a Misa. Ele decidiu me contar detalhes da história cabulosa revelada na tal conversa que Yagami teve com ela, uma palavra para me definir depois da coisa toda seria: chocado.
E coragem do meu irmão namorar essa criatura, se fez com ela pode fazer com ele também, fora que o maluco manipulou a família dele de forma tão cínica na diretoria que acho que se perguntarem se Raito sente algum remorso por fazer o pai se desculpar por estar certo, aposto minhas geleias e os chocolates do Mello que não. Antes de ir pra casa eu tinha um assunto sério a tratar então apenas acompanhei L até o carro e estava indo até a sala da primeira turma do primeiro ano quando Yagami me encontrou no corredor e veio atrás de saber sobre a conversa que tivemos na diretoria, mas num timing péssimo: a figura de Mello apareceu no fim do corredor e veio até mim pisando duro com a mão fechada de raiva.
— Eu acho bom que você tenha alguma explicação muito boa pra tudo isso, B, mas que porra? O que é isso, Chernobyl? — Mihael debochou gesticulando. — Como pôde fazer isso com o Near?! Ainda mais com esse sonso do caralho?!
— Ei! — Raito teve a brilhante idéia de responder a um Mello nervoso. — Quem você pensa que é pra falar assim comigo?
— Quem você pensa que é?! Aqui não é seu fã clubezinho fuleiro não, seu pedaço de bosta falante, só não dou um murro nessa tua cara de cínico por que você não merece minha detenção!
— Calma, pelo amor de Deus! — Respirei fundo tentando conter meu melhor amigo. — Eu tenho sim uma explicação, mas onde está o Nate?
— Sumiu depois do comunicado na rádio, eu e Matt estamos loucos procurando por ele desde então. Se meu namorado tiver uma diarréia nervosa pela ovelha perdida, vocês dois filhos da puta que vão pagar! — Foi só o loiro fechar a boca que o ruivo apareceu com o rosto pálido, talvez de preocupação.
— Near esteve na enfermaria e pediu pra sair mais cedo, já deve estar em casa uma hora dessas. — Matt deu a atualização do caso. — Bom trabalho provando que eu estava certo, B. — Ele parecia decepcionado.
— Não é o que vocês estão pensando. — Suspirei, cansado. Ótimo, mais mal entendidos, dessa vez reais. — Venham comigo, preciso explicar tudo em um espaço seguro, e você vem comigo, Yagami, vai ser meu escudo humano.
Raito quis protestar mas o puxei pelo braço e os outros dois me seguiram. Deixei o traste vigiando na porta e entramos no vestiário com cuidado para ver se não teria algum abelhudo nos box, com tudo limpo, contei tudo para o Matt e o Mello, incluindo os detalhes que recebi de L sobre a conversa de Misa e Raito. Meus amigos estavam chocados, passados em Cristo, a cara de incredulidade deles seria hilária se fosse em outro cenário em que meu cu não estivesse na reta. Era uma merda que Near e os outros tenham interpretado tudo de forma errada, mas a culpa foi minha por ser um bom mentiroso.
— Meu Deus, o Raito desonrou a miserável da Misa e depois descartou! — Matt levou as duas mãos ao rosto cobrindo os lábios e nariz. — E está tendo um caso com seu irmão! Que loucura!
— Dá até uma leve pena da Misa, até que você lembra como ela é chata e deu porque quis, como que ela não percebeu que esse homem não gostava dela? — Mello revirou os olhos.
— Tava iludida, coitada. — Matt era o próprio advogado do diabo. — Então é isso, você vai ter que fingir ser namorado do Yagami a partir de agora?
— Sim, preciso sustentar a mentira que inventei para contornar a exposed. — Cocei os olhos. — Meu Deus, que baixaria.
— Só pode ter sido a Misa que fez essa exposed, não tem outro suspeito. — Mello bufou. — Foi a pessoa a quem o Raito mais prejudicou e seria plausível querer uma vingança, que por sinal ela ameaçou fazer. Acho que esse negócio de Yagami Raito morto pra ela foi tudo blefe pra o idiota abaixar a guarda e ela meter o louco hoje.
— Eles juram de pé junto que não foi ela, pior é que pode ser verdade, pode ter sido outro imbecil do fã clube, vou descobrir quem foi e fazer pagar caro, mas em outro momento, minha prioridade agora é outra. — Falei, decidido. — Preciso ir com urgência até a residência dos River.
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