Volta Ao Mundo - Hiatus
11 Acabou!
Notas iniciais
ELENA
Estou odiando cada dia mais o Damon. Ele... Agrh! Me tira do sério a cada dia que passa. Ele voltou a ser o que era no inicio da nossa viagem. Ogro! Idiota! Imbecil! O que eu tinha na cabeça quando resolvi abrir a minha guarda? Titica de galinha, só pode!
Respiro fundo ao lembrar de quando ele resolveu esconder meu cigarro e me tirar do sério, me fazendo ter uma nova crise. Quando ele saiu aproveitei e revirei o quarto todo procurando meu cigarro, mas não achei, o que me fez ficar ainda mais nervosa do que eu já estava. E o retardado mental quando voltou, estava sorrindo que nem um babaca, segurando o cigarro. Agrh! Como eu senti vontade de mata-lo naquele dia!
*** FLASHBACK ON ***
– Me devolve! – Eu grito indo a sua direção.
– É... Não! – Diz debochado.
– Damon... – Respiro fundo e conto até dez. – Me devolve o meu cigarro!
– Não vou devolver – Me aproximo mais – Se der mais um passo eu o quebro! – Sorri.
Aperto forte meus punhos e fecho meus olhos com força.
– Damon – Minha voz sai suave, mas eu estou tremendo.
São três dias sem o cigarro, três dias e eu já estou pirando, porque eu preciso dele. Vou até a cama e sento, respiro fundo, não posso me descontrolar.
– Assim que eu gosto! – Diz debochando.
– Vá à merda! – Digo rude.
– Que boquinha suja – Ele ri.
– Se você não quiser amanhecer morto, é melhor deixar a porra do cigarro no criado mudo e me deixar em paz – Digo tentando manter a calma.
– Me ameaçando Leninha, que coisa feia... – Sinto seu corpo perto do meu.
– Fica longe de mim – Abro meus olhos e ele está parado na minha frente.
– Você terá que me aturar por muito tempo – Diz e ri. – Aqui seu cigarro.
Ele joga do meu lado e vai para o banheiro. Pego o cigarro e corro para fora do quarto para fumar. Lagrimas descem pelo meu rosto quando eu dou a primeira tragada.
*** FLASHBACK OFF ***
Canalha desgraçado! Dá raiva só de lembrar as merdas que ele tem feito. Meu telefone toca, franzo o cenho.
– Oi Ric – Digo assim que atendo.
– Elena... – Ele suspira.
– Aconteceu alguma coisa? – Pergunto preocupada.
– Quero que fique calma – Diz e eu me preocupo ainda mais.
– O que houve Ric? Está me assustando – Digo e vejo Damon sair do banheiro.
– Elena, seu pai está no hospital, ele teve um infarto – Diz e sinto lagrimas descerem pelo meu rosto.
– Ele o que? – Pergunto e começo a tremer. – Não...
– Elena fica calma – Me pede.
– Calma? Meu pai tá internado por conta de um infarto e você me pede calma? – Me exalto.
– Elena, respira, conte até dez – Diz calmo.
Tento fazer o que ele diz, mas não está funcionando. Começo a tremer ainda mais e largo o celular e pego o cigarro e saio correndo. Damon me olha sem entender nada.
Sento do lado da porta e trago uma vez. As lagrimas não param. Meu pai pode até não me dá atenção, mas ele continua sendo meu pai, e eu apesar de tudo o amo. E agora ele estava debilitado numa cama de hospital.
– Elena... – Escuto a voz do Damon e abro os olhos e o vejo se ajoelhando na minha frente – Ric quer fazer uma teleconferência com você, seu pai quer falar com você.
Ele pega minha mão e faz um carinho, fecho meus olhos. Respiro fundo e ele me ajuda a levantar. Entramos no quarto em silencio. Ligo o computador e abro o Skype. Lagrimas descem quando vejo meu pai cheio de tubos, deitado na cama de um hospital.
– Pai... – Sussurro.
– Lena... – Sua voz está baixa. – Filha... Você está tão linda... – Sorrio.
– Pai o que houve? – Pergunto preocupada e tento não chorar olhando ele dessa forma.
– Nada que se deva preocupar filha – Diz e eu reviro os olhos.
– Pai você está em um hospital! Como não vou me preocupar? – Pergunto cruzando os braços.
– Não quero te preocupar com meus problemas, já passou – Diz.
– Pra que então pediu para me avisarem? – Bufo.
– Elena! – Me repreende.
– Elena o escambal pai! Tem três anos que não te vejo e quando isso acontece está do outro lado da tela do meu computador, deitado na cama de um hospital porque teve um infarto – Digo rude – Se não tivesse quase morrido duvido que você teria entrado em contato, você nem ao menos quis saber da minha viagem! – Desabafo.
– Elena o que aconteceu não tem nada haver com você – Diz ríspido.
– Ok pai! Você já está melhor, então beijo e até o próximo infarto – Digo e fecho meu notebook com raiva, sem nem ao menos deixa-lo falar algo.
Conto até dez para tentar fazer minha raiva ir embora. Vejo Damon me olhar, mas graças a Deus ele não fala nada. Não ia conseguir conter a raiva e acabaria fazendo algo indevido, como tentar mata-lo.
– Estou saindo – Digo pegando minhas coisas e enfiando dentro de uma bolsa.
– Vai pra onde? – Pergunta e eu rio.
– Não é da sua conta Damon, você tem saído esses dias todos sem nem avisar que vai sair, pior ainda diz pra onde vai, então... – Digo com raiva fechando a bolsa.
– Se for beber, lembre-se que vou está aqui, então não traga algum idiota pra dormir aqui – Diz e eu bufo.
– Ah sim, pode ficar tranquilo que eu vou trazer que nem você trouxe a ruiva – Digo revirando os olhos – Mas invés de eu levar ele para transar no banheiro vou transar com ele na minha cama!
Ele segura meu braço e me vira pra ele, seus olhos estão escuros, e sei que ele está com raiva, mas isso não me importa mais. Eu cansei de ficar calada enquanto ele me humilha.
– Me larga! – Digo tentando me soltar.
– Se você trouxer alguém ele é um cara morto, entendeu? – Diz apertando mais meu braço e sua voz sai cheia de ira.
– Eu trago quem eu quiser – Digo e me solto dele. – Acho que devíamos pedir quartos separados no próximo hotel, pra não termos problemas.
– Que seja! Assim não tenho que aturar sua voz o tempo todo reclamando ou se lamentando – Diz e ri – Melhor de tudo, não vou ter que ouvir você chorando de madrugada por ter sido traída!
Dou um tapa na sua cara.
– Se você me der outro tapa, eu juro que esqueço que você é mulher – Diz me encarando, e pela primeira vez eu sinto medo dele.
– Você não ousaria – Minha voz sai tremula.
– Então pague pra ver Eleninha, minha paciência com você acabou faz muito tempo – Diz se afastando.
ALARIC
EU REALMENTE TENTEI ENTENDER O QUE HOUVE NA COLOMBIA, MAS ATÉ HOJE EU NÃO CHEGUEI A UMA CONCLUSÃO EXATA. OS DOIS FORAM MUITO VAGOS NO RELATÓRIO, E NO DIÁRIO, BEM... SÓ SABIAM XINGAR O OUTRO E DIZER O QUANTO ESTAVAM ODIANDO TUDO AQUILO.
FIQUEI PENSANDO COMO UMA PESSOA PODE MUDAR DA NOITE PRO DIA, QUE MOTIVOS LEVARAM DAMON A REGREDIR TANTO, EU SABIA QUE ELE ESTAVA INTERESSADO EM ELENA, MAS... É ESTRANHO! ELE SIMPLESMENTE SURTOU, E LEMBRO QUE EU TIVE QUE CHAMAR ATENÇÃO DELE POR CONTA DO CIGARRO, E ELE ME PROMETEU QUE NUNCA MAIS ESCONDERIA. ISSO PELO MENOS ME FEZ RELAXAR, ELENA NÃO PODE FICAR MUITO TEMPO SEM ELE, SE ESTÁ EM CRISE.
EU PENSEI SERIAMENTE SOBRE O QUE FALAR DESSAS DUAS SEMANAS NA COLOMBIA, PORQUE MUITAS COISAS ACONTECERAM, E TODAS MERECEM DESTAQUES, MAS ACHEI QUE ESSAS DUAS SITUAÇÕES SÃO PERFEITAS, PORQUE ELAS EXPLICAM MUITO SOBRE ELES.
– VOCÊS PODEM ME DAR LICENÇA SÓ UM MINUTO, EU PRECISO RESPIRAR UM POUCO – DIGO E SAIO DA SALA.
EU POSSO ESTÁ COLOCANDO TANTO MINHA CARREIRA QUANTO O QUE SOBROU DOS SENTIMENTOS DELES NO LIXO. ESTOU DISPOSTO A ISSO MESMO? RESPIRO FUNDO E FECHO MEUS OLHOS.
– EU SEI O QUE ESTÁ FAZENDO RIC – ESCUTO A VOZ DE DAMON E BUFO.
– O QUE ESTOU FAZENDO? – PERGUNTO ME VIRANDO PRA ELE.
– VOCÊ ESTÁ TENTANDO JUNTAR NÓS DOIS, MAS QUE ISSO NÃO SERÁ POSSIVEL – DIZ E SUSPIRA. – E NÃO É VOCÊ QUEM DEVIA ESTÁ FAZENDO ISSO...
– DAMON EU SÓ ESTOU APRESENTADO OS FATOS QUE ACONTECERAM NESSA VIAGEM, E ISSO INCLUIU OS SENTIMENTOS DE VOCÊS, NÃO POSSO MUDAR O QUE ACONTECEM E NEM MENTIR SOBRE O QUE VOCÊS SENTIRAM COM TUDO QUE ACONTECEU, MAS SE ISSO DE ALGUMA FORMA FAZER ELA ENXERGAR QUE FIZEMOS ISSO PRO BEM DELA, OTIMO, SE NÃO, TEMOS QUE SEGUIR EM FRENTE – DIGO E COLOCO A MÃO NA CABEÇA.
– EU NÃO ME ARREPENDO DE NADA RIC, NEM DE TER SIDO CANALHA NA COLOMBIA... – DIZ E SE APROXIMA – SEI O QUE VEM AGORA, E SE É ISSO QUE ESTÁ FAZENDO VOCÊ VIR PRA CÁ RESPIRAR, NÃO SE PREOCUPE, MINHAS DECISÕES, MEUS ERROS, ESTOU PAGANDO POR TODOS ELES, E ESSE É UM DOS MEUS MENORES PROBLEMAS NO MOMENTO.
– EU SÓ QUERIA QUE ELA ENTENDESSE... – DIGO.
– ELA ENTENDE RIC, EU SEI QUE ENTENDE, MAS ELA AINDA ESTÁ COM RAIVA – FAZ UMA PAUSA – MUITA RAIVA... MAS UM DIA VAI PASSAR.
– COMO VOCÊ ESTÁ CALMO ASSIM? – PERGUNTO E ELE RI.
– NÃO ESTOU CALMO, EU AINDA A AMO PRA CARALHO RIC, E É POR ESSE AMOR QUE ESTOU LONGE, POR ELE QUE EU NÃO TENTEI ME APROXIMAR... – DIZ ABAIXANDO O OLHAR. – ELA ME PEDIU PRA FICAR LONGE E FOI ISSO QUE EU FIZ.
– EU SEI QUE ELA AINDA TE AMA, VEJO ISSO TODA VEZ QUE FALO ALGO DE BOM QUE ACONTECERAM COM VOCÊS – DIGO.
– EU SÓ TENHO QUE MAIS UMA VEZ CONQUISTAR A CONFIANÇA DELA RIC, QUE NEM EU FIZ. – DIZ E SE VIRA – AGORA ENTRE LÁ E ACABE LOGO COM ESSA AFLIÇÃO, É ALGO QUE VOCÊ REALMENTE NÃO PODE DEIXAR DE FORA.
VEJO-O VOLTAR PRA SALA. ELE ESTÁ CERTO, ISSO MUDA TUDO E MESMO QUE ME DOA FALAR NISSO, NÃO POSSO SIMPLESMENTE IGNORAR QUE ACONTECEU. RESPIRO FUNDO E VOLTO PARA SALA.
DAMON
Elena está cada dia mais insuportável, preferia quando ela só escutava o que eu falava, mas agora ela retrucava, e dá pior maneira, me fazendo ficar cada dia com mais raiva. Não consigo acreditar como me importei com ela por um tempo! Pior, não sei como consigo ainda me importar, apesar de tudo.
Ela está cada dia mais ausente, só fazemos o que é necessário junto, o resto do dia passamos cada vez mais longe um do outro.
– Dam... – A loira do meu lado resmunga – Seu celular tá vibrando...
Me debruço sobre seu corpo nu e pego meu celular. Franzo a testa, o que o Ric quer a essa hora?
– Fala Alaric – Digo levantando da cama.
– Damon você sabe onde Elena está? Estou tentando falar com ela desde cedo – Diz e eu reviro os olhos.
– Não sei e nem quero saber Ric – Digo.
– Damon... – Me repreende e eu rio.
Coloco minha boxer preta e logo depois minha calça jeans...
– Você não está pensando em me deixar aqui sozinha né? – A loira pergunta manhosa.
– Não sou babá dela Alaric – Digo pegando a blusa. – Tchau baby – Saio sem nem deixar ela responder.
– Nem ouse desligar esse celular Damon – Diz bravo.
– Não estava falando com você – Digo rindo. – O que quer com a bruxa... Ops. Elena?
– Vocês tem que acertarem logo, antes que se matem – Diz e eu rio.
– Não... Eu gosto de provocar a bruxinha, deixar ela irritada é um ótimo passatempo. – Digo rindo.
– Damon às vezes me pergunto onde eu estava na cabeça para ter escolhido você – Diz rindo.
– Porque sou o melhor Ric, e todos sabemos disso, inclusive a bruxinha – Digo rindo ainda mais.
– Tem certeza que não sabe onde ela está? Preciso falar urgente com ela – Diz.
– Ela saiu cedo, mas talvez já esteja no quarto, eu tô indo pra lá, me fala que dou o recado – Digo.
– Vou fazer isso, já estou louco aqui, o pai dela já saiu do hospital, está tudo bem com ele, pra ela ficar tranquila – Diz e um sorriso maquiavélico surge em meu rosto.
– Pode deixar, eu tranquilizo a bruxinha – Digo.
– Não esqueça Damon, Elena está preocupada com o pai e mesmo não querendo falar com ele, ela merece saber que ele saiu do hospital e que está bem – Diz.
– Pode ficar tranquilo Ric, eu dou o recado – Digo sorrindo – É só isso?
– Tente fazer as pazes com ela Damon, pro bem dos dois e do meu trabalho – Diz e ri.
– Vou ver o que posso fazer Ric – Digo e desligo.
Ahh Eleninha, é agora que eu vou me vingar de você! Já sei o que eu tenho que fazer! Eu disse que ia me vingar e que seria a vingança. Essa ligação veio em um bom momento.
Sigo em direção do hotel que estávamos. Chego e Elena não está, vou até o banheiro e molho meu rosto com sabão, para que meus olhos fiquem vermelhos. Olho no espelho e cara o sorriso no meu rosto é sinistro. Até eu me assusto, escuto a porta do quarto bater. Hora do show!
– Elena até que fim! – Grito quando saio do banheiro e vou até ela a abraço forte. – Estou tentando falar com você a horas.
– O celular descarregou – Ela diz se soltando dos meus braços – Aconteceu alguma coisa? – Me encara – Você estava chorando?
– Elena... – Tento fazer minha voz ficar falha.
– Damon o que houve? – Pergunta preocupada e se aproxima de mim.
– O... Ric... – Prendo a respiração.
Ela se aproxima e segura meu rosto, me fazendo olhar pra ela. Por um momento me perco naquele olhar, ela está tão preocupada, mas mesmo assim, seus olhos brilham. Afasto os pensamentos! Não Damon! Não pense assim! Você tem que se vingar dela!
– Damon respira – Pede com calma.
Solto o ar que estava segurando.
– O Ric me ligou porque não conseguia falar com você... E... – Desvio meu olhar do dela, ela me olhando dessa forma não vou conseguir. Respiro fundo para jogar a bomba – Seu pai...
– Damon o que aconteceu? – Ela me aperta e sua voz sai tremula. Tento conter meu sorriso.
– Seu pai... – Faço uma pausa dramática – Morreu!
Sinto o corpo de Elena ceder, e a seguro na mesma hora. Ela começa a tremer e a chorar.
– Elena... – A chamo.
– Não! Não! Não! – Ela começa a gritar e a chorar ainda mais.
Isso me preocupa. Merda! Não era essa a reação que eu esperava.
– Elena é... – Tento dizer algo, mas ela me aperta num abraço.
– Damon... Não! Não pode ser... Meu pai! – Ela começa a falar, me atrapalhando. – O que vai ser de mim agora? Eu não tenho mais ninguém! Damon ele morreu! Eu... – Ela começa a soluçar.
– Elena – A seguro firme quando ela desmaia nos meus braços.
Cacete! O que eu fiz? A pego no colo e a deito na cama, vou até o banheiro e pego um frasco de perfume para poder acorda-la.
– Elena... Acorda – Falo colocando o frasco perto do seu nariz. – Elena...
– Damon... – Sua voz sai fraca. – Me diz que é mentira... que meu pai não morreu, que foi só um pesadelo, que...
– Foi Elena! Ele está bem, eu só estava brincando com você! – Digo e ela me encara.
ELENA
Não! Não! Não! Meu pai não pode ter morrido! Não! As coisas que eu disse da ultima vez que nos falamos! Eu sou um monstro, uma péssima filha! Céus e agora o que vai ser de mim?
– Elena... Acorda – Ouço a voz do Damon e sinto o cheiro de seu perfume – Elena...
– Damon... – Minha voz sai fraca. – Me diz que é mentira... que meu pai não morreu, que foi só um pesadelo, que...
– Foi Elena! Ele está bem, eu só estava brincando com você! – Ele diz e eu o encaro.
Me afasto dele, esperando que ele explique isso direito. Eu não acredito que ele fez isso! Não pode ser...
– Damon explique-se – Tento controlar a raiva que está vindo com tudo.
– Ric ligou sim, mas foi pra falar que seu pai está bem, e que saiu do hospital, eu só... – Ele trava – Eu só quis brincar com você!
– Brincar? – Eu grito.
Eu parto pra cima dele e começo a deferir socos, enquanto ele tenta se defender.
– Seu idiota! – Tento o chutar, mas ele se encolhe – Canalha! Filho da puta – Soco cada vez mais. – Isso não é brincadeira, porra!
– Desculpa – Sua voz sai abafada.
– Você não tem limites? – Pergunto chorando – Brincar com a morte! Você extrapolou!
– Elena – Ele me segura para não apanhar mais.
– Nem um piu Damon! Agora quem vai me escutar é você – Digo com raiva, enquanto as lagrimas descem – Como você pode? Como... Isso foi... Eu te odeio Damon, te odeio de uma forma que... É melhor eu...
– Elena... – Tenta falar alguma coisa.
– Cala a boca – Grito e saio de cima dele – isso foi cruel, você sabe o que eu senti? Você não deve nem ter noção, afinal você odeia seu pai! Mas eu não odeio o meu, apesar de tudo que acontece conosco eu o amo, por que ele é meu pai! E você brinca dizendo que ele morreu? Você é louco? Você não viu o meu estado esses dias? O quanto eu chorei preocupada com ele? Quantas vezes fiquei horas falando com Ric?
Pego minha bolsa.
– Pra mim já deu sabe! Eu tentei! Juro que eu tentei ficar de boa com você – Digo secando as lagrimas que caiam – Mas isso pra mim foi o cumulo, não posso continuar, não dá – Fecho meus olhos – Não quero ficar perto de um ogro, de um sem coração, porque é isso que você é! – Nem me dou o trabalho de olhar pra ele. – Pra mim acabou essa porra de viagem, não suporto ficar mais um dia perto de você! Ric que me perdoe, mas você é um cretino, esnobe, canalha, filho de uma puta, cara eu nem sei mais como te definir! – Rio sem humor – Espero que você morra! Não... Não sou assim! Só espero que brinquem com seus sentimentos como você acabou de brincar com o meu!
Saio batendo a porta e vou para recepção.
– Um quarto, por favor – Peço.
Assim que estou instalada no meu novo quarto, eu coloco meu celular para carregar e ligo para o Ric.
– Ric! Pra mim acabou, eu não vou continuar essa viagem, sinto muito – Digo chorando.
– O que houve Elena? O que o Damon fez? – Pergunta preocupado.
– Ric, só manda minha passagem ok! – Digo desligando.
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