Notas iniciais
Gente, desculpem não ter postado logo, é que eu acabei atualizando no spirit e esquecendo o nyah e o wtt, não acontecerá novamente, prometo :3

O dia amanhecia novamente em void.
Eu adorava apreciar a aurora… Ah o modo como o sol tingia as nuvens!
Era um belo espetáculo, belo de todas as formas possíveis, e impossíveis também, de forma que só a mãe natureza poderia fazer!
mas havia algo que manchava, que sujava tudo, tudo que nossa mãe deixara para nós… e isso era a praga humana, estes seres imundos e impuros que profanaram esta terra.

Pouso a taça na qual bebia o vinho que havia recebido de presente do marechal R.E.D, era um vinho dos humanos, mas até eu tinha que admitir, eles podiam ser vermes, mas sabiam produzir ótimas bebidas, a música também não era ruim, a música que eu ouvia era um dos exemplos disso, “nothing else matters” da banda metálica, era um clássico para os humanos, me distraía e me deixava calmo.

Os jogos eram uma das poucas atrações na cidade das lágrimas, eu estava ansioso e animado com os jogos, eles aconteciam uma vez a cada dez anos, almas de guerreiros de todos os mundos eram trazidos para cá, fazendo disso um espetáculo de proporções colossais; os guerreiros eram das mais variadas raças, elfos, gnomos, reptilianos, fadas, anjos, anões, demônios, trolls orcs e etc.
Apesar de termos tomado o máximo de cuidado possível para não haverem problemas durante os jogos, houveram problemas, problema na verdade, e um problema muito habilidoso por sinal.Um oficial mévet havia se infiltrado nos jogos e deixado o arauto, com quem fazia dupla. Isso era muito preocupante, podia significar que os sarnentos já tinham conhecimento da localização do arauto ou que eles tinham um infiltrado que vazou a informação a eles; ou teria sido apenas uma coincidência? bem, não sabia agora, mas eu realmente faria o possível para saber. Seria uma tarefa árdua, oficiais mevet eram treinados para suportar a dor e para não revelar informações vitais nem sob a pior tortura existente.
A porta de meus aposentos se abre e por ela entra um homem alto e estranho, nunca havia tido contato com tal homem, apesar de já termos trocados olhares, o que me dava calafrios, ele me dava calafrios, me dava um certo medo, não sei dizer o motivo, talvez se devesse aos seus olhos cinzentos e sem vida do estranho, ou talvez a sua sinistra aparência…
O homem vai até uma poltrona no quarto, minha preferida, próxima a janela que dava para a balaustrada:

— Olá general Regulus, sou o emissário daquele a quem chama de mestre, quero que preste muita atenção no que irei falar, e só fale algo quando lhe for permitido, quero respostas objetivas e exatas; vim informa-lo que o oficial inimigo que estava causando problemas a nós está agora sob meu controle, acorrentado na masmorra de segurança máxima. No momento, estou cogitando a possibilidade de passar a custódia do prisioneiro para suas mãos, mas estou com um certo receio quanto a isso… Sabe quem é o oficial que está preso em nossas masmorras neste exato momento?

Era realmente impressionante como ele conseguia manter sua expressão é fala neutras enquanto falava tudo aquilo, seu tom de voz mesmo estando suave, era atemorizante, respondo a pergunta rapidamente, fazendo que não com a cabeça.

— O coronel Edmund Blacksun; segundo minhas fontes, você tem algum tipo de amor platônico por ele, não é?

Ao ouvir o nome “Edmund Blacksun” meus olhos brilham por um segundo antes do balde de água fria que veio a seguir, aquilo faz eu me perguntar, como este homem com o qual nunca tive contato sabia tanto sobre mim? E se ele sabia desse “pequeno detalhe”, por que estava querendo me passar a custódia do Edmund?

—Os outros generais, o marechal e meu superior acham que estou cometendo um grave erro, senhor White. Devo dar razão a eles?

Ouço tudo aquilo com um sentimento de indignação crescendo dentro de mim, pego a taça que estava perto de mim e viro seu conteúdo no chão e digo enquanto o líquido caía no chão, respingando nas alvas cortinas de seda de aranha — Não senhor, eu General de brigada da frente de oposição mévet, juro por nossa grande mãe, que não o desapontarei e provarei que eles estavam errados; yi’ud — quebro a taça com minha mão, o sangue escorria sem parar agora para a poça de vinho que agora se tornava uma espécie de espelho
A superfície plana do espelho se deforma com o surgimento de uma única palavra “koh lechay” se dissolvendo em seguida deixando uma pequena pedra vernelha do tamanho de uma unha que se assemelhava a um rubi, a pego do chão e jogo-a para o homem que se levanta e sai com a pedra, me deixando a sós com meus pensamentos.