Você Sempre Esteve Em Mim (parte 2)

4 Capítulo 4 - "Não tenha medo..."


Notas iniciais
Música do Capítulo: The Beatles - Hey Jude

A noite não tinha sido nada fácil. Rachel despertava constantemente, tendo pesadelos. Pela primeira vez tiveram que dormir com a porta do quarto trancada. “Dormir” era modo de falar, pois Quinn não conseguiu fechar os olhos um minuto sequer. A morena só pegou no sono, sem interrupções, quando a loira lhe deu um calmante e teve seu sono velado o tempo inteiro...

Já era de manhã e Quinn aproveitou que Rachel ainda dormia e foi preparar café para a morena. Sabia que ela precisaria mais do que nunca. Não estava convencida do que ela havia dito. “Sequestro-relâmpago” foi dito de uma maneira muito brusca e repentina. Como se quisesse esconder alguma coisa e evitar perguntas que a pressionassem. Quinn tinha medo de pensar no que realmente tinha acontecido. A bolsa de Rachel estava em cima do sofá desde a noite anterior. A loira resolveu começar a tirar suas dúvidas. Abriu e verificou as coisas que tinham nela: caneta, lápis, borracha, batom, espelho, bloco de anotações, iPod, celular, carteira... Não parecia faltar nada. Abriu a carteira e viu que todos os cartões de crédito estavam lá, encaixados nos mesmos compartimentos de sempre. Tinha 200 dólares... Não fazia sentido. Para quê um “sequestro-relâmpago” se não fosse para roubar? Como ela continuava com todas as coisas intactas? O carro! Quinn precisava ver o carro... Saiu do apartamento e entrou no 112, encontrando Santana na cozinha:

Q: S, você pode ficar lá no meu apartamento um pouco? Não quero deixar a Rach sozinha.

S: E para onde você vai e como ela está?

Q: Dormindo. Teve pesadelos a noite toda. [disse chateada] Bom, vou descer rapidinho. Preciso dar uma olhada no carro. Ela está mentindo e eu quero saber o porquê.

S: Ela tem que ir à polícia!

Q: Ela vai. [garantiu] Eu vou fazê-la ir. Só esperei que ela se acalmasse. Mas eu vou levá-la.

S: Certo. Pode descer que eu fico lá.

Quinn olhou primeiro ao redor do carro que, aparentemente, estava normal. Abriu a porta e analisou por dentro. Tudo parecia igual, não fosse um cheiro diferente. Não era o perfume da morena. Era masculino e familiar. E o cheiro estava no banco do passageiro. Abriu o porta-luvas, olhou no banco de trás. Retrovisores e banco do motorista. Tudo ajustado para a altura de Rachel. Nada havia mudado. A não ser o perfume... Voltou ao apartamento e Santana ficou curiosa para saber o que ela tinha ido ver no carro.

Q: Ela está me escondendo o que houve de verdade! [disse ao entrar]

S: Como você sabe?

Q: Eu a conheço bem e sei que ela está me escondendo mais do que os detalhes do que aconteceu. E nada faz sentido. O carro está intacto e as coisas dela estão todas na bolsa. Que espécie de “sequestro-relâmpago” é esse que não termina em roubo? E desde quando Rachel Berry não fala sobre um drama? O normal seria ela contar todos os detalhes, até os irrelevantes... [constatou]

S: Puta que pariu, Fabray! Você não quer usar sua genialidade pra virar policial, não?!

Q: Não! Eu preciso que ela converse comigo. Eu preciso saber o que realmente houve... Você pode continuar aqui? Eu vou lá dentro acordá-la. Pode ser que eu precise de você.

S: Claro! Estarei aqui...

Quinn entrou no quarto e sentou-se na beira da cama. Acariciou o rosto de Rachel e esperou alguma reação. A morena despertou aos poucos e deu um sorriso fraco ao olhar para a loira:

Q: Bom dia, meu amor... [disse carinhosa]

R: Bom dia... [respondeu num tom fraco]

Q: Desculpe te acordar, mas você precisa comer alguma coisa...

R: Eu ainda não tenho fome...

Q: Mas eu vou preparar alguma coisa pra você. Só peço que se esforce para comer um pouco.

R: Ok...

Q: Rach...

R: Hum?

Q: Desculpe tocar no assunto, mas eu queria saber de uma coisa... Quando ele abordou você, onde você estava? Fora ou dentro do carro? [começava a provocar o aparecimento da verdade]

Rachel não esperava que Quinn fizesse perguntas específicas e não tinha pensado em respostas para dar. Se demorasse a responder seria pior, então disse o que veio à cabeça:

R: Fora! [respondeu se sentando]

Q: Ele estava armado?

R: Sim.

Q: E mandou você entrar no carro...

R: Foi...

Q: E mandou você dirigir ou pôs você no banco do passageiro? [jogava a pergunta-chave]

R: Ele dirigiu. [respondeu sem pensar]

A falha... Quinn encontrou mais uma falha na história e, talvez, a principal...

Q: Meu amor... Eu sei que você está mentindo para mim. [disse firme]

R: Eu não estou mentindo! [defendeu-se insegura]

Q: Qual o objetivo desse “sequestro-relâmpago” se ele não roubou nada de você? Suas coisas estão intactas na bolsa. E eu sei que foi você quem dirigiu porque o banco e os retrovisores do carro estão ajustados na forma que você ajusta para dirigir. Acho difícil que ele tenha a sua altura. Então, se ele tivesse dirigido, pelo menos o banco estaria diferente.

R: O que você... [estava incrédula com a precisão da loira]

Q: Eu vi seu corpo e não há nenhuma marca de agressão, o que me aliviou. Só um braço seu e o pescoço que têm marcas... Eu preciso que você pare de me esconder e me diga o que realmente houve, porque eu não faço a menor ideia do que aconteceu. [mantinha o tom seguro, sem irritação, para não assustar a morena]

R: Por que você não acreditou em mim? [lamentava-se] Você não devia ter duvidado! [começava a chorar porque não conseguiria mais mentir] É um absurdo você ter ido ao carro!

Q: Não foge da pergunta, Rachel! [elevou a voz]

R: Não me pressione! [elevou também]

Q: Eu sei que ele esteve no carro. Eu senti um perfume diferente que me é familiar. Então eu sei que alguém esteve no carro. Mas quem foi e para quê?

R: Pare com isso! [pediu]

Q: Rachel!

R: Pare! Pare! Pare com isso! [descontrolava-se]

Santana ouviu e entrou no quarto para ver se elas estavam precisando dela.

Q: Eu vou levar você à polícia e você vai contar para eles o que não quer contar pra mim. [disse ainda mais firme]

R: Eu não vou! Eu não posso ir! [disse chorando]

Q: Então eu trarei a polícia aqui!

R: Pare com isso! Eu preciso que você fique do meu lado e não contra mim! [dizia agoniada]

Q: É o que estou fazendo! Eu quero proteger você mas não vou conseguir fazer isso se você não me disser o que houve. [disse frustrada]

Rachel voltou a tremer e chorar intensamente. Quinn se dividia entre a culpa por provocá-la e a agonia de perceber que estava certa: Rachel escondia a verdade. Mas ela iria fazê-la falar. Santana achou estranha a relutância da morena. Rachel olhou para ela rapidamente e percebeu um olhar de pedido de ajuda.

S: Rachel, nós estamos aqui para ajudar e proteger você. Não importa o que esse cara tenha dito ou ameaçado. Ele não fará nada. Ele nunca mais aparecerá. Mas, mesmo assim, estaremos com você. Para cuidar. Não estamos num filme, numa ficção onde tem alguém lhe perseguindo e na sua cola. Sabendo todos os seus passos... E você precisa aceitar o fato de que tem que ir à polícia e contar o que houve.

Q: A verdade! E não a mentira que você me contou. [complementou]

R: Eu não...

Q: Eu sou sua namorada. [interrompeu] Por que porra você não confia em mim? [perguntou desapontada]

R: Eu confio! [apressou-se em dizer]

Q: Então me conta! [pediu novamente] Ele abusou de você? [perguntou mais preocupada do que antes, rezando para que a resposta fosse “não”]

R: NÃO! Oh, Deus... NÃO! [disse rapidamente, enfatizando o tom usado]

Q: Então... O que há de tão sério que você não pode me contar?

Rachel se calou. Ela sabia que elas tinham razão e que era óbvio que ela deveria ir à polícia. Se fosse um bandido qualquer ela iria. Mas era Russel. Não se tratava de um roubo ou uma agressão qualquer. Era uma séria ameaça feita pelo pai da namorada dela caso ela não se afastasse. Era uma situação estranha, mas assustadora diante da forma como ele agiu.

Rachel permaneceu em silêncio. Quinn viu como era difícil para ela falar sobre isso. Abaixou-se e ficou de joelhos na frente dela. Olhou para cima, buscando os olhos tristes:

Q: Por favor, meu amor... Por favor, me diz o que houve! [suplicava]

A morena respirou fundo. Estava num beco sem saída. Não tinha sido capaz de criar uma história consistente que mantivesse Quinn alheia à verdadeira versão. Agora estava se negando a dizer a verdade, sabendo que ela não sossegaria até saber de tudo.

R: Santana... Eu quero conversar com a Santana. [disse apática]

Q: Por quê? [surpreendeu-se] Por que não comigo?

R: Por favor... Me deixe só com a Santana. [pediu triste]

Q: Não! Se você fala pra ela vai ter que falar pra mim!

R: Por favor, Quinn! [voltava a chorar] Por favor...

S: Q, deixa eu falar com ela. [disse calma]

Q: Mas, S... O que...

S: Deixa! [insistiu]

Rachel ia revelar a verdade. Não importava se queria falar a sós com Santana. O importante era saberem. Quinn se levantou e saiu contrariada, preocupada com o que poderia ser.

Santana fechou a porta e puxou a cadeira. Sentou-se em frente à Rachel e esperou que ela se sentisse à vontade para falar:

R: Russel... [disse baixinho, constrangida]

S: O quê?

R: O pai dela apareceu... [manteve o tom muito baixo]

S: Como assim? [estava completamente surpresa]

R: Eu estava saindo de NYADA para buscar a Britt e quando entrei no carro ele abriu a porta de repente e sentou ao meu lado. [tentava não chorar mais] Ele ordenou que eu dirigisse. Ele tinha uma pistola na cintura. [estremeceu ao lembrar] Eu tentei sair do carro várias vezes, mas ele me segurava com força e gritava comigo. Eu dirigi sem rumo. Eu não sabia para onde estava indo.

S: Mas o que esse homem queria com você? Eu nem lembrava mais que aquele cachorro existia! [disse irritada]

R: Ele queria dizer que sabia que a Quinn está namorando comigo. E que isso é uma vergonha para ele. Que ela já pecou e o envergonhou demais. Que ele quer voltar a ter a vida dele na sociedade, voltar a ser respeitado... Basicamente ele não aceita que ela seja gay. Ele acha que eu a levei para o mau caminho. E ordenou que eu me afaste dela. [voltou a chorar forte]

S: Ele bateu em você? [perguntou com cuidado]

R: Não. Ele só me puxava com força quando eu queria sair do carro, puxou meu cabelo em um momento e tentou me estrangular. [deu-se conta de que aquilo era realmente grave] Eu fiquei sem ar. Eu achei que ele ia me matar, aí ele afrouxou o aperto e me soltou quando o meu celular tocou. Ele o pegou e viu a minha foto com a Quinn na tela e ficou furioso, desligando... Eu não sei se ele teria me soltado se o telefone não tivesse tocado...

S: Eu não entendo. Como ele te achou? E por que abordar assim?

R: Ele disse que as pessoas em Lima sabem que estou em NYADA, e que ele reconheceria o carro em qualquer lugar, pois foi ele quem deu a ela. Ele disse que eu sou um lixo... [continuava chorando] A pistola estava descarregada, mas ele disse que da próxima vez que eu a visse, ela estaria carregada e outra pessoa estaria com ela sem hesitar em usá-la. Ele disse que não sujaria as mãos dele comigo. Agora eu não vou conseguir ir a lugar nenhum sem pensar que alguém está me perseguindo. Mesmo que não estejamos num filme...

S: Ele abandonou a Q. Por que agora ele se importa com a vida dela? [estranhou]

R: Aparências, Santana. Ele está se sentindo humilhado pelas escolhas dela. Ele é um porco preconceituoso. E eu estou apavorada! [chorou mais, começando a soluçar] Eu não consigo descrever a frieza dele, nem o sorriso debochado e o ódio quando ele apertou meu pescoço... Eu não devia estar contando isso. Ele me ameaçou. Disse que se eu contasse para a Quinn ou pra polícia, ele iria fazer outras pessoas pagarem pelos meus “pecados”. Eu não quero que ninguém se machuque por minha causa. [desesperava-se] Eu não quero que ele faça mal a ninguém por minha culpa.

S: Ele é um louco! Você sabe que a Quinn precisa saber disso, então por que você pediu para falar só comigo?

R: Eu não queria que ela ouvisse isso. É o pai dela, afinal...

S: Mas ela tem que saber...

R: Ela vai se sentir culpada de qualquer jeito. Eu só quero amenizar isso... Eu queria não contar. Queria poder manter isso só comigo, não deixá-la ciente. Mas eu sei que não poderei aguentar por muito tempo. Temos um relacionamento e eu devo a verdade a ela. Mas como dizer uma verdade que vai machucá-la tanto? [perguntava num choro sofrido]

S: Tem mais para me contar?

R: Não... [respondeu cansada] Você pode dizer a ela sem os detalhes? Eu não quero contar...

S: Posso... Eu vou lá fora. Sei que ela está angustiada. Você vai ficar bem aqui?

R: Vou... Obrigada, Santana! [o choro voltava a ser intenso] Obrigada por...

A latina a abraçou:

S: Se você contar para alguém que eu te abracei e que estou sendo legal com você, eu cumpro a promessa de quebrar seus dedos. [ameaçou]

Rachel conseguiu rir. Diante de toda aquela angústia, Santana conseguiu fazê-la se abrir e sorrir...

Quando ela saiu do quarto, Rachel estremeceu ao ouvir a porta bater e sabia que Quinn não reagiria bem ao que Santana ia contar... Não tinha como reagir bem... A latina foi até a sala e encontrou a loira apreensiva, sentada no sofá. Logo que a viu, ela se levantou:

Q: Me conta, Santana! O que houve de verdade? [perguntou ansiosa, angustiada]

S: Senta, Q! [disse séria]

Q: Eu não quero sentar!

S: Eu mandei você sentar! [manteve o tom] Confie em mim...

Quinn se sentou. Se precisava estar sentada para ouvir, só poderia ser algo muito grave...

S: Você tem razão. Ela não disse a verdade. [tentou dizer com calma]

Q: Isso eu já sei. [esperava que ela continuasse]

S: O que aconteceu foi que... [respirou fundo] Seu pai, Q... Ele reapareceu e a ameaçou.

Quinn ficou gelada e pálida. Finalmente ela sabia porque o perfume diferente no carro lhe era familiar... Mas que realidade alternativa era essa em que Russel Fabray aparecia do nada? Desde quando ele estava em Nova York? E por que ameaçar Rachel?

Q: Como é que é? [perguntou surpresa, um tanto quanto chocada]

S: Seu pai saiu do buraco onde tinha se enfiado e teve uma conversinha com ela. Disse que a culpa por você ser gay agora é dela e várias outras coisas. Ele a ofendeu e disse que ela tem que se afastar de você.

Q: De onde esse homem saiu? [levou as mãos à cabeça]

S: Não sei...

Quinn se levantou bruscamente para ir ao quarto e Santana a segurou pelo braço.

S: Espera! Não a pressione. Ela está preocupada com você.

Q: Eu que tenho que estar preocupada com ela. Ela passou por isso por minha causa! [disse agoniada]

S: Ela sabia que você se sentiria culpada. Estava evitando fazer você se sentir assim... Talvez eu não devesse te dizer, mas ele tinha uma arma, Q! E ele a proibiu de te contar ou procurar a polícia.

Q: Ele a agrediu, S! [disse irritada] Ela tem uma marca no pescoço e outra no braço. Eu vou matar aquele desgraçado! [explodiu de ódio]

S: Tenta ficar calma, Q! [pediu] Imagina o quanto que ela está transtornada. Ele é seu pai e...

Q: Ele não é meu pai! [exclamou]! Ele não é meu pai! [enfatizou indo em direção ao quarto. Dessa vez, Santana não a impediu]

Quando abriu a porta, Quinn se deparou com Rachel ainda sentada na mesma posição, com a aparência frágil de quem tentava se encolher de constrangimento. Mas constrangida com o quê, afinal? A loira paralisou o ódio que a dominava e se transvestiu de carinho. Voltou à posição anterior e se ajoelhou na frente da morena novamente, acariciando seus joelhos:

Q: Olha pra mim... [pediu com a voz esforçadamente calma e Rachel não obedeceu, permanecendo imóvel] Olha pra mim! [insistiu]

A morena continuava chorando, mas em silêncio. As lágrimas deslizavam por seu rosto como se isso fosse natural.

Q: Eu preciso que você olhe pra mim... Por favor! [pediu mais uma vez]

Rachel, enfim, obedeceu. Quinn sentiu a dor da namorada. Seus olhos estavam opacos, com um olhar vazio...

Q: Eu preciso que você confie em mim e acredite que nada vai te acontecer. Nada de ruim vai acontecer a ninguém. Eu não vou deixar. [tentava confortá-la]

R: Você não...

Q: Eu não vou deixar! [interrompeu] Aquele homem nunca mais vai se aproximar de você! Ninguém vai se aproximar de você para fazer mal. Eu não vou permitir! [prometeu] E você não pode ceder a ele e me deixar! Você não pode me deixar, Rach! [disse, preocupada com a possibilidade da morena ceder à chantagem dele]

R: Eu não vou fazer isso! [garantiu rapidamente] Eu não pensei em te deixar em nenhum momento. [disse com o olhar cúmplice e sincero que a loira conhecia tão bem] Eu não sabia e continuo sem saber o que fazer. Mas eu não posso te deixar! [disse chorando]

Q: Então o que te preocupa? Vamos à polícia e conseguimos proteger você.

R: Ele é seu pai, Quinn... [disse triste]

Q: Ele não é meu pai! [disse demandante] Eu quero que ele seja preso! E eu vou caçá-lo até o inferno se for preciso! [assegurou] Nunca mais me esconda nada!

R: Por favor, não faça nada! [pediu preocupada]

Q: Vamos à polícia. Deixaremos que ela cuide dele, então. E eu cuidarei de você. [disse tentando parecer calma] Não tenha medo, meu amor... Confie em mim!

Quinn realmente queria envolver a polícia nisso, mas não pretendia deixar de fazer sua parte. Ela jamais permitirá que alguém machuque Rachel e saia impune, independente de quem seja. A morena não sabia, mas a loira não tinha a menor intenção de ficar quieta.

Estava aberta a temporada de caça a Russel Fabray...

Notas finais
Mais um... :)
Nos comentários, ninguém adivinhou como seria este capítulo, então acho que ninguém esperava que fosse assim. ;)
Aproximou-se quem pensou na Santana ajudando. Ela já começou a fazer...
Espero que gostem e que comentem!
Beijos!
(desculpa deixá-las apreensivas)