Você Sempre Esteve Em Mim

99 Capítulo 99 - "Eu vou com você..."


Notas iniciais
Música do Capítulo: Whitney Houston - I Have Nothing

Quinn deitou Rachel sobre a cama e terminou de retirar as peças de roupa da morena, com os olhos faiscando de desejo e a respiração ofegante de quem não aguentava mais um minuto sequer sem tocar aquele corpo. Rachel a puxou para um beijo demorado, calmo, apaixonado... E as mãos da loira acompanharam o ritmo de seus lábios. As mãos da morena seguiram para a barra da blusa de Quinn quando o telefone tocou:

R: É o seu, meu amor... [disse ao cortar o beijo]

Q: Deixa tocar... [murmurou indo em direção ao pescoço da namorada]

R: Pode ser... huuuuum... impor... tan... te... [tentava falar]

Q: Nada é mais importante do que isso! [permanecia beijando o pescoço da morena]

O celular de Quinn tocava pela terceira vez. Elas não conseguiriam se concentrar com aquele barulho irritante ressoando pelo quarto. A loira se levantou irritada e o desligou, voltando aos braços de seu amor. Mas antes, retirou a própria roupa...

Mais uma vez, Rachel se deixou dominar pelo controle de Quinn sobre seu corpo. Era quase impossível resistir ao carinho de cada toque da loira. Se tentassem contabilizar as vezes em que cada uma conduziu uma transa, Quinn sairia como vencedora. Mas não era algo que faria Rachel reclamar. Era o momento mais sublime de sua vida: aquele em que sua namorada provava de seu corpo daquela forma apaixonada que só ela seria capaz de provar...

Rachel sentia os chupões que Quinn dava no interior de suas coxas, murmurando “eu te amo”, “você é tão gostosa”... A morena estava enlouquecida de prazer e elas ainda estavam nas preliminares. Sentiu fortes tremores em todo o seu corpo quando a língua da loira deslizou sobre sua intimidade, penetrando-lhe carinhosamente. Buscou, imediatamente, acariciar os dourados cabelos sedosos. O movimento da cabeça de Quinn entre suas pernas fazia seus olhos vidrarem. Mesmo depois de tanto tempo, mesmo depois de tantas vezes, ter Quinn Fabray sugando sua intimidade ainda parecia algo surreal demais para ser verdade. Era maravilhoso... Ver aqueles lindos longos cílios cobrindo os olhos claros fechados de prazer...

R: Vem aqui... [pediu]

Quinn deslizou sobre seu corpo e a olhou confusa quando seus rostos se encontraram:

Q: Tudo bem?

R: Sim... Eu só quero beijar você e sentir seu corpo sobre o meu...

A loira a beijou enquanto sua mão direita assumiu o lugar de seus lábios na intimidade da morena. Sua língua deslizava carinhosa sobre a de Rachel, enquanto introduziu dois dedos em sua intimidade. A morena gemia em sua boca. Quinn sentiu as unhas de Rachel cravarem em sua nuca, anunciando o orgasmo. A respiração de sua namorada era precária. Não foi o sexo mais intenso, nem o mais demorado, mas nenhuma vez é igual a outra. E sempre se satisfazem. Cada toque, cada olhar, sempre têm o poder de levar a outra à loucura.

Quinn deitou-se sobre o peito de Rachel, que lhe acariciava as costas:

R: Você me acostumou mal... [disse preguiçosa]

Q: Acostumei? [ergueu a cabeça confusa]

R: Sim... [esboçava um sorriso preguiçoso] Você me dá mais orgasmos do que eu dou a você...

Q: Não é uma disputa! [sorriu] E você nem imagina a facilidade com que você me leva ao orgasmo. Até sem me tocar... [disse com a voz sexy]

R: Sério? [sorriu surpresa]

Q: Muito sério! [garantiu, erguendo-se para beijar-lhe o pescoço]

R: Quem estava te ligando, meu amor? [perguntou curiosa entre os beijos]

Q: Não sei. [respondeu tranquila]

R: Não vai retornar?

Q: Não quero. [voltou a olhá-la] Quero mesmo é jantar. Vamos sair? [convidou sorridente]

R: Agora? Preciso recuperar a estabilidade das minhas pernas que você tirou. [sorriu]

Q: Hahhahaahahahaha A gente descansa um pouco e depois sai.

R: Só nós duas? [arqueou a sobrancelha]

Q: Só nós duas! [arqueou também]

R: Fechado! [sorriu animada]

Q: Vou buscar água. Quer?

R: Quero.

Quinn vestiu-se com o roupão e, a caminho da cozinha, percebeu a ausência de Santana no apartamento. Voltou ao quarto:

Q: Santana não está. Onde será que ela se meteu?

Quinn buscou o celular e o ligou novamente. Discou para Santana:

S: Fala, Fabray! [atendeu sorrindo]

Q: S? Onde você está?

S: Estou curtindo as maravilhas de Nova York com o Porcelana.

Q: Por que não avisou que iriam sair? [perguntou preocupada]

S: Porque, com certeza, vocês estavam transando e sou totalmente contra atrapalhar um orgasmo. Estou certa, Kurt?

K: Certíssima! [disse ao fundo]

Q: Poderia ter deixado um bilhete!

S: Sem drama, por favor, “QuinnChel”!

Q: Hahahahahahaa Ok!

S: Vocês querem nos encontrar?

Q: Na verdade, vamos jantar sozinhas.

S: Huuuuum... Romântico!

Q: É... [disse encabulada]

S: Fabray, sua encoleirada!

Q: Cala a boca!

Logo após desligar a ligação com Santana, o celular de Quinn voltou a tocar. Era o mesmo número de antes, com um código de área diferente:

Q: Alô? [atendeu confusa]

Sr. Cook: Senhorita Fabray, aqui quem fala é George Cook, membro do Conselho de Graduação de Harvard, Chefe do Departamento de Medicina e membro do Departamento de Artes e Ciências.

Q: Sim? Em que posso ajudá-lo? [surpreendeu-se]

Sr. Cook: Estou em Nova York, mais precisamente em Columbia e gostaria de conversar com a senhorita.

Q: O senhor me desculpe, mas eu já decidi não ir para Harvard. Permanecerei em Columbia. [disse educadamente, percebendo que a atenção de Rachel ficou alerta ao ouvir isso]

Sr. Cook: Eu sei, senhorita Fabray. Recebemos sua resposta. Mas viemos de Massachussets para conhecê-la.

Q: “Viemos”?

Sr. Cook: Sim. Eu e mais alguns membros de Harvard. Não estamos tentando convencê-la a mudar de ideia, mas seria uma honra conhecê-la pessoalmente. O Sr. Thomas nos recebeu em Columbia com grande prestatividade e reconheço que o que oferecem à senhorita é um alto padrão de ensino e estrutura. Não queremos criar uma animosidade entre universidades. Mas queremos conhecê-la. A senhorita poderia nos conceder um pouco de seu tempo?

Q: Quando?

Sr. Cook: Hoje? Caso possa, estamos aguardando na sala de conferências da ala oeste de Columbia.

Q: Eu preciso ver... Retorno a ligação em alguns instantes. [desligou rapidamente]

R: Quem era? [perguntou curiosa]

Q: Um tal de George Cook. De Harvard... Ele está em Columbia com algumas pessoas e eles querem me conhecer. [disse temerosa]

R: Você vai? [perguntou curiosa, um pouco preocupada]

Q: Acha que devo ir? [perguntou insegura]

R: Não é uma decisão minha, Quinn. Você sabe o que aconteceu quando eu pensei que poderia ser...

Q: Mas eu quero a sua opinião. [insistiu]

R: Não custa nada conhecê-los. [disse sincera]

Q: Você vem comigo? [perguntou, mas o tom era mesmo de súplica]

R: Não sei se é uma boa ideia.

Q: Por que não seria?

R: Porque, provavelmente, vocês vão falar sobre coisas profissionais e não é profissional levar sua namorada. Quer dizer, nem sei se vale a pena dizer que sou sua namorada.

Q: Você é minha namorada e não vou esconder isso.

Rachel percebeu o nervosismo de Quinn e se ajoelhou na cama, indo até ela, que estava em pé:

R: Olha pra mim! [disse segurando em seu rosto com as duas mãos] Por que isso está deixando você nervosa?

Q: Porque, por causa desse assunto, você me deixou... [disse firme]

R: Meu amor... Isso não vai acontecer de novo! [garantiu]

Q: Prometa que não vai se deixar levar pelas coisas que eles disserem... [pediu]

R: Depois de tudo o que te disse hoje eu ainda preciso prometer que nunca mais vou te deixar?

Q: Por favor, prometa! [insistiu]

R: Tudo bem, eu prometo! [disse beijando-lhe os lábios] Agora vamos tomar banho e encontrar essas cabeças brilhantes de Harvard. Ligue para eles e confirme que você vai...

Enquanto tomavam banho, Quinn estava estranhamente calada. Rachel a abraçou e começou a enchê-la de beijos pelo ombro, pescoço, orelha:

R: Relaxa, meu amor... [disse em seu ouvido]

Q: E se aquela sensação ruim que você estava tiver a ver com isso? [perguntou temerosa]

Rachel afastou-se um pouco para olhá-la:

R: Você mesma disse que eu estava confundindo sensação com preocupação. Não temos razões para nos preocupar. Nós não vamos nos separar mais. Se você precisar ir para algum lugar, eu vou com você!

Q: Eu não vou a lugar nenhum! Seu lugar é aqui, na Broadway. E meu lugar é com você! [disse segura]

R: Então não temos com o que nos preocupar, não é?! Fique tranquila! Eles só querem conhecer a linda princesa loira que é um gênio! [disse sorridente]

Caminhavam pelo corredor que levava à sala de conferências e Quinn apertava a mão de Rachel:

R: Eu não vou fugir, meu amor... [disse com um sorriso acolhedor]

Q: Preciso me garantir... [sorriu de volta]

Sr. Thomas: Quinn! Seja bem-vinda! [disse logo que ela entrou na sala] Estes são o Sr. Cook, a Srta. Adams, e os Drs. Black e Colleman. [disse apresentando-a]

Todos foram educados e a cumprimentaram, assim como também cumprimentaram Rachel, mesmo sem saber quem ela era. Mas Quinn logo se prontificou a apresentá-la:

Q: Esta é Rachel Berry, minha namorada. Desculpem se não esperavam que eu viesse acompanhada, mas eu não viria sem ela. Algum problema? [manifestou-se decidida]

Rachel sentiu-se um pouco sem graça mas, por dentro, estava em êxtase com o comportamento seguro e protetor de Quinn. Todos foram incrivelmente simpáticos e não se mostraram nem um pouco incomodados com a presença da morena.

Sr. Cook: A senhorita também estuda em Columbia? [dirigiu-se à Rachel]

R: Não. Eu estudo em NYADA. [sorriu educadamente]

Sr. Cook: Ah... Uma artista! [sorriu amplamente]

Q: A futura maior estrela da Broadway! [disse orgulhosa]

Sr. Cook: É um prazer conhecê-la, senhorita Fabray. Confesso que ficamos desapontados ao recebermos o seu “não”, mas sabemos que, no fim das contas, não fará diferença onde a senhorita irá se formar. Sua inteligência fará tudo por você.

Q: Obrigada! Mas eu realmente gosto do que Columbia me proporciona e não quero acreditar que seja um privilégio, mas quero sentir como uma conquista por minha dedicação.

Sr. Cook: Sem dúvida, também é! [disse sorrindo]

Q: Por que eu tenho a sensação de que vocês não queriam apenas me conhecer?

Sr. Cook: Com sua inteligência, é lógico que a senhorita é esperta! [sorriu] Tivemos acesso às suas notas e provas.

Q: Isso não deveria ser confidencial? Quer dizer, eu não deveria, pelo menos, autorizar? [perguntou, dirigindo-se ao Sr. Thomas]

R: Calma, Quinn... [disse baixinho, apertando sua mão]

Imediatamente, a expressão da loira suavizou... Todos perceberam que Rachel tinha um poder absurdo sobre ela, mas que era algo positivo.

Sr. Cook: Desculpe, Senhorita Fabray! Mas Thomas percebeu o nível muito alto de seu desempenho e pediu nossa opinião. Entenda que não é comum encontrarmos alguém com sua capacidade. A senhorita pode ter conseguido manter-se discreta durante a escola, mas na universidade isso não é tão simples. As contribuições que a senhorita poderá dar são inúmeras.

Q: Do que o senhor está falando?

Sr. Cook: Temos razões para acreditar que seu Q.I. é superior ao que seu último teste apontou. Quando você se submeteu àquele teste, ainda era uma criança, estava se desenvolvendo e na época não havia os mesmos testes com os quais trabalhamos hoje.

Q: Testes de Q.I. são uma bobagem.

Sr. Cook: Os de revista e os expostos na internet? Sim! Esses são uma bobagem. Queremos sua permissão para testá-la cientificamente e psicologicamente novamente.

Q: Para quê? Qual o intuito disso? [perguntou incomodada]

Sr. Thomas: Seus estudos serão beneficiados se Columbia souber como lhe direcionar. Mesmo que queira seguir o ritmo dos outros alunos, sua capacidade é superior, Quinn. Não podemos deixar que você não explore isso.

Q: Mas é uma opção minha, não?! [mostrava-se reticente]

R: Com licença... Vocês poderiam nos dar dois minutinhos? [perguntou calma, recebendo a concordância de todos]

Rachel segurou Quinn pela mão e a levou para fora da sala. Ignorou a confusão no rosto da namorada e começou a falar calmamente, assim que se afastaram da sala de conferências:

R: Pare de fugir do que você é, Quinn! [disse autoritária]

Q: O quê? [perguntou confusa]

R: Você é um gênio e precisa entender que há muitas coisas disponíveis para você e que você pode usufruir.

Q: Mas eu não quero! Eu só... [tentava escapar]

R: Apenas saiba o que são essas coisas para, só depois, concluir que não as quer. Não se sinta culpada por ser mais capaz do que a maioria. Se isso traz benefícios, aceite-os. Você os merece. E, por favor, seja educada com eles. Todos estão sendo atenciosos e estão interessados na sua graduação. É claro que eles têm interesses, mas você é inteligente demais para se deixar enganar. Então, não tenha medo. Você é mais inteligente do que todos ali. Certo? [disse atenciosa]

Q: Certo! [respondeu vencida]

R: Vamos voltar... [puxou-a de volta à sala]

Q: Quando vocês querem fazer os testes? [perguntou ao se sentar novamente]

Sr. Cook: Agora! Se puder...

Q: Temos um jantar e... [disse olhando para Rachel, recebendo o aval da namorada] Mas podemos fazer agora sim... [assentiu] Como será o teste?

Sr. Cook: Ótimo! Temos 3.500 perguntas de todas as áreas para que você responda. Bem como testes de raciocínio lógico, cálculos matemáticos, de química e física quântica. E um debate oral com temas avançados, além de reconhecimento e interpretação de imagens, tudo característico para alguém de capacidade avançada.

Q: E quanto tempo eu terei para fazer isso tudo?

Sr. Cook: Não vamos especificar tempo. O seu tempo já será parte do teste.

Q: E vocês acham que terão um resultado realmente conclusivo?

Sr. Cook: Sim.

Q: O que vocês ganharão com isso? Afinal de contas, eu escolhi Columbia... [disse desconfiada]

Sr. Cook: Nosso vínculo com a senhorita poderá existir, independente de sua graduação ser em nossa universidade ou não. Temos outros programas estudantis, sem falar no mestrado e doutorado. Acreditamos que, um dia, poderemos tê-la conosco. Inclusive, como membro docente de Harvard. Quanto à Columbia... Há incentivos financeiros realmente valiosos que podem ser dados pelo governo para instituições que possuem alunos de tamanha genialidade. E esses incentivos se convertem em benefícios a todo o corpo estudantil. A senhorita pode fazer uma grande diferença não apenas para si, mas para seus colegas, inclusive para os alunos que sequer conhece...

Q: Ok. [sorriu levemente] Podemos começar...

Colocaram algumas maletas sobre a mesa e delas retiraram alguns pacotes lacrados e abriram cada um, colocando à frente dela, inclusive vários lápis, barras de proteína e água. Quinn olhou para Rachel que lhe deu um sorriso de incentivo e se levantou para se sentar um pouco afastada, numa poltrona logo atrás. Acreditava que iria demorar e queria deixar a loira bem à vontade.

Quinn sentou-se com a coluna ereta, esticou o pescoço para os lados, estalou os dedos e abriu o primeiro caderno. Todos a observavam e, incrivelmente, aquilo não a incomodava. Era como se ela estivesse em um universo paralelo. Rachel os via inspecionando o comportamento de Quinn e anotando em seus papéis alguma coisa que ela não imaginava o que era, mas parecia um padrão. E as anotações eram mais demoradas quando viam a loira virar uma página. A morena não sabia quantas perguntas tinham em um caderno, mas achou incrivelmente rápido o tempo que Quinn levou para responder ao primeiro, pois não tinham passado 10 minutos do início do teste, e dava para ver que eram muitas perguntas.

Os cadernos iam sendo descartados e Rachel já tinha começado a mexer em seu celular, navegando na internet. Surpreendeu-se quando ouviu a voz de Quinn:

Q: Terminei. [disse calmamente]

Rachel olhou para ela e para o relógio e viu que não tinha se passado nem uma hora desde o início. Quinn havia respondido 3.500 questões de assuntos diversos entre literatura, biologia, conhecimentos gerais, história, geografia, tecnologia, artes, cálculos diversos e muitos outros. Passaram ao debate oral e logo depois às imagens projetadas no telão. Tudo era respondido e interpretado por ela imediatamente, sem sequer precisar de um segundo para pensar. Rachel estava impressionada, mas tentava disfarçar sua euforia ao ver ali, à sua frente, a genialidade de Quinn sendo demonstrada.

Um pouco mais de uma hora depois de o teste ter começado, Quinn o concluía. Nenhuma barra de proteína foi aberta, nem mesmo a garrafinha de água. Aquilo era tão natural para ela, que sequer se sentia cansada. Não havia qualquer sinal que se aproximasse de uma possível exaustão. Olhou para Rachel e pediu que voltasse a se sentar ao seu lado. A morena atendeu ao pedido e deu-lhe um sorriso orgulhoso, mesmo sem saber o resultado do teste. Viram a equipe de Harvard colocar as respostas de Quinn numa espécie de scanner, enquanto analisavam as características do debate oral e do reconhecimento e interpretação de imagens. Tudo acompanhado de perto pelo Sr. Thomas. A correção do teste demorou quase que o mesmo tempo que Quinn levou para realizá-lo. E eles eram uma equipe...

Sr. Cook: Senhorita Fabray! [dirigiu-se a ela, assim que concluíram a correção] Temos o resultado de seu teste. Normalmente, não teríamos o resultado tão rapidamente, mas com esse scanner, que corrige suas respostas automaticamente, e pelo fato de sermos 4, podemos concluir tudo mais rápido. Mas o que tornou isso possível mesmo, foi a velocidade com que a senhorita concluiu tudo: Uma hora e vinte e cinco minutos. [dizia animado]

Rachel e Quinn ouviam atentas cada palavra dita...

Sr. Cook: Bem... Uma pessoa com a capacidade normal. E quando digo normal, quero dizer que possui um QI na escala entre pessoas inteligentes, mas sem sinais de genialidade... Uma pessoa normal levaria mais de 24 horas para responder à maioria do teste. Ou seja, não conseguiria concluir sem pausas, sem intervalos, num mesmo dia. Muitas dessas questões jamais seriam respondidas sem consulta ou auxílio. A senhorita conseguiu em apenas 85 minutos responder 3.500 perguntas corretamente, além de desenvolver um impecável e avançado debate sobre todos os temas citados, além de reconhecer imediatamente a todos os objetos propositalmente abstratos e adequá-los ao meio, bem como reconheceu fatos históricos e/ou relevantes por fotografias, e complexas obras-de-arte. Não houve, inclusive, qualquer hesitação em suas respostas. Suas marcações feitas com o lápis são milimetricamente perfeitas. Não há um erro ou defeito em suas respostas...

O coração de Rachel estava explodindo de orgulho, enquanto Quinn não conseguia deixar de sentir medo. Medo de que fizessem alguma proposta e a morena a forçasse a aceitar.

Sr. Cook: 160 está longe de ser seu QI, senhorita Fabray. Os testes aplicados aqui, inclusive somados ao seu desempenho educacional nos últimos 4 anos, comprovam que seu QI hoje é, no mínimo, 197. A senhorita tem uma inteligência muito superior a Einstein, por exemplo.

Rachel tinha certeza de que se não estivesse sentada, teria caído para trás. 197?! Cento e noventa e sete?! Como assim?! Ela olhou para Quinn que esboçava apenas um singelo sorriso.

Q: Que bom! [disse calmamente]

R: Isso é incrível! [disse baixinho]

Sr. Cook: Gostaríamos de manter contato com a senhorita.

Q: Se isso não interferir em meus estudos aqui, tudo bem. [disse educadamente]

Sr. Cook: Claro! [sorriu em concordância]

Q: Muito obrigada pela preocupação e interesse em minha capacidade. Foi um prazer conhecê-los! Se não houver mais nada que eu deva fazer hoje, eu poderia me retirar? [perguntou educada]

Sr. Cook: Claro, senhorita Fabray! O prazer foi nosso! Entraremos em contato, com a participação constante de Columbia. Teremos várias propostas adequadas a seus interesses.

Q: Obrigada! [disse se levantando, estendendo a mão para Rachel]

Srta. Adams: Posso lhe fazer uma pergunta, senhorita Fabray?

Q: Claro! [respondeu]

Srta. Adams: A senhorita Berry foi a verdadeira razão para que a senhorita recusasse nosso convite em se transferir para Harvard?

Q: A senhorita Berry é a minha razão para tudo. [respondeu segura, puxando Rachel para fora da sala]

A morena a seguia, sentindo o calor da mão de Quinn sobre a dela:

R: Você acha que eu consigo caminhar corretamente depois do que você disse? [sorriu]

Q: Eu só disse a verdade. [sorriu de volta]

R: Mas minhas pernas ficam fracas quando você fala assim...

Q: Pois diga a elas que se acostumem! [piscou-lhe]

R: Você é incrível! E sinto que o mundo está aberto para você. Grandes coisas, Quinn! Grandes coisas serão oferecidas a você! [disse maravilhada]

Q: Mas eu não tenho nada se eu não tenho você! Você é o que me importa mais... [disse sincera]

Rachel parou e a segurou. Olhou em seu olhos e rodeou o pescoço da namorada com os braços:

R: Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Cale minha boca, senão eu nunca vou parar de dizer “eu te amo”!

Quinn a calou com um beijo! Suas línguas comunicavam-se novamente. Na cabeça de Rachel, Quinn era ainda mais incrível do que sempre pensou. Haviam compartilhado um momento importante e que a loira fez questão de tê-la por perto, mostrando que as decisões importantes de suas vidas, deveriam ser tomadas pelas duas, ou com as duas juntas. Nunca separadas...

Quando o beijo acabou e Quinn a abraçou, Rachel finalmente teve a certeza de que o plano que tinha em mente era o certo. A respiração da loira em seu pescoço era a perfeição tocando-lhe a pele. A morena começaria a pôr em prática a decisão que já havia tomado, mas precisaria da ajuda dos amigos para realizar... E pedia a Deus que lhe desse força para concluir e que a reação de Quinn fosse a melhor possível, senão seu relacionamento poderia ficar seriamente abalado...


Notas finais
E chegamos, oficialmente, ao penúltimo capítulo dessa fase da fic. Antes mesmo de postar o último, preciso agradecer a todos vocês que leram e comentaram. Foram os comentários, elogiando ou reclamando que me deram energia para manter o ritmo de postagens e chegar até aqui. Agradeço imensamente a cada um! Seus nomes ficaram gravados em minha memória e sinto falta quando não os vejo comentando algum capítulo.
Espero que gostem desse e espero que comentem!
Até o próximo, fechando essa fase tão importante (pelo menos para mim) no desenvolvimento da história delas.
Beijos!