Você Sempre Esteve Em Mim

24 Capítulo 24 - Uma nova 1ª vez: Eu escolhi você...


Notas iniciais
Música do Capítulo: John Mayer - Edge Of Desire

Rachel estava chateada. Já estava se aproximando do fim da tarde e Quinn ainda não havia dado notícias. A morena visitou 6 apartamentos com Kurt, mas nenhum deles era adequado. Ou era muito pequeno, ou muito grande com o aluguel muito caro. Estavam a caminho do último da lista, e ela já não tinha mais esperança de que seria um bom imóvel. Kurt sabia que a amiga estava chateada, mas preferiu não tocar no assunto, pois parte de sua missão era não deixar que Rachel ficasse com muita raiva de Quinn, e ele não sabia como melhorar a situação com palavras. Enquanto isso, Santana e Quinn terminavam os últimos detalhes:

S: Pronto, Fabray! Minha parte já foi cumprida. Agora eu vou embora e o resto é por sua conta e do porcelana.

Q: Obrigada, S! Eu não teria conseguido nada disso sem você. — dizia em um sincero agradecimento.

S: Ok, Fabray! Não invente de dizer a ninguém que te ajudei nisso, porque não quero minha reputação indo por água abaixo. E lembre-se: fiz tudo por você, não pela Berry. Não faça eu me arrepender. — dizia em tom de ameaça.

Q: Não se preocupe... — sorria de volta.

S: Qualquer coisa me liga. Estarei no hotel.

Q: Ok.

S: Divirtam-se! — falou com um sorriso sacana e uma piscadinha.

Santana saiu. Quinn olhou ao seu redor e viu que estava tudo pronto. Saiu do recinto e procurou ser o mais discreta possível.

Rachel e Kurt estavam em frente a um prédio de tijolos vermelhos com uma cafeteria embaixo.

R: Kurt, tem uma cafeteria embaixo, como em Friends! Hahahahahahaah Tem que ser esse o prédio! — dizia divertida. O único momento em que conseguiu sorrir durante o dia inteiro.

K: Parece ser bem bacana. — dizia um pouco nervoso, sem saber se conseguiria executar sua parte do plano.

R: Você está tenso! Relaxa, Kurt... Se não for esse a gente encontra outro. — disse de modo doce. — Vem, vamos tomar um café e depois subimos.

K: Não! Vamos fazer assim: Eu compro os cafés, enquanto você sobe e começa a dar uma olhada. Assim a gente agiliza.

R: Tem certeza?

K: Sim! Tenho certeza! — disse mais animado. Enfim tinha encontrado a deixa para que Rachel subisse sozinha.

Rachel pegou o elevador e se dirigiu ao 11º andar. Seguiu direto à porta que indicava no endereço anotado na lista de Kurt. O corredor era espaçoso e tinha várias portas brancas. Chegou ao final e deu de cara com o nº 110. Tranquilamente, girou a chave e entrou. Era um apartamento espaçoso, com amplas janelas que davam para uma bela vista da rua em frente ao edifício. Continuou seguindo pelo apartamento até que percebeu algo por trás de uma pilastra. Caminhou mais um pouco e não entendeu bem o que via: Um piano de cauda branco, repleto de lírios o rodeando, e aos seus pés. Demorou alguns segundos para Rachel reconhecer que aquele piano não era qualquer piano. Ela o reconhecia, já havia estado com ele. Começou a tremer. O que estava acontecendo? Como aquele piano foi parar ali e quem colocou aqueles lírios sob o piano e ao redor dele? Lírios... Percebeu algo sobre o banco do piano e se aproximou mais. Era um envelope em seu nome: “Rach”, com uma caligrafia familiar. Abriu o envelope e encontrou um cartão dentro. Enfim, reconheceu a caligrafia. Suas mãos tremiam, então, começou a ler:

“Eu quero que você saiba que, daqui pra frente, não permitirei que você se prive de exercitar seu talento por qualquer motivo... Receba este piano como prova de que eu sou capaz de tudo para te fazer feliz... Amo você, meu amor! Q”

Rachel começou a chorar: pelo piano, por ter algo a ver com Quinn, pelas palavras... Mas como aquilo estava ali? Quem colocou um cartão com a letra de Quinn ali? Sentou-se sobre o banco e começou a acariciar o instrumento, revivendo memórias que só ele era capaz de lhe dar.

Q: Espero que tenha gostado... — disse encostada no vão da porta atrás de Rachel.

A morena se virou imediatamente ao reconhecer a voz de Quinn:

R: Quinn?! Co...como você chegou aqui? — movimentou-se para se levantar.

Q: Não se levante! Espere... — disse, indo em direção à morena.

A loira sentou-se ao seu lado no banco e olhou Rachel nos olhos, percebendo que a namorada estava completamente sem ação, sem entender como aquele piano estava ali. Como ELA estava ali. Resolveu falar, para que a morena entendesse e se acalmasse.

Q: Hiran foi maravilhoso naquele dia em que me contou várias coisas sobre você. Eu ri de muita coisa. Mas a história que mais me chamou atenção foi saber que foi seu avô quem sempre lhe incentivou a cantar...

Lágrimas desciam pelo rosto de Rachel...

Q: E que ele era um excelente pianista... E que por muito tempo, era só o som do piano dele que fazia você dormir no andar de cima. Seu pai contou que seu avô era seu melhor amigo e que havia prometido lhe ensinar a tocar, depois que você estivesse dominando sua voz. Segundo ele: “uma arte de cada vez...” — deu um sorriso ao ver que a expressão da morena era a de quem se lembrava de tudo o que ela dizia.

Q: Então, infelizmente, seu avô faleceu antes de lhe ensinar. E apesar dele ter dito que o piano era seu, sua família acabou se desfazendo dele, e desde então, você nunca mais quis saber de tentar tocar. Estranho... Só depois disso eu percebi que já vi você sentada no banco do piano do colégio várias vezes, mas nunca a vi tocando...

Rachel não parava de tremer e chorar. Quinn levou a mão direita ao rosto molhado e enxugou parte das lágrimas que ali corriam.

Q: Não chora, meu amor...

R: Como você... Como você pensou nisso? Como conseguiu? — perguntava com a voz embargada pelo choro e realmente curiosa por entender.

Q: Este piano é seu e nunca deveria ter sido tirado de você. Veja! — apontava para a lateral onde Rachel, ainda criança, havia talhado seu nome e uma estrela com uma tesourinha, deixando o piano marcado para sempre.

Rachel passou a mão sobre seu nome e o choro ficou mais forte.

Q: Seu pai disse, naturalmente, o nome da pessoa que havia comprado o piano e tive que entrar em contato. Com a ajuda da Santana... Mas, pelo amor de Deus, não diga a ela que contei que ela ajudou!

Rachel deu uma risada e acenou com a cabeça.

Q: Então... saímos rastreando o piano, que mudou de dono 3 vezes, até chegar no último. Foi um verdadeiro milagre termos conseguido em quase tempo nenhum, mas você não imagina o talento que Santana tem pra essas coisas... — disse com entusiasmo.

R: Deve ter sido caro...

Q: Nada é caro se for pra te fazer feliz... — disse com um olhar apaixonado.

R: Eu não sei o que dizer... É perfeito! E mais perfeito é que você está aqui! Como chegou aqui? Como sabia desse endereço? — começou a perguntar, só agora se dando conta do que significava ter Quinn ali do seu lado.

Q: Cheguei ontem, depois de você. Era surpresa. Eu queria te surpreender. Nunca houve o prazo de 3 semanas. Eu só precisava que você pensasse isso para que eu pudesse estar aqui agora com você, dessa forma. Por favor, não fique chateada por ter mentido pra você, foi por uma boa causa... — dizia temerosa.

Rachel lançou-se sobre seus lábios, beijando-a apaixonadamente...

R: Eu não acredito que você está aqui! — dizia entre beijos – Eu te amo! Deus, como eu te amo! — dizia sentindo seu coração disparar. — Eu não acredito!

Q: Você achou mesmo que eu passaria 3 semanas longe de você depois de tudo o que aconteceu conosco?

R: Eu acreditei... — disse em tom choroso.

Q: Eu sei e me desculpe por isso. Eu só queria fazer uma surpresa.

R: Eu sei. E... Quinn, não há palavras que eu possa usar para dizer a você o que significa isso que você fez com o piano. A minha ligação com meu avô era muito forte. Ele me ensinou tudo o que eu sei sobre música. Tudo o que eu precisava saber para seguir em frente... — voltava a chorar. — Sem ele, sem o piano dele, que seria meu, enfim, tocar perdeu o sentido para mim... Eu não queria tocar se não podia tocar pra ele.

Q: Bom... Agora eu te peço que aprenda, porque eu quero ouvir você tocando para mim. Como eu disse no cartão, eu não vou deixar você se privar de expressar seu talento. Seu piano voltou pra você e você vai tocar pra mim. Prometa que serei a primeira a te ouvir tocar uma canção inteira.

R: Eu prometo... — dizia enquanto chorava.

Q: Não chora... Vem... — dizia trazendo-a para seu colo, enquanto murmurava “eu te amo” em seu ouvido.

R: Você não tem noção do que isso significa para mim... Do que seu modo de me amar faz comigo... Por mim...

Quinn não disse nada, apenas beijou seu pescoço, provocando o arrepio imediato de Rachel. A loira então se afastou um pouco e se levantou, levando a morena junto com ela.

Q: Vem comigo. Eu tenho outra coisa para te mostrar. — disse estendendo-lhe a mão e levando-a para um dos dois quartos do apartamento.

Ao abrir a porta, Rachel se deparou com um enorme colchão coberto com lençóis de seda brancos e vários travesseiros. Em volta do colchão, havia lírios, em grande quantidade, além de um balde de champanhe no gelo num canto, com várias velas espalhadas de modo harmônico.

R: Quinn... O que...? — tentava perguntar o que significava, mas as palavras não saíam.

Q: Bom... Eu tomei a liberdade de escolher este apartamento para você, junto com Kurt, claro. Eu havia visto fotos, mas só o conheci hoje, quando vim arrumar isso. E vejo que ele é perfeito para você. Então, se você tiver gostado, Kurt está com o contrato do aluguel e vocês poderão fechar.

R: Eu adorei! Eu quero, claro que quero! E o Kurt? Ele deve estar subindo...

Q: Não. Ele foi para o hotel. Já fez a parte dele por aqui.

R: Então ele sabia disso tudo?

Q: Sim! Ele também me ajudou. — disse sorrindo.

R: Você é perfeita... — disse com um olhar de imensa adoração. — E esse quarto? O que significa? — perguntava apenas para confirmar aquilo que já havia entendido.

Quinn se aproximou dela, pôs as mãos em sua cintura, levou os lábios ao seu ouvido e disse com a voz rouca:

Q: Preparei este quarto para que possamos fazer amor pela primeira vez nesta cidade, neste apartamento, nesta nova vida...

Rachel estremeceu. Sentiu as mãos de Quinn se moverem e começarem a acariciar por baixo de sua blusa. A morena levou as mãos ao pescoço da loira e sussurrou em seu ouvido:

R: Sou toda sua...

Beijaram-se com paixão. Quinn guiou Rachel até o colchão e, com cuidado, fez com que se abaixassem até que a morena encostasse as costas totalmente. A loira estava totalmente entorpecida pelos beijos da morena e fez questão de deixá-la ciente disso:

Q: Eu já falei o quão gostosa é sua boca? — perguntava sensualmente em seu ouvido.

R: Não! — disse rapidamente.

Q: Pois direi agora: sua boca me tira do sério. Sua língua me leva à loucura e tem um sabor deliciosamente excitante. Eu passaria a vida inteira beijando você...

R: Faça isso... — respondia já excitada.

Quinn a beijou novamente, provando cada parte da boca de Rachel. Passava a língua vagarosamente pelo céu da boca, para depois chupar a língua com imenso desejo, sugava os lábios individualmente, prendendo o inferior entre os dentes. Enquanto isso, sua mão esquerda passou a acariciar o seio direito de Rachel, enquanto a mão direita descia em direção à intimidade da morena. Sem nenhuma dificuldade, Quinn desabotoou a calça de Rachel e deslizou sua mão para dentro da calcinha:

Q: Oh meu amor, você está tão molhada... — disse separando-se do beijo e buscando os olhos de sua garota.

R: humhum... Es...tou...É por...você...Você...me deixa...assim... — falava com a voz já prejudicada pela respiração ofegante.

Quinn acariciava delicadamente a intimidade de Rachel, que começava a mover o quadril para acompanhar os movimentos.

Q: Eu sei que já disse que você é deliciosa, meu amor... — disse sobre seus lábios.

Rachel apenas balançou a cabeça, concordando. Então, Quinn retirou sua mão de dentro da calcinha da morena e falou:

Q: Olha pra mim...

Rachel obedeceu. Então a loira levou os dedos à própria boca, sentindo o gosto da morena mais uma vez.

Q: huuuum... Você é deliciosa, meu amor... — disse encarando-a com adoração.

A morena estremeceu mais uma vez, com um olhar incrivelmente brilhante. Quinn conseguia derrubar todas as defesas dela, ao mesmo tempo em que a fazia se sentir a pessoa mais sexy do mundo. A loira sentia o efeito que exercia sobre a morena ao sentir como as mãos de Rachel apertavam seu pescoço com mais força, deslizando para se encaixarem entre as mechas dos cabelos loiros. A morena levou uma das mãos para acariciar o corpo de Quinn, mas a loira a segurou, erguendo-a sobre a cabeça de Rachel, levando a outra mão para o mesmo lugar.

Q: Não, meu amor... Só você será tocada agora... É um momento todo seu... — disse com a voz rouca e extremamente sensual no ouvido da morena, enquanto chupava o lóbulo de sua orelha.

Rachel estava totalmente entregue. Quinn começou a erguer a blusa da morena, retirando do corpo moreno e jogando-a de lado e retirando, rapidamente, o sutiã preto que a morena usava. Começou a descer seus lábios pelo corpo de sua namorada, deslizando sua língua pelo colo, pelos seios, chupando um de cada vez... Rachel se contorcia sem controle.

R: Deixa eu te tocar... — pedia ofegante.

Q: Agora não... Deixe-me conduzir...

Quinn desceu ainda mais seus lábios, beijando e lambendo na linha abaixo do umbigo de Rachel. Terminou de retirar a calça e a calcinha da morena, acompanhando o caminho enquanto deslizava, com beijos molhados pelo interior das coxas. Rachel já não conseguia pensar. Esperava ansiosa pelos lábios de Quinn em sua intimidade, mas não queria pedir para que ela se apressasse, pois por mais torturante que fosse a calma com que a loira conduzia o momento, a morena amava sentir seus lábios passeando por seu corpo inteiro. Não demorou e Quinn já estava perfeitamente posicionada entre as pernas de Rachel, acariciando sua virilha com o nariz e beijos castos de adoração apaixonada. Ergueu o olhar brevemente, encontrando com os olhos castanhos dando-lhe total aprovação para continuar. Quinn assim o fez: beijou com extrema doçura o ponto principal da intimidade de Rachel, para logo depois começar a trabalhar com a língua, fazendo movimentos circulares alternados com chupões delicados. A morena jogou a cabeça para trás, buscando algum controle, mas já era tarde. Estava completamente entregue ao prazer que Quinn lhe proporcionava. A loira aumentou o ritmo e passou a devorar a intimidade de Rachel com voracidade, sabendo que fazia certo ao ouvir os gemidos intensos de sua amada. O calor começava a ficar mais intenso. Quinn estava levando a morena à loucura, até que sentiu os espasmos do corpo de Rachel e o gosto de seu orgasmo em sua boca. A morena estremecia, enquanto a loira acariciava suas coxas, dando leves beijos sobre a intimidade, tentando acalmá-la antes de subir em direção aos seus lábios. Fez todo o percurso beijando-lhe e lambendo cada ponto do corpo de Rachel que estava em seu caminho até os lábios carnudos. Chegando lá, foi recebida por um olhar intenso e cheio de desejo de sua garota, que imediatamente tomou-lhe os lábios num beijo apaixonado de tirar o restante de fôlego que ainda existia.

R: Tira sua roupa... Quero sentir seu corpo no meu... — disse com a voz completamente rouca, olhando diretamente nos olhos de Quinn.

A loira obedeceu e rapidamente retirou toda a roupa, deitando-se sobre o corpo de Rachel também completamente nua. As pernas se entrelaçaram, enquanto as mãos de Quinn acariciavam os seios da morena. A loira sentiu a excitação de sua namorada em sua coxa, quando friccionou sua intimidade, devido aos movimentos.

Q: Você continua molhada, meu amor... — disse em seu ouvido.

R: humhum... Faça algo a respeito... — respondeu num tom sensualmente desafiador.

Quinn levou sua mão direita à intimidade de Rachel e acariciou delicadamente por fora. Fazendo movimentos ritmados e circulares, alternando com um simples deslize da ponta dos dedos pela abertura. Rachel estava enlouquecendo novamente...

R: Por...favor...faça...Entre de...uma...vez... — pedia ofegante.

A loira não demorou a obedecer e logo introduziu dois dedos, que se movimentavam com intensidade. Rachel se debatia sob o corpo de Quinn, agarrando-lhe os cabelos loiros com força. O movimento ia se intensificando mais, e os gemidos da morena alternavam com gritos de prazer intenso que deixavam a loira completamente excitada. Rachel levou sua mão à intimidade de Quinn e sem esperar qualquer reação, introduziu dois dedos também. A loira arqueou as costas, surpresa pela atitude da morena e passou a se movimentar de modo a facilitar ambas as penetrações. Girou seus corpos, ficando deitadas de lado, uma de frente para a outra, sem pararem de executar os movimentos em suas intimidades. Rachel olhava Quinn diretamente nos olhos e, naquele olhar, elas disseram tudo o que sentiam, sem precisar de qualquer palavra. Quinn introduziu o terceiro dedo, o que fez com que Rachel perdesse um pouco do equilíbrio, retirando seus dedos de dentro da loira, que disse em seu ouvido:

Q: Concentre-se em você, meu amor... O meu prazer é o seu prazer... — disse com a voz rouca.

Rachel delirou ao ouvir isso e agarrou-se com força ao corpo de Quinn, beijando-lhe o ombro, chupando o seu pescoço, numa tentativa desesperada de controlar o prazer que lhe dominava por completo. Quinn voltou a ficar por cima e enquanto penetrava Rachel perfeitamente com seus dedos, descia seus lábios até os seios da morena e os chupava com extrema adoração. Intensificava os movimentos e lambia seu pescoço, chupando, mordendo...

R: Eu...não...aguento...eu...vou...oh meu...Deus... — começava a se derreter.

Q: Vem! Vem comigo... Vamos juntas... — disse em seu ouvido, antes de se apossar de seus lábios com fome.

Os gemidos eram ouvidos por todo o cômodo. Rachel não conseguia controlar os espasmos de seu corpo e Quinn sentia a morena derretendo-se em seus dedos...

R: Eu te amo...Eu...te...amo... — dizia em seu ouvido.

Quinn se arrepiava ao ouvir isso. Sentiu Rachel apertar-lhe com mais força, num abraço de completa entrega.

R: Nunca se afaste. Nunca fique longe... — pedia com a voz mais calma.

Quinn retirou seus dedos de dentro de Rachel vagarosamente, e levou seu olhar aos olhos castanhos:

Q: Não vou me afastar, meu amor... Sempre estarei aqui... — disse com extremo carinho, enquanto beijava-lhe os lábios com leveza.

Rachel beijou-lhe a testa suada e levou as mãos ao rosto de Quinn, para guiá-la a um beijo mais intenso. As línguas se acariciavam com perfeição. Separaram-se do beijo com dificuldade. A loira acariciava o rosto da morena carinhosamente com o nariz, em silêncio. Então, Rachel se movimentou, forçando Quinn a ficar de lado, para que se aconchegasse em seu abraço, enquanto voltava a entrelaçar suas pernas. Olhavam-se com adoração. E trocavam carícias sutis...

R: Tudo o que você fez hoje... Eu nunca vou esquecer... — disse em tom de confissão.

Q: Eu pretendo fazer muito mais... Eu amo você... — devolveu no mesmo tom.

Os olhares não se desviavam.

R: Eu nunca pensei que alguém pudesse me amar da forma como você me ama... — disse enquanto uma lágrima caía.

Q: Rach, não chora... — começava a se preocupar.

R: Não se preocupe... Isso é felicidade... — disse com um doce sorriso. — Ter você aqui comigo, dessa maneira, é como se fosse uma nova primeira vez... me faz acreditar que eu posso conquistar tudo. Eu não me sinto só...porque tenho você comigo... Obrigada por escolher NY... Obrigada! — dizia entre lágrimas mais intensas.

Q: Shhhhh...Não chora, meu amor... Eu não escolhi Nova York... Eu escolhi você...



Notas finais
Bom, espero que gostem do capítulo!
Sobre a "graduação cruzada" citada no capítulo anterior, devo dizer que isso é ficção. Eu criei para a história. Não sei se existe algo parecido no sistema de ensino americano.
Espero reviews. :)
Eu não sei se vocês já fazem isso, mas eu gostaria que realmente ouvissem as músicas que indico como "Música do Capítulo" na nota inicial (basta buscar no youtube), porque elas têm muito a ver com o desenrolar da história, com o clima do capítulo. Elas dão um toque a mais... ;)