Voce mudou minha vida
16 Capítulo 16
NOITE DE ESTREIA...
Vanessa contempla seu trabalho...certamente todo o esforço valeu a pena, apesar de no último momento mudarem o local da festa, a princípio a recepção ocorreria no Bistrô mas a pedido de Clara,o evento foi transferido para o recém-construído Salão de Eventos do CCAS, isso depois de tudo estar pronto o que irritou bastante Vanessa que por um momento achou que não conseguiria, entretanto a missão foi cumprida com muita competência.– Observando sua obra?...Giselle pergunta. – Sim...adoro isso!...tenho prazer no que faço, até cheguei a pensar que não daria certo. – Jamais duvidei da sua capacidade, neste aspecto você é a melhor...obrigada Van!– Não tem o que agradecer, só não esqueça que toda esta produção tem um custo e foi bem alto, quando vir a conta não se assuste...as duas riem.Ai...ai...ai Vanessa...Giselle diz num tom de advertência mas na realidade as duas sabem que é só brincadeira, se há algo que a empresária aprendeu foi a não economizar em gastos para que as coisas saiam bem feitas...- Agora se me dá licença...Giselle dirige seu olhar ao extremo oposto do salão onde Flávia supervisiona tudo para que aconteça tal e como planejou. Este é um grande evento e deseja que seja perfeito, orenta sua equipe junto com o maître do Bistrô no sentido de que as pessoas presentes sejam bem servidas, que a mesa de comidas esteja a contento e que os garçons saibam conduzir os convidados às suas mesas previamente determinadas na hora da apresentação do documentário. Flávia está trajando um lindo vestido branco que delineia seu corpo de medidas perfeitas e realça o tom de pele moreno, seus cabelos estão soltos e a maquiagem é leve. Passeia seu olhar por todo o lugar encontrando os olhos penetrantes e perscrutadores de Giselle. A morena corresponde ao olhar analisando Giselle da mesma forma...a empresária está de preto e muito elegante como sempre, usa um vestido decotado e com uma fenda na coxa mostrando toda a sua feminilidade...Flávia suspira...neste momento passa um garçon e lhe oferece uma bebida que é prontamente aceita, ela a ergue em um brinde à amiga que está do outro lado do salão, a mesma retribui o gesto e sorri. Flávia percebe que ela está acompanhada de uma jovem bonita o que faz seu ritmo cardíaco acelerar, principalmente quando a moça aproxima-se mais e fala alguma coisa no ouvido de Giselle fazendo-a sorrir, parece ser muito jovem, o casal fica de frente e pela forma como olha pra empresária sem sombra de dúvidas é a tal de Judith...definitivamente aquela cena não lhe agradou. Em outro local estão Helena e Clara extasiadas admirando tudo. – Tenho que admitir que aquela mulhezinha irritante superou todas as minhas expectativas (Helena). – Concordo...embora não morra de amores por ela devo reconhecer que tudo está simplesmente impecável! – E você o que tem contra ela?...Helena pergunta curiosa. – Não...não sei...é como se todo meu corpo a rejeitasse. – Caramba Clara!– Acho que é por ela ser a irmã gêmea da ex-esposa da Marina. – Sim...eu li alguma coisa a respeito em umas revistas...e eram tão parecidas assim? – Idênticas...nas poucas vezes que a vi com Diogo é como se estivesse vendo mãe e filho. – Imagino que o pequeno confunda e a chame de mamãe. – Não que eu tenha conhecimento...incrivelmente ele sabe que é Vanessa. – Ahh interessante...e Marina? – Está em casa terminando de se arrumar. – Ainda? – É porque ela teve problemas com umas locações, a semana foi bem complicada por conta dessa nova produção.– Que chato...mas vai dar tudo certo! – É o que espero...quase não nos encontramos.EM UM OUTRO MOMENTO DA FESTA... Clara, Helena com seu marido Lucas, Mário e Sandra os tios/padrinhos de Clara estão conversando tranquilamente sobre a festa.– Sim tudo está decorado com esmero, tanto a bebida quanto a comida estão espetaculares, a produção está perfeita, Clara depois me lembre de falar com a encarregada do evento...(Sandra). – É uma das assistentes de Giselle Vieira...(Clara). – A proprietária dos Estúdios... diz Lucas. – Isso mesmo...(Clara). – E Fernando...tem notícias dele?... (Mário) – Ultimamente não...não sei nada dele...Clara responde com desdém.– Sabe minha filha...não é bom que uma mulher fique sozinha, sei que foi errado o que ele fez mas por que não se dão uma outra oportunidade? – Padrinho...– Boa noite!...a voz de Fernando se materializa naquele instante...- Meu amor você está linda!...enquanto diz isso coloca-se ao lado de Clara para felicidade de Mário que não gosta da ideia do divórcio, torce pra que as coisas se ajeitem entre o casal...quem sabe esta não é a ocasião apropriada pra que eles se reconciliem. – O que faz aqui?...Clara pergunta um pouco rude. – Clara!...Mário intervém...- Calma não é momento pra cenas...ou quer arruinar tudo isso?...gesticula mostrando o ambiente.– Não...não quero...mas algumas pessoas deveriam saber qual é o seu lugar e que não são bem-vindas.
– Meu lugar é ao seu lado!...Fernando fala num tom firme...naquele instante seu olhar se dirige pra entrada e sorri malicioso quando vê Marina chegando...- Sabe amor é hora de abrir a pista de dança, o que me diz Lucas de roubarmos estas duas belas mulheres e sermos os alvos da inveja de todos os presentes?...sem esperar resposta Fernando puxa Clara pela cintura que pega de surpresa não esboça nenhuma reação...decide não fazer escândalo, Fernando aproveita e sussurra-lhe algo ao ouvido...- Amorzinho relaxa!...finge que está bem em meus braços não esqueça que esta é sua grande noite e não convém estragar tudo, porque minha querida pra mim tanto faz, na verdade quero que tudo isso vá à merda!...sendo assim ao menos por esta noite aconselho a ser a esposa abnegada e dócil que sempre foi...Fernando depois da ameaça separa-se um pouco de sua ex-esposa com um sorriso maquiavélico nos lábios...Clara reconhece a derrota momentânea, pelo bem do Centro fingirá estar tudo bem entre eles, os casais começam a dançar. Marina entra no salão e de imediato Vanessa aproxima-se dela. – Olá! – Oi Van!...A produtora responde ao cumprimento de maneira distraída, seu olhar percorre todo o ambiente em busca da sua morena. – Se procura por Giselle ela está na pista de dança na companhia daquela pirralha...diz com ironia...Marina ignora o comentário e continua procurando, seu sorriso congela com o que vê...definitivamente aquilo não pode estar acontecendo, pestaneja várias vezes pensando que sua visão está lhe pregando alguma peça, maneia a cabeça negativamente...Clara está nos braços de seu ex-marido dançando...de imediato sente suas forças desvanecerem-se e fica tonta. – Marina!...diz Vanessa preocupada ao ver a cunhada quase perdendo o equilíbrio. – Estou bem Van...estou bem.– Mas o que houve?...a voz de Vanessa está alterada...- Vamos lá fora tomar um pouco de ar. – Sim...por favor...de repente Flávia aparece. – Marina você está bem?– Preciso de ar...Flávia me acompanha por favor.– Eu vou com você...insiste Vanessa. – Não precisa Van...obrigada...Flávia pode ir comigo você tem ficar aqui. – Está bem...concorda...- Flávia por favor me mantenha informada.Neste exato momento a música termina, Clara sente um enorme alívio é torturante ficar perto daquele homem.– Não há dúvidas que vocês fazem um belo casal...diz Mário entusiasmado. – É o que digo sempre...acrescenta Fernando. – Clara...tem algo que você precisa saber...Helena sussurra enquanto afasta a amiga do grupo. – O que foi? – Marina... – Marina?...Onde ela está?...olha em todas as direções. – É esse o problema, eu a vi entrar e ficar estática, tenho certeza que viu você e Fernando dançando. – Ohhh maldição!...Não pode ser... – De verdade...sinto muito minha amiga. – E pra onde ela foi?...pra onde?...oh meu deus!...Olha ao redor procurando sua branquinha...Clara está com o coração agitado batendo forte...se Marina a viu com o ex-marido isso pode ser o fim da sua relação...e não é pra menos. – Infelizmente eu a perdi de vista...Helena responde resignada. – Ai amiga o que estará passando pela cabeça dela agora.Do lado de fora...já ao ar livre Marina sente-se melhor, aquilo foi demais pra ela...Clara nos braços de Fernando. – Como você está? – Estou um pouco melhor...Marina disfarça...como explicar a Flávia que sua morena acaba de lhe dar uma punhalada mortal no coração. – O que houve que a deixou tão transtornada? – A Clara estava dançando com o ex-marido dela...Marina não se contém e conta pra Flávia...- Não consigo acreditar amiga...dançando com aquele imbecil que lhe causou tanto sofrimento...isso dói aqui...e dói muito!...lamenta-se enquanto leva uma das mãos ao coração e seus olhos começam a ficar úmidos. – Epa! Epa!...rebate Flávia...aqui não há espaço pra lágrimas, você está linda minha amiga, agora vem...vamos voltar e aproveitar a festa!...Quero ver a Marina Meirelles forte...esta noite é sua!...Vamos exibir aquele documentário que marca o seu retorno ao mundo cinematográfico!...Marina esboça um sorriso...é hora de ser profissional e deixar de lado a dor e a amargura que naquele momento invadem seu coração. – Está bem...vamos sim!...mas antes preciso ir ao banheiro e tentar me recompor. – Ok!...Não demore...não me faça ir buscá-la arrastada pelos cabelos se for necessário...sorri. – Calma!...Deixa de violência mulher...nos vemos daqui a pouco.Flávia entra no salão e é abordada por Giselle. – Onde está Marina?...pergunta ansiosa...- Você viu aquela cena ridícula na pista de dança? – Está no banheiro...vi sim. – Ah...então vou falar com ela. – Espera!...Deixe-a...ela precisa ficar um momento sozinha. – Mas eu sei que ela...ela viu... – Sim...mas lhe dê um tempo. – Tudo bem...Giselle concorda embora um pouco relutante. – Aproveitando que está aqui...eu gostaria de saber Giselle Vieira o que deu em você pra ficar agora atacando berços...Giselle por uns segundos não compreende a que Flávia está se referindo. – Não entendo...como assim? – Ahh...nããão...o tom de Flávia sugere problemas...a senhorita não sabe do que estou falando? – Sinceramente não...pode me explicar por favor. – Você não tem vergonha de ficar desfilando com uma pirralha daquela a tira colo? – O que?...Giselle está perplexa com as palavras acintosas de Flávia. – Escuta bem Giselle Vieira...você está muito velha pra fazer este papel ridículo com crianças que a duras penas deixaram as fraldas!...Sem dizer mais nada Flávia olha seu relógio e sai dando as costas pra amiga, segundo a programação já está na hora da apresentação do documentário e as pessoas ocuparem seus lugares...enquanto isso Giselle fica ali parada boquiaberta...- Que rompante foi esse?...tenta seguir Flávia mas do palco improvisado Vanessa dá início as formalidades do evento. – Boa noite a todas e todos que atenderam ao convite que lhes foi feito pelos Estúdios Vieira e pelo Centro Comunitário de Assistência Social, para abrir oficialmente o evento solicitamos a presença de Giselle Vieira...Diretora Executiva (CEO) no Brasil do Grupo Vieira...todos a recebem com calorosos aplausos. – Boa noite!...agradeço o apoio das pessoas aqui presentes que nos brindaram com sua colaboração neste momento tão especial...o relançamento dos Estúdios Vieira...escolhemos para marcar a ocasião um documentário que foi levado a cabo pelas mãos talentosas da nossa Chefe de Operações a renomada produtora Marina Meirelles!...(aplausos)...Nos orgulhamos de poder contar com a sua reconhecida competência e capacidade profissional, qualidades estas que indubitavelmente posicionarão os Estúdios Vieira muito bem no mercado cinematográfico, alcançando os primeiros lugares na preferência daqueles que desejam desenvolver documentários, séries, filmes ou qualquer coisa do gênero...não tomarei mais o seu tempo...Obrigada!...Apagam-se as luzes e na tela preparada para o evento o documentário começa a ser exibido. Todos ficam em silêncio, não é só um nem dois corações que se comovem pela sensibilidade e delicadeza com que aquele tema foi tratado, pondo em evidência o talento de Marina. É inevitável a emoção que toma conta dos convidados ao escutarem os testemunhos de mulheres que conseguiram romper o círculo de violência e maus tratos e reinseriram-se na sociedade, vislumbrando um futuro melhor. Depois dos relatos aparece Clara fazendo uma declaração de tudo o que aquilo representou na vida dela, também ressalta a importância de se obter recursos através de patrocinadores para conseguir dar sequência ao trabalho, bem como ampliar à assistência a um maior número de mulheres. Concluída a exibição e enquanto aparecem os créditos as luzes são acesas e neste momento as pessoas aplaudem de pé...em sua maioria mulheres que enxugam discretamente as lágrimas. Durante a apresentação os auxiliares do evento passaram com envelopes recolhendo as doações que serão destinadas ao CCAS. Depois de alguns minutos Clara surge diante da plateia, determinada pega o microfone e começa a falar... – Muito obrigada a cada um de vocês por sua generosa contribuição, nos foi informado que já arrecadamos a soma de 3 milhões de reais...aquela cifra alcançada faz com que o ambiente seja tomado por uma grande euforia...- Devo dizer-lhes que estamos muito felizes e gratos por poder contar com pessoas tão bondosas, aproveito a ocasião pra pedir uma salva de palmas para uma mulher que conheci há alguns meses, ela representa pra mim a personificação de qualidades que a meu ver poucos seres humanos possuem...compreensão...paciência...solidariedade...bondade...mas sobretudo amor...Marina Meirelles obrigada por estar em minha vida...por me fazer acreditar que o amor desinteressado existe e posso dizer com convicção que você é o melhor exemplo do que acabo de afirmar, porque dá incondicionalmente o melhor de si em qualquer circunstância...em todas as horas. Clara espera que aquela declaração seja suficiente para tirar de Marina qualquer dúvida que paire sobre seus sentimentos e que sirva pra amenizar a dor de tê-la visto naquela cena patética com Fernando.
– O que significa isso?...pergunta Mario a sua esposa. – Re..realmente não sei...Sandra está tão surpresa quanto o marido com as palavras de Clara, ambos olham pra Fernando perplexo assim como os padrinhos da ex-esposa...mentalmente fala pra si mesmo...como ela se atreveu...como pôde!...ela vai pagar muito caro por essa afronta! – Clara apenas quis dizer que valoriza muito o apoio que recebeu de Marina durante essa crise no seu casamento...Helena se manifesta completamente nervosa tentando contornar a situação. Clara dirige o olhar por todo o espaço e vê sua querida branquinha desaparecer através da saída do salão, decide ir atrás dela mas os aplausos e felicitações atrapalham sua busca por Marina, todos querem apertar sua mão, uma foto com ela, a imprensa quer entrevistá-la.NO JARDIM DO CCAS SOB A LUZ DA LUA... Por fim Clara consegue desvencilhar-se de todas aquelas pessoas e ir ao encontro de sua branquinha, caminha a passos largos e para diante daquela visão deslumbrante...Marina Meirelles está a espera dela, de costas e de frente para a luz da lua que ilumina sua pele alva, está simplesmente estonteante naquele vestido vermelho que lhe cai maravilhosamente bem e realça sua brancura...é impressionante como essa mulher mexe com todos os seus sentidos. – Amor...Clara diz um pouco receosa e Marina se vira ficando de frente pra ela...- Eu queria explicar...– Shhhh...você não tem o que explicar depois daquela linda declaração...sem mais nada a dizer Marina puxa Clara para um abraço e a beija de forma possessiva e amorosa, demonstrando que não precisa de palavras naquele momento só o doce sabor da boca de sua morena.Depois daquela noite...sem sombra de dúvidas a relação delas se fortaleceu ainda mais e juntas com Diogo os três ficaram ainda mais unidos. Os dias transcorrem tranquilos na casa dos Meirelles, tudo vai fluindo naturalmente no cotidiano daquela harmoniosa...pode-se assim dizer...família, Clara conquista mais espaço tanto no coração da mãe quanto no do filho. Um certo dia Marina aparece inesperadamente no CCAS... – Amor que surpresa boa você por aqui!...um grande sorriso desponta no rosto de Clara que ultimamente está bem à vontade no que diz respeito às demonstrações de afeto com Marina. – Jura? – Juro... – Que bom...ah amor vim só pra dizer que estou saindo de viagem por uma semana...a expressão de alegria de Clara desaparece, nunca ficaram tanto tempo separadas. – O que foi minha morena linda? – Não quero ficar longe de você. – Ahh...mas será apenas por uns dias...passa rápido quando menos esperar estarei de volta. – Não...não quero que vá...diz toda manhosa provocando um sorriso em Marina. – Ahh meu bebê tenho que ir estamos com problemas numa locação, prometo que voltarei o mais rápido que puder e ligarei todos os dias. – Ainda assim não queria que viajasse! – Ai minha morena...terá que se acostumar porque nesse negócio se viaja muito. – Está certo...a que horas você vai?– Dentro de uma hora...só passei mesmo pra me despedir e saber se pode pegar Diogo...diz a branquinha enquanto se dirige à porta de saída. – Espera!...Clara fala antes que a produtora saia do seu escritório.– Sim?...Marina não recebe uma resposta verbalizada...Clara se lança contra seu corpo recostando-a contra a porta e dando-lhe um beijo intenso e apaixonado, daqueles de tirar o fôlego e a branquinha parte desnorteada.Marina viajou há seis dias e como prometido ligou todos os dias, o que não diminuiu a saudade da morena e do filho. À medida que o tempo foi passando Clara foi tornando-se mais presente na vida do pequeno Diogo, indo sempre buscá-lo na Creche, participando ativamente das atividades do garoto, inclusive reduziu seu horário de trabalho pra lhe dar mais atenção e de certa forma suprir a ausência de Marina, tanto Clara quanto Diogo sentem demais a falta dela e a casa parece muito mais vazia, a saudade é tanta que os dois dormem juntinhos no quarto da produtora. Certa noite Clara está com Diogo no quarto, já passam das 19h e mais uma vez ele adormece no colo da morena, o danadinho ultimamente só quer dormir daquele jeito, até Marina já notou o quanto seu filho está apegado a Clara. Enquanto acaricia distraidamente o pequeno sorri quando sua memória lhe traz recordações dos últimos dias com a produtora antes da viagem, verdade seja dita nunca imaginou que uma mulher pudesse lhe despertar tantos sentimentos...sensações...como pode se segundo os padrões estabelecidos tudo isso só seria possível sentir com um homem, mas Marina está muito além e apareceu na sua vida pra romper com esses paradigmas. Lembra por exemplo de uma vez que estavam num bar na companhia de Giselle e Judith, quando soube que as duas estavam juntas ficou muito surpresa, naquela ocasião uma moça aproximou-se de Clara tentando assediá-la enquanto Marina foi ao banheiro, quando retornou e percebeu as intenções da mulher a branca se transformou...mostrou-se tão possessiva e ao mesmo tempo tão sexy...aproximou-se de sua morena e sem mais nem menos deu-lhe um escandaloso beijo na boca que a pretendente sumiu no mesmo instante. Em outro momento a surpreendeu em casa, preparou a área externa da casa enchendo o entorno da piscina com holofotes estratégicos, uma mesa posta no meio do pátio com um jantar delicioso encomendado ao Bistrô da Flávia e música instrumental...naquela noite dançaram, compartilharam carícias umas inocentes...outras atrevidas com o poder de levá-la à loucura, uma boa conversa, beijos...muitos beijos quentes!...que destreza tem aquela mulher pra beijar...pra seduzir!...Cada dia está sendo mais difícil controlar-se... Clara suspira sabendo que a próxima vez que se encontrarem numa situação como aquela não vai poder deter o ímpeto da sua branquinha e pra ser sincera ela tampouco quer que Marina se contenha. São tantas lembranças que tem guardadas desse pouco tempo de convivência, como um piquenique super divertido que fizeram no parque... ela, Diogo e Marina, lá brincaram, comeram, namoraram e acabaram dormindo juntos...Clara ao lado da sua branquinha e com Diogo em seu colo...sorri ainda mais suspeitando que foi aí que o pequeno furacão ficou acostumado a dormir daquele jeito, ou o dia em que Marina chegou inesperadamente no CCAS com um bouquet de flores...Clara sente pela primeira vez na vida o quão divino é ser verdadeiramente amada...cortejada...desejada...aqueles aprazíveis pensamentos são interrompidos pelo som inoportuno da campainha, acha estranho e cuidadosamente tenta colocar Diogo sobre a cama sem acordá-lo mas não consegue, a campainha soa insistentemente o que faz o pequeno despertar, ele olha fixamente pra Clara...tal e qual sua mãe quando acaba de acordar provocando na morena uma estranha sensação. – Oi pequeno...diz Clara suavemente.– Mamãe!...Diogo fala e sorri atingindo em cheio os instintos maternos da morena, uma lágrima...depois outra despontam naqueles olhos encantados com o milagre de sentir tanto amor por aquele menino que não chega a ter uma gota sequer do seu sangue mas que se apoderou de uma grande parte do seu coração, Clara de imediato o envolve num forte abraço ao sentir a emoção de ouvir pela primeira vez a palavra mágica que em seu sonho de maternidade soava como música. Aquela conexão é interrompida pelo som irritante que volta a ecoar pela casa...Clara seca as lágrimas, beija Diogo com todo afeto e o coloca no chão. – Vamos filho!...vamos ver quem está nos visitando a essa hora, ambos caminham de mãos dadas até a porta, uma vez mais a campainha toca insistentemente... — Ahh caramba mas que desespero é esse...quanta pressa!... Abre a porta e depara-se com ninguém menos que Joane à sua frente.– Oi!...cumprimenta a senhora diante dela brindando-lhe com um sorriso simpático, sabe que ela é a avó de Diogo. – Vovó!...Grita o pequeno furacão ao reconhecer Joane. – Boa noite!...antes que Clara possa dizer alguma coisa a mulher entra sendo até certo ponto rude. – Vim buscar meu neto...quero levá-lo pra minha casa até que Marina regresse...aquelas palavras pegam Clara de surpresa. – Desculpa senhora mas não posso permitir isso. – Como se atreve!...Joane contesta ante a negativa de Clara...quem aquela mulher pensa que é, por acaso pensa que pode tomar o lugar da sua filha...na vida de Diogo...aperta os lábios e diz desafiante...- Ligue pra Marina e diga que quero falar com ela. – Como é do seu conhecimento Marina está fora da cidade, acredito que muito ocupada resolvendo problemas do trabalho e me deixou instruções expressas, não vou ligar pra ela por conta disso...se a senhora ou sua filha quiser sair pra passear com Diogo...pode fazê-lo sem restrição alguma, mas no que diz respeito a ele ir pra sua casa sinto muito, isso não será possível. – Como assim?...como ousa?...com que direitos você se atreve a falar assim comigo?...quem pensa que é?...Antes que Clara possa responder àqueles questionamentos alguém se adianta e fala categórica... – Ela...ela é a mulher com quem quero passar o resto dos meus dias...Marina declara deixando boquiabertas tanto Joane quanto Clara que estremece ao ver o olhar que sua branquinha lhe dirige.– Marina!...é só o que Joane consegue dizer tomada pela surpresa daquelas palavras. – MAMÃE!...grita o pequeno furacão enquanto se agarra às pernas de sua mãe contente por revê-la...Marina deixa a pequena mala no chão e pega o filho nos braços abraçando forte o garoto feliz pelo reencontro. – Agora quero que me expliquem o que está acontecendo aqui...Marina diz depois da euforia de ver seu pequeno. – Soube que estava fora da cidade e vim buscar Diogo, mas...faz uma pausa e dirige um olhar mortal pra Clara...- Mas ela...começa a dizer em tom acusador... – Ela fez o que pedi...assim se quer descontar sua fúria em alguém que seja em mim. – Não é certo que meu neto fique com estranhos.– Joane...agradeço muito que se preocupe com esse garotão...diz olhando para o filho e beijando sua cabeça, como pode ver ele está sendo bem cuidado e saiba que Clara não é uma estranha...estamos juntas...o tom da produtora não admite réplica. – Bem!...é a única coisa que pode dizer a obstinada mulher...- Pelo visto nada mais tenho a fazer aqui...retira-se deixando no ar resquícios de um cheiro forte e enjoado que ela chama de perfume...umas vez sozinhas as mulheres se olham absorvendo com o olhar a presença uma da outra...matando em parte a saudade dos dias que passaram separadas. – Olá...sussurra Clara quando por fim recupera a voz... – Olá...responde a produtora ao mesmo tempo que vai aproximando-se da morena, com a outra mão puxa a morena pela cintura juntando seus corpos e a beijando com urgência, desejo e muita...muita paixão...Diogo ao testemunhar aquela cena apenas sorri. – Meus deus mulher quanta saudade!...murmura Marina depois de se separarem pra recuperar o fôlego e apoiando suas testas. – Não mais que eu...responde a morena. – Mamãe!...Diogo faz-se presente entre elas quando dá uma beijo no ponto em que as duas unem suas bocas provocando um ataque de riso no casal. – Eita que alguém está reclamando atenção...sussurra Clara contra os lábios de Marina. – Acho que sim...Marina dá um selinho na morena antes de dizer ao filho..- Vamos pequeno... vamos para seu quarto colocar as coisas em dias!...Saem os dois juntos abraçados e trocando carinhos enquanto isso Clara verifica a casa se está tudo em ordem...se bem que apesar do apelido de pequeno furacão Diogo é uma benção e não dá muito trabalho. Vai até a cozinha preparar uns sanduíches, frios e abre uma garrafa de vinho...quer celebrar o regresso da sua branquinha, organiza tudo numa bandeja e vai direto ao quarto de Marina, entra com um sorriso desenhado nos lábios esperando encontrá-la mas o lugar está vazio, suspira admitindo que com certeza ela só pode estar brincando com o filho, matando a saudade, nisso tem uma ideia...aproveita o tempo para colocar em prática o que tem em mente. Quando termina vai ao quarto de Diogo que já está a meia luz e o pequeno em seu berço dormindo como um anjinho, emociona-se e uma lágrima desliza em seu rosto pela lembrança daquele momento ímpar entre ela e Diogo e porque embora não admita em voz alta, ainda sente em segredo a dor pela vida lhe ter negado a oportunidade de gerar seu próprio filho. Clara ignora que está sendo observada da porta do banheiro...Marina é testemunha das emoções que se manifestam naquele semblante, lentamente caminha até Clara e a toma em seus braços. – O que foi amor? – Nada...diz com a voz trêmula...Marina não insiste só quer que essa mulher maravilhosa que roubou seu coração se sinta bem, com seu dedo indicador levanta o rosto dela a olha fixamente e seca aquele rastro deixado pela solitária lágrima de dor.
– Senti tanta a sua falta...sussurra a produtora. – Eu...eu também...quase morri de saudade...diz aquilo e Marina lentamente aproxima seus lábios unindo-os, suavemente as bocas começam a se degustarem, as línguas se encontram provocando um gemido profundo, Marina mergulha as mãos nos cabelos de Clara para assim segurar firmemente a nuca da morena e aprofundar mais o beijo...beijar sua deusa cada dia desperta nela uma sensação nova quando acha que já decifrou o sabor daqueles lábios descobre que é como se tudo recomeçasse, esse gosto viciante apaixona mais e mais Marina...Clara por sua vez se encanta quando ela se comporta assim...possessiva, firme quando aquela língua invade sua boca com paixão...a morena corresponde ao beijo com a mesma intensidade...o sabor de Marina é único...não se cansa de senti-lo...de usufruir daquela deliciosa boca...Clara a abraça apertando-a com força como se tivesse medo de perdê-la...depois de vários minutos trocando beijos Marina separa suas bocas não sem antes mordiscar o lábio inferior de Clara e lhe dá uma sugadinha que a deixa em completo descontrole. – Ai Clara...olha o que faz comigo...o que provoca em mim...diz num murmúrio e juntando a testa com a da morena. – Vamos...sussurra Clara...sentindo-se dominada pela imperiosa necessidade de ter aquela mulher de todas as formas...de mãos entrelaçadas se encaminham para o quarto da produtora, ambas estão nervosas...as mãos suadas e frias, Clara aperta fortemente os dedos da branquinha...lentamente entram no quarto e Marina depara-se com uma pequena surpresa que Clara havia preparado...ela o deixou iluminado com velas e sobre o criado-mudo a bandeja caprichosamente organizada com os petiscos, a garrafa de vinho e taças...no ambiente uma atmosfera romântica, a produtora sorri boba enquanto a Clara ao seu lado a envolve entre seus braços e volta a beijá-la só que agora de forma mais intensa.– Você é uma mulher muito especial...isso não era necessário. – Claro que sim...queria agradar você...estando uma nos braços da outra olham-se com profundidade.– Sua presença é tudo o que eu quero...sussurra Marina antes de tomar uma vez mais os lábios da sua morena... logo que se separam em busca de ar a branca diz num tom travesso. – Alguém aqui tem planos... – Marina!...envergonhada Clara esconde o rosto no pescoço da produtora. – Que foi amor...não tem porque sentir vergonha. – É que...não sei como explicar... – Não precisa...vem!...vamos brindar e provar essas delícias que você preparou...sentam-se na cama com a bandeja entre elas e compartilhando a mesma taça de vinho...Marina levanta-se e coloca pra tocar em seu celular uma música bem suave...os acordes preenchem o quarto. – Dança comigo?...Marina pergunta...a morena rapidamente aceita a proposta...começam a mover-se num ritmo lento...trocam beijos...seus corpos estão tão unidos que é possível sentir seus corações baterem agitadamente em seus peitos...os beijos ficam cada vez mais intensos e a branca diante da reação de Clara lhe sussurra... – Me diz uma coisa... agarra o rosto da morena entre suas mãos...- De verdade...você se sente pronta?...Clara não consegue emitir nenhum som...seu coração está tão acelerado que com cada batida seu peito sobe e desce...só assente com a cabeça...Marina por sua vez fecha os olhos respirando forte...tenta acalmar-se depois daquela resposta, por fim chegou o momento que tanto desejou...mentaliza...controle-se...calma...calma repete em sua mente sabendo que é a primeira vez de Clara e deve conduzir as coisas com suavidade...devagar vão aproximando-se da cama ...no caminho vai despojando a morena de toda a roupa...que consiste apenas em um short, camiseta e peça íntima...Marina fica hipnotizada com aquele corpo dourado completamente nu...aquele par de seios perfeitos... redondos...firmes...e...e... aquele sexo...oh santo deus!...completamente depilado...só de vê-lo seu corpo entra em ebulição...logo tira o roupão deixando exposta sua nudez diante da morena...Clara observa por inteiro a beleza de Marina...certamente esta é a primeira vez que a vê totalmente nua...aquela visão agita todo o seu ser, assim como a iminência de fazer amor com outra mulher...sua cabeça está a mil e cheia de perguntas...de dúvidas, e agora como vai ser?...o que devo fazer?...e se não conseguir satisfazer a essa mulher... sua respiração está descompassada...como se Marina pudesse ler aquela torrente de pensamentos, aproxima-se mais e a abraça carinhosamente até perceber a agitação no corpo de Clara diminuir. – Não se preocupe meu amor...se não está pronta eu entendo...podemos esperar até que se sinta à vontade...Clara em resposta beija Marina. – Eu quero...quero muito amor...só não sei como funciona...tenho medo de decepcionar você.– Fique tranquila apenas siga seus instintos...o seu desejo...Marina lentamente vai deitando Clara se movimenta ficando sobre a morena, esse contato de pele...dos corpos nus provoca um gemido nas duas...é incrível a sensação. – Vamos com calma...diz Marina com a voz trêmula...santo deus que mulher...tê-la daquela forma quase lhe causa um orgasmo...- Como se sente? – Be...e...m...Clara murmura...Marina suavemente acomoda o cabelo da morena atrás da orelha e lhe diz...- Você é realmente linda...captura entre seus lábios o lábio inferior de Clara...chupa-o deliciosamente provocando na morena tremores por todo o corpo...enquanto Marina se deleita com aquela boca suas mãos passeiam pelo braço de Clara acariciando...tocando suavemente sentindo a textura daquela pele aveludada...depois daqueles beijos e carícias Clara está mais receptiva, seu nível de excitação está tão alto quanto o de Marina...Clara acaricia o rosto de sua branquinha delineando-o...sorriem nervosas...a morena agora toma a iniciativa e a beija novamente. – Você me enlouquece Marina Meirelles...não sei como descrever as sensações que provoca em mim...sente como meu coração bate...leva uma das mãos de Marina ao peito que percebe um ritmo mais acelerado que o normal...- É como um bom vinho que quando se espalha pelo corpo vai deixando uma sensação de fraqueza e prazer...eu desejo você de uma maneira indescritível...e meu sexo anseia por seu toque...sussurra Clara...e para que Marina não tenha dúvidas conduz a mão dela até a intimidade de seu sexo...Marina ao sentir aquela umidade molhar seus dedos deixa escapar um gemido...sua respiração falha diante daquela revelação. – Clara...santo deus!...é o que consegue dizer...essa mulher está em chamas...Marina saliva ao imaginar sua boca invadindo aquela região...- Ahh Clara...como eu a desejo...espero realmente que esteja pronta e segura...porque como estou agora...eu...não poderia parar...nem...nem que me pedisse... – E quem disse que eu quero que pare...responde com ousadia... para Marina aquilo foi como abrir as comportas de uma represa, todo o desejo e amor que tem por Clara transbordam...a beija impetuosamente...é um beijo carregado de sentimentos reprimidos...de paixão...atração...volúpia e que é correspondido pela morena que está tão excitada quanto Marina...os gemidos e respirações são o único som que ecoam entre aquelas paredes. Marina separa delicadamente as pernas de Clara e se posiciona sobre a morena que de imediato a aprisiona entre elas...beijam-se sentindo seus sexos tocarem-se ...aquele atrito as leva ao delírio, separam os lábios...agora a branquinha vai descendo deixando um caminho de beijos úmidos ao passar pelo pescoço da sua deusa, dá uma leve chupada no exato lugar onde repercutem os batimentos do seu agitado coração, para logo chegar àqueles dois picos de prazer...enquanto toma um dos mamilos entre seus lábios acaricia o outro e sorri brevemente ao sentir aos mãos de Clara segurar firmemente sua nuca em um pedido silencioso de que não abandone aquela área...Marina se deleita com um e depois com o outro seio...mordisca-os...chupa-os...eles respondem ficando totalmente rijos e Clara contorcendo-se...logo a excitação de Marina a impulsiona a seguir descendendo...beijando...lambendo o corpo da morena querendo saciar a sede que a invadiu desde que seus dedos tocaram aquela fonte de prazer, sua boca sedenta prossegue ávida por alcançá-la e o característico aroma embriagante vai guiando seu caminho e aumentando a secura de sua garganta mais e mais...quando alcança o sexo de Clara...Marina roça o nariz...beija...e fica uns segundos ali desfrutando do ineditismo daquele momento... Clara estremece e seus batimentos cardíacos aumentam quando sente o toque gentil de Marina ao separar suas pernas e em seguida seus grandes lábios...Clara por um lapso de tempo entra em tensão...chegou a hora da verdade...então todo seu pensamento lógico desaparece feito fumaça ao sentir a ponta da língua da branquinha tocar seu clitóris para depois capturá-lo entre seus lábios e começar a chupá-lo delicadamente...inúmeras sensações se espalham por todo seu corpo como se fossem ondas cujo epicentro é o seu sexo...Clara fecha o olhos...seus gemidos vão se intensificando...o prazer aumentando devido a destreza com que aquela mulher a está amando...não há um só lugar em seu sexo que não tenha sido explorado por ela...e quando a penetra com a língua rija...aiiii mãe do céu...é como estar às portas do paraíso...inconscientemente seus quadris se remexem seguindo o ritmo daquele gostoso vai e vem...o orgasmo começa a se construir...suas mãos seguram firme a cabeça de Marina pra que ela permaneça ali...devorando-a...possuindo-a...marcando-a...fazendo-a SUA... de pronto Clara perde o compasso de sua respiração...os gemidos fazem-se mais fortes...seu corpo é golpeado sem misericórdia por um gozo tão intenso que se sente desfalecer e só consegue pronunciar pronunciar o nome de...MARINAAAAA...Enquanto seu corpo se contrai...sua branquinha permanece ali abraçada a sua morena com a cabeça descansando no ventre de Clara até que os espasmos cessem...por sua vez Clara a cada contração sente a emoção invadi-la fazendo-a derramar lágrimas pela intensidade do orgasmo e por todo o sentimento que tem por aquela que provocou uma transformação em sua vida. Marina refaz o caminho agora subindo...deixando um trilha de beijos até alcançar os lábios da morena...ao perceber aquelas lágrimas a toma nos braços preocupada... – Que foi amor...machuquei você? – Não...de jeito nenhum...é porque você me faz tão feliz...tão plena...Marina se comove com aquelas palavras...e ela também não consegue evitar o choro ao mesmo tempo que beija sua morena...sem separar seus lábios e emocionada sussurra... – Amo você...Clara ao escutar aquela declaração na voz sensual de Marina a olha fixamente dizendo tantas coisa naquele olhar...se inclina e beija suavemente sua branquinha...da mesma maneira também se revela... – Amo...amo muito você...Clara ganha aquele encantador sorriso de Marina que a aperta mais contra si... pouco a pouco o cansaço se apodera delas obrigando-as a cair num breve sono. Por volta da meia noite Marina desperta, cuidadosamente desvencilha-se dos braços de Clara, seu estômago se queixa...não comeu nada desde o meio dia e pra ser sincera das delícias que Clara preparou apenas provou...assim sendo aproxima-se do criado-mudo onde está a bandeja com sanduíches e alguns frios que ainda estão conservados...e deliciosos pensa depois de experimentar alguns deles...serve-se de um pouco de vinho e vai até a janela, fica observando a rua que permanece tranquila...a vizinhança dorme alheia à tormenta de paixão vivida entre aquelas paredes. Marina vira-se e olha pra cama...sorri... Clara está com as cobertas sobre os quadris...uma perna está reta e a outra formando um 4...deus que mulher mais linda...agora Marina dirige o olhar para o céu...elevando uma silenciosa prece pra que sua deusa fique com ela por toda a vida...lembra como Clara interagiu perfeitamente com Diogo...um se acostumou com o outro...um sorriso chega a seus lábios recordando como sempre se deram bem nas brincadeiras e como se divertem juntos...sim... Clara seria uma excelente mãe, é uma crueldade que a vida a tenha privado de ter seus próprios filhos. – Em que está pensando?...Aquela voz rouca chega murmurando ao ouvido de Marina e os braços a envolvendo por trás tirando-a de seus pensamentos.– Oi amor!...a produtora responde.– E então? – Em você. – Em mim? – Sim...Marina agora se vira ficando de frente pra sua amada analisando cada detalhe daquele belo rosto, seus dedos dão contorno às linhas faciais...sim...repete mais pra si mesma que pra Clara...- Sim...pensava em você. – E eu posso saber que pensamento era esse?– Que você é linda...que você exala uma sensualidade nata...é apaixonante...tem um sabor doce...embriagante...delicioso...único...termina com um beijo que Clara corresponde na mesma intensidade, pouco a pouco Marina conduz Clara até a cama deitando-a, iniciam um beijo carregado de paixão e de um desejo insaciável, Marina desliza pelo colo da morena detendo-se naqueles seios que revelam-se sua perdição de tão perfeitos e atraentes, acaricia-os, passa a língua nas auréolas rosadas neste momento os mamilos já encontram-se túrgidos de excitação, continua sua exploração pelo corpo dourado fazendo o trajeto com os lábios e chegando novamente ao ponto tão desejado, beija-o e segue descendo desfrutando das coxas torneadas da morena...pernas e chega aos pés acaricia-os e massageia-os com os lábios, sobe seguindo a mesma trilha aproveita e separa as pernas da morena pra mais uma vez usar da maestria de sua língua e proporcionar todo o prazer que sua amada merece...Clara sob o efeito das investidas de Marina reage vigorosamente àqueles estímulos...a língua da branca se move em todas as direções...pra cima e pra baixo...beija...lambe...chupa o clitóris de maneira suave e delicada aumentando o nível de tortura...Clara sente que o orgasmo está próximo...sensações em cadeia invadem seu corpo, seus quadris se movimentam involuntariamente...parecem ter vida própria...ela começa a gemer...por fim explode num intenso orgasmo.– AMOOOOOOR!...Aquele gozo faz a morena perder momentaneamente as forças e ficar ali inerte na cama. Marina a abraça acalmando o corpo da morena que ainda guarda resquícios dos violentos espasmos e esperando que se recomponha, a beija com doçura e ficam um tempo ali naquele abraço gostoso e sereno. – Clara... – Sim...Clara vê Marina levantado-se e protesta...- Nãããão...pra onde você vai? – Quero sorvete...diz com uma carinha sapeca.– Sorvete?...A esta hora?– Sim...por que?– Não...nada...– Volto já!...decidida e nua Marina sai em busca do seu desejado sorvete...depois de alguns minutos e como prometido retorna com um pote de sorvete de chocolate...seu favorito, senta-se junto da morena e começa a degustá-lo como uma criança...oferece a Clara que recusa gentilmente.– Acho melhor comer aquilo...aponta a bandeja ainda sortida de frios e sanduíches. Clara se serve...assim como Marina enche a taça de vinho e ali as duas amantes nuas compartilham aquele momento em que cada uma a sua maneira preenche o vazio de seus estômagos.– Clara... – Sim?...– Você ainda quer ser mãe?...aquela pergunta chama imediatamente a atenção de Clara que para de mastigar. – Por que você quer saber? – Porque quero...Marina dá de ombros como se não tivesse dando muita importância à conversa. – Imagina!...claro que ainda desejo ser mãe...mas é algo que infelizmente não poderei realizar a menos que adote...a propósito hoje Diogo me chamou de mamãe...a voz fica embargada...- Ahh Marina foi uma emoção indescritível, acho que ele estava muito carente e sentindo sua falta...não sei...penso que foi transferência...só sei que foi um momento ímpar na minha vida.– Sério?...Ah meu amor que lindo...talvez pelo convívio ele a veja como mãe...vocês estão muito conectados...mas voltando ao assunto...o médico não lhe disse que poderia optar por uma doadora de óvulos...por que não tenta?– Ah Marina...é que tenho medo. – Medo?...Como assim?– É que não me sinto à vontade indo à uma Clínica de Fertilização pra receber óvulos de uma estranha...sem saber a quem estaria convidando a entrar na minha vida entende?...Agora se soubesse quem seria a doadora aí sim as coisas seriam diferentes...Marina fica calada por uns segundos enquanto Clara suspira triste. – E se eu disser que tenho a solução pra esse problema...– Como assim...do que você está falando? – Clara...você aceitaria os meus óvulos? – O que?...Clara praticamente se engasga com o vinho. – Clara...eu...eu posso fazer essa doação...além disso ainda tenho o esperma que eu e Gio utilizamos com Diogo...sempre pensamos que teríamos mais filhos, assim seriam irmãos ao menos do mesmo pai...então se você deseja realizar esse sonho pode contar comigo...digo se você quiser...termina dizendo timidamente...Clara olha pra sua amada completamente atônita...- Clara pelo o amor de deus fale alguma coisa amor!...agora Marina fica nervosa aguardando uma resposta...qualquer que seja ela...Clara levanta-se...olha pra sua branquinha e responde...
– Não posso aceitar isso...e você?...Como vai ser depois? – Como assim depois? – Se você usar o esperma na minha fertilização e o resultado não for o esperado, Diogo ficará sem irmãos...Marina também sai da cama e caminha até a morena.– Não...não o deixarei sem irmãos Clara...eu não estou certa sobre querer engravidar outra vez...e eu tenho certeza que conseguiremos...que vai dar tudo certo...- Amor por favor...aceita?... Marina está ansiosa respirando tão forte que é único som que se pode ouvir naquele quarto...depois de uns minutos que parecem uma eternidade Clara concorda... – Aceito!...Claro que aceito!...A morena se joga nos braços da sua branquinha e as duas caem sobre a cama junto com a taça de vinho...Clara enche o rosto de Marina de beijos tomada por uma euforia contagiante...o que essa mulher acaba de lhe propor é algo sublime...uma atitude que leva a morena às lágrimas. – Amor...por que está chorando?...esse é um momento de alegria. – Não são lágrimas de tristeza...estou tão feliz como nunca estive em toda a minha vida...e você Marina Meirelles é a razão de tanta felicidade! – Então esta semana vamos tomar as medidas necessárias, conversar com seu médico e dependendo do que ele vai nos dizer, iniciarmos o tratamento...de acordo? – Claro vamos sim...concorda Clara entusiasmada...e aconchega-se nos braços de Marina...onde se sente a mulher mais amada deste mundo...- Marina...– Sim!... – Me ensina a...Clara fica ruborizada e esconde-se no pescoço da branquinha. – O que amor? – É...é que...quero...aiii!...Tenho vergonha...Marina segura o rosto da morena e ficam frente a frente. – O que você quer amor? – Eu quero que me diga como devo agir...quero que desfrute tanto quanto eu...quero fazer você gozar como você me fez...Marina ao ouvir aquele pedido fecha os olhos...sua respiração falha...ai meu deus! – Sim amor...é claro...relaxe e apenas deixe-se guiar pelo seu desejo...lentamente deita-se levando Clara que fica sobre ela, começam um beijo calmo como sempre degustando os sabores de suas bocas, Marina acaricia as costas desnudas da morena e a pressiona contra seu corpo...Clara recordando os movimentos da branquinha começa a imitá-los, assim abandona a doçura daqueles beijos pra alcançar o pescoço de Marina deixando-a com os pelos totalmente eriçados, Clara continua mostrando seu aprendizado e chega aos seios de sua amada, ali dedica especial atenção a cada um dos mamilos rosados que a essa altura já estão eretos, a morena se deleita sentindo aquela pele branquinha contra seus lábios e começa a chupar um e com a mão acaricia o outro, seus corpos estão colados e flamejantes, Marina vai à loucura com a performance da morena que anseia por mais e desliza seus lábios pelo corpo alvo da amada que ao tomar consciência da intenção de Clara a detém... – Amor...amor... – Que foi?– Vem! – Mas...eu... – Sim...eu sei o quer...mas terá tempo para o quer fazer...agora vem que necessito de você de outra forma...Clara a encara sem compreender...Marina sorri e troca de posição ficando sobre Clara, beijam-se com volúpia, separa delicadamente as pernas da morena e habilmente se encaixa entre elas fazendo com seus sexos entrem em contato, ao sentir o encontro dos seus pontos de prazer de imediato tanto Clara quanto Marina soltam um gemido e suas respirações ficam ofegantes...– Tudo bem amor?... sussurra Marina que apoia todo o peso do corpo em seus braços.– Que?...é só o que Clara consegue diante das sensações que aquela posição provoca nela. – Que...ro...saber...se...se...está tudo bem? – Ohh deus!..sim...sim... – Que...que...bom!...balbucia Marina enquanto começa a movimentar seus quadris marcando um ritmo tão sensual que faz Clara também acompanhar numa dança erótica... conduzida pelo prazer imensurável da fricção deliciosa de seus sexos. Ao mesmo tempo Marina se inclina, volta a beijar lascivamente Clara e depois apodera-se de forma devassa dos seios da morena...os gemidos se incrementam...os sexos úmidos se refregam um contra o outro provocando em seus corpos os primeiros sinais de que o orgasmo se aproxima...- Ai...Clara...ai amor...amor...pode senti-lo?...sussurra Marina que está a ponto de explodir de tanto prazer. – Sim amor...sim...posso...ai Marina...eu...eu...oh...amor vou gozar... – Eu...eu...também amor...– AHHHHHHHHH...as duas gritam ao mesmo tempo...seus corpos suados convulsionam tomados por espasmos...as contrações são fortes...suas respirações descompassadas denotam o êxtase daquele momento e as batidas agitadas de seus corações ressoam no quarto. Marina cai extenuada sobre Clara...aquele orgasmo a fez perder as forças...Clara envolve sua mulher num abraço acolhedor...trocam beijos inocentes e a morena lhe diz...você me proporcionou a noite mais linda da minha vida...- AMO VOCÊ Marina!– Também AMO VOCÊ Clara...muito!...O cansaço as domina e já é madrugada quando finalmente entregam-se ao sono.
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