Voce mudou minha vida
17 Capítulo 17
CAP 17
Clara desperta sentindo o abraço possessivo de Marina que de um jeito sereno ainda dorme, estão deitadas lateralmente e a branquinha atrás com o braço envolvendo a cintura da morena apertando-a contra seu corpo e a respiração tranquila em sua nuca...Clara sorri...plena...feliz. Pouco a pouco sua consciência também vai sendo reativada evocando as lembranças da noite anterior, seu coração agita-se de uma forma tal que é como se a cada batida ele estivesse lutando pra escapar do peito. Devagar vira-se ficando de frente pra pessoa responsável por esse seu estado de graça e que também dorme com uma expressão de felicidade no rosto que a comove. Da sua mente emergem imagens de cada momento como se um filme estivesse sendo reproduzido diante de si, recorda perfeitamente a forma cuidadosa e gentil com que Marina procurou dar-lhe prazer inclusive em detrimento do seu próprio. Clara sente seu rosto queimar ao lembrar a maneira extremamente hábil com que essa mulher a fez alcançar três orgasmos seguidos...como foi possível, em toda sua vida sexualmente ativa ninguém a fez sentir-se tão completa...a possuiu tão vigorosamente e ao mesmo tempo tão terno...nem sequer Fernando...move a cabeça negativamente desfazendo aquele pensamento, afinal não tem como comparar o incomparável. Agora o olhar da morena concentra-se naquela boca, analisa os contornos, recorda a maciez e inconscientemente lambe os lábios saboreando-se, buscando algum resquício do gosto de Marina, lembra também de como a língua dela proporcionou-lhe um turbilhão de sensações prazerosas, nunca imaginaria que fazer amor com outra mulher seria assim tão intenso...diferente...estranho e ao mesmo tempo familiar. Não pode esquecer as dúvidas e receios que internamente a afligiam...suspira...Marina teve paciência pra esperá-la...deu-lhe espaço e tempo...tempo para que o seu desejo se construísse, para que se entregasse sem restrições, tempo para que derrubasse todas as barreiras de resistência a uma relação homoafetiva. Marina soube aguardar até chegar ao ponto de Clara praticamente ter que implorar...porque...sorri um pouco envergonhada...já não aguentava mais...estava prestes a explodir, se a produtora ainda protelasse aquele momento e não a fizesse sua ela não responderia por seus atos. Lentamente Clara acomoda-se entre os braços de sua mulher continuando com suas recordações e cai no sono novamente.Depois de um tempo Marina acorda, abre os olhos e logo volta a fechá-los incomodada com a claridade que incide em seu quarto, lastima-se por ter dormido demais, pouco a pouco percebe o entrelaçado de pernas e braços que é difícil saber onde começa uma e termina a outra, seu olhar vagueia pelo corpo de sua deusa totalmente nu ao lado dela. Sente o corpo formigar, na noite anterior Clara converteu-se em sua mulher, não pelo ato sexual...nem tampouco pelo fato de que em pouco tempo irá gerar o seu filho ou a sua filha, um pensamento que faz Marina descobrir-se possessiva com a mulher que dorme em seus braços...e sim porque a ama...respira profundo...é inútil ignorar que ama Clara Fernandes, sua cabeça recria a noite que tiveram, a forma apaixonada com que Clara correspondeu aos seus estímulos...sua entrega...e como deliciosamente alcançou o orgasmo. Marina fecha os olhos e sua respiração agita-se lembrando o exato momento em que sentiu o gosto daquele líquido invadindo sua boca, a branca saliva com o desejo incontrolável de ter aquele doce sabor novamente entre seus lábios, um tremor percorre seu corpo e furtivamente suas mãos movimentam-se na direção daqueles seios deliciosos de pontas salientes e ao alcançá-los Marina sente uma onda de calor invadi-la, inclina-se e suavemente começa a chupá-los...primeiro um depois outro e percebe Clara reagir. A sensação de domínio estimula Marina ainda mais deixando escapar discretos gemidos, aos poucos o corpo de Clara vai saindo do estado de letargia e percebendo os dedos da branquinha deslizarem delineando suas linhas esculturais, em segundos Clara desperta por completo mas prefere permanecer passiva...tranquila deixando-se amar...desfrutando daquele toque inconfundível, à medida que Marina se aventura de forma mais ousada nos seios da morena com sua língua habilidosa os gemidos de Clara unem-se aos da amada que não deixa de notar sua morena acordada...e bem acordada, assim começa sua viagem em busca de outros prazeres e de reavivar sabores, não tarda muito a atingir seu objetivo, de imediato Clara permite os avanços da branquinha dando-lhe total acesso, assim Marina separa as pernas da morena de modo a ter uma visão privilegiada da sua genitália rosada, completamente molhada e pronta pra ser devorada mais uma vez, ao ver aquele botão de flor ávido por atenção, querendo ser tratado com toda a delicadeza, fica num estado de excitação tão alterado que seria capaz de gozar ali mesmo, começa a acariciá-lo enquanto Clara tem a respiração ofegante, seu peito sobre e desce descompassadamente, consequência direta dos estímulos aos quais está sendo submetida naquele momento...deixa-se seduzir...ser possuída pelos hábeis dedos de sua branquinha.– Ma...ri...na...começa a sussurrar...- Oh...siiiim...mmmmm...ai...Marina...mmmmm...a morena geme...Marina já entendeu a mensagem e sabe exatamente o que ela quer...aqueles sons falam por eles mesmos, assim como Clara ela também tem necessidade de ter sua amada...de senti-la em sua boca...de provar do seu líquido...de entorpecer-se com aquele cheiro, sem fazer-se de rogada Marina abocanha a intimidade da morena primeiro lambendo-a de cima pra baixo...roçando os lábios...chupando o clitóris já dilatado de maneira rítmica, causando-lhe contrações imediatas, Marina a segura pelos quadris fazendo pressão, precisa daquela mulher sem restrições, saboreá-la sob a luz do dia o que também propicia uma visão celestial para guardar em sua memória e reproduzi-la quantas vezes quiser, ela não pode perder uma só das expressões de prazer da sua mulher...sim...sua mulher...aquela ideia a preenche de um sentido de possessão indescritível que se traduz numa vontade incontrolável de lhe dar prazer até fazê-la alcançar o céu...só ela consegue...ninguém mais. A branca se concentra em deixar sua língua ditar os movimentos e proporcionar à morena o máximo de satisfação, seu olhos não se desviam do rosto de Clara que por sua vez corresponde àquele olhar sequioso, se deleita com a imagem da sua amada ali a possuindo, as duas estão completamente desejosas...febris...molhadas, aquele olhar penetrante e a perícia da língua de Marina faz a morena sentir-se tão sensual...atraente...enquanto isso a branca segue negando-lhe o direito de mover seus quadris obrigando-a a obedecer o ritmo imposto por ela e causando-lhe um prazer quase doloroso, seus gemidos aumentam, seu clitóris pulsa parece que vai explodir a qualquer momento, Marina chupa aquele botão com tanta ânsia que Clara jura que aquela intensa sucção sem sombra de dúvidas a fará irremediavelmente ejacular em pouco tempo, sabe que não resistirá muito...começa a sentir o orgasmo tomar forma mas a branca parece não permitir pois interrompe o que está fazendo deixando Clara sem nada entender, sua respiração está em descompasso e o cérebro tentando inutilmente encontrar uma explicação, percebe Marina sair de sua posição e aproximar-se dela beijando-a lascivamente...sim a morena agora compreende a intenção de sua branquinha e todo pensamento coerente desaparece quando ela une seus sexos, um tremor traspassa seus corpos ao sentir aquela junção...o encaixe perfeito, sem romper o contato visual tanto uma quanto a outra começa a mover-se harmoniosamente, deslizando em seus sexos encharcados e quentes.
– Ahhh...amor...por...favor...não...feche os...olhos...ohhh...mmmmm...Marina pede...os movimentos sincronizados de seus quadris aceleram...nenhuma das duas desvia o olhar...o prazer aumenta à medida que a fricção se intensifica...dos corpos emanam calor e sensualidade...as forças começam a se esvair...as contrações a dominá-las...e aquela sensação indescritível e tão libertadora as toma de assalto e o orgasmo se materializa...em uníssono Clara e Marina extravasam... — AAAAAHHHHHHH...os espasmos na branca são tão fortes que não consegue manter-se firme e cai extenuada sobre a morena que tampouco esboça muita reação apenas abraça sua amada, o contato da pele, dos corpos suados e os gemidos mais brandos, é o cenário que se apresenta depois daquele êxtase, seus sexos não deixam de se contrair...de pulsar, não há necessidade de palavras, somente de deixar passar o tempo e ficarem ali abraçadas uma sentindo a outra sabendo que depois de tudo o que viveram nas últimas horas elas se pertencem de corpo e alma.NO BISTRÔ...Flávia está discutindo os menus com o Chef, depois de entrarem em acordo e resolverem pendências da cozinha ela vai direto pra sua sala. A fama do Bistrô cresce a cada dia que passa, a empresária tem planos de ampliação considerando que as reservas já estão sendo feitas com três meses de antecedência, jamais pensou que as coisas pudessem chegar a esse ponto e ela se tornasse uma empreendedora de sucesso em tão pouco tempo, não pode negar que muito desse êxito deve-se a Giselle. Depois da festa de lançamento dos Estúdios algo de muito esquisito aconteceu, desde aquela noite em que a viu na companhia de Judith...daquela pirralha...projeto de mulher, não consegue parar de reproduzir aquela imagem em sua mente, também causa-lhe estranhamento o fato de ter ficado completamente irritada com aquilo...lembrar como dançavam, como a jovem se insinuava sem importar-se de estar em um local público como se só existissem elas duas ali...Judith...em sua cabeça ainda ressoa esse nome, Flávia poderia apostar sem medo de perder que aquela mocinha é a mais audaciosa de todas as mulheres que Giselle já conheceu. Saber sobre as garotas que Giselle namorou ou levou pra cama nunca a incomodou, só que agora há um novo elemento, os sentimentos que Giselle nutre por ela...e não consegue evitar essa sensação de estar sendo preterida...de perceber que Judith está roubando o que é dela, isso a deixa perplexa pelo simples fato de que aquilo não deveria antingi-la...Giselle é livre...solteira e não existe nenhum compromisso entre elas além de uma relação de amizade. Envolta naquela nuvem de questionamentos, dúvidas, dividida e principalmente confusa pela mistura de emoções, dirige-se ao seu escritório e para ao escutar a voz risonha de Giselle, evidente que só pode estar falando com aquela jovenzinha abusada. A porta aberta permite a Flávia contemplar aquele corpo escultural e não pode deixar de notar como a roupa que está usando ressalta suas linhas suaves...Giselle traja uma blusa branca fina e essa transparência permite visualizar suas formas de maneira mais definida, principalmente os seios o que lhe dá um toque de sensualidade, completando o figurino uma calça social flare vermelha, Giselle ao perceber que não está sozinha interrompe a conversa, por uns segundos as duas trocam um olhar.– Bebê...tenho que desligar... (escuta)...não fique assim...com a voz manhosa escutando a queixa de Judith...- Eu vou pra aí...ok!...Se despedem de forma rápida e desliga...as duas mulheres ficam se encarando...Giselle um pouco mais desafiadora percebendo que Flávia a observa realmente com um olhar crítico.– Ainda atacando berçários Giselle?...As palavras de Flávia estão carregadas de ironia...de veneno...não esconde que está realmente irritada com aquela situação.– O que?...Do que está falando...não entendi... Giselle continua estranhando a atitude recorrente de Flávia, aconteceu o mesmo questionamento no evento.– Isso mesmo que você ouviu (Flávia).– Pode repetir...acho que não escutei direito (Giselle).– Que você agora anda se envolvendo com crianças (Flávia).– O que? (Giselle)– Que está metida com uma garota que no mínimo deve ser uns 10 anos mais nova que você...que pouca vergonha...Flávia diz num tom repreensivo.– De que raios está falando...desde quando 7 anos são 10!...Giselle rebate.– Dá no mesmo 7 ou 10!...Ela é uma menina perto de você...francamente Giselle... francamente!...A empresária fica confusa e ao mesmo chateada com aquela reação de Flávia...questiona o por quê daquele comportamento e quem ela pensa que é pra fazer avaliações sobre sua conduta...- Deveria procurar uma mulher adulta...Flávia volta a soar irônica...- Já sabe o que dizem sobre dormir com crianças?...qualquer dia desses...Flávia é interrompida por Giselle que no momento está bastante irritada.– Qualquer dia desses o que?...Agora Giselle encara Flávia...a morena definitivamente conseguiu tirá-la do sério...- E o que dizem?...Giselle pergunta com um olhar fulminante e desafiando Flávia a responder...desafio este do qual não foge e nem recua.– Que amanhecem MIJADOS!...pra Giselle aquilo definitivamente foi um golpe baixo mas esse jogo é pra dois, trinca os dentes e fecha o semblante...como dizem por aí...palavras atraem outras e quem fala o que quer, escuta o que não quer.– Bom...faz uma pausa e morde o lábio inferior...fato que não passa despercebido por Flávia mas nem imaginando o que ela vai dizer em resposta...- Pelo menos Judith não faz o estilo de “quem nem come e nem deixa os outros comerem”... Giselle afasta-se dando as costas pra Flávia, não sem antes deixar aquele sorriso vitorioso...sarcástico e ver a fisionomia surpresa da morena.– Espera aí!...Como assim?...agora é Flávia que demonstra não entender o significado daquelas palavras ...aproxima-se de Giselle puxando-a pelo braço e fazendo com que fique de frente pra ela...Giselle sorri ainda mais...o que deixa Flávia possessa.– Fale claro!...(Flávia)– Isso mesmo que você ouviu...mas se não entendeu posso dar uma ajudinha...você diz me querer só como amiga mas está aí se corroendo de ciúmes da Judith....querida a fila anda e se não quer tem quem queira...Flávia não deixa de notar a ênfase que Giselle deu ao pronunciar aquelas palavras então uma luzinha se acende em sua cabeça...será que Giselle acha mesmo que...não...não pode ser...está chocada e dá uma gargalhada histérica.– Ahh Giselle...você não presta mesmo!...impulsivamente aquela frase sai de sua boca e se arrepende imediatamente pois sabe muito bem que não agiu certo, mas o dano já foi causado, o que disse está dito, Giselle quando escuta aquela ofensa sente-se ferida, como Flávia se atreve a dizer aquilo com ela...afasta-se...depois de tudo que já passaram juntas...sente uma raiva imensa tomar conta ela.– Giselle...Flávia tenta consertar a bobagem que fez mas é muito tarde.– Eu não presto é?...diz entredentes...Giselle aproxima-se de uma forma ameaçadora e sem sequer pensar sussurra a escassos centímetros da boca de Flávia...- Eu vou mostrar a você quem não presta...agarra Flávia pelos braços e a pressiona contra seu corpo ao mesmo tempo toma seus lábios num beijo avassalador cheio de ira, Giselle esfrega sua boca na de Flávia de forma rude, chupa os lábios da morena que bruscamente depois de sair do estado de perplexidade tenta desvencilhar-se, em princípio até consegue mas não contava com o fato de Giselle ser mais forte que ela o que a impede de soltar-se por completo e a permanecer refém da empresária, reage mais uma vez entretanto Giselle a mantém ali presa invadindo e saboreando sua boca, seu corpo estremece inevitavelmente, em frações de segundos sente-se tentada a ceder e deixar-se levar pelo beijo, pelo prazer que aquele gesto de afronta está lhe proporcionando...Giselle percebe a mudança em Flávia e suaviza o beijo, agora é doce, calmo, sereno, por uns imperceptíveis segundos Flávia corresponde causando um gemido em Giselle, aquilo pra ela é a glória...por fim provou os lábios da mulher que tanto ama, ao perceber aquela manifestação de prazer Flávia sai da bruma sedutora que os lábios de Giselle exercem e aproveitando que a outra baixou um pouco a guarda afasta-se empurrando-a rispidamente, Giselle a olha com satisfação, com um brilho nos olhos que deixa Flávia desarmada e também irritada por ter cedido.– Gostou?...Giselle pergunta com sarcasmo o que deixa a morena mais colérica ainda, consigo mesma principalmente, por ter correspondido ao beijo...como pode permitir aquilo acontecer...- E então?...quem é que não presta?...neste exato momento Flávia dá um bofetada em Giselle que a devolve no mesmo instante para logo agarrá-la novamente e voltar a beijá-la, só que agora é mais carregado ainda de raiva, daqueles que balançam as estruturas mais sólidas, desta vez Giselle a beija consciente querendo transmitir naquele gesto todos os sentimentos despertados pela morena e reprimidos por tanto tempo, esperando que Flávia possa percebê-los em toda sua plenitude, quando a respiração lhes falta Giselle rompe o contato com os lábios de Flávia e sem dizer uma palavra sequer sai dali deixando a dona do Bistrô perdida num mundo de sensações que não tinha a menor ideia da existência...em transe.
EM SANTA TERESA...Sobre aquele enorme colchão dois corpos nus...um moreno dourado e o outro branco como leite descansam relaxados, despreocupados e alheios ao que acontece fora daquelas quatro paredes, depois de terem feito amor ficam ali conversando, namorando... Clara está deitada de barriga, a cabeça virada e apoiada sobre o braço de modo a ficar olhando pra sua amada, Marina encontra-se de lado com a palma da mão sustentando a cabeça e também encarando a morena, ficam assim durante um tempo perdidas uma no olhar da outra. Suavemente Marina acaricia as madeixas da amada e desvia o olhar apreciando a beleza dela, as pontas dos dedos percorrem toda a extensão das costas de Clara sentindo a maciez daquela pele aveludada, deleita-se percebendo o corpo da morena reagir através de pequenos tremores e dos pelos eriçados...sorri...adora essa sensação que provoca nela, a branca então tem uma ideia maliciosa, devagar se inclina e começa a dar suaves beijos e a intercalar com pequenas mordidas o ombro e as costas de Clara enquanto as mãos descem serelepe até alcançar seu objetivo...as nádegas da morena que num primeiro momento surpreende-se para logo responder aos estímulos de Marina, diante da sensação de ser apalpada ela tenta mover-se...aquela doce tortura está mexendo com ela, quer participar desse ritual de sedução, só que Marina não permite segurando seus quadris e obrigando-a a permanecer naquela posição, na sequência deita-se sobre sua deusa juntando seus corpos mantendo-os completamente colados, coloca os cabelos da morena de lado e beija levemente sua nuca, inala o perfume natural da amada e desce pelas costas trilhando com os lábios o trajeto até chegar aos glúteos firmes da morena, delicadamente e com a destreza que lhe é peculiar levanta os quadris da amada deixando-a de joelhos, durante uns instantes ela fica ali abobalhada com a visão daquela bunda maravilhosa e a vagina deliciosa de sua amada enchendo suas pupilas agora negras de desejo, com delicadeza vai deixando um rastro úmido de beijos e lambidas por toda aquela área buscando com a língua o ponto de prazer que tem um indescritível e já tão familiar sabor...Marina demonstra toda sua versatilidade...as diversas formas de amar...Clara se movimenta mexendo os quadris sob o efeito da língua hábil e ansiosa de sua mulher que vorazmente explora de todas as maneiras aquelas nádegas firmes beijando-as, abrindo-as deixando inteiramente à sua mercê, lambe de baixo para cima e ao inverso, a branquinha parece estar em todas as partes, Clara enlouquece...quando pensou que já conhecia todo o prazer possível com Marina se surpreende...sua língua rígida a penetra com firmeza e a faz tremer, jamais imaginou algo sequer parecido, seu corpo...sua intimidade estão sob o domínio de Marina e Clara completamente entregue pelo simples fato de também querer satisfazer o desejo de sua amada...Marina Meirelles tem esse poder de deixá-la fora de si...louca, com o corpo em chamas e ansiando por mais...a branca da mesma forma parece insaciável depois de descobrir o quão delicioso é o gosto de Clara, é inevitável o desejo de devorar aquela fonte de prazer...é inesquecível o sabor...a maciez...o cheiro embriagante, todas essas sensações se refletem entre suas pernas...na sua intimidade...sentindo-a pulsar...umedecer...enquanto Clara parece em transe...Marina mostra-se ousada...sábia...conhece perfeitamente os caminhos que levam ao êxtase, ela acelera mais os movimentos deixando sua mulher descontrolada ao ser invadida por sua língua audaciosa que serpenteia por todo o seu sexo...não há como reprimir o que está por vir...as ondas vêm com seu poder avassalador apossando-se da morena e levando-a ao clímax...Clara explode num potente orgasmo. Exaurida e trêmula a morena deixa-se cair sobre a cama sendo seguida por Marina que une seu corpo ao da amada tentando acalmar suas respirações descompassadas...e é nesse momento que a borbulha de amor se desfaz...em toda a casa ressoa a voz exigente de Diogo...– MAMÃÃÃÃÃÃEEEE!!!– Meu deus!...sussurra Clara...ainda recuperando-se do efeito devastador daquele orgasmo.– Acho que alguém está reclamando atenção...Marina consegue dizer provocando um sorriso nas duas.– MAMÃÃÃÃÃÃEEEE!!!... reclama o pequeno mais uma vez.– Acho...que...sim...concorda Clara com a voz entrecortada...Marina beija-lhe na nuca e depois nos lábios, levanta-se indo direto ao banheiro lavar o rosto e fazer sua higiene...não quer dar um beijo de bom dia no seu filho da forma como está, rapidamente coloca o pijama fazendo Clara cair na gargalhada vendo aquela delícia de mulher vestir-se a duras penas a caminho do quarto do pequeno furacão, ela também consegue sair da cama não sem antes ter sua mente preenchida pelas imagens dos momentos vividos ali há alguns minutos, ruboriza-se...se aquela cama falasse...sorri balançando a cabeça e dirige-se ao banheiro.NO BISTRÔ...Flávia encontra-se ainda atônita pelo o que acabara de ocorrer entre ela e Giselle, não consegue evitar que as imagens com detalhes se reproduzam em sua mente, como aquilo pode acontecer...como se permitiu ultrapassar os limites com sua amiga...sabia que o clima estava tenso entre elas depois daquela confissão...então por que não impediu que as coisas chegassem aquele ponto, recrimina-se por não ter sido mais firme, em meio a esses questionamentos um detalhe vem à tona...pra ser mais específico um sabor...Flávia leva os dedos à boca, ainda pode sentir o contato daqueles lábios contra os seus...respira fundo, recorda como a boca de Giselle se movia na sua, as lembranças provocam uma sensação estranha, seu coração agita-se, seus pulmões se enchem de ar de forma acelerada, sua mente recria o momento em que a amiga foi firme e a subjugou dominando-a com uma força que ela jamais imaginou que tivesse e ficaram tão juntas que dificilmente alguma molécula de ar poderia se interpor entre elas, tamanha é a intensidade daquelas memórias que Flávia fecha os olhos e balança a cabeça como se aquela ação pudesse dissipá-las...apagar o sabor da boca de Giselle e a tensão que causou seu corpo contra o dela...de pronto sente-se tonta...desorientada...sufocada...se encosta na parede buscando apoio...a respiração fora do ritmo...aquela sala parece aprisioná-la precisa sair dali e tomar um pouco de ar fresco para oxigenar seu cérebro e purgar Giselle da sua mente. Flávia pega sua bolsa e sai deixando instruções com seu maître...parece estar em fuga.– Felipe...encarregue-se de tudo...qualquer problema me ligue!...sem esperar resposta alguma abandona o local impregnado de lembranças para refugiar-se em casa...fechar-se em seu espaço e esquecer o que aconteceu entre ela e Giselle Vieira.NO LOFT DE GISELLE...A empresária anda de um lado para outro como uma fera enjaulada e não para de se perguntar como foi possível deixar as coisas desandarem daquela forma...como se permitiu perder o controle daquele jeito...tão estupidamente e irremediável, logo com Flávia com quem deveria ter as rédeas da situação, que poder tem aquela mulher pra lhe tirar do sério e fazê-la ter uma atitude tão intempestiva e inconsequente, ela simplesmente só queria lhe dar uma lição e que lição...agora não tem mais retorno seu bom senso a traiu, foi uma idiota...uma completa idiota, reclama de si mesma mas por dentro e sendo muito sincera adorou cada segundo em que provou e explorou a boca de Flávia...seu coração bate forte...respira fundo buscando a tranquilidade para o espírito, a que perdeu naquela sala, sempre se vangloriou do seu autocontrole mas nesse momento sente-se tão impotente...tão vulnerável, em toda sua vida esteve protegida por uma barreira imaginária e intransponível que escondia suas fragilidades...jamais nenhuma mulher...nenhuma só das que passaram por sua cama conseguiu decifrá-la...nenhuma...sempre se assegurou de que ninguém soubesse o que se passava em seu interior, mas com Flávia é diferente...ela desestabiliza suas estruturas...nunca conseguiu ser forte com ela...suspira recordando as sensações pelas quais foi tomada de assalto com os lábios da morena...o gosto...a maciez...a proximidade dos corpos, afinal o que tem aquela mulher pra deixá-la tão fragilizada e que destrói seus mecanismos de defesa.– Porra Flávia...que maldição!!!...deixa escapar alguns impropérios e arremessa o copo de whisky contra a parede...passou praticamente toda a sua vida esperando tê-la em seus braços e quando aconteceu foi naquelas condições, infelizmente não tinha explicação para aquele infortúnio...Giselle não deve enganar-se, sabe que beijar Flávia à força vai causar-lhe sérios problemas...agora a pergunta que não quer calar...como ficarão as coisas entre elas depois daquele rompante...em meio aquele silêncio sepulcral e sem resposta alguma fica ali absorta, então seu celular começa a tocar e na tela aparece o nome de JUDITH.EM SANTA TERESA...Logo que Marina vai ao quarto de Diogo a morena levanta-se também, espreguiça-se...alonga-se e sorri com seus pensamentos...quem diria que por trás daquela mulher de fisionomia doce, gestos gentis e amáveis, dona de uma paciência inquebrantável, existia uma loba faminta. No banheiro liga o chuveiro e coloca a água na temperatura entre fria e quente...no ponto ideal pra ela, deleita-se com aquele líquido delicioso banhando seu corpo, não tem como esquecer de toda a excitação...do êxtase proporcionados por Marina Meirelles, como foi ao céu fazendo amor com ela, se redescobriu enquanto mulher... amante...as sensações que experimentou eram até àquela ocasião inimagináveis...Marina conheceu seu corpo e explorou pontos sensíveis que sempre foram ignorados e até pra ela mesma desconhecidos, a branquinha os estimulou de uma maneira tão hábil que o resultado não poderia ser outro...um prazer que parecia inatingível. Evidente e vale ressaltar que a conexão e o amor deram o tom e sempre foram elementos fundamentais na relação delas, entre Clara e Marina há um magnetismo quase palpável e a sintonia é determinante.Uma vez no quarto do filho Marina toma consciência de que ela e Clara perderam completamente a noção do tempo enquanto se amavam, foram muito além do horário que usualmente levantam-se pra alimentar Diogo, retira o garoto do berço que já está bastante inquieto e o leva à cozinha...- Oh meu bebê...deve estar morrendo de fome...rapidamente pega o cereal do filho, prepara e fica observando o garoto comer, respirando aliviada e agradecendo aos deuses pelo ineditismo de Diogo ter dormido até aquela hora, enquanto o pequeno desfruta do seu café da manhã Marina começa a preparar omeletes pra ela e Clara...depois de todo o exercício e esforço desprendidos as duas precisam repor as energias, aquele pensamento lhe desperta um sorriso travesso...neste momento a morena entra quando já está tudo pronto..– Mmmm que cheiro bom é esse!...trocam olhares um pouco tímidos e ao mesmo tempo pleno de cumplicidade por tudo o que compartilharam desde a noite anterior, Clara aproxima-se de Marina e a abraça, beijam-se e então Diogo se faz notar...– Mamãe!...Tanto Clara como Marina olham para o garoto e a surpresa é imensa pra ambas quando percebem que ele está falando com Clara.– Acho que tem alguém aqui muito carente...sussurra Marina contra os lábios da morena referindo-se a Diogo que está reclamando a atenção dela.– Mmmm bom diiia meu amor...ela fala toda manhosa tirando do pequeno um sorriso encantador, Clara afasta-se de Marina e senta-se à mesa junto dele não sem antes abraçá-lo de forma terna e depositar um beijo carinhoso na cabecinha do menino.– Bem...fiquem aqui enquanto eu vou...inclina-se e cochicha no ouvido de Clara...- Eu vou tirar esse cheiro de sexo que você deixou em todo meu corpo...sai piscando o olho pra morena que fica ruborizada e quase se engasga com o pedaço de omelete que mastigava provocando uma gargalhada estridente em Marina.
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