Voce mudou minha vida
32 Capítulo 32
Notas iniciais
Olá! queridos leitores.
Aproveito o momento para dizer que estamos na reta final da história.
a partir e eu agradeço o apoio, pelos comentários, estamos muito gratos a todos ea cada um de vocês.
como escritor e tomo a liberdade de falar para o meu amigo Sara, meu amigo inestimável, que traz muito para esta história tem a qualidade que você, como leitores merecem.
CIDADE DO RIO DE JANEIRO...
Giselle e Marina estão no escritório do Bistrô conversando sobre a decisão tomada pela produtora visando rebater as acusações veiculadas pela revista sensacionalista já que até o momento tem se mantido passiva evitando um confronto mais direto, sempre achou que essa era a melhor estratégia a ser adotada e percebendo que não surtiu o efeito esperado resolveu contra-atacar. — Tem certeza de que quer fazer isso?...a empresária pergunta enquanto arruma a gola do elegante blazer que Marina usa. — Tenho sim preciso detê-los de alguma maneira...responde em tom resoluto. — Eles vão massacrá-la sem compaixão...Giselle adverte apontando com o dedo indicador pra fora da sala.— Eu sei bem o que me aguarda, são como hienas à espera da presa...Marina suspira...- Mas estou consciente que é inevitável não posso deixar que as coisas continuem assim, essa merda toda está afetando demais a Clara chegou a um ponto que saiu completamente do controle, à medida que se aproxima o parto fico preocupada com ela, preciso ter uma atitude mais firme já tolerei muito o que estão fazendo com a minha vida privada que agora é de domínio público. — Então vamos quanto mais rápido terminarmos melhor. — Vamos sim...Marina respira profundo. Do lado de fora estão todos reunidos para a coletiva de imprensa convocada pela produtora. Movimentam-se ansiosos causando um grande frisson, afinal o tão esperado momento havia chegado, Marina Meirelles se manifestará sobre o constante assédio da revista de fofocas mais famosa do Brasil.EMPRESAS MENDONÇA... Fernando encontra-se em sua sala desfrutando de um copo de conhaque enquanto folheia um exemplar da revista que mais se encontra em evidência no momento, trata-se da última publicação, à medida que seus olhos passeiam por cada página um sorriso sádico e triunfante aparece em seus lábios, faz uma nota mental, definitivamente Vanessa é muito astuciosa e uma parceira que não pode ser descartada, melhor assim não é bom negócio tê-la como inimiga, neste momento seu celular começa a vibrar anunciando que há uma mensagem, a concentração é tanta lendo e deleitando-se com o conteúdo do artigo que decide não dar atenção, mas aquele infernal aparelho continua a se manifestar de forma insistente, seja quem for está bastante decidido, ele suspira pesadamente irritado pela inesperada interrupção que o desvia do seu mais recente prazer, estende a mão pega o celular e examina as notificações de mensagens via whatsapp, toca o ícone para visualizá-las e ao fazê-lo franze o cenho pois o número que aparece é desconhecido, de fato não está entre seus contatos, por um momento sente o impulso de apagá-lo mas tomado pela curiosidade resolve abrir a mensagem e ao lê-la todo seu corpo entra em estado de alerta. Mensagem: — Número desconhecido: Pelo visto tem andado bastante ocupado ultimamente...Fernando então resolve descobrir do que se trata e a identidade do emissor dando seguimento a conversa. — Fernando: Não estou entendendo posso saber quem é você? — Número desconhecido: Por acaso pensou que poderia se dar bem e me deixar fora das suas negociatas, me descartar como se fosse lixo? — Fernando: Repito quem é você? — Número desconhecido: Já me esqueceu assim tão rápido? — Fernando: Quem afinal de contas é você caralho?...exaspera-se. — Número desconhecido: Logo saberá quem sou eu. — Fernando: Deixe de rodeios se identifique logo e diga o que deseja. — Número desconhecido: DINHEIRO!...Você deve estar montado na grana enquanto eu perdi tudo por sua causa, é hora de ressarcir meus prejuízos e me pagar tudo o que deve e com juros! — Fernando: Camila!!! — Número desconhecido: Mais cedo do que imagina terá notícias minhas, só quero adverti-lo que sei de todas as suas falcatruas e acho que seu sogrinho não irá gostar de saber que andou desviando fundos da empresa. — Fernando: Sua vadia não faça nada que possa se arrepender depois. — Número desconhecido: Cuidado com as palavras você não está em condições de fazer ameaças. — Fernando: Precisamos conversar. — Número desconhecido: Ok brevemente entrarei em contato Tchauzinho querido!NO BISTRÔ... Na coletiva de imprensa Marina luta contra dragões. — Eu não sou uma destruidora de lares! — Clara Fernandes é uma mulher casada. — De fato ainda está casada pois o senhor Fernando que aparece de vítima como o marido traído não passa de um dissimulado adúltero que foi flagrado aos beijos com sua secretária e está colocando todo o tipo de dificuldade pra que não seja homologado o divórcio. A verdade é quando conheci Clara Fernandes o casamento deles já não existia mais, ela estava infeliz e nos aproximamos profissionalmente, nos tornamos amigas e só depois nos envolvemos emocionalmente, não foi nada premeditado. Hoje estamos juntas sim e ao lado do meu filho formamos uma família feliz...Marina fala emocionada e com firmeza. — De quem é o filho que Clara espera, do marido ou de um doador?...um repórter pergunta de maneira capciosa.
— Não é desse senhor em questão pois ela nunca conseguiu engravidar enquanto esteve casada com ele...a produtora rebate no mesmo tom. — A quantas anda o divórcio de Clara? — Está se encaminhando de forma mais célere apesar de todos os obstáculos impostos pelo senhor Fernando, nossos advogados são muito capacitados, competentes e trabalham com afinco pra que tudo seja resolvido o mais breve possível e sem prejuízos para as partes envolvidas, nosso desejo é desfazer logo esse imbróglio que tanto tem atingido a mim e a minha família, queremos apenas seguir com nossas vidas em paz. — Vocês têm planos de casamento? — Esse assunto só diz respeito a nós duas...responde sucinta. — Sabemos que Clara espera uma menina, já sabem que nome receberá? — Ainda não, estamos pensando sobre isso. Por fim gostaria de acrescentar que a razão de também ter convocado essa coletiva é pra comunicar-lhes que não estou disposta a seguir tolerando que uma revista dita séria invada minha vida e realize ataques diretos a minha pessoa e aos que me rodeiam, até entendo a necessidade de vocês em obterem detalhes sobre qualquer personalidade pública, o que é inconcebível é que à custa de especulações e informações distorcidas pessoas lucrem e se aproveitem da liberdade de imprensa pra atingir propositalmente alguém já que não divulgam notícias com a intenção de informar o que deveria ser o seu papel, mas de denegrir a imagem de quem nem ao menos conhecem. Acredito que uma imprensa séria não se faça com esse tipo de profissional que presta uma desserviço ao público e prejudica também a classe da qual faz parte, destoando de outros veículos de comunicação que desempenham um trabalho responsável e importante pra sociedade. Aproveito pra ressaltar que se antes me mantive calada não foi por omissão, mas para preservar minha família, para não fomentar mais fofocas a meu respeito e mesmo assim continuaram a me atacar. Não vim falar com vocês sobre minha vida pessoal, como bem sabem não costumo fazer isso e não seria agora que iria mudar minha postura, meu objetivo era esclarecer os fatos e para que saibam que irei formalizar uma ação contra essa revista por calúnia e difamação, não permitirei mais que invadam minha privacidade, me agridam sem a menor preocupação com as consequências, não deixarei isso barato, veremos que a verdade prevalecerá. Boa tarde!...sem esperar mais perguntas ou reação dos presentes a produtora sai e ao fazê-lo encontra uma equipe de tv que a intercepta do lado de fora. No interior do Bistrô logo após a coletiva começa entre os repórteres uma onda de confabulações, todos conversam sobre o anúncio de Marina Meirelles que enfrentará na justiça os ataques da maior revista de fofocas do país, todos pegam seus celulares e compartilham a notícia com suas respectivas redações.SANTA TERESA... Clara está em casa na companhia de Helena, embora afastada da administração do CCAS que ficou a cargo da amiga que sempre compartilha tudo, a morena continua de certa forma participando ativamente das decisões que envolvem o Centro. Depois de todas as mudanças, da crise pela qual estão passando e revisando os documentos relativos às contas poderia se dizer que a única boa notícia nesse emaranhando de acontecimentos ruins é que os cofres ganharam um pouco de fôlego e as coisas melhoraram, infelizmente ainda perdura a escassez de recursos e tanto ela quanto Helena têm que fazer malabarismos para fechar cada mês com o mínimo da operacionalidade financeira em equilíbrio. Ao lado delas o pequeno Diogo brinca com seus carrinhos, de vez em quando para pra assistir seus desenhos animados favoritos. — Acredito que com os cortes que fizemos conseguiremos pelo menos cobrir o próximo trimestre e não operarmos no vermelho…diz Clara. — Sim isso me tranquiliza muito, dentro de dois meses você dará a luz a essa preciosidade aqui e precisará estar relaxada, livre de preocupações...Helena fala se inclinando até a barriga da futura mamãe que ao ver o gesto da amiga sorri, recorda de um certo momento entre ela e Marina no seu ninho de amor. FLASH BACK... Clara estava no quarto mês de gestação, as duas deitadas vendo um filme de comédia, Marina sentada recostada contra o espaldar da cama e Clara acomodada entre suas pernas em meio a gargalhadas, beijos compartilhados ao sabor de sucos, pipocas doces e saladas (desejos de Clara). A branca tinha adotado desde os primeiros meses de gravidez o hábito de conversar com a bebê enquanto acariciava a barriga da morena e dessa vez não era diferente. Estavam em mais um momento em que a produtora passava um óleo hidratante pra evitar o estiramento natural da pele que ocorre durante esse período quando há o rompimento das fibras que causam o aparecimento das estrias. Clara sentia todo seu corpo tremer com aquele inofensivo e inocente toque, as mãos da sua amada transmitiam sensações maravilhosas provocando-lhe enorme prazer, ela sabe que Marina está distraída naquela terna tarefa, que em sua cabeça não cabe a ínfima intenção sexual, há somente cuidados com o bem estar dela, afinal ninguém melhor que a companheira pra compreender suas necessidades. Marina desde que soube da gravidez e até mesmo antes só tem vivido pra protegê-la, zelar por ela, satisfazer seus desejos por mais estranhos e extravagantes que possam parecer. Um certo dia, devia ser uma meia noite, Clara acordou a branquinha pois estava com um daqueles raros desejos de comer pizza de anchovas com pedaços de morango e abacate com um pouco de sorvete de chocolate. Somente uma mulher muito apaixonada sairia às 3h da madrugada pela cidade na árdua missão de conseguir atender àquele pedido, como não encontrou nenhuma pizzaria aberta teve que improvisar, num supermercado 24 horas comprou massa de pizza pré-cozida e os ingredientes necessários inclusive o sorvete de chocolate preparando ela mesma o objeto de desejo de sua amada. Todo o barulho provocado por Marina em sua empreitada na cozinha terminou por acordar Diogo, a partir daquele dia os Meirelles começaram um novo e estranho costume o de comer pizza com sorvete de madrugada, Clara com aquele exótico sabor, Diogo e sua mãe com algo mais convencional, tipo a de peperoni com extra queijo, logo depois da farra gastronômica regressavam pra enorme cama da produtora e dormiam os três juntinhos. Em outro ocasião... Marina posiciona-se de frente pra Clara na difícil tarefa de colocar-lhe meias já que pelo tamanho da barriga a futura mamãe não pode fazer certas coisas com a mesma agilidade, assim sendo a branquinha está sempre lá pra ajudá-la. A morena recorda que aquela foi a primeira vez que sentiram o bebê se mexer, como não sabiam ainda o sexo Marina o tinha batizado de coisinha. Enquanto auxiliava Clara com as meias, outra mania adotada na gravidez, não importava a temperatura ela sempre as usava, o casal conversava sobre a profissão dos filhos quando chegassem a fase adulta. — Pois acho que essa coisinha se dedicará às artes como sua mãe. — Ahhh não! Claro que não! Nossa coisinha será uma médica ou médico. — Ohhh Clara esse é um trabalho muito desgastante apesar de nobre, os médicos não têm vida são escravos do seu ofício, nossa coisinha será uma artista! — Não senhora, pra que logo estejam todos com os olhos sobre ela ou ele, não mesmo, isso sem contar os oferecidos ou oferecidas dando em cima. — Ok...ok...ok...melhor perguntarmos a nossa coisinha o que gostaria de ser quando crescer. — Ahhh Marina você está delirando?...Clara indaga sorrindo enquanto observa sua mulher com uma expressão de surpresa. — Por quê amor? — Como pode pensar que ele ou ela vai saber o que quer como profissão...a morena diz debochando. — Tendo certeza que sim, minha coisinha já me conhece e asseguro a você que irá seguir a carreira da mãe...a produtora se inclina até a barriga de Clara faz uma carícia e beija aquele ventre com doçura, mais uma das manias adquiridas, essa é a de Marina ela adora ter um contato mais próximo com o bebê, conversar demoradamente com ele...- Então coisinha decida, médico como diz sua mãe Clara ou artista como sua mãe Marina? — Ah amor fala sério...a morena desdenha. — Duvida? Pois verá...- Então bebê se está me escutando mostra pra sua descrente mãe que será um ou uma artista quando crescer...as duas ficam ali paradas por uns segundos em silêncio olhando pra barriga de Clara até que sentem um pequeno movimento. — Viu! Eu disse! Eu disse!...a produtora grita toda eufórica.
— Ahhh nãããooo isso foi coincidência! — Não...tenho certeza que não, nossa coisinha entendeu minha pergunta...uma vez mais a produtora aproxima-se e sussurra palavras carinhosas...- Ohh meu coração, meu tesouro, mostra pra sua mãe Clara que você conhece a minha voz...por incrível que pareça uma pontada é sentida novamente...agora as duas mulheres ficam encantadas com a reação do bebê...- Eu falei, eu falei...Marina está triunfante, desde então sempre que chega em casa a produtora posiciona-se de frente pra barriga da morena, acaricia, beija e conversa muito com sua coisinha recebendo em resposta um leve pontapé. FIM DO FLASHBACK — Oh meu deus! Oh meu deus! Clara olha!...a morena de repente é tirada das suas prazerosas lembranças pela voz alterada de Helena. — O que foi mulher?…questiona assustada. — Olha!...Helena aponta a tela da TV…- É a Marina! — Mamãe!...grita Diogo entusiasmado ao ver sua mãe dentro daquela caixa. — Isso é ao vivo Helena? — Não Clara parece que foi gravado mais cedo. NO ESTACIONAMENTO DO BISTRÔ... — Marina o que você tem a dizer sobre as declarações que fez o esposo de sua atual companheira? — Como já falei na coletiva não destruí nenhum relacionamento, entre eles já não existia mais nada. — Ele alega que por sua culpa o casamento que estava em crise terminou, visto que você se envolveu com Clara Fernandes acabando com qualquer chance de reconciliação. — Isso não é verdade, quando nos conhecemos já não havia de fato um casamento...faz um sinal de aspas...- Esse senhor pode falar o que quiser e me acusar de forma leviana, mas omite de vocês que ele foi flagrado aos beijos com sua secretária e amante o que provocou o fim da relação. Bem não quero entrar no mérito dessa questão e não tenho mais nada a declarar...dito isso entra no seu carro e vai embora. — Como puderam ver meus caros telespectadores essas foram as declarações de Marina Meirelles na saída da coletiva que deu momentos antes onde anunciou que vai entrar com um processo contra a revista que há meses vem atacando a imagem da produtora. SANTA TERESA... — Minha nossa senhora!...Clara está estupefata, antes que as duas mulheres possam dizer alguma coisa percebem a porta principal da casa se abrir. — Marina!...Clara exclama movendo-se o mais rápido que permite o seu avançado estado de gravidez. — Amor!...o semblante de Marina transparece tudo o que a polêmica coletiva de imprensa e em seguida a abordagem da rede de TV provocou na produtora, aquilo foi emocionalmente desgastante, a morena abre os braços permitindo que a branquinha se refugie neles, Marina se agarra a ela como se aquela mulher fosse sua tábua de salvação, Giselle, Flávia e Helena entreolham-se. — Mamãeeezinha....o pequeno aparece de imediato fazendo com que Marina saia dos braços da amada. — Meu lindo!...diz ficando à altura do filho querido. — Mamãe…Diogo fala num tom tão terno que Marina sente seu coração derreter, ela o segura e fica de pé, o garoto envolve o pescoço da mãe com seus bracinhos, a produtora puxa Clara para junto deles e os três ficam ali naquele abraço coletivo e reconfortante. — Acho que nossa amiga estará em boas mãos...Gi intervém ao ver a união daquela família. — Tem razão amor...Flávia concorda abraçando a noiva…- Melhor deixá-los a sós, vamos? — Vamos sim nos falamos depois Marina, você vai ficar bem? — Pode ir tranquila amiga tenho aqui o que necessito. — Bom sendo assim creio que o melhor a fazer é nos retirarmos, nos vemos depois meninas...Helena também se despede e Clara as acompanha até a porta enquanto Marina permanece com o garoto nos braços. — Quer brincar?...não há necessidade de resposta, a cumplicidade no olhar dos dois já diz tudo aquelas palavras são suficientes pra que mãe e filho dirijam-se ao quarto do pequeno para ali ficarem confinados, divertindo-se e Marina abstraindo as ameaças e maldades do mundo exterior. Mais tarde logo após o jantar as duas estão deitadas na cama aconchegadas, desfrutando da proximidade e calor de seus corpos, Clara de lado e Marina posicionada atrás com o rosto enterrado nos cabelos sedosos da morena. — Me encanta esse cheiro...sussurra Marina...- Tem o perfume de morangos frescos. — Amor? — Sim? — Tenho medo…medo de que tudo isso se converta em uma bola de neve interminável, que esses ataques nunca cessem, que... — Que nada! Não se preocupe meu amor estou aqui pra cuidar de vocês, pra defender minha família com unhas e dentes como uma leoa que protege seus filhotes...agora Clara se vira ficando frente a frente com Marina, por uns momentos permanecem assim com o olhar fixo, a produtora transmitindo todo seu amor e segurança, já a morena demonstra estar receosa temendo que essa onda de fofocas provoque um desenlace fatal pra sua relação com Marina. Elas estão convictas e até conversaram a respeito, acreditam que Fernando está por trás de tudo conforme alertou sua madrinha Sandra embora não tenham provas...- Clara já falamos sobre isso, sabemos que aquele infeliz é o mentor de tudo mas no momento só temos que esperar a homologação do divórcio o que está prestes a acontecer, todas as tentativas dele em adiá-la resultaram em fracasso e nossos advogados estão muito empenhados, logo estaremos comemorando um desfecho feliz, então acredite amor tudo vai dar certo...Marina como sempre transmite toda sua convicção e força. — Está certo meu amor, quando você fala assim parece que nada pode nos atingir, me sinto tão fortalecida e protegida. — Minha deusa…Marina toma o rosto de Clara entre suas mãos e a beija, passa a língua pelos lábios da amada solicitando permissão pra entrar o que não é recusado pela morena que de imediato os separa deixando a produtora invadir sua boca com o desejo e a suavidade que sempre caracterizaram Marina que por sua vez assegura-se de percorrer todos os seus recantos, termina o beijo chupando levemente o lábio inferior de Clara provocando-lhe tremores que se espalham pelo corpo inteiro...- Estamos mais unidas que nunca....sussurra a branquinha enquanto suas mãos descem até a barriga de Clara...- Ela é a prova da fortaleza do nosso amor. — Eu sei minha linda, mas às vezes tenho um verdadeiro pavor de perder você. — Isso nunca vai acontecer eu prometo, não podemos deixar que Fernando saia vitorioso dessa guerra que travamos, estamos muito perto de alcançar nosso objetivo e não vou permitir que aquela ratazana triunfe...agora é Clara quem toma de assalto os lábios da produtora que de imediato corresponde ao ataque desesperado da morena...- Amoor... — Shhh não quero pensar em mais nada, só quero que me ame...os lábios se buscam ávidos, as línguas protagonizam um embate que não permite vencedores, o beijo se torna mais intenso, os corpos sentem uma necessidade incontrolável de se fundirem, começam a se desnudarem, Marina investe contra o pescoço de Clara sentindo seu aroma, mordiscando o lóbulo da orelha, com toda a precaução pelo estado da morena inclina-se até alcançar os seios fartos da mulher e que a enlouquecem, agora segue descendo desenhando uma trilha de beijos úmidos por toda a extensão daquele corpo passando pelo ventre e finalmente chegando ao tesouro escondido entre as pernas torneadas da sua deusa, com extrema delicadeza separa os grandes lábios e dirige a ponta da língua até o botão rosado estimulando-o com maestria, deixando-o completamente intumescido, o abocanha e começa a chupá-lo sem pausas e sem pressa, no ritmo exato para assegurar que sua amada receba todo o prazer que ela é capaz de oferecer, pouco a pouco os gemidos de Clara preenchem o lugar, então a produtora intensifica os movimentos até que a morena alcance um potente orgasmo em sua boca inundando-a com aquele delicioso líquido. — MARINAAAAA!!!...a branca levanta-se lentamente e faz o percurso inverso até chegar novamente aos lábios apetitosos da amada fazendo com que sinta seu próprio sabor...- Amo você demais...murmura Clara contra a boca úmida da companheira que em seguida se acomoda ao seu lado. — Amo você muuuuuito...Marina reitera também seu amor...reiniciam um beijo ardente, Clara leva uma de suas mãos ao sexo da produtora que também se encontra bastante lubrificado, olhando-se com profundidade e desejo começa a masturbá-la, a morena move seus dedos de forma cadenciada deleitando-se e ao mesmo tempo fazendo Marina desfrutar de suas habilidades, se conhecem muito bem, a conexão que há entre elas permite que interpretem o que cada uma quer, que leiam os sinais e tornem o mais prazeroso possível cada momento de intimidade, as respirações agitam-se, os corações estão em descompasso, a performance de Clara provoca ondas de prazer na produtora que por uns segundos pensa em ceder a tentação de fechar os olhos e apenas sentir, mas se contém e não desvia o olhar daquela que tanto amor lhe demonstra, Marina dá pistas de que o clímax está próximo, respira de forma irregular e o corpo convulsiona, começa a sussurrar o nome da amada, o som dos gemidos já se reproduz entre aquelas quatro paredes, a morena acelera os movimentos e então o inevitável acontece...- Claaaa...ra...eu...eu...vou...gooooozar...logo que Marina alcança um maravilhoso orgasmo Clara a envolve em seus braços e ali permanecem as duas alheias aos problemas que as cercam protegidas em sua redoma cheia de amor.APARTAMENTO DE JUDITH... Judith está fazendo a faxina do seu pequeno apartamento ao som de Sade Adu interpretando Smooth Operator, sem poder evitar sua mente viaja a uma noite em que Giselle a levou pra jantar e essa música tocava naquela ocasião, não consegue impedir um suspiro com aquela agradável lembrança que é interrompida pelo som da campainha, caminha distraída pensando naquele que foi um dos momentos mais inesquecíveis de tantos que usufruiu ao lado da empresária. Giselle a seduziu e a levou pra cama, fizeram amor intensamente, aqueles dias definitivamente foram marcantes, abre a porta e se depara nada mais nada menos com a última pessoa que imaginaria estar ali diante dela, Giselle Vieira. — Gi!!! — Posso entrar? — Sim...sim claro...entre...Judith fala empolgada. — Obrigada. — Quer...quer beber alguma coisa?...um café, água, uma taça de vinho?...a jovem não cabe em si de tanta felicidade. — Não...não quero nada, só vim conversar com você...Giselle aparenta seriedade. — E qual o assunto posso saber?...a professora pergunta intrigada. — Judith... — Sim? — Pode me dizer o que espera conseguir incomodando Flávia cada vez que a encontra na Creche, acha que agindo assim vai me ter de volta? — Ahh claro aquela mosca morta já foi se queixar pra você, fazer fofoca, que idiota! — Não é fofoca e não se refira a ela dessa maneira, Flávia é minha noiva e a mulher a quem amo, não admito que a hostilize muito menos esse comportamento tão imaturo. — Quero você novamente na minha vida...Judith enquanto fala aproxima-se perigosamente de Giselle e se lança sobre ela tentando beijá-la. — Pare com isso Judith...a empresária esquiva-se da investida da jovem. — Não tente resistir Gi sei que você quer tanto quanto eu, ainda lembro perfeitamente como a gente se dava bem na cama. — Basta Judith! Basta!...Giselle segura os braços da professora e a empurra bruscamente. — O que há meu amor?...a garota insiste. — Eu não vim aqui pra isso. — Então por quê veio? — Como já disse precisamos conversar, Judith não tenho nenhuma intenção de voltar com você que fique muito claro entre nós, Flávia é a mulher da minha vida e é com ela que quero me casar, ter filhos. — Claro que isso não é verdade, é a mim que você ama Gi, vamos ficar juntas por favor, eu fui uma idiota quando a entreguei de mão beijada pra ela...Judith tenta novamente aproximar-se da empresária que de imediato dá um passo pra trás fazendo com que a jovem se detenha no seu avanço. — Será que terei que repetir, desejo apenas uma conversa civilizada pode ser?...Giselle irrita-se. — Ok tudo bem o que tem pra me dizer? — Judith você uma pessoa maravilhosa, duvido que na minha vida tenha me envolvido com outras mulheres tão interessantes quanto você, no meu coração não há lugar pra mais ninguém além da Flávia, sei que seria mais fácil se a gente pudesse escolher a quem amar mas não é assim que funciona, eu poderia afastar-me dela, ir embora do país, fazer milhões de coisas e continuaria a amá-la, por isso vim aqui pra que saiba que não importa o que faça, não terminarei com ela pra ficar com você, posso garantir que Flávia sempre será o amor da minha vida pois ela é simplesmente o ar que respiro, a força que faz meu espírito mover-se, por ela sou capaz de enfrentar o mundo inteiro, pra mim não há mais ninguém, porque minha pele, meu corpo responde somente a ela e se por alguma razão Flávia me deixasse, se algo ou alguém conseguisse nos separar nem assim a gente voltaria. Você é importante na minha vida, guardo comigo momentos maravilhosos que vivemos, gostaria de ter correspondido aos seus sentimentos mas lamentavelmente isso não aconteceu e tenho consciência que nunca vou amar você nem a ninguém com a mesma intensidade que amo aquela mulher, sendo assim eu peço que desista, está perdendo seu tempo e a oportunidade de conhecer outras pessoas que possam amá-la da maneira que deseja e merece, não insista mais, valorize-se, quero apenas o seu bem e que seja muito feliz...Giselle não sabe mais que argumentos usar com Judith….- Desculpa...diz enquanto se encaminha à saída do apartamento.
— Entendi tudo, você deixou as coisas bem claras...a jovem fala choramingando o que deixa a empresária comovida...- Não se preocupe não vou mais incomodá-la acho que já lutei o suficiente e sou capaz de reconhecer a derrota...depois daquelas palavras Giselle deixa finalmente o recinto enquanto Judith resigna-se.EMPRESAS MENDONÇA... Na sala de Fernando acontece uma reunião muito particular que não tem nenhuma relação com os negócios da Empresa. — Querida Joanne deixe-me dizer que você é uma mulher muito ardilosa, lembre-me de nunca tê-la como inimiga. — Ahh meu caro Fernando...fala depois de uma gargalhada que soa sombria...- Muito boa essa sua observação. — Então quando será o desfecho do nosso bem articulado plano? — Acredito que na próxima semana ela esteja recebendo a notificação do pedido de custódia do meu neto. — Isso merece um brinde! — Concordo plenamente meu amigo. — Joanne sinceramente daria um braço pra ver o rosto daquelas duas idiotas, já está tudo devidamente encaminhado, com a campanha ostensiva de descrédito que empreendemos contra Marina Meirelles que juiz vai permitir que o garoto permaneça sob os cuidados dela, uma pessoa que está com a imagem tão enxovalhada. — Não sei...não sei...não é assim tão fácil apesar de tudo o que foi veiculado na revista e da repercussão que teve, além disso ela conta com uma equipe de advogados altamente conceituada que foi posta à sua disposição pelo grupo Vieira, claro que por iniciativa daquela tal de Giselle, elas são amigas inseparáveis, mas confio no meu taco e se ganharmos essa causa não permitirei que ela veja Diogo, principalmente irei recuperar todo o dinheiro que minha filha deixou em nome do menino e que por direito é meu...a mulher fala com rancor. — Óbvio e nossa vingança estará completa...Fernando comemora exultante.REDAÇÃO DA REVISTA... — Romeu! Romeu! (assistente) — O que foi criatura, onde é o incêndio? — Não brinque que a coisa é séria, Marina Meirelles cumpriu o que prometeu. (assistente) — O que?...o jornalista é pego de surpresa. — Exatamente isso que estou lhe dizendo, olha só...a assistente entrega um documento. — Eu não acredito que ela levou a cabo aquela ameaça...Romeu engole em seco. — Pode ver com seus próprios olhos, aí está a notificação ela entrou com um processo contra a revista por calúnia e difamação. — Maldição!...Agora o bicho pegou e o que faremos...fica pensativo.RESIDÊNCIA DOS MENDONÇA... Sandra como de hábito está no jardim regando suas rosas, sente-se satisfeita ao vê-las tão bonitas e saudáveis, é uma atividade prazerosa que já mantém há algum tempo, uma terapia que preenche boa parte do seu dia. — Senhora!...aquele momento de contemplação é interrompido pela governanta. — Sim Catarina?...sua voz desaparece ao ver a funcionária na companhia de dois homens aparentemente da polícia. — O que houve?...Quem são vocês?...pergunta apreensiva. — Somos da perícia forense...responde o homem de aspecto austero. — O que...pe...pe...rícia...forense?...O que aconteceu pelo amor de deus? — Precisamos que nos acompanhe senhora. — Que...mas pra onde?...Não vou a lugar nenhum sem saber do que se trata...o nervosismo toma conta de Sandra. — Sabemos que é uma situação muito delicada mas a senhora poderia nos acompanhar até o IML?...Por favor é necessário que confirme a identificação de um corpo. — O que?...Como assim?...Sandra desespera-se. — Não podemos lhe dar maiores detalhes só pedimos que venha conosco e adiantaremos alguma coisa no caminho mas tente manter a calma. — Como querem que eu fique calma, os senhores vêm à minha casa e me fazem um pedido dessa natureza...a mulher exaspera-se. — Entendemos perfeitamente no entanto faz-se necessária sua presença...o homem demonstra impassibilidade. — Senhor me diga quem morreu?...pergunta completamente aturdida.EM OUTRO PONTO DA CIDADE... Fernando chega em casa e sente uma enorme satisfação, está a ponto de alcançar seu objetivo maior que é separar Clara e Marina, vai direto ao banheiro tomar uma boa ducha, veste-se de maneira confortável quando a campainha toca, um largo sorriso desenha-se em seu rosto, com certeza trata-se da acompanhante que contratou, mentalmente comemora...- Essa noite será inesquecível...esfrega as palmas das mãos vibrando, ao abrir a porta depara-se com a última mulher que gostaria de encontrar naquele momento.
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