CAP 21

SANTA TERESA...

Clara chega a Santa Teresa com o coração batendo em descompasso como se acabasse de correr uma maratona e ao entrar percebe a casa em calmaria, somente as risadas de Diogo ao longe destoa daquele silêncio indicando que o garoto está se divertindo na área da piscina. Dirige-se até lá e depara-se com a imagem das duas pessoas que mais ama na vida, aproveita que nenhum dos dois a viu para ficar ali deleitando-se com uma cena tão tenra. É sempre encantador vê-los naquela harmonia, como são capazes de construir um pequeno mundo onde só caibam eles, há uma conexão incrível entre mãe e filho, embora o garoto não tenha uma partícula sequer dos genes de Marina isso não os impediu de terem criado laços tão fortes que a genética não faz a menor falta. Clara tem absoluta certeza que mesmo se Giovana ainda estivesse viva a ligação da produtora com o pequeno furacão seria da mesma forma intensa e inquebrável. O menino olha pra sua mãe e através daqueles olhinhos percebe-se muito amor, Clara conhece bem a expressão porque é a mesma que demonstra quando está com Marina, por outro lado a branca deve também transparecer um semblante terno e pleno de sentimentos. Não há palavras pra descrever aquela relação entre mãe e filho, só resta a ela a emoção de admirar. Devagar aproxima-se da dupla e à medida que a distância diminui evidencia-se o quanto sentiu saudades da sua amada durante estes longos e torturantes dias, uma vez mais Clara fica sem alento diante da beleza de Marina, de repente aquele novelo de pensamentos é desfeito ao escutar a voz de Diogo...

– Claraaaaaa!

Marina sorri deslumbrada vendo o filho usufruir da água num dia tão quente, decidiu não sair e aproveitar a folga ao lado dele, além disso depois do ocorrido com Clara vive indisposta para o trabalho sempre preferindo ficar longe de tudo e de todos, felizmente a mídia resolveu deixá-la em paz, depois do assédio nos Estúdios e na porta da sua residência durante dias perceberam que não conseguiriam nenhuma declaração e acabaram cedendo ao cansaço. A produtora encontra-se de costas pra entrada da casa e numa posição que facilita a vigilância sobre o garoto que brinca na parte menos profunda da piscina, mas impedindo que note a presença de mais alguém ali.

– Clara!...mamãe...Clara!...grita Diogo em alto e bom som estendendo e agitando os bracinhos de forma impaciente.

– Sim meu amor...eu também sinto a falta dela...a produtora diz resignada e alheia àquela aproximação.

– Eu também senti muitas saudades de vocês...Clara finalmente se manifesta...Marina quase tem uma síncope e lentamente vira-se, pisca pra ter certeza de que não está alucinando, só a agitação do filho a faz acreditar que a cena não é produto da sua imaginação.

– Olá meu amor...Clara aproxima-se da borda da piscina e toma Diogo em seus braços, o garoto abraça Clara demonstrando toda sua saudade, o gesto é o suficiente pra levar a morena às lágrimas e fazer seu peito apertar, até aquele momento não tinha consciência de que sua ausência havia atingido o pequeno tão profundamente, seu coração palpita percebendo que o amor dedicado àquela criança é indubitavelmente correspondido, constata como Diogo se afeiçoou a ela e imaginar o sofrimento da criança nesta separação faz sentir-se ainda mais culpada, naturalmente o garoto apoia a cabeça no ombro de Clara ficando ali quieto...aconchegado, aliviando sua dor e a deixando serena, numa felicidade que só o abraço daquele pingo de gente lhe proporcionaria.

– Clara...mamãe diz o pequeno...contente e completo por ter as duas mães ali com ele.

– Vo...cê...vai...se...mo...lhar...gagueja a branquinha ainda surpresa pela inesperada visita, Clara olha pra Marina e seu coração parece despedaçar-se, pode notar olheiras e juraria que está mais magra, mas o que mais lhe dói é não ver o brilho que normalmente estaria ali o que denota o sofrimento pelo o qual passou...neste exato momento Diogo levanta a cabeça e expressa-se inocente...

– Mamãe...Diogo...fome...aquelas palavras são suficientes para que o instinto materno que o menino desperta em Clara entre em ação.

– Espero você lá dentro...a morena fala enquanto Marina tenta recuperar-se, Clara entra em casa com o pequeno nos braços e a produtora permanece no mesmo lugar como que hipnotizada vendo seus dois amores desaparecem diante de seus olhos, respira fundo e mergulha na piscina pra acalmar sua mente, depois de algumas braçadas decide por fim ir ao encontro daqueles dois e descobrir o que estão aprontando, pega a toalha e enquanto seca o corpo fica reflexiva, finalmente entra em casa...na cozinha nota restos de comida, ao que parece Clara preparou alguma massa, sai em busca deles e os encontra no quarto de Diogo, um sorriso enorme estampa seu rosto ao contemplar o pequenino e sua morena deitados juntos pela primeira vez depois do ocorrido...encarando-se como se pudessem naquele contato visual extinguir a saudade pela separação forçada a que foram submetidos. Marina tem os olhos umedecidos e os fecha tentando evitar as lágrimas...aquela cena é realmente comovente, suspira e decide deixá-los aproveitando o momento, assim sai e vai ao seu quarto pra se trocar.

Uma hora depois...

Marina encontra-se na área externa tomando uma cerveja observando o movimento na água da piscina, mas na realidade tem um olhar perdido, o coração agitado, o corpo tenso e a cabeça trabalha a mil...Clara está em casa o que renova suas esperanças de uma reconciliação, apesar do fato não significar um retorno definitivo, atribui a visita à saudade de Diogo ou apenas pra pegar algumas coisas que ainda ficaram, respira fundo e tenta dissipar aqueles pensamentos.

– Marina...as duas mulheres olham-se fixamente, estão com suas mentes repletas de questionamentos, de dúvidas, a branca imagina que Clara veio pra dizer-lhe que sairá definitivamente da sua vida o que faz seu coração disparar e ofegar. Por seu lado Clara transborda nervosismo, só consegue deixar suas pupilas serem preenchidas com a presença da sua mulher, suspira...pode afirmar com convicção que a amada continua cada dia mais linda, embora reconheça que a separação a afetou tanto quanto a ela, aquilo a remete às palavras de Giselle e Helena de que tudo não passou de um mal-entendido, que por conta das suas inseguranças julgou Marina equivocadamente como todos afirmaram. A branca observa Clara, na sua frente a mulher que faz girar seu mundo, que move seus pensamentos...seus desejos, está ali tão perto e ao mesmo tempo tão longe, respira fundo ainda pode sentir os dedos de Clara queimarem seu rosto, pode ver aquele olhar de desprezo, pode ouvir as palavras duras carregadas de rancor sendo proferidas por sua morena, assim mesmo e apesar do tempo separadas consegue descrever cada detalhe da beleza daquela mulher com a precisão de um scanner.

– Clara!... / Marina!...as duas falam simultaneamente e constrangidas pela situação.

– Diga!...Clara toma a frente está demasiadamente tensa.

– Não...melhor você...Marina também nervosa.

– Ok!...Clara tenta acalmar-se passando as mãos ansiosamente pela calça, toda a preparação no percurso até Santa Teresa agora é inútil.

– Eu...(silêncio)...logo recomeça...- Eu...eu conversei com Giselle e Helena...Clara olha fixamente pra Marina que tem uma expressão fechada, não consegue captar nada naquele rosto que tanto ama.

– E então?...Marina pergunta.

– Eu...bom...elas me fizeram ver que eu estava errada em nem ao menos ouvir sua versão dos fatos...e...e...decidi vir conversar com você.

– Por que?...A branca pergunta depois de uns minutos que pra Clara pareceram séculos.

– Por...é...quer dizer...porque...Giselle...e Helena...ao escutar aquilo a produtora sente a raiva invadir seu corpo...

– Então só veio porque Giselle e Helena falaram e você resolveu que eu merecia ser ouvida.

– Eu...

– Clara...me diz uma coisa...se...se não fossem elas você estaria aqui?...Teria vindo por iniciativa própria conversar comigo?

– Marina...eu...não...não sei o que dizer...a morena sussurra enquanto a produtora escutando aquelas palavras exaspera-se.

– Sabe de uma coisa...não precisa dizer nada...eu respondo, você simplesmente não estaria aqui...abre os braços em sinal de derrota...- Você teria continuado naquela bolha que construiu e onde só você tem razão, onde é a detentora da verdade e não há espaços pra dúvidas só pra suas certezas.

– Marina....

– Em algum momento lhe ocorreu que eu...que eu estava inocente e que poderia ter me dado só um pouquinho (junta os dedos indicador e polegar) de chance pra explicar...não...você cogitou que aquela reportagem e fotos foram forjadas e que é dessa forma que esse tipo de imprensa vive, esqueceu o que fizeram com a gente naquela ocasião no aeroporto?...você...determinou que eu era culpada e pronto...Clara desespera-se com aquelas verdades que Marina expõe...então também perde a calma.

– Mas você queria o que?...Me diga!...respirando agitada... — Vi aquelas fotos e explodi, não conseguia pensar em mais nada, não pude lidar com a possibilidade de estar sendo enganada novamente...e...caramba!...Marina...como esperava que eu reagisse...eu...eu...me sentia muito insegura...Fernando...

– Não me venha com essa comparação...não ouse fazer isso!...Marina rebate ferida...não sou igual aquela porcaria de marido que tinha...Eu te amo Clara...droga!...você explodiu, decidiu por nós duas, eu...eu...seria incapaz de enganá-la, não porque seja perfeita, porque esteja imune ao assédio e me faltem oportunidades, mas porque pra mim não existe outra, porque simplesmente não quero...só me importa você...e talvez seja uma boba...mas minha vida se resume a isso...a nós...essas palavras quebram o coração de Clara e Marina se vira dando-lhe as costas demonstrando sua mágoa, apesar de tudo há uma coisa que a branca não pode evitar...amar Clara com toda sua alma, a morena observa os ombros caídos da amada e no impulso corta a distância que as separa apertando-a contra si e sussurra-lhe...

– Marina...me perdoa...me perdoa por ter sido tão absurdamente idiota!...me perdoa por duvidar de você...do seu amor...perdão...perdão...repete num murmúrio e com os olhos lacrimejantes sentindo o medo da perda...do fim, temendo que por sua estupidez tenha colocado a perder a relação com Marina...- Não me deixe por favor...não me deixe...suplica assustada percebendo a branca afastar-se...eu também amo você...muito.

– Clara...Marina precisa distanciar-se, com a morena tão próxima daquela forma seu juízo se nubla...não consegue pensar.

– Não por favor...não!...Eu imploro por favor...juro que isso nunca mais vai se repetir...Clara desespera-se enquanto Marina sente seu ombro molhar-se com as lágrimas da morena.

– Tem certeza disso?...E o que vai acontecer quando publicarem de novo mentiras ou divulgarem fotos minhas insinuando o que não é verdade...vai correr atrás de Giselle ou Helena e pedir a opinião delas, saber o que elas aconselham?... Clara eu...eu preciso que acredite me mim...somente isso, se não pode fazê-lo então não existe NÓS...murmura triste a produtora, as duas encaram-se de forma firme...Clara compreendendo que Marina está coberta de razão, ela falhou, jamais deveria ter dado crédito tão rapidamente àquela reportagem, mas as fotos eram muito convincentes não deixavam margem a dúvidas, o pior foi não ter dado a menor chance de Marina esclarecer os fatos, volta a chorar partindo o coração da produtora.

– Eu...eu não posso mudar minha conduta, sim me deixei levar pelo o que vivi com Fernando, não considerei nada além disso, você melhor do que ninguém sabe o quanto pesa o passado, sim...eu a julguei sem ao menos ouvi-la, sou culpada...e você não imagina como isso me dói, como me consome e me arrependo, fiquei cega e não consegui ver o óbvio, mas não me peça pra me afastar, não estou disposta a deixar que o seu amor me escape...você e Diogo é o que tenho de mais precioso na vida, não seria capaz de viver sem vocês...Clara diz convicta...as duas mulheres olham-se profundamente, ambas têm o coração no limite dos batimentos, Marina ainda chateada com a desconfiança de Clara e a morena decidida a salvar sua relação, só que ver a amada assim tão doída por sua causa a fere ainda mais.

– Clara...

– Não!...aquela palavra saindo dos lábios da produtora impulsiona Clara a jogar-se em desespero nos braços de Marina...- Não me abandone por favor...agora a morena é um mar de lágrimas, Marina vendo aquela cena sente o coração fragmentar-se, independente das inseguranças de Clara seu amor é maior que tudo, além disso a produtora sabe que em parte também se descuidou esquecendo que é uma figura pública, sempre lidou bem com isso mas desta vez talvez por estar no Brasil e não ser tão conhecida como em outros lugares se permitiu ser mais flexível...delicadamente a branca toma o rosto da amada entre suas mãos pra dizer-lhe...

– Preciso que acredite no meu amor, Clara esse sentimento é a força que move meu corpo, ele vive em mim...e é impossível que outra pessoa possa despertá-lo, não há espaço para mais nenhuma mulher além de você...esse amor é todo seu...olha nos olhos de sua deusa e se inclina pra beijá-la no canto da boca provocando um gemido em Clara que por sua vez aperta o corpo da amada permitindo-se respirar aliviada.

– Amor...perdão!...diz agarrando-se mais a sua branquinha como que não querendo perdê-la, Marina procura os lábios de Clara que de imediato corresponde ao beijo a princípio lento como se suas línguas estivessem tímidas, como se fosse seu primeiro beijo, pouco a pouco a intensidade aumenta e o que se vê é uma vontade exacerbada de matar aquela saudade e saciar o desejo que durante todos aqueles dias separadas as torturam, naturalmente o beijo vai pedindo mais e a necessidade de sentirem-se mais próximas é incontrolável.

– Te amo...te amo...te amo...te amo...te amo...Marina sussurra depois de separarem-se pela necessidade básica de respirar, juntam as testas e Clara pede....

– Vamos para o quarto...deixando a branca trêmula pela intensidade com que a morena pronunciou aquelas palavras, uma vez mais suas bocas encontram-se e é assim aos beijos que entram em casa deixando um rastro de três jarros e outros adornos feitos em pedaços até conseguirem chegar ao quarto onde as roupas começam a desaparecer conforme os beijos ficam mais lascivos e caem abraçadas na cama, ora Clara ou Marina se reveza ficando uma sobre a outra, a cada beijo Clara desliza sua mão pelo corpo da branquinha sentindo-a tremer com seu toque, lastimando-se por ter causado tanta dor a sua mulher...sim sua mulher...porque Marina Meirelles é só dela, isso a enche de um prazer indescritível e também de um sentimento tão possessivo que a leva a murmurar ao ouvido da produtora...

– Quero fazer amor com você...quero muito, sente-se um pouco nervosa afinal Marina é que comanda as ações sempre, mas a vontade de recompensar sua branquinha e a saudade gritante daquele corpo marmóreo se impõem...- Quero recuperar o tempo que estivemos separadas, quero sentir seu gosto em minha boca, quero proporcionar o prazer que você merece, quero fazê-la gozar, neste exato momento iniciam um beijo carregado de desejo...fogoso...Clara coloca-se sobre Marina que parece indefesa frente a determinação da morena, apoia as pernas uma de cada lado da produtora e desce pelo pescoço alvo de Marina deixando-o molhado com seus lábios, roçando o nariz e aspirando o perfume natural da sua mulher, chega ao colo onde se demora um pouco mais sugando levemente o mamilo rosado enquanto com a mão massageia o outro seio, acariciando, apalpando, ao mesmo tempo que roça levemente seu sexo no de Marina, a morena resolve então ousar mais e passeia pelo abdômen da branca indo na direção da sua intimidade, deixando uma trilha de beijos e ainda tocando os mamilos da branquinha, ao alcançar seu objetivo Clara primeiramente distribui beijos, inala aquele cheiro inebriante, desliza seus dedos em toda área fazendo Marina remexer-se e revirar os olhos.

– Ohh meu deus Clara!...sussurra...mas de onde saiu essa mulher Marina pensa...- Isso amor...ahhh...assim...seu olhar acompanha cada detalhe da performance da morena e como ela fica mais bonita e sensual desfrutando enormemente do seu corpo, sabe que só ela é capaz de deixá-la assim...desarmada.

– Ahhh que delícia Marina!...Que macio seu sexo...tão suave...tão delicado...Marina sente-se mais vulnerável ainda, Clara vai movendo os dedos tal e como a produtora fez com ela, deleitando-se com aquele sensível ponto...quente...pulsante, adorando sentir como o clitóris da amada reage ao seu toque ficando rijo e sua vagina completamente lubrificada, Marina abre mais as pernas deixando seu sexo completamente exposto ao domínio de sua deusa.

– Clara por favor...implora a produtora que parece não mais resistir a tanta tortura.

– Oi?...que...a morena brinca...o que você quer?...resolve não maltratar mais amada, volta a encontrar a boca de Marina acabando com a ânsia de ter aquela língua novamente, ao mesmo tempo continua deleitando-se na intimidade da produtora que começa a mover os quadris mais agitadamente e Clara determina o ritmo com os dedos que se revelam muito hábeis massageando, subindo e descendo, entrando e saindo, os gemidos vão aumentando, a morena por sua vez encontra-se bastante excitada com a sensação de proporcionar prazer a sua mulher, se mexe também roçando seu sexo molhado no corpo de Marina.

– Ah....amor...adoro isso poderia passar a vida inteira assim...ahhh amor...hummm delícia...Clara diz mordiscando o lóbulo da orelha da produtora causando-lhe tremores pelo corpo todo e pelos eriçados...ahhhhh...!...Marina te amo...a forma sedutora da morena falar deixa a branquinha mais fragilizada e entregue às investidas da sua deusa, Clara então imprime mais força e rapidez aos movimentos, os beijos mais intensos e então Marina suplica entre os lábios dela...

– Quero você também!

– Não...quero que goze pra mim...por mim...diz possessiva.

– Amor...preciso de você!

– Não...

– Teremos tempo pra fazermos juntas...agora quero senti-la minha...só minha.

– Amor...eu sou sua...de corpo e alma.

– Eu sei...agora eu sei...preciso disso...Clara percebe a reação no corpo da sua branquinha e sabe que o inevitável está por vir...goza pra mim Marina.

– Aiiiiiii Clara...ahhhhhhh Claraaaaaaa os espasmos provocados pelo intenso orgasmo deixam a produtora debilitada, ainda estremece uma e outra vez, as ondas de prazer golpearam sem cessar o corpo dela que agora jaz ali inerte, os olhos de Clara brilham realizada por ter proporcionado aquele êxtase a sua amada e um sorriso de satisfação sobressai-se em seu rosto, leva os dedos úmidos a boca degustando o sabor da sua mulher, sua essência, aquele gesto faz Marina delirar, o contato da língua de Clara com os dedos que levam seu líquido revigora suas forças e ela inverte as posições ficando agora sobre a morena beijando-a vorazmente e sentindo seu próprio gosto, dirige-se aos fartos seios da sua deusa que ainda continuam excitados e ali detém-se um pouco mais, faz o percurso conhecido descendo pelo corpo moreno e se lançando a conquistar aquela flor que já deve estar pronto pra ela, abre as pernas torneadas de Clara e abocanha seu centro tomando de assalto os pequenos lábios e as entranhas que guardam o botão precioso, o clitóris da amada, precisa saciar sua fome e é com essa ânsia que Marina quer possuir Clara, sua língua percorre todos os espaços com demasiada avidez, não há lugar para delicadeza, o desejo é incontrolável e os gemidos intensos, a branca quer a morena gozando em sua boca, isso não tem comparação e para tanto segura os quadris de Clara mantendo-a imóvel sujeitando-a a uma tortura indefinível, sua língua castiga Clara sem piedade que fica à mercê da agilidade de Marina, a morena precisa de alívio, o orgasmo começa a se construir, as ondas de prazer a se fazerem presentes levando-a a um clímax que não acreditava ser possível alcançar, sua vagina pulsa e se contrai, sente-se exaurida depois de gritar o nome da responsável por aquele desmesurado prazer, as duas ficam ali quietas, sem palavras, a conexão entre elas é algo indecifrável e que vai além do carnal, sentem uma incomparável paz de espírito, uma harmonia. Marina está deitada entre as pernas de Clara que percebe seu sexo em contato com os seios da branquinha, ela acaricia os cabelos negros da sua mulher que de vez em quando a observa, um sorriso encantador adorna seu rosto sentindo-se em casa...sim...o corpo de Marina é sua casa.

– Quero que saiba que eu...

– Shhhhhhh...não precisa dizer nada, pra mim o que importa é estarmos assim...novamente juntas...diz Marina enquanto muda a posição e agora apoia o queixo no ventre de Clara pra melhor olhar sua deusa, mas a morena insiste em falar.

– Por favor...quero que saiba que jamais...escute bem...jamais vou duvidar do seu amor...Clara leva uma das mãos aos rosto de sua amada ainda se culpando por permitir-se acreditar naquela história sórdida, com ternura coloca uma mecha atrás da orelha de Marina.

– Amor...o importante é que está aqui comigo...sorri e volta a dizer...o que conta realmente é que voltou pra mim...pra nós, se corrige porque Diogo embora não possa verbalizar ama Clara tanto quanto ela, beija a barriga da sua deusa para logo subir até chegar aos seus lábios apoderando-se daquela boca com todo o amor e a paixão que ela desperta.

– Marina...Clara consegue dizer entre beijos...quero fazer amor, aquelas palavras insinuantes deixam a produtora completamente perplexa, afinal desde quando sua morena transformou-se nessa mulher tão ativa e insaciável...pensa enquanto sua cabeça se enche com as imagens de Clara a possuindo, com um gemido uníssono seus corpos começam a entrar em ebulição, a pedir mais intimidade, suas bocas a se entregarem e toda aquela bolha sexual volta a formar-se ao redor de ambas.

O dia termina assim as duas envoltas naquela atmosfera de prazer, de saudade, de reconciliação. Na sequência Diogo se une a elas, logo após organizarem o quarto levam o pequeno pra lá, agora é o momento em família, na cama o trio harmônico diverte-se assistindo aos desenhos animados favoritos do garoto. Marina observa a cena que ali se apresenta e sorri encantada, Clara recostada em seu peito e Diogo deitado no colo dela, o menino parece hipnotizado com seu programa de televisão, a produtora fica boba olhando as duas pessoas mais amadas por ela, a morena está distraída acariciando a cabeleira do menino que mostra-se tão escura quanto a sua, Marina aproveita a ocasião e de forma preguiçosa estende a mão alcançando o celular e o ajusta de forma estratégica a fim registrar aquele momento a três que de imediato é colocado no seu perfil do instagram

– O que você está aprontando Marina Meirelles?...Clara pergunta ao perceber a atitude de sua mulher.

– Ahh nada amor!...responde de forma inocente.

– Mmmmm...sei.

– Amoooor!...Marina ao ouvir o estômago de Clara queixar-se.

– Sim?

– Acho que alguém está como fome, vou preparar alguma coisa.

– Ahh não...vamos ficar só assim.

– Não...não...tenho duas bocas pra alimentar...Marina argumenta.

– Não...amor...estamos tão bem aqui...mostrando a postura do pirralho.

– Sim...eu sei...Marina sorri lembrando de algo referente a eles dois...- Diogo!...o garoto subitamente volta a atenção à sua mãe.

– Mamãe...

– Ah meu lindo você quer jantar?...Clara pergunta e Marina apenas espera a reação.

– Pizzaaaa Diogo...ama...pizzaaaaa...a morena ao ouvir aquilo cai na gargalhada.

– Desde quando?...indaga surpresa.

– Faz uns dias...também fiquei assim como você, estávamos na cozinha e não sabia o que preparar, me fiz a mesma pergunta, quase caio pra trás quando escutei esse bandidinho sair com essa.

– Então...vamos pedir pizzaaaaa!

NO LOFT DE GISELLE...

Um grito histérico pode-se ouvir por todo o lugar.

– Nããooo acrediiiito!...Ai meu deus!... Judith começa a pular pelo apartamento com um envelope nas mãos...quando você pensava em me contar?...Quando?...Judith corre até onde está Giselle que vendo aquela cena já imagina o quão será complicado desfazer aquele equívoco.

– Você queria me fazer uma surpresa é isso?...enche o rosto da empresária de beijos...- Vamos ao show do MAROON 5!... Ah meu deus tenho que providenciar uma roupa nova...quero arrasar...ahh Gi você não existe!

– Judith....Giselle respira profundo, passa a mão nos cabelos meio constrangida e começa a falar, agora vem a parte difícil de tudo aquilo, como dizer que aquele ingresso não é para ela.

– Sim?...a euforia toma conta da professora afinal irá ao show da sua banda preferida, pra ela Giselle é o máximo por isso a ama tanto, questiona-se por pensar em amor quando a princípio seria só uma amizade colorida, mas quem controla os sentimentos, aparentemente a jovem está confusa quanto ao nível de envolvimento em sua relação, alheia àqueles pensamentos Giselle tenta esclarecer tudo logo.

– Precisamos conversar.

– O que foi algum problema?...Judith mostra-se confusa.

– É...que...o...ingresso...suspira...como explicar sem magoá-la...é inevitável...- É que esse ingresso é o presente de aniversário da Flávia...e...e...eu pretendo levá-la ao show...Giselle sente-se impotente diante do semblante decepcionado da jovem, nos seus olhos pode-se ver o quanto está chateada.

– Ahhhh claaaaaro sempre Flávia!...Não importa o que aconteça, o quanto ignore seus sentimentos, ela é prioridade na sua vida, a razão de cada e qualquer movimento que faça, até um um cego consegue enxergar isso...Judith sorri triste e Giselle fecha os olhos.

– Eu sinto muito...desanimada a empresária encosta-se no balcão que divide a cozinha da sala de jantar... — Judith entenda que...

– Entender o que?...Que ela é tudo pra você?....Que você a ama?...isso eu já sei não sou estúpida!

– Eu...não sabia que...Giselle tem um peso sobre os ombros, de certa forma sente-se responsável pela jovem...- Nosso acordo...

– Não precisa continuar...estou consciente que nosso pacto não incluía envolvimento sério...eu sei...eu...mas me apaixonei por você!...Giselle ao escutar aquela declaração parece que teve seu peito atravessado por uma lâmina e partiu-se em dois, em seus planos jamais existiu nada além de aproveitar o momento e desfrutar a tranquilidade que Judith lhe proporcionava.

– Ohh pequena...a última coisa que queria era magoá-la.

– Sim...eu sei...você não tem culpa...simplesmente não consegui evitar...Giselle Vieira sem querer você me conquistou, quando me dei conta já estava completamente apaixonada.

– Ohh deus!...agora Giselle só deseja que a terra se abra e a engula.

– Estar contigo está sendo uma experiência inesquecível, você me faz sentir a mulher mais desejada do mundo...Judith sorri mas não passa de uma expressão repleta de dor...sei que não me ama e tenho muita inveja da Flávia...os olhos da jovem enchem-se de lágrimas, só espero que ela saiba valorizar todo esse amor.

– Judith!...Giselle dá um passo na direção da moça pra consolá-la mas seu tom firme a impede.

– Não!...não quero sua pena, foi bom enquanto durou, agora estamos sem máscaras, só posso desejar o melhor para as duas...ditas aquelas palavras a jovem decide por fim aconchegar-se nos braços da empresária que a recebe afetuosamente, olham-se antes de compartilhar um último beijo cheio de gratidão e sentimentos de ambas as partes...- Lute!...não a deixe escapar, você merece ser feliz... mas se ela não assumir o que sente e desprezar seu amor eu garanto que voltarei e irei extrair cada gota do sentimento que tem por ela...vou conquistar você!...Judith fala convicta e beija a empresária mais uma vez antes de sair, ao menos com a dignidade intacta, a última coisa que quer é deixar como última impressão a imagem de uma mulher triste e desolada.

Para Giselle ela foi uma mulher que apesar de jovem mostrou-se madura e excepcional, gostaria de fazê-la sentir-se amada, feliz...mas seu coração já tem dona embora Flávia ainda resista em ser sua proprietária.

DIA SEGUINTE EM SANTA TERESA...

Os raios solares entram pela janela iluminando um entrelaçado de pernas, braços e uma criança na cama dos Meirelles, Marina desperta sentindo um peso sobre ela, não é pra menos Clara e Diogo encontram-se dormindo profundamente em cima do seu corpo, aqueles dois a têm aprisionada como se temessem que ela fosse escapar, com a habilidade de um contorcionista consegue sair daquela deliciosa prisão, depois de muito esforço levanta-se, alimenta mais um pouco suas pupilas com aquela bela imagem e vai à cozinha preparar o café da manhã pra tomarem juntos na cama.

NO BISTRÔ...

Giselle entra e vai direto ao escritório, encontra Flávia concluindo uma chamada telefônica.

– Sim...claro...embora...sim tenho tudo organizado...então 50% antecipados e o restante ao final, claro que sim é um prazer fazer negócios com vocês.

– Oi!

– Tudo bem?

– Sim...vim entregar isso...estende o envelope.

– Do que se trata?...Flávia olha receosa o que Giselle tem em mãos.

– Abra!...Giselle diz ansiosa esperando a reação de Flávia ao ver o conteúdo.

– O que isso significa?...Flávia ainda sem se dar conta de nada.

– É uma entrada para o show no Maroon 5...diz Giselle timidamente...- É meu presente de aniversário.

– O que?....Flávia fica boquiaberta com a surpresa...Oh meu deus!...UM INGRESSO VIP PLATINUM... ACESSO TOTAL...PODERÁ VER A BANDA A ESCASSOS METROS DE DISTÂNCIA...OH MEUS DEUS!...DEVE TER CUSTADO UMA FORTUNA...é que o passa naquele momento por sua cabeça, Giselle lembrou que aquela banda é a sua predileta, simplesmente não esperava.

– Ohh...o...o...obrigada!

– Ahhh não é nada...gostaria que comemorássemos no show deles...eu, você, Clara e Marina...Flávia se contém pra não sair correndo e se jogar nos braços da empresária, então lembra que se aceitar certamente terá a companhia da pirralha irritante, só em cogitar ver Giselle se desmanchando em atenções pra Judith é o suficiente pra fazê-la mudar de ideia.

– Obrigada Giselle mas não poderei ir.

– Por que não?...A empresária é completamente tomada por imensa desilusão, contava com Flávia para acompanhá-las.

– Porque com certeza você vai estar com sua namoradinha e eu não estou com humor pra vê-las se devorando...não muito obrigada, me poupe desse tipo de cena.

– Judith?...

– Sim claro que é ela....quem mais poderia ser!...Além disso nesse dia tenho compromisso, sinto muito não poderei assistir ao show com vocês...Giselle faz menção de falar algo, argumentar mas termina bufando cansada dizendo a si mesma que o melhor é calar-se, por que tem que estar sempre correndo atrás de Flávia, rogando-lhe alguma coisa...mentalmente explode raivosa “ao diabo se não quer ir não vá”.

– Como queira...mas se mudar de ideia aí está o ingresso...Giselle deixa o envelope sobre a mesa e vai embora totalmente arrasada, o que supôs ser uma surpresa marcante resultou num grande fiasco

DIA SEGUINTE...ANIVERSÁRIO DE FLÁVIA...SHOW DO MAROON 5...

O estádio está lotado pode-se sentir a excitação, a adrenalina do público cantando as músicas que são tocadas no serviço de alto falante de forma conjunta com telões onde estão sendo reproduzidos os vídeos do grupo, conseguindo assim manter os fãs com os ânimos em alta até que chegue o início da apresentação. Marina, Clara e Giselle sorriem extasiadas com se fossem adolescentes, as três estão vestidas para a ocasião com jeans e camisetas estampadas com fotos do grupo, seus lugares são disputadíssimos, Giselle conseguiu entradas VIP PLATINUM com direito a Open bar e uma visão privilegiada do palco, um sonho...Giselle logo procura o garçom pra servi-las alguma bebida, não está com disposição pra esperar muito pra ser atendida, serve-se de uma dose de whisky para ir aclimatando-se.

– Ahhh Giselle!...Você não existe mulher!...Como conseguiu esses lugares?

– Minhas queridas de que adianta ser uma Vieira se não pode exibir um pouco do seu poder...diz dando de ombros e provocando risadas em Clara e Marina.

– Ai meu deus...que loucura!...Clara diz eufórica...é sua primeira vez num show de uma estrela internacional.

– Você é uma bandiiiiiiiiida!...Marina grita entusiasmada.

– Sim...eu sou...mas você me adora Giselle brinca...as duas riem.

Então as luzes se apagam a música para e o público entra num silêncio absoluto, ouve-se uma voz grave...é o apresentador do evento que anuncia o início do show, luzes de laser todas alinhadas apontam o que estar por vir e de imediato um a um os integrantes do MAROON 5 começam a tomar seus lugares no palco, na sequência soam os primeiros acordes de PAYPHONE...as vozes acompanham o vocalista Adam Levine...depois ONE MORE NIGHT...na sequência pra levar a todos ao delírio com MISERY...por alguns segundos Giselle ao visualizar aquela vibração dominando o ambiente se permite imaginar-se com Flávia ali divertindo-se juntas...é o momento que escuta-se GOODNIGHT GOODNIGHT...Clara abraça Marina de certa forma pedindo perdão e a branca capta a intenção da amada naquele gesto e na letra da música...a beija, as palavras são desnecessárias.

EM OUTRO LOCAL DA CIDADE...

Flávia está na varanda de seu apartamento olhando o entardecer e pensando nas palavras de Marina...que deveria lutar por Giselle, sai daquelas divagações com o som insistente da campainha, abre porta e defronta-se com uma grande surpresa...

– O que faz aqui?

– Vim ajudá-la sua estúpida, só você mesma seria capaz de fugir do amor enterrando a cabeça no chão como um avestruz estúpido!...diz Judith adentrando o apartamento de maneira brusca.

– Do que você está falando e...e...como ousa entrar assim na minha casa?...soa a voz nervosa e irritada de Flávia.

– Cale-se...estou farta desse seu chove e não molha, sei muito bem que morre de ciúmes da minha relação com Giselle, fica possessa cada vez que nos vê juntas, mas vou facilitar as coisas pra você idiota...

– O que?...como se atreve a insultar-me, ponha-se daqui pra fora antes que eu...

– Antes que eu nada...não terminei ainda...Judith olha o relógio...aquela mulher a ama e se não é capaz de enxergar isso não tenho culpa, mas se você não for agora para aquele maldito estádio e se entender com ela...eu juro a você que vou à luta pra conquistá-la e pode ter certeza que vou conseguir, vou fazê-la esquecer você e me amar, então deixe de ser covarde e escolha...ou vai atrás dela ou cai fora.

NO SHOW...

As meninas vibram e divertem-se ao ritmo de IF I NEVER SEE YOUR FACE ficam histéricas quando começa a tocar MOVES LIKE JAGGER, dançam ao estilo da lendária estrela do rock e assim também se comporta o público presente, quem as vê naquela empolgação não acreditaria que são elas, requebrando, cantando todas as músicas, num estado de graça que seria impossível dimensioná-lo. Então as luzes apagam-se mais uma vez e iniciam os acordes de SUGAR, o estádio parece estremecer, Clara e Marina trocam olhares, a produtora envolve a morena em seus braços fazendo com que apoie as costas em seu peito embalando-a ao ritmo daquela melodia. Giselle novamente sente uma pontada em seu coração com a ausência de Flávia que poderia estar com ela ali num momento que deveria ser de felicidade e comemoração pra todas, seu esforço foi no sentido de tornar o dia do aniversário dela inesquecível, sabe o quanto Flávia é fã do grupo e marcaria inquestionavelmente aquela data, Giselle fecha os olhos e tenta dissipar aqueles pensamentos que a deixam triste.

– Oh meu deeeus não acredito!...gritam Clara e Marina!...mesmo em meio a música se fazem ouvir fazendo com que Giselle dirija o olhar na direção em que as meninas estão olhando, a respiração falha, o coração dispara, pestaneja como que não acreditando no que está diante de si...Flávia!...e como está linda...Giselle inevitavelmente admira a beleza da morena, com uma camiseta que deixa os ombros expostos e um jeans rasgado deixando à mostra partes de sua pele...arrebatadoramente linda!..Com passos firmes e decididos Flávia aproxima-se da empresária cantando aquela música e ao chegar diante dela que encontra-se simplesmente hipnotizada e sem reação alguma, uma vantagem pra Flávia, toma-lhe possessivamente os lábios num beijo avassalador que Giselle Vieira jamais teve em toda sua vida provocando um estampido de gritos e urros nos que testemunham a atitude convicta e apaixonada daquela mulher.

– Te amo...(beijo)...te amo...(beijo)...te amo...(beijo)...te amo...Flávia se declara entre beijos e mais beijos fazendo Giselle sorri como boba de tanta felicidade, logo interrompe aquela sequência de selinhos e agora ela assume o controle, abraça Flávia e tira-lhe o ar com mais um beijo cinematográfico provocando mais manifestações de apoio dos que estão próximos, prontamente a imprensa se faz mais uma vez presente e registra em detalhes aquele momento, afinal o que diz respeito a Giselle Vieira é sempre notícia quente.

– Obrigada por vir...murmura Giselle.

– Não perderia por nada... por nada!..Flávia consciente da ameaça de Judith, então começa a tocar SHE WILL BE LOVED, sob os aplausos dos fãs e o coro que acompanha a música Giselle abraça Flavinha por trás sussurrando a letra em seu ouvido...e o mundo desaparece ao redor delas, agora WON'T GO HOME WITHOUT YOU e só existem Giselle e Flávia que parecem flutuar...é uma catarse.

Entra a madrugada e por fim termina o show, depois de deixarem Clara e Marina em casa, Giselle dirige até o apartamento de Flávia, enquanto uma mão segura o volante a outra mantém-se entrelaçada a da morena, as duas estão ouvindo THIS LOVE, a música termina exatamente no momento em que Gi para o carro em frente ao edifício de Flávia, as duas ficam olhando-se e a empresária um pouco triste imaginando que agora Flávia vai deixá-la, então começa a tocar SUGAR e as duas sorriem com as lembranças e a quantidade de emoções que vivenciaram naquele estádio, logo o sorriso cessa, os olhares mudam, as palavras são desnecessárias, recordam os beijos que compartilharam há algumas horas, Giselle acaricia o cabelo de Flávia e as duas rompem a pouca distância que havia entre elas entregando-se a um beijo inicialmente suave, lento, seus lábios se reconhecendo, encaixando-se um no outro, as línguas encontrando-se, saboreando-se, provando o gosto da outra, somente há o desejo de demonstrar o sentimento reprimido por tanto tempo, separam-se apenas pela necessidade de ar em seus pulmões.

– Flávia...se não tivesse aparecido essa noite...

– Shhhh...não fala nada...o importante é que estamos aqui... juntas...Giselle volta a tomar os lábios da morena.

– Gi...

– Mmmm...

– Fica comigo...aquele pedido é como se um raio atingisse o corpo da empresária.

– Flávia....

– Sim?

– Me belisca porque definitivamente estou sonhando...- Aiiiiiiiiii Flávia!

– Não reclame foi você mesma quem pediu...sorri.

– Siiim mas não era pra me mutilar, agora acho que teremos que ir a um hospital...dona Branca vai a...Flávia a interrompe com um beijo e sussurra-lhe entre os lábios...

– Vamos subir pra cuidar melhor dessa ferida...diz num tom provocador fazendo com que uma outrora predadora conhecida como Giselle Vieira se sinta uma inocente virgem a ponto de ser seduzida.

– Aiiii caramba...é só o que Giselle consegue dizer.

– Então?...pergunta Flávia..

– Vamos!...Giselle responde uma entusiasmada.

SANTA TERESA...

Logo que Gi estaciona o carro em frente a casa da produtora...

– Juízo hein!...brinca Marina.

– Ah não deem atenção a ela, desfrutem a noite viu Flávia?...Vá lá garota e mostre quem manda!...Clara grita enquanto puxa sua mulher pela mão levando-a pra dentro de casa, uma vez lá a morena a agarra aprisionando-a contra a porta.

– Eeeeepa mulher!...

– Estou com fome de você...desejando...murmura Clara contra os lábios rosados de Marina que sorri com a lascívia da morena, a toma nos braços unindo mais seus corpos, as duas compartilham um beijo tão intenso que todo o ambiente é tomado por uma corrente de eletricidade, a morena tem uma atitude possessiva, dominadora, o que deixa Marina completamente louca, na verdade quente, ao que parece o álcool tem sua parcela de responsabilidade.

– Clara...diz a branca.

– Shhhhh esta noite quero fazê-la minha!...Clara fala baixinho no ouvido da outra, desejo percorrer todo seu corpo com meus lábios, fazer com que alcance orgasmos na minha boca...a branquinha saliva perguntando-se onde estará sua dócil morena.

APARTAMENTO DE FLÁVIA...

Giselle e Flávia chegam àquele espaço entre beijos e carícias, entram no quarto que está a meia luz, aos poucos vão desfazendo-se de algumas peças de roupas, deitam-se e Giselle fica embasbacada contemplando o corpo desnudo de sua amada, passa a mão por toda aquela tez morena e macia como se pudesse com aquele contato imprimir a textura dela em seus dedos, em seu toque há uma veneração tal que Flávia em toda sua vida nunca sentiu-se tão especial, Giselle substitui as mãos pelos lábios e explora cada poro daquela pele.

– É a mulher mais bonita que meus olhos já viram...santo deus é um pecado ter tanta beleza...murmura no ouvido de Flávia ao mesmo tempo que mordisca o lóbulo da sua orelha arrancando-lhe um gemido de prazer e provocando-lhe arrepios por todo o corpo, logo Flávia sem que a empresária espere troca de posição e agora é ela quem despe Giselle deixando-a totalmente em pelos, abraçam-se e gemem com o contato de suas peles quentes.

SANTA TERESA...

Clara fiel a sua promessa usa do poder de sedução pra enlouquecer Marina que àquele momento se contorce literalmente nas mãos daquela deliciosa e poderosa mulher que a explora de todas as formas e tal como dissera a morena separa suas pernas e alcança seu centro com um desejo voraz de possuí-la, Marina abre os olhos na expectativa do que está para acontecer.

– Amor você tem certeza?

– Absoluta...sussurra enquanto seu olhar está fixo no sexo rosado de Marina como um animal faminto na iminência de devorar sua presa...- Quero provar seu sabor, sem mais cerimônias deixa que seus lábios pousem naquele botão rosa pálido, um gemido preenche o quarto, Marina sente-se desfalecer com o prazer que aquela boca tão principiante mas de atitude consegue proporcionar, seu corpo reage através de espasmos, Clara chupa o clitóris tão delicadamente ao mesmo tempo que desliza os dedos por toda a extensão da vagina macia da branquinha, alternando com os lábios e a língua, Marina parece levitar e não demora muito a atingir o clímax num grito que denota uma explosão de sensações...CLAAAAAAARA...a morena não se faz de rogada e suga toda a essência da amada naquela fonte de prazer, esse é o primeiro orgasmo de outros que sucederam naquela noite.

APARTAMENTO DE FLÁVIA...

Flávia e Gi continuam desfrutando de seus corpos nus, beijam-se, acariciam-se, rolam na cama, ora Giselle está em cima ora é Flávia dominando, o que se vê é uma mistura de braços e pernas.

– Gi...

– Mmmm

– Quero senti-la minha e me sentir sua!

– Ahhh amor...

– E quero agora...Giselle beija apaixonadamente Flávia, toma aquele belíssimo par seios em seus lábios e começa a chupá-los alternando entre um e outro produzindo sensações indescritíveis nas duas, Giselle separa as pernas de Flávia colocando-se entre elas, a morena vai à loucura ao sentir aquele encaixe tão perfeito, o contato de seus sexos completamente lubrificados, não seria exagero pensar que alcançariam um orgasmo só com aquele primeiro encontro de seus clitóris rijos, os beijos fluem, as línguas se confrontam, seus corpos iniciam um dança sensual e seus sexos movimentam-se um contra o outro causando uma sensação inigualável, Flávia inclina-se um pouco e também deleita-se com os seios de Giselle ora chupando ora acariciando, ambas estão bastante excitadas, o desejo reprimido conduz as atitudes das amantes, os movimentos vão acelerando assim como os gemidos tornam-se mais altos, as duas buscam o alívio que só o orgasmo pode oferecer, então começa aquela sensação que vai tomando forma e evoluindo pra culminar numa explosão de prazer que as duas verbalizam num brado simultâneo onde ecoam seus nomes...

– Ahhhhhh Giiiiii!/...Flaviiiiiiinha!... Giselle cai exaurida sobre Flávia que ainda guarda resquícios dos espasmos que aquele gozo provocou, abraça a empresária acalmando seus corpos e suas respirações, ficam ali quietas por um tempo apenas aproveitando o momento.

– Te amo...Giselle fala finalmente...e é assim dividindo selinhos que Gisellle desce pelo colo da morena e abocanha novamente os seus seios, começa a chupá-los delicadamente fazendo com que o corpo de Flávia saia do estado de letargia pós orgasmo respondendo imediatamente àqueles estímulos, desliza lábios e língua pelo corpo moreno deixando uma trilha molhada até chegar a intimidade de Flávia, separa de forma gentil as pernas da outra até deixá-la totalmente exposta à sua volúpia, não se detém ali continua o trajeto agora beijando coxas e pernas, mordiscando vez por outra, provocando uma adorável tortura em sua musa, refaz o caminho alcançando o sexo de Flávia que já se encontra encharcado e então sem mais protelar toma em sua boca aquele botão mágico e começa a chupá-lo de forma delicada e suavemente o estimula com a língua, enquanto usufrui daquele ponto tão desejado penetra com dois dedos sua amada, sincronizando os movimentos, provocando emoções até então desconhecidas pra morena que começa a tremer debaixo daquela boca experiente e hábil, ao mesmo tempo exigente e ávida pelo sabor da morena que mexe os quadris descontroladamente, Giselle a tem à beira da loucura, em delírio...Flávia começa a gemer mais intensamente é o ápice do prazer que aquela mulher lhe propicia e uma sensação incomparável apodera-se do seu corpo até extravasar numa declaração...

– Ahhhh Giiiiiiiii...te amo!