Vocare
5 CAPITULO 4 – Poderoso
Notas iniciais
Molly fechou os olhos com um suspiro, correndo a mão pelo queixo de Sherlock e em seus cachos, puxando ligeiramente. Sherlock suspirou, e levou uma das mãos ao rosto dela. Ela se aproximou, e o beijou levemente. Apenas um toque de lábios. Sherlock inspirou e abriu a boca, pegando o lábio dela superior. Molly sorriu.
Ela, mesmo com a ameaça de Henkel, se sentia feliz. Sherlock a queria. Ela sabia, e ele sabia que ela sabia. Ela abriu a boca, e Sherlock se aprofundou no beijo. Oh Deus. Ele tem gosto de um doce veneno. De condenação eterna. Ela sabia que com isso, com tudo o que ela sentia, ela estava a um passo de cair. De ser como Henkel.
Molly teve alguns segundos, enquanto tinha a língua de Sherlock enrolada na sua, para decidir. Ela poderia muito bem se afastar dele, pedir desculpas, e ir embora. Ele continuaria naquele mundo onde ele achava que amava John, onde ela simplesmente seria sua patologista esperando pela vingança de Henkel.
Antes que ela decidisse qualquer coisa, Sherlock foi quem se afastou.
– Molly... – ele a olhou, ainda segurando o rosto dela com as mãos. – Eu não faço isso há muito tempo.
Ela sorriu. Os olhos dele estavam dilatados. E ele estava mais lindo do que ela jamais tinha visto.
– Dizem que é como andar de bicicleta. – ela sussurrou.
– Se é assim, acho que sei o que fazer. – e riu baixinho. Seus olhos brilharam e ele sorriu. Sorriu de um jeito que o coração de Molly acelerou como nunca. Amor, paixão, desejo, tudo em medidas iguais. Tomou a decisão sequer sem pensar.
Firmou o pé direito no chão, e jogou a perna esquerda por cima das pernas dele, se sentando em seu colo. Grudando seus corpos, deixando explicito que o queria, como nunca quis algo com tanta intensidade antes.
Sherlock levou as mãos à cintura e ao bumbum dela, a puxando contra si, voltando a beijá-la. Ele estava surpreso consigo mesmo. De onde vinha tanto desejo? Ele não fazia ideia do quanto estava guardado dentro de si. Do quanto a queria naquele momento.
Ambos não puderam dizer quanto tempo se beijaram, quanto tempo suas mãos passearam pelo corpo um do outro. Apenas pausavam para respirar, para voltarem aos lábios um do outro novamente. E o único som que se ouvia era suas respirações. Rápidas, curtas, o ar dos seus pulmões enchendo com o perfume do outro.
Sherlock percebeu que sua mente estava trabalhando. Apenas catalogando cada detalhe de Molly. Seu sabor, seu cheiro, a textura da sua pele, cada murmúrio e gemido que ela dava, cada curva do seu corpo que ele tocava que a fazia suspirar.
Seu coração estava acelerado, sua mente estava acelerada, cada centímetro do seu corpo em chamas. Quem precisava de drogas?
Ele sentiu Molly abrindo os botões de sua camisa, e respirou fundo quando sentiu aqueles dedos hábeis tocar sua pele. Sherlock achou que ia entrar em combustão. Sentia o suor escorrer nas suas costas, e sua calça ficar incomodamente apertada.
– Molly... – murmurou. Ele achou que se ela parasse ele iria enfartar. Aquilo era tão humano, e tão masculino da parte dele.
Ela beijou o cento do seu peito, enquanto deslizava a camisa pelos seus ombros. Ela percebeu o quanto ele estava tenso, e sussurrou em seu ouvido.
– Relaxe, Sherlock. Lembre que sou eu que estou aqui. Sua Molly. – ela trouxe o rosto de volta para encará-lo e o viu sorrindo. Sherlock, com uma das mãos, puxou o rosto dela para si, e levantou os quadris, a fazendo sentir o quanto ele a queria.
– Sherlock... — Molly gemeu de prazer. Ele percebeu que nada importava naquele momento, como ela mesma havia dito. Tudo o que realmente importava eram eles. Juntos, compartilhando seus corpos, e um pouco dos seus corações.
Era a vez dele agora. Levou as mãos a blusa que ela usava, e começou a puxa-la para cima. Molly apenas levantou os braços, e Sherlock passou a blusa pela sua cabeça. Ela o olhou firmemente em seus olhos, e ele achou que nunca tinha visto algo mais perfeito. Sem tirar os olhos dos dela, e foi até o fecho do seu sutiã e o abriu. Molly engoliu seco, lembrando-se das palavras dele naquele fatídico Natal quando disse que o seios dela eram pequenos como seus lábios, mas ela não vacilou. Manteve o orgulho.
– Perfeita... – ele murmurou seu último pensamento para ela. E então ele a tocou. Começando pelo seu colo, seus seios, e então os mamilos. Molly respirou fundo, e sua boca se abriu de delírio. Sherlock continuava apenas admirando a mulher ali em seu colo, e consumir cada respiração, cada ruído que saia da boca dela.
E então, ela falou.
– Então, você gosta de assistir.
– Sabe que sim. – ele respondeu, e levou as mãos à calça jeans que ela usava. Era sempre de um número maior, então não havia dificuldade para Sherlock fazer o que ele queria fazer. Abriu o botão e baixou o zíper, ainda como os olhos grudados nos olhos dela. Molly mordia o lábio inferior, e respirava profundamente.
Ela se sentia bravia e selvagem, como a mulher mais linda e sexy desse mundo. Não havia muitas mulheres que puderam estar nessa posição, e ela se sentia como se ela fosse um tesouro em um baú pirata. Um tesouro que Sherlock, e só ele, saberia abrir.
Sherlock levantou as sobrancelhas, com um olhar e sorriso travessos, e perguntou, com a mão no zíper aberto da calça dela.
– Posso?
Molly achava que jamais conseguiria falar novamente, então só confirmou com a cabeça.
– Preciso tocar você. – ele voltou a dizer, mesmo ela lhe dando toda a benção desse mundo.
– Então me toque. – a voz dela saiu num murmúrio, enquanto ela apoiava os joelhos no couro macio do sofá e levantava um pouco do colo dele.
Sherlock sorriu, ainda observando cada expressão do rosto dela, para então encontrar o caminho dentro de sua calcinha. Ele soltou a respiração, que não sabia que estava segurando, quando a sentiu quente e úmida. Molly gemeu quando sentiu seus dedos em seu sexo, então fechou os olhos quando ele tocou seu clitóris. Sherlock abriu ainda mais o sorriso, e então deslizou mais um dedo para dentro dela. Molly gemeu alto. As mãos dela seguravam seus ombros como garras, mas ele estava tão inerte, se inundando com as sensações que ela lhe trazia, que ele nem sentiu. Sua ereção estava dolorosa, mas ele não podia parar, ele queria ir até o final, queria assistir até o final.
Molly continuava se apoiando nos joelhos, acompanhando o ritmo dos dedos dele. Foi quando Sherlock adicionou um terceiro, e Molly começou a murmurar o nome dele. Os dedos dele continuaram a explorá-la, enquanto ele usava o polegar para acariciar e massagear seu clitóris.
– Abra os olhos, Molly. – ele pediu, e ela abriu. – Quero assistir você tendo um orgasmo.
– Sherlock... – ela repetia sem parar, e Sherlock achou que ele mesmo iria chegar ao orgasmo, só assistindo aquilo. Vendo o quanto ele a afetava, vendo como ele conseguia fazer o corpo dela vibrar e reverberar como um violino.
E então, Molly arqueou as costas, e gozou com um grito. Sherlock não conseguiu ver seus olhos, mas isso não o impediu de sentir o êxtase, talvez o orgulho masculino, de ser responsável por fazer o corpo dela se exaurir de prazer.
Molly deixou seu corpo cair, e sua cabeça pousar no ombro de Sherlock. Ele retirou a mão da calcinha dela, e lambeu os dedos.
– Molly, Molly, Molly... – a abraçou enquanto ela voltava a respirar normalmente. Ele beijou seus cabelos, e então sentiu o corpo da deusa que tinha nos braços, se mexer e encará-lo.
Sherlock percebeu que o que sentia por John não se comparava em nada com o que ele estava sentindo naquele momento. Talvez fosse toda a dopamina que inundava seu cérebro, mas ali, naqueles minutos, ele se sentia o homem mais feliz, poderoso e grato desse mundo.
Por John, ele poderia matar. E matou. Mas por Molly... Por Molly ele poderia morrer.
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