Vocaloid A Nova Ordem!
5 Magnetic
Notas iniciais
Achei muito inspiradora essa musica ;3
Linkinho p quem não consegue achar:
http://www.youtube.com/watch?v=4-gWc79UuCA&feature=related
Kaito toma um grande susto com a atitude do Doutor:
–Hatsu-sam? Por que está tão irritado?! Achei que ficasse aliviado em saber que ela estava ativada...
–KAITO! EU A QUERO MORTA! ELA NÃO PODE CONTINUAR VIVA! – Berrou ele com muita raiva.
–É a primeira vez que você se refere à Hatsune-sam como uma humana... Normalmente você diz “desativada”.
Hatsu tem um descontrole e derruba tudo que havia na mesa, Kaito se afasta encostando-se à parede, Dr. Hatsu debruça sobre a mesa e cai em prantos.
–Hatsu-sam... O que você tem? – Ele se aproxima e põe a mão nas costas do doutor.
–Eu... Usei...
–Usou? O que usou? – Ele não entendia o que Hatsu queria dizer com aquilo.
–Sim... Usei o DNA da Anne... – Quando termina de dizer isso ele aperta seus olhos e muitas lágrimas escorrem, ele praticamente deitado sobre a mesa, muitos objetos espalhados pelo chão, as lentes de seus óculos quadrados estavam sujas de lágrimas.
–Anne-chan? Você usou o DNA de sua própria filha? Como você conseguiu... Você não havia enterrado...
–Não... Eu a congelei... Tinha a esperança de que algum dia pudesse fazê-la voltar...
–E tentou isso na Hatsune... – Disse Kaito completando a frase do Doutor. – Mas a Hatsune não é igual à Anne, por isso a detesta tanto...
–Agora percebo meu erro... Eu tenho que desativá-la, para que a memória de Anne descanse em paz.
–Você deu a oportunidade de existência para a Hatsune! Agora quer tomar essa oportunidade? Você não pode fazer isso!
–Posso! E vou! Violei a memória de minha filha... Minha querida filha, quase um milagre.
Creio que os queridos leitores não conheçam a Anne-chan, pois vou apresentar vocês:
Há mais ou menos vinte anos atrás Doutor Hatsu antes de se comprometer com a ciência tinha uma família, Anne era sua filha, sua esposa estava mal, pois tinha uma doença degenerativa muscular, e seu coração não aguentaria por mais tempo, Anne-chan possuía já seus quatro anos de idade, e como era de costume sempre ia visitar sua mãe no hospital acompanhada de seu pai. Apesar de ser inocente e não entender as coisas ela sabia da condição de sua mãe, ver sua mãe numa cama sem poder mover um braço para acariciar, tira qualquer criança de seu mundo perfeito para a realidade. Hatsu sempre estava perto de sua esposa, pois era médico do hospital, sabia das probabilidades de sobrevida de sua esposa... Eram menos de 1%. Nesse dia Anne-chan entrou no quarto do hospital com um grande sorriso no rosto, estava completando cinco anos de idade, porém para sua mãe ela sempre iria ter quatro, pois nesse dia a esposa do doutor veio a falecer. Um grande trauma para Anne que acreditava na recuperação de sua mãe.
Meses depois foi constatado que Anne tinha a mesma doença que sua falecida mãe. Foi um choque para o Hatsu que prometeu a sua filha que a curaria. Um enorme caminho foi traçado dia após dia, tratamentos, intervenções, pesquisas, noites em claro, dias sem comer... Hatsu fez de tudo para que sua filha sobrevivesse, mas ela já não estava mais lutando por sua vida, o trauma de sua mãe ainda ecoava em sua cabeça. Exatamente um ano após a morte de sua mãe, Anne aos seis anos de idade tem seu destino encerrado:
–Eu não vou desistir até trazer você de volta! Anne! – Ele prometeu em meio às lágrimas a sua filha. E desde então, não parou de trabalhar e pesquisar passou a morar no hospital. Logo depois foi removido para o centro de estudos do Japão, onde desenvolveu o projeto Vocaloid que traria uma solução a esses distúrbios genéticos causados pela ausência de um ventre materno, grosseiramente falando.
–O senhor trouxe Anne à vida! Pra que matá-la novamente? – Kaito nunca foi muito bom em convencer as pessoas.
–ELA NÃO É A ANNE! ELA É UMA CÓPIA BASEADA NA ANNE!
–Então por que essa sede em matar?
–Ela tem os olhos da Anne... Sempre quando me lembro deles... Meu coração sangra, aperta... Ela não pode roubar a coisa mais preciosa que me restou...
–Me desculpe dizer Shitsu... Mas o senhor é um egoísta! Queria uma cópia perfeita da Anne andando por ai, mas o seu erro foi dar a Hatsune um cérebro totalmente novo! – Disse Kaito sem pestanejar.
–Você não sabe o que diz! Não entende, não é pai, não teve filhos...
–Mas eu tive um pai! – Respondeu ele. Dr Shitsu se calou e olhou fixamente para as suas ferramentas.
–Saia daqui... SAIA DAQUI! – Rispidamente se levantou de sua cadeira, com as mãos na mesa, lágrimas no rosto, expulsou Kaito do laboratório. Imediatamente ele sai.
“Vai engolir cada palavra senhor Kaito” pensava o Doutor enquanto testava os periféricos do novo vocaloid.
–Agora com esses upgrades teremos um humano quase perfeito. Com essa serie de dados acho que me vem à memória... Len! Se chamará unidade Len! A parte eletrônica esta concluída, já instalei o arquivo de voz, graças as minhas cansativas pesquisas consegui embutir o arquivo VSQ mais o Hardware necessário.
“É claro que todos os seus periféricos serão copiados e sofreram uma leve modificação, devo isso a um grande feito da vida grosseiramente digo “clonagem natural”“.
–Preparem o material biológico, o novo projeto esta concluído... Por um acaso teria alguma Doutora nesta ala?... Preciso urgente de uma ajudinha... – Dizia ele no comunicador. – E antes que eu me esqueça Ativem a Black Rock-chan! Miku esta ativa, pelos sinais capitados...
De volta com o Hatsu, agora ele tinha sérios problemas:
–NÃO! MIKU ACORDA! DROGA NÃO FAZ ISSO! “Ela esta mandando um sinal para a central, isso significa que eles sabem que ela esta viva, e se eu não fizer nada vão descobrir sua localização!” MIKU-CHAN! “Magnetismo! Como eu não havia pensado nisso antes”? As ondas magnéticas embaralham os sinais eletrônicos” – Ele correu para sua caixa de ferramentas e graças a ultima manutenção do seu computador ele tinha um par de imãs quadrados,” Droga... Meus únicos imãs... Vou ter que juntar dinheiro para comprar novos... Oras Hatsu, deixa de ser pão duro! É por uma ótima causa!” – Sem repensar ele pegou o par de imãs e amarrou com alguns elásticos que tinha no seu quarto.
Os olhos dela pararam de piscar, os sinais que ela enviava foram cortados, ela é desligada forçadamente, pois os imãs também embaralham os processos de sua parte eletrônica, ela fecha seus olhos e tomba para frente, ele a segura em seus braços, e a coloca na cama.
–Merda... Tanto trabalho de reparação jogados no ar... – ele senta na beira da cama.
Hatsu agora pensa em uma maneira de reparar novamente a parte danificada de Hatsune, se não fosse pelo detalhe que ela acabara de acordar como se nada tivesse acontecido. Porém não estava tudo exatamente “normal”.
–MIKU-CHAN! SEUS CABELOS! –Gritava ele surpreendido.
–AI MEUS CIRCUITOS! O QUE TEM MEUS CABELOS? –Perguntava ela preocupada com cara de choro.
–ELES ESTÃO COM O DOBRO DO TAMANHO NORMAL! MIKU COMO VOCÊ FAZ ISSO?
–Faz o que? – Dizia ela levando o indicador da mão direita em seu lábio inferior, olhando para o vazio procurando uma resposta para a própria pergunta “O que foi que eu fiz?” Enquanto ela pensa Hatsu corre e pega um espelho e põe ele na frente dela, era um espelho grande, ele carregava com dificuldades.
–AI MEU DEUS! ESSES SÃO MEUS CABELOS? COMO CRESCERAM ASSIM? –Ela estava desesperada na frente do espelho, passava constantemente seus dedos pelos novos cabelos, às vezes puxava-os para conferir que eram realmente dela...
–Eu acho que o seu sistema se adapta as mudanças, e se necessário ajusta seu corpo a essas mudanças, — Disse ele de trás do espelho.
–Como assim?
–Como foi o imã que eu coloquei em você para embaralhar os sinais que você estava mandando...
–Eu enviei sinais? – Perguntava ela duvidosa.
–Não esquenta, isso é normal... O fato é: Seu sistema não é de uma máquina, ele é um simulador prefeito de... De...
–De?
–Acho que de uma alma...
–Alma? O que é “alma”.
–Alma segundo meu Otou-san é o corpo eterno de nós humanos, ele diz que a matéria tem validade, mas a alma é a nossa essência e não tem como morrer... Eu nunca acreditei muito, mas seu sistema parece ser a sua alma Miku-chan, ele “aprende” com as circunstâncias, e muda de acordo com elas, tanto para mudanças boas como para as ruins... Eu acho...
–Eu acho que rabo de cavalo fica melhor... – Dizia ela mexendo em seus cabelos.
–MIKU VOCÊ NÃO OUVIU NADA DO QUE EU DISSE!
–Gomenasai! Repete, eu me destraí...
–Ah não vou mesmo! Não ouviu por que não se interessou! – Ele estava indignado depois de um discurso tão bonito perceber que o seu alvo estava mais interessado com seu novo cabelo.
–O que mais será que mudou? – Perguntava ela se olhando no espelho e tentando ver suas costas.
–Eu não sei! Muitas coisas podem ter mudado – Ele começa a levar o espelho de volta. Ela ao perceber isso, faz cara de choro e estica os braços abrindo e fechando as suas mãos... “Volta... Voltaaa... Eu não terminei!”. Tarde de mais, ele já tinha voltado sem o espelho.
–Você lembra o que deve dizer ao meu pai?
–Eu lembro! Eu vim da China, mas sou Japonesa, se ele perguntar o porquê, eu digo que não gosto de fal... – A porta da sala bate.
–É ele! Por favor, Miku não esqueça...
–Mas e o equaliza...
–Hatsu, meu filho! Advinha o que o pai trouxe hoje? Um cubo de dados com a ultima atualização do Gear!!! – Gritava o Senhor Abe da sala.
–S-si-sim pai! Eu... Eu já estou descendo... – ele se vira para Miku e sussurra:
–Não apareça até eu dar o sinal... Entendeu?
–Sim... – Ele abre a porta e da o sinal para ela o seguir. Desce as escadas e peda para ela esperar lá:
–Tadaima – disse o pai dele na porta de casa.
–Okaeri Otossan! – Ele entra em casa com o cubo nas mãos.
–Sugoi! Você trouxe! Vamos instalar! Gear, abrir o leitor de dados!
–Entendido senhor Hatsu – Um buraco em forma de quarado se abre na parede perto da porta, não muito grande, devia ter uns três centímetros.
–Otossan... Antes eu quero te falar uma coisa...
–Hatsune... – Ele chama por ela. Imediatamente ela aparece.
–Oh meu Deus! – Exclamou ele.
–Calma pai... Ela é do Together.
–Mas ainda existe?
–Sim, a prova é que ela foi mandada para cá...
–Mas sem aviso prévio, nem um email, nem aviso por Telograma?
–É que ela veio urgente... Não é Miku?
–Sim... – Diz ela sem jeito.
–Seu nome é Miku, não é? – pergunta o pai de Hatsu.
–Sim... Hatsune Miku...
–Hatsune Miku... E de onde você veio?
–Vim da China Senhor... – Disse sem hesitar.
–China? Nasceu lá?
–Não eu Nasci aqui, e fui mandada para lá
–Diga Hatsune, por que foi para a China?
–Não gosto de falar sobre isso senhor... – Disse ela totalmente introvertida, falando baixo e escondendo os marcadores de equalização.
–Okay... Pode me chamar de “você”, não sou tão velho assim. – Disse ele com um enorme sorriso no rosto. Aquilo a deixou muito aliviada, agora sabia que ele não faria mal a ela.
De volta ao laboratório a Doutora Michaela, uma renomada profissional com experiências em mecatrônica avançada, havia atendido ao chamado de Shitsu:
–Era só isso? Muito fácil, um cérebro feminino é muito fácil de ser programado, não vai nem notar que é uma maquina! – Dizia ela com um tom superior, pegando sua caneta e prancheta para desenvolver as fórmulas que regeriam o “cérebro”.
–Não Doutora Michaela... Eu não quero uma programação! Eu quero opiniões, intuições, desejos, amores, vida, personalidade! Quero um cérebro feminino, completo e complexo! – A doutora fica boquiaberta, não acreditava no que tinha acabado de ouvir. Um cérebro humano de verdade é muito complexo, existem ligações que são feitas durante a vida, ela teria de fazer isso em um tempo recorde!
–Me perdoe doutor Shitsu... Mas um cérebro humano real... Leva muito tempo... Há conexões...
–Doutora... Eu construí um cérebro humano masculino em um mês.
–Bom, então por que você não se empenha em um feminino?
–Pelo simples fato de não entender vocês mulheres... E pelo fato de querer que ela seja natural, não uma máquina como disse! Pense doutora... Tudo que você não pode ser; tudo que não pode fazer; tudo que não pode pensar... Você esta tendo a oportunidade de recriar uma nova Michaela do zero, do inicio... – Nesse instante os olhos dela brilhavam de ambição com as idéia dele, agora ela via aquelas peças espalhadas sobre a mesa com outros olhos.
–Me dê o cubo de dados deste projeto! Para fazer um cérebro natural, tenho que conhecer cada unidade! – Disse ela estendendo as mãos com uma expressão levemente fechada.
–Ótimo – Ele põe a mão dentro de seu jaleco e tira um colar com o cubo, ele retira o cubo do cordão e entrega a doutora. – Aqui esta doutora... – Ele anda em direção a porta e quando esta quase saindo para e diz:
–Não esqueça doutora, isso é o nosso futuro. Tome cuidado com o que fará! – Ele finalmente sai.
Rapidamente ela se senta a mesa e começa a executar o projeto e estudá-lo.
Já a Miku estava conhecendo a pai do Hatsu-kun, ela particularmente não tinha conhecido um humano adulto tão simpático e agradável como o pai dele:
–Então Miku, que tipo de comida você gosta?
–Eu ADÓRO alho poro! — Dizia ela com brilho nos olhos.
–Alho poro? Bom, não é muito comum alguém gostar de alho poro tanto assim... Mas não somos todos iguais – Ele dava leves risadas do estranho gosto dela.
–O senho... Digo você é tão gentil e agradável...
–Arigato Hatsune-san!
–Nenhum adulto foi assim tão agradável comigo... A maioria das vezes eles estavam ocupados de mais me xingando... – Ela abaixa a cabeça lembrando. Hatsu que estava emburrado cheio de ciúmes no outro sofá se dá conta que ela iria dizer toda a verdade:
–Bem Miku-chan! Esta cansada, o fuso horário é horrível não é?
–Que fuso ho... – Dizia ela sem entender a manifestação dele.
–Claro – Interrompeu Hatsu a frase dela. – Miku vamos dormir, sabe... Amanhã é um novo dia...
–Mas não são nem nove horas da noite Hatsu – Disse seu pai. – Já sei! Eu entendi o por que esta assim tão calado e nos cantos... – Hatsu engoliu em seco.
–Sa-sa-sabe?
–Sei!
–Gomen Otossan... Eu iria...
–Você esta com ciúmes da Hatsune! – Disse o senhor Abe.
–Ciumes eu? – Respondeu rapidamente sem pensar, então ele percebeu que seu pai não sabia de nada. – Bom... Pensando bem... Estou um pouco...
–Não precisa ficar! Você é meu filho e isso nunca vai mudar!
–Hai otossan! – Disse ele aliviado e suave.
–Bom, vamos instalar a atualização do Gear?!
–Vamos! Hatsune-chan você quer nos aju... – Ele se vira para ela, mas percebe que ela já havia adormecido, dormia como um anjo, ali mesmo no sofá, onde cinco minutos antes conversava bem animada.
–Ela dormiu... – Concluiu ele.
–Percebo isso... Vamos por ela no quarto de hospedes.
–Não! Chichi-san... Deixe-a dormir no meu quarto, o quarto de hospedes tem muita poeira. Eu durmo aqui no sofá.
–Chichi? Você não me chama assim desde seus seis anos de idade. Entendo filho, vou colocá-la em seu quarto.
“Sabia que ele cederia se eu o chamasse assim...” – O pai dele pega Miku no colo, a saia dela levanta no momento que ela a pega e uma pequena parte de sua roupa íntima fica amostra, mas o bastante para deixar Hatsu vermelho como pimenta. Logo depois a saia volta a cumprir sua função: Esconder as roupas íntimas.
– Paaai! Tome cuidado! Ela não é um menino!
–Eu sei disso Hatsu! Não precisa lembrar, e por que está vermelho? Não está tão calor assim.
–Não é nada... Deixe-a lá em cima, eu quero instalar hoje as atualizações! – Kaname, o pai o Hatsu, sobe com a Miku e a deixa descansar devidamente na cama de seu filho e desce para fazer a instalação.
–Vamos lá, temos um longo processo pela frente, o cubo... – Ele tira de seu bolso e caminha até a abertura na parede que havia sido esquecida por longos minutos, ele aproxima o cubo e ele é ativado, entra na abertura e ela se fecha, uma janela de interface é exibida em sua frente e dali ele faz as configurações das atualizações, enquanto faz isso, conversa com seu filho.
–Hatsu, sei que a Miku não é do Together... – O garoto fica imóvel, não sabe o que dizer.
–Co-como você sabe?
–Na verdade ela é um projeto chamado Vocaloid, os “humanos do futuro”. Acontece Hatsu que eu trabalho no laboratório que produziu esse projeto. Eu fico me perguntando... Como você colocou a voz?
–Eu invadi o sistema do seu trabalho e copiei os arquivos... – Disse ele de cabeça baixa, mas o orgulho de seu pai naquele momento estava além das nuvens, estava bem ao lado de Kami-sama de tão grande que era seu orgulho.
–Filho quantas vezes eu disse a você “Eu não quero que invada sistemas e faça downloads ilegais” Você tem exemplos na família, seu tio foi preso e condenado... Não gostei nada do que você fez. O que você fez foi irresponsável, insano e altamente perigoso! Você deu sorte de não ser pego...
–Pai eu entendo o sistema do RLSX 5.1... – Kanami para imediatamente de mexer nas configurações e olha diretamente para seu filho um pouco assustado:
–Entende? Como entende? É um sistema complexo, quase perfeito, com dados enormes e processos conectados uns aos outros, não teria como você entender...
–Arquivos Iso’s... – Foi a única coisa que Hatsu disse naquela hora. Seu pai fica boquiaberto:
–Co-como você...
–Eu disse que entendia o sistema do RLSX 5.1. – A conversa seguiu, com ele explicando tudo que tinha acontecido em sua ausência.
–Irresponsabilidade! Você sabe o que acontece quem é pego copiando arquivos do governo? – dizia ele rispidamente, porém orgulhoso.
–Sei...
–Não quero mais ver você violando a segurança de um programa tão poderoso como o RLSX5.1!
–Você vai entregar a Miku? Não pai, por favor, não!
–Não, não vou, pois sei o que eles fazem com os vocaloids.
–Existem mais? – perguntou ele curioso.
–Não... Creio que a Hatsune é a única.
–Ela é um protótipo, não podia nem falar.
Mais uma vez o pai dele para com as configurações e olha com espanto para seu filho:
–O que foi Otoo-sam?
–Realmente você merece meus parabéns! Conseguiu entender um projeto tão complicado.
–Na verdade, nem é tão complicado assim, o sistema é simples: Lógica, funcionalidade e humanidade.
–Bom terminei aqui! – Disse Aba afastando a tela de seu alcance.
–Gear! Inicializar! – Imediatamente as luzes da casa piscaram e o sistema foi iniciado.
–Sistema Home 6.0 PRO em funcionamento, componente de interface humana: Gear Serial: RTX9-YUG5-LQQQ-KU87-GEAR, atualizado, restaurando memória...
–Pronto, agora ele vai abrir toda a memória, vamos Hatsu melhor nós dormimos, pode dormir comigo se quiser.
–Não, Otoo-sam eu durmo aqui no sofá mesmo... – Hatsu era um rapazinho já, seria para ele muito estranho dormir no quarto de seu pai.
No laboratório a Senhorita Black estava sendo ativada e a Doutora Michaela já estava especialista no projeto vocaloid, montou em sua prancheta melhorias para iniciar a produzir o Vocaloid 3.0, bem mais humanos, voz melhorada e uma considerável diminuição nos seus circuitos.
–Doutor Shitsu, a lógica da Rin esta pronta para ser instalada.
–Rin? – Disse o doutor sem saber do que ela falava.
–A nova vocaloid. Como fui EU que criei um cérebro autentico feminino decidi batizála de Rin! Rin Kagamine. – Impôs ela.
–Que seja. Explique-me o que você fez exatamente?
–Ela é irmã gêmea do Len Kagamine.
–Você quis dizer: CV02
–Não doutor, eu quis dizer Len mesmo! Continuando, Len é totalmente dependente de sua irmã, suas mentes são muito parecidas, se Rin fosse masculino seria uma cópia idêntica do Len, mas a versão dela é feminina.
–Isso não me diz nada... – Disse Shitsu.
–Em outras palavras doutor... Um não vive sem o outro, em outras palavras eles se completam!
–Agora tenho que parabenizá-la Doutora Michaela! Você provou que é possível criar humanos feitos por humanos literalmente! Agora vamos a Black. Ahh providenciem o corpo dos irmãos. – Ele saiu andando para uma sala isolada, lá havia o seu ultimo feito, outra menina, quase idêntica a Hatsune, porém ela tinha os cabelos negros e usava um sobre tudo.
–Lhes apresento a Black Shooter! Esta é a ultima palavra em Localização Global de eletrônicos. Esta belezinha é capaz de achar a ponta de uma agulha em um palheiro de qualquer dimensão em menos de três minutos e meio. Equipada com um radar, sensores, e uma incrível arma... – Ele levanta o braço direito dela e revela um enorme canhão, grosseiramente falando. -Mas pra que isso tudo? – Disse um dos Doutores, na verdade aquilo estava parecendo uma coletiva de imprensa, todos com seus blocos de anotações, e perguntas na ponta da língua, todos aqueles óculos brilhando na luz era assustador.
Ele se vira para a pessoa que havia perguntado isso.
–O motivo se chama: Hatsune Miku. – disse ele sem pestanejar.
–Mas ela é uma fase de testes, por que quer explodi-la?
–Se lembram do incidente do galpão há alguns dias atrás? – Perguntou o Shitsu. Todos afirmaram.
–Na verdade não foi um incidente e sim um assassinato... Causado por uma pequena fase de testes de um projeto chamado Vocaloid! Isso mesmo Hatsune Miku eletrocutou impiedosamente aqueles dois garotos. E como prova... – A tela que ficava atrás da Black e dele começa a exibir imagens do acidente.
–Mas como isso foi omitido? – Perguntou um horrorizado.
–Tenho meus contatos. – Retrucou o Doutor.
–Ela não deveria ter feito isso, ela não tem como...
–Blá, blá, blá... Estamos tratando da Hatsune, ela é capaz de tudo! Agora ativem a Shooter-sam! – Ela é ativada imediatamente e começa a fazer o reconhecimento do local.
–Black Shooter versão 11.0 ativa... – Fala a mais nova integrante do clube de “armas do Shitsu”
–Equipada com inteligência artificial... Esta belezinha é capaz de acabar com aquela vocaloid dos infernos em menos de cinco minutos! – Ele começa a rir descontroladamente, e quando se da conta das outras pessoas se recompõe e diz:
–Digo, ela pode combater a Miku, para que incidentes como esse – ele aponta para a tela – não aconteçam mais.
–Shooter localize agora Hatsune Miku! – Ordena ele.
–Quem você acha que é para me ordenar? Eu sou a Black Shooter, uma poderosa arma que pode fazer de você picadinhos microscópicos. – Ela avança e segura no braço direito do doutor e aperta violentamente, suas unhas cravam em sua carne fazendo sangrar, mas ele estava rindo:
–Eu já imaginava que faria isso Black... Por isso me dei a liberdade de instalar um dispositivo nos seus circuitos... – com o dedo médio da mão esquerda ele toca a palma da própria. Nesse momento Black o larga, pois uma enorme dor de cabeça se inicia “É como se uma barra de trinta centímetros de diâmetro entrasse em minha cabeça” diria ela.
–Com isso você sabe a quem deve obedecer! AGORA QUERO A LOCALIZAÇÃO DE HATSUNE MIKU! – Ordenava ele novamente.
–É impossível a localização! – Dizia ela com as duas mãos na cabeça – A ultima localização tem registro em uma rua de um bairro.
–Muito bem! Se recomponha e vá até esse bairro, mas não mate nenhum humano, eu quero a Hatsune! Somente ela.
–Entendido – Disse ela se levantando, todos os outros que estavam na sala estavam assustados com o acontecido.
–Vocês podem sair, já mostrei o que tinha a mostrar! – logo sem reclamar todos saem da sala.
–Vá pela manhã, por hora vamos dormir. Você me entendeu? – Shitsu não estava com um bom humor depois de ter seu braço perfurado pela Black.
–Sim, entendi!
Logo na manhã seguinte Hatsune despertava. “Não posso abrir os meus olhos agora! Tive um sonho tão lindo! Sonhei que finalmente alguém se importava comigo e...”
–Miku-chan. Acorde esta na hora de levantar. – Dizia ele enquanto afastava o cabelo caído no rosto dela. Naquele momento ela abriu os olhos:
–Hatsu-kun? – Dizia com voz de sono.
–Sim, sou eu mesmo! “Ela deve estar checando as suas memó...” – Ela o abraça fortemente, quase chorando dizendo:
–Você é real! Achei que tudo foi um grande sonho! Achei que você só existisse em minha cabeça... – A cada palavra ela o apertava mais, e afundava seu rosto sem seus ombros.
–Mi-miku... Tudo bem... Eu sou real... – Dizia ele enquanto correspondia ao abraço dela, acariciava a sua cabeça.
–VOCÊS DOIS!!!! NÃO VÃO DESCER NÃO? TEMOS MUITA COISA PARA FAZER! – Gritava o pai de Hatsu da cozinha.
–É melhor irmos Miku, se não ele nos expulsa do quarto... – Ele para de abraçá-la e sorri.
–Hai! Hatsu-kun... Você está bem? Está vermelho… O que houve? – Ela põe o dedo indicador da mão direita na boca enquanto pergunta, isso o deixa mais sem jeito.
–NA-NA-NADA! E-E-E-EU ESTOU BEM! NA-NA-NÃO É ISSO O QUE VOCÊ ESTA PENSANDO!!! – Estava totalmente sem graça!
–Mas eu não estou pensando em nada... – A cada coisa que ela dizia ele ficava mais corado.
–Melhor descermos... – Ele rapidamente levanta da cama e desce correndo deixando Miku no quarto sozinha.
“Eu heim... Acho que ele deveria estar com dor de barriga!” Ela se levanta, vai até o banheiro, tira as suas roupas, fica em frente do espelho mexendo em seus longos cabelos e sorrindo: “Agora não sou mais uma pessoa comum! Tenho diferença, e isso me deixa realmente feliz, é uma diferença boa”
Ela liga o chuveiro e deixa a água encher a banheira, ela olhava alguns poucos passarinhos voando pela janela naquela manhã ensolarada de sábado.
–Também gostaria de saber voar! Mas eu ainda não sei fazer nada... – Ela olha o seu reflexo na água.
–Mesmo estando feliz sinto que falta algo muito importante em minha vida... – Finalmente ela entra na banheira, lentamente põe o pé esquerdo para testar a temperatura. Estava ideal, não muito quente e não muito fria, lentamente ela coloca o pé direito e começa a sentar-se na banheira: “Que sensação gostosa... É como se nada de ruim fosse me acontecer, me sinto tão protegida...” Ela afunda suas orelhas na banheira “Esse silencio... É como se agora fosse o inicio de tudo...”
Enquanto Miku desfrutava sua incrível experiência do banho algo na janela chama a sua atenção. Ela olha para fora e vê um garoto num galho de uma árvore com uma espécie de binóculos.
–AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! HENTAI! – Ela solta um grito tão alto enquanto se encolhia escondendo suas partes íntimas, que os vidros da janela estouram, rapidamente ela fecha a cortininha do banheiro.
–BAKA! ESPERA EU SAIR DAQUI EU ACABO COM VOCÊ!!! – E é o que ela faz, com seu banho interrompido e as altas batidas de Hatsu e seu pai na porta do banheiro, não tinha mais como continuar um descente banho. Ela veste as roupas, pernde o cabelo e abre a porta. Os dois vêem a cara de ódio dela e ficam com muito medo e dão passagem. Com os punhos fechados e pisando forte ela vai em direção ao quintal da casa, abre a porta e encontra o garoto caído perto da árvore:
–EU ACABO COM VOCÊ! – Ele não consegue escapar a tempo, pois a Miku correu tão rápido que quando ele abriu os olhos ela já estava segurando ele pelo colarin:
–HÁ QUANTO TEMPO ESTA ME ESPIANDO?!!!
–... – Ele recusa a responder
– HÁ QUANTO TEMPO?!!!!!!! – Ela grita mais alto, porém nada se quebra, parecia um grito de um humano comum.
–Eu acabei de chegar!!! Eu juro! – Disse o garoto muito assustado, logicamente nenhuma menina saiu do banheiro para enfrentá-lo daquele jeito.
–SEU HENTAI! ACHOU QUE EU DEIXARIA BARATO?! – Toda aquela gritaria do lado de fora, chama a atenção dos dois, então eles descem correndo e quando saem:
–Saori-kun?! – Disse Hatsu.
–HATSU! GRAÇAS A DEUS! QUEM É ESSA GAROTA?! – Gritava ele com o maior medo que já sentiu em sua vida.
–HATSU VOCÊ CONHECE ESSE GAROTO ESQUISITO?
–Conheço! Ele é meu amigo! – Miku larga ele na hora, o fazendo cair de bunda no chão.
–AI! TENHA CUIDADO DA PRÓXIMA VEZ QUE LARGAR ALGUÉM!
–Você tem é muita sorte, eu iria te matar! Agradeça ao Hatsu, pois tenho muita consideração a ele.
–E o que você acha que é? Só por que você me ergueu do chão? – Respondia Saori. Miku perde o controle e seu corpo começa a produzir uma energia tão forte que a estática faz seus cabelos se arrepiarem lentamente.
–Hatsu... Pelo amor de Deus... Chega aquiii! – Mesmo estando no futuro, não é muito comum uma pessoa gerar uma energia como aquela. Hatsu chega perto e fica na frente do garoto:
–Miku-chan... Perdoe ele. Saori pode ser um pouco tarado, imbecil, idiota e tosco, mas ele esta arrependido!
–EEIII!!! QUE HISTÓRIA É ESSE DE TOSCO?
–Cala a boca Saori, tô livrando sua pele! – Sussurrava ele.
–Deixa disso Miku – Ele avança e a abraça forte e encosta sua cabeça em seu colo, ele podia ouvir o coração dela e seguia seu ritmo. Hatsune não possuía o controle de seu corpo naquele momento, ela começou a sentir uma grande angustia que forçava seu coração a desacelerar. Sua vontade era de chorar como se tivesse sido ferida seriamente, a cada segundo aquela vontade crescia e a vontade de matar quem a abraçava crescia junto, certeza que ela explodiria:
–Miku-chan... Acalme seu coração – Ele sorri gentilmente. Os olhos dela começam a voltar a ser meigos e brilhantes.
–Hatsu-kun... – Os cabelos dela voltam ao normal, a vontade de matar passa e ela deixa o abraço dele a envolver:
–Eii... Tem gente aqui... Vão fazer essas coisas no quarto! – Miku dá um imenso cascudo na cabeça do menino, pois não estava tão distante.
–FILHA DA... – Lágrimas crescem nos olhos de Saori.
–Eii, ei, ei... O que esta acontecendo aqui? – O Senhor Abe aponta na porta e pega a cena. Eles se separam, Hatsu estava corado, nunca havia abraçado uma menina.
–Gomen, senhor Abe... – Desculpou-se Hatsune.
–Tudo bem Miku. Vamos temos um longo caminho, e o trânsito não esta muito favorável... Saori... Gostaria de se juntar a nós? – Conhecendo Saori do jeito que eu conheço, ele nunca recusaria um convite desses, mesmo sendo feito por educação.
–Claro Senhor!!! – Ele corre direto p veículo, se senta atrás e no meio, aperta o cinto.
–HEY VAMOS!!! EU NÃO GOSTO DE ESPERAR! – gritava ele de dentro do carro.
–Eu juro que mato esse garoto intrometido... – Dizia ela segurando sua raiva ao Maximo, as veias de seu punho latejavam de tanto que ela apertava.
–Calma Hatsune, tenha calma... Vamos! – Dizia o pai do Hatsu andando para o carro. Então Miku olha bem para o carro, e percebe que é bem diferente do que havia em sua memória.
–Calma aí! Isso é um carro? Onde estão os pneus? – Hatsu começa a rir exageradamente.
–Qual é o problema? – perguntava ela segurando a vontade de chutá-lo.
–HATSU! – Repreende o senhor Abe. – Miku, esse é o novo modelo, não precisamos dirigir, pois ele anda somente na linha magnética. Assim diminuímos em 80% os acidentes de trânsito.
–Eu não consigo imaginar... – Respondia ela.
–Você esta vendo estes postes, com um canhão de laser? – Dizia apontando.
–Vejo...
–Esses são os responsáveis pela linha magnética... É 100% seguro!
–Mas e se falhar? – Perguntava preocupada.
–Nesse caso eu sei dirigir! – Disse piscando um olho para aliviá-la.
–Tudo bem... Melhor irmos... – Ela segue para o carro.
–Miku me desculpe, mas você não tem idade para o banco da frente! Só para maiores de dezoito!
“DROGA! EU VOU TER QUE SENTAR PERTO DESSE GAROTO?”
A viagem segue, e Saori não tira os olhos das pernas de Hatsune. Hatsu estava ocupado de mais olhando os outros carros passando, perdido em seus pensamentos. Miku estava emburrada, pois percebera que Saori babava pelas suas pernas, ela fazia de tudo para não olhar na cara do garoto, mantinha seus braços bem cruzados e olhava para a janela sempre.
Notas finais
Até o próximo!
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