Vocaloid A Nova Ordem!
6 A descoberta
Notas iniciais
Black Shooter caminhava pela rua nesta manhã. Todos olhavam para ela, não era por que ela era uma máquina, eles nem imaginavam. Ela simplesmente chamava atenção com seus longos cabelos negros, e seus olhos profundos e vazios. “Meu objetivo é destruir Hatsune Miku, como uma máquina tenho que cumprir essa diretriz fielmente.”
Para ela não importavam os olhares, aquilo não a incomodava. Estava decidida a prosseguir até seu destino, e não estava longe disso, sabia tudo que faria, passo a passo, a sensação de solidão não atingia a Black, ela foi projetada para ser desprovida de sentimentos e questionamentos, uma perfeita Machine Slave que nesse exato minuto caminhava entre os humanos, ou os poucos que ainda restavam:
-Quanto mais rápido andar, mais rápido terminarei isso... – Dizia para si mesma enquanto aumentava os seus passos. “Quer saber? Danem-se as regras! Seguirei do meu jeito, farei do meu jeito!” após pensar isso ela dá um enorme salto em direção ao teto de um edifício de dois andares, correndo rápido salta de prédio em prédio, descendo, subindo, cada vez mais próximo da rua em que Hatsune estaria morando.
Enquanto isso na incrível viagem da Miku, Saori não parava de olhar suas pernas, na verdade agora ele olhava para os seios dela, fingindo olhar para fora da janela. Ela olha de lado para ele e:
-AI!! POR QUE FEZ ISSO?! – Gritou o menino, Hatsu que estava destraido olhando a paisagem leva um susto.
-PRA VOCÊ APRENDER A NÃO FICAR OLHANDO PROS MEUS PEITOS! – Gritou ela com a cara mais assustadora do mundo.
-Eu não estava! Eu estava olhando pra janela!
-MENTIROSO!
-Vocês dois! Parem de brigar! Estamos viajando e brigar dentro do carro não é nada confortável! Hatsu passe para o meio! Saori evite olhar para a Miku-chan! Não quero mais uma briga dentro deste carro! – Bronqueou o Sr. Abe.
“Ainda bem que aquele tarado juvenil foi pro outro lado! Garotinho dos infernos! AI COMO ELE ME IRRITA!” Enquanto ela pensava Hatsu acaba pegando no sono e encostando sua cabeça no braço dela, logo ela fica corada, seu coração descompassa, tinha levado um susto. “Ele dormiu... Mas por que eu estou com meu coração disparado? Por que sinto calor agora?” A cada segundo ela ficava mais quente.
-Abe-senpai eu achei que você tinha dito para ninguém encostar na Hatsune! – Dedurou Saori.
-Saori eu não disse para não encostar, eu falei para... – Ele se vira para explicar e vê Hatsu dormindo e as bochechas de Miku coradas.
-Miku-chan... Ele incomoda? – pergunta ele.
-Na-na-não! Ele pode ficar assim... – Era visível que algumas gotas de suor se formavam nela. – Pelo menos ele não esta pensando em agarrar meus seios! – Disse ela dando uma indireta a Saori.
-Blá, blá, blá, nhê, nhê, nhê... – Ele fazia caretas e forçava a voz para imitá-la falando.
-Chega Saori! Bom eu vou voltar a operar aqui, não quero ser atrapalhado entenderam? – Disse olhando pro menino.
-Sim... – respondeu ele sozinho.
Depois de tanto esperar por ordens e instruções do Shitsu, Black decide agir por conta própria.
-Dane-se Shitsu! Vá para o inferno, eu sei me virar! – Ela se levanta, não suportava a idéia de esperar o contato do doutor para fazer alguma coisa. Seu olho direito ascende, não só a pupila, mas todo o olho, como se pegasse fogo, um fogo azul vivo. Era assim que ela via a assinatura digital dos vocalolids, não tinha como um vocaloid se esconder dela como um humano, por mais perfeito que seja um ela sempre vai saber, pois com esse olho ela lê todos os processos e arquivos deles, mas não tem acesso.
-Pode ter danificado sua assinatura Miku, mas não toda ela! – Dizia enquanto olhava para a rua na direção das portas da casa.
“Esperta! Você esta me confundindo com a assinatura digital das casas, mas você esqueceu que a sua é diferente” Ela sorria enquanto pensava. A forma que ela enxergava as “marcas” era diferente... Muitos imaginam uma assinatura como uma sequência de códigos binários, a Shooter não lia esses códigos, ela avaliava o tipo de energia que um determinado eletrônico ou robô apresentava: Eletrônicos utilizam a energia elétrica, cargas positivas e negativas. Robôs deste Século utilizam a energia proveniente de plasma, muito mais potente. Já os Vocaloids transformam a energia. Convertem calor, gorduras, energia solar em energia elétrica para alimentar seus periféricos. Ela sabe dessa diferença, logo diferencia um robô de um vocaloid em segundos.
Ela para em frente da casa vizinha a casa de Hatsu:
-Adeus Hatsune Miku! – Seu canhão se arma e logo um tiro certeiro segue direto para a casa, porém não é mais tão fácil destruir uma casa. Os sistemas de defesa da casa se armam para impedir o ataque dela, o alarme dispara chamando atenção de várias pessoas, quando o tiro chega na barreira de proteção ela explode imediatamente, e tudo que não estava dentro da barreira é destruído, os sistemas das casas vizinhas também é ativado, e a explosão vai seguindo até não haver mais casa. As casas ficam intactas, as ruas destriudas, o fogo começa a ficar alto, Shooter foge, não poderia ser vista, os postes de magnetismo são destruídos comprometendo a estabilidade dos outros, as pessoas começam a aglomerar perto da rua, a fumaça impedia elas de verem qualquer coisa, Shooter ainda estava lá, tentando sair por um local seguro, corre rápido e logo pula por cima delas, algumas só puderam ver o rastro de fumaça se alongando a medida que ela caia.
Bombeiros chegam na rua e começam a apagar o incêndio.
-O que foi isso? – Perguntou um dos bombeiros tentando apagar o incêndio.
-Eu não sei veremos isso depois, agora apague o fogo! – Disse o outro levando a velha mangueira de água, os outros equipamentos estavam chegando para auxiliar no combate ao fogo.
-DROGA! Não consegui destruir a Hatsune! Shitsu vai acabar comigo.
-Shooter, o que aconteceu? – disse Shitsu pelo comunicador dela.
-Nada Doutor, eu não consegui destruir a Hatsune, a casa estava equipada com proteção contra explosões. – Explicou.
-EU DISSE PARA VOCÊ NÃO FAZER ABSOLUTAMENTE NADA ATÉ EU MANDAR! SHOOTER VOCÊ COMPROMETEU A OPERAÇÃO! AGORA TEREMOS DE ARRUMAR UMA EXPLICAÇÃO PARA A EXPLOSÃO.
-Me desculpe Doutor. Da próxima vez eu espero por orientação.
-DA PRÓXIMA VEZ? NÃO TERÁ PRÓXIMA VEZ! VOCÊ SERÁ DESMONTADA HOJE! E NÃO TENTE FUGIR OU ESQUECEU QUE TENHO MEIOS DE FAZER VOCÊ VOLTAR PARA CÁ?
-“Desgraçado! Eu vou matar você” Não, eu não esqueci... Estou retornando ao laboratório. – Ela vai em direção ao seu destino, fria entra no laboratório e se apresenta:
-Sabe Shooter... Decidi não desativar você. Você me custou muito tempo e capital, vou te dar mais uma chance. – Disse o doutor assim que ela entrou na sala, ela respira levemente aliviada.
Miku estava bem confortável seu coração batia duas vezes mais rápido que o normal. Hatsu ainda estava deitado em seu ombro, até que ele a abraça completamente e sorri enquanto dorme, ela fica mais vermelha ainda e começa a suar:
“Mas o que é isso que estou sentindo, cada vez mais eu sinto vontade em ficar perto dele, sinto vontade em ter ele só pra mim, estou tendo pensamentos egoístas, não consigo pensar em outras coisas a não ser... Eu e ele...” Ela não queria admitir, mas estava começando a sentir algo especial pelo Hatsu:
-Ha-tsu... – Sussurrou ela, estava tão abalada com Hatsu que até seu sussurro ficou trêmulo. Logo depois encostou sua cabeça na dele e fechou seus olhos, pegou em sua mão e a apertou na esperança de sentir sua pulsação. Momentos depois o carro sai do controle e começa a balançar brutalmente fazendo zig e zags:
-PAI O QUE ESTA ACONTECENDO? – Abe não responde.
-PELO AMOR DE DEUS, EU SOU MUITO NOVO PARA MORRER ASSIM! – Gritava o Saori. Miku não fala nada, apenas abraça o Hatsu forte.
-CALMA EU ESTOU TENTANDO ASSUMIR O CONTROLE, PARECE QUE A LINHA FOI QUEBRADA! FIQUEM CALMOS!
-NÃO TEM COMO FICAR CALMO EM UMA ESTRADA EM UM TERRENO ALTO! –Gritou Hatsu.
-NÓS NÃO VAMOS SAIR DA PIS...
-PAI OLHA A CURVA! – Tarde de mais, quando Abe olha para frente não tem tempo de assumir o controle e o carro avança a curva saindo da pista.
“Naquela hora tudo pareceu passar em câmera lenta, eu vi nós nosso carro se afastar da pista e ganhar altitude, lembro de olhar para Hatsu e ver o terror estampado em seu rosto, parecia ser o fim. Minha história durou muito pouco, não conheci o mundo, não me descobri, não me permiti... Acabaria triste e solitária”
-NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAOOOOOOOOOOO! – Ela grita com toda a sua força, as janelas do carro quebram, todos tampam os ouvidos. As ondas sonoras da voz aguda dela se propagam pelo ar e atingem o chão movendo a terra e deixando ela fofa. O carro bate com tudo e é amortecido com a terra fofa:
-HATSU! ABE, SAORI! VOCÊS ESTÃO BEM? – Griatava ela desesperada, esperando pelo pior.
-Fique tranqüila Hatsune... Apesar de minha audição estar um pouco prejudicada... Estamos todos bem... – Respondeu Abe em meio aquela fumaça toda.
-Saiam logo do carro. – Hatsune sai pela janela e praticamente puxa Hatsu, Saori é ajudado por Abe que já estava fora quando ordenou que saíssem.
-Seu carro pai... Está destruído...
-Ele foi projetado para isso mesmo, proteger não importa a circunstancia. A seguradora cobre esse tipo de dano por falha ou acidente de rota magnética...
-Eu só queria passear um pouco... Acabei quase morrendo! – reclamava Saori.
-Dê graças a Deus por estar vivo seu Hentai! – Falava ela enquanto tirava a poeira de suas roupas e conferia suas presilhas.
-Dá próxima vez tenha cuidado com a potência do seu grito Hatsune... Pode nos deixar surdos... – Disse Hatsu.
-Gomen... Eu só fiquei com medo... – Ela segura o seu braço contra o peito com uma expressão triste.
-Tudo bem... Eu só falei, não estava brigando com você – Explicou ele.
-Entendi
-Não se faça de burra Miku! – implicava Saori
-Ora seu... – Ela estava prestes a acabar com ele.
-Agora chega! Sem brigas! Estamos com sérios problemas aqui. Temos que achar um meio de voltar! – Senhor Abe fala grosso naquele momento. Ela nunca tinha ouvido ele falar daquele jeito, então pensou que aquela era uma boa hora para se ficar calada.
-Melhor irmos pela mata, é menos arriscado do que subir esse morro, vamos crianças... – Disse ele se afastando olhando para o alto de onde tinham caído e quase morrido. Todos o seguem.
-Senhor Abe... Você sabe andar pela floresta? – Ela estava extremamente preocupada, afinal nunca havia entrado em contato com a antiga mãe natureza.
-Fique despreocupada Miku, estamos achando o caminho de volta. – Tranquilizava ele.
No laboratório Shooter esperava ser desmontada mesmo Shitsu dizendo que não o faria: “ A final de contas esse louco é capaz de tudo...” Ela pensava:
-O senhor não vai me desmontar?
-Não Shooter, tenho vários planos interessantes. Por hora descanse, criatividade tenho de sobra para inventar uma desculpa qualquer plausível ao acontecimento de hoje! – Ele sai da sala.
“Eu digo que ele é louco, a ciência lhe subiu a cabeça... Melhor eu descansar realmente, não posso brincar com Shitsu” Ela desliga o sistema. Enquanto Shooter descansa o Doutor Shitsu entra na sala da Doutora Michaela:
-Já não era sem tempo! – Dizia ela.
-Estamos prontos, perderia a ativação dos dois! Esta para acontecer a qualquer momento! – Ela estava ansiosa, notava-se pelo seu tom de voz e o brilho em seus olhos. Na sala em que estavam, a luz dominante era a verde, vários fios espalhados pelo chão, cada um com sua vital importância para a manutenção dos Vocaloids, os dois novos projetos flutuavam no liquido amniótico em uma espécie de cápsula envolvida em um metal, apenas a parte da frente era em acrílico reforçado, no centro da sala, os dois estavam ligados a fios e tubos, já possuíam seu Hardware de equalização, que também estava ligado por fios. A freqüência dos periféricos e sinais vitais apareciam no computador central da sala de Michaela. Era uma sala bem rude, porém bem estruturada.
-Ah sim, vamos ver... Vai demorar muito? – Shitsu como sempre não se interessava nesse tipo de coisa, para ele a criação de um novo arquivo e o nascimento de um vocaloid estavam no mesmo patamar “Nada de tão interessante.” Assim pensava:
-Não sei precisamente, tomei a liberdade de preparar o cérebro deles, já que não podem ter mentalidade de uma criança recém nascida! – Explicou ela.
-Competente como sempre é, me surpreendo com você Michaela! – O primeiro elogio de Shitsu durante meses. Mas ela estava mais entusiasmada com o nascimento dos Kagamines.
-Não seria melhor drenar o liquido amniótico? – Intrometeu-se ele.
-Negativo! Somente depois que eles abrirem seus olhos! Pois ainda são bem sensíveis.
-Entendo...
A hora chega os movimentos dos gêmeos ficavam cada vez mais intensos, então ambos abrem seus olhos:
“O que é isso que estou mergulhado? Quero sair daqui...” O primeiro pensamento de Len.
“Enfim achei que meu sono duraria séculos, não vejo a hora de me ver no espelho!” Esse foi o primeiro pensamento de Rin. Ambos olham para o lado, pareciam se ver, pois olhavam diretamente como se o metal que os separavam fosse transparente.
-Eles estão se vendo? – Perguntou o doutor intrigado.
-Não! Não tem visão, o metal impede – Respondeu ela limpando suas lágrimas e fazendo força para falar normalmente.
“Bem interessante, mesmo não tendo contato visual ambos se sentem!”
“Len... Como tenho vontade de ver como você é! Tenho vontade de abraçá-lo! Sentir seu corpo, seu cheiro... Sentir você”
“Rin... Tenho vontade de sentir seu toque, sua textura, ouvir sua voz! Ouço você em meus pensamentos, e isso me deixa tranqüilo, sua voz me trás paz e harmonia, seu timbre é doce e acolhedor”
“Arigato Len!”
“Te amo! Não há de que”
-Olhe! As ondas cerebrais dos dois! Estão idênticas! Sabe o que isso significa Michaela?
-Sei! Eles estão se comunicando! – Os dois felizes se abraçam.
-Não podemos perder tempo! Temos que iniciar os testes! – Disse Shitsu depois de soltar a Michaela após cinco segundos.
-Shitsu! Eles acabaram de nascer! Não podem ser submetidos a testes assim!
-Michaela eu os conheço, eu os projetei. Eles suportam!
“Eu não vou tolerar isso por mais tempo! São apenas crianças, não podem ser submetidos hoje! Farei o que for preciso para que não façam nenhum teste hoje!”
-Você não fará testes nenhum. Entendeu Shitsu? – Disse ela duramente.
-Rump! – Ele riu-se. – Me diga um motivo para eu não iniciar os testes?
-Quarentena! Todo projeto de Inteligência Artificial, deve ficar em quarentena! E tem outra coisa Dr. Shitsu, EU ajudei a projetá-los, então EU também tenho direitos sobre o destino de ambos! – Argumentou ela.
-Esta tentando protegê-los! Michaela eles são apenas robôs!
-Para você é Doutora Michaela, e não! Eles não são apenas Robôs... Eles são o futuro da humanidade, nossa ultima esperança, nosso ultimo suspiro... Eles são...
-FASES DE TESTES! — A voz dele ecoava pelos cantos da sala.
-Não permitirei nenhum teste hoje, está falado e a ultima palavra é a minha! – após dizer isso ela avança até o leitor biométrico e coloca seu polegar na leitora, logo o sistema de defesa é ativado e ele não poderia mais tocá-los.
-Uma hora eles terão que passar pelos MEUS testes! – Disse ele com ódio na sua voz.
-Mas não hoje. – Respondia ela a altura.
Ele sai de sua sala, Michaela fica a sós com suas criações, ela anda até o tubo em que os dois estavam e sorri gentilmente:
-Olá – Ela bate os lábios. Os Kagamines sorriem correspondendo a interação dela.
De volta com a Hatsune que estava andando durante algumas horas ela resolve se pronunciar:
-Senhor Abe... Estamos a algumas horas andando...
-Tudo bem Hatsune, estamos quase achando o caminho! – disse ele.
-Eu sei... Mas eu posso nos localizar pelo antigo Sistema de Posicionamento Global.
-Você tem um GPS? E NÃO DIZ NADA MIKU?! –Diz ele alterado.
Ela fecha seus olhos com força, quase tremia:
-É que... Não é muito confiável... Tem poucos satélites... Gomen senhor Abe! – Tentava se justificar.
-Tudo bem Hatsune... –Ele põe a mão na testa e cobre o rosto. – Acho que é mais prudente confiar no seu GPS do que no meu senso de direção!
-Eu vou tentar achar o caminho...
-Hatsune, os imãs devem ter danificado sua comunicação com os satélites de localização... Talvez esse recurso seu seja inútil. – Explicava Hatsu.
-Eu não sou uma simples máquina programada Hatsu! Eu tenho vontade própria também!
-E uma voz aguda irritante e potente... – Retruca o Saori. Que é surpreendido com um cascudo fortíssimo dela.
-CALA A BOCA GAROTO! NÃO ME IRRITA OU EU ACABO COM VOCÊ! – Ela estava extremamente descontrolada.
-Se concentre em tirar-nos daqui, por favor... – Quase que implorava o pai de Hatsu. Ela se percebe novamente e desiste de discutir com o Saori.
-Tem razão Abe-senpai! – Ela fecha seus olhos e logo entra em contato pela primeira vez com seu sistema operacional, ela vê letras correndo diante de sues olhos, comandos que ela não conhecia, as letras passavam apressadas, ela só via o vulto azul-cintilante delas, logo cansada ordena mentalmente:
-PAREM! – Logo todas as letras param, ela se vê em uma teia de informações, uma interface totalmente complicada, já que ela não foi projetada para manipular seu próprio sistema.
Ela continua parada imóvel e toca nas letras, que para sua surpresa eram físicas, ela tinha todas as sensações, mas não as tocava realmente.
“Melhor não mexer aqui... Parece ser perigoso” Dizia ela em seu sub pensamento. Logo ela começa a ter uma noção básica do seu sistema, a letra no qual ela tinha tocado era um comando de raciocínio lógico, endereçado a memória do sistema, logo ela percebe que tudo que ela via, tinha um endereço e um lugar de partida. “Se eu chamar o sistema GPS... Eu vou saber de onde ele vem e onde é seu destino de processo.” Ela continuava flutuando em meio aquelas informações congeladas:
-Sistema de localização, processo 2136. – Logo as letras retomam sua rotina e o processo chamado por ela para em sua frente, incompreensível com seus códigos de ausência de pulso e pulso, um código primitivo da informática conhecido como código binário, porém para esse tipo de extensão era usado.
-Mas eu não estou entendendo nada... – Ela estava em desespero quase chorando.
-MAS POR QUE VOCÊ NÃO CONVERTE ISSO EM GRÁFICO?! – Berrava ela quase aos prantos, foi então que ela percebeu que tinha total controle sobre seu sistema, pois assim que ela ordenou os códigos começaram a ser convertidos em gráficos, com uma interface simples.
-Sugoi! – Exclamava ela maravilhada.
-Ativar sintonização com satélite! – O status da interface era “offline” segundos depois é vista como “online”.
“Ótimo, agora eu posso ver o caminho de volta para casa”. Ela abre seus olhos, ao contrario do que pensamos os processos de seu sistema não desaparecem para ela; eles se sobrepõem, então ela podia ver o mapa de volta e o caminho que percorria ao mesmo tempo.
-O que houve Miku? Você ficou estranha depois que fechou os olhos... – Hatsu estava um pouco assustado.
-Eu não disse que conseguiria? – Sorria enquanto falava, logo toma a frente e começa a guiá-los.
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