Vocadroid

3 Vocagochi com defeito?


Notas iniciais
Bem... eu não demorei tanto dessa vez, demorei?
Tenham uma boa leitura o/

– Aqui. – falou Letícia depositando a caixa do vocagochi do Gakupo nas mãos da amiga – Não sei por que você insistiu tanto em ver, é igual a sua não? Tirando os desenhos que são diferentes...

Miranda engoliu em seco.

– Miranda?! – perguntou Letícia preocupada – Você ficou branca de repente.

A morena se vira para a amiga e dá um sorriso forçado.

– Ah, não foi nada! Eu só... Não sabia que a caixa do Gakupo era tão... Fofa! – falou Miranda.

Letícia franziu o cenho.

– Falando em vocagochis... Onde está o seu? – perguntou a morena.

– Ainda... Não chegou. – falou Miranda nervosa.

– Tem algo que não quer que eu saiba?! – perguntou Letícia encarando a amiga com os olhos semisserrados.

– Etto...

– Comprei aquele mangá que eu tanto queria e porque você tá olhando de um jeito assassino para a Miranda, Letícia? – perguntou Sheyla que se aproximara das amigas.

– Ela tá escondendo algo. – falou Letícia apontando para a morena – Sobre o vocagochi dela. E não quer nos contar.

– Sou tão legível assim?! – perguntou Miranda emburrada.

– Sim, é. – riu Sheyla se sentando ao lado da amiga – E o que houve com seu vocagochi?! Deu defeito?!

– Mais ou menos. – falou Miranda encarando a caixa – Ele veio em uma embalagem estranha.

– Pode ser uma edição de luxo que você não saiba. – falou Sheyla tentando animá-la – Ou você foi enganada.

– Mas eu comprei pelo mesmo site que a Letícia. – falou Miranda.

– Então foi por isso que você quis ver a caixa do Gakupo. – falou Letícia suspirando – Não esconda uma coisa tão simples assim Miranda.

– Simples? Eu gastei dinheiro nisso. – falou Miranda irritada.

– Calma, calma... – falou Sheyla sorrindo – Que tal irmos ao cinema e esquecermos o que aconteceu aqui, sim?!



– Yuko... Você está de brincadeira comigo?

Um homem de expressão não muito amigável encarava o pequeno vocagochi que tinha em mãos. O pequeno abrira seus olhos heterocrômicos e o saudara com um amistoso olá em japonês.

– watashi wa Piko desu. – falou o vocagochi de cabelos calvos como a neve.

O homem apertou o vocagochi entre suas mãos.

– Itai! – gemeu o robô.

Então, vários fios saíram dos olhos e das articulações do vocagochi. Dos fios saiam pequenas faíscas.

O homem deixara o robô em pedaços. E o jogara no lixo.

– Não sei o que você está pensando... – falou o homem – Mas espero que você tenha uma boa explicação para isso.



– Tadaima. – falou Miranda abrindo a porta do apartamento, mesmo sabendo que não tinha ninguém na residência.

Fechou a porta e colocou as chaves sobre a mesa. Em seguida se jogou no sofá.

Ligou então a TV.

Depois de horas assistindo programas quaisquer, ela ouviu um barulho do escritório.

Miranda olhou para os lados. Seria um ladrão?!

A morena correu para o quarto de serviço e de lá tirou uma vassoura. Sabia que não podia fazer muito com tal objeto. Mas era o que estava mais próximo do que as facas que se encontravam na cozinha.

– Quem está aí?! – perguntou Miranda tentando parecer confiante – Eu... Estou armada!

Miranda se aproximou do quarto. Estava escuro.

Então acendeu a luz. Para sua surpresa não tinha ninguém.

E sim uma verdadeira bagunça. As paredes, a escrivaninha, tudo estava coberto por uma gosma cintilante cinza.

– Eca! – foi a primeira coisa que disse quando viu a massa amorfa cinzenta que escorria pela escrivaninha.

Mas o verdadeiro autor daquela arte era o pequeno ovo translúcido, que jazia aberto na escrivaninha.

Ela deixou a vassoura cair de suas mãos.

– Ah, quem abriu esse ovo macabro?! – falou Miranda assustada ao ver o ovo com luzes aberto. De dentro dele saia uma fumaça branca.

Miranda se aproximou com receio.

Foi então que notou que essa mesma massa estava se movendo para uma única direção, formando um monte de massa cinzenta.

– Ai, meu Deus...

Miranda tentou correr, mas tropeçou na vassoura e caiu sentada no chão.

A substância tomava forma aos poucos. Mas Miranda não esperou para saber no que se transformaria.

– Socorro!

Ela se levanta e sai correndo do quarto, trancando-o em seguida.



– Chegamos filha. – falou o pai de Miranda abrindo a porta, junto com sua esposa.

– Vocês precisam ver isso! – falou Miranda arrastando os pais para o escritório – Tem algo estranho no quarto.

– Estranho?! – perguntou a sua mãe.

Mas assim que abrira a porta do escritório não encontrara nada. A massa amorfa havia sumido.

– Não estou vendo nada de errado aí dentro. – falou seu pai.

– Mas eu vi. Era uma gosma cinzenta... – falou Miranda – E... E estava se mexendo!

– Deve ter sido sua imaginação, filha. – falou a sua mãe – Acho que ela anda vendo filmes demais, não Pedro?!

– Não, eu não... – falou Miranda irritada – Eu não tenho cinco anos pra ficar assustada com filmes, mãe!

Pedro afagou seus cabelos.

– Você deve está cansada por passar o dia todo fora. Por isso está vendo coisas. – falou seu pai – Vá dormir, sim?!

Miranda ficou séria.

– Vocês não acreditam em mim, não é?!

– Boa noite, filha. – falou Pedro indo na direção do seu quarto junto a sua esposa.

Miranda suspirou.

Se eles não acreditaram, quem acreditaria nela?



Miranda acordou no meio da noite. Tinha ouvido algo no seu quarto.

Ela olhara para os lados. Nada além da penumbra dos objetos que compunham seu quarto e duas luzes, uma verde água e outra azul.

Espera um pouco... Luzes? Pensou Miranda.

As luzes estavam ao lado se seu guarda-roupa. Pegou a lanterna e a ligou na direção das luzes. A claridade revelou um garoto de olhos heterocromáticos azuis e verdes e cabelos prateado, aparentemente nu. Mas... O que um garoto estava fazendo no seu quarto?! E aqueles olhos... Não eram humanos.

Miranda gritou tão alto que o garoto se encolhera. A lanterna caíra no chão e sua luz apagara.



– Miranda, o que foi?! – perguntou sua mãe assustada entrando no quarto e acendendo a luz.

– um... Menino... – murmurou Miranda assustada – Bem... Ali!

A mãe olhou para onde Miranda apontava.

– Não tem nada ali filha. – falou ela.

– Não, ele estava ali! Eu tenho certeza! – falou Miranda se levantando e foi na direção do guarda-roupa – Ué... Não tem nin...

– Não foi o filme que você assistiu? –falou sua mãe pensativa – Você ficou impressionada e agora tá sonhando com...

– Eu sei muito bem diferenciar o que é imaginação do que real. – falou Miranda – E aquele garoto Era real!

A mãe de Miranda afaga os cabelos da filha.

– Certo, certo. – falou ela amavelmente – Agora vá dormir.

– A senhora não acredita em mim, não é?!

– Acredito. – falou ela sorrindo – Durma.

Então a mulher saiu do quarto e apagou a luz.

Mas que disse que Miranda pegou no sono rápido?!

Notas finais
Sou digna de reviews? *---------*