Vocadroid

2 Dancing Samurai...


Notas iniciais
Olá pessoinhas que gostam de ler fanfics o/
Me desculpem pela demora. Não pude postar antes por problemas pessoais (e temperamentais da minha net e.e)
Enfim... Espero que apreciem a leitura desse cap.

E dois meses e sete dias se passaram...

– É hoje! – berrou Miranda animada – É hoje! É hoje!

– É Miranda, é hoje. Mas não precisa anunciar para o mundo todo. – resmungou Esme – E pare de gritar, está chamando atenção.

– Ops.

As duas estavam no ônibus que passava na frente da escola.

– É que... Estou tão animada. – falou Miranda – Meu Vocagochi vai chegar hoje.

– As vezes essas entregas atrasam. – Esme falou.

– Letícia disse que a Amazon sempre entrega os produtos na data certa. — recrutou Miranda.

– Bem, pra ela. – falou Esme indiferente – Só estou avisando para não ficar desapontada se seu Vocagochi não chegar hoje.

A loira se levantou e puxou a corda pedindo parada. As duas descem na frente do colégio. Era enorme e tinha três prédios. Ambas seguiram pelo portão de entrada ornamentado em bronze. No pátio, próximo a cantina, um grupo de pessoas formavam um círculo agitado.

– O que será aquilo?! – perguntou Miranda curiosa.

– Espero que seja torta de limão de graça. – falou Esme sonhadora.

– A cantina ainda está fechada. – falou Miranda encarando a amiga com ar de tédio.

– Droga.

Um grito de suspresa. Em seguida murmúrios admirados.

Então, baixinho, uma melodia ressoa pelo pátio. Uma melodia que Miranda e Esme conheciam muito bem.

– Isso é... – falou Miranda.

– Dancing Samurai... – cantou Esme no ritmo da música.

Mas um grito de admiração.

– Samurai! – o cantor digital cantou mais alto.

Miranda e Esme se entreolharam.

– Será.... – falou Miranda com os olhos brilhando.

As duas correram na direção do grupo que gritava animado. Elas empurraram algumas pessoas e, no centro do círculo, um mini Gakupo chibi cantava e dançava no ritmo da música.

– Sabia! – falou Miranda maravilhada.

– Vocagochi... – murmurou Esme surpresa.

O mini Gakupo, maior um pouco do que a mão de um adulto, dançava com agilidade para a multidão. Assim que viu as novas meninas da plateia lhes mandou uma piscadela, cantou o último verso e dançou até a melodia acabar.

O grupo bateu palmas, maravilhado.

– Que demais!

– Show!

– Eu quero um pra mim!

– Onde você conseguiu Letícia?! – perguntou um rapaz de cabelos espetados e olhos escuros a morena que ria maravilhada com seu vocagochi.

– Amazon. – falou Letícia – Comprei assim que lançou.

– pensei que tivessem feito um número limitado.

– A primeira venda foi. – falou ela – Mas consegui comprar. Foi salgado o preço, mas valeu a pena.

O pequeno Gakupo agradecia as palmas com uma reverência ao público.

– Minna, Arigatou. – falou Gakupo. Então se virou para a dona – Letícia san...

O mini Gakupo lhe estendeu os braços como uma criança que quer colo.

– Ohn... que gracinha!! – falou uma jovem aparelhada de cabelos pretos e lisos.

Letícia pega Gakupo no colo sorrindo.

– O Show acabou pessoal. – falou Letícia sorrindo – O Gakupo precisa recarregar. Jéssica... Pega a bateria dele. Está no bolso da frente da minha bolsa.

– Certo. – falou a menina aparelhada.

– Legal... Seu vocagochi chegou. – falou Miranda.

– Hoje de manhã. – riu Letícia – Assim que eu o coloquei na tomada ele abriu os olhos. Tomei um susto danado. Quis até saber meu nome.

– Parece até gente. – falou Esme.

– Posso pegar?! – perguntou Miranda.

Letícia depositou cuidadosamente Gakupo nas mãos da morena.

– Cuidado. – falou Letícia – As vezes ele se agita demais.

O pequeno gakupo olhou para Miranda com os olhinhos azuis curiosos. Seu cabelo roxo roçava em suas mãos e a pele metálica era agradável ao toque.

– Kawaii. – falou Miranda.

– Watashiwa? – falou Gakupo em um japonês perfeito – Kawaii desu?!

As bochechas do vocaloid ficaram rosadas.

– A-Arigatou. – falou ele sem jeito.

Miranda sorriu.

– Watashi Miranda desu. – falou a morena.

Gakupo volta a encará-la.

– Miranda san?!

– Hai.

Gakupo sorri.

– Letícia, ele é muito fofo!! – Esme falou quase tendo um ataque.

– É, eu sei. – falou Letícia rindo da reação da amiga – Mas parece um bebê. Tenhho que ensiná-lo até a falar.

– Mas até agora ele tá falando japonês. – falou Miranda.

– Mas ele pode falar português. – falou Letícia – Agora haja paciência para ensinar.

O sinal toca. O mini Gakupo ficou desconfortável nas mãos de Miranda.

– Letícia san!! – choramingou o pequeno.

Letícia tira o vocaloid das mãos da amiga e o desliga.

– É bom economizar energia. – falou Letícia sorrindo.



– Olha a minha SeeU como é fofa. – gabou-se uma mulher de mechas loiras e óculos.

– Olha o Gakupo! – falou Letícia mostrando o Vocagochi – Sinta inveja Sheyla...

– Ahn... Ti fofo... Eu quero!!! – Sheyla começa a correr atrás de Letícia.

Era hora da saída. As aulas já haviam terminado.

Esme suspira.

– Até a Sheyla tem um.

Jéssica tenta consolar a amiga.

– Bem... Eu não tenho.

– Mas você pode mexer na SeeU da sua irmã. – resmungou a loira.

– Quem disse? – riu Jéssica.

– Well... E o seu Utatane, Miranda? – perguntou Sheyla que havia desistido da perseguição.

– Com sorte vai ter chegado casa quando eu voltar. – falou Miranda sorrindo.

– Banzai, Mira chan! – falou Gakupo levantando os bracinhos sorridente.

Todso olham pro Gakupo, surpresos. O vocaloid fica vermelho.

– Gomen.

– Seu vocagochi é bem dinâmico Lê. – falou Sheyla – Chama até a Miranda de Mira chan.

– Parece até uma pessoa. – falou Jéssica.

– Deve ser a habilidade única dele. – falou Letícia.

– Habilidade única?! – perguntou Jéssica.

– Agir como humano tava listado nessas habilidades. – falou Miranda pensativa.

– Que sorte, heim?! – falou Sheyla sorrindo – A minha só sabe andar e fazer cara de fofa. E canta quando quer.

– A proposta dos vocagochis é que fossem como bichinhos de estimação. – falou Esme pensativa – Talvez eles precisem de tempo para desenvolver as habilidades.

Um carro buzinara. Na verdade, uma mini van.

– Nossa carona chegou. – falou Sheyla alegremente.



– Obrigada. – falou Miranda acenando para a mini van que sumia na avenida.

Pegou sua chave e abriu as portas da portaria. Foi em direção ao lugar do porteiro.

– Seu Antônio, tem alguma encomenda para mim?!

Antônio, um senhor de barba ruiva, poucos cabelos e magro, fitou a morena com a testa franzida.

– Chegou uma caixa pra você sim. – falou o homem – Mas a governanta já levou para seu apartamento.

Uma alegria imensa inundou a jovem.

– Obrigada!!! – e entrou no elevador as pressas.



Mas abrira a porta que um vulto moreno de mochila nas costas entrara no apartamento.

– Boa tarde pra você também. – resmungou a governanta que atendera a porta. Era uma mulher baixa, de olhos e cabelos escuros.

– Boa tarde Mery. – falou a garota jogando a mochila na caba – Onde está a encomenda?!

– No escritório. – falou Mery.

Miranda andou pelo corredor. Na segunda porta ela entrou. No cômodo, havia uma escrivaninha ao lado de uma mesa com computador.

Ao lado da mesa do computador um armário repleto de livros dos mais variados tipos. E sobre a escrivaninha se encontrava uma caixa de médio porte de papelão e lacrada com fita adesiva.

Seu coração acelerou. Utatane Piko havia chegado.

Abriu uma das portas do armário e de lá tirou uma tesoura. Sentou-se na cadeira de rodinhas e pegou a caixa e a pôs no colo.

Passou a tesoura pela fita e abriu a tampa da caixa. Dentro dela se encontrava a nota fiscal e várias bolinhas de isopor. Tirou a nota e colocou sobre a mesa.

– É agora.

Em seguida mergulhou a mão no mar de isopor e tirou de lá uma caixa. Mas, ao contrário da embalagem que vira na internet, esta era totalmente negra com caracteres japoneses no topo em prata, como se alguém os tivesse feito as pressas com tinta prateada.

Miranda quase joga o produto no chão.

– Não acredito! Eu fui enganada! Tanto dinheiro pra nada. Que droga! – resmungou Miranda frustrada – Que meu pai vai dizer?! Ele vai ficar furioso!

Suspirou. Então abriu a caixa preta tristonha. Dentro dela havia uma espécie de ovo translúcido. Mas não se dava para enxergar o conteúdo dentro dele. Era como se houvesse uma névoa.

– Que estranho. – falou Miranda observando o ovo cuidadosamente. Na base do ovo avia uma entrada de USB e dois botões: um verde e um vermelho. Mais afastado pequenas lâmpadas de led apagadas.

– Estranho, muito estranho. – falou Miranda alisando a superfície lisa do objeto.

Ela colocou o ovo sobre a mesa. Então foi olhar se tinha mais algo dentro da caixa. Encontrou uma base para o ovo. Era de um branco opaco. E, junto a este, um papel dobrado.

– Deve ser o manual. – falou Miranda esperançosa.

Mas assim que abriu viu que mais parecia uma carta que um manual em japonês.

– oh, droga! Isso é que dá faltar as aulas da Srta. Jenny.

Então ouviu algo rolando sobre a mesa.

– AH! O ovo!

Miranda conseguiu pegá-lo antes que caísse.

– ufa. – suspirou Miranda aliviada. Então viu que os botões foram acionados e que as luzes começaram a piscar – Ou... Não!

A morena colocou o ovo sobre a base.

– Ok, agora estou com medo. – falou Miranda se afastando do estranho ovo piscante.

– Miranda... Almoço. – falou Mery da cozinha.

Miranda saiu do escritório. Mas continuou com seu olhar ao objeto que viera no lugar do seu vocagochi. Apesar de um objeto inanimado... Não confiava nele.



– Yuko... – falou Karin – Foi um engano.

Yuko encarou a loira.

– O protótipo não foi vendido como um vocagochi, e sim mandado para o chefe analisar. – falou ela sorrindo – O estagiário se confundiu, já que os vocagochis saíram no mesmo dia que a entrega do protótipo ao chefe.

Yuko se largou na poltrona de couro que tinha no escritório.

– Ainda bem. – suspirou aliviado – Se aquilo fosse parar em mãos desqualificadas... Poderia ser o caos.

– Mas, senhor, o que tem de tão importante nesse protótipo? – perguntou Karin.

Yuko olhou para a secretária, sério.

– No momento certo você vai descobrir. – falou – Se o chefe aceitar, claro.

– O senhor não respondeu a minha pergunta. – reclamou Karin.

– Por hora você não precisa saber. – falou Yuko ríspido – Agora volte ao trabalho.

Karin fechou a sua expressão.

– Você poderia ser mais sutil as vezes. – falou ela séria. Então se retirou do escritório.

Yuko suspirou. E então voltou ao computador. Abriu um arquivo onde modelos em 3D dos vocaloids apareceram.

– Se ele aprovar... – falou Yuko sorrindo – Uma nova era de vocaloids nascerá.

Notas finais
Reviews? *w*