Você

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Ainda sem betagem, desculpem pelos erros >.

Você está muito aliviado, afinal Noiz havia gozado. Estranhamente, aquela necessidade de fazer Noiz gozar não se dava por ação do seu tolo orgulho masculino ou do desejo de mostrar sua potência sexual. Era simplesmente porque você achava que ele merecia gozar. Ele merecia sentir prazer. Ele merecia o seu esforço, da mesma maneira que ele agora estava merecendo o seu carinho.

Pois após sentir a sua mão molhada pelo sêmen dele, você se permitiu suspirar aliviado e desabar na cama, mas não seu puxá-lo consigo. Sim, você simplesmente o havia abraçado, aninhando-o de frente seu peito tão logo terminaram, querendo transformar aquele momento de prazer em algo ainda mais gostoso e memorável. Você pôde ainda sentir os últimos e suaves espasmos no corpo dele, e como o coração dele batia rápido e como ele respirava de forma profunda e desesperada. E pôde sentir também como ele estava desconfortável com aquela situação – o corpo dele permanecia imóvel e tenso. Pelo jeito, para ele seria simplesmente impossível relaxar enquanto você o abraçasse, por isso depois de algum tempo, mesmo a contragosto, você o larga e espera que ele se acomode melhor a cama. Mas ele continua sem se mover. Ele não fala, ele não te olha, ele apenas permanece com os músculos tensos, deitado meio torto encarando o seu peitoral. Certo, uma situação meio estranha e desconfortável. Geralmente momentos pós-coito sempre são estranhos, mas você sabe lidar bem com isso.

Mas não com Noiz, pelo jeito.

Você tenta pensar em algo para falar, mas eis que seu coil se adianta na árdua tarefa de quebrar aquele silêncio desconfortável. Você não sabe se deve agradecer ou amaldiçoar o aparelho pelo susto que fez com que o loiro finalmente se movesse, dando liberdade para você manusear o equipamento. Você decide que o melhor seria amaldiçoa-lo quando percebe o nome feminino acompanhado da foto de uma linda moça de cabelos azuis na tela de chamada, afinal você tem certeza que Noiz havia a reconhecido. Ao menos, você acredita que sim, afinal, por qual outro motivo ele se levantaria e começaria a se vestir tão apressadamente?

–Você já vai?

–Uhum.

–Por quê?

–Você tem compromisso, não? –Ele pergunta dando um olhar indiferente, mas muito sugestivo para o seu coil, o qual você havia acabado de silenciar.

–Ah, é só uma cliente... –Ele dá um sorriso cínico, como quem diz ‘sei’ diante de uma mentira óbvia. Você não estava necessariamente mentindo, já que a moça era uma cliente de fato, mas... –Ela tinha horário marcado comigo agora e... –Você está se explicando. Você adoraria saber por que diabos você está se explicando. E você adoraria saber por que diabos passou pela sua cabeça a possibilidade de Noiz sentir ciúmes daquela mulher.

–É um compromisso. –Ele constata com aparente indiferença enquanto sobe a cueca pelas coxas.

–Eu posso remarcar para outro dia.

–Por que você faria isso?

Você abre a boca, mas não fala nada. Você não faz ideia do que falar. Você está desesperado enquanto possíveis respostas passam pela sua cabeça, a maioria delas frases feitas e muitas vezes antes utilizadas. E por mais que tivessem se mostrado eficientes em ocasiões anteriores, repentinamente pareciam grotescas demais: “Quero ficar um pouco mais com você”, “Está frio, não? Por que você não volta pra cama?” ou ainda “Por que eu não consigo mais ficar longe do seu belo corpo.” Não, você definitivamente não poderia dizer nada disso para Noiz sob risco de ser ridicularizado ou ainda simplesmente ignorado. Então você apenas abaixa a cabeça envergonhado de si mesmo com a certeza de que suas bochechas estão coradas, e é nesse momento que ele solta um som de ‘humm...’ como se finalmente compreendesse o que se passava pela sua cabeça.

–Quer mais uma? –Ele pergunta sorrindo confiante enquanto baixa a cueca e vem andando na sua direção, deixando bem claro que iria te atacar.

–Não! Quer dizer, pode ser, mas não agora.

–Por que não agora?

–Porque a gente acabou de fazer, oras.

–Isso é impedimento?

–Claro, preciso de uns minutos para me recuperar.

–Certo, às vezes eu esqueço da sua idade...

–Isso não tem nada a ver com a minha idade, pirralho prepotente! Eu sou só oito anos mais velho que você! E vai dizer que consegue levantar isso agora, logo depois de gozar? –Você aponta para o pênis dele.

–Com o estímulo certo, sim.

–Okay, certo. Palmas para Noiz, o rei da ereção. –Você bufa, também se levantando e fechando o quimono.

–Se até você reconhece, quem sou eu para negar? –Ele comenta enquanto dá as costas e se abaixa a fim de pegar mais uma das peças de roupa dele quando a ideia perfeita finalmente lhe ocorre.

–Err... Noiz... Eu vou tomar banho, quer vir junto? –Você pergunta, sabendo que dizer “ei, você tá todo melado de sêmen e suor” poderia criar um clima desagradável naquele momento. Ele para de se vestir e olha então nos seus olhos. É impressão sua, ou ele está corado? Sim, ele está, bem pouco, mas é perceptível pelo fato dele ser tão branco, e você acha esse fato adorável. Mas ele não responde e continua apenas te olhando, como se te analisasse. –Bem... Se não quiser, pode ir antes que eu tomo meu banho depois.

–O banheiro é seu, você faz o que quiser... –Ele responde baixo e você pode jurar que ele está fazendo bico enquanto desvia o olhar. Certo, aquela situação era estranha.

–Hum... Vou indo então... –Você comenta tão casual quanto consegue (o que significa que a sua voz saiu bem falha), tira a roupa e vai em direção ao banheiro. É com um curioso alívio que você nota que ele está te seguindo, e então você se arreda para que ele entre no box também. O espaço é um pouco pequeno para dois homens crescidos, por isso você se sente bem desconfortável quando seus corpos nus se esbarram.

Mais do que depressa, você abre os registro do chuveiro, dando um passo para trás ante os primeiros segundos de água gelada. Não demora muito até que a água quente venha também e você ajusta as duas torneiras em busca da temperatura ideal.

–Está muito quente água para você? –Você pergunta, e ele apenas te olha como se não compreendesse do que você estava falando. Você imediatamente se lembra que ele não sente temperaturas. –Ah, desculpe...

–Não precisa ficar contendo suas palavras comigo.

–Eu não estou contendo, eu só... –Você tentar se explicar, mas ele corta sua fala de forma definitiva.

–Eu não me importo.

–...Certo... –Você responde ainda mais desconfortável, molhando-se rapidamente para então dar espaço para ele sob a ducha. Ele parece tão perdido e tenso que você precisa fazer um sinal para que ele se molhe também, enquanto você pega a esponja de banho e coloca sabonete líquido nela. Como ele estava de costas para você, demora alguns segundos até que ele note que você estava esfregando o corpo dele. Ele dá um pequeno pulo surpreso e se vira para você. Parece aflito.

–Você não precisa fazer isso.

–Você não quer que eu faça?

–Tanto faz... –Ele fica quieto, ainda um pouco tenso. Você passa a mão e a esponja pelos ombros dele e sente os músculos rígidos. –Só uma pergunta... Por um acaso é para eu fazer boquete ou algo do tipo em você agora?

Você suspira desgostoso, perguntando-se mais uma vez que tipo de vida aquele menino havia levado até agora.

–Não. É só para você tomar banho mesmo, a menos que você esteja com muita vontade de fazer algo mais. Você nunca tomou banho que seus namorados antes? –Você pergunta após alguns segundos.

–Eu nunca tive ‘namorados’...

–Namoradas?

–Também não.

–Que seja, nunca tomou banho com ninguém?

–Não desde que cresci, ao menos.

–Certo.

–E você?

–Hum?

–Você costuma tomar banho com as suas ‘namoradas’? –Ele muda um pouco o tom na última palavra, dando a entender que sabia muito que as mulheres com quem você se relacionava não eram exatamente aquilo.

–Às vezes... É bem raro.

–Por quê? –Ele indaga e você trava. A verdade era que você evitava ficar nu na frente de qualquer pessoa para não ter que ouvir comentários sobre as suas tatuagens. Até sexo você costumava fazer vestido, a fim de não mostrar mais pele do que o necessário.

Mas Noiz felizmente nunca comentou nada sobre os desenhos, nem na primeira vez que o vira sem roupas na noite do pôquer (e isso porque você não foi nada discreto com os piercings dele). Talvez por isso você se sentisse quase confortável em ficar nu diante dele, conforto esse que poderia acabar se você respondesse com sinceridade aquela pergunta. Você poderia responder qualquer coisa, dar qualquer um dos motivos que você usava com as moças que você já havia levado para a cama. Mas você achou que seria errado mentir para Noiz, afinal, você sabia os segredos dele. Não que você fosse contar os seus para ele, mas mentir parecia no mínimo desleal. Diante da sua demora, ele suspira e pega a esponja da sua mão, imitando você e passando a esfregar seu corpo, bem em cima da tatuagem em seu peito.

–Não responda, se não quiser.

–Desculpe, é só que é complicado.

–Eu entendo. Alguns assuntos são escrotos mesmo. –Ele comenta com casualidade, os olhos verdes fixos na sua pele pintada. Um silêncio desagradável se segue, mas ele apenas esfrega seu corpo como se nada o incomodasse. Você suspira um pouco cansado e pega o shampoo, pondo uma pequena quantidade nas mãos e começando a lavar os curtos fios loiros. Imediatamente ele parar de te esfregar e fica quieto, aparentemente concentrado.

–Tudo bem? –Você indaga após alguns segundos.

–Apenas curioso.

–Com o quê?

–Você lavando o meu cabelo.

–Hum?

–Suas clientes dizem que você lava o cabelo delas ‘divinamente’. Sempre me perguntei somo o que seria um cabelo ‘divinamente’ lavado. Eu pensava que teria música de igreja ao fundo, ou anjos tocando harpas, essas coisas.

–Não, geralmente tenho apenas monges budistas tocando sinos e recitando mantras mesmo. –Você ri. É a primeira vez que você ri do senso de humor dele. –Mas se você estava tão curioso, poderia simplesmente ter marcado uma hora comigo.

–Ainda bem que não marquei, já que recebi de graça.

–De graça não tem os monges.

–Eu não sou religioso mesmo. –Ele comenta sorrindo.

Um sorriso normal.

Não era arrogante nem cínico. Era apenas um sorriso normal e contente, do tipo que você jamais havia visto na face dele. Constatar tal fato faz com que o seu coração se acelere e você sorria também, enquanto um calor mais gostoso que o da água do banho toma seu peito. De repente, fazer com que ele sorrisse daquela forma mais vezes se tornou uma meta para a sua vida.

–Mas eu sou bom em lavar o cabelo ou não? –Você pergunta ainda animado enquanto massageia cuidadosamente o couro cabeludo dele.

–Não sei, não sinto nada. –Aquela resposta te desmonta, mais uma vez. Você se amaldiçoa mentalmente por sempre esquecer disso. –Mas deve ser... –Ele completa fechando os olhos e parecendo relaxar de algum modo. Você aproveita o momento para olhar mais uma vez para o corpo dele. Os piercings e as cicatrizes... Era tão diferente olhar para isso agora que você tinha alguma noção do que acontecera para Noiz recebe-las.

–Sabe... Eu também estava curioso.

–Com o quê?

–O seu cabelo. Se era macio, se era diferente por você ser estrangeiro, essas coisas.

–E é?

–Uhum... É bem fino e macio; o cabelo oriental tende a ser mais grosso. Enxague agora.

Ele faz o que você diz e você começa a lavar os seus próprio cabelo. Quando você se dá conta, está sob o olhar atento e ineditamente interessado de Noiz.

–Algum problema?

–Por que você escolheu trabalhar com cabelos? –Ele pergunta repentinamente, e você mais uma vez trava. Sim, era daquelas situações para as quais você tinha diversas respostas prontas, mas que nenhuma delas servia para Noiz. “Por que assim tive a oportunidade de conhecer a linda dona desses cabelos” era a que você mais usava. E mais uma vez, você se sente culpado em não conseguir se abrir para ele, um pouco que fosse, depois de tudo que ele havia lhe falado.

–Por que faz eu me lembrar da minha mãe... –Você disse num suspiro após alguns segundos reunindo coragem. –Ela tinha longos cabelos negros... Eles tinham cheiro de jasmim, e ela deixava que eu ficasse penteando eles por horas quando eu era criança. Às vezes eu fazia tranças ou colocava flores neles. Ela ficava bonita de qualquer jeito. –Você termina seu relato sorrindo, enxaguando o shampoo em seguida. –Desde então e me dedico a cuidar os cabelos das minhas clientes, para que elas fiquem tão bonitas quanto minha mãe.

–Entendo... –Ele diz apenas, e você agradece por ele não ter perguntado sobre onde ela estava ou o que havia acontecido com ela. –Sua mãe deve ter te amado muito. –Ele comenta e mais uma vez você identifica o esforço dele em não permitir que suas emoções aflorem. Mas ele está tão transparente e vulnerável que você não resiste.

–Você acha que a sua mãe não te amou, Noiz?

–...

–É muito difícil falar a respeito?

–Não, é apenas que... É estranho.

–Ela brigava com você?

–No início sim... Tanto ela quanto meu pai brigavam sempre que eu me machucava ou me metia em brigas com as crianças da pré-escola. Mas chegou num ponto que eles viram que brigar só não adiantava.

–Como assim?

–Um dia eu machuquei o meu irmão mais novo. O Theo sempre foi a pessoa que eu mais amei, e ainda assim eu o machuquei. Claro que eu não fiz por mal. Eu não sabia o que era dor, por isso eu não sabia o que era de fato machucar alguém, mas isso não muda o fato de eu tê-lo machucado, ou a dor que ele sentiu. E eu sempre vou carregar essa culpa comigo.

–O que foi que aconteceu?

–Eu estava brincando com ele no playground e eu o empurrei do alto do escorregador. Ele quebrou o braço e bateu a cabeça, nada muito sério, mas ainda assim ele chorou muito. Meu pai me deu uma surra com o cinto, mas como eu não sentia nada eu não chorei nem quando as minhas costas estavam sangrando. Foi nesse momento que eles notarem que havia algo realmente errado comigo. Vários médicos foram consultados, mas nenhum tinha uma explicação ou solução, por isso eles resolveram que o melhor era simplesmente me isolar do mundo. Eu passei quase toda minha vida trancado num quarto. Ficava no sótão e não tinha janelas, apenas vitrais, de modo que ninguém me visse, que ninguém escutasse meu choro ou meus gritos. Apenas alguns empregados sabiam de mim. Eu tive algumas babás que cuidavam de mim, mas nenhuma delas realmente gostavam de mim porque eu era uma criança estranha. Tinha os tutores também, mas eles eram muito severos e só me davam aulas mesmo. Para passar o tempo, eles deixavam computadores e allmates à disposição, mas ainda assim eu me sentia muito sozinho.

–Eu sinto muito... –Você disse isso porque sabia que precisava falar algo para que ele continuasse, e também porque você de fato sentia muito por ele.

– Eu nunca mais pude ver meu irmão, e meus pais quase nunca apareciam para me visitar, apenas minha mãe, quando se sentia culpada demais, mas ela não ficava muito tempo. Quando eu chorava pedindo para que ela me tirasse de lá, ela dizia apenas que eu estava lá para a minha segurança, para que eu não me machucasse, mas do outro lado da porta eu podia ouvir como eles conversavam... Como eles diziam que eu era um aborrecimento, um problema... um monstro.

“Monstro”

Aquela palavra doeu bem no fundo do seu peito.

“Monstro.”

Era daquilo que você se chamava toda vez que se olhava no espelho e via as suas tatuagens. Você via aquelas marcas e se lembrava da noite em que elas foram cobertas pelo sangue de inocentes – sua própria mãe entre eles. Sim, você era um monstro de fato, mas não Noiz. Noiz não havia feito nada para merecer ser chamado daquilo. Noiz não merecia se olhar no espelho, ver suas cicatrizes e seus piercings e sofrer por causa daquilo. É por isso que você pega a face dele entre suas duas mãos, a fim de que ele não possa mais desviar o olhar de você. As duas íris verdes o encaram assustadas e nervosas, ainda trêmulas pela emoção das confissões feitas.

–Você não é um monstro. –Você diz com firmeza, olhando bem fundo nos olhos dele, na esperança que suas palavras quem sabe atingissem a alma do mais novo.

–Eu sei. –Ele responde e tenta virar o rosto para fugir dos seus olhos, mas você o segura mais firmemente e repete.

–Você não é um monstro. –Ele arregala os olhos inicialmente, mas logo os baixa, claramente desconfortável.

–...Eu sei.

–Você não é um monstro. –Quando você fala isso mais uma vez, ele te encara, a face já tomada pela ira.

–Você tá surdo, velho? Eu sei! –Ele grita e tenta te empurrar para longe, mas você o segura mais firme e repete, um tom mais alto.

–Não, você não sabe. Você não é um monstro.

–Não fode comigo, velhote! –Ele tenta berrar, mas a voz falha indica que ele estava prestes a chorar.

–Você não é um monstro, Noiz.

–Cala essa boca! –Ele ordena ou implora, você não sabe. Tudo o que você sabe é que ele está chorando agora, e que convencido de que não conseguiria se afastar de você, ele esconde o rosto no seu peito. Você o acolhe passando a mão pelos curtos fios de cabelo molhado.

–Você não é um monstro. Você não é um monstro. Você está me escutando, Noiz? Você não é um monstro. –Você continua falando e os soluços dele se tornam mais audíveis e frequentes. É evidente que ele está lutando contra isso, mas o choro é mais forte. Compadecido, você apenas o abraça e beija o topo da cabeça dele. –Você pode chorar, Noiz... Porque você é humano. –Nesse instante a sua voz falha e você finalmente se dá conta de que está chorando também. Você o abraça ainda mais forte. As lágrimas de ambos misturando-se com a água do chuveiro, o som dos soluços sendo abafados pelo mesmo. É confortável e seguro, e ainda assim você não faz ideia do porque está chorando, mas algo lhe diz que é porque você queria muito que ele pudesse sentir o calor do seu abraço aquele momento. –Você pode chorar porque você não é um monstro, Noiz.

E você também não fazia ideia do por que aquilo fazia com que você se sentisse menos monstruoso também.

Notas finais
Notas: Obrigada mais uma vez a todos que comentaram, vocês são uns amorzinhos e tem me ajudado muito. Eu peço desculpas por esse capítulo mais ‘morno’, mas desde que eu assisti um filme bem antigo chamado Uma Mente Brilhante, eu PRECISEI fazer uma cena no estilo ‘você não tem culpa’ com alguma personagem bem bugada... E bem, Noiz é bugado o suficiente para mim, obrigada. XD~ Mas bem, acho que eles estão bem encaminhados, falta apenas ver se eles engatam uma relação, e se o Koujaku consegue se abrir para o Noiz também... Será? O que vocês estão achando? Por favor, continuem sendo esses amorzinhos que vocês tem sido e me digam, sim? Sim? Sim??? *abre os olhões pidões estilho gato do Shrek*