Vizinhos

2 Bem-vindos


Notas iniciais
Oie, pessoal!!! Caramba!!! Fiquei mega feliz com os favoritos e os comentários!!! 7 comentários??? Nossa! Não imaginava que tanta gente iria curtir logo de cara essa Fic maluquinha, sério... Aí o primeiro capítulo oficial. Espero que gostem!!! Ps: Como já avisei, a Fic vai ser bem zoeira mesmo. Sam e Jade não gostam da Cat como perceberam. Vou sacanear a ruivinha, não por maldade, blz? Apesar de eu não gostar dela. E é isso!

P.O.V Da Jade

Continuamos espiando por cima da cerca, um dos rapazes tinha topete e o outro cabelos medianos com as pontas tocando os ombros. O de cabelinho gay era mais alto e mais magro, o de topete era todo fortinho, tinha estilo engomadinho diferente do outro que usava camiseta, calça jeans rasgada nos joelhos e Coturnos. Os dois tinham cabelos pretos, mas o mais alto tinha a pele morena e parecia um indiano. E o namorado dele era um pouco bronzeado. Eles combinavam e até que formavam um casal bonitinho.

— Vamos entrar. — Sam me puxou.

— Olha lá, a Valentine está andando de patinete. — Apontei para a ruiva desmiolada que usava vestido rosa cheio de babados, sapatilhas de bailarina, capacete rosa e advinha? O patinete era cor de rosa também.

Ela parecia com a Pantera Cor de Rosa, exceto pelo tamanho.

— Daqui à pouco o patinete vai desmontar, pode apostar. — A loira sorriu maldosa.

— Você soltou alguns parafusos de novo? — Perguntei.

— Aham. — Assentiu ainda sorrindo.

Entramos, a Sam foi trocar de roupa e eu peguei minha tesoura para amolar. Ela ia fazer compras sozinha. Nunca gostei de enfrentar fila e nunca tive paciência para fazer compras.

— Já tô indo. — Ela disse já pronta para sair.

— Tá. — Sentei no sofá com meu pequeno kit de amolar tesouras.

Assim que a loira saiu, não demorou nem 10 minutos e a campainha tocou. Levantei de má vontade indo atender a porta.

— Oi, Jay. — Era o Sinjin segurando uma caixa média preta.

— Ah, você de novo? — Bufei farta de ser incomodada por aquele garoto patético.

'Será que ele nunca vai me deixar em paz?'

— É pra você, garota dos olhos bonitos. — Estendeu a caixa.

— Não quero. Tchau! — Fechei a porta na cara dele.

A campainha tocou de novo e de novo. Ele queria mesmo morrer?

— Eu já disse que não quero, porra! — Falei furiosa assim que abri a porta.

Ele não estava mais lá. Olhei para baixo e vi a caixa no chão. Me abaixei e abri a caixa só por curiosidade.

— Que merda é essa? — Me assustei quando vi uma boneca igualzinha a mim.

Roupa, cabelo e tudo. A boneca segurava uma tesourinha de brinquedo.

Levantei chocada. O que diabos era aquilo?

— SINJIN! — Berrei o nome daquele esquisito.

Atravessei o jardim levando a caixa, e quando eu já ia atravessar a rua, quase fui atropelada por aquela ruiva atirada.

— CORRAM CRIANÇAS, A BRUXA TÁ SOLTA! — Gritou ela.

Várias menininhas que brincavam de amarelinha e pula corda em frente à casa dela sairam correndo e gritando.

— EU AINDA TE PEGO, DUENDE DE CABELO VERMELHO! — Berrei furiosa.

A casa do Sinjin ficava do outro lado da rua, à duas casas da dela. Soquei a campainha e ele atendeu a porta.

— Veio agradecer pelo presente, docinho? — Perguntou na cara de pau.

— O que significa isso? — Tirei a boneca da caixa e praticamente esfreguei na cara dele.

— É uma réplica sua, não é lindinha? Demorou três dias para ser feita e custou 100 pratas. — Explicou todo bobo.

— Você é muito estranho e isso é bizarro, sabia? Toma a sua boneca e engole ela. E vê se me deixa em paz! — Taquei a boneca nele e fui embora dali apressada.

[...]

— Advinha quem eu encontrei no mercado? — A loira já havia chegado e estava guardando as compras.

— Não sei e nem quero saber... — Falei abrindo o pacote de pó de café.

— Que bicho te mordeu? — Ela arqueou uma sobrancelha.

— Sinjin. Um bicho chamado Sinjin. — Respondi e contei para ela a história da boneca.

— Caraca! Será que não era uma boneca macumbada? — Indagou.

— Porra! Eu não devia ter tocado naquilo. — Talvez fosse mesmo.

— Amanhã você vai acordar apaixonadinha por ele. — Ela zombou cantarolando.

— Credo! Vira essa boca pra lá. — Fiquei horrorizada com a possibilidade.

— Encontrei o Robbie na fila, ele comprou salgadinhos e refrigerante para o boneco, acredita? O bocó age como se o tal de Rex tivesse vida. — Disse risonha.

— É, só tem gente estranha nessa vizinhança... — Falei ligando a cafeteira.

Horas depois...

— O que isso? — Entrei na cozinha para preparar mais café encontrei a loira tirando algo do forno.

— Cupcakes! — Ela respondeu pondo os bolinhos em cima da bancada. — Nós duas vamos dar as boas-vindas para os nossos novos vizinhos. — Sorriu sacana.

Sam era a rainha da zoeira e das pegadinhas. Ela estava aprontando alguma. Certeza.

— Desde quando nós duas somos vizinhas boas e cheia de gentileza? — Franzi o cenho.

— Desde nunca, ah, vamos lá, não custa nada. — Ligou a batedeira.

— Okay. — Concordei e fui fazer meu café.

[...]

P.O.V Do Freddie

— Gostei daqui. Parece um bairro bem tranquilo. — Falei para o meu amigo.

— Também gostei. As irmãs Vega são bem gatas, né? — Beck sorriu malicioso.

Duas vizinhas foram nos dar boas-vindas. Eram novinhas e bem gatas. Trouxeram um delicioso bolo de chocolate. Foram simpáticas e conversaram muito com a gente.

— A tal de Trina é grudenta, ela quase sentou no meu colo. Não curto muito esse tipo de garota. — Disse ele.

— Nem eu. — Afirmei. — A Tori não tirava os olhos de mim também. — Comentei.

A campainha tocou. Levantei para ir atender a porta.

Me deparei com duas garotas, uma loira e uma morena. A loira segurava uma caixa rosa com um laço branco. Eram mais vizinhas vindo nos dar boas-vindas. Que sorte. Só tinha vizinhas gatas.

— Oi. — A loira abriu um pequeno sorriso. A morena sequer disse "Oi" ou sorriu. — Moramos aqui ao lado, viemos dar boas-vindas! — Ela abriu um sorriso maior.

A loira tinha olhos azuis e cabelos cacheados. A morena também tinha olhos azuis, o tom era diferente. O da loira era azul-esverdeado e o da morena era azul-acizentado, mesclado com verde, sei lá...

— Oi. Entrem. Só não reparem na bagunça, ok? — Falei dando espaço para elas entrarem.

A loira me entregou a caixa e elas entraram. Havia caixas espalhadas pela sala e móveis desmontados.

Beck levantou depressa do pequeno sofá e abriu um grande sorriso quando viu as garotas. A loira o cumprimentou e a morena cruzou os braços, parecia mau-humorada.

— Sou Sam e essa é a minha amiga, Jade! — A falante apontou para a morena.

— Oi... — A tal de Jade finalmente falou algo.

— Oi. — Meu amigo acenou.

— Sam e Jade, prazer em conhecê-las. — Falei colocando a caixa rosa em cima de uma caixa de papelão.

— O prazer é nosso. — Sam deu mais um sorriso. O sorriso dela era lindo.

— Faz tempo que moram aqui? — Beck perguntou sem tirar os olhos da Jade.

— Vai fazer seis meses. — A loirinha respondeu.

Ela usava uma blusa vermelha e um short jeans desfiado. A amiga dela usava um vestido preto com decote, saia rodada. Marcava as curvas dela e as duas usavam rasteirinhas.

— Que legal! — Comentei. — Sentem, podem ficar à vontade. — Indiquei o sofá.

— Não vamos demorar. — Jade disse depressa.

— Pois é, já estamos indo. Espero que gostem dos Cupcakes. Nós mesmas fizemos. — Sam passou a mão pelos cachos loiros.

— Tchau, a gente agradece pela gentileza! — Acenei.

Meu amigo as acompanhou até a porta. As acompanhei com os olhos. Elas foram emboram. Ele fechou a porta.

— Tu vi aqueles peitos? Aquela morena é gostosa! — Comentou sorrindo malicioso.

— E aquela bunda, então... A loirinha não fica atrás. Bunda grande e belas coxas... — Mordi o lábio.

— A morena também tem corpão! Caralho! Somos tão sortudos, cara! Só temos vizinhas gatas! — Comemorou.

— Verdade. Vamos ver se elas fazem bons Cupcakes! — Fui até aonde deixei a caixa rosa.

Peguei a mesma, tirei o laço branco e a tampa. Beck se aproximou para provar dos bolinhos também.

— Que porra é essa? — Ele apontou para os Cupcakes com cobertura rosa e granulados coloridos.

— Sei lá... — Os bolinhos eram bonitos e tinham uma cobertura bem caprichada.

Vi um papelzinho dobrado e o peguei. Entreguei a caixa para ele segurar.

— Fizemos com carinho, aproveitem, pombinhos! — Li o bilhete.

— Puta que pariu, mano! Elas acham que somos gays. — Ele ficou chocado. Também fiquei.

Depois do choque, caímos na gargalhada.

Notas finais
Gostaram desse capítulo??? Sentiram falta da Carly e do Gibby??? Eles ainda vão aparecer. Sammy é bem maluquinha, né non? Ela ainda vai aprontar muito. Bjs e até o próximo.