Vizinhos
3 Cuidado com o Mike!
Notas iniciais
P.O.V Do Beck
Comemos os Cupcakes e estavam deliciosos, bem recheados de chocolate. O Freddie acabou exagerando e comendo mais que eu. De barriga cheia, voltamos a arrumar as coisas. Montamos alguns móveis e desembalamos os objetos pequenos.
— Ai, cara, não tô me sentindo bem... — Ele parou de tirar a louça da caixa e respirou fundo, estava até transpirando.
— O que você está sentindo, mano? — Me aproximei.
— Dor de barriga... — Se curvou e acabou soltando um peido daqueles.
— Credo! Porra! — Tapei meu nariz e me afastei.
Ele saiu correndo se esbarrando em algumas caixas e eu fiquei ali parado ainda tapando o nariz. Voltei ao que estávamos fazendo, senti meu estômago revirar, continuei na minha tarefa de abrir as caixas... Minha barriga começou a doer e cara... Comecei a suar, larguei um objeto decorativo no chão e saí correndo. Precisava usar o banheiro urgente.
Na casa só havia três banheiros, um no andar de baixo, um no final do corredor e outro em um dos quartos. O do primeiro andar estava com a descarga quebrada e a privada estava muito detonada, rachando pelos lados. Tínhamos que mandar reformar aquele banheiro precário, o do final do corredor estava com a privada sem descarga e sem a tampa. E o meu amigo estava ocupando o último banheiro que tinha na casa, o que fica em um dos quartos. Por isso a casa estava com o preço de aluguel tão baixo. A gente só havia dado uma olhada rápida e concordamos em alugar...
— SAIA LOGO DAÍ, ESTOU QUASE FAZENDO NAS CALÇAS! — Pedi/gritei batendo na porta desesperado.
— Ainda não acabei, cara, calma aí... — A voz dele estava abafada e arrastada.
— Benson, eu não vou conseguir segurar, vaza logo daí, porra! — Soquei a porta.
— NÃO VAI DAR, CARALHO, EU TÔ ME VAZANDO TODO AQUI! — Gritou irritado.
— MAS QUE MERDA! — Esbravejei sentindo aquela maldita e imensa dor de barriga.
— É MERDA MESMO, E BOTA MERDA NISSO! — Retrucou.
[...]
— Você se borrou todo nas calças... — Começou a rir.
— É, muito engraçado, ha, ha... E você infestou o banheiro. — Rebati.
— Mais tarde eu compro desinfetante e purificador de ar. — O Benson ainda estava com fraqueza, largado no sofá.
— Nunca senti tanta dor de barriga em toda a minha vida... — Comentei.
— Nem eu, acho que foi aquela limonada rosa que compramos daquela garota ruiva! — Falei lembrando da limonada que tomamos.
— Com certeza, foi... Tinha gosto estranho. — Concordou fazendo careta.
Tinha uma garota ruiva vendendo limonada, ela era sorridente e tagarela. Compramos para ajudá-la, ela estava juntando dinheiro para comprar pneus novos para a bicicleta dela, segundo ela, os pneus foram furados por esquilos...
— É uma pena os Cupcakes terem acabado, você comeu o restante, estavam mesmo uma delícia. Aquelas meninas tem mãos de fada. — Suspirei.
— Verdade... Além de gostosa, a loirinha sabe fazer ótimos Cupcakes... Eu comeria todos os dias e jamais enjoaria. — Freddie afirmou.
— Não consigo parar de pensar no belo par de peitos da morena, eu daria tudo para poder apertá-los e saboreá-los... — Lambi o lábio inferior.
— E eu daria tudo para poder apertar e dar tapas naquela bunda... — Sorriu sacana se referindo à loira.
[...]
No dia seguinte...
P.O.V Do Freddie
A cerca do quintal era baixinha, saí para dar uma olhada no quintal, a grama realmente precisava ser aparada. Dei uma espiada por cima da cerca e vi uma das nossas vizinhas no quintal dela, a garota loira estava enchendo a piscina.
Logo lembrei do nome dela. Sam. Ela estava usando um shortinho jeans e regata, o cabelo estava estava preso num coque alto. Me escorei na cerca e continuei a observando. Ela estava cantando, concentrada em sua tarefa de encher a piscina.
A loira se abaixou me dando uma bela visão de sua bunda magnífica. Freddie Junior começou a dar sinal de vida.
— Vai ser gostosa lá na minha cama... — Sussurrei.
— Tarado! Tá secando a vizinha, que coisa feia, Benson! — Meu amigo surgiu me dando um susto.
— Vai matar outro, Oliver! — Reclamei.
A outra vizinha, a morena surgiu no quintal segurando uma caneca preta. Ela estava usando um shortinho bem curto preto e uma blusinha cinza com alças finas.
— Uou! Que pernas! — Beck se escorou na cerca e sorriu malicioso.
— Não sou o único tarado por aqui... — Debochei.
— Bom dia! — A loira nos cumprimentou com um sorriso angelical.
— Bom dia! — Acenei.
Ela largou a mangueira e se aproximou da cerca.
— Como foi a primeira noite do casal na nova casa? — Perguntou sendo gentil.
— Foi ótima, né amor? — Passei um dos braços ao redor da cintura do Oliver.
Ele me olhou como se eu tivesse alguma doença contagiosa e eu lhe lancei aquele olhar: "Entra na minha, sei o que estou fazendo..."
— Ah, foi sim, dormimos muito bem... — Desajeitado, fez carinho no meu rosto.
— Que bom saber disso. Gostaram dos bolinhos? — Indagou ela e eu olhei para aqueles seios que estavam quase saltando da regata super apertada.
— Gostamos sim. Nunca comi Cupcakes tão gostosos! — Afirmei e ela deu uma risadinha.
— Ah, é muito bom saber disso... Já tomaram café? — Perguntou.
— Ainda não. Tem alguma cafeteria aqui perto? — Indaguei.
— Não. Jade, sirva café para os nossos vizinhos. — Olhou para a morena.
A outra moça fez uma cara de desagrado e resmungando algo, voltou para dentro da casa...
— Ela é sempre assim? — Beck não segurou a língua.
— Assim como? — A loira franziu o cenho.
— Séria... — Ele escolheu a palavra com cautela.
— Ah, sim, esse é o jeito dela. A Jade não é muito risonha... — Explicou rindo.
[...]
— Obrigado pelo café. — Agradeci entregando as xícaras vazias para a loira.
— Estava uma delícia. — Meu amigo ressaltou.
— Café é a especialidade da minha amiga. — Sam sorriu.
— E os Cupcakes são sua especialidade, correto? — Perguntei.
— Na verdade, não... Minha especialidade é macarrão com almôndegas. — Contou.
— Ah, um dia eu vou ter o prazer de provar de suas almôndegas? — Olhei para o busto volumoso dela.
— Por quê não? Um dia eu vou preparar algo melhor para você provar, Spaghetti Alla Puttanesca também é minha outra especialidade. — Piscou sorrindo marota.
— Já sei que vou gostar... — Devolvi a piscadela.
— Com certeza vai, vou usar bastante tempero afrodisíaco, depois de comer, você vai pegar o seu namorado de jeito... — Disse maliciosa.
Beck se engasgou com o pãozinho de fôrma que ainda estava comendo e começou a tossir...
— Caramba! Socorre ele! — Ela arregalou os olhos.
Eu havia feito curso de primeiros socorros. Agarrei o Oliver por trás e coloquei em prática o que eu aprendi.
— Que pouca vergonha é essa? Por quê esse cara está encoxando o namorado na sua frente? — Jade apareceu e viu a cena.
Beck finalmente cuspiu o pedaço de pão que estava entalado e eu o soltei.
— Ele não estava encoxando... — A loirinha estava mesmo rindo?
— Mas era o que parecia... — A amiga dela nos olhava desconfiada.
Meu amigo estava vermelho e eu segurei o riso.
[...]
P.O.V Da Sam
— Não acredito que você estava flertando com aquele topetudo! — Jade disse incrédula.
— Quê? Eu? Claro que não! O cara é gay! — Falei fazendo careta.
— Mas você estava toda sorridente e sendo gentil... — Resmungou.
— Era fingimento. Qual é? Eu coloquei muita gordura vegetal e muita manteiga nos Cupcakes com a intenção de causar dor de barriga naqueles "frutinhas". — Riu maldosa.
— Acha que deu certo? — Perguntou.
— Vai por mim, com certeza deu... — Respondi confiante. — Olha lá, a Little Bitch já está montando a barraquinha de limonada. Limonada rosa? Qual é? Essa garota é pirada! — Falei.
— Ih, o irmão dela está mesmo usando fralda? — Jade apontou para o irmão da Valentine.
Além de fralda, ele estava com uma chupeta na boca. Comecei a rir.
— MANO, NÃO PODE FAZER XIXI AÍ! — A ruiva dizia para o rapaz que tentava urinar no poste.
Ele cuspiu a chupeta e gritou. Ela gritou se assustando com o grito estranho dele. O garoto empurrou ela e correu em direção à barraquinha, virou a mesa e derrubou jarras, copos e a caixinha com o dinheiro.
— EU VOU DIZER PARA A MAMÃE! — Ela dava pulinhos e chorava.
— "MIM" SER O HOMEM DAS CAVERNAS! — Ele bateu no peito e urrou.
A ruiva irritante soltou um gritinho agudo e saiu correndo. O irmão dela pegou um pedaço de madeira que estava ali no gramado e saiu correndo atrás dela.
— SOCORRO! SOCORRO! O MEU IRMÃO ESQUECEU DE TOMAR O REMEDINHO ESPECIAL DELE! — Gritava ela correndo desesperada.
Robbie que estava vindo da padaria de bicicleta, deu uma freiada brusca e gritou:
— JÁ ESTOU INDO TE SALVAR, RUIVINHA! — Começou a pedalar feito louco, o Rex estava dentro da cestinha.
— Oh, caramba... — Eu não conseguia parar de rir.
— E lá vem o retardado... — Jade murmurou.
O irmão da Valentine vinha correndo, a ruiva vinha logo atrás dele gritando e o Shapiro vinha pedalando desembestado... Deviam estar fugindo de algo.
— FUJAM TODOS! O MIKE DOIDÃO SE SOLTOU! — Robbie berrou passando por nós duas.
— Puta merda! — Exclamou a West.
— Caralho! — Nós duas nos encaramos e saímos correndo também. Não dava tempo de destrancar a porta de casa.
Mike Doidão era o cachorro do André. Era um vira-lata muito bravo e com fama de ser tarado...
— LÁ VEM ELE, CORRE! CORRE! — Gritei para a morena.
No caminho, vimos o casal Purpurina correndo, ambos estavam com roupas de exercício, eles estavam vindo em nossa direção... De camisetas suadas e shorts de malhar.
— FUJAM! TEM UM CACHORRO LOUCO MATADOR VINDO AÍ! — Alertei quando passamos por eles.
— PUTA MERDA, CORRE, FREDDIE! — Ouvimos o cara de cabelinho amarrado berrar.
— ESPEREM A GENTE! — Freddie gritou desesperado.
Olhei para trás rapidamente e vi o Mike Doidão correndo atrás da gente latindo.
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