Notas iniciais
Olá leitores! Mil desculpas pelo atraso, acontece que estava cheia de provas e simulados isso me atrasou um pouco. Este capítulo está pequeno, mas espero que gostem, alias não é a nossa querida Lena que narra. Beijos, boa leitura!

– O que está acontecendo? — Elena sussurra. Eu a tinha a poucos centímetros de mim, o seu cheiro inebriava-me. Oh, como eu gostaria de sentir aquele cheiro de mais perto, poder realmente aproximar-me e beijar o seu pescoço. Eu não conseguia parar de imaginar ela em meus braços.

– Elena… — Chamo o seu nome. Seus olhos castanhos se dilatam, seu peito descia e subia em uma alta velocidade. — Eu não consigo parar de pensar em você. — Finalmente admito.

Ela demonstrava confusão, seus olhos estavam ao chão, tudo o que queria era ter seus olhos nos meus. Ela era tão viciante.

– Como? — Elena sussurra. — Por quê? — Ela faz mais uma pergunta. Eu não tenho o que dizer, ela era uma menina mulher. Ela tinha a metade da minha idade, eu talvez poderia ser seu pai. Porém, mesmo assim, algo nela me deixa vulnerável.

– Não sei, eu apenas não consigo parar de pensar em você. — Respondo. Ela me olhava no momento. Tudo o que eu queria era aperta-la contra essa parede e beijar sua boca macia e avermelhada. Ela me deixava louco, em todos os sentidos. Seja da sua saia jeans até o seu gesto quando puxa o cabelo para trás, daquela forma que me deixa impotente. A forma do seu corpo, suas curvas eram possíveis ser vistas mesmo acima de suas roupas.

– Seu cheiro. — Aproximo-me dela como queria e coloco minha cabeça no vão do seu pescoço. Eu sentia umas das melhores fragrâncias, aquele cheiro de baunilha misturado com champanhe. Minha respiração não se controlava, ela era tão deliciosa para mim.

– Seu corpo. — Minhas mãos movem para a curva de sua cintura, as aperto com força, ela geme. Oh, esse som era melodia para os meus ouvidos. A puxo contra mim, Elena parecia imóvel.

– Damon. — Ela sussurra. — Não faça isso. — Eu estava errado, eu admito. Eu passei dos limites, alias ela era filha do meu amigo. Afasto-me do seu pescoço, ela estava com os lábios entreabertos, tão convidativo. Minha mão segue para a sua nuca, ela inclina seu pescoço para o lado.

– Você é tão linda. — Digo com toda a minha sinceridade. Ela parece perder o ar, eu tinha vontade de puxa-la contra mim.

– Isso é errado. — Ela se afasta seguindo para o outro lado da sala. Eu a deixo ter o seu momento.

– Eu sei. — Respondo. Viro-me para a olhar. Ela estava tão encolhida e isolada. Seus olhos me fitavam, eu sigo em passos lentos em sua direção. Quando chego perto, percebo que seus olhos viram ao chão, ela não queria me encarar. — Está tudo bem? — Ela nega.

– Estou me sentindo mal, isso tudo é tão novo e diferente. — Ela diz, eu a deixo em seu canto.

– Desculpe-me pelo o modo como te contei. — Sussurro.

– Devo ir. — Elena comenta. Eu não quero que ela vá.

– Fica. — Peço. Ela me olha seria, eu solto um leve sorriso. — Por favor, temos muito a conversar. — Elena parece pensativa.

– Conversamos depois. — Ela responde seria. Eu aproximo-me dela, ela dá um passo para trás. Dou outro passo, porém ela recua novamente.

– Está fugindo de mim.- Concluo. Ela tinha olhos assustados. Eu não queria que Elena tivesse medo de mim.

– Não podemos, Damon. — Ela diz de certa distancia.

– Tudo bem. — Eu não iria insistir, devia lhe dar tempo. — Vou abrir a porta para você.

Sigo em passos longos até a porta principal. Quando a porta permanecia aberta, Elena passa devagar, eu a puxo, ela me olha assustada.

– Eu jamais faria algo ruim a você. — Sussurro em seu ouvido. Seus olhos vão ao chão, eu a solto devagar. Observo ela andar com cautela até sua porta, quando ela fecha a mesma eu me sinto levemente perdido.

Eu lembro exatamente a primeira vez que vi Elena, ela estava com sua saia curta e uma blusa escura. Quando passei meus olhos por ela algo dentro de mim me nunca mais tirar aqueles olhos inocentes da minha cabeça. Os seus gestos e maneira típica de mexer naquele cabelo, que em todos os meus desejos estavam fortemente enroscados em minha mão. Lembro-me de quando a vi ficar sem graça e sair correndo para o seu quarto, e não posso descartar o momento que vi sua peça intima quando abri a porta do seu quarto devagar. Aquilo me deixou totalmente desnorteado.

Os dias foram passando e eu nunca achei que ela poderia realmente retribuir essa atração que sinto por ela, mas quando ela estava bêbada e a trouxe para meu apartamento eu quase cometi uma loucura ao abrir o zíper do seu vestido extremamente justo. Foi nesse momento que percebi que aquela menina era mais que uma qualquer. E quando dançamos depois disso pude sentir suas costas nuas em minhas mãos, foi nesse momento que percebi que ela me cheirava com seus braços agarrados em meu pescoço. Eu admito que mesmo ela estando embriagada eu não podia negar aquela menina.

Após esse dia, ela apareceu na minha casa para pegar um documentos de Grayson, foi uma grande surpresa para mim. Uma coincidência foi quando comecei a ouvir a mesma melodia que dançamos na noite passada. Ela parecia calma e serena. Dançamos aquela música novamente, porém ela não parecia a vontade.

Desde então eu não podia simplesmente aceitar que Elena mexia tanto com minha cabeça, eu precisava conhece-la para saber como era essa menina, por isso aproveitei um jantar na casa dela para pegar o seu numero na lista telefônica de sua casa. Eu não podia estar mais que certo sobre minha grande atração no momento que a chamei para jantar comigo, ela era viciante em todos os sentidos. Lembro-me quando quase a beijei, aquela boca levemente suja de chocolate parecia tão convidativa. Eu nunca desejei beijar uma menina tanto quanto aquele momento, porém ela recuou, e suas negações me deixavam fora do controle.

Não foi novidade quando não parei de pensar nela um segundo, eu precisava de te-la mais perto de mim. Após o jantar uma confusão não saía na minha cabeça, eu costumava ir todos os dias no quarto de April para olhar a Elena pela varanda. É errado, eu não nego, mas não posso resistir. Porém foi nesse dia eu percebi que ela estava me observando, não pude deixar de mandar uma mensagem para ela, pela primeira vez.

A partir daí ela me pegou de surpresa no outro dia ao me perguntar o que estava acontecendo entre nós, eu não podia mentir, e a afastei.

– Hey! — Ouço a voz de April na porta. Eu a olho rapidamente, haviam sacolas em seus braços o que gerou uma pequena dificuldade para ela fechar a porta.

– Precisa de ajuda? — Pergunto a observando do sofá.

– Não, eu já consegui. — Ela sorri passando o olho em minha cerveja. — Bebendo cedo. — Ela não deixaria de comentar.

– Estou meio grilado. — Explico-me. April joga um daqueles olhares perturbantes. — O que foi? — Pergunto com um sorriso nos lábios.

– Eu que lhe pergunto, por que será que Elena me disse que eu supostamente devia estar em um jantar que eu na verdade não estava? — Ela dizia aquilo tudo muito rápido, o álcool não me deixava raciocinar.

– Eu devia ter te avisado. — Levanto-me ajudando April nas compras de super mercado.

– Serio? — Ela é irônica. — O que está rolando?

Penso diversas vezes antes de a responder. Eu deveria fazer essa pergunta a mim mesmo.

– Digamos que eu esteja criando uma amizade com Elena. — Fico admirado com minha própria resposta. April me olha com desaprovação.

– Fale a verdade, irmãozinho. — Ela ameaça. Eu suspiro pesadamente.

– Tudo bem. — Assenti. — Eu meio que estou atraído a ela. — Admito sendo assustado por um quase grito abafado da minha irmã sem noção.

– Você o que? — Ela grita. Eu tampo sua boca.

– April! — A reaprendo. — Não grite!

– Desculpe. — April tinha sua mão sobre a boca. — Como isso?

Sigo novamente para o sofá ao perceber que as compras terminaram.

– Não sei, eu simplesmente olhei para ela e tudo aconteceu. — Respondo me lembrando do momento.

– Damon, ela tem dezessete anos. — Ela senta ao meu lado. — Quase a minha idade.

– Quase. — Enfatizo levantando-me a fim de terminar com a conversa.

–O que é pior! — Ela rebate. — Volta aqui! — April me grita. Sigo em passos rápidos para o meu quarto.

– Vou tomar banho. — Grito de certa distancia.

Quando fecho a porta atrás de mim tento afastar todos aqueles pensamentos sobre minha vizinha. Concentro em checar o meu celular e vejo três emails. Eram todas de Sandra, minha secretária, havia me avisado que daqui a algumas horas eu deveria estar no escritório e aproveitou para anexar alguns documentos que a havia pedido.

Meu celular vibra.

Grayson estava na tela. Eu desliso meu dedo atendendo a chamada.

– Grayson! — Exclamo.

– Hey, Damon! — Ele parecia feliz. — Estou no trabalho então não posso demorar muito. — Ouço atentamente. — Estava pensando em ir a praia com o pessoal sábado, queria saber se gostaria de ir. — Penso em sua proposta. Mesmo que eu quisesse muito, eu não aguentaria ficar no mesmo local que Elena no momento. Principalmente na praia, onde ela provavelmente estaria de semi nua.

– Seria um prazer, mas tenho que trabalhar sábado.- Invento uma desculpa. Não me parece errado, alias eu não diria que não gostaria de ir porque me sinto fortemente atraído a sua filha.

– Entendo, marcamos outra coisa durante a semana.

– Irei cobrar. — Brinco.

– Adeus Damon, bom trabalho amigão. — Grayson desliga a chamada.

Respiro fundo, vejo que essa coisa com a Elena não vai passar tão cedo.

Notas finais
Uau, o que acharam sobre o capítulo? E sobre os pensamentos de Damon? Tenho uma surpresinha ainda hoje, acho que todos sabem. Beijos, até hoje!