Notas iniciais
Olá gente! Deu um grande problema na minha internet e não consegui postar o capitulo no dia. Isso é mais que azar! Enfim, resolvi recompensar com um capitulo mega gigante. E SPOILER! Sim, nós vemos lá em baixo com novidades. Beijos. Boa leitura!

Desde o momento que fechei aquela porta eu não parava de pensar no que Damon havia dito para mim. Todas suas palavras foram perturbadoras em minha cabeça, minhas pernas estavam moles até agora e meu coração não para de bater descontrolado. Suas ações, o modo como me tocou foi como uma chama em meu corpo andendo-me por dentro inteira. E pelo pior que posso imaginar eu gostava. Mas deveria manter distancia.

Sigo para o banheiro afim de tomar um banho relaxante. Retiro minhas roupas e deixo a água morna escorrer sobre o meu corpo. Respiro fundo, toda aquela cena foi um tanto desconcertante. Com um esfoliante na mão espalho o líquido gelado sobre o meu corpo acalmando-me. Não podia mentir que eu imaginava Damon em todos os cantos, era como se eu o quisesse aqui comigo neste momento me acariciando e me dando uma massagem deliciosa. Passo o líquido sobre meu pescoço imaginando sua mão longa sobre o mesmo e logo seguindo para meus seios e minha cintura, devagar sobre o meu abdômen. Chega Elena.

Percebo que estou sem ar. Minhas pernas estão moles novamente.

Ouço a campainha tocar diversas vezes. Não tinha ninguém em casa? Pego minha toalha rapidamente e saio com dificuldade do banheiro uma vez que minha situação não ajudava. Já na porta olho através do olho mágico a imagem de Caroline. Sinto um certo alivio.

– Carol! — A puxo para dentro, ela me olha assustada.

– Elena, você está molhando tudo. — Ela olha ao redor, eu a puxo através da casa para o meu quarto. — O que está acontecendo?

– Sem perguntas Carol, eu tenho que te contar uma coisa. — Fecho a porta.

– O que foi? — Ela dá pulinhos de felicidade, típico dela. — E por quê está assim toda vermelha? — Ele olha da cabeça aos pés. Viro-me rapidamente para o espelho.

– Não é nada. — Não dou importância. — Eu preciso te contar o que aconteceu hoje. — Sussurro sentando ao seu lado.

– É sobre o Damon? — Carol grita, eu tampo sua boca grande.

– Sim, mas não grita! — Brigo com ela. Carol se recompõe.

– O que foi? — Ela insiste.

– Se prepara. — Ajeito-me na cama.

Conto tudo o que aconteceu no apartamento de Damon, sobre o que ele me disse, seus sentimentos, e suas ações.

– Não acredito! — Carol grita. — Meu Deus! — Ela pula da cama. — Eu estava certa, eu te avisei! — Ela continua gritar.

– Cala a boca Carol! — Grito. — Você quer que ele ouça?

– Isso é maravilhoso Lena!

– Não sei. — Levanto-me em desconforto. Sigo para meu armário para colocar uma roupa.

– Como assim não sabe, ele se declarou, está meio obvio que ele te quer. — Carol diz em tom debochado.

– Caroline, Damon pode até estar atraído a mim, mas isso não diz que vou ter algum tipo de relacionamento com ele.

– E por que não? — Carol sacode minha cabeça. — Ele é um homem maravilhoso.

– Ele é mil vezes mais velho do que eu.

– Elena, meu pai é mais velho que minha mãe. — Carol rola os olhos.

– Dez anos! — Digo irônica. — Damon é vinte anos mais velho do que eu.

– E daí, ninguém dá essa idade a ele.

– E não se esqueça que ele é melhor amigo do papai. — Relembro.

– Elena, esta historia é velha, está meio na cara que ele te quer e você, senhorita, o quer também e se eu fosse você eu ia fundo. — Nego silenciosamente.

– Não posso Carol, eu não sei nem o que sinto por ele. — Viro-me para me olhar no espelho, a vermelhidão havia passado.

– Tudo bem vamos descobrir. — Ela me puxa para a cama. — Você acha ele bonito?

– A-acho, mas isso não quer dizer…

– Você acha ele sexy? — Carol me interrompe.

– É, mais ou men....

– Você teve alguma fantasia com ele? — Carol me interrompe novamente. Sua pergunta me lembra o meu banho mais cedo.

– Caroline, isso não vai ajudar em nada! — Levanto-me impaciente.

– Elena, admite! — Ela grita.

– Caroline, eu não vou admitir algo que não faz sentido algum! — Grito. Ouço alguém bate na porta. — Quem é?

– Sou eu. — Jeremy coloca sua cabeça para dentro do quarto. Rolo os olhos. — Ei, Carol! — Ele lhe dá uma piscadela. Carol rola os olhos e solta um gemido de nojo.

– O que você quer? — Pergunto com mau humor a ele. Jeremy entra totalmente no quarto.

– Que eu me lembre, hoje é o ultimo dia…

– Que eu tenho para conseguir fazer a Caroline ficar com você. — Apresso-me. — Eu já sei. — Solto um sorriso debochado.

– Eu sei que você sabe. — Jeremy sorri da mesma forma. — Carol?

Caroline me olha com veneno nos olhos, eu não podia fazer nada.

– Elena, diga que não é verdade. — Ela sussurra com raiva.

– Eu já havia te avisado antes, Caroline. — Dou de ombros. — Isso foi seu perdão. — Relembro-a.

– Eu vou ter que fazer isso aqui? — Ela grita. — Eu tenho namorado Jeremy então se ousar a fazer algo comigo ele quebra o seu narizinho, ouviu? — Ela ameça Jeremy e segue para fora do quarto sendo acompanhada por ele.

Sinto arrepios ao pensar no que iria acontecer a poucos segundos.

Sigo para minha mesa para organizar meus estudos e vejo meu celular vibrar. Era uma mensagem do Matt. Oh, não.

De: Matt (07:34)

Lena, estou perto da sua casa, que tal irmos no cinema hoje? Beijos.

Eu não poderia o negar de novo. Mas que diabos está acontecendo com Matt? Desde aquela festa ele não sai do meu pé um segundo, seja por mensagens ou olhares constrangedores. Enfim, eu não poderia negar, alias esse encontro seria uma boa forma para expor a ele o que temos.

Para: Matt (07:37)

Ok! Diga-me o horário. Beijos.

Será que havia feito a coisa certa? Espero a sua mensagem.

Quando penso que estou concentrada nos meus estudos ouço um grito. Assusto-me levantando da cadeira e indo para fora do meu quarto.

– O que está acontecendo? — Grito. Vejo Carol com a mão na boca e Jeremy caído no chão com a mão nas partes intimas gemendo de dor.

– O seu irmão está, literalmente, fodido. — Carol diz com fúria. Eu vou em direção a Jeremy devagar.

– O que você fez agora, repugnante? — Pergunto. Jeremy não parava de gemer.

– Essa menina é louca, ela me deu um chute do nada! — Jeremy diz. Rolo os olhos.

– O que você fez? — Grito. Ele não diz nada.

– Lena, eu estou indo, amanhã conversamos. — Carol sai apressada.

– Carol, espera! — A chamo, porém ela já havia saído. — O que diabos você fez com ela?

– Eu só passei a mão na bunda dela sem querer. — Rio sem humor.

– Sem querer, Jeremy? — Pausa. — Até parece, acha que eu sou idiota? — Pergunto. — Enfim, vou entrar.

– Espera, Lena, me ajuda! — Jeremy grita. Eu vou para o quarto.

Assim que fecho a porta, pego o meu celular para checar se havia alguma mensagem. Haviam duas.

De: Matt (07:49)

Oito e meia, pode ser? Eu te pego em sua casa. Beijos.



De: Carol (07:54)

Aconselho seu irmão não ir amanhã na aula, depois te conto tudo. Beijinhos.



Só havia problemas na minha vida, não era possível! Respondo os dois e volto para meus estudos.

Era incrível como a Matemática podia complicar mais ainda a minha vida em questão de problemas, desde que comecei a fazer minhas tarefas eu não consegui resolver um exercício se quer, isso por que Damon, Matt e Caroline não saiam da minha cabeça. Meu alarme desperta indicado que faltam quinte minutos para Matt passar aqui em casa. Gemo em frustração, eu não queria ir a lugar nenhum com Matt. E não queria ter alucinações com Damon, e muito menos imaginar uma nova confusão entre Jeremy e Tyler por causa de Caroline. Resolvo jogar esses problemas ao alto e ir me arrumar. Coloco uma roupa confortável e maquiagem leve.

Enquanto espero a chegada de Matt decido ir para a entrada principal. Saio do quarto e não avisto ninguém na sala, Jeremy havia saído. Abro a porta principal e espero o elevador. Enquanto espero ouço meu celular vibrar dentro de minha bolsa e logo o pego. Mensagem.

De: Matt (08:23)

Já estou aqui no seu prédio. Beijos.

Rezo mentalmente para esse elevador demorar o máximo possível. Guardo o celular na bolsa assim que respondo Matt. A porta do elevador se abre, olho para frente e vejo nada mais ou nada menos que o senhor que mora do meu lado, mais conhecido como Damon, personagem de minhas fantasias sexuais. Asssuto-me fazendo o meu coração palpipar rapidamente, minhas pernas ficam moles, sinto um arrepio e em desconforto ajeito o meu cabelo. Na verdade eu queria sumir daquele lugar, nunca quis tanto ver Matt no momento.

– Elena. — Ele diz a um passo de mim. Eu não tenho reação, não sei se estou feliz ou triste de o ver.

– Oi. — Respondo timidamente. Damon se retira do elevador me dando espaço, entro sem o olhar, porém posso sentir seus olhos queimando em minhas costas no momento. Viro-me para apertar o botão que desejo e as portas de fecham. Aquilo me dá tranquilidade, apoio-me nas barras de ferro do local e respiro fundo. Eu não posso ficar assim toda vez que o vejo. Porém toda aquela declaração mexeu fortemente comigo, de uma maneira tão avassaladora que tenho certeza que por um bom tempo não o olharei da mesma forma.

As portas se abrem e sigo rapidamente para as escadas onde visualizo Matt com um sorriso estridente nos lábios escorado em seu carro.

– Ei, Lena. — Matt se aproxima e me dá um rápido beijo nos lábios. Estranho. Que diabos ele pensa que está fazendo? Resolvo ignorar e entro no carro. — Pensei que recusaria meu pedido novamente. — Ele comenta.

– Não. — Sorrio para demonstrar simpatia, embora eu não esteja com muita no momento.

– Fiquei feliz que aceitou. — Matt me olha sorridente.

– Que bom. — Concordo olhando a visão da cidade.

O caminho foi silencioso da minha parte, Matt não parava de falar um minuto. Eu me concentrava em apenas afirmar e ser gentil. Quando chegamos no cinema, haviam poucas pessoas na fila dos ingressos então esperamos cerca de dez minutos para sermos atendidos. Dez minutos muito longos de minha parte, uma vez que Matt não parava de se comportar como um namorado ao meu lado. Decidimos ver um filme de comédia romântica por escolha minha.

– Vou comprar algo para nós. — Matt diz e logo se afasta. Ouço meu celular tocar, era Mamãe.

– Mamãe. — Atendo. Eu já sabia o que ela iria falar.

Elena, onde você está, por Deus! – Ela diz nervosa.

– Calma, Mamãe, estou no cinema com Matt e esqueci de avisar, desculpa. — Explico-me.

Tudo bem, não chegue muito tarde, amanhã você tem aula. — Ela diz compreensiva.

– Não chegarei. — Respondo.

– Beijos.– Mamãe desliga a chamada.

– O que foi? — Percebo que Matt já está ao meu lado com pipoca e refrescos.

– Minha mãe, já resolvi. — Respondo. Matt olha os ingressos.

– Já podemos entrar, vamos? — Assinto.

Não tinha muita gente na sala e faltavam dez minutos para a sessão começar. Assim que sentamos permaneci em silencio.

– Lembra da primeira vez que viemos no cinema? — Matt sussurra quebrando o silencio de longos minutos. Eu me lembro do momento, tínhamos quinze anos e eu era muito envergonhada. Acho até hoje sou, para falar a verdade.

– Lembro. — Digo. — Isso faz dois anos. — Concluo.

– Foi divertido. — Matt comenta. — Adorava vir aqui com você.

Sinto que essa conversa iria levar a assuntos que não gostaria de tocar no momento. Por Deus, o filme começa e terminamos essa conversa prestando atenção.

Durante o filme Matt havia feito várias investidas, colocando o braço sobre meu ombro, sua mão sobre a minha, seu sapato roçava levemente minhas pernas, mas nada me fez mudar minha ideia de manter imóvel.

– Gostou do filme? — Matt me pergunta com seus braços sobre meu ombro enquanto andávamos.

– Sim, muito bom.- Elogio o filme. O silencio nos rodeia novamente, caminhávamos até o carro sem palavras. Matt abre a porta para mim e quando estou dentro do mesmo me sinto aliviada. Solto um suspiro. Matt logo entra e liga o carro. Ele liga o rádio que toca uma musica agradável. O percurso até em casa foi rápido uma vez que me distraí com as luzes da minha cidade. E quando chegamos eu sinto que tudo foi bem.

– Elena. — Matt me chama assim que estaciona o carro. Eu o olho, ele estava com uma expressão confusa.

– Sim. — O ouço.

– O que está acontecendo? — Sua pergunta não estava na lista das perguntas que ele não perguntaria, porém sua coragem de pergunta-la me assustou.

– Como assim? — Tento o explorar. Ele parecia atordoado.

– Você me respondeu secamente todo o nosso encontro, está diferente, costumava falar mais, agir mais. — Matt explica.

– Matt, eu não mudei, eu simplesmente não sou sua namorada. — Respondo com cautela. — Eu queria lhe falar isso há um tempo, desde que você me buscou na festa do Tyler.

– O que quer dizer?

– Quero dizer que somos amigos e a maneira como me trata é como se quisesse mais, o beijo mais cedo, a forma como segurava minha mão na fila, as tentativas de aproximação durante o filme, isso são coisas que namorados fazem. — Explico. Matt segura minha mão.

– Eu não posso evitar, Lena, estou apaixonado por você desde sempre. — Meu coração se aperta. — Você sabe que eu amo você.

– Não diga isso Matt, porque não posso dizer o mesmo.

– Eu não ligo, volta para mim. — Ele implora.

– Não, eu não posso ser assim com você, ninguém merece amar e não ser amado. — Sinto uma lágrima em meu olho esquerdo. — Entenda. — Beijo sua bochecha e saio do carro correndo em direção ao meu prédio.

Quando estou em meu quarto, eu decido tomar um banho e dormir.

Sinto algo em minhas costas me perturbarem. Uma voz feminina.

– Elena, querida, acorde. — Era Mamãe. Meus olhos ardem. — Acorde, que você vai se atrasar para a escola, meu amor. — Levanto devagar.

– Onde está o meu celular? — Pergunto sonolenta.

– Não sei, vi a hora e vim te acordar, acho que ele não tocou o despertador. — Mamãe diz já na porta. — Estou te esperando na mesa do café.

Levanto espreguiçando-me o quanto posso e sigo para o banheiro. Jeremy estava escovando os dentes. Rolo os olhos, ele vem no meu banheiro só para me irritar.

– Bom dia, Lena. — Ele deseja com bom humor.

– O que foi? — Pergunto pegando minha escova.

– Nossa, que mau humor, está precisando de um homem na sua vida. — Rio sem graça.

– Se enxerga, Jeremy. — Ignoro sua fala. — Vai para a escola hoje?

– Não, acordei cedo porque daqui a pouco vou para o aeroporto pegar um ônibus para a puta que pariu. — Ele responde em deboche.

– Seria um favor a humanidade, maninho. — Participo da sua brincadeira. — Mas, voltando ao assunto, se eu fosse você não iria para a escola, palavras de Carol.

– Aposto que aquele namoradinho ridículo dela vai estar lá, eu não tenho medo do Tyler. — Ele dá de ombros.

– Se diz. — Faço o mesmo.



– Bom dia Lena. — Mamãe me deseja colocando o café na minha xícara.

– Bom dia, Mamãe.

– Como foi sua noite ontem? — Pergunta, olho para Papai que comia tranquilamente.

– Bem, foi bem. — Respondo rápido com objetivo de terminar a conversa.

– Você me disse que estava com o Matt, vocês estão juntos novamente, minha querida? — Rolo os olhos com o pensamento de Mamãe. Eu odeio falar sobre meninos com papai em presença.

– Não, eu e o Matt…

– Você e o loirinho, Lena? — Jeremy me interrompe. — Quando é o casamento?

– Não enche. — Jogo um biscoito nele.

– Não tenho nada contra esse menino, e acho bom que vocês voltaram. — Papai opina.

– Eu não voltei com Matt! — Exalto-me. Todos me olham assustados. — Tenho que ir, vou me atrasar.



Carol combinou de se encontrar comigo no caminho da escola, Jeremy como sempre estava atrasado. Olho o horário no meu relógio de pulso e vejo que faltam cinco minutos para bater o sinal da escola.

– Elena! — Ouço a voz de Carol. — Espera! — Olho para trás, ela corria sorridente.

– Carol, calma vai chegar ensopada na escola de tanto correr. — Grito.

– Atrasei hoje, desculpa. — Ela se explica.

– Não tem problema. — Dou de ombros. — Como você está? — Pergunto.

– Bem, alias muito bem porque hoje será a grande revanche.

– Carol, sobre isso, eu não acho legal o Tyler bater no Jeremy, ele pode ser um idiota, mas acho que Tyler vai machucar ele. — Exponho minha opinião.

– Elena, não acredito que vai ficar no lado dele! — Carol diz revoltada.

– Não estou no lado dele, só acho que é meio exagero. — Ela me olha com furia.

– Não acredito nisso, eu, exagerada? — Carol grita. — Ele pegou na minha bunda, Elena!

– Eu sei, mas…

– Sabia que você iria ficar no lado dele! — Caroline segue, me deixando para trás.

– Carol! — Grito. — Espera! — Ela não me ouvia e seguia seu caminho.

Ótimo, agora a Caroline deu de ficar nervosa com tudo. Rolo os olhos.

Quando chego na escola, muitas pessoas estavam do lado de fora, no pátio, gritando e rindo em alto som. Olho para todos os lados a fim de entender que confusão era essa que estava ocorrendo porém nada me dava uma única pista. Sinto algo em minha cintura que me faz gritar. Olho para trás, Jeremy ria de minha situação.

– Idiota! — Grito. Ele se aproxima.

– O que está achando da minha revolução? — Jeremy aponta para a multidão no pátio.

– O que você tem haver com isso? — Sussurro em fúria.

– Digamos que Caroline é a mais nova chifruda da escola, eu peguei Tyler antes de ontem beijando uma menina, mais conhecida como Anne, enquanto voltava para casa. — Jeremy conta com um sorriso vitorioso nos lábios. — Obvio que eu tirei foto e… — Ele me entrega um papel. — Voilà!

Analiso o papel, tinha uma foto de Tyler e Anne juntos se beijando escrito coisas horríveis à Carol. Olho para Jeremy com cara de poucos amigos, ele passou do limite.

– Você espalhou esse papel ridículo para a escola inteira com o objetivo de atingir o Tyler? — Grito com conseguindo aguentar a minha vontade de avançar nele.

– Sou um gênio, não sou? — Ele se gaba.

– Obvio que não, você é um demente porque agora que Caroline nunca vai olhar na sua cara, e eu não acredito que fez isso com ela! — Dou um tapa na sua testa. — Idiota!

– Hey Jeremy! — Ouço uma voz grossa. Era Tyler. — Temos algo a resolver. — Tyler estende o papel e logo o amassa jogando-o no chão.

– Pelo amor de Deus, não briguem, vocês vão se machucar! — Grito.

– Saí da frente, Elena! — Jeremy grita. Alguém me puxa do caminho. Todos em volta gritavam “Briga” isso me deixava desnorteada. Saio correndo do para buscar ajuda, porém sou repreendida pela diretora me mandando ir para a sala. Isso com certeza terminaria em confusão.

Não consigo prestar um minuto de atenção da aula uma vez que Carol não estava na mesma. Ela provavelmente estava muito abatida em algum canto do colégio ou foi para casa. A segunda opção me parece a melhor.

Quando finalmente a aula termina recebo um bilhete na hora que saio da sala. Era para eu comparecer na supervisão. Isso me trouxe pensamentos ruins.

– Eu não fiz nada! — Ouço a voz de Jeremy de longe. Abro a porta da supervisão, todos os olhares se voltam a mim. Jeremy estava com um gelo na testa, seu nariz sangrava.

– Jeremy! — Vou em sua direção. — Eu falei para você não entrar nessa briga. — Brigo com ele.

– Pode deixar Elena, o Tyler está bem pior do que eu. — Ele se gaba, o olho sem palavras.

– Senhor Gilbert! — A coordenadora repreende. — Chega de gracinhas. — Seu olhar se move para mim. — Senhorita Gilbert, não consegui falar com seus pais já que Jeremy insiste em passar o numero errado, nosso sistema está desregulado, então preciso da sua ajuda. — Jeremy bufa alto.

– Preciso o numero deles. — Concluo.

– Isso é perda de tempo, eles não vão vir aqui. — Jeremy comenta.

– Coordenadora, tenho certeza que se falar com qualquer um dos dois, ambos estarão de ouvidos. — Ignoro a fala de Jeremy.

– Muito obrigada, senhorita Gilbert, anote o numero nesse papel, por favor, que já vou ligar para eles. — Ela me entrega um bloco de notas e uma caneta, anoto o numero de Papai e Mamãe.

– Você me paga. — Jeremy sussurra.

– Vai me dar uma surra também, Jeremy? — O debato. — Foi mais que merecido, eu te avisei para não fazer isso. — Falo entre dentes. — Bem feito. — Sussurro. — Tenho que ir, coordenadora, se é tudo.

– Pode ir, querida. — Ela me permite. Jeremy me olha feio.

Eram quase oito horas da noite, havia estudado o dia inteiro. Estava mais que cansada implorando por um banho. Caroline não respondeu nenhum de minhas mensagens, sim eu mandei várias. Jeremy estava no escritório do Papai desde que ele passou na escola para conversar com a coordenadora, ou seja, ele está mais que de castigo. E para piorar, eu não tirava o quarto iluminado a minha frente da cabeça. Havia visto April diversas vezes porém no fundo eu sabia que gostaria de ver.

Levanto-me frustrada procurando o meu celular para ver se Caroline havia me respondido. Nada. Bufo impaciente. Eu não tinha nada para fazer. Meu celular apita, eu corro desesperada para ver o que ela.

De: Bonnie (08:12)

Hey Lena, é a Bonnie, não sei se lembra de mim. Voltei para a cidade e vou fazer uma festinha na minha casa às nove horas. Se puder vir vai ser um prazer! Beijos xoxo

Meu Deus, Bonnie. Eu não a vejo desde que tinha quatorze anos. Eram muito amigas, porém ela se mudou para outra cidade e isso nos distanciou um pouco. Rio com pensamento de poder reve-la. Respondo sua mensagem confirmando minha presença.

Olho o relogio e calculo o tempo que tenho para chegar na festa, abro o meu guarda-roupa e separo algumas roupas.

– Elena! — Ouço alguem na minha porta. Era Papai.

– Pode abrir. — Grito. Papai entra em meu quarto.

– Quero conversar com você. — Ele comenta logo me sento na cama o chamando para fazer o mesmo.

– É algo grave? — Pergunto assustada.

– Não, querida, não. — Papai sorri. — É algo serio. — Respiro fundo e o ouço. — Fui na escola de Jeremy mais cedo e estou sabendo da confusão. — Continuo o ouvir. — A situação do Jeremy não está nada bem, tive que ter uma conversa muito delicada para não o expulsarem. — Assusto-me com a gravidade da situação. — Então se tiver alguma coisa sobre ele que.. — Papai parece faltar palavras. — Que ele fez de errado e não me contou, por favor, me diga, quero fazer se fiz a coisa certa. — Respiro fundo. Uau, tantas coisas. Mas o que poderia acontecer com ele? Alias eu tenho certeza que Papai iria o tirar da escola caso eu contasse tudo que sei. Apesar de tudo ele é o meu irmão, e não consigo o prejudicar.

– Não que eu saiba. — Minto. Minha consciência pesava no momento.

– Tudo bem. — Papai se levanta. — Vai sair? — Ele olha para as roupas em cima da cama.

– Eu iria te pedir. — Digo envergonhada.

– Para onde vai?

– Lembra da Bonnie? — Papai concorda. — Ela está na cidade e me chamou para uma festa na antiga casa dela.

– Irá chegar tarde? — Papai pergunta com tom autoritário.

– Estava pensando em dormir lá. — Ele faz cara de poucos amigos.

– Tudo bem, eu deixo, mas, princesa, cuidado. — Ele adverte, eu lhe dou o meu melhor sorriso.

Durante uma hora no taxi, eu estava praticamente sem paciência. Já eram nove e meia e o motorista não achava a casa da Bonnie, eu não podia o culpar alias eu também não lembrava muito, porém estava no meu limite. Havia mandado várias mensagens para Bonnie perguntando o local, mas ela não parecia online. Bufo com irritação. Ouço uma música alta e logo presto atenção na rua.

– Parece que… — O motorista aponta para uma casa.

– Ali! — Grito o mais alto que o normal. O taxista estaciona o carro e logo o pago.

Isso foi frustrante.

Vejo pessoas chegarem e mantenho distancia. Vou devagar até a porta e Bonnie me localiza de longe.

– Elena! — Ela grita correndo em minha direção, não posso descrever minha felicidade. A abraço forte, eu sentia tanta falta dela.

– Que bom que está aqui. — A digo ainda abraçada a ela.

– Você está tão diferente, olha esses cabelos. — Ela repara em mim. Sorrio envergonhada.

– Você também está ótima, Deus, quanto tempo.

– Vem, vamos entrar! — Bonnie me puxa para dentro.

A casa estava exatamente como antes mesmos moveis e o mesmo cheirinho de madeira. Haviam muitas pessoas na festa, mas não conseguia identificar ninguém da escola.

– Vou te mostrar a parte nova da casa. — A sigo ansiosa e logo vejo de onde vem tanto barulho. Em minha frente havia uma enorme piscina e varias pessoas se divertindo. O som estava altíssimo tocando as musicas do momento.

– Uau! — Admiro a diversão de todos. — Adorei a área nova.

– Bonnie, olha o que os meninos trouxeram, não é o máximo? — Haviam duas meninas com grandes sorrisos balançando garrafas de vodca. Bonnie tampa sua boca olhando para os lados.

– Como eles conseguiram isso? — Ela sussurra. — Não acho uma boa ideia.

– Relaxa, Boo. — Uma das meninas diz. — É para se divertir. — Bonnie faz cara de poucos amigos.

– Bem… — Ela parece afastar algo ruim da cabeça. — Essa é Elena, minha amiga de longa data. — As meninas me cumprimentam. — Essa é a Anna, e essa é a Hayley. — Dou um leve aceno.

– Você gosta de vodca? — A Hayley me pergunta. Sinto intimidada.

– Gosto, mas… — A menina me puxa para dentro da casa. Estou levemente assustada.

– Gente, trouxe mais uma para brincar. — Hayley grita. Todos soltam urros e gritos.

– Brincar de que? — Pergunto confusa.

– Shots! — Um menino de cabelos caramelo me responde.

– Vamos começar! — Uma menina grita. Todos sentam e Hayley me puxa para o seu lado.

– Você é nova, você começa! — Hayley diz. Meus olhos alargam-se.

– Como? — Pergunto assustada.

– Joga o dado! — Alguém grita. O dado é jogado.

– Três! — Hayley me sacode. Percebo que Bonnie está ao lado esquerdo.

– Três o que? — Pergunto confusa. Eu não entendia nada.

– Três shots. — Bonnie sussurra. Vejo um menino derramar a vodca em um copo pequeno.

– Shot! — Todos gritam repetidamente até eu virar os três shots.

– Batizou! — Hayley grita e todos a acompanham. Ok, beber não estava nos planos.

Minha visão estava embassada, já havia bebido dez shots de vodca e isso era tipo mais que o limite para mim. Percebo que estou dançando sozinha em um canto da sala de estar.

– Ai está você! — Bonnie vem em minha direção. — Estou te procurando faz um bom tempo, vamos para a piscina.

– Não, eu vou ficar aqui dançando. — Respondo aproveitando a musica lenta que tocava no local.

– Está tudo bem? — Bonnie pergunta. Eu nego. E realmente não estava, a bebida havia me deixado vulnerável, eu não parava de pensar nele, o senhor das minhas fantasias. — O que foi?

– Muito complicado. — Resolvo não me abrir. Bonnie me puxa para o sofá.

– Me fala. — Eu conhecia aquele tom autoritário e seu olhar ameaçador.

– É um cara aí. — Conto. Bonnie me olha com mais cautela.

– Que cara, ele está aqui? — Bonnie era tão inocente.

– Não, ele é meu vizinho. — Dou de ombros. Ajeito o meu vestido que subia a medida que me mexia.

– Ele não te quer? — Bonnie insiste, eu rio da sua pergunta.

– Não, ele me quer, o caso é se eu tenho coragem de o querer. — Deixo o meu corpo relaxar no sofá.

– Como assim? — Rolo os olhos com a insistência.

– Ele me quer, mas ele é mais ve… — Ouço uma gritaria em minha direção.

– Boo! — Anna grita em nossa direção. — Você precisa ver isso! — Ela ria descontroladamente. Bufo com a minha situação.

– Já volto. — Bonnie grita já sendo puxada por Anna.

Ótimo. Relaxo-me melhor no sofá. Sinto-me inquieta. Penso em Damon, nome despresível que não sai da minha cabeça. Tento me levantar para apagar esses pensamentos da minha cabeça.

– Vodca? — Um menino oferece uma garrafa a mim.

– Sim. — Aceito e logo percebo que tenho uma garrafa em minhas mãos. Abro a tampa e derramo o líquido em minha garganta. Volto a dançar a musica chata da sala rodopiando e rebolando ao mesmo tempo, por um momento me sinto muito tonta e caio no sofá. Eu rio como louca. E não havia motivos. Quando meu riso cessa eu percebo como estou louca. Eu não ligo para nada, eu tinha uma vontade crescendo dentro de mim e resolvo realiza-la. Pego o meu celular e procuro com certa dificuldade o nome de Damon. A chamada se inicia e eu espero por sua voz.

Alô.– Ouço a voz de Damon rouca. Sinto o meu coração bater forte. Oh, não, eu realmente havia ligado. — Elena?– Ele me chama, eu não tenho voz para responde-lo. — Elena, onde está?– Ele faz mais perguntas. – Elena?– Respiro fundo e penso em desligar. – Está em uma festa?– Desligo a chamada o mais rápido possível.

Olho ao redor levando a garrafa para minha boca novamente. Eu estava sozinha na sala. Sinto o meu celular vibrar. Era Damon.

Droga.

Deixo tocar e me concentro em beber. O celular para de tocar depois de instantes, porém o vejo tocar novamente. Pego o celular e atendo a chamada. Permaneço em silencio.

Elena, onde você está?– Damon estava com uma voz mais clara. — Elena, me responda.

– Damon. — Respondo. Ele não diz nada durante segundos.

Onde você está?– Damon repete sua pergunta.

– Na casa de uma amiga. — Dou de ombros levando a garrafa em minha boca.

Onde?– Estranho sua pergunta.

– Por que quer saber? — Rebato.

Está bêbada?– Rolo os olhos e desligo a chamada. Sinto o meu celular vibrar novamente.

– Alô. — Atendo.

– Me mande sua localização.– Damon manda. Estou sem palavras. - Elena, está me ouvindo?

– Sim. — Sussurro impressinada.

– Vai me mandar?– Ele reforça.

– Não sei como chegar aqui. — Respondo. — Não vai vim aqui, né? — Pergunto risonha.

– Vou, você não está bem.

– Eu não quero que venha aqui. — Expresso a minha vontade.

– Você não tem escolha. — A chamada cai. Droga. Ele não vai vir aqui, eu espero.

Levanto-me seguindo para a piscina, onde todos gritavam e dançavam.

– Elena! — Hayley me grita. — Pula! — Ela me chama da piscina.

Eu resolvo me divertir, retiro os meus saltos e me entrego à diversão. A água estava gelada porém seu feito sobre mim não causava tanto. Exalto-me dançando e comemorando com Hayley ao meu lado. Vejo minha garrafa isolada perto das mesas que haviam em volta. Eu queria beber o líquido. Saio da piscina e derramo o liquido em minha garganta.

– Quem é esse homem? — Bonnie grita assustada. Passo os meus olhos para a porta. Damon estava me olhando no momento.

– Vim buscar a Elena.

Depois de muita reluta Damon consegue me segurar com força e me levar para fora. O vento gelado atravessava meu corpo me fazendo sentir arrepios.

– Eu disse que não queria que viesse. — Comento entre os dentes. Damon caminhava comigo depressa segurando-me pela mão.

– Elena, eu não deixaria você assim aqui, vai se meter em problemas. — Damon rebate e abre a porta de seu carro para mim. O vejo rodear o carro logo entrando ao meu lado.

– Eu não pedi para você vir aqui! — Volto a discussão.

– Por que me ligou? — Seus olhos me encaravam com certa duvida, ele conseguia fazer o efeito do álcool se evaporar e me transformar em uma menina desconfortável.

– Não sei. — Viro-me para a janela. Damon liga o carro. Após minutos de silencio resolvo fazer um pergunta. — Por que pensa em mim? — Damon me encarava pelo seu retrovisor.

– Por que pergunta isso? — Ele rebate.

– Porque eu quero saber, por que pensa em mim. — Toco na mesma tecla.

– Elena, não acho que seja o momento certo para lhe dizer isso. — Ele agora encara as ruas.

Calo-me a fim de o deixar em paz.

– Eu já falei os meus motivos. — Ouço Damon retomar o assunto. Sorrio abertamente.

– Não me explicou direito.

– Você não deixou eu me explicar. — Ele se defende e tinha razão.

– Estou lhe dando a oportunidade. — Incentivo. Damon suspira e logo me olha.

– Não, deixa. — Ele nega a me contar. Percebo que estamos entrando no prédio.

– Damon. — Sussurro.

– Elena, melhor não. — Ele devolve no mesmo tom.

Assim que ele estaciona o carro retira o meu cinto, eu observo seus movimentos. Damon sai do carro e em segundos está do meu lado abrindo a porta. Saio com certa dificuldade, pois a tontura me pega de jeito.

– Está com sua chave? — Damon pergunta quando saímos do elevador.

– Não era para eu estar aqui. — Sussurro para ninguém ouvir além dele.

– Como assim?

– Meus pais acham que vou dormir na casa da minha amiga. — Explico. — Leva-me para sua casa. — Damon me fita por alguns segundos.

– Vem.

Notas finais
OMG! O que acharam? Gente, sei que demorei um pouquinho para postar, mas percebi que os comentários caíram muito! Tem mais de 5o acompanhando! Seus comentários me incentivam a escrever mais e mais. Alias, muito obrigada a todos os amores que comentam! Vocês são demais! ATENÇÃO! **SPOILER** - April está dormindo. - Damon sussurra. Eu tenho ataque de riso. O álcool não me cai bem. - Silencio. - Damon coloca seu dedo sobre minha boca. Coloco minha mão sobre a sua. Ele observa os meus movimentos. - Estou com frio. - Comento. - Você está molhada. - Eu sei. - Respondo em um riso. Ajeito o meu cabelo que atrapalhava minha visão. - Tira o meu vestido. - Peço. - O zíper é aqui. - Coloco sua mão longa sobre minha cintura. O olho através do espelho a nossa frente. Ele puxa o zíper de uma vez, isso me faz soltar um gritinho, sou empressada na parede. Minha respiração se acelera. - Não faz isso comigo. - Damon adverte em meus ouvidos. - Você ainda não retirou o meu vestido inteiro. - Relembro-o. Até o próximo capítulo, saí essa semana! Beijos! Comentem!!!