Notas iniciais
Olá leitores! Estou felicíssima com os seus comentários! Juro, vocês são demais, cada vez me inspiram a querer escrever mais e mais. Estou maravilhada. Boa leitura, o capítulo de hoje está on fire! Beijos!!!

Enquanto caminhávamos para a nossa mesa eu percebia o quanto o lugar era bonito. Era um restaurante com pessoas bem vestidas, eu me sentia uma intrusa porém o espaço em si me confortava. Sentamos em uma mesa para três, Damon a minha frente. Eu pensava o que estava fazendo nesse momento e o que passava por minha mente ao aceitar sair com Damon. Tecnicamente, não ele, porém April não havia chegado ainda.

– Pode pedir o que quiser. — Damon comenta. Eu o olho pela primeira vez desde que chegamos. Ele tinha olhos bem mais claros que normalmente. Solto um sorriso e agradeço. O garçom aparece perguntando o que queríamos. Damon não tirava seus olhos de mim, eu logo desvio o olhar para o menu.

– Um suco de Maçã, por favor. — Peço. Olho para qualquer lugar uma vez que me sinto desconfortável.

– Vou querer o mesmo. — Damon comenta. O garçom logo se vai. — O que achou do restaurante, foi escolha da April, ela adora esse lugar. — Tenho a competência de o olhar novamente.

– Achei agradável. — Respondo com um sorriso nos lábios. Mexo em meus cabelos em desconforto. Diante daquele homem eu não sabia o que dizer. Eu estava sem palavras, totalmente.

– Que bom que gostou. — Ouço sua voz novamente. — Me diga sobre o seu dia. — Isso me surpreende. Ele queria saber sobre meu dia. O que poderia comentar?

– Bem... — Penso em minhas palavras. — Não há nada de interessante. — Damon solta uma risada.

– Não acredito em você. — Ele diz divertido.

– Acredite. — Afirmo.

– Então quer dizer que nosso jantar não é interessante? — Damon pergunta. Oh. Eu sinto que estou ruborizada. Ele me fazia desconfortável a todo tempo.

– Não foi o que quis dizer. — Explico-me. Eu não consigo formular o que quero. Eu odeio quando me sinto assim.

– Então seu dia não está tão desinteressante assim. — Damon se aproxima da mesa, eu sinto ele tocar minha mão dando leves toques. Sorrio em nervoso. O garçom chega, sua mão se desaproxima da minha.

Eu beberico o meu suco e olho para a mesa próxima de mim.

Quando o garçom se vai novamente eu olho para Damon que me observava.

– Você é tão quieta. — Ele diz. Ele não é a primeira pessoa a dizer isso.

– Muitas pessoas me dizem o mesmo, mas acho que apenas não interajo muito. — Respondo com sinceridade.

– Não precisa ter vergonha de mim. — Damon comenta. — Eu tenho a sensação que te envergonho. — Ele estava tão certo. Tão certo.

– Não acha que é apenas impressão? — Pergunto. Eu não queria que ele soubesse como que me sinto ao seu lado.

– Não, eu sinto que te causo algo. — Meu coração estava acelerado nesse momento. — Eu não sei o que. — Eu não tinha vontade de desvincilhar de seus olhos desafiadores. Ele solta um sorriso branco.

– Acho que está enganado. — Minto.

– Então. — Damon se levanta. — Não ligaria se eu sentasse ao seu lado? — Aquela pergunta tinha tantos sentidos, que para uma pessoa comum seria uma bobagem. Mas eu sentia uma certa malícia naquilo tudo. Sua culpa, Caroline.

– Não. — Respondo. Ele se senta ao meu lado, eu encaro a mesa da frente.

– Está com fome? — Damon pergunta.

– Não muito. — Digo. Ele parecia me analisar. A sua aproximação me incomodava. Eu mantenho a minha visão à frente. Oh, não. Isso poderia ser uma brincadeira? Eu avistei quem não devia.

– Não acredito. — Sussurro.

– O que foi? — Damon pergunta.

– Nada. — Minto.

– Você viu alguém? — Ele pergunta novamente. Eu olho para Matt, ele estava acompanhado daquela menina estava com Jeremy.

– Vi, mas não importa. — Eu não queria abrir essa gaveta agora. Damon permanece em silêncio, e quando olho para a mesa novamente Matt me olhava. Droga. Encolhi-me no assento. Eu olhava para um ponto fixo do meu suco.

– Elena. — Ouço a voz de Matt. Eu olho assustada.

– Matt. — Sorrio amarelo. — Não esperava ver você aqui. — Tento puxar assunto ao reparar que ele olhava demais para Damon.

– Eu decidi trazer minha irmã. — Paraliso. Aquela era irmã dele? — Ela chegou faz pouco tempo aqui, estava fazendo intercâmbio. — Olho para a menina de longe.

– Eu sou Damon, prazer. — Damon oferece a sua mão, Matt logo a agarra.

– Prazer, é alguma coisa da Lena? — Matt pergunta, eu tenho vontade de sair daquele lugar. Que tipo de pergunta foi essa?

– Somos amigos. — Ele responde. Vejo que Matt faz uma expressão de poucos amigos.

– Foi um prazer te ver de novo, Lena. — Matt beija minha mão, eu sorrio envergonhada. Quando Matt se vai, me sinto ruborizada. Damon sorria.

– Deixa-me adivinhar? — Ele diz com um sorriso malicioso nos lábios. — Ele gosta de você. — Eu concordo.

– Ele é meu ex namorado. — Damon pisca diversas vezes.

– Presumia. — Rio abertamente. — É só ele, ou há probabilidade de haver outros por aqui? — Ele estava brincando comigo.

– Não, só ele. — Respondo. Eu tinha um sorriso nos lábios, ele estava me divertindo.

– Então quer dizer que só teve um namorado? — Damon me olhava com curiosidade.

– Mais ou menos. — Respondo. Ele me olha desconfiado.

– Teve mais, não teve? — Seus olhos se comprimiam projetando um olhar engraçado. Eu rio de sua expressão.

– Eu não quero falar sobre isso. — Admito. E realmente não queria, ele não precisava saber que já havia beijado e ficado com vários garotos.

– Desculpe. — Damon desvia o olhar. Eu sinto que fui um pouco grosseira. Toco levemente em sua mão.

– Eu que devo me desculpar, acho que fui grosseira. — Comento, ele me olhava nesse momento. Ele não me intimidava ou me deixava desconfortável. — Desculpa, só acho esse assunto delicado.

– Não se desculpe. — Damon sussurra. — Eu entendo. — Vejo seus dentes brancos formarem um sorriso bonito. Ouço um barulho que me tira a atenção. Era o celular de Damon. — Só um minuto. — Damon se retira.

Eu estava confusa novamente, aproveito a saída de Damon para tomar um ar. Pego o meu celular afim de distrair-me. Vejo cinco mensagens em minha tela.

De: Carol (20:03)

Elena, como está ai? Bjs.



De: Carol (20:05)

Elena!!! Me responda, como está ai???



De: Carol (20:08)

Elena Gilbert, estou me irritando com você! Me responda!



De: Carol (20:10)

Espere quando chegar na escola amanhã mocinha!!!



De: Matt (20:23)

Vejo que já terminou de colocar a matéria em dia, podemos sair agora? Sinto que está fugindo de mim. Beijos.



Rolo os olhos com as mensagens. Uma pior que a outra. Caroline com seus surtos e ataques, e Matt com suas psicoses tipico de homens grudentos como ele. Deveria responder?

– Péssimas notícias. — Damon aparece ao meu lado.

– O que foi? — Pergunto jogando meu celular na bolsa.

– April disse que não poderá vir, está cansada, mas pediu para te pedir desculpas.

– Que pena. — Lamento. — Deveríamos ir embora? — Pergunto.

– Você quer ir embora? — Damon me devolve a pergunta. Eu penso em minha resposta. — Alias, vamos. — Ele diz sorridente. Não entendo sua expressão.

– Como assim? — Pergunto totalmente confusa.

– Vou te levar em um lugar legal. — Damon faz uma rápida expressão com sua mão para o garçom, presumo que seja a conta.

Quando havíamos saído do restaurante uma chuva grossa caiam sobre nossas cabeças. Eu paraliso, aquela chuvinha provocava um vento gelado.

– Como vamos para o carro? — Damon pergunta observando a chuva cair.

– Podemos ir assim mesmo. — Eu proponho. Ele logo me olha assustado.

– Não vou deixar você se molhar. — Ele diz, eu logo rolo os olhos.

– Eu não ligo de me molhar. — Respondo sem tirar os olhos dele. Damon faz um expressão incomodada. Eu rio baixo. — Vamos. — Eu o puxo para a chuva, sinto as gotas logo ensoparem minha roupa enquanto corríamos para o carro que estava a metros de nós. Damon abre a porta para mim rapidamente e logo entro. Eu sentia graça, aquele momento havia sido divertido. Eu ria abertamente sem parar. Quanto tempo eu não sinto a chuva em minha face. Quando Damon entra ele me observa enquanto rio o quanto posso. Ele tinha um sorriso nos lábios.

– Está com frio? — Ele pergunta assim que me alívio.

– Um pouco. — Respondo. Observo que ele estava ainda mais molhado do que eu. Sua mão se move para a tela do seu carro, ele liga o aquecedor. O silêncio invade o carro.

– Onde vamos? — Resolvo quebrar o clima.

– Se ainda quiser... — Damon não tira seus olhos da rua.

– Eu não tenho problemas caso tenha. — Comento. Ele sorri brevemente.

– Ótimo.

Estávamos em frente a uma praça iluminada. Observo como as cores combinavam perfeitamente com o contraste da água do lago ali perto. Sinto algo quente em meus ombros e logo percebo que Damon me cobria com o seu casaco.

– Obrigada. — Agradeço. Caminhávamos pela extensa calçada.

– Desculpa-me sobre a chuva. — Ouço a voz de Damon. Eu ajeito-me em seu casaco.

– Está tudo bem, foi legal. — Comento. Eu olho para ele, sua blusa clara estava colada ao seu corpo, e seus cabelos semi-molhados.

– Esse lugar de noite é bonito. — Damon comenta me puxando pela minha mão, andamos mais rápido do que o normal até onde se encontravam os flashes de luz. Eu estava maravilhada, haviam tantas pessoas apreciando aquele momento. Percebo que tenho um sorriso no rosto. A forma como as luzes refletiam no lago, era incrível.

– Não se vê isso todos os dias. — Comento. Percebo um silencio. Quando olho para o lado, eu não vejo ninguém. Damon não estava ao meu lado. Olho para todos os cantos.

– Está me procurando? — Damon sussurra. Tomo um susto. Ele estava atrás de mim.

– Sim. — Sorrio timidamente. Ele estende algo. Era um sorvete.

– Gosta? — Ele pergunta, eu afirmo. Tinha sabor de chocolate. Volto a observar a vista deslumbrante.

– Trás muitas pessoas aqui? — Pergunto. Damon se vira para mim.

– Não. — Seus olhos estavam dilatados, azuis brilhantes. — Só você. — Minha respiração estava mais rápida que o normal.

– Não precisa mentir. — Tento quebrar o clima. Damon sorri serenamente e se aproxima.

– Eu estou dizendo a verdade. — Ele diz, eu o olho parcialmente. Damon observava meus lábios, sua mão se move, logo sinto o calor dela sobre minha boca. Minha respiração estava mais do que rápida. Meus olhos fitavam os seus, ele se aproxima mais, então eu consigo senti o calor da sua respiração. Ele estava tão perto que eu não acreditava no que estava acontecendo.

– Acho que devemos ir. — Sussurro. Damon se afasta em certa rapidez.

– Sim. — Ele responde e logo caminha a minha frente.

O que diabos aconteceu ali?

Eu não sei definir como eu me sentia no momento, eu estava mais do que confusa, e se o que Carol havia dito fosse verdade? Eu não poderia aguentar a pressão, eu não consigo o olhar no momento, apenas sigo os seus passos. Ele abre a porta para mim e eu me afundo em seu couro macio. Damon logo entra e liga o carro.

Todo o percurso foi um total silencio, eu não tinha palavras, ele não tinha palavras. Aquele momento havia sido constrangedor o suficiente. Respiro fundo quando finalmente havíamos chegado em casa. Damon abre a porta para mim, eu movo-me em passos longos até o elevador, ele me segue. Eu penso o que deve estar passando em sua cabeça. Damon me observa através do espelho como sempre, e pela primeira vez eu o encaro de volta. Eu penso que ele iria desviar o olhar, porém seu olhar segue firme. Seus olhos estavam escuros diante sua pupila dilatada. Nossos olhares só se quebram quando a porta do elevador se abre. Movo-me para fora e percebo que estou finalmente em casa.

– Obrigada pela noite, Elena. — Damon se aproxima.

– De nada. — Respondo. Ele deposita um beijo em minha bochecha.

– Vou esperar você entrar. — Ele sussurra. Pego a minha chave e logo entro.

Estou no momento encostada na porta ouvindo Damon entrar em sua casa. Fecho os olhos a fim de relaxar minha respiração. Que jantar desconcertante. Sinto algo vibrar em minha bolsa. Rolo os olhos ao perceber que era o meu celular.

De: Número Desconhecido (09:47)

Boa noite, Elena. Tenha bons sonhos.

Damon.

Oh. Como ele tinha o meu número? Sigo para o meu quarto em passos rápidos. Retiro os meus sapatos e jogo-me na cama. Eu deveria responde-lo? Olho novamente sua mensagem. A maneira como ele havia conseguido o meu numero não saia de minha cabeça. Eu sigo-me para a varanda com a finalidade de pegar um ar. Escoro-me na barra a minha frente, o vento desajeitava o meu cabelo. Observo o céu, cheio de estrelas, a chuva não havia chegado ainda. Eu tinha a visão de pequenas pessoas ali de cima. A cidade iluminada. Ouço uma música ao fundo, isso me faz olhar para o lado, o quarto a minha frente estava aceso. Oh. Vejo Damon, meu coração se acelera. Ele estava distraído enquanto mexia em seu celular, não usava mais sua blusa clara. Lembro-me quando o vi seminu pela primeira vez, quando dançamos.

Corro até o meu celular ao ouvir seu toque e vejo que há mais uma mensagem.

De: Numero Desconhecido (10:12)

Estou te vendo.

Damon.

Estou assustada, ele havia me visto na varanda. Eu decido responder.

Para: Damon

Não se deve observar uma menina na varanda sem que ela saiba.

Elena.

Vou para a varanda, tomo um assusto ao deparar-me com ele escorado em sua barra, seus músculos pareciam ainda maiores. Ele tinha um sorriso deslumbrante nos lábios, eu não consigo resistir, retribuo. Damon parecia estar lendo a mensagem, observo sua ação ao mover seus dedos contra a tela. Meu celular vibra.

De: Damon (10:17)

Não tenha vergonha de mim. Boa noite, Elena.

Damon.

Penso em sua mensagem. Ele sabia como eu me sentia em volta dele. Ele sabe mais do que eu imaginava. Olho para frente, Damon não está mais na varanda e as luzes do quarto estão apagadas. Ele era um tanto perturbador.



Aquele leve toque insuportável me levanta da cama. Estico-me devagar, eu só tinha uma alegria no momento, amanhã era sexta. Levanto-me e faço minha higiene matinal.

– Bom dia, Lena! — Era Jeremy. O olho com cara de poucos amigos.

– O que você quer? — Pergunto com dificuldade diante da escova na minha boca.

– Só queria te avisar que hoje é o seu ultimo dia para fazer Carol ficar comigo, ou seja, ou ela me beija, ou princesinha vai virar brejo. — Rolo os olhos com sua explicação desnecessária.

– Eu já sei disso. — Respondo com mau humor.

– Que bom. — Jeremy sorri sem graça.

Eu pensava em um modo como fazer Carol vir aqui hoje e acabar com essa agonia. Sento-me a mesa. Papai não se encontrava, apenas Mamãe colocando o meu café.

– Bom dia, querida. — Ela me deseja.

– Bom dia, Mamãe. — Sorrio levemente.

– Como foi o jantar ontem com April? — Mamãe me pergunta. Penso em uma resposta, eu não poderia a dizer que April não apareceu.

– Foi ótimo, o restaurante era muito bom. — Comento.

– Que bom, querida.

Após um bom café da manhã, eu sigo para o elevador ignorando o fato de ter que esperar por Jeremy.

– Segure para mim, por favor! — Ouço uma voz feminina. Procuro a direção da voz. Era April.

– April! — A chamo. — Bom dia! — A desejo.

– Bom dia, Elena. — Ela tinha um belo sorriso no rosto. — Soube que você e Damon saíram ontem, como foi?

– Foi bom. — A respondo. — Pode deixar que eu não estou chateada por não ter ido, eu entendo quando temos várias coisas para fazer, e para você deve ser mais difícil já que está na faculdade. — O elevador se abre em nossa frente. April faz uma expressão confusa.

– Bem, ontem eu estava em casa. — Ela ri em conforto. Como assim?

– Damon me disse que não pode ir porque estava na faculdade. — April não tinha expressão.

– Serio? — Ela sorri. Eu afirmo. — Damon deve ter se enganado. — O elevador abre. — Até mais, Elena! — Ela some em segundos. Que diabos?



No volta da escola Carol se encontrou comigo uma quadra depois da escola. Ela não parava de gritar no meio da rua como fui uma amiga desprezível por ter a respondido ontem anoite.

– Ok, Caroline, acho que já entendi! — Grito a fazendo fechar a boca.

– Não me venha dizer que não teve como me responder. — Ela estreita os olhos.

– Realmente não teve, eu não tinha como conversar com você e Damon ao mesmo tempo. — Explico-me. Resolvo contar sobre o acontecido. — Carol, eu estou muito confusa.

– Lena, conte-me o que aconteceu. — Ela me puxa para um banco que havia perto de nós. Respiro fundo e a conto tudo desde o momento que ele havia me pego em minha porta até a sua ultima mensagem me desejando “boa noite”. Carol tinha um sorriso estampado no rosto.

– Lena… — Ela permanece em fala por um instante. — Damon te quer.

Suas palavras foram fortes. O que poderia pensar? Damon havia feito tantas investidas, porém mesmo assim eu não conseguia aceitar a sua mentira para sair comigo. Ele me olhava tão profundamente. Eu tinha que saber.

– Carol, o que eu faço? — Pergunto desesperada ao perceber a gravidade da situação.

– Eu seguia fundo. — Ela diz antes de nos levantarmos. Ouço uma buzina, olho para o lado e vejo um carro preto. O mesmo estava parado ao nosso lado, eu tentava identificar quem era. Os vidros descem devagar, um cara com um par de óculos escuros sorria para mim.

– Olha quem eu encontrei. — Ele diz. Damon.

– Esse cara não morre nunca. — Carol sussurra.

– Quer uma carona? — Ele pergunta assim que tira seus óculos. Olho para Carol.

– Vai, eu tenho que voltar na escola, esqueci algo. — Ela diz. Estou pressionada.

– Ok. — Sussurro em nervoso. Carol me olha maliciosa logo acena. Eu a retribuo com outro aceno. Damon parte com o carro em alta velocidade.

Observo suas roupas, ele usava um terno escuro, sua gravata levemente folgada. Ele tinha tudo para ser um homem que todas mulheres pediam a Deus. Tento desviar desse pensamento, através do retrovisor, ele me observava. Eu já estava me habituando com seus olhares.

– Como foi a escola? — Damon pergunta.

– Foi cansativa. — Respondo olhando para os meus dedos que tremiam. — Como foi o seu trabalho? — Tento puxar assunto.

– Foi cansativo. — Ele me imita, eu sorrio de leve. — Tenho seis casos para resolver em dois dias.

– Boa sorte. — Sorrio observando a cidade.

Já em nosso prédio, esperávamos o elevador chegar. A cada segundo eu me sentia mais tensa, eu queria ter a certeza do que estava acontecendo. Damon tinha suas mãos dentro do seu bolso, ele olhava fixamente para frente. Desvio o olhar. Assim que as portas se abrem, adentramos.

– Damon? — O chamo. Ele me olha. Olhos azuis sobre castanhos. Eu não aguentava a minha respiração.

– Sim. — Ele sorri de canto. Respiro fundo.

– Se importa se formos para o seu apartamento? — Pergunto. Damon parecia paralisado. Ele desvia o olhar.

– Absolutamente, não. — Ele responde após três segundos. Sim, eu estava nervosa.

Após entrarmos em seu apartamento, eu reparo no ambiente. Damon deixa sua pequena maleta sobre a mesa e afrouxa sua gravata. Observo sua ação enquanto me acomodo em seu sofá.

– Tem algo a me dizer? — Damon se aproxima de mim. Eu levanto-me rapidamente evitando a aproximação.

– Sim. — Sussurro. Damon logo se levanta e vem em minha direção novamente.

– Diga.

Penso em minhas palavras, como dizer algo tão complicado e incompatível. Seus olhos estavam escuros como ontem no elevador.

– Porque mentiu para mim? — Pergunto, Damon desvia o olhar e se vira rapidamente.

– O que está dizendo? — Devolve-me uma pergunta.

– Sobre April, ela nunca me convidou para jantar. — Damon me olha novamente. Não podia explicar sua expressão, era uma mistura.

– Eu devia ser sido sincero, me desculpe. — Ele sussurra já perto de mim. Abaixo o olhar, eu devia o explorar mais. — Eu queria apenas ter um momento com você. — Oh.

– Tenho mais perguntas. — Levanto minha cabeça, Damon estava mais perto que imaginava. — Ontem, quando estávamos na praça, eu percebi que… — Não tenho a competência de continuar, todos aqueles sentimentos estavam voltando a tona. — Você sabe.

Damon me olhava de uma maneira que eu nunca havia visto. Sua mão se move contra a parede, forçando minhas costas baterem contra a mesma. Minha respiração estava mais que acelerada, aquele homem mexia comigo, eu devo admitir.

– O que está acontecendo? — Pergunto em um sussurro sem tirar meus olhos do dele. Damon move a sua outra mão contra a parede, eu me sentia presa entre suas mãos.

– Elena… — Damon pronuncia meu nome. — Eu não consigo parar de pensar em você.



Notas finais
OMG! Digam-me o que acharam! Aceito sugestões, quem sabe sua ideia está no próximo capítulo? Beijos!