Vizinho Irresistível
10 Capítulo IX
Notas iniciais
– Estou cansada. — Elena sussurra quase dormindo em minha porta.
– Calma, vem aqui. — Seguro suas pernas e a coloco em meu colo. Ela tinha a beleza de um anjo e o corpo dos pecados. Levo-a para dentro de casa e me deparo com April na cozinha.
– Damon! — Ela exclama com os olhos arregalados. — O que é isso?
– Fique quieta! — Sussurro nervoso. — Você irá acorda-la! — Coloco Elena na minha cama e volto para a cozinha.
– Espero que não seja o que estou pensando. — April me olha feio.
– Não é o que está pensando. — Rolo os olhos. — Apenas trouxe ela de uma festa.
– Damon, está louco? — April grita. — Essa menina é filha do seu melhor amigo que mora aqui na frente, não poderia ter feito isso.
– Ela me ligou bêbada, April, eu não podia deixa-la assim!
– Não é certo! — Ela me repreende.
– Eu sei, mas eu não iria deixar ela lá, você precisava ver aquele lugar! — Lembro-me da casa. — Era uma casa cheia de adolescentes loucos, eles poderia se aproveitar dela!
– Damon, você está muito obcecado por essa menina, o que está acontecendo? — Penso em sua pergunta.
– Como assim? — Nego-me a pensar sobre esse assunto.
– Essa menina, eu vi você saindo correndo atrás dela. O que ela tem?
– Não sei do que está falando… — Ignoro sua pergunta. — Você tem uma camisola para emprestar para ela?
– Claro! — April sorri levemente e segue para o seu quarto. Penso no que ela disse. O que Elena está fazendo comigo? Só de pensar que algum cara poderia se aproveitar dela eu tenho vontade de enforcar um. Retiro esses pensamentos da minha cabeça e sigo para o quarto para vê-la.
Elena tinha uma expressão relaxada. Era linda. Aproximo-me e me sento ao seu lado. Seus cabelos molduravam o seu rosto, seu corpo flexionado em uma curva perfeita. Acaricio o sua face e levo a outra mão em sua cintura.
– Aqui está. — Ouço a voz de April atrás de mim, retiro minhas mãos rapidamente.. — Irei dormir, tenho prova amanhã. Boa noite, maninho! — Ela me dá um beijo em minha bochecha.
A camisola era rosa e de seda. Imagino Elena com isso no corpo, eu não posso fazer isso. Porém não podia deixa-la ali com aquelas roupas apertadas. Respiro fundo e começo retirando seus saltos, rezo para manter o auto controle. Sigo para seu vestido, era impossível retira-lo daquela maneira. A ergo em meus braços e a apoio sobre mim, minha mão direita move o zíper para baixo lentamente para não acorda-la. Oh, Deus, eu preciso me controlar. Fecho os olhos terminando o meu trabalho com o zíper e os abro para retirar o vestido. Puxo a vestimenta para cimaao perceber que aos poucos sua nudez era revelada, fecho os meus olhos novamente. Minha respiração fica ofegante uma vez que retiro completamente seu vestido. Abro os olhos e a apoio sobre mim, eu tinha a visão de suas costas nuas.
Fecho os olhos, eu devia estar louco. Agarro a camisola, colocando em seu corpo rapidamente antes que eu cometa uma loucura. Assim que termino sigo desesperadamente para o banheiro para tomar uma ducha gelada.
Era de manhã, o sol adentrava a minha sala sem pudor. Eu havia dormido no sofá e me certifiquei de trancar a porta do meu quarto para eu não te-la aqui na sala durante a noite. Era um dia atarefado, eu tinha uma reunião com três homens importantes na área econômica. Tomo outro banho e desta vez tento não pensar em Elena já que na ultima vez foi uma tarefa não sucedida. E eu me sinto péssimo por pensar nela em uma forma tão promiscua.
Destranco a porta do meu quarto e ela ainda dormia serenamente. Pego o meu terno e me retiro antes que ela acorde.
– Bom dia! — April me assusta na sala. Ela ri.
– Bom dia. — Desejo-a seguindo para o banheiro.
– Bela adormecida ainda não acordou? — Ela grita de certa distância.
– Não. — Respondo no mesmo tom.
Arrumo-me rapidamente ao perceber que estava atrasado. Quando saio do banheiro perfeitamente arrumado, vejo que April já havia saído.
– Elena! — A balanço levemente, ela não parecia estar sentindo a minha presença. — Elena. — Acaricio sua face e seus olhos se abrem em alarme, como se ela tivesse em um pesadelo. Ela me analisa durantes segundos, eu rio de sua expressão. — Vejo que acordou, desculpe, mas precisava te avisar que já é manhã.
Ela olha ao redor observando o meu quarto.
– Que horas são? — Ela diz um pouco assustada.
– São quase sete horas. — Informo.
– Eu devo ir para casa. — Elena se desespera.
– Está tudo bem? — Pergunto me aproximando. Ela passa a mão sobre os cabelos levemente bagunçados. Ela estava tão bonita daquela maneira.
– Não sei, estou confusa, o que aconteceu? — Ela pergunta. Oh, se eu lhe contasse o que ocorreu sairia correndo da minha casa e nunca mais gostaria de me ver novamente.
– Bem… — Penso em minhas palavras. — Quando chegamos, você estava muito cansada e dormiu no sofá.
Ela analisa minha fala e olha para si mesma parando sobre a camisola. Sua mão a toca.
– Como coloquei isso?
– April te ajudou. — Minto. Sorrio para quebrar o clima.
– Meu Deus. — Ela se encolhe. — Que vergonha.
– Não precisa sentir vergonha. — Tento acalma-la colocando minha mão sobre a sua. Ela levanta o olhar e me olhar fixamente. Ela não deveria me olhar desse jeito, eu poderia cometer loucuras. Elena sorri para mim, e isso me causa espasmos.
– Está sorrindo. — Narro sua ação. Ela fica tímida.
– Sim. — Ela continua a sorrir. Essa menina havia me envolvido.
Elena faz menção de sair da cama, porém eu seguro sua mão esquerda sem tirar os olhos dela. Aproximo-me ansiando pela aquela beleza, ela era um pecado para mim. Eu queria te-la. Muito. Acaricio o seu rosto, ela parece gostar do meu toque. Oh, Elena. Não sabe o que está fazendo comigo. Ela fecha os olhos e me aproxima ao ponto de sentir sua respiração quente sobre os meus lábios. Quando Elena os abre eles seguem para a minha boca. Ela quer me beijar. Eu não sei se é o certo. Respiro fundo e tomo coragem. Ela toma os meus lábios. Sensação inexplicável. Seus lábios eram tão macios, eu jamais pararia de beija-la. Ela era boa demais para mim. Sinto que não tenho controle, eu a quero naquele momento. Puxo com força sua cintura para o meu colo e aprofundo o beijo colocando minha língua dentro da sua boca. Ela puxa os meus cabelos, eu poderia gemer a qualquer momento. Aperto-a com força e tudo que passa em minha cabeça agora é a sua imagem nua em minha cama. Sem resistir, eu sinto minha ereção apertar na calça contra a sua intimidade nua. Ela pula do meu colo rapidamente.
Elena estava contra a parede controlando sua respiração, eu não sabia o que fazer. Levanto-me em sua direção.
– Não se aproxime, por favor. — Ela sussurra. Oh. Ela se arrependeu. Oh. Eu estou paralisado, sem reação. A olho, ela estava negando a me encarar. Então eu saio do quarto para não a deixar constrangida.
O que fizemos? Por que ela se arrependeu? Eu não sabia o que pensar. Minha mente estava como um névoa branca. Tudo embaralhado e confuso. Eu sabia que ela não iria me dirigir uma palavra. Eu sabia que ela iria embora. Eu sabia que a deixaria ir.
– Aquele cara, o Sr. Welling.– Tento lembrar quem Grayson comentava. — Ele virá ao meu escritório hoje conversar sobre aquele caso pesado da semana passada.
– Ah, sim. — Finjo lembrar quem ele comentava. — Boa sorte.
– É, ele é da pesada.– Pausa. - Mas eu sei me virar com essas pessoas. – Ele solta uma risada, eu acompanho involuntariamente. Ele mal podia imaginar no que minha cabeça andava vagando. — Vai lá em casa hoje para tomarmos um vinho ou uma cerveja.– Oh não.
– Não sei, eu tenho muita coisa para fazer hoje a noite. — Tento me livrar do convite.
– Dá uma relaxada, cara, não vou aceitar “não” como resposta!– Suspiro. - Alias, tenho que conversar com você.– Penso em sua proposta. Não era uma boa ideia.
– Eu.. Tenho muitas coisas para fazer hoje a noite. — Arranjo uma desculpa.
– Damon, o que foi? Você não é de negar uma bebidinha após o trabalho. Tem mulher no jogo? — Ele sussurra. Meu coração acelera.
– Tudo bem, às 20 horas estarei aí. — Eu me arrependeria amargamente sobre isso.
– Ótimo!– Ele comemora. — Te espero!
Elena
– Juro que dessa vez eu não fiz nada. — Jeremy me promete, eu rolo os olhos.
Jeremy havia sido acusado de arrombar o armário de Tyler essa manhã, obvio que minha paciência com essa infantilidade dele havia acabado. Não só por isso, mas os meninos do futebol haviam pego ele fumando na área do vestiário.
– Eu sinceramente não vou perder tempo com você hoje, eu já te avisei, você não sabe no que está se metendo, Tyler não é flor que se cheire.. — Levanto-me do sofá a fim de ir para o meu quarto.
– Elena, querida, nem vi você chegando hoje de manhã, como foi a festinha da sua amiga? -
– Foi boa, mãe. — Sou breve.
– Boa até demais, não é, Lena? — Jeremy se intromete. Eu olho feio para ele. Jeremy havia me visto chegando de manhã com minhas roupas na mão. Obvio que ele presumiu o pior possível.
– Como assim, querido? — Mamãe se direciona a Jeremy.
– Nada. — Ele levanta e pisca para mim. — Nada. — Jeremy some pelo corredor.
– Querida, você não ingeriu bebida alcoólica não, certo?
– Não, Mãe. — Pausa. — Eu não faria isso. — Minto.
– Que bom minha querida, eu senti tanto medo hoje mais cedo, você não sabe o que li no jornal mais cedo. — Ela diz preocupada.
– Jornal? O que aconteceu? — Pergunto curiosa.
– Uma casa aqui do bairro estava dando uma festa também, alguns meninos passaram mal e deu ambulância e tudo. — Penso na casa de Bonnie. — Minha querida, tome cuidado com esses meninos, são loucos.
– Eu tenho, mamãe, eu tenho cuidado. — Respondo e logo mergulho para o meu quarto.
Haviam cinco minutos que eu olhava para o quadro tentando raciocinar após horas de sono. Eu havia apagado e já era noite. Meus pensamentos moviam para hoje mais cedo novamente. Como eu pude ser tão burra ao ponto de fazer uma besteira daquelas? E mesmo que eu admita que eu tive vontade, era errado. Eu claramente não sei o que está acontecendo comigo, eu não sou esse tipo de pessoa. Oh, talvez eu só precise de um banho.
– Elena, querida! — Ouço Mamãe na porta. — Seu celular estava tocando, era Bonnie, ela quer falar com você.
– Ok! — Grito em resposta. Termino de enxaguar o meu cabelo e logo termino o meu banho.
Damon
Eram quase nove horas da noite e eu simplesmente não conseguia tirar meus pés de casa para atravessar o corredor. Motivo: Aflição. Depois do que havia acontecido mais cedo não sei como encarar o meu melhor amigo. Por sorte ele não havia me ligado ainda.
Eu tenho quase quarenta anos e nunca em minha vida senti um frio na barriga como sentia agora. Só ao pensar que posso vê-la…Tudo bem, era hora de agir como um adulto. Que diabos eu estava pensando? Eu não preciso fugir.
– Damon! Meu amigão! Entre, tenho um monte de novidades para te contar! — Grayson me recebia animado. — Mais cedo coloquei aquela cervejinha que você gosta.
– Miranda! — Ele a chama. — Damon chegou!
– Damon! — Miranda veio me cumprimentar. — Me desculpe pelo avental, estou preparando algo gostoso para nós!
– Hum! Eu sinto o cheiro...- sorrio a confortando.
– Vem cá, Damon, você não vai adivinhar como estão as coisas no escritório.
– Como? — Sento-me no sofá.
– Melhores do que nunca, estou pra receber uma grana preta. Ah! Eu amo o que faço. Essa é a verdade. — eu percebo que Grayson já estava um pouco alterado pela euforia. — Miranda, meu amor, trás a cervejinha do Damon, ele deve estar cansado!
– Que nada. — Brinco. — Obrigada. — Agradeço assim que Miranda me dá a bebida.
– Grayson, você viu o Jeremy? — Miranda pergunta preocupada. — Ele saiu mais cedo e acho que até agora não chegou.
– Ele já deve estar chegando, querida. — Grayson a conforta. — Então, Damon, como foi o dia?
– Cansativo. — Sorrio.
– Entendo, hoje foi uma correria! — Ele ri. Grayson já estava alterado.
– Jeremy! — Ouço um grito que me retira a atenção.
Da cozinha, Jeremy seguia em direção ao corredor sem olhar para ninguem.
– Espere aí, mocinho! — Miranda o segue. Jeremy havia machucados no rosto e a roupa amassada.
– O que está acontecendo? — Grayson grita nervosa. — Jeremy volte já!
– O que foi? — Jeremy responde mal humorado.
– O que aconteceu, meu filho? — Miranda o analisa apavorada.
– Nada, eu só me desentendi com um cara aí. — Ele responde normalmente.
– Como assim? — Grayson se aproxima. — Está brigando novamente?
– E qual foi o nosso trato? — Miranda o chama atenção. — Nada de sair de casa!
– O que está acontecendo? — Ouço a voz de Elena no fundo. Ela olha para Jeremy horrorizada, mas logo segue seu olhar a mim e paralisa.
– Seu irmão fazendo arte! — Grayson diz nervoso. — Vá para o seu quarto temos que conversar já! — Jeremy e Grayson segue para o corredor.
– Ei. — Elena me cumprimenta em um quase sussurro. Eu sorrio levemente.
– Elena faça companhia a Damon, eu já volto, vou ver o que está acontecendo com Jeremy. — Miranda segue preocupada para as escadas.
Elena se senta ao meu lado, mantinha seu olhar na televisão a sua frente e as mãos encolhidas em seu colo. Ela tinha vergonha de mim. Penso em puxar um assunto.
– Vi no jornal sobre a festa que estava ontem. — Comento. Ela logo me olha.
– Eu também vi, fizeram uma bagunça naquele lugar. — Elena sorri, eu a acompanho.
– Ainda bem que eu te busquei a tempo. — Solto sem pensar. Ela não diz nada. Se mantem calada e a respiração descompassada. Ela estava nervosa e eu sentia que a incomodava. Ela olha para mim, seu olhar transmitia insegurança. Ela mexe em seu cabelo daquela maneira que eu gosto e logo já estou louco por ela novamente.
– Eu não sei mais o que eu faço! — Grayson aparece na sala. Elena e eu nos afastamos. — Princesa, você sabe alguma coisa do Jeremy, sabe quem é esse menino que ele brigou?
– Acho que é o Tyler, papai, Tyler Lockwood. — Ela responde. — Eu já o avisei que não devia se meter com ele.
– Seu irmão não tem jeito, não sei mais o que fazer!
Elena
Após todos se alimentarem eu segui para o meu quarto, se ficasse mais um minuto naquela sala eu enlouquecia. Damon não parava de me olhar, eu estava começando a me sentir desconfortável.
– Pode falando! — Tomo um susto ao ouvir Jeremy na minha porta. — Você falou com papai sobre o Tyler, não foi? — Ele parecia nervoso.
– Sim. — Dou de ombros. — Ele me perguntou, eu respondi.
– Não era da sua conta! — Jeremy grita.
– Sem gritaria no meu quarto, se não for falar como gente já pode sair. — Digo sem paciência.
– Você não devia ter contado. — Ele continua.
– Jeremy, você não é maior de idade ainda, papai tem todo o direito de saber disso, e ele me perguntou, eu não iria mentir. — Rebato.
– Você me paga, Elena. — Ele faz menção em sair do quarto.
– Estou morrendo de medo. — O ignoro voltando minha atenção para meu celular.
Bonnie havia me ligado três vezes. E havia uma mensagem de Matt. Rolo os olhos involuntariamente. Ele não iria desistir. Resolvo ligar para Bonnie.
– Alô. – Ela atende a chamada.
– Bonnie! — Respondo.
– Elena, por Deus! Onde você está? – Ela pergunta preocupada. Estranho sua pergunta.
– Em casa, oras, por quê?
– Aquele cara que te buscou na festa, quem era ele? Ele não era o seu pai.– Penso no que responder.
– E-ele é o meu vizinho, é amigo do meu pai. — Conto a verdade. — Ele veio me buscar.
– Ah sim! Achei estranho, nunca o vi na vida.– Ela ri.
– Está tudo bem com você? Eu vi no jornal sobre a festa! — Mudo de assunto.
– Bem, não está, estou de castigo e tem dois meninos que estão no hospital, eles exageraram na dose.– Bonnie suspira. — Eu só queria uma festa legal, sabe? Virou uma tragédia.
– Sinto muito, Bonnie, mas vai ficar tudo bem. — A animo.
– E Caroline? Ela não veio na minha festa, sabe de noticias?
– Caroline e eu estamos brigadas por umas besterinhas aí, então acho que ela não foi por minha culpa.
– Ah, que pena.– Pausa. — Lena! Eu tenho que ir, só queria saber se está tudo bem, se minha vó descobrir que estou com meu celular ela me mata! – Rio do modo como ela falava.
– Tudo bem! Beijos! — Desligo o celular.
Só agora que eu me toquei sobre Caroline, eu tenho certeza que ela não vai dar o braço a torcer. Eu precisava ajeitar nossa situação, alias ela era minha amiga.
Ouço um toque na minha porta.
Levanto-me e vejo quem era, meu corpo paralisa.
– Oi. — Damon diz um pouco estranho. O que ele fazia aqui? Adrenalina toma conta do meu corpo.
– Damon. — Sussurro o seu nome.
– Preciso conversar com você. — Ele diz. — Agora.
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