Notas iniciais
Olá leitores maravilhosos! Mais um capítulo baho para vocês! Adorei escrever esse capítulo, e espero que vocês gostem! Beijos!

– Preciso conversar com você. — Ele diz — Agora.

– T-tudo bem. — Respiro fundo, controlando minha respiração. — Entre. — Dou espaço para ele entrar.

Ele entra e se vira a mim. Fecho a porta sem tirar os olhos dele. Por que ele fazia isso comigo? Como ele tinha o poder de apenas olhar para mim e me fazer totalmente impotente. Desvio o olhar e sigo para o outro lado do meu quarto pensando no que fazer e como agir.

– Elena. — Ele me chama, eu viro-me em segundos. — Eu preciso conversar com você sobre hoje mais cedo. — Minha respiração se acelera. Eu já imaginava que esse assunto viria à tona.

– S-sim. — Eu respondo. Eu não podia por um instante parar de gaguejar? — Precisamos. — Respondo mais firme.

– Eu não quero que tenha um pensamento ruim sobre mim, eu sou amigo do seu pai e sei que sou mais velho que você, isso não irá se repetir. — Penso em suas palavras. Ele estava arrependido. Estudo suas palavras.

– Eu não tenho uma imagem ruim. — Respondo. — O que aconteceu hoje mais cedo foi algo que não irá se repetir. — Repito suas palavras. Por que eu tinha algo dentro de mim que me angustiava? Ele me olhava um pouco de lado.

– Tem algo em você… — Ele se aproxima. Oh, não. Seus olhos azuis não retiravam a atenção de mim. Sua mão segura levemente meu pescoço. Respiro com dificuldade pela aproximação. — Tem algo que me deixa louco.

– Não faça isso. — Sussurro. Ele realmente não deveria fazer isso, ele não sabia como mexia comigo. Mesmo que eu não goste de admitir.

– Me responda uma coisa. — Ele sobe sua mão para os meus cabelos. — Você sente isso também?

Oh, que tipo de pergunta é essa? O que responder? Eu estava sem fala. Ele se aproxima mais, eu sentia sua respiração. Era difícil admitir isso a ele.

– Me responda. — Ele insiste. Assinto de devagar sem tirar os olhos dele. — Oh, não. — Ele sussurra olhando para os meus lábios. — Por que você faz isso comigo? — Damon pergunta já acariciando meu couro cabeludo.

– Eu não sei. — Sussurro. Delicio-me do seu toque. Eu queria muito mais do que aquilo, mesmo que não pudesse.

Minhas costas batem contra meu armário. Eu analisava suas feições, ele era tão bonito, chegava a ser um pecado. Era tão ruim assim o querer?

– Eu sei que é errado, mas eu quero muito te beijar. — Ele sussurra enquanto me cheirava. Eu sentia que iria derreter em seus braços. Resolvo tomar coragem.

– Me beija. — O olho nos olhos. Ele me olha assustado. — Por favor. — Peço baixinho. Sua mão livre segura a minha cintura e logo ele se aproxima segurando-me firmemente em seus braços.

Seus lábios colam aos meus com rapidez e violência. O beijo doando toda a minha vontade, como eu desejava isso a partir do momento que o vi na sala. Ele puxa o meu cabelo colocando sua língua dentro da minha deliciosamente. Eu gemo involuntariamente.

O espaço parece ser pequeno para nós e ele me guia até a cama puxando-me para o seu colo e me beijando novamente. Eu agarro seus braços os colocando em volta de mim e puxo o seu cabelo, ele geme me puxando para mais perto. Oh, como era delicioso. Nosso beijo segue até perdemos o folego. Respiro fortemente e o observo. Ele sorri.

– Desculpe, eu não consegui me controlar. — Comento.

– Seria errado eu te beijar de novo? — Ele pergunta. Eu assinto e ele me puxa novamente. Minhas mãos seguem para seu peitoral o acariciando e ele segura meu pescoço depositando beijos por toda a extensão. Gemo mais um vez o puxando para mim. Ele segue os beijos para o meu colo e eu o deixo fazer o seu trabalho.

– Você dizendo desse jeito ativa ainda mais a minha vontade. — Comento. Ele me olha por breve segundos e sorri expondo aquela beleza que mexia com minha parte mais intima.

Por puro desejo eu puxo sua camisa para sentir o calor da sua pele, ele a retira e a joga no chão. Eu tinha a visão que tanto desejava. Ele logo volta a me beijar e eu deixo minhas unhas passarem em suas costas nuas.

Eu sentia que o meu desejo não parava de aumentar, eu devia parar mas não tinha forças. Puxo seu cabelo e aprofundo o beijo mostrando o quanto eu queria aquilo. Os beijos de Damon desciam novamente e aquela parte particular do meu corpo me deixava vulnerável.

– Eu queria poder parar. — Ele sussurra. — Mas não consigo.

– Nem eu. — Respondo.

Damon puxa as alças da minha blusa para baixo deixando a mostra meus seios, eu sentia um prazer descomunal ao sentir sua boca tomando meus seios com vontade.

– Ah! Não para! — Gemo baixo. Só de sentir sua boca naquela parte tão sensível eu tinha vontade de tirar a roupa. Eu nunca senti tanto tesão em toda a minha vida. O que estava acontecendo? Ele continua os movimentos me deixando louca, sentia que podia explodir a qualquer momento. Logo, senti sua ereção contra a minha intimidade o que me deixou ainda mais excitada.

Damon nos vira ficando por cima e volta a dar atenção a minha boca.

– Elena, querida! — Ouço a minha mãe na porta. Meu coração acelera. Damon pula para o outro lado do quarto. O olho assustada. — Já ligou para a Bonnie?

– J-já! — Grito. Damon me olha também assustado. Ajeito a minha blusa e puxo minha saia ao perceber que havia subido. Ele veste sua blusa.

– Acho melhor eu ir. — Damon se aproxima. Eu concordo levantando-me. A tensão volta a nos rodear. Sinto sua mão acariciando meu rosto. — E agora, o que será de nós? — O olho rapidamente.

– Eu não sei. — Respondo. E realmente não sabia, depois do que aconteceu há minutos atrás tudo iria mudar.

– Eu também não. — Ele sorri e me puxa colando nossos lábios. Nosso breve beijo não foi realizado, ele já estava me apertando contra as paredes novamente colocando a língua na minha boca. Paro o nosso beijo ao perceber que faríamos tudo novamente. — Preciso voltar para a sala, eu te mando uma mensagem daqui a pouco.

– Tudo bem. — Sorrio. Desvio o olhar quando finalmente acordo para a realidade. Ouço a porta fechar e olho assustada para a mesma. Isso havia acontecido, era real.

Ando de um lado para o outro. O que fazer? Eu estava totalmente confusa, me sentia extremamente feliz e ao mesmo tempo suja. Se qualquer um dessa casa descobrisse o que havia acontecido eu provavelmente seria expulsa de casa. Oh, não! Eu sou tão burra. Damon conseguia ser tão irresistível que eu não conseguia me controlar. Só de pensar na maneira como ele me segurava e me beijava, minha calcinha já estava molhada novamente. Eu preciso aprender a me controlar.

Do banheiro eu ouvia Papai conversar com Damon sobre algum show de rock. Estava tudo de volta ao normal. Respiro fundo.

– Está se escondendo do que? — Tomo um susto. Era Jeremy. Rolo os olhos entediada.

– O que você quer? — Sussurro.

– Ouvindo a conversa alheia, que coisa feia. — Ele brinca e eu o empurro seguindo para o corredor.

– Sai daqui. — O ignoro.

– A comida está pronta! — Mamãe cantarola. Eu apareço na sala e vejo Papai e Damon na varanda.

– Ótimo! — Papai ri, ele estava bêbado. Damon me olhava se aproximando, desvio o olhar ajeitando o meu cabelo. — Vou pegar mais uma geladinha, você quer outra Damon? — Damon retira sua atenção de mim.

– C-claro! — Damon responde. Eu me sento na cadeira mais próxima.

– Nada disso! — Ouço mamãe se aproximando. — Você já bebeu muito hoje, Grayson! — Ah não mais um discussão. Rolo os olhos.

– Para com isso, meu amor! — Papai brinca. Mamãe odeia quando ele brinca com ela bêbado.

– Para nada, você não tem mais trinta anos.

– Claro que eu tenho! — Ele brinca. — Eu sou jovem ainda, querida. — Ele vai ao encontro dela. Desvio minha atenção e cruzo olhares com Damon. Ele solta um riso tímido, era quase impossível não retribuir.

– Para com isso, Grayson! — Mamãe diz nervosa.

– Ah, querida, calma, eu estou feliz, só isso. — Papai a dá um beijo. — Eu gosto de relembrar minha época de faculdade, não é Damon? — Damon o olha assustado.

– É, boa época. — Ele responde.

– Sei… — Mamãe se senta a mesa. — Vamos comer, sente aqui, Grayson!

– Ah, Damon aproveitou essa época mais do que eu… — Papai continua se juntando a mesa. — Não, é?

– Pode ser. — Damon diz tímido.

– Damon sempre tinha com quem sair nos finais de semana… — Papai conta. — Mesmo com a sua restrição. — Olho para Damon, ele tinha a cabeça abaixada.

– Restrição? — Pergunto interessada. Damon me olha rapidamente, eu ignoro o seu olhar e olho curiosa esperando a resposta de Papai.

– Ele só saía com loiras. — Ele diz com descaso. — Até hoje certo? — Damon assente. Loiras?

– Tem algo errado com morenas? — Pergunto com um sorriso no rosto.

– Não, eu só tenho preferencias. — Damon responde sem timidez. Levanto as sobrancelhas rindo de sua resposta.

– Eu gosto disso, pelo menos eu sei que minha família está fora de seu alcance. — Papai brinca. Meu coração acelera, decido não olhar para ninguém. Damon ri sendo seguido por Papai.

Após comermos eu decidi não ficar muito envolvida a eles. Então segui para o meu quarto, eu estava cansada e precisava dormir.

Penso no que Papai disse a mesa. Damon tinha preferencias a loiras, então porque diabos ele se aproximou de mim? Sacudo levemente minha cabeça para afastar esses pensamentos. Eu não deveria pensar nele no momento. Ah, quem eu estava enganando?

– Lena! — Tomo um susto.

– Jeremy! O que você quer? — Ele entra sorridente.

– Um favor. — Ele diz baixo, já sabia que ele usaria esse tom. Rolo os olhos.

– Que favor? — Pergunto seca.

– Que entregue isso para a Caroline. — Ele me dá uma carta. Eu analiso a analiso na minha mão.

– O que é isso? — Pergunto com graça. — Isso é um tipo de brincadeira? — Rio.

– Lena, é serio. — Ele diz serio. Olho a carta novamente.

– Eu até poderia pensar em fazer isso, mas eu não estou falando com a Caroline.

– Como assim? — Ele pergunta preocupado.

– Ela brigou comigo porque eu te defendi quando você fez o favor de passar a mão na bunda dela. — Respondo raivosa.

– Ah, mas essa carta vai ajeitar isso.

– Como assim? — Pergunto.

– Eu estou pedindo desculpas por ter feito isso na carta. — Sinto-me surpresa.

– Você? Pedindo desculpas? O que aconteceu? Tyler ameaçou você? — Ele ri fraco.

– Não, ele não tem esse poder. — Se gaba. Rolo os olhos.

– Vou tentar. — Respiro fundo. Por que ele estaria fazendo isso?

– Valeu, maninha. — Jeremy sai do quarto.

Como vou entregar essa carta se Caroline nem olha na minha cara?

Sinto meu celular vibrar.

Recebi uma mensagem. Leio o nome na tela.

Damon.

“Precisamos conversar, seriamente. Poderíamos sair, o que acha? Talvez ao publico podemos nos controlar. Boa noite.”

Releio sua mensagem mensagem diversas vezes.

“Talvez”

Notas finais
Fiquei até sem fôlego escrevendo esse capítulo! O que acharam??? Beijos!