Notas iniciais
Olá leitores! Estou adorando os seus comentários, estão me incentivando muito a escrever mais e mais. Muito obrigada. O capítulo saiu rápido, tive um tempo e resolvi satisfazer vocês. Boa leitura!!!

– Olá Senhora Gilbert. — Caroine cantarola quando entramos em casa. Mamãe preparava algo na cozinha, sua aparência era engraçada. Ela tinha um chapéu gigante em sua cabeça e luvas gigantes nas mãos. Eu rio abafado.

– Carol. — Mamãe retira suas luvas e vem dar um beijo em nós. — Chegaram cedo, estou preparando biscoitos. — Ela diz animada. Carol faz uma expressão maliciosa.

– Adoro biscoito. — Ela comenta.

– Mãe? — A chamo enquanto ela se distrai com os biscoitos no forno. — Que chapéu é esse? — Eu não seguro a minha risada.

– Ah, Elena, seu irmão me deu. — Ela tinha um belo sorriso no rosto com as mãos em seu chapéu mestre cuca. — Alias, onde ele está? — Mamãe pergunta. — Ele não voltou com você? — Ela parecia preocupada.

– Não o vi na escola hoje. — Dou de ombros. — Vou para o quarto com a Carol, ela vai dormir aqui hoje. — Aviso enquanto puxo Caroline pelo corredor.

– Lena, acho que o que fez com Jeremy foi maldoso. — Lembro-me do que fiz, rolo os olhos.

– Não me arrependo. — A respondo. Coloco minha bolsa em cima da minha mesa e me jogo na cama. — Jeremy me tira do serio sempre, Carol. Eu não aguento mais.

– Mas ele é seu irmão. — Ela insiste. Ela não tinha a ideia como Jeremy era idiota, bufo entediada.

– Não importa, alias, ele nem viria para casa mesmo, aposto que está com aqueles cavalos tarados que ele chama de amigos. — Caroline arregala os olhos. Levanto-me inquieta. — Não viu como eles me olharam hoje no intervalo? — Ela nega. — Eles estavam me comendo com os olhos, Carol. — Jogo-me novamente na cama. — Isso porque eles me viram ontem de pijama. — Rolo os olhos lembrando-me do momento desagradavel.

– Mas eles são gatos. — Carol me cutuca maliciosa. Puxo a minha almofada sobre minha cabeça abafando minha raiva.

– Carol, será que só pensa nisso? — Grito abafado.

– Claro. — Ela se levanta puxando a almoçada do meu rosto. — Alias, vá escolher sua roupa, temos um festa hoje. — Ela dá pulinhos. Sento-me na cama a observando. Eu não queria ir a essa festa. — Rápido! — Carol me puxa.

Ficamos um bom tempo decidindo a minha roupa, alias toda peça que escolhia Carol negava e afirmava que era horrível ou brega. Tirando a minha grandiosa vontade de dar da cara dela, eu simplesmente peguei um vestido preto colado e mandei ela procurar o que fazer. Obvio que ela tentou trocar mil vezes, mas fiz minha decisão e a ameacei não ir mais, então ela me deixou em paz. Alias, não tanto assim, ela havia trago um monte de mascaras de todos os tipos para passar no rosto porque de acordo com ela “vitaliza a alma interior e trás boas energias”. Até parece. Meu rosto parecia uma massa escorrida de tanta vitalidade.

– Para de ser chata, Elena! — Carol segurava meu rosto para terminar a aplicação de mais um mascara com um cheiro horrível.

– Carol? — A chamo. Ela me ouve. — Acho que isso não está funcionando. — Ela bate no meu braço para eu não me mexer. — Droga, Carol! — Grito abafado. — Chega! — Levanto-me sem paciência. — Vou tirar isso! — Sigo para o banheiro.

– Elena, não faça i… — Fecho a porta em sua cara. Retiro toda aquela nojeira da minha face e volto para o quarto.

– Não devia ter tirado antes do tempo. — Carol comenta emburrada, eu dou de ombros a ignorando. — Seus pais já dormiram? — Olho a hora em meu celular rapidamente.

– Muito provável. — Respondo. Carol pega suas coisas.

– Vamos?

Havíamos ido para a escada se trocar, alias ninguém poderia desconfiar. Caso Mamãe fosse no meu quarto eu tranquei a porta, eu sabia que o estava fazendo não era algo bom, porém Carol iria me perturbar tanto que eu faria qualquer coisa. Assim que nos arrumamos, guardamos nossas coisas no ultimo andar dentro da porta de emergência.

– Acha que alguém pode vir aqui? — Carol pergunta com medo. Só ela tem medo de escuro em plena escada.

– Ninguém vem aqui, Carol. — Rolo os olhos.

– Eu venho. — Ouço uma voz diferente. Meu coração solta e por sorte nem eu e Carol gritamos.

– Jeremy, que diabos? — Sussurro, ele ria abertamente. A fúria sobe em minha cabeça. — O que está fazendo aqui? — Ele exibe um cigarro em seus dedos.

– Fumando. — Dá de ombros.

– Até nisso você consegue ser idiota, não sabe que isso faz mal? — Tampo o meu nariz afim de não respirar aquela fumaça. — Licença. — Sigo passando por ele, porém ele me agarra.

– Onde vai? — O olho assustada.

– Não é da sua conta, maninho. — Largo o meu braço com raiva. Ele agarra novamente. — Me solta! — Tento me soltar, porém Jeremy é mais forte.

– Aonde vai? — Ele repete a pergunta.

– Não te interessa! — Grito. — Me solta Jeremy! — Ele me solta.

– Você acha que vou deixar você sair daqui sabendo que você me deixou para trás hoje na escola? — Jeremy apertava meu braço com força. Eu não tinha palavras. Penso em algo inteligente.

– Supere, Jeremy! — Tento me solta, porém ele aperta com mais força. — Está me machucando.

– Onde você vai? — Ele pergunta pela terceira vez.

– Não é da sua conta! — Consigo me soltar.

– Se não quer dizer, tudo bem. — Ele diz em um tom calmo. Eu sabia que não estava tudo bem, estava tudo mais que ruim, ele provavelmente iria fazer algo. Bufo e resolvo contar.

– Vou para a casa do Tyler com Carol, e cala a boca. — O aviso. Ele solta um sorriso irônico.

– A Carol vai, ou fica em minha companhia? — Ele diz malicioso.

– Cala a boca Jeremy, Carol não está interessado em você. — A puxo. — Boa noite. — Sigo as escadas abaixo.

Quando chegamos na festa uma música alta tocava. Eu ouvia gritos e risadas de longe. Carol já estava animada e dançava antes mesmo de entrarmos, eu toco a campainha.

– Carol. — Tyler abre a porta, e a beija no rosto. Carol parecia uma criança observando o seu amiguinho tomar sorvete, ela estava mais que babando. — Elena. — Tyler me cumprimenta, eu solto um sorriso falso. Eu nunca gostei dele.

– Tyler. — O cumprimento. — Casa legal. — Elogio sua casa, mas na verdade o que queria dizer era o quanto sua casa parecia um prostíbulo. Nada contra prostíbulos caso não houvesse apenas pessoas da escola.

– Obrigada. — Ele virou para um direção deixando eu e Carol a vontade.

– Você viu como ele olhou para mim? — Carol sussurra nos meus ouvidos, eu sorrio. Tyler é tipo de cara que olha para uma garota e só pensa nela em sua cama.

– Ele quer sua calcinha, Carol. — Ela sorri.

– Eu sei! — Carol grita. — Vem, vamos beber! — Ela me puxa, eu paro imediatamente.

– Temos aula amanhã! — Eu aviso. Carol rola os olhos rindo da minha cara.

– E daí? — Ela me puxa novamente e paramos na frente de uma mesa com variados tipos de bebidas. — E a noite começa… — Carol pega uma vodca. — Agora.

I knew my rent was gon' be late about a week ago

I worked my ass off, but I still can't pay it though

But I got just enough

To get off in this club

Have me a good time, before my time is up

Hey, let's get it now

Ooh I want the time of my life

Oh baby ooh give me the time of my life

Let's get it now



A minha consciência havia ido para o espaço, eu só sabia que eu queria dançar e pular durante a noite inteira. Tenho que dizer eu não me lembro como tudo isso começou, Carol já não estava mais do meu lado e pelas diversas vezes que fui a procurar eu sempre me distraia com um cara me puxando pela cintura beijando minha boca. Pelo menos alguém teve pena de mim e me informou que Carol estava com Tyler no quarto dele, era impossível não afirmar que eles estavam fazendo coisas muito divertidas e perversas.

– Aqui seu copo. — Um menino aparece em minha frente com um copo de plastico. A bebida estava azul, eu não conseguia identificar o que era.

– O que é isso? — Pergunto já jogando todo o conteúdo na minha garganta.

– Licor, vodca e mais algumas coisas. — Ele sussurra em meu ouvido, mordendo meu lóbulo devagar. Eu gemo.

– Adorei. — Elogio a bebida e puxo o menino de olhos verdes para a mim, colando minha boca na dele.



Tonight I'mma lose my mind

Better get yours cause I'm gonna get mine

Party every night like my last

Mommy know the drill, shake that ass

Go ahead baby let me see what you got

You know you got the biggest booty in this spot

And I just wanna see that thing drop

From the back to the front to the top

You know me I'm off in the cut

Always like a Squirrel, looking for a nut

This isn't for show I'm not talking 'bout luck

I'm not talking 'bout love, I'm talking 'bout lust

Now let's get loose, have some fun

Forget about bills and the first of the month

It's my night, your night, our night, let's turn it

Eu rebolava até o chão sem preocupações, o meninos de olhos verdes não estava mais ao meu lado e sim um monte de garotos. Eu ria abertamente e sinceramente não dava a minima para ninguém. Aquela música me deixava animada e viva, o efeito do álcool tinha me proporcionado mais do que diversão, eu adorava essa sensação de fazer o que quiser.

– Elena Gilbert. — Alguém pronuncia o meu nome, olho para todos os lados até ver Matt em minha frente. Meu sorriso desaparece e logo largo o copo no chão. Matt era o meu namorado até poucos meses atrás.

– Matt!? — Eu grita devido ao alto som da música. Ele tinha um sorriso encantador nos lábios.

– Não sabia que gostava de frequentar festas da escola. — Matt se aproxima segurando o copo que havia jogado no chão. Eu solto um sorriso amarelo.

– Carol. — Rolo os meus olhos, Matt faz uma expressão convincente. — Não era para estar em uma super festa na faculdade? — Tento mudar de assunto.

– Sim, há várias, mas na verdade, só passei aqui porque Tyler é um grande amigo. — Eu concordo, porém percebo que não sabia o que estava acontecendo o efeito do álcool tinha me pegado em cheio. Apenas agora havia percebido que Matt falava de varias coisas e eu não entedia nada.

– Matt? — O chamo fazendo ele parar de falar. — Que horas são? — Pergunto. Matt olha em seu relógio de pulso.

– São quase cinco horas da manhã. — Meu coração dispara. Estava muito tarde.

– Oh, não. — Minha mão cola em minha testa em preocupação.

– O que foi? — Matt segura meu braço. Eu o olho e pela primeira vez sinto algo girar. — Está tudo bem? — Minha cabeça roda.

– Eu preciso ir para casa. — Desespero-me. — Onde está a Caroline? — Olho para todos os lados em sua procura. — Ela deve estar com Tyler.

– Não acho que ele esteja, acabei de vê-lo com uma menina ruiva.

– Eu preciso ir embora, está tarde. — Comento com certa dificuldade por causa do álcool.

– Eu te levo, vamos. — Matt me leva para fora da casa.

Eu não me lembro bem como parei no carro dele, só sei que a primeira coisa que fiz foi encostar minha cabeça no vidro e dormir. Acordei com um leve toque de Matt sobre o meu ombro, meus olhos abriram em alarme, ele me encarava com certa cautela.

– Tudo bem? — Eu assinto, a tontura havia acabado, mas continuava bêbada. — Chegamos no seu prédio. — Eu olho assustada pela janela.

– Obrigada. — Agradeço rapidamente.

– Quer que eu te acompanhe? — Eu nego.

– Não precisa. — Sorrio educadamente. Abro a porta do carro e entro no prédio. Escondo meu rosto em meus cabelos para o porteio não conseguir me identificar e sigo para o elevador. Apoio nas paredes do mesmo buscando ficar o mais sóbria possível, meu vestido estava no meu útero porém eu não ligava, ajeito o meu cabelo e percebo que o elevador para. Abro os olhos localizando minha chave dentro de minha pequena bolsa.

– Droga Elena, é um bolsa pequena. — Xingo-me. As portas se abrem, sigo para fora sem olhar para frente. Esbarro-me em alguém.

– Elena? — Olho para cima.

– Oh, meu Deus, Damon. — O encaro boquiaberta, ele estava em seu terno novamente. Minha mão ajeita meu cabelo, ele observa minha ação. — Pensei que fosse alguém de casa. — Meu peito descia e subia rapidamente.

– Vejo que alguém passou a noite fora de casa escondido… — Damon comenta em um sorriso nos lábios. Eu fico sem graça. — Pode deixar, não contarei ao seu pai, se é o que pensa. — Eu relaxo, soltando um sorriso, tento seguir em frente porém quase tropeço. Maldito álcool. Damon me segura rapidamente pela cintura. — Vejo que alguém também bebeu. — Eu seguro em seu braço, o seu perfume vem em minhas narinas ele cheirava bem.

– Desculpe. — Fecho os olhos, o sono estava dominando o meu corpo. — Acho que bebi demais. — Damon ainda me segurava.

– Está pálida. — Eu abro os olhos e vejo seus olhos azuis me encararem. — Não pode entrar assim, vem! — Ele segura-me com mais firmeza. — Vamos para o meu apartamento.

Notas finais
O que acharam sobre o capitulo? Elena foi para o apartamento do Damon, o que será que pode acontecer? Obrigada pela leitura! Beijos.