Vizinho Irresistível
4 Capítulo III
Notas iniciais
– Elena? — Olho para cima.
– Oh, meu Deus, Damon. — O encaro boquiaberta, ele estava em seu terno novamente. Minha mão ajeita meu cabelo, ele observa minha ação. — Pensei que fosse alguém de casa. — Meu peito descia e subia rapidamente.
– Vejo que alguém passou a noite fora de casa escondido… — Damon comenta em um sorriso nos lábios. Eu fico sem graça. — Pode deixar, não contarei ao seu pai, se é o que pensa. — Eu relaxo, soltando um sorriso, tento seguir em frente porém quase tropeço. Maldito álcool. Damon me segura rapidamente pela cintura. — Vejo que alguém também bebeu. — Eu seguro em seu braço, o seu perfume vem em minhas narinas ele cheirava bem.
– Desculpe. — Fecho os olhos, o sono estava dominando o meu corpo. — Acho que bebi demais. — Damon ainda me segurava.
– Está pálida. — Eu abro os olhos e vejo seus olhos azuis me encararem. — Não pode entrar assim, vem! — Ele segura-me com mais firmeza. — Vamos para o meu apartamento.
Eu o sigo enquanto ele me segura forte. Minha visão gira novamente então apoio com mais força em seu ombro. Damon abre a porta e me leva para dentro, eu não observo com muitos detalhes sua casa, alias minha visão estava embassada.
– Vou te colocar no sofá. — Damon me avisa, eu me agarro a ele.
– Não. — Sussurro. Seguro seu casaco com força. — Vou dormir se sentar. — Explico-me com os olhos cansados.
– Tudo bem. — Damon assente. — Vou pegar um remédio pra você, consegue ficar aqui um pouquinho? — Eu abro os olhos e encontro com os dele. Ele tinha belos olhos azuis me observando. Eu deixo o meu olhar descer e observar seus traços. Ele era um homem bonito para ser tão mais velho. Lembro-me de sua pergunta então volto a o olhar nos olhos.
– Sim. — Solto um sorriso, ele parece querer retribuir. Damon se afasta me deixando sozinha, eu me escoro na parede próxima. Aqueles saltos me incomodavam. Ajeito o meu cabelo em nervosismo, porém o mesmo só atrapalha tampando parcialmente minha visão. De repente um calor imenso me possui e eu sinto que posso explodir em qualquer momento dentro desse vestido justo. Movo minhas mãos ao zíper tentado me aliviar.
– Elena. — Damon me assusta, ele estava na minha frente com um copo em sua mão. — O que foi? — O olho com mais cautela.
– Estou com calor. — Viro-me. — Pode abrir um pouco o zíper para mim? — Damon permanece em silencio por alguns segundos. Eu espero pelo o seu toque, apoio minhas mãos na parede. Damon afasta meu cabelo jogando-o para frente, ele desce o zíper devagar até a minha cintura e puxa-me para trás. Minhas costas colam ao seu terno, eu sinto algo estranho, porém o seu cheiro me faz apoiar minha cabeça para trás junto ao seu pescoço. Eu devo estar muito bêbada para tal ousadia.
– Sua água. — Ele oferece o copo. — E seu remédio. — Pego o copo de sua mão junto o remédio. Após engolir a capsula e o conteúdo líquido entrego o copo. Damon o coloca em algum lugar e me vira para ele. Seus olhos encaram o meu novamente.
– Continua com calor? — Damon pergunta em um sussurro. Meu corpo estava em chamas.
– Sim, muito. — Afasto-me dele movendo para a parede novamente, ele me segue. — Não está com calor nesse terno? — Pergunto sem deixar de observar sua reação. Ele estava a centímetros de mim. Que diabos de pergunta.
– Sim. — Damon responde. Eu tenho vontade e toco levemente em seu terno, ele me observa, porém paro. Meus olhos não conseguem largar os dele.
– Tenho que ir. — Digo automaticamente reparando ao que havia feito e me afasto.
– Está melhor? — Damon me pergunta. Viro-me a ele solto um sorriso confortável.
– Acho que sim. — Aproximo-me dele e lhe dou um beijo na bochecha, — Obrigada pelo remédio. — Agradeço. Damon finalmente abre os lábios exibindo seus dentes brancos em um sorriso.
– De nada. — Sigo para a porta. — Vou te acompanhar.
Após uma certa dificuldade eu abro a porta, mas não antes de dar um aceno à Damon que estava me esperando enquanto esperava o elevador vir. Fecho a porta atrás de mim e respiro fundo. A casa estava em profundo silêncio, eu ando devagar até a sala e não avisto ninguém. Sigo para o meu quarto. A chave, vem em minha mente. Escoro na porta e abro minha bolsa. A porta se abre e eu assusto. Que diabos. Olho com cautela meu quarto e vejo Jeremy em minha cama. Não pode ser possível. Fecho a porta com raiva, mas o barulho não o acorda. Aproximo-me de Jeremy e ele dormia que nem um porco. Dou um beliscão em seu braço até ele acordar. Ele abre os olhos assustado.
– O que diabos você está fazendo no meu quarto, na minha cama, dormindo no meu travesseiro? — Ele geme forçando sua visão.
– Porra Elena, isso dói. — Ele me empurra. Eu fico furiosa.
– Dói? — Aproximo-me. — Você vai ver dor quanto eu dar na sua cara seu idiota. — Percebo que estou gritando e abaixo o tom. — Sai daqui agora. — Sussurro. Jeremy se recompõe e me observa sorridente.
– Chegou agora? — Ele pergunta.
– Não te interessa. — Grito abafado.
– Está bêbada? — Jeremy pergunta em um tom irônico.
– Vai se danar, Jeremy! — Digo o que vem em minha cabeça.
– "Danar"? — Ele faz uma expressão desentendida. — Quem diz isso?
– Eu digo, sai daqui! — O puxo fora da minha cama.
– Mamãe e Papai não vão gostar de saber que a princesinha da família passou a noite fora e chegou bêbada. — Ele se senta à minha frente.
– Não vai fazer isso, eu te falei ontem, cala a boca. — O ameaço.
– Não mesmo. — Ele pula da cama. — Eu não perderia essa noticia por nada.
– Seu idiota. — Rolo os olhos. — Deixa-me em paz!
– Vamos fazer um trato então. — Jeremy parece animado.
– O que? — Pergunto com mau humor.
– Eu quero ficar com Caroline, se vira. — Eu rio alto da sua cara.
– Não mesmo, ela nem olha para você pirralho. — Viro-me arrumando minha cama.
– Ou isso ou conto tudinho no café da manhã. — Jeremy ameaça em tom irritante. Jogo o lençol com raiva sobre a cama. Respiro fundo.
– Eu não acredito que estou fazendo isso, mas tudo bem, eu vou tentar. — Rendo-me.
– Tentar não, você vai fazer isso se não eu conto tudinho. — Jeremy me ameaça mais um vez.
– Você já estava pensando nisso, não é? — Viro-me. O observo sair do quarto.
– Claro, eu sou esperto, Elena. — Então fecha a porta. Eu tenho vontade de o estrangular.
Assim que Jeremy se vai eu vou para o banheiro. Retiro minha roupa facilmente pois percebo que não havia fechado o meu zíper. Ligo a água morna e deixo aquele líquido deslizar pelo o meu corpo. Fecho os olhos concentrando-me, porém o sono não me deixa em paz. Apoio-me na parede e eu sinto que pequenas alucinações vêem em minha mente. Eu penso nas bebidas, nas loucuras, na forma como eu me diverti aquela noite. Eu vejo alguém dançando comigo, tão perto, meu rosto estava afundado em seu pescoço eu não podia o ver. Aquele cheiro. Giro a minha cabeça com a sensação.
– Elena, querida. — Mamãe me chama na porta. Assusto-me equilibrando na parede.
– Oi! — Eu respondo. Espero por sua fala.
– Acordou cedo. — Ela comenta. Devo-me preocupar? Pense Elena.
– T-tenho um trabalho para apresentar hoje. — Minto.
– Carol já acordou? — Ela pergunta. Puta que pariu. Eu me seguro na parede novamente. Fico totalmente sem fala. Aquela menina impossível, eu não havia a visto a festa inteira. Preocupo-me imediatamente. Mas agora o que dizer?
– Ela já foi. — Digo o que vem em mente.
– Mas já? — Mamãe não iria parar com suas perguntas.
– Sim, ela quis passar na casa dela antes de ir para a escola. — Minto novamente.
– Estou fazendo o seu café. — Mamãe parece aceitar minha desculpa. Pelo menos espero.
Lavo os meus cabelos com certa dificuldade por causa da extensão dos meus fios. Após passar várias vezes o sabão sobre o meu corpo inteiro afim de tirar esse cheiro que me persegue, desligo o chuveiro e sigo para o quarto.
Flashes de alguns momentos passam por minha cabeça. Eu tinha tanto sono que a cama na minha frente parecia um paraíso. Retiro os pensamentos preguiçosos da minha cabeça e coloco minha roupa.
– Bom dia. — Desejo a todos assim que sento-me a mesa.
– Bom dia, princesa. — Papai me deseja colocando o café em sua xícara. — Acordou cedo. — Comenta. Isso estava começando a me perseguir.
– Tenho um trabalho. — Dou de ombros a fim de terminar aquela conversa.
– De que, Elena? — Jeremy se intromete. Pirralho desprezível. Lanço um olhar mortal a ele, lógico que o mesmo se diverte.
– De… — Penso em algo. — Humanidade. — Papai me olha sorridente.
– Papai te ajuda caso tenha dúvidas. — Ele diz com entusiasmo. Boa escolha, Elena.
– Obrigada, Papai. — Agradeço. — Mas já imprimi o meu discurso. — Lamento-me.
– Falando em imprimir, eu preciso que pegue umas folhas com Damon hoje de tarde para mim, a impressora de casa está com problemas, não sei se percebeu e hoje vou passar o dia fora do escritório. Pedi a Jeremy, mas ele disse que vai estar fora. — Meu pensamento se move a hoje mais cedo. — Faz isso para mim? — Papai pergunta retirando-me do transe.
– Claro, Papai. — Respondo. Junto as minhas coisas e me levanto. — Tenho que ir.
Ao caminho da escola mil coisas passavam por minha cabeça, e uma das mais importantes era Caroline e sua irresponsabilidade. Além disso, eu pensava também na noite passada como tudo havia ocorrido. Eu bebi tanto, lembro-me de beijar alguns caras e isso com certeza traria fofocas sobre mim para a escola inteira. Bufo mentalmente.
– Obrigada por me provocar na mesa. — Comento irritada com Jeremy, que andava em passos largos.
– De nada. — Responde cínico. Eu o encaro com fogo nos olhos.
– Jeremy, eu já lhe prometi que vou fazer Carol sair com você, porque continua querendo me ferrar? — Pergunto curiosa.
– Porque esse é o meu objetivo de vida, Leninha. — Responde antes de virar o corredor para sua sala. Rolo os olhos. Sigo para o meu armário sem ao menos encarar uma pessoa se quer. Eu não podia exigir demais, alias eu já presenciava as chacotas de certas pessoas assobiando para mim. De longe identifico meu armário e vejo Caroline. Ela estava abraçada a Tyler, o beijando a cada um segundo. Eu não podia acreditar. Deslizo a senha e logo pego o meu material tentando os ignorar.
– Elena. — Era a voz da Caroline. Eu fecho a porta com raiva.
– Caroline. — Finjo surpresa ironicamente. Ela fecha a cara.
– O que foi? — Ela pergunta. Eu termino de guardar meu material e deslizo a senha do meu armário novamente para trancar. — Estou falando com você.
– Jura? — Sou irônica novamente. — Pensei que estava falando com a boca do Tyler. — Sigo o corredor, ela me segue.
– O que está falando, Elena? — Caroline me para. A fúria sobe em minhas veias.
– Caroline você sabe quantas vezes eu te procurei naquela festa? — Ela nega. — Eu te procurei por todo canto, uma pessoa me disse que você estava com o Tyler. — Caroline me observa assustada. — Quando deu quase cinco horas da manhã eu tive que ir embora e você nem apareceu para dar sinal, sabia que minha mãe ficou perguntando onde estava?
– Elena… — Ela diz de cabeça baixa.
– Sem mais, eu tive que mentir para ela, e nem para você me mandar uma mensagem? — Coloco o meu óculos para esconder meu cansaço. Vejo Tyler nos observando. — Tyler está te esperando. — Dou as costas sem a ouvir. Eu estava muito nervosa, ela havia passado dos limites.
A aula foi um saco, minha sorte foi que com o óculos eu pude dormir durante um tempo, mas só até meu professor de física mandar eu retirar os mesmos. Eu tentei por várias vezes não dormir na aula, porém foi inevitável. O que resultou na minha saída da sala. Eu no momento não ligava muito para nada, apenas pensava em descansar.
Caroline me enviou mil mensagens pedindo desculpas de mil formas de diferentes, porém ao invés de mandar ela procurar o que fazer de mil formas diferenciadas, eu apenas a ignorei.
– Senhorita Gilbert, você não é o tipo de menina que dorme na aula. — A coordenadora me chama atenção.
– Desculpe, eu estou muito cansada. — Ela me olha desconfiada.
– Cansada? — Ela repete minha palavra. — Tem muita gente cansada nessa escola, e eu soube que senhor Lockwood fez uma festa ontem, você não estava nessa festa, estava? — Eu tenho que mentir.
– Não, claro que não.- Nego. — Estava estudando. — Minto novamente.
– Tudo bem, está despensada. — Ela faz uma aceno para eu ir.
– Até mais, Coordenadora. — Tento ser educada.
Pergunto-me mentalmente se isso seria passado para os meus pais. Ignoro os meus pensamentos, eles iriam saber de qualquer jeito alias eu estava bem nervosa com Caroline, e Jeremy iria contar tudo. Eu sabia que essa festa iria me causar problemas. Meu celular vibra. Mensagem de Caroline. Rolo os olhos. Ela não cansa.
– Elena! — Ouço sua voz de longe. A vejo no final da rua correndo em minha direção. Eu viro para frente a ignorando. — Elena, me espere!
– O que você quer, Caroline? — Pergunto e continuo com os meus passos.
– Pedir desculpas. — Ela responde com dificuldade, julgo que seja por causa da sua corrida.
– Você já me pediu mil vezes! — Comento.
– E você me ignorou mil vezes. — Carol retruca, sinto ela me puxar. — Me escuta. — Ela pede.
– Não. — Viro-me. Ela me segura novamente.
– Por favor. — Caroline não iria me deixar em paz. Respiro fundo.
– Fale. — Permito sua fala e ela me abraça.
– Eu não sei o que estava pensando, talvez foi o álcool ou alguma coisa. — Ela me solta. — Mas eu juro, eu jamais deixaria você entrar em confusão por minha causa, você sabe. Eu faço qualquer coisa para você me perdoar, qualquer coisa.
– Qualquer coisa? — A olho maliciosa. Ela conhecia meu olhar.
– Calma, Elena, não exagere. — Rolo os olhos.
– Você vai sair com Jeremy. — Carol faz um expressão enojada.
– Eca! — Carol cospe. — Nunca. — Sigo o meu caminho. — Porque isso? — Ela pergunta.
– Porque ele quer me ferrar. — Lembro-me da sua ameaça.
– Não vou sair com ele, Elena. — Caroline nega.
– Então, adeus. — Dou-lhe um aceno, ela me puxa.
– Tudo bem, eu saio. — Aquilo parecia uma escravidão para ela. Eu a entendo.
Chegando em casa, Carol inventou de fazer algo para nós comermos. Claro que ficou horrível, até hoje ela não aceita que ela não cozinha bem. Pelo menos ela entende quando corro para o banheiro jogar fora o que ela havia feito. Passamos a tarde inteira relembrando momentos da festa, o que não me satisfez muito, porém relevei. Fora quando Carol quis fazer minhas unhas, e foi neste momento que percebi que não havia estudado nada. O que me lembrou dos documentos do Papai. Droga.
– Oh, meu Deus! — Grito lembrando-me. Retiro minha mão fazendo Carol gritar mais alto por ter borrado.
– O que foi? — Ela pergunta emburrada.
– Tenho que pegar uma coisa, já volto. — Saio correndo.
Na frente de seu apartamento, eu toco a campainha. Meus pés batem rapidamente contra o chão, eu não saberia como o encarar. Ouço um barulho e logo encaro com surpresa Damon na minha frente. Meus olhos passam rapidamente pelo o seu corpo. Ele estava sem camisa e eu fico impressionada com a definição do seu corpo.
– Elena. — Ele pronúncia o meu nome. Meus olhos encaram os dele, aquela sensação invade minha mente novamente.
– Olá. — Tenho a competência de dizer algo. Ele sorri por um pequeno instante. — Papai pediu para buscar uns documentos. — Comento, sinto desconfortável diante da sua parcial nudez.
– Ah, sim! — Ele parece se lembrar. — Entre.
Quando entro, eu finalmente consigo observar sua casa. Era confortável, tinha tons castanhos. Logo ouvi um som, era uma música calma.
– Ele me disse que Jeremy viria aqui pegar. — Damon comenta. Eu observo seu quadro a cima do sofá. Tinha uma mulher em rabiscos fazendo uma pose muito sensual.
– Jeremy não está em casa, então eu vim. — O respondo, logo observo que Damon adentra em um quarto.
– Ah sim. — Damon concorda. Eu olho sua casa novamente. — Vem aqui. — Ele me chama, eu sigo em passos pequenos até o quarto. Eu não consigo tirar fleshes da madrugada.
Quando adentro, o vejo sentado relaxado na cadeira. Paro na porta e o encaro.
– Entre. — Ele pede em um sorriso agradável. Eu entro e sento em uma poltrona. — Reconhece a música? — Eu ouço atentamente. A música era tão envolvente, eu fecho os olhos me deliciando.
– Não consigo reconhecer, porém a música é muito agradável. — Comento. Volto a ouvir a música, era uma voz feminina. Sinto um calor na minha mão direita.
– Sabe dançar? — Abro os olhos assustada. Ele queria dançar. Eu não sabia o que dizer, ele me puxa e nossos corpos se chocam.
– Nunca dancei seriamente esse tipo de música. — Respondo. Ele sorria, e nossas mãos entrelaçadas me desconfortavam.
– Eu te ensino. — Damon não faça isso. O que esse homem poderia fazer? Eu estava sem reação. Porque ele gostaria de dançar comigo? Em passos leves ele me move com a mão em minha cintura.
– Não é tão difícil. — Damon sussurra. Por um momento eu penso no que estou fazendo. — Você está melhor? — Ele me pergunta.
– Sim. — Respondo.
– Que bom. — Ele me gira. Eu paro e observo sua face. A música para. — Vejo que os documentos já foram impressos. — Damon me solta. Eu estou confusa. Eu sinto que esse momento foi um tanto rápido.
– Obrigada. — Agradeço assim que recebo os papéis.
– Não há de que. — Damon responde. Eu sigo para fora. — Já vai? — Por um momento me sinto levemente errada.
– Sim. — Respondo já em frente de sua porta. Damon não tem reação, ele se aproxima e abre a porta.
– Tchau. — Despeço-me.
– Calma. — Damon ressalta, eu olho para trás. — April me pediu para te perguntar se gostaria de ir jantar um dia desses. — Eu penso em seu convite.
– Quando? — Pergunto curiosa.
– Amanhã a noite. — Ele mantinha sua pose, escorado na porta, eu não sabia bem o que responder, eu me sentia muito desconfortável ao seu lado.
– Eu… — Penso como dizer que não posso ir.
– Por favor, seria um prazer. — Ele sorria. Recomponho-me.
– Tudo bem. — Rendo-me. Como negar algo a ele? Como ele podia ter esse poder de envolver a pessoa?
– Amanhã passamos em sua casa.
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