Notas iniciais
Olá! Primeiro capítulo para vocês! Eu queria escrever mais e mais, porém quando vi quantas páginas que havia escrito, pensei: "Meu Deus, é o limite." Enfim, espero que gostem desse capítulo, mostra um pouco sobre o relacionamento de Damon e Elena. Beijos, boa leitura!

Desde o final do almoço tudo estava muito bem. Papai conversava animadamente com Damon sobre como estava sua vida atualmente e, claro, não parava de relembrar amigos e loucuras de faculdade. Eu conversava com April, e realmente minha impressão não estava errada, ela era três anos mais velha que eu, o que me surpreendeu em parte já que Damon tem o dobro da minha idade.

– E você, Elena, o que planeja fazer da vida? — Damon pergunta se virando a mim. Eu sabia que esse assunto iria rolar, estava até demorando. Limpo minha garganta.

– Não planejei ainda.- Dou de ombros. E realmente não havia, eu estava tão confusa naquele momento que todos em minha volta me deixavam pressionados. Respiro fundo ignorando meus pensamentos.

– Não planeja seguir a carreira do seu pai?- Damon sorri. Era claro que ele queria, alias era sua profissão também. Eu? Uma advogada? Não seria uma boa opção.

– Não sei. — Tento acabar com aquele assunto pertinente.

– Lena não se decidiu ainda, mas tenho certeza que vai ser uma advogada! — Papai se galanteia. Eu solto uma risadinha abafada. Não, mesmo.

– Deixe ela se decidir Greyson, Elena é muito nova ainda para decidir o que quer da vida, é apenas uma menina. — Mamãe me defende. Eu concordo com ela em uma parte, para decidir algo sim, mas lhe garanto que não sou uma menininha.

– Realmente, não se deve por pressão, Elena é apenas uma menina ainda.- Damon concorda. Algo dentro de mim se ofendeu. Eu sorrio em nervoso. — Mas não se preocupe para sua idade eu não diria que tem…- Ele espera eu completar.

– Dezessete.- Sorrio. Ele repete minhas palavras.

–Dezessete.- Damon me olha desconfiado, de uma maneira brincalhona. — Realmente, não te daria.- Ele tinha um belo sorriso nos lábios. Tudo bem, devo parar? Damon é velho, penso. — Está no ensino médio? — Ele pergunta bebericando sua cerveja. Afirmo. — Em qual ano?- Ele continua.

– Último. — Respondo. Ele estuda minhas palavras.

– Quando era da sua idade também não sabia o que fazer. — Damon comenta dando leves tapinhas na minha mão, chamando minha atenção. — Não se preocupe, isso normalmente acontece com todo mundo.

– E como se decidiu? — Resolvo envolver a conversa. Damon parece pensativo.

– Quando tinha vinte e quatro anos, eu costumava fazer muita besteira, quando olhei em volta e vi quanto tempo havia perdido resolvi focar na minha vida. — Ele beberica mais sua cerveja. — Mas tenho certeza que vai se resolver logo. — Ele me conforta.

– Espero. — Respondo pensativa. — Como decidiu que queria Direito? — Faço outra pergunta.

– Ah, isso foi quando…- Ouço minha mãe vir em minha direção.

– Claro, querida, vou passar para ela. — Mamãe diz ao telefone. — Lena, é a Carol. — Rolo os olhos, eu não acredito que ela me ligou mais mil vezes. Reluto em atender, solto um sorriso amarelo para minha mãe e ela me olha com desaprovação.

– Carol. — Respondo assim que pego o celular.

– Elena, como usa desligar o celular na minha cara?– Carol gritava como sempre.

– Carol, eu te avisei que ia almoçar!- Digo sem paciência. — Eu já lhe disse que eu não vou contar agora sobre o cara que você acha o maior gato, só depois, não foi nada demais. — Oh, não. Percebo que Damon estava ao meu lado ouvindo tudo. Olho para ele, parecia curioso com a situação. Eu tenho certeza que minhas bochechas estavam mais que coradas.

Elena!– Carol me chama no celular. Eu volto do transe absurdamente vergonhoso.

– Hey! — Levanto-me rapidamente do sofá. — Pode falar Carol. — Permito a sua fala. Para falar a verdade eu não ouvia nenhuma palavra histérica que ela dizia, apenas me concentrava em ir para o quarto.

Sigo para o corredor rapidamente, quando fecho a porta resolvo ouvir Carol. Eram tantos gritinhos, que eu não conseguia acompanhar. Como sempre.

– Calma Carol! — Grito. — Deus! — Minha mão segue para meu cabelo o retirando do meu rosto. Jogo-me na cama relaxando o meu corpo. — Pode falar. — Ajeito-me confortavelmente.

– Sua safadinha, eu sei que você passou a noite inteira com aquele gato da escola, e nem teve o atrevimento de me ligar para contar tudo, tipo tudo. – Carol enfatizava a ultima palavra. — Há boatos que ele beija muito bem, é verdade?– Pego um travesseiro e coloco sobre o meu rosto.

– Carol, isso realmente não importa. — Rolo os olhos. — Foi um encontro normal. — Tento não dar detalhes.

– Ele te beijou como?– Lembro-me do beijo. Foi um beijo bom, porém já beijei melhores.

– Ele me beijou… — Penso em minha resposta. Eu não tinha adjetivos para descrever o seu beijo. — Carol, eu não sei. — Desisto.

– Elena Gilbert, foi bom?– Ela me pergunta em um tom serio.

– Foi. — Respondo. — Foi bom, ótimo. — Digo sem paciência. Ouço um toque na porta. Mando a pessoa entrar.

– Você sabe que vou querer os mínimos detalhes, certo? – Carol me perturba novamente.

– Desculpe Elena. — Ouço uma voz masculina. Retiro o travesseiro do meu rosto e olho para a porta assustada. Oh, Damon. Movo o travesseiro para o meio de minhas pernas que não estavam cobertas por causa do vestido.

– Damon. — Seu nome sai como um quase grito dos meus lábios. Ele olhava para o piso, acredito que ele não poderia estar mais envergonhado que eu.

– Sua mãe pediu para lhe chamar enquanto conhecia a casa. — Ele diz sem graça. Eu não tinha reação. Primeira vez que fico desconfortável na frente de um amigo de papai.

– Estou indo. — Ajeito o vestido e percebo que Damon havia ido. — Carol? — A chamo no celular, ela havia desligado. Não sabia se isso era bom ou ruim.

Volto para a sala e Papai estava se despedindo de Damon e April. Eu aproximo devagar.

– Lena, despede do Damon e da April. — Papai me chama. Eu estava totalmente sem graça, olhar para Damon era algo muito difícil no momento já que provavelmente ele havia visto minha calcinha. E eu mal o conheço.

– Foi um prazer. — Dou um abraço em April que me retribui com um sorriso. Logo após me vi obrigada a despedir de Damon.

– Foi um prazer te conhecer, Elena. — Damon me oferece a mão. Eu a agarro e solto um sorriso amarelo. Afirmo vergonhosamente. Aquele homem me deixava totalmente desconfortável.



Já eram nove horas da noite, eu havia acabado de terminar uns trabalhos de escola. Desde então Carol não me ligou nenhuma vez, era obvio que ela estava muito nervosa. Eu não via a hora desse ano acabar e finalmente eu me sentir livre para decidir o que queria. Desde o começo do ano tudo está uma bagunça, eu não consigo me concentrar como usualmente, estou totalmente fora dos eixos. Toda a pressão que Papai colocava em minha cabeça me deixava mais nervosa, a única que me apoiava independente da minha escolha era Mamãe. E ela era o único motivo pelo qual eu já não larguei tudo ao alto.

Sigo para minha cama, ajeitando para dormir porém ouço meu celular tocar. Carol, penso. Pego o celular e vejo a imagem do meu irmão na tela. O que Jeremy queria agora?

– Jeremy. — Pronuncio seu nome. — O que quer? — Pergunto com mau humor.

– Lena, ainda bem que atendeu, faz um favor para mim? -Rolo os olhos. Jeremy deveria estar louco como sempre. Minha resposta era obvia, eu estava de pijama não sairia desse quarto por nada.

– Depende, tenho que sair do meu quarto? — Pergunto. Sim, eu sou preguiçosa. Ouço vozes masculinas no fundo da ligação.

– Mais ou menos. — Ele responde. Rolo os olhos novamente, não tinha como Jeremy ser mais idiota.

– Como assim mais ou menos? — Sussurro. — Ou é sim, ou é não.

– Tudo bem, sim. — Eu penso em desligar a ligação. — Calma! — Jeremy grita. — Eu sei o que vai fazer, não desligue. — Mantenho o celular em meus ouvidos.

– Não vou sair daqui Jeremy, estou de pijama. — Explico-me. — O que diabos você fez agora?

– Eu perdi as chaves de casa. — Rio de sua cara.

– Mais um motivo para Papai te matar.

– Eu não tenho culpa. — Ele se defende.

– Claro que não. — Sou irônica. Respiro fundo. — O que quer que eu faça?

– Lena, serio, me ajuda. — Jeremy abaixa a voz, ele sempre fazia isso quando queria algo de mim.

– Sem chance maninho, não vou sair daqui. — Mantenho meu pensamento.

– Eu estou na frente de casa, na porta. — Ele deveria ter dito isso antes. Minha mão coça minha testa rapidamente.

– Como você não fala isso antes? — Grito. Minha paciência se esgota ao pensar quanto Jeremy era totalmente idiota, sem duvidas.

– Obrigada Leninha, estou te esperando. — Jeremy desliga em minha cara. Bufo alto. Garoto idiota. Levanto-me da cama e coloco os meus chinelos. Ao caminho da sala, vejo a sombra de Jeremy na porta. Giro o trinco e logo ele empurra. Havia vários meninos na porta.

– Jeremy! — O grito em um sussurro. Os meninos me olhavam de cima a baixo, eu puxo Jeremy para dentro. — O que esses meninos estão fazendo aqui? — Bato em seu braço.

– São meus amigos, Lena. — Meu irmão responde com descaso. Minha mão se move para a testa. Eu queria matar ele.

– Eles vão ficar aqui? — Pergunto incrédula.

– Vão, a gente vai ver um filme, se quiser… — O interrompo.

– Está louco? — Dou um tapa na sua testa, ele geme. — Já viu que horas são? E onde você estava?

– Para Elena. — Jeremy diz enquanto faz uma expressão entediante. — Você não é a Mamãe, ok? — Eu odiava quando ele fazia isso. Meu sangue ferve.

– Então vá a merda com seus amigos idiotas como você. — Viro-me seguindo o meu caminho. — Não vou abrir mais para você. — Murmuro. Jeremy me ignora então ouço risadas dos meninos de fora.

– Você não quer que eu fale para Papai que um dia trouxe um cara aqui, eu creio. — Eu viro-me rapidamente. Jeremy tinha um sorriso malandro nos lábios. Eu odiava quando ele me ameaçava com essas asneias.

– Não teria coragem. — O provoco.

– Tente. — Jeremy cospe quando abre a porta para seus amigos entrarem.

– Mal agradecido. — O xingo. Fecho a porta do meu quarto e tento dormir.

Um barulho irritante mais conhecido como meu alarme soava em meus ouvidos. Já era segunda? Gemo de mal humor. Levanto-me espreguiçando, minhas costas doíam, e aquele som estridente não parava de tocar. Coço os meus olhos ao puxar as cortinas, a única coisa que me agradava era ver aquela vista maravilhosa da minha maravilhosa cidade. Arrumo meu cabelo em um coque rápido.

Sigo para o banheiro para fazer minha higiene matinal, porém a porta está fechada. Que diabos, penso. Esse era o meu banheiro.

– Quem está ai? — Pergunto batendo na porta.

– Não enche, Elena. — Ouço a voz de Jeremy soar de dentro. O sangue escorre pelas minhas veias. Ele estava me provocando novamente.

– Esse é o meu banheiro, seu idiota. — Grito batendo com mais força na porta.

– Elena, querida, não chame seu irmão assim. — Mamãe me chama a atenção, rolo os olhos. Tem vezes que eu queria estrangular o Jeremy. Volto ao meu quarto e fecho a porta com força. Enquanto Jeremy tomava seu maldito banho, eu escolhia minha roupa do dia. Fico frustrata em menos de um minuto, era incrivel como eu acabava de acordar e já tinha um idiota para atrapalhar meu dia.

– Liberei o banheiro. — Jeremy surge na minha porta. Eu jogo uma almofada em sua cara rapidamente.

– Você já me atrasou vinte minutos! — Grito, ele ri.

Após tomar o meu banho e reorganizar todos os meus shampoos, que graças ao Jeremy estavam jogados no box, sento-me a mesa já arrumada. Todos me olham, eu não tinha a menor paciência.

– Bom dia, princesa. — Papai me deseja quando sento-me a mesa.

– Bom dia Papai.- Respondo com mal humor. Olho para Jeremy que comia seu sanduíche igual a um porco. — Bom dia Jeremy, como foi o seu banho infeliz? — Pergunto seria enquanto comia meu biscoito.

– Muito bom. — Ele é ironico.

– Vamos parar? — Papai ameaça. — Jeremy chega de atrasar sua irmã. — Eu fico contente com a defesa de Papai. Jeremy bufa. Olho em meus relógios e vejo que falta exatamente dez minutos para começar a aula. Pulo em um instante em direção a porta.

– O que foi, Elena? — Mamãe pergunta com o café nas mãos.

– Estou atrasada. — Fecho a porta. Chamo o elevador, apertando várias vezes. Ouço uma porta fechar. Jeremy. Rolo os olhos.

– Está com pressa. — Olho em direção a voz estranha. Eu logo reconheço.

– Damon. — Solto um riso em nervoso. — Sim, me atrasei hoje.

Damon se posiciona ao meu lado, ele vestia um terno escuro, não reconheço a cor já que o olhava nos cantos dos olhos.

– Onde fica sua escola? — Por um momento penso o quanto invasivo ele estava, porém ele seria uma boa opção para eu não perder minha primeira aula.

– Há cinco quadras daqui. — Respondo.

– Eu posso te levar se quiser. — Eu agradeço mentalmente por sua generosidade.

– Seria ótimo. — Sorrio. As portas do elevador se abrem, e logo entramos. Ouço um barulho vindo de fora, no corredor.

Espe…– Era Jeremy. Solto um sorriso vencedor. Não dessa vez Jer...

– Se tivesse chegado um pouco mais cedo. — Damon comenta sobre Jeremy.

– Ele sabe se virar sozinho. — Eu respondo com descaso, por um momento eu o vi me observar rapidamente. O olho então me viro rapidamente, ele retribui. Oh, que momento desconfortável.

Quando saímos do elevador, eu sigo Damon em seus passos rápidos, ele abre a porta de seu carro para mim, eu agradeço baixinho. Durante o percusso eu explico Damon onde fica minha escola então ele chega com exito.

– Obrigada. — Agradeço. Ele exibe um sorriso.

– De nada, estou por ai caso precise. — Ele diz. Eu saio do carro pensando em suas palavras. Balanço minha cabeça afastando meus pensamentos, e olho para frente.

Ao entrar na sala, todos já estavam sentados, o professor me ignora. Procuro por Caroline enquanto sigo para a única cadeira vazia. Ela me olha rapidamente com um olhar assustador. Oh, não.

– Elena Gilbert. — Caroline me chama assim que toca o sinal, eu forço os olhos me desejando sorte. Ela vem em minha direção.

– Já sei o que vai dizer Carol. — A corto assim que se aproxima. — E eu posso explicar.

– Explicar? — Ela faz um expressão dignada. — Eu acho bom. — Carol cruza os braços.

– A culpa é do Jeremy. — Eu cuspo sem pensar.

– Como sempre, Elena. — Ela ajoelha a minha frente na cadeira. — Hoje vai ter uma super festa na casa do Tyler, é um máximo não acha? — Eu a observava entediante.

– Hoje é segunda, Carol. — Rolo os olhos fechando meu material.

– Por isso mesmo, todo mundo vai e nós vamos! — Ela me sacode. — Como pedido de desculpas? — Penso em sua proposta, se não aceitasse ela ficaria com um bico o dia inteiro.

– Tudo bem, vamos. — Aceito.

– Desculpas aceitas.

Notas finais
O que acharam? Preciso da opinião de vocês, caso não estejam gostando me digam!!! O que acharam sobre o Jeremy, e o Damon? Digam-me! Beijos.