Notas iniciais
Bom, eu sei que é estranho alguém que não recebeu nenhum review em um cap continuar uma fic, acontecesse que eu sou brasileira e não desisto nunca, por isso estou postando, quem sabe alguém não se anima a ler né?
Bom, espero que gostem do segundo cap
E se tiver alguém lendo, por favor comente, seus dedos não vão cair.

Aoi POV’s

“Não me importo se estejamos vivos ou mortos, eu vou te encontrar e vamos ser felizes”. Foi o que eu disse pra ele naquele dia, e juro, que foram as palavras mais sinceras que já falei. Eu vou estar do lado dele pra sempre; sempre.

Eu acho que nunca senti tanto ódio na minha vida, quanto naquele dia. O dia em que meu pai foi até minha casa, praticamente me arrastou de lá, acho que nunca vi minha mãe chorar tanto, aquele maldito, eu o odeio acima de qualquer coisa. Independente do dinheiro que ele me dá, da escola que ele pagou pra mim nesses últimos anos, eu o odeio por tudo que ele me fez passar, e sabe, o odeio acima de tudo por duas coisas: por ter feito minha mãe se matar no ano passado e por ter me afastado do Kouyou.

Ele me obrigou a entrar num colégio interno asqueroso. Instituto Educacional Sant Herman. Leia-se: Prisão de Elite. E eu ainda nem falava inglês muito bem... Minha sorte é que Allan, um filho de um funcionário do meu pai virou meu amigo, e ele falava um pouco de japonês, por causa dos negócios do pai. Ele estava tento tantos problemas quanto eu na época, acabamos nos tornando melhores amigos na verdade. E tivemos a sorte de dividir o quarto.

O internato era terrível, tínhamos castigos corporais, o toque de recolher era exatamente as oito horas da noite, e a hora de acordar as sete horas, estudávamos o dia todo, das sete e meia da manhã até às cinco da tarde, com o almoço exatamente ao meio-dia. Não tinha computadores nem TV, só uma biblioteca sem fim. Minha sorte é que eu podia ter um instrumento musical, desde que só o tocasse entre às cinco até as sete horas, e nos fins de semana era liberado. Podíamos sair da escola no fim de semana, se nossos pais ou funcionários autorizados fossem nos pegar... Naquele ano não saí da escola.

Mas eu aproveitava aqueles momentos pra pensar no Kou, ou Uru-chan, como sempre o chamei, dando um apelido ao apelido dele dos tempos de escola. Me lembro que deitava na cama nos sábados e ficava me dedicando a lembrar de momentos com ele, e quase sempre nosso primeiro beijo me vinha a lembrança.

Tinha sido em novembro, era uma tarde bem gostosa, fazia um pouco de frio, eu amo frio, e nós tínhamos acabado de receber as notas de uma prova, isso aconteceu no primeiro ano do legal, estávamos felizes que ambos tínhamos tirados boas notas e uma hora ele me deu um abraço bem forte agradecendo a ajuda que eu tinha lhe dado nos estudos e eu não me segurei, o beijei ali mesmo, já fazia um tempo que gostava dele, e ele sempre deixou seus sentimentos por mim a mostra, por isso nem hesitei naquele dia.

Viu, só de pensar nisso já me deu vontade de sorrir. Eu o amo tanto.

Me lembro como fiquei feliz quando terminei o ensino médio, fui morar uns tempos com o meu pai, mas antes disso passei uns dias na casa do de campo de Allan, lá ele me emprestou o celular dele pra eu ligar pro Kou, e posso dizer que foi o momento mais feliz na minha vida. Por enquanto...

Nós conversamos um pouco, e eu contei que tinha passado na Universidade de Música de Londres, o que foi um alívio, pois meu pai me deixou mudar pra lá, acho que ele deu uma amolecida naquele tempo, mas ainda o odeio, tanto que depois de dois anos de faculdade eu parei de falar com ele, arranjei um emprego e comecei a pagar meu aluguel.

Eu passei a ligar pro Uruha uma vez por mês nesses anos de faculdade. Eu estou bem melhor agora, trabalho numa loja de CD’s, uma vez fiquei bem impressionado, um ator de Harry Potter comprou um CD de mim, acho que foi um dos momentos mais marcantes da minha estadia aqui.

Eu estou terminando a faculdade essa semana, acho que nunca estudei tanto na minha vida acadêmica, estou terminando uma manografia, escolhi um tema que conheço bem: Rock Viisual Kei e Seu Estilo Próprio. Conheço por ter sido, e ainda ser, meu gênero musical preferido na adolescência, afinal, ainda escuto as bandas eu amava quando morava no Japão, mesmo que tinha conhecido umas bandas indies inglesas realmente muito boas.

Outro dia o koi me mandou umas fotos de um templo japonês, acho que ele foi pra Osaka com uns amigos de onde ele trabalha. Me deu uma saudade de lá, do meu lugar, da minha religião... Aqui eu não tem templos budistas. Na verdade ter tem, mas é complicado de encontrar.

Fiz alguns amigos na faculdade, a maioria fica me perguntando como é no Japão... E eu fico triste quando tenho que dizer que não sei mais como é algo... Faz muito tempo que não vou pra lá. Mas isso vai mudar logo. Eu sei que vai.

Estou morrendo de saudades do koi acima de qualquer outra coisa, ele é o que mais me importa agora, ele é meu tudo. E como eu prometi vou voltar pra ele, voltar pra nossa vida de antes.

Eu ultimamente tenho trabalhado numa loja de roupas no centro da cidade, a gerente diz que como eu sou bonito atraiu a clientela, mas eu discordo, como posso atrair essas ocidentais? Elas dizem que gente do asiática é tudo igual, isso é absurdo, somo muito diferentes. Tanto que o koi é maravilho e ninguém, jamais, diria que somos parecidos, ele é simplesmente perfeito. Aquele lábios, aqueles olhos, os cabelos que tampam levemente o rosto, espero que ele não tenha mudado muito o corte, mas acho que não, na foto que ele me mandou tinha o cabelo mais ou menos igual, só que mais claro. Ele continua lindo.

Eu cortei o cabelo recentemente, espero que o Koi não brigue comigo, sempre disse que amava meu cabelo comprido, mas eu andava com uma vontade de mudar, também resolvi tirar o pircing que tinha no lábio. Mas acho que disso ele vai gostar, ele ficava reclamando que isso chamava muita atenção pra minha boca, que é propriedade dele.

Sabe, eu gosto da Inglaterra, aqui tenho bons amigos, mas mesmo assim, ainda sinto falta do Japão, sei lá, pra mim é eternamente como se eu estivesse viajando, nunca me sinto em casa, não é meu lar.

Só terei um lar quando estiver com Takashima Koyou, o amor da minha vida.

Notas finais
Bom, espero que alguém tenha lido e gostado e vá mandar um review bem gato pra mim
Beijinhos :*