Vivos Ou Mortos
3 Lasanha Vegetariana
Notas iniciais
Mas já que postei o começo, vou postar o fim né?
Bejinhos ninguém, teu amo você
:*
Sayori POV
Olá, meu nome é Sayori, eu sou uma escritora de mangás Yaoi e tenho 28 anos. Prazer.
Eu estou aqui pra contar sobre a minha inspiração para meu último mangá, vocês nem vão acreditar no que eu vi da última vez que fui almoçar com minha editora num restaurante famoso na minha cidade.
Eu estava lá calma, almoçando, já tínhamos terminado de conversar sobre trabalho, a comida estava não boa que pedi pra chamar o cheff, tinha de dizer que era a melhor lasanha vegetariana que eu já tinha comido na vida, sim sou vegetariana.
Eu chamei o metre, ele era tão jovem, devia ter uns vinte e poucos anos, e tão bonito, cabelos tingidos de loiros, franja sobre os olhos escuros e curiosamente usava uma faixa branca sobre o nariz, o que eu realmente não entendi bem para quê, ele devia ter um belo nariz... Enfim, mandei que chamasse o cheff para eu poder dizer o quão deliciosa estava a lasanha.
Ele se retirou, me deixando a sós com minha editora e amiga, Hikari, que comentou baixinho comigo sobre a beleza do jovem, nós duas rimos, mas paramos ao perceber que um garoto, igualmente bonito abriu a porta da cozinha e veio em nossa direção sorrindo, era um sorriso tão infantil e ao mesmo tempo extremamente sedutor, os cabelos eram loiros, também com franja — por um acaso isso moda entre os jovens? — mas não percebi como era o resto do corte, pois os fios estavam presos por debaixo do chapéu de cheff, ele era alto, mas que o normal, tinha olhos cor de mel. Acho que deve ser regra ter belos funcionários nesse restaurante, o garoto da adega também é lindo, mesmo sendo um pouco baixo, tem lábios gordinhos e sem falar que é pura simpatia, fica brincando de seduzir as clientes, eu acho que ele se daria bem no trabalho de host e o tem outro bonito, o garoto do caixa, que tem o sorriso mais maravilhoso e fofo que eu já vi, os cabelos e olhos muito negros e braços bem fortes. É, o dono daqui, ou dona, o que é bem provável, deve presar muito pela beleza dos atendentes. Mas voltando ao que me impressionou.
O cheff veio até nós, desse chamar-se Takashima Koyou, todo sorridente e disse que agradecia muito os elogios, que até nos daria uma taça de sorvete de graça em agradecimento, o que me deixou muito feliz, o sorvete do restaurante é de produção própria e é delicioso, nós agradecemos e ele se retirou, pois o restaurante, como sempre, estava extremamente cheio.
Ficamos ali conversando banalidades até terminarmos, então chegou a sorvete, eu pedi de morango, meu preferido. Bem nesse momento entrou um moreno de cabelos meio curtos meio longos no restaurante, ele era realmente tão bonito quanto os atendentes, — será algum garçom de outro turno? – ele era moreno, tinha o lábio inferior carnudo, os olhos negros profundos; usava roupas modernas, meio ocidentalizadas, ou completamente, inclusive sua blusa tinha no centro a estampa da bandeira de Inglaterra e nas costas carregava algo, que eu acho, ser um bag de guitarra, ou baixo, sei lá, não sei a diferença dos dois vendo eles guardados, as roupas dele pareciam uma versão simples do punk, usava brincos e tinha as unhas pintadas, era realmente interessante, e belo, muito belo.
Ele entrou no restaurante e se dirigiu imediatamente ao metre, queria ser uma mosquinha pra ter escutado o que ele disse no ouvido dele, parecia algo importante, até por que o metre, que eu acho que chama Suziki Akira, deu um sorriso de canto e saiu o mais rápido que pode em direção da cozinha, enquanto o moreno se sentou eu uma mesa ao lado da janela e repousou a guitarra a seu lado.
A porta da cozinha de abriu mais uma vez, pude ver que o cheff saia de lá, eu pude ouvir ele falar com o metre que estava ocupado, não podia atender diretamente um cliente naquele momento, que seria a última vez no dia, pois o restaurante estava cheio, ele foi indo até a mesa, mas uma vez abrindo o sorriso, não me pareceu um sorriso falso, ele parecia gostar de agradar os clientes, porém no dia estava ocupado demais pra ficar saindo da cozinha.
Ele foi andando até a mesa do moreno, que havia posto um óculos escuros grandes, acho que queria tapar um pouco o rosto, o que fazia todo sentido, pra quem já sabe o fim da história. Volta pro assunto Sayori, os leitores num tão interessados na sua opinião.
Enfim; o cheff Takashima foi andando até a mesa calmamente, falou algo que eu não pude ouvir, e antes que eu pudesse piscar o moreno havia se levantado e tirado os óculos novamente, revelando seus olhos negros. E daí pra frente vi a cena mais linda de toda a minha vida.
O cheff ficou atônito parado com um sorriso besta na face, pude ver lágrimas saírem de seus olhos, ele parecia extremamente feliz, o moreno o olhou com a mesma alegria e o abraçou, ali mesmo no meio do restaurante, nessa hora todos já os olhavam curiosos, mas dava pra ver nos seus olhos que nada ao seu redor existia, eram somente eles.
Pude, não sei como, acho que era por causa da minha extrema atenção na cena, ouvir o que diziam.
— Eu prometi que te ia te encontrar, mesmo que fosse depois de nós dois morrermos e que nós seriamos felizes, e hoje eu estou aqui pra cumprir minha promessa, por que eu te amo mais que qualquer coisa nesse mundo... – O moreno falou para o outro que chorava suavemente, com um sorriso maravilhoso na face. Acho que foi o sorriso mais sincero que já vi numa pessoa.
— Yu... – Takashima deu um paço a frente e abraçou o outro, que o beijo, bem ali, na frente de todos, de uma forma tão doce, que me fez chorar de emoção, foi uma cena tão linda, tão romântica e não era como ler um mangá ou jogar um jogo, era vi real, era maravilhoso.
Eu não pude esquecer essa cena durante todo o mês, acabei escrevendo um especial de um capítulo para a revista onde publico sobre aquela cena, mas fiquei triste de não conseguir passar o sentimento nos olhos daqueles dois.
Olhos de amor verdadeiro.
Notas finais
Beijinhos :*
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