Vivir Contigo

32 Casamento part 1


Notas iniciais
Oiiie!!! Eu to super feliz e procurei fazer esse capítulo o mais rápido que eu consegui... Primeiramente eu queria agradecer as pessoas lindas que favoritaram:: Germangie17, tekilajuuh e Bia Violetta. Tekilajuuh obrigada por recomendar!! Adorei sua recomendação!!!! -Bih Silva -Germangie17 -Mari -tekilajuuh -Bia Violetta Obg por comentarem!!!! ♥

POV'S Angie

Minha respiração estava irregular, meu coração batia mais forte, prestes a pular pela minha boca. German estava realmente ajoelhado na minha frente, com meu sabor preferido de sorvete com uma aliança encima, depois de de dizer palavras que fizeram meus olhos lacrimejarem. Há um tempo que sinto um bom pressentimento, como se me dissesse "prepara o coração, lá vem coisa boa na sua vida".

No dia em que Maria morreu, eu passei a acreditar que eu nunca mais teria "o melhor dia da minha vida", mas, estive enganada esse tempo todo. Meu sonho estava se realizando, que é casar com alguém que eu amo e que me ame também, além de casados, amantes, também amigos. E quem sabe, futuramente também ter filhos. E não sinto mais aquele sentimento de culpa e traição por estar me tornando noiva do ex-marido da minha irmã, depois daquele sonho não, dizem que espíritos se comunicam com aqueles que estão na terra através de sonhos, aquele sonho me deu uma paz e tranquilidade.

Respirei fundo para conseguir articular alguma resposta. Olhei para German e abri um sorriso de orelha a orelha, lágrimas de emoção ainda escorriam pela minha face.

–Sim... Sim, meu amor! -meu sorriso aumentou ainda mais -Eu aceito!

German simplesmente se levantou e me beijou, um beijo apaixonado e doce, eu não queria desgrudar daqueles lábios, minhas mãos estavam em sua nuca e as dele acariciando minhas costas. Nos separamos somente quando se tornou questão de vida ou morte, minha respiração estava totalmente ofegante e a de German também.

–Depois de tanto coisa que vivemos, nosso amor foi mais forte e ultrapassou todas as barreiras -pausei e comecei a soluçar, o que aconteceu nos últimos minutos foi o que mudaria minha vida, com toda a certeza desse mundo que mudaria pra melhor -E agora olha só! É emocionante ser pedida em casamento!

German sorriu, pegou a aliança que estava no sorvete e a colocou em meu dedo anelar, a aliança era linda, não muito simples e nem exagerado. German puxou minha mão até seus lábios e deu um beijo delicado. Notei uma caixinha aveludada em seu bolso, sem dúvida do que era, a peguei. Abri e a aliança de German estava encima de uma almofadinha também vermelha e aveludada, a peguei com todo o cuidado e com minhas mãos trêmulas, a coloquei em seu dedo anelar. Sorrimos e ele me deu um selinho, eu sem dúvida, retribui.

–Isso não é um sonho? -perguntei com um sorriso bobo na cara.

–Não, é bem real! -German beijou minha bochecha, seu toque me deixou corada.

De mãos dadas, juntos andávamos sem rumo, apenas curtindo o momento a sós. Estava uma temperatura agradável, um ventinho de leve nos rodeava, em meu rosto, um enorme sorriso não se desmanchava de jeito nenhum. A felicidade está estampada em meu rosto e em meu coração.

–Então quer dizer que seus pais se conheceram num cruzeiro? -perguntei, depois de alguns minutos de silêncio, um silêncio agradável, German e eu entramos em um assunto.

–Sim, meu pai havia herdado do meu avô um navio, "S.S Castillo", meu pai, o famoso capitão Castillo, conheceu a bela Srta Gonzalez durante uma navegação, mesmo sendo muito jovens se casaram, eram felizes juntos, tenho inveja do amor deles, foi lindo enquanto durou e somente a morte os separou, e tiveram quatro filhos, eu, o mais velho, meu irmão do meio Martín, e tive irmãos gêmeos, Thiago e Paola... -entramos no assunto de nossos pais, de nosso passado, algum dia iríamos nos casar, precisamos nos conhecer mais.

–Não sabia que você tinha três irmãos! -comentem surpresa, até German abaixar a cabeça -O que foi?

–Na verdade, tenho dois irmãos -falou ainda de cabeça baixa e eu fiz uma expressão de dúvida -Durante dois anos da vida dos gêmeos, eu era como um pai pra eles, eu ajudava meus pais a criá-los, eu tinha um amor por eles e por Martín também, até que, Thiago, um dos gêmeos, acabou indo para a rua desacompanhado e acabou morrendo atropelado...

–Meu Deus, German! Sinto muito! Sei como é perder um irmão -o abracei com todas as minhas forças para consolá-lo, pode ter se passado anos, mas a dor da perda permanece.

–Obrigado, meu amor! Eu e meus irmãos nos acostumamos com a vida que tínhamos, quase não ficávamos na casa daqui de Buenos Aires, nossa casa era aquele cruzeiro, onde estudamos, brincamos e crescemos, nossa rotina era se divertir, brincávamos com outras crianças que vinham com passageiros, era difícil conviver com a perda de um irmão, mas aprendemos a conviver com a dor de não tê-lo entre a gente... Quando casei com Maria, tínhamos aquele amor e amizade que meus pais tinham, minha vida mudou pra melhor quando a Vilu nasceu e Maria decidiu dar uma pausa na carreira, tivemos até planos para ter mais filhos, mas, Maria descobriu que depois da Violetta, não podia ter mais filhos, ficamos tristes, porém Maria ficou mais e foi assim que ocorreu o acidente, foi definitivamente o pior dia da minha vida. E o resto você já sabe e hoje estamos aqui! -sorrimos e ele me deu um selinho, com certeza eu retribui -E sinto que... Eu finalmente vou realizar meu sonho de um amor verdadeiro e duradouro igual foi o de meus pais.

Não resisti e o beijei, eu nunca imaginei German falar coisas tão lindas assim, meus olhos ainda estavam cheios d'água e antes que comecem a escorrerem em meu rosto, German às enxugou. Já li muito em livros que aquelas pessoas importantes na sua vida não secam suas lágrimas no rosto, simplesmente não as deixa cair.

–Agora me conta você... Sobre sua vida.

–Bem, minha mãe se casou com Felipe Saramego, minha mãe já me contou que ela tinha uma linda amizade com Felipe e Luís Carrara, mas sempre teve uma paixão por Luís, até que Luís se mudou para outro país e minha mãe se casou com Felipe, o que ela verdadeiramente sentia por ele era amizade, enfim, até que nasceu a Maria e quando ela era muito nova ainda com seus 4 aninhos, Felipe morreu. Minha mãe e Maria sofreram muito, até que Luís voltou e confrontou minha mãe e Maria, acendendo novamente a chama daquele amor esquecido, se casaram e até que eu nasci, a 25 anos atrás estavam comemorando meu nascimento, Luís é meu pai e ele era o melhor amigo de Antônio, e ele nos incentivou a seguir a carreira da música, se não fosse por ele, eu não seria quem eu sou hoje e a mesma atenção que ele me dava, também dava a Maria, eu e minha irmã nunca brigamos, talvez uma ou duas vezes discutimos porque ela se preocupava comigo e eu era bastante teimosa... Até que um dia, já éramos mais crescidas e Maria chegou em casa alegre e cantarolando, afinal você tinha a pedido em namoro, algum tempo depois vocês se casaram e a Vilu nasceu e aconteceu o acidente uns anos depois, meu pai ficou péssimo, como se Maria fosse sua filha biológica, ele era um bom pai... Até que um dia, meu pai adoeceu, a morte de Maria mexeu com ele e também estava preocupado com a neta que sumiu no mundo com o pai, até que ele não resistiu... Nós quatro éramos muito felizes, mas sobrou somente eu e minha mãe e a Vilu também, você nem era considerado depois de ter fugido com ela... Eu e minha mãe cuidávamos uma da outra até decidirmos ir atrás de vocês, depois de anos, descobri que estavam voltando para Buenos Aires e transbordei de felicidade e medo, temia que você levasse Violetta novamente e minha mãe resolveu morar em Madri, a única maneira de me aproximar da minha sobrinha sem você levá-la era fingindo ser a governanta dela e foi muito bom passar um tempinho com ela, conhecê-la e fico feliz que hoje vocês não estejam do outro lado do mundo e estamos aqui, noivos! Da pra acreditar? Sinto que posso acordar desse mágico sonho a qualquer momento.

–É bem real! -exclamou German e me beijou, eu beijo cheio de ternura e amor -Qual será a reação de todos?

Tentei imaginar e me vieram imagens a mente.

–Talvez Violetta enlouquece de alegria, Fede nos da uma felicitação mais civilizada, Ramalho comemora e diga a você "eu te avisei" e Olga, nos enforca num abraço de urso.

Ri pensando em tudo isso e German ri também.

Fiquei de frente pro German e sorri ao encarar seus grandes, lindos e brilhantes olhos castanhos. Em alta velocidade, pus as mãos em sua nuca e o puxei pra mim em um beijo, nossas línguas dançavam na mesma sintonia enquanto as mãos deles estavam em minhas costas, colando ainda mais nossos corpos, soltei um pequeno e baixo gemido com a aproximidade.

Ao separarmos, com os pulmões implorando ar, sem falar nada fomos embora, juntos, com as mãos entrelaçadas.

POV'S German

–Gente onde vocês estavam???? -perguntou Violetta com seu jeito alegre e com um sorriso malicioso nos lábios.

–Passeando, ué! -respondi e aquele sorrisinho não saiu dos lábios da minha filha.

–Estávamos esperando vocês chegarem, vamos jantar que está todo mundo morrendo de fome! -Vilu disse e nos puxou para a sala de jantar, rimos, a maneira que Vilu falou foi engraçada.

–Uau Olga, arrasou como sempre hein! -elogiou Angie enquanto comia a comida preparada por Olga a sua frente.

–Obrigada, Angie! Minha pequenina! Ao menos alguém sabe valorizar a comida preparada por uma mulher como eu! -exclamou Olga indo a cozinha, mas antes, deu uma empurrada de leve em Ramalho que estava na mesa conosco.

–Eu vou fingir que não ouvi isso -falou Ramalho.

–Ah claro, é um covarde mesmo! É sim, senhor! Não assume os sentimentos e ainda me ignora, vire homem, Ramalho! -exclamou Olga voltando a sala de jantar e retornando a cozinha, Ramalho foi atrás dela e começaram uma discussão na cozinha. Leon, o namoradinho da minha filha, que estava presente, foi prestativo para algo, se levantou e fechou as portas de madeira da cozinha, nos evitando de ouvir a discussão diária.

O que eu não estava gostando nem um pouco era minha filha ter convidado o Leon para jantar, ela ainda é pequena, uma bebê, a princesinha do papai. As vezes trocavam olhares apaixonados e isso me deixava irritado cada vez mais, Angie colocou uma mão na minha perna e imediatamente minha atenção foi a ela, que arregalou os olhos, como se fosse um repreendimento.

Parei de observa-los com o meu ciúme e foquei na comida, que estava uma delicia. Todos na mesa eram eu, Vilu, Angie, Leon e Federico, e Ramalho estava até se retirar para discutir com Olga na cozinha.

XX

Fechei a porta do quarto e Angie estava sentada na cama mexendo no celular, ao me ver, abriu um sorriso malicioso e veio até mim.

Tranquei a porta e a beijei ferozmente, ela tinha as mãos em meu pescoço e eu entrelaçava sua cintura, num movimento rápido, a prensei na porta a a peguei no colo. Sem cortar o beijo, fui andando com ela até a cama.

A deitei com cuidado e me deitei por cima dela, ainda com os beijos calorosos, Angie pôs as mãos no meu pescoço e foi descendo lentamente até chegar aos botões da minha camisa e desabotoar um por um e depois tirou-a e jogou em algum lugar do quarto.

Fomos nos despindo rapidamente, eu tinha cede dela, eu estava louco por ela.

Quando finalmente não havia sobrado mais roupa nenhuma pra contar história, continuamos com os beijos quentes até eu começar a introduzir. Ela gemia em meu ouvido e arranhava minhas costas, de movimentos lentos, foram aumentando e era cada vez mais prazeroso. Quando enfim chegamos ao nossos limites, me joguei ao seu lado e ela deitou em meu peito, peguei um lençol branco para nos cobrir e fiquei acariciando seus lindos e sedosos fios loiros até ambos adormecermos juntod.

–Te amo, princesa! -sussurrei antes de fechar os olhos.

POV'S off

Passaram-se vários meses, já era dia 22 de setembro, começo de uma estação que abandonava os ventos gelados e dava vida as flores, primavera. Era a estação preferida de Angie e uma data importante tanto para Angie quanto para German. Na verdade, para qualquer noivos a data de casamento é sempre importante. Onde estão? Bom, Angie está tendo um dia de princesa, ou melhor, um dia de rainha. Violetta e Ludmila levaram Angie a um Spa que, antigamente, Ludmila frequentava diariamente.

Desde o dia anterior, Angie sentiu seu coração bater mais depressa, talvez de ansiedade. E batia cada a momento que se aproxima mais do grande momento.

–Angie pelo amor de Deus chega! -brigou Violetta com a tia que enquanto arrumavam seu cabelo, pegava vários docinhos que tinham ali e enfiava todos na boca. Sua fome era controlada por sua ansiedade.

–Angie se concentra, daqui a algumas horas você vai estar no altar SE CASANDO!!! Se foca nisso! Sei que está nervosa mas corre o risco de você ganhar umas gordurinhas e o vestido nem entrar! E além disso, você está atrapalhando a manicure, pare de ficar pegando os doces! -Ludmila também brigou com Angie, que após o sermão, largou o cupcake que estava prestes a devorar.

Angie estava nervosa, ansiosa e entediada, não lhe deixaram com um espelho, Violetta pediu para a arrumarem em algum lugar sem espelhos, não podia ficar se admirando nem fazer outra coisa enquanto arrumavam seu cabelo e faziam sua unha. Ficou ainda mais irritada e entediada pela maquiagem ser OBRIGATÓRIO para qualquer noiva, e enquanto a maquiavam, não podia mexer um músculo ou borraria e teria que refaze-lá.

POV'S German

Assim que acordei, eu estava sozinho na cama, talvez Angie deve estar naquela arrumação demorada de noiva, antes de me levantar, peguei seu travesseiro e inalei seu cheiro doce.

Desci e estavam preparando tudo, um corria de um lado e outro para um lado.

Finalmente sei que tomei a decisão certa na minha vida, exatamente hoje era a data em que eu e Angie nos casamos.

Talvez eu não precise me arrumar várias horas antes, mas acho injusto o fato de Violetta e Ludmila terem me proibido de vê-lá até o casamento, com a maldita fala que dá "azar".

Juntos decidimos nos casar numa igreja, escolhida por Angie, e era muito bonita. Já estava quase tudo pronto, bem, quase. E a festa seria aqui, na mansão, foram contratadas pessoas para cuidar da arrumação. Minha casa estava digna de um festão, foi instalada uma pista de dança no meio da sala e a maioria dos móveis como o sofá, foram levados para o porão, também foi instalado holofotes de led coloridos no teto, e no jardim, estava sendo montado um palco e várias mesas com toalhas de mesa brancas, com um vaso de vidro transparente de rosas brancas em seu centro e alguns detalhes em verde-agua, escolha de Angie por sua cor favorita ser verde-agua. Mas no jardim, havia uma mesa que se destacava, era a mais próxima do palco, possivelmente uma mesa somente para mim e Angie.

Foi tudo planejado por Violetta, ela já havia conversado com as pessoas contratadas para a organização do jeito que planejou, disse para mim não me preocupar e não atrapalhar, vê se pode? O próprio noivo não pode nem dizer como quer a própria festa de casamento?

–Esta chegando a hora, como se sente? -olhei para trás e vi que era Federico.

–Bem, muito bem, um pouco nervoso também, mas faz parte! -falei e demos uma breve risada.

E resumindo tudo, eu tecnicamente tenho 3 filhos, meses atrás, Federico ligou para o pai de Ludmila que resolveu o problema causado por Priscila, Ludmila praticamente é minha nora, ela e o Federico se amam, então pela felicidade dos dois resolvi concordar com a proposta do pai de Ludmila, adotá-la. Ele me deu essa proposta pois Priscila fugiu, ninguém nunca mais a viu e como Ludmila ainda é de menor, precisava morar com o pai e o David, pai dela entendeu que ela tem uma vida aqui, me ofereceu a proposta pela felicidade da filha. Ludmila sofreu com a fuga de Priscila, querendo ou não, é a mãe dela mas ficou feliz ao saber que continuaria em Buenos Aires.

Ter dois filhos namorando e morando na mesma casa não me parece uma boa ideia, claro que dormem em quartos separados mais vai saber o que aprontam enquanto eu estou dormindo. Mas confio em ambos.

–Fico feliz com o casamento de vocês, Angie e como uma mãe pra mim! -sorri, podem não ser seus filhos biológicos, mas Angie os trata como uma verdadeira mãe.

POV'S Angie

–Você está maravilhosa! -exclamou minha mãe que se segurava para não derrubar lágrimas.

–Tia você está parecendo uma... Rainha! -disse Vilu também emocionada.

–Angie, é a noiva mais perfeita que já vi! -elogiou Ludmila.

Eu me sentia maravilhosa, rainha e perfeita, mas até agora me proibiram de cruzar com um espelho.

–Tia, vira para trás! -falou Vilu, e lentamente fui me virando, e finalmente lá estava, um espelho.

Eu estava tudo, maravilhosa, rainha, perfeita e muito mais. Meu vestido era totalmente perfeito, o tecido que o cobria era renda, tinha as mangas compridas e as costas eram nuas e possuía uns detalhes com pérolas no vestido. Meu cabelo estava solto com cachos definidos e delicados, e possuía uma tiara de flores branca e dourada de arame em minha cabeça e meu rosto, com uma maquiagem suave e perfeita, a sombra era preta, marrom e dourada e um delicado contorno nos olhos com delineador e em meus lábios havia uma cor nude. Talvez eu seja uma clássica noiva com véu, mas tenho certeza que está perfeito.

XX

Respirei o mais fundo que meus pulmões permitiam, e agarrei fortemente o braço da minha mãe. Os doces não deram conta da minha emoção e ansiedade, eu podia desmaiar a qualquer momento.

Ramalho havia me buscado no Spa junto com Vilu, Ludmi e minha mãe, e claro que estávamos todas prontas. Vilu, Ramalho e Ludmila entraram na frente, eu e minha estávamos na frente da igreja, foram anunciar a minha chegada e eu precisava me sentir pronta. Não é todos os dias que nos casamos.

–Está tudo bem? Está pronta? -perguntou minha mãe.

–Err... S...n... -eu não consegui responde-la, o nervosismo tomava conta de mim.

–Fica tranquila, minha filha. Sei que é normal você estar nervosa, mas sua decisão tem que ser feita pelo coração, se ama mesmo o German, respire fundo, deixe o nervosismo de lado e entre nesta igreja e seja feliz! Só quero sua felicidade! -disse minha mãe sorrindo.

Respirei fundo e sorri de volta.

–Sim, estou pronta! Ampliei meu sorriso e minha mãe beijou uma das minhas mãos e entrelaçou nossos braços.

As portas da igreja se abriram, meu coração passou a palpitar cada vez mais rápido, havia várias pessoas ali presentes. Meus alunos, os professores que também são meus amigos, alguns parentes, e Melanie que durante esses meses que passaram se mudou para Buenos Aires e recuperamos nossa amizade, e claro, alguns convidados de German, claro. Eu não conhecia a maioria, mas posso conhece-los durante a festa.

A igreja era muito linda, ao lado de todos os bancos havia um vaso de flores de cristal com rosas brancas e ao invés do típico tapete vermelho, havia pedrinhas brancas cobertas por vidro.

Minha mãe e eu andávamos lentamente, e quando meus olhos cruzaram naqueles lindos olhos castanhos, não desgrudamos os olhares. Ele me observava com um belo sorriso.

Minhas pernas estavam no automático, eu estava totalmente focada em German e não em meus passos.

Minha concentração que estava no homem com o sorriso que me deixava de ternas bambas, não me impediu de ouvir sussurros "uau que linda!" "É a noiva mais linda que já vi!" "Ela está parecendo uma barbie!" Sorri um pouco corada com os elogios.

Meu coração batia mais rápido de acordo que eu me aproximava de German. E quando eu já estava frente a frente dele, no lugar do típico "tu tu tu tu" estava um zumbido, talvez pela velocidade das batidas.

–Ela é o meu bem mais precioso, cuide dela! -minha mãe disse e beijou minha mão antes de me entregar a German.

–Agora é o nosso bem mais precioso, e cuidarei dela por toda a minha vida -disse German sorrindo pra mim e beijou minha testa.

XX

Durante toda a cerimônia, não parávamos de trocar olhares.

–Angeles Carrara, aceita German Castillo para ama-lo e respeita-lo, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença até que a morte os separe?

–Aceito! -exclamei com toda a certeza desse mundo.

–German Castillo, aceita Angeles Carrara para ama-la e respeita-la, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença até que a morte os separe?

–Sim, eu aceito!

–Eu os declaro marido e mulher, podem se beijar!

German tomou a iniciativa e colocou as mãos em minha cintura, me puxando para seus lábios. Iniciamos um beijo doce e lento, como se estivessemos sozinhos. Finalizamos o beijo com selinhos e notei que, em volta, todos comemoravam nossa felicidade, nossa união e o nosso amor.

Notas finais
Qro comentários viu? Bjoos