Vivir Contigo

33 Casamento part 2 -Lua de mel


Notas iniciais
Oie... Agora estou de férias e eu juro terminar todas as minhas fics, claro que não da pra terminar todas nessas férias mas juro termina-lás! Obrigada pra quem as acompanha até hoje!

"Amar, é fazer das nossas vidas uma só vida, é ver o sol brilhando mesmo num dia chuvoso... ver as estrelas brilharem e pensar que isso só ocorre porque estamos juntos... Amar é ser feliz ao lado de quem se ama!"

–No soy ave para volar
Y en un cuadro no se pintar
No soy poeta escultor
Tan solo soy lo que soy
Las estrellas no se leer
Y la luna no bajaré
No soy el cielo, ni el sol
Tan solo soy
Pero hay cosas que si sé
Ven aquí y te mostraré
En tu ojos puedo ver
Lo puedes lograr, prueba imaginar...
Minhas mãos tremiam segurando o microfone, eu estava nervosa, mas me mantive firme focando na letra da música e pra quem eu a estava cantando. Todos me fizeram subir no palco montado no jardim para cantar, eu escolhi essa música, Podemos. Pois entre todas as músicas que podem expressar meu amor por German, essa é a minha favorita.
Meu amado me fez companhia subindo ao palco e pegando um microfone.
–Podemos pintar, colores al alma
Podemos gritar, yeah!
Podemos volar, si tener alas
Ser la letra en mi canción
Podemos pintar, colores al alma
Podemos gritar, yeah!
Podemos volar, si tener alas
Ser la letra en mi canción
Y tallarme en tu voz.
German cantou o refrão comigo, estávamos de mãos dadas no palco enquanto nos aplaudiam, ganhei um tom rosado na bochecha.
Vilu subiu no palco ficando entre mim e German, com um microfone em mãos.
–Finalmente!! Desde quando eu soube que vocês dois se amavam, eu sonhei tanto com esse momento e desejo toda a felicidade do mundo a vocês dois! Angie, hoje você é oficialmente minha mãe e papai espero que você não faça nenhuma besteira! Vocês são a minha família! Amo muito vocês do fundo do meu coração!!! -de imediato abracei Violetta, suas palavras me emocionaram por completa, algumas lágrimas escorriam pelo meu rosto.
Vilu também chorava e retribuiu meu abraço, German nos abraçou.
Mais lágrimas queriam escorrer, mas não permiti ou iria estragar a maquiagem.
Eu e German descemos do palco e iniciamos uma dança lenta, Violetta e Leon começaram a cantar Nuestro Camino.
Eu não dava a mínima pra quem estava em volta ou o que estava acontecendo, minha concentração estava em German. Estávamos com nossas mãos entrelaçadas, minha cabeça apoiada em seu ombro e sua outra mão em minha cintura. Lágrimas involuntárias escorriam por meus olhos, dane-se a maquiagem era muita emoção para uma pessoa só. E sem querer escapou um soluço.
–Ei, amor, o que foi? -perguntou German se afastando um pouco para me encarar.
Encarei seus olhos castanhos que me encaravam com curiosidade e o abracei escondendo meu rosto em seu pescoço.
–Todo mundo chora em casamentos! -respondi e isso o silenciou, retornamos a nossa dança lenta.
Quando minha sobrinha e filha de coração terminou a música, começou a cantar Algo se enciende na versão acústica.
Não nos separamos em momento algum, continuamos com a nossa dança lenta e suave. Mais lágrimas queriam escorrer.
Flashback On
Eu não me sentia bem, todas as vezes que me cruzava com um espelho, via uma pessoa triste, cansada, com olheiras profundas, uma pessoa doentia. Há muito tempo eu não dormia direito, sempre acordava depois de dormir 2 horas. Não me alimentava direito, meu paladar rejeitava a comida, perdi peso e cheguei ao ponto de estar abaixo do peso.
Comparando com o resto do meu corpo, meu coração estava com um enorme buraco, causado por algo chamado amor. O culpado por isso tem nome e sobrenome, German Castillo.
Dei meu coração de bandeja e ele simplesmente jogou no chão e pisou em cima.
German iniciou um novo relacionamento com uma mulher chamada Esmeralda, que o abandonou no altar, roubou todo seu dinheiro e o mandou parar na prisão 2 vezes. Enquanto eu assistia tudo.
E eu? Sou uma covarde! Covarde demais para enfrentar isso e para abandonas minha vida em Buenos Aires e embarcar em um avião com destino a Paris.
Esse era meu último dia no Studio, em Buenos Aires e minhas tentativas de tocar no piano e cantar eram falhas.
Ver a sala de canto vazia e saber que aquela era a última vez que eu estive ali, me angustiava, sentia um aperto no coração e lágrimas escorrendo. Novamente depositei meus dedos nas teclas tentando tocar e cantar algo se enciende.
–Si te sientes perdido en ningún lado
Viajando tu mundo del pasado
Si dices mi nombre yo te iré a buscar
Si crees que todo está olvidado
Que tu cielo azul está nublado
Si dices mi nombre te voy a encontrar...
Não consegui articular mais nenhuma palavra, mais lágrimas escorreram. A angustia se apoderava sobre mim.
Minha atenção foi voltada a uma música que soava pelo Studio inteiro. Logo reconheci as notas, Algo se enciende.
O som vinha de lá, sequei minhas lágrimas e fui até o Zoom. Para minha surpresa, Violetta e todos os meus alunos da turma dela estavam no palco, cantando Algo se enciende.
Quando finalizaram, abracei todos com todas as minhas forças. Principalmente minha sobrinha, eu a abandonaria aqui e ela me prepara uma surpresa de despedida.
Foi muito difícil sair do Studio, em seguida eu só pegaria um táxi para ir rumo ao aeroporto.
German/Jeremias, Vilu e Pablo foram se despedir de mim antes de eu entrar naquele táxi e partir. Foi difícil os abraçar por uma última vez, talvez eu só os veja daqui a anos. Depois de respirar fundo o ar da minha cidade natal, entrei naquele táxi.
Flashback Of
A música me lembrava justamente a despedida, como eu sofri. E hoje, estou na festa do meu casamento! Lágrimas de alegria escorriam, eu sempre sonhei em encontrar o amor e hoje meu sonho é realizado. Num movimento rápido, puxei German para um beijo, ele não esperava por isso mas retribuiu. Suas mãos estavam em minha cintura e as minhas em seu pescoço, nossas línguas dançavam na mesma sintonia intensificando o beijo.
Nos separamos por falta de oxigênio, mas nos mantínhamos abraçados.
–Ai que fofos!! -exclamou Jade e primeiro me abraçou e depois o German -Felicidades ao casal! Foi tão emocionante o casamento! Graças a vocês borrou minha maquiagem!!
Rimos da reclamação de Jade, Pablo apareceu e abraçou Jade por trás e eu e German estávamos abraçados de lado.
–Espero algum dia ter um casamento lindo igual ao de vocês! -desejou Pablo com um sorriso simpático nos lábios.
–Ah com certeza! -afirmei -Vocês são lindos juntos!
–Obrigado! Felicidades aos dois! -disse Pablo e saiu acompanhado de Jade.
Eu e German ficamos frente a frente e trocamos vários selinhos.
–Eu te amo!
–Te amo mais!
Continuamos com nosso romantismo até alguém interromper.
–Olá, German meu querido quanto tempo! Eu estava com saudades! -uma mulher da minha altura, cabelos e olhos castanhos veio e abraçou German, quis empurra-lá e dizer coisas que estavam em minha mente, mas eu poderia me arrepender depois.
E ainda mais que notei a semelhança entre ambos e German jamais retribuiria um abraço com uma estranha na minha frente.
–Que saudade, Paola! -exclamou meu marido beijando a bochecha dela, lembrei-me desse nome, ela é a irmã de German.
Ela se virou para mim com um sorriso simpático,
–Oi prazer meu nome é Paola, sou irmã do German e tenho que admitir, minha cunhada é uma gata! -elogiou-me e me abraçou.
–Prazer em conhece-la, meu nome é Angie! E obrigada!
–Cade Martín? -perguntou German por seu outro irmão.
–Está por ai! Angie leva seu maridão para me visitar, sou designer de moda e estou morando em Itália. Faz anos que não vejo German, o cabeça dura resolveu viajar de país em país com Violetta... Falando nela cade minha sobrinha?
–Esta ali -apontei para onde estava a Vilu e ela foi.
Também conheci o irmão de German, ambos juntos pareciam duas crianças. Martín havia herdado o S.S Castillo e nos convidou para embarcarmos, troquei ideia com os irmãos de German que são super legais e com o resto dos convidados.
XX
German
Eu e Angie subimos para o nosso quarto e trocamos de roupa, eu tirei o terno e vesti uma camiseta branca, jaqueta preta, calça jeans azul e tênis preto. Optei por algo mais confortável.
Angie usava um vestido azul marinho de saia rodada e alça fina com uma jaqueta preta e saltos bege. Estava linda e deslumbrante como sempre.
Não resisti e a abracei por trás depositando beijos em seu pescoço.
–German.... Agora não é... Hora -disse com certa dificuldade e se eu continuasse, perderíamos o vôo.
Dei apenas um selinho em seus lábios e peguei sua mão. Já estava tudo pronto, destino, malas que já estavam no porta-malas do carro e minha esposa linda que me deixa cada dia mais hipnotizado com sua beleza.
Descemos e parece que éramos o centro das atenções, todos os convidados estavam na sala e quando nos viram descer, começou uma algazarra. Pessoas aplaudindo, assobiando e gritando. Assim que descemos todos os degraus, Vilu veio até nós e nos abraçou.
–Boa viagem!! Quero presente viu? E me dêem notícias pelo telefone ou mensagens, amo vocês!! -disse Violetta e dei um beijo em sua testa.
Angie deu outro abraço em Violetta.
–Se cuida meu amor! Eu também quero que me conte as novidades! -disse Angie sorrindo para Violetta.
–Mocinha, não vá dormir tarde e muito menos traga alguém pra dormir com você, se alimenta direitinho e... -eu disse a Violetta até ela e Angie me interromperem.
–German! Que exagero, Violetta sabe se cuidar sozinha! -Angie brigou comigo e Violetta assentiu.
–É papai, não vou fazer nada de errado! -rimos da carinha de sapeca que a Vilu fez.
Nos despedimos de todos, só faltava uma pessoa que acredito que não gosta de mim, nem pintado de ouro.
–Mamãe! -Angie estava na minha frente abraçada com Angélica.
–Querida se cuida, independente de onde você for, passe repelente e protetor solar ou se agasalhe bem, boa viagem! -Angélica deu um beijo na testa de Angie -Boa viagem aos dois! German cuida da minha filha! É um dos meus bens mais preciosos!
–Agora é o nosso bem mais precioso! -beijei a mão da Angie e Angélica sorriu.
Todos estavam do lado de fora da mansão, enquanto eu e Angie entrávamos no carro, eu mesmo iria dirigir até o aeroporto. A festa continuaria, mas todos saíram para ver nossa saída.
Liguei o carro e partimos, todos estavam acenando, até estarmos longe demais e não vermos mais ninguém.
Enquanto eu dirigia até o aeroporto que não era longe, segurei uma das mãos de Angie e dei um beijo, a mesma sorriu.
–Ansiosa? -perguntei e a loira me olhou.
–Sim muito, porque você não fala aonde vamos? -respondeu e perguntou Angie impaciente.
–Logo você vai descobrir, baby! -por um instante tirei minha concentração da estrada e pisquei pra Angie.
O mundo parecia mais lindo, feliz e colorido um mundo que eu não via desde a morte da Maria. Angie foi um anjo em minha vida que me tirou da escuridão e trouxe a alegria novamente. Sou muito grato por te-lá na minha vida.
Logo chegamos ao aeroporto e deixei o carro no estacionamento, não me importava de pagar a diária do estacionamento.
Fizemos o check-in e esperamos por algum tempo.
–Amor to com fome! -reclamou minha esposa apoiando a cabeça em meu ombro.
–E quando você não está com fome? -perguntei brincando.
–Quando estou com sono! -ela riu e a acompanhei.
–Ok vou comprar alguma coisa pra você, minha gulosa fofa! -falei me levantando e apertando suas bochechas -Fica ai de olho na bagagem hein, cabeça de vento!
–Eii, magoou agora! -disse Angie fazendo bico, ri e fui a procura de um lanche.
Comprei dois café expresso e pães de queijo que havia em uma lanchonete brasileira, comprei o suficiente para nós dois e fui me sentar junto a minha loirinha.
–Hm... Que marido prestativo! -elogiou-me e me deu um selinho -Amor isso é pão de queijo???
Perguntou Angie com os olhos brilhantes ao ver o que eu trazia no saquinho.
–Sim, já comeu? Quer experimentar? -perguntei lhe estendendo o saquinho.
–Já comi sim, minha mãe viajou para o Brasil e aprendeu a fazer! -disse minha mulher com um brilho nos olhos e mordeu um pão de queijo -Hm... É tão booom!
–É mesmo! -concordei enquanto comia os pães junto com ela.
Depois de comer e beber nosso café, jogamos as embalagens fora e nosso vôo foi anunciado.
Não demorou muito para estarmos no avião já com os cintos afivelados e mãos dadas.
–Que sono! -resmungou Angie fechando os olhos.
–Afe Angie, como você é preguiçosa!
–Ae? Tenta ficar o dia inteiro em um Spa!
–Não obrigado! -neguei imaginando o terror que minha esposa deve ter passado.
Angie dormiu abraçada a mim e não demorou muito para mim dormir também.
Angie
Eu acordei e German ainda dormia, eu estava do lado da janela e passei a observa-lá, possivelmente estava amanhecendo e alguém pelo auto-falante anunciou que o avião estava pousando. Ver as nuvens tão de perto dava vontade de toca-las.
Meu moreno ainda dormia serenamente ao meu lado. Sorri e beijei suas mãos que estava entrelaçada a minha, nem mesmo o sono nos impedia de termos esse toque carinhoso.
Não queria acorda-lo mas comecei a me sentir entediada, peguei uma revista de moda naqueles suportes do banco a frente e fiquei folheando página por página. Looks de casamento, festas, casuais, tutoriais de maquiagem, de penteados de cabelo e outros assuntos do interesse de toda mulher.
Comecei cantarolar Juntos somos mas, igual uma vez que fui pega pelo German. Ri com a lembrança.
–Encuentro todo en mi música
Porque estoy siempre bailando
Yo necesito que mi música
Me diga que estoy buscando
Buscando en mi -na última palavra cantada, German abriu seus lindos olhos. Tentei cantar sem acorda-lo, porém, sem sucesso.
–Bom dia, baby! -sorriu e beijou meus lábios.
–Bom dia, principe! Dormiu bem? -perguntei sorrindo.
–Perfeitamente bem!
German tentou disfarçar para mim não saber onde estávamos indo, mas descobri que acabamos de pousar em solo brasileiro. Mais especificamente, no Rio de Janeiro!
Depois de pegar as bagagens, e fazer um lanchinho que meu estômago implorava por isso, pegamos o táxi.
Trocamos beijos e olhares bobos, o taxista nos deixou em um ponto que tivemos que continuar de... LANCHA??? Da pra acreditar, aonde estávamos indo?
–German, o hotel está no meio do mar? -perguntei brincalhona.
–Eu diria que sim! -respondeu e eu fiquei com uma cara "hãn?".
Eu fiquei com receio de subir naquilo mas German estava comigo, existe mais segurança que isso?
–Sabe pilotar isso? -perguntei um pouco nervosa.
–Angie... Você esqueceu da minha história? Eu sei pilotar até um navio e você me pergunta se eu sei pilotar uma lancha?? -perguntou incrédulo e eu havia me esquecido disso.
Desculpa querido e que eu sabia que você viveu em um navio e não que você pilotava.
German ligou o motor desse troço e meus olhos se arregalaram, eu definitivamente estava com medo. E o barulho do motor não era nada relaxante.
Meu coração deu pulinhos ao se afastar da terra firme e ir além do mar, eu tenho pânico na zona mais funda. Talvez German tenha notado meu mini ataque cardíaco.
–Tranquila, baby -disse me acalmando e colocando uma de suas mãos por cima da minha -Já estamos quase chegando!
–Pelo amor de Deus, German, põe as duas mãos no volante ou sei lá que isso -pedi medrosa e completamente tensa.
German riu e só não briguei com ele pois acho que minha reação realmente estava engraçada.
Meu coração se aliviou ao ver algo mais pra frente que não fosse apenas água, talvez aquele fosse nosso destino.
Cada vez nos aproximávamos mais daquela coisa, sorri em ver que era apenas um casa, uma casa grande, uma MANSÃO??!!!
Faltava pouquíssimo para chegar, e a mansão era completamente linda. Completamente branca por fora e quase todas as paredes eram de vidro cobertas por cortinas brancas do lado de dentro.
–Chegamos! -exclamou German sorrindo pra mim e sorri também.
German me ajudou a descer e pegou nossas bagagens.
–Bem-vinda a ilha Castillo!! -exclamou German beijando minha mão. Meu queixo caiu bruscamente.
–Você te...m uma ii...ilha!! -perguntei ainda não acreditando no que ouvi.
A mansão é linda, do lado de fora era apenas areia até o mar e do mar até a mansão era alguns metros, havia algumas espreguiçadeiras e redes. Um paraíso para qualquer pessoa, a única coisa que era possível ouvir era as ondas chegando a areia.
–Sim e agora também é sua! Venha vamos conhecer aonde iremos passar um mês -German me puxou para dentro.
A mansão estava com as portas e as sacadas no andar de cima abertas, entramos e demos de cara com uma bela sala, por fora era completamente branca a tornando chique, e por dentro, com móveis de madeira maciça tornando a casa um ambiente confortável e aconchegante.
Na sala havia uma TV enorme na parede e em frente um sofá bege para 6 pessoas com almofadas roxas e marrons, e uma mesinha de centro de vidro com dois controles de video-game.
–Sabe jogar? -perguntou-me German com um olhar desafiador se referindo ao jogo.
–Com certeza! -respondi com o mesmo olhar.
–Então vamos fazer assim, quem perder vai ter que lavar a louça até irmos embora, pois dispensei os funcionários daqui durante um mês para termos privacidade, mas podemos jogar depois feito? -perguntou estendendo a mão.
–Feito! -apertei sua mão.
O cômodo ao lado era a cozinha, com fogão, pia e mesa como qualquer outra cozinha, a cozinha havia uma porta de vidro que levava aos fundos. Meus olhos brilharam, havia duas piscinas, uma rasa e outra mais funda, algumas mesas, cadeiras e churrasqueira. Havia uma cerca em volta dessa area, separando o lado de fora da casa.
–Vilu era criança quando essa casa foi construída -explicou German a respeito da piscina rasa -E se daqui um tempo voltarmos pra cá, outras crianças podem usar essa piscina.
Sei que German se referia a futuros filhos, nunca havíamos conversado sobre isso, eu sentia sim vontade de ter filhos, mas é cedo, ainda estamos em lua de mel.
–Concordo, mas acho que pode esperar, é um pouco cedo para isso! — falei dando um selinho nele.
–Como quiser! -German me deu outro selinho.
XX
German me apresentou a casa inteira e não é tão grande quanto aparenta por fora, no andar de cima só havia mais três suítes. E estávamos na nossa organizando nossas roupas no enorme guarda-roupa.
Terminamos de arrumar e nos jogamos na nossa enorme cama com lençóis brancos e várias almofadas, eu fiquei acariciando seus cabelos enquanto ele me puxava pra si.
–Você me surpreendeu! -exclamei -Eu te amo!! Não é todo homem que pra passar a lua de mel te leva para uma ilha particular!!
–Lembre-se que quando você aceitou isso -disse ele pegando em minha mão com a aliança -Se tornou uma Castillo então essa ilha também é sua!
–Eu te amo!
–Te amo mais! -falou e me puxou para um beijo.
Com alguns minutos o beijo foi se intensificando, nossas línguas pareciam realizar uma dança, eu fiquei por cima do mesmo que tinha as mãos em minhas costas. Senti as mãos de German na barra do meu vestido e puxou pra cima, o ajudei tirar aquela peça de mim. Fomos nos despindo e nos amamos profundamente, ali, naquele quarto, naquela ilha. Depois abraçadinhos, depois do nosso momento adormecemos.
POV'S German
Acordei e os últimos raios de Sol do dia invadiam nosso quarto, meu anjo dormia esparramada na cama com um lençol sobre o corpo, tão linda com os cabelos espalhados no travesseiro e a carinha amassada. Dei um beijo em sua testa, vesti minhas roupas e fui para a varanda.
Fiquei observando o mar de água cristalina e o sol se pondo sobre o mar, a última vez que estive aqui foi com Vilu, quando ela tinha 10 anos, depois da morte de Maria eu nunca mais queria voltar aqui, são tantas lembranças. Mas Vilu implorou tanto pra voltar aqui que não achei justo culpa-lá pela morte da mãe.
Resolvi fazer algo para comermos, quando Angie acordar pode estar com fome. Desci para a cozinha e vasculhei em todos os armários e geladeira a procura de ingredientes. A cozinha estava abastecida, como pedi para Carina, a funcionária que cuida dessa casa em minha ausência.
Graças a Olga nem me lembrava mais como fazer pratos que eu sempre fazia. Decidi fazer macarronada, separei os ingredientes e fui preparando o suficiente para dois. Quando já estava pronto, coloquei em dois pratos e peguei duas taças e as enchi com vinho e coloquei na mesa.
Minha loura entrou na cozinha com sua roupa anterior, mas ainda tinha a carinha amassada. Já havia escurecido e o sol partido. Eu estava concentrado em fazer nosso jantar que nem havia notado.
–Hmmm que cheiro maravilhoso! -elogiou e puxei a cadeira para ela sentar.
–Espero que goste do jantar! -falei sorrindo e me sentando.
Começamos a comer a macarronada que havia ficado bom enquanto bebíamos goles do vinho.
XX
Eu e Angie trocávamos carícias no sofá enquanto assistíamos um filme de ação que eu nem estava prestando atenção.
–Amooor -chamou Angie de uma forma dengosa.
–Que?
–Faz uma massagem no meu pé? -pedi colocando meu pé em seu colo.
–Só hoje, não se acostuma! -disse ele e se levantou subindo as escadas, provavelmente pegar um creme.
Dito e feito, veio com um pote de creme em mãos.
–Eba!! -comemorei ao sentir German massagear meus pés com o creme gelado.
German parou de massagear e retirou meu vestido, levei um susto com o ato dele mais depois entendi. Ele passou a massagear todo o meu corpo. Claro que acabamos cobertos apenas pelos lençóis da nossa cama. Eu fazia carinho em seus cabelos e ele em minhas costas.
–O que acha de um banho? -perguntou com um olhar de segundas intenções.
–Uma excelente ideia! -respondi com um sorriso malicioso se formando em meus lábios.

Notas finais
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